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 One-Shot: Lírios

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MensagemAssunto: One-Shot: Lírios   Sex 30 Set 2016 - 6:01

Lírios
 
 
Ainda em Fukushiyama...
 
 
Nero acordou no início daquela noite com uma cantoria ao fundo. Suspirou ainda de olhos fechados, sua mente sonolenta o fez imaginar que estivesse em casa, em seu castelo, e como sempre estava sendo acordado por sua filha agitada e barulhenta. Mas...  Ele não poderia estar abraçando alguém se estivesse em casa. Abriu os olhos sobressaltado e olhou ao redor até sua mente raciocinar que estava no quarto em Fukushiyama e abraçando seu companheiro. Fechou os olhos e deu um longo suspiro enquanto voltava a se aconchegar no moreno...
 
 
... Mas a filha não parava de cantarolar e tagarelar alto pela casa.
 
 
 
 
Bufou e se levantou com todo o cuidado para não acordar o namorado. Sabia que talvez ele não acordasse com aquilo, pois Skye vinha o drogando antes de dormir todos os dias para que não acontecessem mais acidentes. Mesmo assim não queria atrapalhar seu sono, ele devia estar cansado da noite anterior.
 
 
Ignorou o fato de estar com a roupa torta por ter se vestido de qualquer jeito e de seu cabelo estar todo bagunçado e cheio como uma juba, e saiu pé ante pé do quarto. Depois seguiu quase se arrastando pela sala até a origem do som. E lá estava a pentelha com o fone no ouvindo e cantando alto demais enquanto ela e Naru arrumavam as roupas de cama que usaram. Nero ignorou os demais presentes e chegou por trás da menina. Como Lily estava com os fones no ouvido e cantando, foi pega desprevenida pela moca do pai.
 
 
- Ai! – exclamou e botou as mãos na cabeça para massagear o local.
 
 
- Mas é possível que você não cala a boca nem quando ‘tá na casa dos outros? – o pai ralhou mal humorado.
 
 
- Boa noite pra você também – a menina resmungou.
 
 
- Você tem noção de que tem gente ainda tentando dormir? – e ele apontou bravo para o quarto onde Louis ainda dormia. Ou ele esperava que estivesse dormindo se não tivesse sido acordado pela agitação.
 
 
Não. Lily não tinha pensado naquilo, e a cara que ela fez de criança que fez arte respondeu a pergunta do pai. Costumavam ser só eles dois e agora Naru junto, e Daryl às vezes, em sua casa, então ela não se preocupava em acordar a todo pique. Tinha se esquecido daquele pequeno detalhe.
 
 
- Ops...
 
 
A resposta rendeu mais uma moca. Suspirou ao ver os demais aparecendo com cara amassada de sono por terem sido acordados pela garota. Nero ralhou com ela novamente e a fez se desculpar com eles pela indelicadeza. Momentos depois tudo estava arrumado e Skye, Nina e Naru se ocupavam com o desjejum na cozinha.
 
 
Como a menina não sabia cozinhar, decidiu aguardar quando tudo estivesse pronto para ajudar a arrumar a mesa. Então para não atrapalhar e encher a cozinha de gente, ela foi para a varanda e se sentou no assoalho para admirar a cerejeira florida no jardim. Seus olhos brilhavam conforme o vento suave fazia algumas pétalas de desprenderem e flutuarem suavemente até que caíssem no chão.
 
 
Após realizar a higiene e se arrumar, Nero saiu do quarto e seguiu procurando a menina até encontrá-la ali. A observou por alguns segundos antes de se aproximar e sentar ao seu lado. Lily o olhou e sorriu doce para ele. O pai a olhou de volta e também sorriu suave, o que fez a menina alargar ainda mais o próprio sorriso.  Ficaram em silêncio por um tempo até Nero se aproximar e passar um braço pelos ombros dela com carinho, afagando seu ombro.
 
 
- Você gosta? – perguntou suave para a filha.
 
 
- Sim – ela respondeu sorridente – É muito lindo. Eu amo flores.
 
 
Nero suspirou a olhando por um longo momento, enquanto travava uma luta interna. Mas estava na hora. Ele não podia fugir daquele assunto para sempre.
 
 
- Sua mãe também amava.
 
 
Lily se afastou e o olhou surpresa por aquelas palavras. Era possível ver também confusão em seus olhos. O que estava acontecendo? Por que ele resolvera contar algo assim do nada? Sempre que a menina perguntava sobre os pais, Nero respondia de forma grosseira e muitas vezes até agressiva. Dizia para ela parar de insistir, que ele não sabia e também não queria que ela procurasse nada sobre eles. Quando ela era pequena, chegara até mesmo a dizer que ela provavelmente havia sido abandonada porque não a queriam. E apesar de tudo, das mágoas trazidas por essas respostas, ela ainda assim não desistia de perguntar por eles. Porém, fazia tempo que ela resolvera guardar aquela questão para si mesma porque acreditava que Nero nunca falaria sobre aquilo. E lá estava ele, surpreendentemente, expondo uma informação tão importante para ela por livre e espontânea vontade.
 
 
Depois de um momento atônita, Lily conseguiu se recompor o suficiente para perguntar:
 
 
- Você... Conheceu a minha mãe?
 
 
- ... Sim – ele respondeu depois de um breve momento calado.
 
 
Nero observava receoso e atento as reações de sua filha. Ela parecia não acreditar que estavam tendo aquela conversa. O ruivo não a culpava. Havia sido bastante cruel com ela com aquele assunto inúmeras vezes no passado. Lillian merecia aquelas informações, e ele finalmente havia reunido coragem para contar.
 
 
- Nero... mas... por quê...
 
 
- Shh... – o ruivo a interrompeu colocando o dedo sobre os lábios dela – Não, não me pergunte isso... Você... Não quer saber mais sobre ela? – perguntou devagar.
 
 
A menina hesitou por um tempo antes de concordar com a cabeça, ainda com o dedo dele sobre seus lábios. Nero afastou a mão e esperou em silêncio como se desse a permissão para ela fazer alguma pergunta. Lily respirou fundo e tentou organizar o turbilhão de pensamentos que tomava sua mente.
 
 
- Qual... Como ela se chamava? Como ela era? – perguntou baixo e ainda meio sem fôlego.
 
 
Nero sorriu e se ajeitou, antes de olhar para o céu noturno com um ar nostálgico.
 
 
- O nome dela era Claire. Era francesa também. Como ela era? – Nero a olhou e riu baixo e suave – Você é quase idêntica a ela. Ela era um pouco mais baixa, tinha menos corpo que você e os dois olhos eram azuis. Mas... Vocês tem o mesmo olhar. O mesmo carinho... A mesma doçura... Você herdou a bondade e o otimismo da sua mãe... As duas parecem dois anjos perdidos no meio desse mundo decrépito...
 
 
A menina ouviu tudo encantada. Sua mãe. Ela era como sua mãe. Boa como sua mãe. Os olhos dela marejaram, emocionada. Tornou a se aproximar e se aninhar no abraço do pai, olhando-o com olhos ansiosos e curiosos.
 
 
- Você disse que ela gostava de flores?
 
 
- Sim – deu um sorriso doce para a menina – Ela amava todo o tipo de flores... Parecia uma fada no meio delas... Ela sempre me dizia que se tivesse uma filha um dia, daria a ela o nome de uma flor. Os lírios eram suas flores preferidas. Ela te deu o nome do que ela mais amava, minha criança... Seu pequeno lírio.
 
 
A menina não conseguiu refrear as lágrimas que caíram ao ouvir aquilo. A mãe dela a amava. Aquilo era a prova de que a mãe dela a amava muito. Lily precisou de um tempo para respirar fundo e enxugar as lágrimas. Olhou o pai e dessa vez sentiu o peito apertar com a pergunta entalada em sua garganta.
 
 
- Eles estão... meu pai e minha mãe...? – engoliu seco sem conseguir terminar a frase.
 
 
- Estão – Nero confirmou e desviou o olhar.
 
 
Lily suspirou e se abraçou a Nero. Ela, no fundo, sabia daquela resposta. Tinha alguma esperança, mas não passava de um sonho de finalmente conhecer seus pais. Infelizmente ela não teria aquela oportunidade.
 
 
- Como aconteceu?
 
 
- Não quero falar sobre isso – Nero cortou o assunto.
 

Lily o observou em silêncio. Sabia que quando Nero agia evasivo daquela forma, significava que não conseguiria nenhuma resposta dele além de uma reação agressiva. Mas ela ainda queria saber mais sobre seus pais, sobre sua mãe. Então tentou voltar ao assunto com uma pergunta mais amena.
 
 
- Vocês... foram namorados?
 
 
Nero ficou em silêncio e a menina já pensava que ele não responderia aquela pergunta, quando o ruivo enfim falou:
 
 
- Sim. Fomos namorados há muito tempo atrás, eu e sua mãe... Mas... Não deu certo... – olhou a menina e suspirou – Não me faça mais perguntas nesse sentido, não quero respondê-las. Mas... – afagou o rosto dela - ... Eles te amavam. Muito. Tenha certeza disso.
 
 
Lily sorriu e enxugou mais algumas lágrimas que escorreram. Estava triste, mas ao mesmo tempo muito feliz por saber mais, nem que fosse um pouco, de seus pais. De saber que eles a amavam, que sua mãe a amava tanto para dar um nome com tamanho significado.
 
 
- Pai... pode me contar mais sobre ela? – fungou.
 
 
Nero a olhou e suspirou com um sorriso. Beijou sua testa e concordou com a cabeça enquanto enxugava o rosto da filha com a mão.
 
 
- Posso.
 
 
 
 
Nero aconchegou a menina em si e passou alguns longos minutos contando para ela um pouco mais de sua mãe, das coisas que Claire gostava, de como ela amava e ficava linda entre as flores, do quanto ela era doce e quão lindo era seu sorriso. Lily escutava tudo em silêncio, encantada e emocionada. Sequer notaram o tempo passar, até que ouviram ser chamados para tomar o desjejum.
 
 
Lily se desencostou do pai e enxugou o rosto mais uma vez. Respirou fundo e então sorriu para ele com os olhos repletos de emoção. Não havia palavras para descrever o quão feliz ela estava por ele ter compartilhado todos aqueles fatos com a menina. Tudo que podia fazer era agradecer.
 
 
- Obrigada...
 
 
Nero sorriu para ela e viu a menina correr para o banheiro para lavar o rosto antes que os demais notassem que ela havia chorado. Suspirou e ficou olhando para o chão por alguns longos segundos. Ele não havia contado tudo para a menina, não havia lhe dito o crime que havia cometido... Mas o que fizera era um começo. O início do que poderia ser sua redenção pelos crimes cometidos com sua meiga e doce filha. Respirou fundo e se levantou para se juntar aos outros para comerem.
 
 
 
Momentos depois....
 
 
Todos tomavam o desjejum juntos para depois voltarem para casa quando o celular de Nero apitou ao receber uma mensagem. O vampiro estranhou e pegou o aparelho para verificar o que era. Viu então que era um e-mail de seu banco e abriu para ver do que se tratava aquela notificação. Em seguida arregalou os olhos e soltou um xingamento em alto e bom som.
 
 
- Lillian! – vociferou e a menina olhou para ele assustada. Ele virou então a tela para ela ver o extrato da conta – Pode começara explicar de onde surgiu essa conta e como vocês conseguiram gastar tanto SÓ NA NOITE PASSADA! – exigiu furioso.
 
 
A menina olhou para Noah e depois para Naru enquanto mordia o lábio inferior com um olhar sapeca e um pouco temeroso.
 
 
- Ahm... É... Nós fizemos umas comprinhas ontem...
 
 
- Comprinhas?! – Nero bufou e guardou irritado o aparelho no bolso – Você vai ficar sem mesada! POR UM SÉCULO!!!
 
 
- O que?! – ela choramingou – Paaaaaaiiiii....
 


E os momentos seguintes se passaram com o ruivo dando esporro na menina, voltando assim à normalidade entre os dois.




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MensagemAssunto: Re: One-Shot: Lírios   Dom 2 Out 2016 - 19:43

Pontos :

Nero + 5

Lilian + 5


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