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 [Quarto 55 B]

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MensagemAssunto: [Quarto 55 B]    Qua 24 Fev 2016 - 21:18








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MensagemAssunto: Re: [Quarto 55 B]    Qui 25 Fev 2016 - 1:04

A escuridão tomava conta de tudo ao seu redor, estava frio, sim ela podia sentir o frio que tocava sua espinha como uma lamina afiada. Estava deitada sobre a neve com o grande lobo negro deitado próximo a ela, o lobo a olhava quando finalmente havia despertado, e seus olhos estavam marejados quando os coçou  e então se sentou sobre a neve, o lobo se levantou também, estava receoso, mas aos poucos se aproximou com um olhar cheio de medo  e cuidado. Freya então estendeu sua mão e o lobo pareceu retroceder, mas por fim se entregou aquele toque esfregando a cabeça em sua mão e se aproximando para lhe dar uma lambida sobre a bochecha, com um sorriso tímido, a ruiva o abraçou, ele era quente, mesmo com seu pelo coberto de neve. O lobo ficou sobre ela, como para aquecê-la da neve e a ausência de uma fogueira, isso explicava porque sentia frio.


 Havia despertado novamente daquele abraço, o lobo a cobria se deitando sobre ela, e ela o abraçava. Uma suave melodia era cantada ao fundo, agora com um fogo que crepitava próximo, a figura feminina se sentava próximo às labaredas e cantava numa língua um tanto estranha, mas não completamente desconhecida, não sabia o que significava, mas conhecia aquela melodia, era uma canção de ninar... A figura palida de cabelos negros cantava para o fogo, como se o fogo fosse uma criança dentro de um berço que parecia ainda brigar contra o cansaço. Aos poucos ela se virou para a ruiva e lhe sorriu interrompendo a canção.


- vejo que acordou
- onde estou?
—segura, por enquanto
O lobo havia se aninhado ao seu lado na neve enquanto ainda dormia. A dama que se vestia de maneira muito antiga lhe sorriu enquanto seus dedos brincavam com a neve escrevendo algo que depois apagava.
—isto aqui é real?
— sim... e não, as sensações são reais, mas não, não é um plano físico
— então durmo?
- sim— com um sorriso muito bonito pareceu feliz que freya começava a perceber algumas coisas.—você escolheu um caminho que não haverá voltas, que talvez não te perdoem ou talvez só você não se perdoe
Sem entender no primeiro instante freya apenas a olhou com duvida, mas depois entendia perfeitamente o que ela havia dito, concordando com a cabeça, a ruiva se encolheu abraçando os joelhos.  Estava confusa e com medo do que estava por vir, da escuridão que os cercava, parecia mais escuro do que o comum, a jovem então se levantou e se sentou ao lado de freya lhe tomando uma mecha de seus cabelos ruivos admirando sua cor.
— não de ouvido aos seus medos, não deixe que eles vençam, ou ele vai chorar muito e novamente por séculos...
— de quem fala?
......


Uma ardência tomou conta de sua face quando seus olhos se abriram e observava seu agressor. Seus cabelos curtos e o fedor do charuto que bufava sobre seu rosto enquanto seus olhos negros a observavam bem de perto, ele lhe sorria enquanto o frio húmido e pegajoso invadia seu corpo. Alguém havia lhe jogado água, mas em transe não havia conseguido acordar quando então lhe deram um tapa, o maxilar estava dormente enquanto suas costas ardiam, alguém lhe esfregava o corpo muito forte, podia sentir algo áspero arranhar a pele juntamente com a ardência do sabão.
Era um banho, e isso só significava uma coisa.
“por favor... não”




As lagrimas enchiam seus olhos, e escorriam sobre seu rosto desacordado.
A turva sombra parecia se mover, mas não sabia se era sua imaginação ou se realmente algo estava lá


“por favor... me tire daqui... por favor”
O homem com o charuto se sentava numa cadeira de madeira a sua frente, a braguilha da calça estava aberta enquanto fumava expondo seu fetiche. A ruíva o encarou enquanto rosnava feito um animal para aquele homem. Não havia nenhum som bonito para abafar os pedidos de clemência que vinham de outros presos, o local era mal iluminado, mas estava ali , sob o foco da luz, vestindo unicamente a tristeza e o ódio.
Seu peito subia e descia numa respiração ofegante, as pequenas gotas de suor brotavam de seus poros, mesmo que a temperatura fosse fria, seu cheiro se misturava, mesclando do habitual perfume amadeirado com o odor do medo. Estava sobre a cama deitada quando seu corpo tremia como se sofresse de espasmos, com a boca entreaberta respirava forte e ate mesmo ofegava, tinha uma expressão de dor enquanto suas presas se mantinham em prontidão para atacar aquele que se aproximasse.


“eu não quero mais, me tire daqui”
“- ah... pequena tola pensou mesmo que poderia fazer o que bem entendesse? Não se esqueça, sou eu — disse apontando para o próprio peito com o charuto entre os dedos— que digo quando e como deve ser feito”
Haviam duas hastes pequena e finas de metal, conectados a uma bateria, e a primeira haste havia sido introduzida por sua clavícula, a ruiva se debatia pelo choque com o choro abafado pela dor. A outra haste era introduzida em seu abdômen, e freya chorava sem conseguir emitir nenhum som além do soluço, até que então os choques sessaram, ofegante de dor, agora com um pouco de folga tentava conter o choro, mas era algo difícil, já que a corrente elétrica ainda lhe percorria o corpo.


O homem na cadeira se tocava extasiado pela cena, ele então se levantou da cadeira enquanto brincava removendo e reintroduzindo a haste metálica, enquanto a ruiva sentia a dor contrair os músculos enquanto gritava.


......


Num rompante, Freya que tremia sobre a cama, se sentava num sobressalto, aos berros cheios de pavor. Levava as mãos aos ouvidos e se mantinha encolhida, numa posição incrivelmente desconfortável, mas que parecia lhe trazer algum conforto, enquanto ainda gritava com os olhos fechados, e lentamente se abriam enquanto ainda soluçava em meio ao medo. A tremedeira causada pelo pânico lentamente diminuía enquanto se mantinha encolhida sobre a cama, ela então se deitou de lado, enquanto sentia o coração se acalma e então estranhou o lugar, onde estaria afinal?
Seus olhos se acostumavam a escuridão do quarto com as cortinas fechadas, mas elas não vedavam por completo a luz do lado de fora, quanto tempo havia se passado desde...


- ahhhh
Uma forte dor de cabeça havia lhe afligindo fazendo com que levasse suas mãos entorno de suas têmporas. Se lembrava que estava no parque, que um puro sangue havia lhe seduzido e que ele se chamava kairen
~kairen...


Com um sussurro dolorido, sentiu o peito doer e as lagrimas voltarem, ela então abriu os olhos e percebeu, não estava na academia, nem com tuomas, muito menos no hospital, onde então estaria? Calmamente ela se levantou da cama como corpo dolorido pelos espasmos, caminhou até a cortina e então a abriu, percebendo que o sol se deitava  no horizonte. S sentia cansada, fraca , com o peito dolorido e cheia de culpas e vergonhas, como voltaria a encara-lo? Depois de tudo que havia acontecido? Kairen estava vivo afinal, ele havia a procurado e o que faria agora? Seus olhos inchados pelas lagrimas e pelo sono eram refletidos no vidro que mostravam o contorno escuro envolta de seus olhos, ela precisava dormir, mas aqueles pesadelos não a deixavam, e tudo o que ela queria, era poder abraça-lo novamente.


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MensagemAssunto: Re: [Quarto 55 B]    Ter 1 Mar 2016 - 12:39

Ele ficara ali, sentando ao lado cama, observando enquanto a ruiva ainda estava adormecida, por alguns momentos ela tinha uma expressão tranquila, por outros momentos tinha a expressão assustada e parecia sentir dor.


Kairen ficou dedilhando calmamente seu instrumento enquanto pensava no que poderia dizer e o que poderia contar quando ela finalmente acordasse. E se as memórias houvessem desvanecido novamente?


Ele suspirou, as notas que saiam de seu violoncelo eram suaves e doces, baixas, era como se estivesse apenas praticando e não efetivamente tocando. Aquilo o ajudava a pensar.


O dia morria e Freya continuava desacordada, causando um princípio de preocupação no vampiro ancião, afinal, ele não sabia o que esperar quando ela finalmente abrisse os olhos, ou o que tinham feito com ela para apagar suas memórias. Talvez devesse procurar por Lirion.


A jovem ainda estava ali, deitada, suas expressões agora pareciam suave e ele não pode resistir em espiar sua mente, saber com o que ela sonhava.


Um lobo negro, neve… Kairen pode sentir o frio do gelo sobre sua própria pele e seus dedos pararam sobre as grossas cordas do instrumento. Um lobo negro, um lugar isolado e com neve, a sensação de nostalgia doeu em seu peito, com um peso maior do que ele poderia imaginar.


Freya parecia sonhar e conversar com alguém, ele só não entendia por que aquela voz da pessoa que falava a Freya era tão familiar. Ele se concentrou mais, mas as próprias sombras de sua visão parecia impedir de ver quem era aquela mulher que conversava com Freya.


Aos poucos a cena foi mudando, a sensação de dor agora enchia o ar, havia um homem diante de Freya… Kairen parou, saindo imediatamente da mente da ruiva, um rosnando quase animalesco escapando de seus lábios enquanto a luz do quarto parecia ser instantaneamente suprimida.


As sombras do local pareciam crescer e agora o ar era substituído por algo pesado e sombrio. Ele largou o instrumento que tombou de lado, mal apoiado na cadeira, e caiu. Mal havia dado o primeiro passo quando seu corpo tombou para frente, na forma de um imenso lobo, raivoso, faminto.


“Quem é este homem? Que lugar é esse?” - sim, agora mais do que nunca ele tinha que encontrar Lirion, tinha perguntas a fazer e, acima de tudo, precisa descontar a raiva que agora queimava dentro de si.


O lobo saltou contra a janela fechada, seu corpo se desfazendo em sombras, descendo pelos pedaços de concreto, onde o sol fazia a escuridão cair, mas agora ela estava ainda mais densa.


No quarto deixado para trás, Freya acordava, confusa e solitária, os olhos doloridos e cheios de lágrimas talvez sequer notassem que, dali, ao longe, uma imenso lobo negro se formava numa rua próxima a pensão, dando alguns passos rumo ao por do sol, farejando o ar, transformando-se em sombras novamente.


Atrás dela, as cordas do violoncelo ressoaram por um breve instante, quando o arco que estava sobre a cadeira caiu sobre o instrumento.

No quarto havia uma pequena mala aberta, com algumas roupas para fora e sobre a estante estava um maço de papéis atados por uma fita preta(as páginas entregues por Lirion e um pequeno frasco de sangue vazio.








"We greeted death as an old friend"
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MensagemAssunto: Re: [Quarto 55 B]    Qua 2 Mar 2016 - 0:12

Seu cheiro ainda se espalhava pelo quarto enquanto a ruiva olhava as sombras vendo as cores do sol desvanecendo no horizonte. O vidro da janela estava frio enquanto o quarto estava abafado pelo tempo que esteve fechado. A calefação era fraca, mas o suficiente para que o frio não se tornasse desconfortável.

“—A neve sempre foi o meu segredo”
 
Algo lhe sussurrava ao ouvido enquanto freya fechava os olhos contendo um nó em meio a garganta. Kairen estava ali, por mais que usasse um cavanhaque, ainda era ele, seus olhos que a hipnotizavam, seu cheiro inconfundível que transmitia segurança, e seus braços que transmitiam um calor capaz de derreter a neve. Parecia um tanto estranho descreve-lo desta forma, visto ao comportamento um tanto frio que tinha com outras pessoas. A jovem vampira acreditava que tudo isso nada mais era que uma forma de mascarar seus verdadeiros instintos, como um animal abandonado a própria sorte, mas que se mostrava incrivelmente carinhoso quando alguém o resgata da solidão.
 
Não era piedade que a ruiva sentia dele, muito pelo contrario, era de alguma forma veneração, não que o achasse como um super-herói. Mas dentro do que conhecia sobre sua vida, sentia uma estima enorme por ser quem era, mesmo em um ambiente hostil. Foi então que a culpa e a vergonha se abateram sobre ela.
 
Com os passos um pouco entristecidos, caminhou de costas se afastando lentamente da janela, não conseguia mais mirar seu reflexo depois do peso de suas ações caírem sobre ela. Ao dar meia volta, encontrou o instrumento caído no chão, e com carinho o pegou erguendo-o e por fim o abraçando. Ainda tinha seu cheiro e seu calor, e talvez fosse o mais próximo que sua coragem a permitia chegar dele. Se mantinha de pé com a cabeça recostada contra o corpo de madeira enquanto as lagrimas começavam aparecer e  a soluçar.
 
Mas este não devia ser um momento de felicidade?
 
Ela não conseguia se sentir feliz, não ao lembrar-se das coisas que havia feito, era fraca e simplesmente se deixou levar pela emoção. Como pode fazer aquelas cosias e não esperar por ele? A culpa a assolava enquanto se sentou sobre a borda da cama, ainda chorando abraçada ao instrumento. Se lembrou então do momento que o viu no parque, e um suspiro cheio de dor calou seus soluços por alguns instantes. Se lembrou como invejou aquele instrumento que tinha entre os braços nesse exato momento.
 
“eu preciso ve-lo..
ele me perdoaria?
ele me amaria de volta?”
 
As duvidas pesavam em seu coração enquanto as lagrimas rolavam por seu rosto e seus lábios tocavam cheios de desejo que aquele fosse seu amado, ao invés da superfície de madeira dura. Lembrou-se de quando ele tocava e então apoiou o cello no chão e o colocou entre as pernas, apoiando o instrumento com os joelhos e deslizou o arco pelas cordas, soando de maneira triste. Não era tão diferente do violino, mas não sabia como segurar o instrumento ou até mesmo a técnica, por isso tudo que pode fazer foi ouvir o som do instrumento...
 
Seus olhos começaram então a vasculhar suas coisas quando achou a mochila e o celular, que agora estava descarregado.  Apesar de ter bateria extra na mochila preferiu não carrega-lo, não queria ser encontrada.
 
Ou o queria?
 
Ela caminhou ate a mala do vampiro e olhou aquelas paginas, sabia que elas faziam parte do seu diário quando as abriu. Pegou aquela fita negra e com um frágil sorriso. Olhou o frasco vazio e pensou, sobre como ele teria acesso a estas coisas tão pessoais? aquele frasco era de um pequeno catálogo que haviam feito sobre sua condição e aquelas paginas... tudo só podia apontar uma coisa: Lirion se movia, mas ela não sabia de que lado no final ele Estaria.

ela tinha medo de encontra-lo, de lhe falar abertamente sobre tudo o que sentia. a ruiva tinha principalmente medo da rejeição e vergonha, ela superaria este medo algum dia? a ruiva sabia que ele ainda a procurava, e ate mesmo arquitetou um plano bobo para chamar sua atenção. ela teria coragem de contar?

não, mas era algo que tinha que fazer se quisesse seguir o plano adiante. ela então se dirigiu a uma mesa e pegou o caderno e caneta, escreveria para ele, tudo aquilo que nao tinha coragem de dizer:

“mr. Kairen,
Sinto muito que quando retorne eu já não esteja mais o esperando no quarto, pelos motivos mais bobos que consegui levantar dentro de minha cabeça. hoje mais cedo no parque, nem mesmo sabia quem era, mas agora sei que é muito mais que um simples observador.
Eu queria te pedir desculpas


Desculpas por não te esperar, por não te ouvir, e principalmente... por acreditar que havia  morrido.
Em um período muito curto da minha vida coisas ruins aconteceram. Acredito que naquela época eu era fraca e também acredito que ainda seja.
Eu não tenho coragem de te pedir perdão frente aos seus olhos. Como percebi leu algumas paginas do meu diário e talvez queira entender melhor do porque as coisas estão assim desde que nos separamos.  E talvez esteja confuso com algumas coisas, pois bem te explicarei.
 
Quando nos separamos, fui tomada pela raiva e pela solidão, me sentia sozinha e passava os dias pensando em ti. Lembro-me que quando nos conhecemos, tudo era Lohanne, e sabia que se ficasse de olho nela, cedo ou tarde você apareceria, e foi isso que fiz por dias, semanas e meses. Lembro-me de falar com alana e às vezes Denis e suas outras irmãs... Devo agradecer imensamente a alana, sei bem que era ela que me mantinha a salvo de todos eles.  Mas saber que todos haviam ido me fez sentir sozinha.  lohanne não me contava nada, e tudo que sabia por conta da associação eram boatos, boatos que me fizeram acreditar que havia falhado.
 
Por um tempo me senti sem chão quando fui levada juntamente com minha amiga por sua família, num tipo de sequestro. Porem eu era um peso morto para ser carregado, eu estava triste, mesmo que lutasse por minha vida, ainda sim não sentia razão para muitas coisas. Mesmo assim fui levada conta a vontade para um lugar, não me fizeram mal la. Eu vivia igual a um pássaro, trancada num quarto, as vezes eu cantava para espantar a solidão quando então um dos meus carcereiros vinha para me ouvir. O seduzi até que ele rogou por mim e me soltara.
Eu nunca havia sido o alvo do sequestro.


Meu problema foi que apenas abriram as portas e eu tive que perambular sozinhas num pais desconhecido em busca de auxilio e eu não sei falar italiano. Foi então que meu pequeno inferno começou. eu havia sido sequestrada novamente, e por um momento pensei que fosse culpa de meu “mestre” mas pouco isso tinha haver. Eles queriam minha fórmula da vacinas, e isso demorou um pouco ate que me dissessem o que queriam e eu os compreendessem....
 
Eu estive presa numa espécie de calabouço, e as coisas que me fizeram ainda me assombram, eu não sabia se chorava por que estava ali, ou pela certeza que nunca me achariam.
 
Meu corpo, minha mente e minha alma se enfraqueceram meu amor. Eu cai e decai me tornando simplesmente ódio e fome, eu não me lembro muito bem, só de que num instante todos pareciam rir de algo que fariam comigo, e depois de que estava deitada numa cama. Lirion ( meu meio irmão) me disse que me encontraram acorrentada e suspensa pelos braços enquanto as pessoas daquela sala estavam irreconhecíveis como humanos no chão, ele não sabe o que aconteceu, mas quando me encontraram isso era tudo o que havia lá.
Eu apenas me lembro de flashes daquele momento, num primeiro momento eles me tocando e algumas sequencias seguia enquanto eu os assistia sendo retalhados.
 
Esses dias ainda me assombram
 
Tuomas me havia cedido boa parte de seu sangue, mas de alguma forma eu não havia me transformado, apenas regredi meu estado, Lirion acredita que é por causa de minha mãe, ela foi mordida e não eu, eu deveria ter falecido naquele dia, e não ela, como as coisas saíram do controle, Tuomas acredita que seja necessário um ritual, para que enfim eu me transforme em uma vampira.
Não falta muito para por fim conseguir e não ter mais medo de cair, eu não sei quanto tempo mais eu tenho, e não sei se o sangue de Tuomas vais ser útil para sempre.
 
Por que eu resolvi apagar você? Talvez seja uma pergunta que se faça, mas lirion me convenceu que seu eu me mantivesse triste por muito tempo, minha sobrevida se extinguiria mais rápido, e era impossível parar de pensar sobre os fatos que haviam acontecido. a cada minuto naquele inferno eu só pensava em você olhando para as sombras, mas tinha que me conformar que havia morrido, que não estaria lá para me salvar. não sei por quanto tempo eu conseguiria suportar mais.


Então fizeram de tudo para modificarem as minhas memórias, mas alguma coisa deu errado, Tuomas não entendeu o porquê, mas nao confiava em vampiros que podiam alterar a mente.  eu ainda sonhava com os dias que eu era prisioneira, mas eram apenas sonhos ruins e desconexos, que me faziam acordar suada no meio da noite e perder o sono. Lirion me disse que era melhor que antes, quando acordava o assustando pelos gritos de socorro, eu tento, mas não consigo, eu revivo noite a pós noite cada momento naquele lugar.
A mais de 18 meses eu não sei o que é dormir uma noite tranquila, com isso eu preciso me alimentar mais e mais, e não de pastilhas e sim de sangue.
De humanos, de caçadores, de vampiros.
 
Eu não sei o que será de mim depois de tudo isso, depois de tantos que eu matei até aprender a me controlar. Por isso passei mais de um ano afastada, escondida.
Eu tenho medo kairen, medo de mim mesma, de falhar, medo do depois, houveram momentos que pensei, depois de tudo, quando não restar mais nada para mim eu procuraria algum amigo que me ajudasse a por fim na minha existência.
 
Eu estou escrevendo esta carta e nem mesmo sei porque a escrevo, mas não tenho coragem de te dizer. Eu ainda me sinto suja, principalmente eu tenho medo de olhar em seus olhos e te ouvir dizer que devemos nos separar. Prefiro ficar com a sua lembrança e levar seu cheiro junto comigo. não sei se conseguiria aguentar tudo de novo.


Att
Freya Gatemberg"

A ruiva então pegou seu cachecol vermelho e o dobrou sobre a cama, com a longa carta presa a ele. Calçou suas botas e guardou as coisas, não carregaria ainda o celular, quando viu aquele pequeno frasco. Ela então remexeu na bolsa e não havia nada, não seria fácil. Quando então levou o pulso a boca, e o perfurou de forma dolorida, assim seu sangue fluiria, e assim foi até encher o pequeno frasco e o colocar ali sobre o cachecol, junto a carta. Disfarçou a ferida com esparadrapo e então pegou um cachecol preto deixando o seu vermelho ali, com o cheiro inebriante, o enrolou no pescoço e então verificou a porta, ela conseguia abrir,  a ruiva fechou a porta em seguida e saiu descendo pelas escadas, até sair pela porta da frente do hotel.
 
seus pés estavam inquietos, e seu peito dolorido. com um certo esforço controlou suas emoções e partiu dali, não sabia se voltaria a ve-lô, mas sabia que neste instante não tinha a coragem para encarar seus problemas de frente, e as duvidas voltaram a perturba-la

" ele me perdoará?
ele irá para sempre?"

"- criança... fará o lobo negro chorar, veja a verdade por si mesma"


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