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 One-Shot - Reencontro

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Fabi
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MensagemAssunto: One-Shot - Reencontro   Seg 28 Dez 2015 - 20:21

Reencontro



Leon estremeceu ao sentir o vento frio do inverno tocar seu rosto. Esfregou as bochechas já vermelhas pelo frio para aquece-las. Ele lembrava que aquele lugar estaria frio na época do ano, mas nunca estava preparado para o inverno. Odiava ter que usar aquelas roupas todas e a forma como a neve dificultava andar ou correr. Não era uma boa época para ele como caçador. Principalmente depois que...

O loiro levou a mão à boca para tossir algumas vezes. Parou de olhos fechados e inspirou fundo o ar gélido na tentativa de melhorar a sensação sufocante. Maldita asma. Precisava sair logo do meio da rua e arranjar um lugar quente para ficar, antes que arranjasse uma pneumonia para piorar ainda mais seu estado de saúde. Pegou suas malas e saiu as carregando pela cidade. Bela, sempre bela... E sempre um antro daquelas pragas de vampiros, pensou com raiva. Logo a raiva se tornou tristeza. Talvez se tivesse sido um pai melhor, talvez não tivesse aquela rixa com os vampiros, talvez Lewis tivesse sido um bom menino... Negou com a cabeça. Não, ele havia sido um bom pai. E Lewis continuaria sendo uma criatura maligna, era da natureza da família dele.

Chegou já ofegante ao centro da cidade. Resolveu parar um pouco para recuperar o fôlego. Já deveria ter tomado o remédio para a crise, mas era teimoso. Por isso estava com falta de ar. Ia passar sozinho, ia melhorar, ele não precisava daquilo... tentava se convencer. Tossiu outra vez e olhou o relógio para ver que horas eram. Meio da tarde... Sua atenção então foi voltada para a data marcada... 24 de dezembro. Véspera de Natal. Já era a maldita Véspera de Natal. Suspirou. Havia anos não comemorava mais aquela data. Havia desistido de acreditar que um dia realmente teria um pouco de paz ou união na sua vida... Aquilo não passava de tolices que as pessoas diziam para si mesmas para tentar acreditar que o mundo não era uma bosta de lugar e continuar vivendo suas vidas. 

- Bela porcaria - resmungou mal humorado e pegou um cigarro, acendendo e tragando. Já que ia bater as botas logo não tinha razão para se privar do vício maldito.

Soltou a fumaça devagar e se encostou mais no banco gelado. Seu olhar triste vagou pelo céu enquanto a melancolia o tomava. Outros podiam fazer daquele dia um momento feliz com a família, mas ele não. Há muito tempo não tinha mais uma família. Nunca tivera uma mulher para ter a quem voltar e amar por causa daquela vida perigosa. Ali, sozinho, ele se perguntava se valia a pena ter sacrificado, negado aquilo de sua vida. Poderia estar naquele momento estar tomando um chocolate quente e recebendo um afago diante de uma lareira acesa enquanto via as crianças se divertindo do lado de fora na neve. Suspirou e deu um leve sorriso, negando com a cabeça.

"Você não era assim, Leon" pensou "Está ficando sentimental... Está ficando velho" deixou o resto do cigarro cair no chão e pisou em cima com amargura "Isso não é para você. Nunca foi uma opção... Então pare de se iludir."

Respirou fundo e passou a mão pelos cabelos loiros desgrenhados. Como será que eles estavam? ... Ele sabia que Lewis estaria bem, ele sempre estava bem enquanto pudesse andar e planejar alguma maldade como estava fazendo naquele momento... Mas e a guria? Esperava que pudesse encontrar a ruiva antes dele, mas tinha esperanças de que iria. Deveria parar de pensar nele e se importar somente com a menina. Não poderia vacilar, ou outra vez não teria coragem de fazer o que deveria ser feito. Tirou um frasco do bolso, abriu e bebeu um gole do líquido que desceu ardendo por sua garganta e o ajudou a se manter aquecido. Lohanne... Ele só esperava que a menina estivesse tendo um dia melhor do que o dele com seus amigos do colégio.




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Lohanne
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MensagemAssunto: Re: One-Shot - Reencontro   Ter 29 Dez 2015 - 17:03







A moto zunia alto pelas ruas enquanto ela se apressava em chegar, o embrulho prateado estava bem guardando embaixo do banco da motocicleta, numa parte onde havia um compartimento para pequenas bagagens. Ela tinha um sorriso bobo no rosto, uma pausa em meio a tudo aquilo que estava ocorrendo, nem mesmo a sombra de Lewis conseguia manchar nas memórias de Lohanne a imagem de Leon.

Era incrível como naqueles dois anos, em meio a tudo o que acontecia entre ela e Lewis, Leon se tornou um porto seguro e um imenso sentimento fraternal cresceu dentro dela pelo caçador, a imagem de um novo pai, um apoio, alguém que, apesar das duras lições, também tinha palavras suaves e um abraço cheirando a cigarro cheio de conforto.

Ela sorriu ainda mais, quantas vezes não pedira para ele largar o vício, mas aquele velho era turrão e, muitas vezes, eles discutiram enquanto ela simplesmente jogava a cartela inteira com os cigarros dentro da privada, gritando que ele ia morrer cedo porque era um burro, um idiota! Nestes momentos ela prometia que jamais choraria uma lágrima por alguém que morrera porque quis.

Leon a prepara como hunter, mesmo depois de que Lewis a abandonou, perdida, recém transformada, ele reforçara como pode o encantamento que Sakura fizera, tudo para dar a Lohanne mais tempo, para dar um chance.

Leon lhe dera conhecimento e ambos praticavam exercícios, a maior parte dela, visto que, mesmo em breves corridas o teimoso caçador arfava e tossia.

“Vai ser tão bom te abraçar” - ela pensou, acelerando ainda mais. Se havia algo bom de Lewis lhe trouxera, este algo fora Leon, o caçador cheio de compaixão que fizera de tudo para adiar a natureza bestial de Lewis, que fizera de tudo para que ela não caísse. Ele não tinha qualquer obrigação com ela, mas estava ali, estendendo a mão, afagando os cabeços bagunçados dela naqueles dias terríveis, quando a dor do abandono haviam praticamente cegado ela a tudo à sua volta.

Ela não conseguia entender como Lewis pudera deixara Leon, acima de tudo, Lohanne só deixara a Espanha e fora para Ambarantis porque não queria por sobre as costas de Leon o peso de matar Lewis para que ela sobrevivesse. Deveria ter pensado isto antes de enfrentar o puro sangue, mas, às vezes, Lewis a deixava cega em meio a sentimentos conturbados de ódio e revolta.

Agora ele estava ali, em Ambarantis, agora estavam prestes a se encontrar e ela simplesmente não conseguia conter aquela alegria. A neve não a fazia tremer de frio, seus olhos azuis (que a cada dia tomavam um tom mais violeta) brilhavam com doçura, um sentimento raro no olhar dela.

Então ela finalmente chegou e, por coincidência, ele também havia acabado de chegar.

Ela parou a moto e a desligou, pulando dela num único movimento, seus olhos fixos no rosto vermelho de Leon.

Ela estava ainda mais pálida do que ele lembrava, os olhos mais violetas, mas ainda era a mesma menina tentando ser durona.

-Leon - a voz dela era baixa e rouca e ela ficou ali parada diante dele, como se ele fosse se desfazer no vento caso ela se aproximasse - pai… - ela sussurrou baixinho e então correu em direção a ele. Vestia uma calça jeans preta e uma blusa de gola alta da mesma cor, parecia querer se ocultar, sumir. Ele bem sabia a culpa que ela carregava.

Ela o apertou nos braços e afundou o rosto em seu peito, ficando ali, deixando lágrimas contidas há muito tempo correrem. Ela tinha certeza de que Leon entendia bem sua dor.









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Fabi
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MensagemAssunto: Re: One-Shot - Reencontro   Ter 29 Dez 2015 - 20:03

Leon tomou outro gole da bebida e fechou o frasco, voltando a guardar no bolso da jaqueta surrada. Ia se levantar para retomar a caminhada com as malas quando ouviu o som de uma moto. Olhou na direção esperançoso e seu coração quase saiu pela boca quando ele reconheceu aquela cabeleira ruiva. Ele permaneceu sentado enquanto a via se aproximar e deu um sorriso leve. Ele havia a dito que não precisaria buscá-lo, mas a garota era tão teimosa quanto ele. Dessa vez ficava feliz por ela tê-lo desobedecido.

Quando Lohanne desceu da moto e parou diante dele, ele a observou. Um brilho de apreensão passou por seus olhos ao notar os pequenos detalhes da transformação lenta e gradual da menina. Ela já estava se tornando um deles. O tempo era curto para poder salvá-la, ele tinha que salvá-la antes que... que fosse tarde demais para qualquer um deles...

Mas antes que pudesse se preocupar mais, a menina se aproximou. Ouvi-la falar seu nome o fez sorrir largamente. Era muito bom ter alguém familiar, era muito bom poder ver a menina outra vez apesar de tudo. Ele a envolveu em seus braços e a apertou firme neles. Leon não a julgou quando a menina começou a chorar. Apenas a manteve segura em seus braços, sem dizer palavra alguma. Apoiou a cabeça na dela e acariciou seus cabelos, deixando que ela externasse com ele tudo o que estava guardado dentro de si, e, do jeito que a conhecia, havia muito o que ela guardava para se manter forte diante dos outros. Ela era daquele jeito. Era como ele. 

Deixou a menina chorar o quanto precisasse e quando ela se afastou dele, Leon ergueu a mão e enxugou as lágrimas da menina com calma, com um sorriso singelo em sua face.

- Filha... minha niña... - falou com doçura a ela - Lohanne... senti sua falta, pequena... - ele a observou bem e então riu baixo - Acho que agora não tão pequena, não é mesmo?! - bagunçou os cabelos dela - Você cresceu... Devo começar a me preocupar com os abutres rondando - ele brincou para descontrair aquela tensão, mesmo que fosse para a menina ficar brava com suas palavras.

Então ele ficou sério e suspirou. Mesmo que não quisesse, sentia-se na obrigação de perguntar. Ergueu a mão e acariciou a bochecha dela. Seu olhar estava triste.


- Como você está...? - indagou baixo - ... O que tem acontecido com você, minha filha...?

Ele queria perguntar a ela se a menina já havia se encontrado ou a menos visto Lewis, mas não conseguiu fazer aquela pergunta sair de sua garganta. Não queria estragar aquele momento, não quando já tinham tristezas demais para compartilharem com aquele simples momento de apoio um ao outro. 




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MensagemAssunto: Re: One-Shot - Reencontro   Dom 3 Jan 2016 - 9:13





Lohanne encarava os olhos de Leon, sentia a garganta engasgada, com todas aquelas coisas para dizer, com todas aquelas coisas para contar e confessar. Ela sempre achara que, depois de tudo o que havia acontecido, estava pronta para encarar a vida sozinha, mas tudo era tão pesado.

Ela se afastou, deixando ele secar suas lágrimas, sequer se lembrava qual fora a última vez em que mantivera sua guarda tão baixa, na verdade se lembrava, mas preferia esquecer aquele momento.

Ela esperou que ele lhe dissesse qualquer coisa, assim ela teria no que concentrar e não tornaria a cair em lágrimas novamente, não queria deixar tão expresso aquele desespero e fraqueza que sentia, sozinha, com todas e tantas decisões que havia tomado nos últimos dia.

Ela sorriu, não havia como não sorrir para Leon e ela se sentiu acolhida e feliz naquele momento, não havia porque manter a guarda, não com aquele homem que lhe chamava de filha e ela o chamava de pai.

-Eu tenho armas Leon, eu acho que eu já posso me cuidar - ela garantiu, secando uma lágrimas teimosa e então apoiando a mão no ombro dele - Mas acho que vou precisar de uma nova arma para - ela deixou a mão descer até o peito dele e então puxou o maço de cigarros do bolso da jaqueta dele - isso! - ela sacou e jogou o maço no chão - Quantos desse você tem escondido ai?! - ela esbravejou, mas havia carinho e preocupação em seus olhos.

Ela viu o olhar triste dele e suspirou. Sabia as coisas que ele queria dizer e brincadeiras não adiariam aquele momento.

-Bem eu acho - ela desviou o olhar e recuou um passo - Eu só preciso te contar algumas coisas, eu acho… eu acho melhor nos irmos para um lugar mais quente, não acha? - ela apontou a moto e então seguiu até ela, esperando por Leon.

Sabia que ele gostava de carros velhos e odiava aquela coisa, mas era o único meio de transporte que ela tinha e que tinha dinheiro para manter.

Ela o levou até um dos cafés à beira da estrada e pediu uma bebiba quente para os dois, não falou qualquer coisa no trajeto, estava escolhendo as palavras certas para expor tudo o que havia acontecido desde que deixara a Espanha.

-Leon, eu decidi deixar a Academia, há um alojamento na associação e acredito que ficar ali seja o melhor neste momento - ela respirou fundo - Eu bebi sangue… as pastilhas tem ajudado mas… eu… eu perdi o controle quando me aproximei de uma pessoa… um antigo colega… - falar sobre Ryan seria mais complicado do que qualquer coisa, então era melhor não expor aquilo, não naquele momento - acho que será mais seguro me manter longe, ainda mais com tudo o que esta acontecendo.

-Além disso, na Academia eu consigo estudar melhor os arquivos e casos e Leon, isto está um caos! - ela olhou em volta e então suspirou - Mas não é disso que quer saber não é? Você… você quer saber dele?... eu não sei nada dele… desde que… - ela mordeu o lábio e se calou.

“Desde que eu tentei matá-lo…” - ela pensou, lembrando-se das cenas de terro no hotel. Sequer tinha ideia de como havia escapado com vida de tudo aquilo. Intervenção divina talvez.

-Como você está? - ela então desviou do assunto, esticando a mão sobre a mesa e tocando a mão dele - O que fez nestes últimos meses? Você tem se cuidado? Os médicos estavam marcados todos quando eu sai, você foi não foi? Deu muito trabalho conseguir aquelas consultas! - ela o olhava igualmente preocupada, o cenho franzido - Me diz que você foi em cada um deles!









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MensagemAssunto: Re: One-Shot - Reencontro   Dom 3 Jan 2016 - 10:57

Leon a olhava pacientemente, deixando a menina levar o tempo que precisava para poder botar os sentimentos em ordem. Imaginava que a vida para ela estava sendo difícil, ser um jovem caçador, e ainda mais sozinho, sempre era algo muito difícil de se lidar, mesmo que fosse um prodígio. Ele mesmo se lembrava de quando era jovem e todas as confusões que passara, não somente em questões de missões, mas de encarar a vida dura... Lohanne não tinha um bebê pra cuidar como ele tivera, mas tinha sua condição...

E a pirralha o pegou desprevenido. Antes que pudesse reagir ela havia tirado o maço de cigarros de seu bolso e jogado fora, como ela sempre fazia. A olhou bravo por uma fração de segundo, mas aquela cena era tão nostálgica a ele que o caçador não conseguiu não rir e sorrir para ela. A menina sempre se preocupava com a saúde dele, mas ele... Um certo peso bateu em sua consciência, não pela própria condição, mas por trair o cuidado que a filha tinha com ele.


- Só tinha esse, eu juro - falou erguendo as mãos à altura do peito, como se estivesse se rendendo. 


Então ela desviou o olhar  e recuou com a expressão triste. Leon suspirou. Não podiam fingir que estava tudo bem, quando nada estava realmente bem. Fez uma careta ao ver a moto. Podia ser confortável e prática para uns, mas ele preferia carros justamente para ocasiões como aquela, em que precisavam carregar mais objetos e/ou mais pessoas. Bufou, mas acompanhou a menina e ajeitou as malas do jeito que pôde para poderem prosseguir.

Ao chegarem, ele se acomodou a uma mesa com a filha e tirou as luvas para esfregar as bochechas queimadas pelo frio. Maldito frio. Tossiu. Ao menos poderia dar a desculpa a ela de que estava resfriado caso tossisse demais. Esperou o café chegar e tomou um gole com satisfação. O calor da bebida fresca era quase uma benção e aliviava um pouco o incômodo no peito.


Observou-a então enquanto a menina falava. Apenas concordou lentamente com  cabeça. Não tinha nada contra a menina abandonar os estudos para se integrar de vez à vida como caçadora. Naquele ramo era muito mais importante aprender a viver com as experiências do que ficar com a bunda sentada o dia inteiro atrás de livros e mais livros. Leitura era importante, mas não dava os reflexos necessários para escapar de um ataque mortal. 


No entanto, sua expressão ficou séria quando era lhe revelou que havia tomado o sangue de um dos amigos. Aquilo era muito preocupante. Significava que os selos estavam perdendo força e que logo ela se tornaria uma vampira por completo, e depois... Leon não queria pensar no que precisava ser feito depois. Ele sabia o que deveria ser feito, mas não sabia se teria coragem de fazê-lo caso o dia fatídico chegasse. 


- Eu vou arranjar um apartamento para ficar na cidade e, depois que ajeitar tudo, eu poderei dar uma olhada nos selos e talvez reforçá-los um pouco mais - ele falou. 

Talvez fosse uma tola esperança, ele sabia, mas tinha que fazer tudo o possível por ela, não havia opções para se arrepender por uma falta de tentativa. Não tentar naquela altura poderia custar mais caro do que eles estavam dispostos a pagarem...


Ao menos o loiro pôde suspirar aliviado quando ela lhe contou que ainda não havia visto Lewis. Pelo olhar de Leon, Lohanne conseguia ver que ele sabia o que havia acontecido naquela noite no hotel. Ele sabia que ela havia tentado matar o rapaz, mas não a recriminava por seus atos. 

"Ah, minha jovem..." pensou "... se soubesse o quanto admiro e tenho orgulho de sua coragem... Você teve garra, mesmo depois de tudo o que passou, para fazer algo que eu nunca consegui ter forças para fazer..."

Mas não era momento para aquilo e ele resolveu guardar seus comentários para si. O fato de que Lewis ainda não aparecera era sinal de que poderiam ter mais tempo de se prepararem. E eles precisariam se preparar para conseguirem deter um sangue puro vingativo.


Seus pensamentos foram interrompidos pela pergunta dela. Como ele estava? Leon baixou o olhar para a caneca de café e tomou outro gole. Como poderia dizer a ela? Não podia. Não seria justo dar mais uma preocupação para a menina. Porém... ela precisava saber sobre aquilo caso fossem atacados, pois talvez ele não conseguisse ter o vigor necessário para o combate. Estava em um terrível dilema.


Olhou aqueles grandes olhos azuis o olhando com preocupação e severidade. Suspirou e sorriu, tentando transparecer segurança a ela. Não podia contar. Não ainda. Não conseguia... Resolveu mentir.


- Passei os últimos meses procurando por mais informações, por mais selos que pudessem nos ajudar.

"E também porque o médico me deixou de molho" pensou.

- E sim, niña, eu fui em todos os exames que marcou para mim - aquilo era verdade, o problema era o resultado deles - Tenho tomado alguns medicamentos para a asma, mas nada demais... - mentiu e mostrou a bombinha que estava no bolso interno da jaqueta.


Esperava que ela acreditasse naquela mentira, pois se a menina visse a radiografia de seu pulmão... Leon quase estremeceu ao lembrar. Não, era melhor ela não ver. Por isso continuou com um sorriso leve no rosto para que ela não notasse seu nervosismo interno. O problema era que ele sempre sorria quando estava tentando amenizar as coisas.




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Lohanne
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MensagemAssunto: Re: One-Shot - Reencontro   Ter 5 Jan 2016 - 20:07





""Hold the line

Never retreat and never break

I've tried But I'm addicted

Another step, I'll see the light

I can't, lie
Another step is in my sight""


Lohanne se retraiu quando ele comentou sobre os selos. Aquele era um assunto difícil, um assunto muito difícil e, por mais que ela tentasse abrir aquelas feridas para alguém ela sempre recuava. Sabia que aquele era o motivo de Ryan a olhar com mágoa, sabia que era por aquilo que Sakura havia se afastado dela.

Ela escolhera aquele caminho, escolhera Lewis e sabia que, no momento em que ele a mordesse e que ela bebesse seu sangue, tudo estaria feito. Mas ela seguira seus impulsos, acreditava naquele sentimento que batia tão forte em seu peito e jamais imaginara que pagaria um preço tão alto por aquele amor.

Ela jamais imaginara, em qualquer momento, que Lewis simplesmente a deixaria, a abandonaria, no exato momento em que ela colocasse a vida dela nas mãos dele. Mas, como um jogo perdido, fora exatamente isso que ele fizera.

“E desde então… meu sangue é o sangue dele…” - ela pensou, desviando o olhar de Leon, talvez fosse a hora de colocar todas aquelas coisas para fora, sem sentir vergonha pelos seus erros, estava pagando caro por todos eles.

-Leon… eu não sei se somente os selos vão adiantar, eu não quero ficar adiando e adiando isto. Além disso… - ela tornou a olha-lo - eu fiz algo… - ela engoliu em seco - eu tentei algo… eu tentei matar Lewis… eu não sei se deu certo, ou melhor… eu estou me enganando pois não deu certo.

-Estou viva, isso só pode significar que ele quer me matar. Se ele estivesse morto, todos aqueles vampiros que me seguiram… naquela noite… eles já teriam feito o trabalho, mas Lewis quer fazer isso, no fundo eu já sei disso e… eu vou estar pronta quando esse dia chegar - ela forçou um sorriso, quase confiante, estava ficando boa em mentir.

-Eu vou sair da Academia de qualquer forma, com ou sem o selo, eu não quero machucar ninguém lá e na associação terão pessoas capacitadas para me deter caso… - ela se calou, ele sabia muito bem o que ela queria dizer.

-Eu não quero que se culpe por isso - ela acrescentou, alcançando a mão dele novamente e apertando - foram minhas escolhas, foram as escolhas que eu sentia que seriam definitivas, não foram e eu… estou ciente disso - ela parecia mais madura, calma, era estranho ver alguém tão forte cair em tamanha aceitação.

-Mas você… você tem tanto tempo Leon - ela o olhou profundamente - você tem tantas pessoas a salvar e tanto a fazer… - ela acariciou as costas da mão dele - eu sei… eu vejo isso, eu sei que você ainda vai viver muito - ela apertou a mão dele.

-E eu fico feliz que você esteja se cuidando papa - ela falou a palavra com muito carinho, seus olhos azuis com um novo brilho, cheios de esperança - eu vou me esforçar enquanto estiver aqui para que fique longe de porcarias! - ela beslicou a mão dele - e vamos treinar juntos e vamos fazer tudo juntos…

“Enquanto tenho tempo, enquanto eu ainda sou eu” - ela mordeu o lábio, mas voltou a sorrir.

Ela pegou a bombinha da mão dele e examinou, não sabia bem o que era aquilo, mas se ele estava usando, era bom.

-Missões, me conte de suas missões, me conte o que tem caçado? Pois eu tenho caçado de tudo… até mesmo demônios - ela deixou um sorriso brincar - eu tenho me tornado boa… mas eu sei que isso em partes é por causa do… meu novo eu. Não importa, eu tenho sido muito boa! - ela se gabou, tocando dois dedos na lateral da cabeça - melhor que você! - ela brincou, uma risada felzi escapando de seus lábios.
Apesar de toda a dor que carregava dentro de si, sentia-se leve ao lado de seu pai adotivo, um pai que, naquele dois anos, aprendera a admirar acima de qualquer outro.







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MensagemAssunto: Re: One-Shot - Reencontro   Ter 5 Jan 2016 - 20:52

Leon olhou com pesar para sua menina quando ela lhe disse que não acreditava que os selos pudessem ajudá-la mais. Ele também não, mas ainda queria ter aquele fio de esperança para se agarrar, para que pudesse se manter firme naquela sua última missão... Sua última missão de salvar a vida de sua filha. Ela não podia desistir agora... Eles não iriam desistir se dependesse dele.

- Eu sei... - ele falou baixo quando ela lhe confessou o que fizera - Eu sei de tudo, Lohanne... - ele baixou a cabeça e suspirou - E eu não a culpo por ter tentado matá-lo... Eu mesmo deveria ter feito isso... 


O caçador apertou a mão dela de volta e ergueu os olhos com uma expressão triste. Ele não sabia se era uma benção ou não Lewis querer lidar com aquilo pessoalmente e sozinho. Ao menos não teriam que se preocupar com mais de um puro sangue e alguns vassalos.

- Lewis não morreu naquela noite, niña... - ele apertou um pouco mais a mão dela - É por isso que estou aqui... Quando soube que ele havia se recuperado... ele está vindo para cá... e não demorará a chegar... - Leon respirou fundo - Eu vim para alertá-la e para estar ao seu lado. Parte disso é minha culpa... Ele também é minha responsabilidade - falou firme - Eu vou estar ao seu lado e vou ajudá-la a por um fim nessa história.

O homem olhou deprimido para sua filha. Tão jovem e carregando tamanho peso... Tão jovem e tão conformada com as crueldades que o destino lhe impusera... Ele daria tudo, tudo, se pudesse tomar o fardo dela para si e a deixar livre para viver uma vida normal e feliz... Algo que ele nunca tivera e já não poderia mais ter. 

Olhou para o tampo da mesa, sentindo um gosto amargo na boca. Ele não queria pensar em ter que... em ter que ser o responsável por detê-la... Não queria pensar em sua menina se tornando uma besta insaciável e sem consciência... Não queria pensar que apenas um tiro seria necessário para acabar com o sofrimento dela.

Foi quando as palavras da menina o atingiram. Leon comprimiu os lábios e baixou um pouco mais a cabeça, para que os cabelos lhe cobrissem a face. Não queria que a menina visse seus olhos marejados pelas palavras dela. Se ela soubesse da verdade... Ele estava sendo um canalha por estar ali lhe dando falsas esperanças.


Respirou fundo e piscou algumas vezes para espantar as lágrimas dos olhos. Quando havia se recomposto, ele ergueu a cabeça outra vez e deu um leve sorriso trêmulo quando voltou a olhá-la. 

- Está bem... Vamos fazer isso juntos... Você cuida de mim e eu cuido de você - ouvi-la chamando de papa com tanto carinho fez seus olhos marejarem outra vez, mas ele sorriu sem desviar o olhar.


Leon ouviu das missões dela e se surpreendeu. Ela já havia lidado até mesmo com demônios? Aquele era um grande feito para uma jovem caçadora. Ele sorriu orgulhoso para ela. Tão habilidosa... Fora uma ótima aprendiz.


- Melhor do que eu? Você pode até estar indo bem, mas ainda vai ter que suar muito para ser melhor do que eu - ele brincou sorrindo.


Riu com ela naquele breve momento de satisfação, mas logo a tosse o cortou. Ele pegou um lenço do bolso e colocou sobre a boca enquanto tossia. Não podia adiar mais tomar aquilo, já havia passado do horário. Pegou a bombinha e a usou, inalando o remédio. Fechou os olhos e tossiu mais algumas vezes enquanto a droga fazia efeito, aliviando a asma.


- Desculpe... - disse ainda um pouco sem ar - Só... me dê um momento - pediu enquanto terminava de se recuperar.




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MensagemAssunto: Re: One-Shot - Reencontro   Ter 12 Jan 2016 - 17:29





Ouvir o nome de Lewis dito em voz alta, ouvir que ele não havia sido morto naquela noite, muito embora ela soubesse daquilo, fosse capaz de sentir aquilo, foi muito mais pavoroso do que ela pensara que fosse.

Haviam lembranças que, vez ou outra, cismavam em aparecer, cismavam em acender alguns sentimentos que ela estava matando a um alto custo. Ela não acreditaria mais na ilusão de que um dia eles a havia amado. Lohanne simplesmente não fazia parte daquele mundo ao qual o vampiro pertencia e fora um erro tentar pertencer.

Por conta daquele desejo, ela fizera e vira coisas que jamais deveria ter feito, aceitara coisas que jamais deveria ter aceitado.

Leon pode ver claramente nos olhos dele, ao menos por uma fração de segundo, o medo que ela tinha de Lewis, o medo que ela tinha de sentir qualquer coisa por ele ou de vê-lo novamente.

Ela apoiou a mão sobre o braço do Leon e respirou profundamente.

-Leon, eu sei que você não vai fazer isso - ela afirmou e, apesar de seu olhar, sua voz era calma, mais aceitação passiva - Você o ama como o filho que criou, como você me ama hoje. Você não teve culpa de ser humano mas eu aprendi e da pior forma que, no nosso mundo, no mundo dos vampiros, compaixão é algo que é ignorado, todos os dias. Acho que no fundo Lewis transformou minha alma antes mesmo de transformar meu corpo e sou eu quem devo colocar um ponto final nisso - era uma parte de confissão, das mortes humanas que ela assistira, das vidas que ela não protegera enquanto Lewis apenas saciava seus instintos animais.

- Eu vou cuidar de você todos os dias, agora que você estará na associação eu vou poder assistir você de perto. Quantas vezes por dia tem que usar essa coisa e em quais horários? - ela apontou a bombinha. Era melhor não falarem de Lewis, ao menos não por enquanto. Ela queria aproveitar a companhia de Leon e somente dele.

-Se você acha que você é tão bom a gente pode apostar, tem ninhos e ninhos de leveis E nesta cidade sabia? - ela ergueu uma sobrancelha, desafiando o outro. Era claro que Zero não permitiria tal caçada, mas ela queria apenas ver a reação de Leon e mudar daquele assunto pesado.

Mas a paz parecia não querer lhes fazer companhia e logo Leon tossia e tossia, parecendo estar engasgado com alguma coisa. Ela se levantou e deu a volta na mesa, parando ao lado dele e apoiando uma mão em suas costas.
-Pai… tem certeza de que só isso basta? - ela perguntou, afinal, sua audição nova lhe dava uma sensação de pesar dos pulmões de Leon - você VAI parar de fumar Leon, não quero ver mais um cigarro perto de você - ela disse de modo sério - isso é perigoso, sabe quantas pessoas têm câncer por conta desta porcaria?! - ela permaneceu ali ao lado dele, acariciando suas costas, inclinada ao lado dele, preocupada.







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MensagemAssunto: Re: One-Shot - Reencontro   Qua 13 Jan 2016 - 15:48




Leon baixou a cabeça e respirou fundo. As palavras que ela dizia eram verdade. Ele... Ele realmente amava Lewis como um filho biológico que nunca tivera. Assim como ele amava aquela menina diante de si como se também fosse sua filha. Aquela era uma situação tão difícil, tão dolorosa... Todas as vezes que via Lewis se tornando cada vez pior sem que pudesse fazer nada, todas as vezes que o via arrastando aquela menina junto...

Ele a olhou com um brilho triste nos olhos. Não era isso que Leon queria para sua filha. Não queria que ela perdesse sua garra, sua compaixão... sua humanidade. Ele temia ver a sua menina perdendo cada vez mais a sua humanidade, até se tornar uma criatura daquelas...


Ergueu a mão e acariciou a bochecha dela com carinho. Sabia que não adiantaria discutir com ela, os dois eram teimosos. Os dois iriam se intrometer. E os dois iriam tentar proteger ao outro de ter que lidar com aquele fardo. Então ele não falaria. Agiria, nem que fosse para apoiá-la naquele momento, pois ele realmente temia que ele próprio pudesse não ter forças de realizar o que deveria ter feito há muito tempo atrás.


- Duas vezes ao dia - ele respondeu a pergunta sobre a bombinha, mas não respondeu o horário porque ela saberia que ele não tomara de forma correta - E outra para aliviar alguma crise se não funcionar...


Leon não gostava de dar trabalho à menina, mas poderia dizer que até estava feliz em ter alguém se preocupando com ele daquela forma, puxando sua orelha para que tomasse a medicação de forma correta. De certa forma o ajudava a se manter firme, a se ancorar.


- Ninhos e ninhos de levels E? - um brilho de preocupação passou pelos olhos dele. Muitos ninhos significavam mais de um sangue puro a se preocupar. Outra coisa que deveria se manter alerta além de Lewis. Porém, por hora, ele preferiu entrar na brincadeira para descontrair aquela ar de tensão que era quase palpável ao redor deles  - Hum... Espero que não se arrependa, porque quando eu ganhar eu vou te extorquir com gosto!


Leon se sentou mais para o lado, para que a menina pudesse se sentar ao lado dele enquanto ela afagava suas costas. Já se sentia melhor e conseguia respirar. Ia responder que aquilo bastava, mas ela já havia começado o sermão sobre  ele parar de fumar. Quando a menina citou o câncer, ele não soube o que responder. Não contaria a ela, não naquele momento. Suspirou.


- Eu vou parar - ele respondeu em voz baixa - Vou... vou tentar usar aquelas coisas... sabe, que eles falam que ajuda... os tais adesivos e chicletes, sei lá... eu dou uma olhada na drogaria... - a olhou - Eu vou parar de fumar a partir de agora - prometeu a ela. Por ela.


Olhou a preocupação no olhar dela e sentiu uma pontada de culpa. Talvez se tivesse a ouvido e parado a anos atrás não estaria do jeito que estava. Sentia-se um estúpido e um cretino por não aceitar aqueles pedidos tão veementes que ela lhe fazia. E agora, por causa de sua estupidez, a faria sofrer por causa dele. Por causa da teimosia e do egoísmo dele. 


Puxou a menina para si e a abraçou apertado, como se temesse que ela fosse sumir ou ir embora assim que a soltasse, assim que soubesse a verdade. Na verdade, era ele quem precisava daquele carinho.


"Eu te amo, niña... me perdoe"
pensou.


Depois de um longo momento naquele abraço apertado, quando se acalmou, ele a soltou lentamente. Olhou para Lohanne e segurou seu rosto com as duas mãos e sorriu ao beijar sua testa com carinho.

- Eu tenho uma coisa para você - disse para tentar espantar aquele momento ruim, toda aquela aura de tristeza entre eles. Não aguentaria muito mais fingir que estava bem para ela.


Procurou nos bolsos internos do casaco até achar o que procurava. Então estendeu à menina um pequeno saco de papel colorido. Leon não era a melhor pessoa e nem a mais refinada para dar presentes, mas havia comprado aquilo de coração para ela.


- Já estou cheio desse drama todo e também não sou bom com as palavras, mas... - sorriu a Lohanne - Feliz Natal, filha.


Dentro do saquinho estava um cordão de elástico preto simples, uma bijuteria. Mas nele estava um pingente de prata em formato de Sol.


Presente:
 


Não havia escolhido aquilo à toa. Um Sol para que ela sempre se lembrasse de onde viera, de onde realmente pertencia. Que Lohanne era uma criatura do dia e não da noite, para que ela sempre se lembrasse de ser uma humana e nunca deixasse ser consumida pelo vampiro dentro de si. E a prata... A prata para que medisse a cada dia o que ela estava se tornando, uma cria Murdock... Para que aquilo a lembrasse e a mantivesse forte quando fosse enfrentar Lewis, quando o metal começasse a queimar sua pele como brasa.


Leon sabia que ela não se ofenderia por aquele presente, que ela entenderia as intenções dele. Sabia que ela ia usar aquilo como um símbolo para mantê-la forte quando precisasse... E para que se lembrasse dele caso Leon partisse antes.



Trilha Sonora:
 




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MensagemAssunto: Re: One-Shot - Reencontro   Sex 15 Jan 2016 - 15:13





"The shadows come to all of us..."


Leon a abraçou e ela pareceu surpresa por um momento, mas ela retribuiu o abraço. Era incrível o carinho que criara por aquele caçador a quem chamava de pai sem nenhum dificuldade, por isso, acima de tudo, queria ela mesma terminar aquela história com Lewis, não queria que Leon carregasse aquele fardo que ele evitara por toda a vida.


Lewis fora um monstro para os dois, mas Leon o via com olhos de pai e um pai sempre era capaz de perdoar os erros de seu filho. Além disso, fosse por influência de sua natureza vampírica ou da natureza de sua alma, Lewis vinha se transformando, dia após dia, em alguém cruel, totalmente diferente do Lewis perdido que ela conhecera no passado.


Talvez a possibilidade de salva-lo a tenha feito partir com ele, talvez o encantamento por seu jeito perdido de anjo caído a tenha feito imaginar que, de alguma forma, ela poderia fazer com que ele a amasse, mas não foi o que aconteceu,


Lohanne se viu dia após dia sugada por um mundo de escuridão, morte e sangue e estava tão envolvida pelo que ela sentia que, quando finalmente conseguiu ver todos os seus erros, era tarde demais.


Leon então se afastou e comentou sobre o presente, um pequeno embrulho lhe sendo estendido. Ela pegou o pacote e fez uma expressão de desconfiança, aquele desvio de assunto fora tão claro que ela entendia que havia algo errado, mas ela relacionava aquilo ao que tinham que fazer para parar Lewis e não a qualquer outra coisa.


Ela rasgou, sem muita delicadeza já que aquele não era seu forte, o papel  apanhou o cordão no ar, deixando o embrulho rasgado sobre a mesa. Ela examinou o sol de raios grossos por alguns segundos e então respirou fundo.


Aquele cordão tinha tantos significados que ela teve que tomar aquele tempo para organizar sua mente.


Ainda diante de seus olhos, ela ergueu a mão e deixou o sol de prata tocar a palma, sentindo formigar. Sabia que aquilo tinha a ver com o sangue que agora corria em suas veias e ela sabia que, em breve, se tornaria tão adversa aquele material quanto aquele que a criara.


Ainda sabendo que, dentro de poucas horas teria que tirar o pingente do pescoço ela colocou o colar e então virou-se de frente para ele, como se esperasse sua opinião sobre aquilo.


abaixo do sol prateado, a pele pálida agora ficava rosada, como se os raios de sol dessem vida ao toca-la, mas Leon sabia que aquilo não era o que acontecia. A cor rosada que indicaria sinais de saúde em qualquer humano, nela só demonstrava um pequeno esforço, para agradar ao caçador.


-Ficou bom? - ela perguntou com um pequeno sorriso nos lábios, os dedos envolvendo o sol por um momento, mas tornando a soltá-lo.


-Eu vou usar sempre - ela prometeu e então passou a mão pelo pescoço de forma distraída.


-Sim, ninhos e ninhos e você não sabe o que é pior, estes novos vampiros parecem ter sido manipulados de alguma forma, com genética ou o que quer que seja, para poderem usar seus poderes como qualquer outro vampiro. Possuem dons e tem matado muitos caçadores desavisados. Zero não revelou muito para nós e, na verdade, como havia dito, acho que ele não tem sido competente o suficiente - ela parecia pouco satisfeita com o novo presidente da associação.


-Talvez ele penda mais para seus próprios problemas do que para os problemas que tem ocorrido naquele lugar. Com Kaname Kuran morto e Loran na cidade, os ataques parecem ter aumentado. Eu realmente acho que a academia precisa de uma segurança reforçada. Caçadores, caçadores de verdade e não apenas seguranças de empresa de escolta.


-Além disso, por conta dos inúmeros compromissos de Kuran, muitas vezes os vampiros se afastam da Academia, deixando os humanos à própria sorte. Sakura e Willian desapareceram do hospital após o ataque - ela abaixou a cabeça, seu olhar preocupado.

-Há vampiros infiltrados na associação, ou caçadores corruptos… tudo tem estado um caos aqui - ela suspirou cansada - estou feliz que você esteja aqui - ela tornou a olhá-lo - você quer ir até a associação? Tem algumas coisas que eu gostaria de te mostrar… tenho investigado por conta própria - ela segredou.







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MensagemAssunto: Re: One-Shot - Reencontro   Sab 16 Jan 2016 - 1:30

Leon observou atentamente as reações da menina com aquele presente. Um aperto passou por seu coração por ver como aquele material já começava a afetá-la, mesmo que levemente. Ouviu a pergunta dela e depois sua afirmação de que usaria sempre o objeto. O caçador sentiu o ímpeto de dizer a ela que ela não era obrigada a usar aquilo se não quisesse, se o objeto a ferisse. No entanto, Leon se controlou. Lohanne não precisava de sua empatia. Precisava de sua confiança, de seu apoio. Portanto, mesmo que aquela situação fosse cruel, ele sorriu para a menina.

- Ficou lindo. Ficarei feliz em vê-la usando.

Então a menina mudou o assunto novamente e voltou a relatar sobre os ninhos de decaídos. Ao ouvir que aqueles vampiros haviam sido manipulados geneticamente, ou por outros meios, ele a olhou com uma expressão assustada. Não que caçadores não fossem treinados para lidarem com vampiros mais fortes e com poderes mas... Ela estava falando de grupos, hordas inteiras deles! Mesmo que continuassem sem alguma consciência ainda seriam adversários letais para muitos. Imaginou quantos já haviam morrido devido aquelas novas crias malditas.

Leon também achava errado Zero não revelar mais informações a seus caçadores, no entanto, como um caçador mais maduro, ele preferia ir falar com o líder daquele lugar para tirar as próprias conclusões. Entendia que as vezes os líderes precisavam omitir alguma informação, fosse por algum acordo secreto ou apenas para não gerar um pânico em massa. No entanto, também não ficaria cego. Zero era vampiro e podia muito bem estar sendo manipulado por algum outro ou passado para o lado deles. Era bom ter um pé atrás.

- Com a troca de poder sempre vem os abutres tentando conseguir carne nova - Leon comentou sério - Se aquele garoto é tão jovem quanto dizem, então farão de tudo para tentar tirá-lo do poder ou matá-lo, uma cria nova é sempre considerada uma presa fácil. Não estou dizendo que o jovem Kuran não tenha sua parcela de culpa, mas talvez ele seja uma vítima nessa situação. E se não passar a se defender e defender o próprio território... Nós seremos forçados a dar um basta nessa falta de juízo de todos esses sanguessugas.

O loiro se lembrou o quanto havia ficado preocupado com o noticiário da tragédia que havia ocorrido semanas antes naquela escola. E se lembrava que Sakura e Will eram alguns dos amigos que Lohanne mais falava quando não estava ofuscada pela sedução de Lewis. Suspirou triste quanto àquela perda.

- Sinto muito por seus amigos... Talvez ainda possamos achá-los - comentou sem real esperança - Infelizmente, Lohanne, por vezes o... sistema não funciona. E isso nos obriga a agir por contra própria - o homem a aconselhou, dizendo que por mais que seguisse as ordens daquela associação, ainda assim ela não poderia, não deveria, parar de proteger aqueles inocentes. Aquele era o verdadeiro trabalho de um caçador.

Suspirou e terminou o café que já estava frio. Ter algum infiltrado vampiro, um carniçal ou até um maldito traidor corrupto eram hipóteses plausíveis para aquela situação. Não poderiam confiar em ninguém a não ser em si mesmos e em seus instintos. E o instinto de Leon lhe dizia naquele momento que algo não estava cheirando nada bem naquela cidade.

- Eu vou entregar a minha transferência para a sede daqui, já tenho todos os documentos - ele havia cuidado daquilo antes de partir definitivo para Ambarantis.


Quando a menina falou que havia investigado por conta própria ele a olhou com visível orgulho. Aquela era a garota que ele havia treinado. Ele a olhou e se aproximou mais, falando baixo.


- Assim que eu estiver lá dentro você poderá me mostrar as suas pesquisas. Fiquei curioso com o porque você usar o meu login aqui... Aliás, foi dessa forma que descobri onde estava. Tome cuidado com seus rastros...

Ele avisou e então afagou a cabeça dela e tornou a se afastar.


- Porém, por enquanto... - ele suspirou - Preciso de um lugar para ficar. E... - coçou a nuca sem graça - Uma ajuda para achar um apartamento seria bem-vinda.




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MensagemAssunto: Re: One-Shot - Reencontro   Dom 17 Jan 2016 - 14:39





Leon ficara feliz com a promessa de que ela sempre usaria aquele colar. O presente, mesmo simples, para ela tinha um grande significado e ela faria de tudo para manter aquela promessa, nem que tivesse que recobrir aquele pingente, de alguma forma, para que continuasse usando.

-Acredito que Loran Kuran tenha apoio de Yuuki Kuran, mas, pelo que soube, ela também foi recém transformada de um selo, liberta e eu não acredito que ela seja tão antiga como alguns dos vampiros que têm chegado à cidade, além disso, ouvi rumores no corredor da associação sobre bruxas e como disse, há demônios na cidade. Acredito que todos estes grupos de seres mágicos não acreditam no poder de Loran, na verdade, apesar da admiração dos demais vampiros da Academia, acredito que este prestígio venha mais do seu nome do que de qualquer outra coisa - ela explicou, tomando um gole de sua bebida, aproveitando um pouco daquele gosto doce.

-Como te disse, já temos essa responsabilidade, ao que entendi, Zero tem feito alguns testes com estes vampiros, mas ele não revelou nenhum resultado, talvez por eu ser novata, mas eu acho isso injusto porque devemos ter a informação completa do que estamos combatendo, afinal, os hunters novatos são em sua maioria a linha de frente. Se vamos morrer assim, ao menos a gente tem o direito de saber como durar um pouco mais - ela pareceu irritada profundamente com a atitude de Zero e era claro que ela não gostava do líder da Associação.

-O sistema aqui não funciona, às vezes acho que Zero se preocupa mais com a história de Yuuki do que com os caçadores em si, ele é um vampiro agora e acho que ele tem estado mais envolvido com o lado da noite do que o lado do dia, me pergunto se ele seria capaz de ir contra Yuuki se ela apoiasse Loran assim como fez com Kaname, quando ele tentou eliminar a todos os demais vampiros. Talvez a intenção de Kaname tenha sido boa, mas eu acho um risco tolo, se ele queria mesmo eliminar a todos, deveria ter falado com a Associação.

Ela ficou feliz com a notícia de que ele entregaria os documentos para a Associação local, então ele passaria um bom tempo ali e não uma simples visita de natal.

-Eu estou investigando sobre meus amigos, só tenho medo do preço que isso possa cobrar - ela suspirou, sorrindo em seguida - A associação aqui tem uma boa estrutura, mas nossos alojamentos estão cheios.

-Eu usei o seu login porque era o mais seguro a se fazer, eu não me iludo com a ideia de que Lewis já não saiba onde estou. Achei que retornando a Cross poderia ficar segura, mas depois do ataque estou certa de que não. Além disso sou um vampiro transformado - ela mordeu o lábio - qualquer um lá acreditaria nele eliminando uma cria rebelde, ele poderia alegar que ataquei algum aluno, poderia seduzir qualquer humana da Day para confirmar isso. Se ele não fosse tão orgulhoso, teria ele mesmo me delatado a Associação por tentar matá-lo, mas ele quer resolver isso com as próprias mãos - ela tomou o resto de sua bebida - Tentamos de tudo para salvar ele pai - ela olhou para Leon por um instante - Eu segui ele em todo o caminho escuro que ele traçou, eu acreditei nele e o que mais me dói é que foi preciso ELE me deixar para que eu abrisse os olhos para meus erros. Eu acho que só amei uma sombra, eu só amei aquilo que queria ver e… ainda é muito difícil lidar com isso - ela confessou.

-A cidade não é grande, muitos caçadores tem economizado e alugado apartamentos ou quartos de pensão na cidade baixa ou no centro, mas se quer algo mais sofisticado - ela fez uma careta - você pode ir para a cidade alta, mas garanto que só encontrara tédio por lá - ela sorriu.

-Por onde quer começar? - ela perguntou, esperando ele terminar sua bebida para saírem.







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MensagemAssunto: Re: One-Shot - Reencontro   Sab 23 Jan 2016 - 13:54

 
 
Leon a observou enquanto ela terminava de tomar o café dela e continuava a discursar como as coisas iam seguindo naquela cidade e naquela associação. Ao que parecia ela não gostava nem um pouco do atual líder. Será que os outros caçadores tinham a mesma opinião sobre ele?
 
 
A menina tinha razão. Mesmo que a Kuran fosse antiga, tinha ouvido falar que ela não tinha suas memórias, então a falta de experiência lhe faria simplesmente inútil. Ficava surpreso que ninguém tivesse a tentado depor antes. E agora o jovem Loran Kuran... Era isso que eles eram: jovens. Se os anciões se juntassem sobre eles aquelas crianças não teriam chance. E provavelmente se conseguissem isso uma nova era das trevas cairia sobre o mundo inteiro.
 
 
Vampiros anciões, bruxas, demônios. Leon respirou fundo e passou uma mão pelos cabelos. Era muita desgraça para um só lugar. Os caçadores eram experientes, mas nem eles podiam lidar com tanto perigo. E ainda tinha o fato de que os caçadores andavam fazendo experiências... Haviam enlouquecido por acaso? Aquela cidade estaria condenada se não começassem logo a cortar o mal pela raiz.
 
 
- Concordo... Além de terem o direito de saber o que estão enfrentando, vocês deveriam estar sendo treinados contra seus inimigos. Mandar os caçadores às cegas é pedir para perdê-los em combate. Deve-se ter o mínimo de conhecimento sobre o inimigo para poder ao menos sobreviver contra ele...
 
 
Um líder vampiro nos caçadores. Leon estalou a língua em desgosto. A que ponto chegaram? Será que não haviam aprendido que não deveriam confiar nos seres da noite? Muito menos deixá-los na liderança!
 
 
- Não me importo que aqueles sanguessugas queiram se matar. Quanto menos deles, melhor. Desde que não matem humanos em suas disputas. Aí sim é problema nosso.
 
 
Leon continuava a tratar Lohanne como uma humana e não como uma transformada. E não teria pena e passaria a tratá-la diferente para que se sentisse melhor. Sabia que ela não gostaria que fosse diferente.
 
 
- Não vou ficar na associação. Você já vai estar lá. Precisaremos de uma base longe dos olhares dos outros caçadores, se desconfia tanto deles... Poderemos usar minha casa como refúgio caso algo dê errado ou precisarmos discutir algo em particular – ele falou, como se discursasse sobre uma tática de guerra.
 
 
- Faz bem em se proteger contra Lewis. Ficará mais segura na associação. Mas não se iluda com o orgulho dele. Lewis ainda é poderoso para nos preocuparmos com ele, mesmo sozinho.
 
 
Leon olhou para fora, vendo a neve cair solene. Haviam feito tudo por aquele rapaz, mas ele havia escolhido o caminho das trevas ainda assim. Ele gostaria de tentar mais, mas Lewis não queria ser ajudado. Não podiam fazer mais nada. Lewis não era mais o rapaz de anos atrás, havia se tornado o monstro que Leon tanto lutara para impedir que se tornasse. E acabara com a vida dele e de Lohanne junto.
 
 
- Eu não tenho muita grana, então acho que uma pensão será de bom tamanho... – Leon agradeceu a mudança de assunto e sorriu para ela – Já fiquei em lugares muito piores para poder sobreviver. Se não tiver traças e carrapatos eu já estou feliz – riu baixo.
 
 
O loiro deixou a menina levá-lo até lá e pediu para que ela esperasse enquanto ele resolvia a documentação com o proprietário e deixava o primeiro mês de aluguel pago. Algum tempo depois ele pegou a chave e eles entraram no apartamento simples. Leon olhou satisfeito. Comparado a cantos que já estivera antes, aquele lugar era ótimo.
 
 
Deixou a mala a um canto e se jogou no sofá, colocando os pés em cima da mesinha de centro. Leon até que era organizado, mas só quando queria. Cansado então não seria tão cedo que arrumaria junto.
 

- Depois ajeito tudo e vou ao mercado... Agora quero descansar – ele suspirou. Estava ficando velho e a viagem de avião havia sido bastante longa – Sabe que pode ficar aqui o quanto e quando quiser... Tome – e jogou a chave extra para a menina. 




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MensagemAssunto: Re: One-Shot - Reencontro   Ter 26 Jan 2016 - 20:44









Lohanne se sentiu melhor ao saber que Leon concordava com as ideias dela a respeito de Zero e de que deveriam ser informados sobre o que enfrentavam. Ela entendia por um lado o fato dele ocultar informações devido aos caçadores infiltrados, mas ela também sabia e tinha em mente o quanto era necessário informações, afinal eram vidas que estavam em jogo.

Não comentara aquilo com nenhum outro, pois sabia que poderia ser acusada de ser uma espiã e, se descobrissem o que havia tentado fazer contra Lewis, as coisas poderiam ser ainda piores para ela. Além disso, já sentia necessidade de sangue e se expor aos caçadores poderia ser um erro imperdoável.

Eles acharam um bom e confortável lugar para Leon ficar, não haviam feito muitas perguntas e os lençóis eram limpos, ou seja, aquele era um lugar ideal para pessoas como eles que precisavam entrar e sair sem dar muitas satisfações. Certamente haveriam outros caçadores ali, devido a convocação de Zero.

Ela se apoiou na mesa e cruzou os braços sobre o peito, dando uma breve analisada no caçador e então tomou um ar autoritário:

-Pode deixar que eu vou no mercado, não quero você correndo riscos de comprar mais porcarias do que o necessário, além disso, eu preciso passar na associação e pegar algumas coisas minhas que acredito que ainda não estão seguras lá. Já imagino do que precisa então eu vou voltar logo, estou com meu celular - ela então se aproximou dele e se inclinou, dando-lhe um pequeno beijo na testa.

Ela então saiu do quarto e foi para o estacionamento do local, montando em sua moto e tomando caminho da associação.

No local, ela praticamente pegou tudo o que havia no armário, deixando algumas poucas peças de roupa, tomando cuidado para que ninguém notasse a mochila quase cheia que estava levando dali, não queria perguntas sobre onde estava indo e sobre o que estava levando, afinal, ela própria não sabia o que estava levando.

Ela saiu sem maiores dificuldades e então foi até o supermercado local, guardando sua mochila no guarda volumes enquanto fazia as compras:

Produtos de higiene pessoal, algumas frutas frescas, algumas comidas pré prontas que Leon só precisaria por no pequeno micro-ondas que havia no quarto e algumas guloseimas. Ela comprou o suficiente para dois ou três dias, isso dependeria das atividades que teriam e o que havia ali era suficiente para os dois.

Ela guardou cuidadosamente um dos pacotes no reservado abaixo do assento da moto e prendeu o outro pacote a parte traseira do veículo, pegando sua mochila e retornando ao apartamento.

Ela bateu a porta e aguardou que ele a atendesse, colocando então os pacotes sobre a mesa e tirando a mochila dos ombros, colocando algumas coisas ali do lado.

-Eu fiz algumas investigações à parte, como disse e encontrei algumas coisas, vou te mostrar primeiro as minhas anotações:

Tema: Associação
Notas:
- Skye (Quem é esta garota?)
- Zero Kiryuu (A ligação dele com Yuuki Kuran)
- Vampiros no convento (Resultado de investigação local)
- Dark Hunters(???)
- Leveis E modificados(Análise de sangue, grupos de pesquisa genética, puro sangue envolvido)
- Ancestral milenar adormecido ligado à demônios
- Envio de Tsukino e Charles/Willian ao convento(razão?)

-Esta anotações eu fiz pouco depois que eu cheguei à cidade, eram itens que eu queria pesquisar na biblioteca da Associação, como você já sabe. Pesquisando lá eu encontrei algumas coisas:

...
Dia 15
Hora 1
Hora 2
Hora 3
Hora 4 – A cobaia esta viva, seus olhos possuem a coloração avermelhada da sede mesmo tendo lhe cedendo grande quantidade de sangue. Ao que tudo indica, a mutação causa uma decadência quase imediatada, liberando a besta de forma incontrolável.
Hora 5 – Alimentamos a cobaia com o sangue de seu criador M.J.K., não houve progresso, a cobaia continua a usar seus poderes de forma descontrolada e acreditamos que isso que tem acelerado a degradação. O corpo humano parece incapaz de conter a magia de sangue.
Hora 6 – A cobaia agora se debate e parte de seu corpo já desaparece em cinzas. Informações:
Identificação: Cobaia 0586
Idade: 30 anos
Sexo: Masculino
Dados médicos cedidos pelo Dr. J.T.: Cobaia saudável, exames indicando pressão arterial estável. HIV negativo. Não cardíaco.
Estado civil: Casado
Hora da morte: 01:45 a.m.
Obs: Realizar o teste com nova cobaia 0587, início 02:00 a.m.
Cobaia 0587
Dia 16
Hora 1 – Devemos registrar a informação relevante: A cobaia é um caçador. Acreditamos que seu corpo seja mais resistente devido ao passado entre as espécies.
Hora 2 – A cobaia acordou apenas trinta minutos após o procedimento. Algo inédito tendo em vista que as demais cobaias levam cerca de duas a três horas.
Hora 3 – A cobaia parece perdida, sua memória parece ter sido afetada. Ela pergunta qual o seu nome e onde está a todo momento, porém aparenta estar calma. Seu monitoramento segue sem alterações.
Hora 4 – A cobaia pede por água, diz estar com sede. Trouxemos comida e bebida.
Hora 5 – A cobaia informa ainda estar com sede, vamos ministrar plaquetas humanas através de seu soro.
Hora 6 – A equipe está animada com os resultados, A cobaia reagiu bem às plaquetas, informa que não está mais com sede. Seus olhos possuem uma estranha coloração preta.
Hora 7 – A cobaia foi apresentada a um pedaço de carne humana cru, ainda com sangue. Houve um ligeiro interesse no vitae, porém a cobaia manteve-se controlada. Ainda não recuperou sua memória, mas parou de questionar.
Hora 8 – Alguns membros de nossa equipe relatam dores de cabeça e tremores ao se aproximarem da cobaia.
Hora 9 – Um membro da equipe foi encontrado morto diante da cela da cobaia, seu corpo estava totalmente sem sangue, mas não havia sinais de ferimentos ou de luta. A cobaia esta sentada em posição de lótus, seus olhos permanecem fechados.
Hora 10 –
Hora 11 –
Hora 12 – A cobaia está em isolamento. Mais dois corpos foram encontrados próximos a sua cela, eram de duas novas cobaias: um caçador e um humano.
Hora 13 – Administramos o sangue de seu criador. A cobaia parece satisfeita com a sensação, porém continua na mesma posição e de olhos fechados. Novos relatos de dores de cabeça indicam que a cobaia possua poderes mentais.
Hora 14 – A cobaia passa a ser nosso experimento 0. Ela se matém calma, mas notamos uma leve agitação em seus exames neurológicos quando há proximidade do provedor de sangue, ou mestre.
Hora 15 - .... algo errado... a equipe esta recolhendo análises da cobaia e ira eliminá-la.
Hora 16-
Hora 17 – O complexo foi desativado. Perdemos nosso provedor, estava morto diante da cela da Cobaia.
Hora 18 – A cobaia não esta mais em sua cela, ou é nisso que ela quer que acreditemos?

Carta Para Adolph Magnus:

Amsterdã 5 de setembro de 1625.

A quem interessar possa,

Caros senhores da associação e presidente recém nomeado, venho a voz relatar o incicio de uma batalha ancestral entre a Dreiheit ou em outro nome Dreizahl, conhecidos como a Tríade e o regente dos vampiros Kuran Kaname.

Eu peço aqueles que saibam desse relato que assim que o lerem significa que  não estou mais entre vós, sofri um ataque e para evitar ser morto juntei-me a Kuran nessa luta. O que não resultou muito sucesso.

A luta começou entre o incio da noite do dia 2 e se decorreu por 3 dias consecutivos, o Kuran não dormia, não bebia, não baixava a guarda. Por fim o terceiro dia começou com derramamento de sangue...
-Depois disso eu procurei então mais informações sobre as falsas missões de caçadores, a que eu havia recebido no dia que encontrei a tal caçadora Skye. Eu achava que era uma missão falsa e devia mesmo ser, mas eu resolvi ir mesmo assim e encontrei estes dois objetos - ela então mostrou para Leon os artefatos que havia encontrado.

-Eu não faço ideia do que essas coisas possam ser, mas algo me diz que está tudo relacionado: O desaparecimento de Sakura e Will, Skye, esses objetos e este tal de Adolph Magnus, eu só preciso encontrar o ponto de ligação nisso tudo!


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MensagemAssunto: Re: One-Shot - Reencontro   Qua 27 Jan 2016 - 19:08



Antes que Leon pudesse protestar com a menina quanto a acusação de comprar porcarias no mercado – que ele entendia bem que ela se referia ao cigarro – a menina já havia se aproximado, beijado a testa dele e depois saído. Suspirou e acabou rindo e negando com a cabeça. Como aquela garota era mandona. Aproveitou enquanto a menina não voltava para ir tomar um banho, vestir algo confortável e quente e depois arrumar os pertences nos devidos lugares.
 
 
Abriu a porta quando a menina voltou e a ajudou a colocar as coisas sobre a mesa, passando a arrumar tudo logo em seguida, para que depois ficassem livres para discutirem o que ela havia trago da Associação. Pegou um dos pães e se sentou ao lado dela, mordiscando sem nem passar manteiga ou algo do tipo.
 
 
Enquanto comia pegou as anotações da menina e passou a analisá-las.  Algo sobre uma garota cujo nome parecia com céu (sky), a desconfiança sobre Zero que os dois já haviam concordado sobre e os relatos sobre os vampiros modificados... Sobre dark hunters ele não fazia idéia do que ou quem eram. Quanto ao desaparecimento dos amigos ela havia comentado na cafeteria. Mas o que o chamara mais a atenção fora outra coisa:
 
 
- Que merda de história é essa de vampiros em um convento e ancestrais associados a demônios? – se não fosse Lohanne a lhe dizer aquilo ele iria achar que a pessoa estava ficando louca. Não havia visto casos de vampiros associados a demônios e muito menos dentro de um local que era para ser sagrado, era um convento, oras!
 
 
Olhou o que ela havia encontrado nos arquivos e ficou confuso. Eram relatos de experiências em vampiros, dava para notar aquilo, mas quem estava fazendo? A própria Associação? M.J.K... Aquela sigla não era familiar. Isso se fosse de um nome real e não um codinome. Dr. J.T... outro que não reconhecia. E uma outra cobaia, um caçador... transformando caçadores... não, a Associação não seria insana de fazer uma coisa daquelas. Ao menos ele tinha esperanças que não.
 
 
E então aquele relato bizarro do experimento que deu errado. Leon negou com a cabeça com uma expressão furiosa. Eles não aprendiam, eles nunca aprendiam que fazer experiências daquele tipo sempre acabava em algum desastre. Era querer abocanhar mais poder do que se conseguia controlar... Como um recém-criado tinha poderes? Aquilo era... estranho. Abominável. E semelhante ao que Lohanne havia descrito sobre os levels E.
 
 
Leon largou aquilo e massageou as têmporas. Tantas informações esquisitas o estavam deixando confuso. Vampiros com poderes mentais... Ele odiava vampiros com poderes mentais e poderes de sangue. Te pegavam e quando você notava era tarde demais. Ao menos os outros você podia ver o que estava te atingindo e ter a chance de escapar.
 
 
Respirou fundo e voltou a atenção para as últimas informações. Uma carta para um tal Adolph Magnus. Setembro de 1625... A.C. ou d.C? Leon desconhecia qual época que o ancestral dos Kuran havia morrido. Mas de qualquer forma era muito, muito tempo atrás. Era um milagre que documentos antigos daqueles ainda existissem nos arquivos. Leu com mais atenção. Dreiheit, Dreizahl, Tríade. Coçou a cabeça. Outra informação que desconhecia.
 
 
- Estou me sentindo um novato... – o loiro falou e pousou os documentos de volta à mesa – Tudo isso é novo para mim também... Não faço idéia também do que possa ser ou como vamos ligar tudo isso... Mas vamos tentar. Eu vou te ajudar, podemos nos encobrir para que ninguém descubra nossas pesquisas...
 
 
Ele pegou os objetos e olhou pensativo.
 
 
- Isso é muito, muito antigo... quem sabe não tenha ligação com o ancestral demoníaco de que me falou... ou... – ele pegou a carta – Talvez com isso? É antigo o suficiente também... – devolveu os artefatos à menina – Mas não podemos esquecer do que está acontecendo no presente também... Estou preocupado com essas experiências... Se começarem a montar um exército com essas coisas – estremeceu – Esteja preparada, minha filha... As coisas vão ficar ainda mais sombrias daqui por diante...
 
 

E se levantou para fazer a janta deles enquanto digeria todas aquelas informações que ela acabara de lhe passar.




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MensagemAssunto: Re: One-Shot - Reencontro   Sex 29 Jan 2016 - 11:42





Lohanne sentou-se na mesa, assistindo enquanto Leon preparava o jantar. Ela até ajudaria, mas estava cansada dos corridos dias em Ambarantis e ela também não sabia cozinhar grandes coisas. Passara os últimos meses a base de fast food e da comida do refetório da Associação.

-Eu ainda não pesquisei muito sobre esses “Dark hunters” mas pelo pouco que Zero revelou eles estão diretamente ligados às investigações referente a estes vampiros modificados, o que me faz acreditar que eles devem estar na cidade fazendo suas próprias investigações. Posso tentar descobrir algo de dentro da Associação, mas preciso encontrar os pontos e perguntas certas - ela comentou, deitando a cabeça na mesa.

-Quanto a tríade, acho que podemos ligar estes dois nomes citados nesta carta antiga. eles devem ser parte dessa tríade e esse nome… esse nome não é estranho. Adolph Magnus… - ela repetiu - também acredito que, o que quer que estivesse no convento naquela tarde também esta ligado a esta tríade. Estava sendo observado por caçadores, ou ao menos deveria, pois quando chegamos lá não encontramos nada ou ninguém vigiando.

Ela analisou os objetos que Leon lhe passava e então mordeu o lábio.

Para ela era claro que tudo ali tinha uma ligação, mas eles precisariam pesquisar.

-Eu ouvi falar de alguma coisa como Deep Web, é uma parte da internet obscura com diversos mercados negros e bibliotecas. Se acessarmos as bibliotecas da Associação poderemos ter problemas, porém, se a gente conhecesse alguém capaz de acessar este tipo de rede, talvez a gente consiga algum documento perdido por lá, mas eu não faço ideia do que fazer - ela deixou os dois artefatos sobre a mesa, ao lado da carta.

-Também havia alguns documentos em um idioma que eu não conheço. Letras estranhas, certamente algo antigo - ela aguardou então que Leon terminasse de fazer o jantar. Precisava descansar um pouco, então deitou-se no sofá e acabou pegando no sono.

Spoiler:
 


Seu corpo estava relaxado e um delicioso cheiro de terra molhada enchia seus pulmões, ela acordou na beira de uma lagoa, olhando em volta um pouco assustada, mas estava sozinha ali.

Ela se aproximou das águas e então olhou se reflexo, tão diferente da jovem ruiva que era. Seu rosto era mais velho e mais sério, apenas reconhecia seus profundos olhos azuis nele. Vestia uma armadura que se encaixava de forma tão perfeita que até mesmo havia caído no sono com ela.

Ela se ergueu e olhou em volta, caminhando na direção oposta à lagoa. O metal de sua cota de malha fazia um barulho engraçado e familiar conforme andava.

-Julia - ela ouviu aquele nome e então olhou para trás. Lewis estava ali, parado, seu rosto estava ferido e suas roupas pretas estavam rasgadas, seus cabelos ruivos estavam desgrenhados e sem vida.
Antes que pudesse dizer qualquer coisa, uma sombra surgiu atrás dele, a grama ao redor tornou-se negra e um ar fétido encheu o ar.

Uma espada negra envolveu a garganta de Lewis, fazendo a cabeça dele rolar pelo chão, caindo aos pés dela. Antes que pudesse ter qualquer reação a mesma lâmina negra entrou em seu peito, queimando sua carne, como se fosse feita de metal incandescente.
A dor se espalhou por seu corpo e tudo o que ela pode fazer foi gritar e gritando de dor, levando as mãos ao peito, foi assim que ela acordou, caindo do sofá, totalmente atordoada pelo pesadelo.





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MensagemAssunto: Re: One-Shot - Reencontro   Sex 29 Jan 2016 - 20:50



Leon olhou o quanto a filha estava cansada e fez um leve afago nas costas e no topo da cabeça dela, dando um leve sorriso. A menina devia estar exausta de tudo o que havia passado naqueles dias, ela devia estar se sentindo em meio a um campo minado.
 
 
- Vai dormir. Precisa descansar também, senão não vai conseguir dar tudo de si nas missões. Eu te acordo quando terminar aqui.
 
 
Enquanto a via deitar e em seguida voltava à cozinha, ficou pensando em tudo o que ela lhe falara. Podia perguntar se alguém da sede da Espanha conhecia sobre aqueles tais “Dark Hunters” ao menos para conseguirem ter alguma idéia sobre com quem estavam lidando. Ainda assim aquele parecia um dos tópicos menos perigosos a se preocuparem. Talvez ele pudesse observar a cidade enquanto a menina investigava a Associação. Naquele caso era necessário se separarem para não levantarem suspeitas e poderem coletar mais informação em menos tempo.
 
 
Quanto aos nomes... Só investigando naqueles arquivos velhos. Mesmo com a modernização sempre havia alguma coisa que ficava perdida em meio às prateleiras empoeiradas que nunca chegava a ser catalogado digitalmente. Teriam que procurar à moda antiga. Leon suspirou. Pelo menos para aquilo ele poderia servir, ao menos não ia correr riscos de estragar tudo com sua asma. Só esperava não ter um acesso de tosse caso estivesse se escondendo para procurar informações confidenciais. Era impossível não ter mais informações quando se estava diretamente relacionado à Kaname Kuran.
 
 
Deep Web... Não fazia idéia de que troço era aquilo. Parte da internet... Leon mal sabia usar o computador para conseguir suas informações, quanto mais acessar alguma parte obscura. Precisariam de alguém que conhecesse bastante de computadores, ou talvez contratar algum hacker. E os idiomas... Bem, sempre se encontrava algum dicionário no meio daqueles arquivos, bastavam ter a sorte de achar algum para eles mesmos conseguirem traduzir as informações de que precisavam.
 
 
Quando estava quase terminando o jantar, ainda perdido em pensamentos, Lohanne começou a gritar. Leon largou tudo de imediato e tateou por reflexo a cintura atrás da arma, mas havia a deixado no quarto junto às outras coisas. Xingou. Deveria se lembrar de não baixar a guarda assim outra vez, se fosse algum ataque sério, talvez um ataque de Lewis, não ter a arma por perto poderia ser um fator decisivo no destino deles.
 
 
Correu até o sofá e se sentiu um pouco mais aliviado ao ver que a menina estava inteira, era só um maldito pesadelo. Parou ao lado dela e se abaixou, ajudando-a a sentar de novo no sofá, sentando-se a seu lado, com o coração ainda acelerado pelo susto.
 

- Lohanne... é só um pesadelo, querida – Leon afagou a cabeça dela – Só um pesadelo... – respirou fundo e se encostou no sofá – Assim você me mata do coração, garota... Vamos... Tome um banho para melhorar e venha, a comida está quase pronta.
 

Leon coçou a nuca, bagunçou os cabelos dela de leve e voltou para cozinha, tossindo de leve.




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MensagemAssunto: Re: One-Shot - Reencontro   Qua 10 Fev 2016 - 15:20




O rosto doía, o corpo doía e ela demorou alguns segundos para focar sua visão no rosto de Leon, dando um pequeno sorriso sem jeito. Pesadelos sempre fizeram parte de sua vida, mas naqueles úlrimos meses eles tinham se tornado frequentes e, ela que já dormia mal e pouco, acabava por dormir menos ainda.


Ela aceitou a sugestão de Leon sem contestar e foi para o banheiro, ligando o chuveiro numa temperatura quase gelada e se jogando sob o jato d’água.



Ela sentiu o corpo tremer e então aumentou a temperatura do banho, mas o frio parecia estar instalado dentro dela, no momento em que via aquela lâmina cortar a cabeça de Lewis com incrível facilidade.


Ela respirou fundo. Sabia que, por mais esforço que fazia, ainda haviam sentimentos dentro dela por ele, sentimentos confusos, obscuros, raiva, remorso, ódio e amor, tudo aquilo caminhava dentro dela e ela simplesmente não sabia como lidar com aquela sensação de vazio que a ausência dele lhe causava.


Ela teria morrido por ele no passado e agora ela tinha que matá-lo. Matá-lo para sobreviver.


Lohanne deixou a água quente cair contra seu rosto, misturando-se a algumas lágrimas teimosas. Por que doía tanto vê-lo morrer? Ela mesma não seria responsável por aquilo? Por que ele tinha que morrer? Porque ele era mal…


Ela desligou o chuveiro e se envolveu na toalha limpa que havia ali, sentando-se sobre a privada fechada e olhando em volta, água escorria pelos seus fios cor de pôr do sol e pinicava seus olhos.


“Lewis esta se tornando mal e não há mais nada a ser feito. O que ele fez a mim, ele pode fazer a ou já ter feito há inúmeras humanas, criando um arém de zumbis, de humanos que logo perderão suas vidas e serão abandonados, assim como eu…” - ela se levantou e se vestiu, terminando de secar seus cabelos.


Agora que parava para pensar, sua vingança parecia tão fútil, ou era apenas a impressão daquele sonho?


“Ele deve morrer…” - foi tudo que sua consciência sussurrou e ela apenas olhou seu próprio reflexo no espelho, estendendo a toalha sobre o trilho do box e saindo, arrumando os cabelos com as próprias mãos.


A comida estava pronta e ela ajudou Leon a servir a mesa, mas estava distante e pensativa.


- Leon - ela então chamou a ele - E se a gente não parar Lewis? E se não formos capaz de no fim puxar o gatilho? - ela olhou em silêncio para ele, esperando uma resposta - E se a morte dele também for a nossa morte? Eu sinto… que quando ele morrer… eu também vou - ela então abaixou o olhar para a toalha de mesa quadriculada e ficou repassando aquelas perguntas em sua própria cabeça. Era estranho finalmente colocar um pouco daqueles sentimentos para fora. Ela estava errada ou certa?


Ela então olhou para as coisas que havia trazido e pensou em tudo o que estava acontecendo. Será que ao menos teria tempo de salvar seus amigos, uma última vez e mostrar que estava arrependida de tê-los abandonado no passado? Será que estava mesmo arrependida?


“Culpe-os dos teus erros, chame-os do que você é…” - ela passou a mão pelo rosto e então apanhou o copo vazio diante dela.

-Lewis só fez comigo o que eu deixei que ele fizesse, ele nunca me obrigou a segui-lo afinal - ela concluiu. O mal nela, era culpa dela.





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MensagemAssunto: Re: One-Shot - Reencontro   Qui 11 Fev 2016 - 1:06



Leon esperou paciente e terminou de preparar a comida. Deixou que a menina levasse o tempo que precisasse naquele banheiro, para que ela pudesse reorganizar todas as ideias dela. Era um momento difícil e as vezes um tempo a sós para pensar era necessário. 

Sorriu para a menina quando ela voltou e começou a arrumar a mesa junto a ela, em silêncio, respeitando o semblante pensativo e distante da ruiva. Ao ouvi-la o chamar, ele a olhou e escutou suas palavras. E se não fossem capaz de parar Lewis? Ele conhecia a resposta, mas não gostava nada daquilo. A incerteza às vezes era o pior dos demônios que uma pessoa poderia ter.

- Eu não sei... - respondeu baixo e sincero. 

Ele não sabia o que iria acontecer a eles caso não conseguissem matar aquele puro. E não sabia o que poderia acontecer a outras pessoas caso falhassem. Lewis poderia se tornar cada vez pior e só Deus sabia do que ele era capaz. Redenção não era uma opção da qual Leon tinha esperanças. Esperar a redenção do Murdock seria se iludir, e uma ilusão apenas os fraquejaria no momento decisivo. Leon abraçou a menina e afagou seus cabelos, melancólico.

- Talvez morrer com ele seja uma forma de redimir os nossos próprios erros - ele falou, mais para si mesmo do que para ela e a apertou mais - No entanto... Ainda é o correto a ser feito... Chegamos a um ponto em que não podemos mais voltar atrás, por mais que teimemos em tentar - o loiro suspirou e deu um beijo na testa dela.

Ele queria poder dizer a ela que os dois ainda tinham um ao outro para se apoiarem depois que Lewis partisse, mas Leon sabia que aquela não era uma realidade para eles. Lohanne sucumbindo ao desvario da maldição vampírica ou a morte de Leon por causa daquele câncer, não importava o que viria primeiro. Um deles morreria e o outro ficaria sozinho e seria uma questão de tempo até que a morte o viesse buscar. Morte era o único destino que aguardava a ambos. Então que usassem o último tempo que lhes restava naquele mundo miserável para tentarem reparar os erros de seus passados. 

Leon tirou o copo da mão dela e colocou de volta à mesa, então fez a menina se sentara de lado na cadeira e se agachou diante dela, segurando as mãos de Lohanne a afagando gentilmente com os polegares.

- Você foi iludida por ele, foi cegada pelo amor... Mas eu não posso dizer que aqueles também não foram seus erros. Omissão também é uma grave escolha - falou e segurou o queixo dela com uma mão, para que a menina olhasse em seus olhos - Porém... Todos nós erramos, minha filha... Os erros nos fazem aprender... - ele fez uma breve pausa -  O preço por eles pode ser duro, maior do que você acha que pode suportar... E é nessas horas em que precisamos ser mais fortes do que nunca. Para corrigi-los. Para que as consequências deles não afetem a outras pessoas, que você ame ou não. Para impedir que essas pessoas cometam os mesmos erros que nós cometemos, e que tenham que pagar o mesmo preço que estamos pagando... É preciso parar a bola de neve antes que ela se torne uma avalanche e soterre tudo ao seu redor.

Leon se levantou e beijou a testa dela outra vez.

- Seja forte... Porque dessa vez eu estarei aqui para te apoiar quando sentir que irá ruir - sussurrou.

Assim ele se afastou da menina, deu a volta na mesa e sentou-se de frente para ela.




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MensagemAssunto: Re: One-Shot - Reencontro   Qui 18 Fev 2016 - 9:49




"And then we greeted death as an old friend, we shook hands and went along with her"




Lohanne respirou fundo, ouvindo cada palavra de Leon, de certa forma sentindo alívio. Ela não queria que Lewis fosse o único culpado em tudo aquilo, afinal, ela aceitara tudo o que vira, ela nunca pedira para que as mortes parassem, para que aquele consumo quase desnecessário de sangue humano fosse interrompido.


Ela assistira e ajudara Lewis a tirar muitas vidas e aquilo não era uma exclusividade dele. Morrer com ele talvez fosse realmente o certo. Talvez não, era o certo. Era certo e era o que seria feito. Sabia que Leon teria muitos anos humanos pela frente, mas sem o sangue de Lewis ela também sabia que estaria acabo para ela. Não queria servir a nenhum outro puro sangue ou adiar em alguns meses ou anos.


Terminaria sua investigação, resgataria Sakura e Willian e então, após acertar suas próprias contas com Lewis, se sobrevivesse, se entregaria à Associação.


“Este é o caminho certo a se seguir” - ela pensou, sentindo determinação dentro de si, mas uma sombra de ideia passou por sua mente e, como toda sombra, tudo o que trouxe foi escuridão e ela desviou o olhar de Leon, estremecendo com aquele mero pensamento.


Ela forçou um sorriso, tentnado afastar aquela sombra que caira, começando pequena, mas que agora ganhava voz dentro dela.


- Nós vamos conseguir - ela apertou as mãos dele, novamente tentando sorrir e então ergueu uma das mãos e limpou o rosto, puxando Leon para cima e indicando o jantar com a cabeça - eu quase estava com saudades dessa sua comida de solteiro - ela mudou de assunto.


Na verdade ela ainda tinha mais coisas que gostaria de falar, mas aquele pensamento sombrio talhou qualquer vontade que ela tinha de continua e prolongar aquele assunto. Talvez depois de comerem devessem dar uma olhada mais aprofundada nos itens que ela trouxera e então pesquisa algo sobre a tal Deep Web e como poderiam fazer para acessar. Ryan entendia um pouco daquelas coisas, talvez ela também pudesse perguntar qualquer coisa a ele.


Assim que Leon se sentou, Lohanne se serviu e aguardou até que ele tivesse feito o próprio prato para começar a comer.


A comida estava boa e ela comeu com gosto, comer sempre em restaurantes, sempre lanches, sempre em fast food. Era tão bom poder comer algo preparado para ela, mesmo que fosse comida congelada.


Ela terminou o prato com uma fome voraz e encheu um segundo prato antes mesmo de Leon chegar à metade do seu. Parte daquilo era porque a comida humana não a saciava tão bem quanto antes e Leon, como caçador experiente poderia perceber aquilo rapidamente, mas ela tinha uma expressão tão satisfeita enquanto comia, o rosto pálido parecia ganhar cor a cada nova garfada.


- Eu queria começar a investigação hoje a noite se não estiver muito cansado - ela comentou, estendendo a mão e apanhando seu copo, bebendo um pouco do doce líquido de refrigerante que havia ali - Acha que podemos? - ela aguardou a resposta do pai, olhando então para as pontas dos dedos que envolviam o copo.


“Por que não? Por que não ser um deles?” - aquele pensamento sombrio agora tomava ainda mais forma.





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MensagemAssunto: Re: One-Shot - Reencontro   Ter 23 Fev 2016 - 0:07




O caçador suspirou ao ver que a menina parecia melhor depois das palavras dele, mas sentia que ainda havia algo de errado com ela, sentia o peito apertar ao vê-la forçando um sorriso falso daquela forma. No entanto, como sempre, o caçador achara melhor não forçá-la a falar. Preferia que Lohanne conversasse com ele porque ela queria e não porque ele a estava a persuadindo.

Mas será mesmo que aquele era o comportamento correto? Ele não fora tão rígido com Lewis e deu no que deu… Será que deveria ser rígido com a menina para impedir que ela se tornasse algo pior?... Não. Eles precisavam um do outro naquele momento. Leon não poderia afastá-la com alguma investida que a fizesse recuar e sentir-se sozinha outra vez. Lohanne, assim como Lewis, tendia a fazer besteiras quando agia só e com fúria. Besteiras catastróficas. Ele interferiria apenas se necessário.

- Vamos sim - sorriu a ela quando ela disse que iriam conseguir - E nem venha falar da minha comida de solteiro que eu sei que você ama o meu arroz empapado e minhas torradas queimadas - riu baixo.

Serviu-se e começou a comer, mas parou em meio ao ato para observar a forma com que a garota devorava vorazmente a comida. Outro efeito do vampirismo, a comida passa a não alimentar mais da forma como deveria. Olhou preocupado. Porém… Leon não pode deixar de sorrir ao ver a expressão satisfeita e o brilho nos olhos da filha. Bem… Talvez parte daquilo fosse realmente falta da “comida de solteiro” dele.

- Vai com calma, niña, ou vai acabar engasgando. A comida não vai fugir do seu prato e tem mais na panela - ele brincou com a menina, sorrindo de leve.


Voltou então a comer calmamente sua refeição até ouvir a proposta da menina. Sendo sincero? Leon estava exausto e tudo o que queria era uma noite debaixo de cobertores quentes para descansar a viagem e poupar os pulmões. Em contrapartida não queria que a menina desconfiasse de sua condição, já que a última vez que ela o vira o caçador ainda estava com um bom vigor.

- Algumas horas de investigação não serão um problema - concordou com ela - Posso descansar assim que voltarmos. Só é melhor não ficar muito tempo fora à noite. Não quero correr o risco de topar com “ele” por aí - se referiu à Lewis.

Depois de comerem o caçador pediu para que a menina lavasse a louça enquanto ele se aprontava para saírem para a primeira missão juntos depois de muito tempo, mesmo que fosse algo extra oficial.




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MensagemAssunto: Re: One-Shot - Reencontro   Qua 24 Fev 2016 - 13:10



Lohanne comeu mais um prato enquanto ouvia Leon falar, estava por fim satisfeita e ainda havia sobrado um pouco de comida caso o hunter sentisse fome pela madrugada.


-Olha, para ser sincera eu dispenso as torradas queimadas, meus cafés da manhã eram um pesadelo, eu ainda achava que estava dormindo e tendo um sonho ruim - ela brincou, recolhendo seu prato enquanto finalizava seu copo de refrigerante.


Ela levou a louça à pia e então começou a limpar tudo o que havia usado, embora seus pensamentos ainda pesassem, ela tentava se concentrar naqula simples tarefa, observando a espuma que se formava enquanto ouvia as palavras de Leon, que ainda comia.


Mas assim que Leon mencionou novamente Lewis, ela sentiu uma onda de mal estar, o prato que lavava escorrendo por um momento de suas mãos. Lohanne conseguiu apanhar a peça antes que caísse dentro da pia.


Será que Leon sabia lago que não queria lhe dizer? Será que Lewis já estava em Ambarantis? Como ele a havia encontrado tão rápido?


“Sua mente e seu sangue, é o GPS perfeito para que ele a encontre mesmo no fim do mundo” - ela pensou com desânimo. Apenas torcia para que ele encontrasse qualquer passatempo bom o suficiente para desvia-lo de seu caminho, ao menos por enquanto.


Ainda havia coisas a serem feitas, ainda precisava encontrar toda a ligação naquelas coisas loucas que estavam acontecendo em Ambarantis. Aquilo lhe lembrou que não havia anotado em seu caderno sobre a caçada aberta a Marshall Pendragon. Teria aquilo uma ligação com o todo ou seria um evento isolado?


Ela tornou a isolar Lewis de seus pensamentos e, sentindo-se o pior ser humano vivo, ela se forçou a pensar em Ryan, no loirinho enfezado com jeito de menino que nunca ia crescer. O que teria acontecido se ela tivesse ficado, se ela ainda fosse humana?


Também não poderia ficar com Ryan, com o tempo ela envelheceria e ele não. Ela soltou um suspiro desanimado e então passou a enxaguar a louça.


-Tem razão papa, acho melhor então descansarmos por esta noite e começarmos a mexer nestas coisas amanhã. Vou voltar para a Associação e… - a frase dela foi interrompida por um longo e quase sobrenatural uivo. Estava ao longe, muito longe, mas ela não pode deixar de sentir calafrios.


“..chto…?” - ela olhou confusa pela janela do apartamento de Leon. Lobos em Ambarantis? Ela não se recordava se aqueles animais faziam parte ou não da fauna local.

- Você… me acompanha até a moto? - ela questionou, virando-se então para Leon, em busca de algo para secar a louça recém lavada. Sentia-se agora ainda mais incomodada e não conseguia dizer o porque.





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MensagemAssunto: Re: One-Shot - Reencontro   Qua 24 Fev 2016 - 15:13

Leon ouviu a brincadeira dela e ergueu uma sobrancelha para a menina.


- Ah, então é assim? - perguntou em tom de brincadeira - Vai ver só se eu vou continuar te acordando com chocolate quente e marshmallows - ameaçou como se estivesse ofendido, mas sorria no canto dos lábios. Ele com certeza iria continuar fazendo aquilo, era um dos poucos mimos que Leon costumava fazer com os filhos.

O caçador veterano não pode deixar de sentir certo alívio quando a menina desistiu de saírem naquela noite. Era melhor ele não abusar da saúde e evitar uma nova crise de asma no meio do caminho. Já havia tossido o suficiente por só um dia e não queria a deixar ainda mais preocupada com ele. Voltou a guardar as roupas e permaneceu com as confortáveis com que estava.

- Irei com você até lá, quem sabe eu não consiga logo falar com Zero... 

Então eles ouviram o uivo. Leon não se importava com o fato de haverem lobos ali, talvez fosse natural da fauna na região, no entanto era incomum ver algum tão próximo da cidade. Sentiu um calafrio. Esperava que fosse só um lobo normal ou algum bicho de estimação de algum vampiro que lidasse com canídeos. Seria muito azar se, além de todos os problemas já envolvidos, começassem a surgir lobisomens ali.

- Sim, vou com você - falou um pouco sério e estendeu um pano de prato a ela, depois foi até a janela e espiou do lado de fora com a arma em mãos, só por precaução.


.
.
.
.
.


Ele inspirou fundo, as narinas dilatadas se movendo enquanto ele farejava aquele cheiro familiar. Sim, o cheiro naquele banco era inconfundível. Leon estivera ali, o cigarro apagado no chão comprovava aquilo. Humn... Aquele idiota ainda não havia parado com o vício maldito depois de tanto tempo? Aquele veneno ainda iria matá-lo algum dia.

Esperava encontrar a ruiva, mas não esperava encontrar o velho caçador ali. O que ele estava pensando também? Que seria assim tão fácil? Que Leon não se intrometeria em saber que ele estava ali atrás de Lohanne? Aquilo... o deixou magoado. Era a prova de que o velho se importava mais com aquela maldita do que com ele. Não era tolo de pensar que o pai viria atrás deles para apaziguar a guerra particular em que se envolveram ou que estava ali para protegê-lo dela. Não... Leon estava ali para ajudá-la a matá-lo, o rapaz sentia aquilo.

Rosnou e pisou em cima da guimba já apagada havia algumas horas. Sabia que o loiro estivera ali fazia algum tempo pois o frio e a neve já dificultavam sentir seu cheiro. Ainda assim estava curioso. Queria saber onde o caçador estava. Seria na Associação? Talvez. Mas se ele havia chegado naquele dia, então talvez ainda não tivesse de hospedado lá. Aquela burocracia toda era um porre. Então onde ele estaria?

Se apegou à esperança que Leon ainda não estava na Associação e pensou. Se ele não estava lá, onde estaria então? O loiro não tinha muito dinheiro, então não poderia pagar algo assim tão luxuoso. Talvez algum albergue ou pensão. Ou algum hotel de quinta categoria. Entrou em uma loja qualquer que ainda estava aberta e usou seu charme na atendente para conseguir informações. A mulher indicou a ele a parte baixa da cidade. Justamente onde também ficava a Associação. Sorriu. Era o dobro de chances de encontrar o que queria.


Partiu imediatamente na direção, andando enquanto esfregava as mãos para aquecê-las. Como ele odiava o frio, sempre acabava gastando mais energia para manter o corpo quente e não prejudicar a fluidez de seu próprio sangue nas veias. Por isso qualquer um que o visse pensaria que era um humano com as bochechas e o nariz corados pelo frio.

Chegou na parte da cidade e passou a andar por ali até sentir um resquício do aroma do humano trazido pelo vento. Sorriu e seguiu na direção, apressando os passos. Por que estava tão ansioso assim para encontrá-lo? Grunhiu. Era para saber onde encontrava seu inimigo, era claro. Se soubesse onde Leon estava então provavelmente encontraria Lohanne também, era como abater dois coelhos com uma cajadada só.

E então um uivo cortou a noite. Paralisou e olhou atento ao redor. Não... Não havia aquele tipo de criatura em Ambarantis... Ou havia? Estremeceu quando a memória passou por sua mente...



O cheiro de sangue forte ao redor. Cheiro de seus lacaios e daquelas criaturas infernais. Lobos malditos! Era hora de fazer todos aqueles cães sardentos gigantes perecerem diante de sua fúria. Sorriu e apertou mais a espada de prata em sua mão. Sentia o material incomodar, mas gabava-se de ser o primeiro Murdock a conseguir resistir aos efeitos daquele material maligno. No entanto, seus dedos formigavam naquela noite. Não importava. Aquela era a noite em que ele finalmente mataria seu rival.

E lá estava aquela fera com grandes olhos verdes brilhando de fúria enquanto olhava para si. Ele sorriu... Cantarzo sorriu... Estava na hora de findar com a vida daquele lobo castanho de uma vez e pendurar sua cabeça como troféu em cima de sua lareira. 

- Venha, Thierry, a morte o saúda!


Assim como veio, a memória desapareceu, deixando-o tonto por alguns segundos. Colocou as mãos no rosto e respirou fundo para recobrar a postura. Aquelas imagens estavam mais recorrentes do que ele gostaria. Agora ele começava a entender que eram memórias de suas antigas vidas, mas aquilo ainda era confuso e por vezes ele ficava perdido com os flashs que vinham e não tinham sentido algum. Infelizmente aquele tinha mais sentido do que ele gostaria. 

Um som o chamou a atenção. Lewis olhou para cima e então viu o que procurava. Leon... O caçador havia aberto a janela e agora olhava desconfiado para fora. Sempre alerta... da forma com que o ruivo se lembrava.

Se escondeu rapidamente nas sombras de um prédio e o analisou. Ver Leon ali, tão perto, ao alcance se suas garras... Aquilo mexeu com ele. Lewis mordeu o lábio inferior ao sentir o peito apertar ao ver o pai depois de tanto tempo. Depois que ele havia os abandonado de uma hora para outra e que havia dito coisas horríveis a ele antes de ir. Ele ainda acreditava nas próprias palavras e ainda sentia ódio pela forma que Leon mentira para ele e o selara durante tanto tempo, mas... Por que aquilo o fazia se sentir tão mal?

- Pai... - ele sussurrou em um tom sofrido, mesmo sabendo que Leon não o ouviria daquela distância.

Então depois se repreendeu. O que ele estava fazendo? Aquele não era o seu pai. Vincent Murdock era seu pai. Aquele humano... fora apenas um tutor temporário até que sua família real se restabelecesse. A convivência com ele não passara de uma piada de mau gosto, um insulto a um puro sangue. E Lewis deveria se lembrar disso. Deveria se lembrar que aquele homem ainda era um caçador que poderia matá-lo e, portanto, era seu inimigo. Não deveria ter piedade dele.

Ainda assim Lewis não conseguia tirar os olhos de Leon ou se mover enquanto o humano continuava em frente a janela. Não conseguia ir até ele, interrogá-lo para saber onde estava a ruiva que ele desejava matar... Não conseguia ir até Leon para vê-lo de perto, ouvir outra vez a voz dele, ver aqueles olhos amarelos emocionados por ver o filho bastardo diante de si. Não... Lewis não conseguiria suportar aquele olhar melodramático para ele.

Assim que Leon sumiu da janela, Lewis se afastou. Decidiu ir embora por hora. Iria se estabelecer e depois voltaria. Isso. Daria mais tempo para que Leon encontrasse Lohanne por ele, pouparia o trabalho do vampiro. E daria tempo para que Lewis analisasse o local e descobrisse a forma mais rápida e limpa, ou só rápida mesmo, de matar aqueles dois. Era um bom plano, convenceu a si mesmo.

E assim sumiu noite à fora em meio à neve da tempestade que começava.




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MensagemAssunto: Re: One-Shot - Reencontro   Qua 24 Fev 2016 - 21:08

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MensagemAssunto: Re: One-Shot - Reencontro   Hoje à(s) 21:20

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