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 Quarto - Aidan Becker

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MensagemAssunto: Quarto - Aidan Becker    Dom 13 Set 2015 - 17:46


 
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Última edição por Master em Seg 28 Mar 2016 - 21:15, editado 2 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Quarto - Aidan Becker    Seg 12 Out 2015 - 21:32

por ironia do destino, Aidan havia se atrasado para a cerimonia de abertura. e isso era novo para ele. Se despediu de Seus tios que cuidaram dele como se fosse filho, se despediu de seus primos e tomou um carro de aluguel, já havia idade o suficiente, então iria dirigir fazendo uma pequena viajem até a cidade de destino,  o maior problema que encontrou foi o carro ter quebrado no meio do caminho e com isso teve que esperar a seguradora  vir trocar e levar o carro conferindo a documentação. por conta disso havia chegado tarde. a sorte até aquele instante parecia telo abandonado.

como havia chegado tarde e fatigado,  deixou o carro parado dentro da academia em  algum lugar que parecia ser um estacionamento. pegou parte de suas malas enquanto o restante era descarregado e levado por um dos empregados da instituição. com o ar de alivio  aidan carregou seus bens mais preciosos, suas armas, e a levou (desmontadas) em suas bagagens  até seu quarto. ao menos era isso que dizia na recepção.

As alunas lhe pareciam interessantes, cada uma tinha sua beleza, mas não era momento de pensar nisso, haveria tempo o suficiente para pensar no que quisesse depois de se acomodar no quarto. com o numero em mãos, subiu os degraus com um pouco de dificuldade devido o peso e o cansaço  porém logo encontrou seu quarto. não era difícil,  principalmente por estar dividido em ala feminina e masculina.

chegando lá, não encontrou vestígio de seu colega de quarto ( que descobriu que teria um  enquanto perguntava sobre o seu dormitório) viu suas malas deixadas e organizadas juntamente com suas roupas ja guardadas e se assustou com a eficiência do lugar, nem nos hotéis que havia ficado era algo assim tão rápido, nem mesmo guardavam suas coisas. mas deu de ombros e guardou  em seu armário seus tesouros bem guardados. tirou sua jaqueta a deixando pendurada na cabeceira da cama e foi observar a caixa dobre o colchão, seu novo uniforme. aquilo era um bouco demais, não gostava daquele tipo de roupa, contudo não havia alternativa. guardou o uniforme também e retirou os cuturnos dos pés, verificou para ver se não tinha chulé ( e não tinha) e então se jogou sobre a cama para ver as mensagens no celular e mandar o recado que havia chegado bem aos seus tios.


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MensagemAssunto: Re: Quarto - Aidan Becker    Sab 17 Out 2015 - 20:02

Dez minutos. Esse foi o tempo que Will esperou no portão da academia até que o som de motor fosse ouvido e um carro escuro parasse a sua frente. Era um belo modelo japonês, embora sua marca fosse difícil de supor naquela escuridão. Não que aquilo importasse ou até a carona que seu avo tinha enviado para aquela missão. Não mais que o homem que de lá saiu, pelo menos. Um moreno de olhos claros quase do mesmo tom dos de Will, mas roupa refinada e uma distinta aura nobre e vampírica.

-Jovem mestre... – O vampiro morena fez uma reverencia ao vê-lo. – O seu avô ficou preocupado com o relato que nos mandou. Demônios você diz? Realmente lastimável...

Elliot apenas balançou a cabeça um tanto preocupado com alguma coisa, enquanto Will ainda sentia toda sua cabeça rodar.

- Pode me mostrar suas mãos?

Ele perguntou, tirando as luvas do loiro, enquanto grandes feridas... Cicatrizes do uso de sua habilidade tinham espaço. Elliot apenas fez uma careta em resposta, pegando uma espécie de pomada de cheiro estranho e fazendo os curativos. Não que Will parecesse ligar muito pra dor ou praquilo. Além da verdade, ele nada sentia. Apenas a garganta seca, essa que foi logo tratada, quando o outro lhe entregou uma espécie de bolsa de sangue comprada no hospital.

-Tente não se esforçar tanto, não é bom para seu corpo... – O vampiro orientou enquanto o menino sentia o gosto bizarro e agradável de sangue percorrer sua língua e sua garganta, gerando uma sensação de bem estar. – Principalmente porque ainda está se recuperando...

***

15 Minutos mais tarde – Dormitório masculino

Não encontrar nem Sakura nem Lohanne. Aquele fora quase um milagre para ele quando se embrenhou para o interior do dormitório. Nenhum monitor a caminho também, mas isso era a mínima coisa a se preocupar. Ninguém podia saber. Esse era o seu principal pensamento. Esconder tudo de todos e não decepcionar seu avô antes que ele colocasse os pés na cidade. Simples? É. Podia até ser, mas não quando estava lidando com duas hunters já conhecidas.

Pelo menos ele tivera sangue, claro. Mas até onde aquilo duraria? Até quando conseguiria? Will respirou fundo, achando melhor não considerar mais aquilo. Se usasse cantis para esconder poderia dizer que eram remédios ou algo assim, mas seria o seu colega de quarto confiável ou tentaria roubar-lhe o cantil? Qualquer que fosse as opções, ele preferia não arriscar. Não era mais do que um humano que tinha que beber sangue, nem nada de mais, ou era? De qualquer forma, nunca soubera como apagar memorias. Logo, era melhor começar sondando terreno.

-Err... Oi. – Falou ao outro acenando no modo automático assim que a porta se abriu e dando um sorriso amigável para o outro. – Acho que estava perdido e não conseguia achar meu quarto, sou Willian Kluterz... Err... Mas pode me chamar de Will... – E coçou a própria cabeça mantendo a expressão no rosto quase cansado. Tudo que queria agora era dormir, mas nada custava tentar fazer amizades por ali também, não é? Pelo menos poderia arrumar um álibi para não conversar sobre certos assuntos com as meninas.


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MensagemAssunto: Re: Quarto - Aidan Becker    Dom 18 Out 2015 - 14:55

-hm?! mensagem....

olhando o celular seu tio havia dito para se apresentar na associação. estava cansado mas sabia que tinha que fazer aquilo, viu a hora e percebeu que não estava tão tarde, e talvez não conseguisse fazer isso no dia seguinte, se viu num dilema, e então pensou no que fazer, se lembrou do seu pai e então suspirou

- ok, ele não deixaria pra fazer essas coisas depois!

coçou a cabeça e voltou a se sentar na cama, agora colocando novamente o coturno, quanto alguém entrou no quarto, ele se virou e acenou dando um breve sorriso.

- hey, então vai ser meu colega de quarto! - ele terminou de se calçar e se levantou para cumprimenta-lo  
- Sou o Aidan Becker, a galera me chama de Dan, mas fica a vontade, só não me chame de Becker pq isso vai parecer que minha mãe esta me dando uma bronca kkk

fez uma piada para descontrair o clima, e então pegou uma de suas malas com a pistola e outra com o rifle.

- e ai? gosta de Paintball? vou ver se me inscrevo num grupo, bem parece que tenho uma uma apresentação a fazer esta noite, então vou aproveitar e te deixar dormir, cara! você ta com cara de morto D=, sério descaça um cado prometo que não faço barulho quando voltar!

era um pequeno defeito de Aidan, ele falava sem dar brecha para que as outras pessoas tivessem chance de implicar com o seu sotaque estrangeiro forte, com uma mistura de nacionalidade em algumas palavras especificas, mas ele não deixaria que isso o abatesse.

o moreno de olhos amarelados acenou  e então se despediu de seu colega de quarto, o loiro parecia precisar de um tempo para descansar, e Aidan achava bem chato ficar numa noite bonita, preso dentro de um quarto.


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MensagemAssunto: Re: Quarto - Aidan Becker    Sex 23 Out 2015 - 21:30

Fingir e ser agradável. Essa era a maior orientação de seu avô e também aquela mais difícil de ser seguida naquele lugar. Pelo menos em relação à primeira. Uma coisa era certa e irrefutavel sobre Will: ele não sabia mentir. Não soubera e não fora agora que aprendeu, principalmente diante daquela coisa no convento. Diante da tremedeira e dos questionamentos de Sakura e Lohanne. Teria sido por isso que fugiu e seguiu para seu quarto? Para fugir e evitar mais perguntas que lhe seriam difíceis de responder? Provavelmente. De qualquer forma, ele apenas tentava manter o sorriso desastrado e amigável para seu novo colega de quarto.

-Ah sim, é um prazer, Aidan-san. Espero que sejamos amigos.

Coçou a cabeça, olhando a arma e a mochila. Hunter... Pensou imediatamente. Não era algo que o outro poderia esconder dele com conversas de paint ball. Mas, muito menos, era algo que iria perguntar. Em sua incapacidade de mentir com exatidão, tudo o que lhe sobrava era manter-se o mais calado possível, envolvido em seus próprios problemas. Afinal, ninguém além das duas meninas devia saber que ele era um caçador. E, muito menos, ninguém poderia saber de seu desejo por sangue e do monstro faminto que lhe acompanhava

-Sim. Eu gosto de Paint Ball, mas costumo ser um desastre em esportes, a ponto de atirar em mim mesmo...

Coçou a cabeça novamente, com um sorriso. Aquilo havia se tornado uma mania irritante quando estava nervoso. Por que? Porque era levado a outra mentira para esconder o resto. Claro, não totalmente. Talvez no passado aquilo simplesmente tivesse sido uma verdade. Mas agora... Agora Will-Capote havia sido enterrado junto ao seu idealismo quase utópico.

Will então se afastou da porta, dando espaço ao outro com um aceno de mão e um boa sorte. Ir a associação com desculpa de um concerto. Não seria má desculpa, se não fosse no meio da madrugada. Mas, como havia decidido, não iria questionar nada que não se relacionasse a si ou as vontades de seu avô. O assunto estava encerrado e ele, estava sozinho no quarto.

-Devia avisar que a associação anda mandando alarmes falsos?

Pensou, apenas observando o outro andar à distância pelo reflexo da janela, no lado de fora, e então simplesmente dando as costas para o vidro. O mundo é cruel Willian, então porque tenta levá-lo em suas costas? A frase de seu avô se repetiu como um lembrete de concordância, enquanto por sua vez, o loiro ia até onde sua mala estava disposta, pegando apenas uma permuta de roupas confortáveis para dormir e indo tomar um rápido banho, para tirar aquele desconfortável cheiro de sangue e morte de si...

Quinze minutos depois, ele já tinha deitado na cama e desmaiado...

***

Estava novamente em Dubblin, no velho apartamento de sua família adotiva, sentado no sofá quando se deu por si. Um homem atarracado e rechonchudo assistia televisão ao seu lado, enquanto o cheiro de rosas espalhava-se das plantação de sua mãe.

-Então, como tem passado na nova escola, meu filho? Ainda vai tentar medicina em Oxford? Não sabe como tenho orgulho que queira seguir o mesmo caminho que eu... - O homem era grande, mas tinha um sorriso amigável e verdadeiro. O sorriso de um pai satisfeito com seus três filhos, sempre pensou Will. Mas agora imaginava se não era apenas o rosto de um homem inocente que só conseguia sonhar com a cura do câncer, desconhecendo o mundo do submundo e acreditando na mudança humana. -Sabe... Quando se formar, vai receber o estetocopio de seu avô. É algo que recebi de meu pai, antigo e valioso, espero que o preze da mesma forma que eu e...

-Dá para parar com a babação de ovo, pai? Todos sabem que Will é um gênio e ETC, mas já deu... Não estou conseguindo ouvir Tyler na linha..-Dessa vez era Ashley quem falava, com seus negros cabelos molhados e a expressão insatisfeita típica de adolescente problemática que Willian tanto se acostumara. Sempre reclamando e mandando-o fazer tarefas direto, enquanto gastava todo o salário do trabalho de meio período em conta de telefone para falar com o namorado. Apesar de tudo, o loiro não tinha nada contra ela.

-Se você entrasse numa faculdade, a babação de ovo não seria com o Will. Então, o que aconteceu dessa vez? Ele está fingindo que vai cuidar dos pais pra viajar de novo? Sério, só uma imbecil mesmo para confiar naquele canalha. - Dessa vez era Anne que falava. A pequena pirralha de doze anos que combinava a cor de seu óculos fundo de garrafa com o seu horóscopo do dia, além de usar o cabelo multicolorido em penteados não tradicionais.

Will apenas respirou fundo após aquilo, pegando um salgadinho do pacote e comendo já sabendo o que aconteceria, e então a discussão das duas começou quase aos tapas como sempre, até a voz de sua mãe chamar para um chá e lhes acalmar. Mas nem tanto. A cabeça de Will girou quando uma almofada perdida lhe atingiu, e então os rostos se misturaram ao "daquele homem".

-Experimento 637, por favor me acompanhe...

A sala de estar virou um corredor branco, e tudo que os pés de Will faziam era seguir em frente. Medo e terror. Eles lhe voltaram de repente, mas nada ele conseguia fazer. Aquele corredor, ele o conhecia muito bem como a si mesmo. Mais à frente, havia uma sala e uma maca de ferro. E haviam as experiências. Dolorosas experiências. Mas, pensando bem... Ele não estava longo demais? O homem não estava sorridente demais, e por que havia aquela luz? Por que o sol atingia lá dentro? Nunca houvera sol no calabouço. Foi então que Will sentiu seu corpo gelar, e seus pés pararem.

-Eu não quero... Não quero ir para a clareira.

Falou um pouco alto demais, virando as costas e correndo. Não podia ir para aquela clareira. Não podia. Não queria. Mas a clareira lhe seguia, e tudo que viu a seguir, foi um turbilhão, onde tudo rodava. E o cheiro de sangue, além do gosto. Havia algo em sua mão? Se perguntou Will, enquanto vermelho e verde pareciam se misturar em uma sequência que ele não entendia. A sua carne então sentiu a garra, se cortando mas nem isso pareceu o acordar. Não até o fim, não até seu corpo parar com a confusão de imagens e o garoto loiro com aura familiar aparecer na sua frente.

-Acho que fizemos de novo... - O ser sinalizou sobre as sombras, estendendo a mão para Will. - Não foi divertido? Não sente o gosto? Não imaginava que Ashley ao morrer gritasse tanto para parar. -O ser riu. Estava coberto de sangue, mas não só ele. Mas tudo. Todo o verde havia se tornado vermelha. E sua antiga família, essa estava caída mais próximo. Morta, dilacerada e coberta de sangue,

-O que você? -Will estava em choque em seu sonho. Por que? Por que o sangue, por que pessoas mortas? Ele não gostava daquilo. Dificilmente, o odiava, mas por que o gosto na boca era bom e não nojento?

-Eu, eu acho que foi você... Ou nos... -O monstro abriu um sorriso, segurando as duas mãos de Will e aparecendo através do espelho, com um sorriso carismático e olhos frios violetas, -Não há como enganar a verdadeira fome de um monstro, mesmo que ele adote um outro nome.

Não. Ele não era. Ele não era aquele monstro. Nunca seria.

***

-NÃO SOU COMO VOCÊ!!! - Will começou a gritar muito alto, se sacudindo na cama, enquanto suava frio. Era aquele pesadelo de novo, talvez mais vivido do que antes devido ao incidente.

-NÃO!!! NÃO!! - Gritava em irlandês. Seus gritos eram tão altos que podiam ser ouvidos por grande parte do dormitorio da Day.


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MensagemAssunto: Re: Quarto - Aidan Becker    Sex 23 Out 2015 - 22:51

- WILL!!!!!

Meu coração estava na boca. 
Na boca. 
Pulsando tão forte que parecia explodir. 
Parecia que meu coração tinha gritado. Talvez nós dois tivéssemos gritado. 

Eu me aproximei, trêmula ainda pelo susto.
Ele estava bem? 
Porque estava gritando? 
Foi um sonho? 

Eu corri até ele, vendo seu estado. Me ajoelhei na cama, segurando o rosto dele com ambas as mãos, tentando lhe acordar. 

- WILL!!  Onegai, meozashite!!!  Will acorda!


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MensagemAssunto: Re: Quarto - Aidan Becker    Sab 24 Out 2015 - 7:16

O corpo de Will tremia tanto quanto o de um pobre cachorro morrendo de frio, mesmo que a temperatura do quarto não fosse gelada o suficiente pra isso, e seu corpo permanecesse quente. Em seu belo rosto, uma careta tomava sua expressão inquieta e incomodada. E, de um certo modo, seus músculos não paravam de se mover tensos, em uma convulsão repetitiva e penosa, enquanto sua boca soltava palavras inúmeras de negação em irlandês.

-Não sou... Não sou...

Em um ponto, ele fixou uma das unhas em uma das partes superior de seu braço direito, a passando ali e se arranhando com força. Isso foi enquanto a pequena japonesa segurava seu rosto, e ele mordia os próprios lábios em um impulso quase autodestrutivo.

-Eu não quero...

Agora Sakura sentia algo mais forte. A mesma aura que sentira nele naquele convento, mas suavizada. Quase imperceptível, mas ainda ali, presente. Por mais assustadoras que fossem as circunstâncias. Will de repente levantou as mãos, e, por instantes, suas mãos seguraram no pulso da menina. As mesmas mãos feridas que ela vira antes. Mas diferentes. Não haviam mais traços de feridas abertas, e as fachadas não pareciam mais que rastros de cicatrizes antigas. Como um humano se recuperou tão rápido quanto um vampiro comum, ou mais? Aquela era uma questão a ser questionada.

Assim como seu aperto. Forte, que quase chegava a machuca-lá até que se desse por si e todas as convulsões parassem de uma vez. E então seus olhos se abrissem, de um em um... Vermelhos como sangue.

-Sa...Sa... Sakura-san? - Perguntou Will, puxando o próprio corpo para trás e dando um pulo em surpresa e medo. Por que ela estava ali? Teria ouvido tudo? Ele teria agido estranho de novo?


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MensagemAssunto: Re: Quarto - Aidan Becker    Seg 26 Out 2015 - 10:53

Will, porque isso estava acontecendo com você?  Porque dentre todos nós, você parecia o que mais estava diferente... Tão diferente que isso ultrapassava tudo que eu sabia sobre você. Sobre o menino doce que não sabia sobre a existência de nada, nem do vampiro com o qual partilhava o corpo.
Para onde havia ido aquele meu Will?... 

Eu ficava a cada momento mais confusa, angustiada. Will não parava de gritar, de tremer. Eu o sacodia com força, chamando por seu nome tentando acordá-lo mas eu parecia inútil em pro daquele sonho.

- Will... Mas....o que? - Eu parei de sacodi-lo, ainda com as mãos em seu rosto. 

Aquilo... Aquela presença. Kami-sama... Will estava apresentando aquela energia novamente. Talvez não tão forte, mas ali, eu conseguia identificá-la, senti-la nitidamente. 
Era uma presença demoníaca. 
Meus olhos se mantiveram abertos e vidrados. 
Não. Aquilo não tinha nada a ver com algo vampírico de Charles que pudesse ter ficado nele. Aquilo era.

~ oni.... 

Will.... Will....  O que você havia feito?

Suas palavras eram desconexas pra mim. Eu não conseguia entender o que ele sonhava. Tentei, mas quando ele segurou meus pulsos eu tive que conter um pequeno grito pela dor.
Era forte, angustiante, assim como devia estar sendo aquele sonho.

- Onegai!!!!!  WILL!!! - Gritei seu nome mais uma vez até que ele abriu os olhos. 

Seu rosto, como de se esperar, estava em completa confusão ao me ver ali, mas talvez não mais que o meu, ao presenciar aquilo tudo que aconteceu durante todo aquele dia, ainda mais agora. 

Quando ele se afastou eu Continuei ali, parada e assustada, sem saber o que fazia com minhas mãos agora vazias e doloridas. 

- Will... Onegai - Eu tentei me manter firme, mas estava assustada demais. Minha voz tremia. - Will você vai ter que me contar o que está acontecendo...  Onegai!!!

Dessa vez, eu não ia recuar.


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MensagemAssunto: Re: Quarto - Aidan Becker    Ter 27 Out 2015 - 8:24

Monstros são criaturas terríveis e fictícias, apenas presentes em contos para assustar crianças antes de dormir e historias da caroxinha. Era assim que Will pensava desde pequeno. Essa era a verdade que ele acreditava ceticamente até dois anos atrás. Até que tudo mudasse e, ele próprio, acabasse virando um monstro por si só. O mesmo monstro que temia e devorava tudo o que via em seus sonhos. Um monstro sem nome que era ele próprio. A coisa que mais lhe causava o tal "terror incontrolável" que lhe fez gritar. E, infelizmente, também havia, de repente, derrubado todas as mascaras que outrora cobriram seu rosto na frente da japonesa.

Sim, porque, mesmo que não quisesse, seus olhos logo viraram carmesim, mesmo que ele se afastasse e as feridas de antes pareciam melhor cicatrizadas. Droga... O que faria agora? Willian apenas mordeu seus lábios em silêncio sepucral. Ele não tinha o que dizer, e, se tinha, não o queria. Agora, observando melhor, Sakura poderia notar uma espécie de tatuagem negra em seu ombro esquerdo, muito semelhante a um selo mágico estranhamente familiar. Não que pudesse ser muito diferente de uma daquelas tatuagens da moda, quem sabe?

O menino respirou fundo, engolindo o seco. Seu avô lhe mataria por aquilo. -Sakura-san é uma situação complicada... Eu... Aconteceram algumas coisas depois que sai da academia. - Ele vacilou novamente, puxando sua camisa e a colocando como meio de desviar o próprio olhar de Sakura. -Eu quase morri em um incidente e quando dei por mim estava cercado de vampiros, caçadores e outras coisas que pensava não existir. - E vovô me salvou e eu sou um maldito monstro. Pensou nervoso, mas essa parte não lhe diria. Na verdade, tentava apenas se desviar de perguntas com coisas que ela já sabia. Esperava que ela ficasse satisfeita logo.


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MensagemAssunto: Re: Quarto - Aidan Becker    Ter 27 Out 2015 - 12:20

Eu só pedia uma coisa a ele. Que ele fosse sincero comigo. Isso era tudo que eu queria, tudo... Eu senti responsabilidade por Will. Já tínhamos vivido e sentido tanta coisa que eu não aceitava ignorá-lo, não ele, o único que não havia me decepcionado naquele tempo.
Mas será que isso importava agora? Será que importava para ele?
Eu já não sabia pois via nitidamente em seus olhos que tanto conhecia as mentiras brotando. Aqueles olhos que eram azuis em minha memória e então se tornaram roxos e, agora, rubros.

Will...Aquele que parecia ser a última pessoa a quem eu confiava me agarrar, a quem eu confiaria os meus segredos por nunca ter mentido para mim parecia estar quebrando tudo em que eu acreditava sobre ele a cada segundo... Isso era visível em meu rosto, will podia ver a decepção brotando na minha expressão assim como a mágoa a cada vez que ele tentava me enrolar com suas palavras.
Até ele..

Meus olhos correram pela tatuagem e eu não a ignorei. Não ia se passar por "acaso" algo daquele jeito, logo após tantas coisas serem descobertas a respeito do garoto. Aquilo era um selamento, algo antigo e eu sentia o poder dos símbolos, mesmo que disfarçados.

- Você quase morreu em um ACIDENTE, Will?? - eu me controlei para não gritar, mas meu timbre tremia pela mágoa e pela raiva que começava a crescer em mim pelo garoto. 
- Não me faça de idiota! Eu não sou mais aquela garota BURRA! - eu nem vi as lágrimas brotando nos meus olhos, mas elas brotaram, brotaram e escorreram.

- E antes que você use mais dessa sua lábia falha para cima de mim, eu vou ser mais clara... - eu me levantei da cama, tinha de me afastar. Meus passos percorreram o quarto mas meus olhos não desviaram do rosto do rapaz.

- Como VOCÊ que sempre foi a pessoa mais doce e sem jeito do mundo se tornou... - eu tentei medir as palavras- Hunter? Will... Há dois anos atrás você não sabia de nada disso, não sabia de Charles ou dos perigos que corria por causa daquele idiota inconsequente! Eu perdi a conta das vezes que me pus em perigo, em que fiz de TUDO para que nada te acontecesse apesar daquele vampiro parecer não se importar com as consequencias dos atos dele que VOCÊ que teria que arcar...

Eu segurei meus cabelos, tentando respirar mas tudo parecia querer pular da minha garganta, sair tão rápido que se quer me dava tempo de respirar direito. Meus olhos não paravam de jorrar as lágrimas que eu ainda não percebia e minha voz se tornava cada vez mais falha e embargada, mas minha expressão era de revolta, de descrença no garoto.

- Você se separou dele e eu fiquei feliz ao vê-lo assim... Mas.... - eu parei de andar, olhando-o - O que você fez pra conseguir isso Will? Qual foi o preço que você pagou?....

-Eu sei o que você é... - meu olhar o analisou, parecia para will que eu enxergava dentro dele - Tem uma parte de algo pior que um vampiro em você...


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MensagemAssunto: Re: Quarto - Aidan Becker    Ter 27 Out 2015 - 13:47

Um monstro. Era disso que se tratava. Não de um hunter, apenas de um caçador feito para matar. Alguém que já havia treinado e caçava outros monstros pelo bem de seu avô. Teria o direito de ainda ser amigo de Sakura ou já havia corrompido tudo o que tocava? Pensava Will confuso, tendo certeza que seu verdadeiro eu apenas o observava impassível agora. Tinha que esconder. Tinha que negar, não era isso o que queria? Mesmo que não tivesse uma ordem clara de seu avô, ele ainda tinha que fazê-lo. Tinha vergonha do que era, mas, mais do que tudo, medo de aceitar o que devia ser. Afinal, ele mesmo sabia, mesmo que negasse milhares de vezes antes de dormir, como um sonho difícil de aceitar, tudo ainda era real,

Por esse motivo, Will manteve-se em silêncio, com a camisa na cabeça por um tempo, enquanto ela gritava consternada. Nada podia dizer... Ja tinha falado demais, além disso, podia ser perigoso para ela. Muito perigoso. Monstros não eram algo com que ele queria ver ela envolvido. Ignora-la e fazê-la odeia-lol nesse caso, era a melhor opção. Mas então...

Então Will viu as lágrimas, grossas, preocupadas e em pânico. Droga. Ele realmente odiava lágrimas, principalmente as dela, querendo consola-la se, poder. Mas isso não era o pior. Como ela sabia? Will pressionou fortemente os dentes um contra o outro. Droga, droga, droga! Seu avô iria realmente ficar irritado. Ou será que estava referindo a si próprio? Will pressionou os dedos com força em volta de sua adaga escondida entre as vestes, a fincando com força na Madeira da estante, como para se acalmar. Seu olhar, no entanto, não cruzava com isso. Embora sua voz tivesse se tornado mais fria de repente. Ele não tinha alternativa se não falar.

-Sakura, você devia tomar cuidado com monstros, ele consumam devorar e destruir tudo o que tocam. - Ele respirou fundo novamente, então guardando a adaga e se virando para ela. Seus olhos agora voltavam para o púrpura usual. - E temo dizer que eu seja esse monstro - Will então pegou um lenço na estante, levando com calma para onde ela estava e lhe entregando de maneira estanhamente calma, fazendo uma saudação e limpando suas lágrimas. -Há dois anos o Will que conheceu morreu no incidente com Charles e, embora nunca tenha pedido nada aos céus ou a ninguém, renasceu como um maldito monstro escravo do sangue...


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MensagemAssunto: Re: Quarto - Aidan Becker    Qui 29 Out 2015 - 19:14

Eu não queria mais nada, nada além da verdade. Chega de mentiras e enganações, eu estava farta. Aquelas histórias e simulações... Os rostos falsos que eu mesma vestia pareciam falsos perto daqueles que eu via em will.
Ele não era mais o mesmo garoto... não mesmo.

Eu ainda chorava sem ver minhas lágrimas mas tremia tentando segurar e manter a voz menos trêmula até que vi will cravar aquela adaga no móvel. Eu me assustei, não por ele ter uma adaga, mas porque estava nervosa, sensível... Eu me sentia desmoronar como as paredes que havia construído. Anos reprimidos vazando de uma única vez.

As palavras dele me fizeram parar. Meus rosto demonstrava que eu não conseguia entender aquilo... Não conseguia mais entender Will.
Eu não me mexi. Não me mexi quando ele olhou, se aproximou ou enxugou as lágrimas que só agora eu notara.
Eu não me mexi ou desviei o olhar. Eu o olhei intensamente por cada segundo daqueles que se passaram, olhei em seus olhos em cada aproximação, em cada gesto. Eu o enxergava agora.

- Anata... Você não é um vampiro... - eu disse, com certeza o olhando - é outra coisa....

Minhas mãos foram até as dele, as afastando. Eu não queria que ele tocasse no meu rosto, nas minhas lágrimas. Que deixasse elas escorrerem.

- Soshite... Independente do que você tenha se tornado contra a sua vontade, o que você é de verdade você ainda pode escolher.

Eu o encarei de frente, meu rosto vermelho e ainda molhado, mas os olhos repletos de uma dor que ele talvez não entendesse, uma dor por saber, no fundo, que aquele Will não existia mais. Eram lágrimas de luto pelo garoto que eu conheci.

Eu ia tentar, por mais uma vez, não perder as coisas que eu se quer tinha...

- Wil você tem duas opções. A primeira é confiar em mim... Eu... te juro, pela minha alma, eu juro que eu sou uma das poucas, talvez a única pessoa a poder te ajudar. Eu não sei nem a metade das coisas pela qual você sofre, mas você também não sabe sobre as minhas... Eu fiquei surpresa a te ver naquele convento mas eu sei que você também ficou surpreso a me ver. Will se você mudou eu não sei dizer o quanto eu... me descobri. Então, se ainda sente... qualquer coisa por mim, se ainda me quer por perto você tem que saber que eu não sou fraca e que hoje, eu posso te ajudar mais do que com palavras... Eu posso te ajudar com o que você É

Eu desviei o olhar, respirando e tentando me acalmar. Aquilo doeria mais.

- Mas a segunda opção é você não confiar em mim. Negar minha ajuda e me tirar da sua vida... Você tem esse direito, mas... - eu o olhei séria - Se eu não for sua amiga, se você não controlar o que você é... um dia eu posso me tornar o oposto do que fui....

Sua inimiga... Eu queria dizer, mas até nessa situação essa era uma palavra pesada demais, forte demais para eu dizer para ele, para Will. O meu Will não existia mais, mas esse garoto à minha frente ainda tinha em seu rosto e seu corpo todos os momentos que passamos, toda a amizade e sentimentos à mais que tivemos. Eu queria ser sua amiga, mas... Eu estava cansada... Cansada de sofrer com isso. Eu não confiava em ninguém mais e se nem em Will eu poderia, só me restava uma coisa: cumprir minha obrigação.


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MensagemAssunto: Re: Quarto - Aidan Becker    Dom 1 Nov 2015 - 14:49

Sakura sempre fora algo diferente em meu mundo, como uma luz que me puxava para a realidade e mais longe daquelas celas escuras. Era estranho dizer isso, mas desde o início algo em mim sabia, algo em mim dizia ser única. Uma das pessoas que, no futuro, eu tentaria proteger com unhas e dentes e também alguém que me foi mais custoso esquecer. Um Kluterz, meu novo eu, não precisava de distrações. E, mesmo que minha mente lamentasse o ocaso, outras coisas necessitavam minha atenção. Outros assuntos que pareciam cada vez mais pesados, mais relevantes e ao mesmo tempo mais fáceis. Se desligar? É. Acho que foi isso que aconteceu após minha morte. Afinal, um monstro com sentimentos não faz nada a não ser se machucar. Mas se foi isso, então meu processo fora um tanto defasado. No fim, eu não conseguira esquecer da japonesa de olhos claros, e isso se demonstrava em mim, naquelas ações e preocupações.

Eu não queria que ela chorasse, não queria que me odiasse e, muito menos, queria mentir pra ela. Aquilo me doía mais que o normal, e, portanto, tudo o que ansiava era ajuda-la. Ajuda-la de maneira utópica. Mesmo que aquilo me ferisse no processo.

Desculpe vovô. Eu sou uma falha. Falei em minha mente, puxando o lenço de volta assim que ela o recusou. Sentia suas palavras perfurando fundo em minha cabeça, quase ríspidas e sérias. Me odiar? Minha garganta ficou seca de uma hora para outra e não deixei de morder os lábios. Sakura-san, você esta completamente enganada, eu não tenho uma escolha. Não deixei de pensar, ficando nervoso e abaixando a cabeça por uns bons minutos, afastando dela.

-Você não tem escolha Will, você sou eu. Não é querer ou não. Você é o que é.

Lembrava de pequenos flashs de seus sonhos, quase perturbadores. Flashs que tinha certeza não serem mentirosos, e então da mão de seu avô em seu ombro, quando acordava suando e seu sorriso cálido. Ele sempre o acalmava depois com palavras, embora eu soubesse que Murtagh não poderia fazer nada. Era um dom com o qual ele nasceu, se lembrava. Um dom ligado a própria vida e por causa do qual não tinha morrido naqueles experimentos quando mais jovem.

Cerrei os punhos. Era impedido de dizer aquilo de qualquer forma. Então uma única resposta sobrava, mentir de novo.

-Sakura, eu vou confiar em você...  - Meus olhos violetas então encontraram os dela, tentando esboçar um sorriso convincente, mesmo que o fato de ser impossível gritasse em meu ouvido, eu preferia até a morte no lugar de teu odio


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MensagemAssunto: Re: Quarto - Aidan Becker    Dom 1 Nov 2015 - 16:28

Will... 
Eu estava receosa sobre qual decisão ele ia tomar. Eu tinha medo que ele recusasse, mas esse medo vinha por que eu acreditava que ele poderia não confiar em mim.
Eu já não confiava em mais ninguém, mas à Will eu ia... eu queria dar aquele voto.
Ao contrário de Lohanne que havia me abandonado mesmo diante dos meus avisos sobre Lewis... Eu tinha algo, uma sensibilidade, que na epoca eu não sabia o que era, mas eu conseguia sentir as pessoas. Vampiros ou não, essa minha intuição me alertava sobre o que eles eram, sobre serem confiáveis ou não.
Eu a havia alertado, dito, pedido... Mas ela o seguiu, sem se quer se despedir uma última vez. Simplesmente sumindo com ele. Sem telefone, sem nada. Nenhuma carta ou intenção que dissesse que ainda era minha amiga, que dissesse que se importava com mais alguém.
Mas, tlvez aquela minha intuição não fosse tão boa... Afinal, ela não havia me ajudado em relação à Charles.
Talvez até tivesse me avisado, mas eu não ouvi. Pelo menos não como deveria.
No início aglo sempre me dizia que Charles era encrenca. Na verdade, algo sempre me disse que Charles era encrenca. Mas conforme eu cocnhecia o garoto, conforme eu me deixava levar, menos eu ouvia aquela voz. 
E o resultado?
Uma Sakura quebrada, essa que agora tentava catar cacos do que foi um dia, tentando se segurar em algo que fosse importante para si.
Todos me haviam decepcionado, menos ele, menos Will.
O rapaz foi o único que nunca mentiu para mim, que sempre se importou verdadeiramente... QUem eu sempre podia confiar.
Mas esse Will era diferente. Ele havia passado por coisas que eu nem mesmo sabia o que eram... Ele não era mais aquele Will, não era mais o mesmo... Eu tinha que saber quem ele era, eu tinha que saber se el iria confiar em mim, para eu poder confiar nele também.


Meus olhos não desviaram dos dele, elees fitaram aquele roxo que agora tomava conta do azul, o tornando mais parecido com Charles, embora mesmo assim eu ainda soubesse a diferença, ainda conseguisse ver quem é quem.

~ Will... - eu senti.
Senti um peso enorme saindo de cima de mim, como se eu pudesse voltar a respirar. A expressão dele me dizia que ele não estava muito certo disso, mas Will não mentiria. Pelo menos era nisso que eu queria acreditar.

~Arigatou.... Arigatou Gozaimashita... ~ um sorriso cálido e doce tomou conta do meu rosto com as bochechas róseas e úmidas. Eu me aproximei do menino, agora rapaz, o abraçando, abraçando apertado. 

Eu havia ido com tantas convicções para aquele lugar, com tanta certeza de não me envolver, não me aproximar, mas isso era impossível. Estava impossível carregar tudo aquilo sozinha, eu sentia que ia quebrar, eu precisava sentir que aina podia confiar em alguém, que pelo menos, com Will, as coisas não tinham mudado.

Eu afundava cada vez mais meus rosto no peito dele, o apertando, tentando sentir aquela segurança quando um som alto me despertou, um som de alarme, fazendo meu rosto desencostar da camisa do rapaz.

- O despertador?... - eu perguntei assustada, olhando para a janela.

Entrava uma luz através das cortinas que só agora eu percebia, o que fez eu me assustar e algo gritar na minha mente tão alto quanto o alarme do despertador que ainda tocava.

~Já amanheceu.... - disse, atônita - A aula! - eu me afastei de Will.

~Gomenasai... gomenasai...  Droga! Não dormimos nada... - passei a mão nos cabelos.

Constatar que o dia havia amanhecido só me serviu para despertar um cansaço que eu se quer tinha percebido.


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MensagemAssunto: Re: Quarto - Aidan Becker    Dom 1 Nov 2015 - 22:51

++Will++

Doces mentiras as vezes são melhores que duras verdade. E era nas primeiras que decidira imprimir sua confiança para Sakura, e, portanto, conseguindo sorrir a ela. Não teria seu ódio. Aquilo de certa forma me alegrava mais que imaginara. Egoísmo? É. Talvez fosse essa a palavra a se referir a mim no fundo, mas quem não o tem? E, naquela hora, ele me sorria como o mais velho e agradável dos amigos. Meu cruel e maior pecado.

Meus braços a envolveram protetoramente, e simplesmente a segurei ali, quente, próximo a mim, como uma joia que devia proteger acima de tudo. Sakura, me perdoe. Falava mentalmente, com o coração acelerado e o rosto levemente corado. Talvez quisesse apenas ficar ali daquele modo. Não a solta-la por um bom tempo. Seu cheiro era agradável, seu corpo quente e sua expressão cálida e doce como da primeira vez que a vi... Seu sorriso também não tinha mudado apesar de tudo, embora meu desejo fosse tirar aquela melancolia triste do seu lugar. Os seus problemas, e qualquer perigo, como um jardineiro faz com sua mais bela rosa, ignorando a chegada iminente de Aidan...

Mas então tudo mudou. Um despertador tocou e o abraço se separou. Então caiu a ficha, com a luz da manha. Nos tínhamos aula e... Meu rosto corou mais. O que iriam pensar se vissem sakura saindo do meu quarto àquela hora?

Meu rosto se abaixou também em desculpas. – Não. Eu que tomei seu tempo, acho que tenho crises de sonambulismo durante a noite. – E pesadelos, completei tentando sorrir. – Devia tê-la deixado descansar mais um pouco não estar te incomodando. – Então meus olhos novamente encontraram seu rosto e seu cansaço, mesmo que o meu expressasse o mesmo pela noite mal dormida, mas isso tinha virado rotina há muito. – Sakura-san parece abatida inclusive. – Me levantei, fazendo duas referencias em desculpa. –Não sei se pode ajudar, mas creio que tenha um pouco de cappuchino gelado no frigobar, acho que pode te dar um pouco de animo. – cocei os olhos, esperando sua resposta. Bem onde meu dedo estava, duas olheiras enormes se erguiam. Não que afetasse muito o quesito beleza.


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MensagemAssunto: Re: Quarto - Aidan Becker    Seg 2 Nov 2015 - 2:15

Eu ri fraco, coçando os olhos e me aproximando da janela. Perder aquela noite de sono depois de tantas coisas poderia ser ruim, mas ter tido aquela conversa com Will valia a pena.

- Prepare os olhos... - disse, abrindo a cortina e deixando a luz do dia entrar. Eu ainda esfregava os olhos, vendo o dia claro já iluminar os jardins de fora do dormitório 

~Ie... - eu disse, me virando para ele. ~Esqueceu que eu vivia de crises de sonambulismo?... Nem sei quantas vezes vocês me acharam do lado de fora do dormitório... - apesar de ter dito, um pensamento involuntário passou pela minha cabeça. Na verdade, quem sempre me resgatava era Charles, não Will. O menino só devia ter me visto uma ou duas vezes assim.


Meus olhos reviraram. Algumas coisas realmente não mudavam e não sabia dizer o quanto isso era confortante, mesmo se tratando de manias que ela sempre queria tirar do menino.
- Ie... - eu me aproximei de Will - Nós conhecemos há anos... ainda vai me chamar por "-san" ?... Mesmo se você fosse japonês não seria tão formal... - eu segurei a mão dele - "Sakura", ok? "sa-ku-ra".... 

Eu ri de leve, me lembrando que foi exatamente dessa forma que eu o repreendi quando nos conhecemos por me chamar por "-san".
Eu olhei para o frigobar, mas cafeína não era algo que me fazia exatamente bem.

~Arigatou, demo.... Acho que você tá precisando demais, zumbi-san.

Eu soltei a mão de Will, ajeitando meus cabelos. Respirando fundo para focar minha mente sonolenta e esticando os braços para o alto.
~Ouch.... ~ eu os abaixei. A dor me fez lembrar de que ainda estava com o ombro machucado, do ferimento que Marshal havia feito no dia anterior. Teria que trocar o curativo ainda.

- É melhor eu ir... Tenho que tomar um banho ainda e pensar seriamente se eu vou ou não matar o primeiro dia de aula - ela piscou um olho. 

~Se cuida.... Will... ~ eu acenei para ele indo em direção à porta. Não tinha a mesma preocupação que ele. Na verdade, eu se quer pensei no que poderiam achar me vendo sair do quarto dele descabelada de manhã.
Mas, enfim.
Eu saí.


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MensagemAssunto: Re: Quarto - Aidan Becker    Seg 2 Nov 2015 - 11:59

trim... trim... Trim... O despertador continuava, até que Will conseguisse alcançá-lo com a mão e bater ali. Era um zumbi, e realmente estava com sono quando seguiu a geladeira, pegando um cantil de cor preta e não a unidade de cafeína. Aquilo era sangue, mas ele não podia falar. É aquele realmente seria um longo dia, onde seus olhos, mais uma vez, se incomodavam com a claridade tão absurda.

-Ah, certo, então vou te buscar para tomar... -Mas ela já tinha ir embora, e o loiro acabou conversando com o nada, então relaxando. Fora quase. Quase que abrirá mais a boca, e aquilo seria muito perigoso pra ela.

O sabor de sangue logo atingiu sua garganta, embora um pouco frio demais para o preferível. E, devolvendo a embalagem meio cheia a geladeira, ele simplesmente resolveu ir tomar um rápido banho para acordar da noite não dormida para uma aula.

A olheira não desaparecerá, óbvio, mas de nenhuma maneira aquilo afetava sua aparência, que continuava sublime e bela como a daqueles famosos que normalmente aparecem nas capas de revista, mesmo com os cabelos dourados desarrumados. Sua mão no espelho, também parecia em melhor estado que antes, muito embora ele optasse por colocar suas luvas negras junto ao uniforme escuro da turma do dia.

Por instantes, suas mãos também foram até o óculos de sol que jazia na cabeceira de sua cama. Mas, pensando melhor, o quão estranho seria usá-lo? Ou usar um boné? Ele se sentiria incomodado, claro. À luz do sol lhe fazia sentir-se mal há tempos, mas o melhor era se disfarçar. Portanto, suas preocupações se findaram com um protetor solar fator 60, antes que puxasse sua mochila e saísse andando pelo corredor.

Sakura, Sakura... Will procurava pela porta certa, enquanto vários olhares femininos vinham em sua direção daquela mesma maneira estranha e de admiração. Como sempre, ele os ignorava, talvez por estar acostumado a fazê-lo ou simplesmente por ter dificuldades de notar razões ocultas.

Essa não, essa não. Então ele parou. Sakura é uma tal Sibéria. A última ele não conhecia. Por que Lohanne não estava com ela? Se perguntou, enquanto sua mão batia na porta. -Ei, Sakura. Sakura, posso entrar? Temos que ir pra aula.


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MensagemAssunto: Re: Quarto - Aidan Becker    Seg 2 Nov 2015 - 12:05

[ CONTINUAÇÃO - QUARTO SAKURA TSUKINO ]


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