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 Vampiro do Oriente - Tutorial

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MensagemAssunto: Vampiro do Oriente - Tutorial   Seg 14 Dez 2015 - 14:54

VAMPIRO DO ORIENTE

A Natureza dos Kuei-jin

Os vampiros do oriente (Kuei-jin como eles se chamam ou Cataios como são chamados pelos poucos vampiros ocidentais que já os confrontraram) se diferenciam de seus similares do ocidente em múltiplos aspectos.
Para começar, os Kuei-jin dizem não ser descendentes de Caim (portanto, não são autênticos vampiros) sendo que tem sua orige em uma raça mítica de descendentes de deuses Orientais e que caíram em desgraça pelos seus atos indignos. Um Kuei-jin aparece quando um mortal morre sem ter completado seu karma (destino ou missão de sua vida). Quando um mortal perece, sua alma, que consta de duas partes, sofre diferentes destinos dependendo de cada parte. Uma das partes, o Hun pode perder-se ou permanecer junto ao corpo. Para que exista a possibilidade de um morto retornar como Kuei-jin, o Hun deve permanecer junto ao corpo. A outra parte da alma, o P´o, a parte demoníaca ou bestial de cada um, viaja ao lugar onde pertenece, um lugar além dos mundos Ying e Yang, paralelo a ambos e que se denomina de muitas maneiras: o Abismo, o labirinto, os mil infernos... entre os Kuei-jin é conhecido como “O mundo Yomi”. Neste lugar, habutam os espíritos a serviço dos demônios. Aqui, o P’o sofre intermináveis tormentos. Entretanto, aosguns P’o suficientemente poderosos conseguen escapar deste lugar atravessando a barreira de volta ao mundo dos vivos. Este P´o é atraído por seu Hun até onde este se encontra (somente se ele estiver próximo de seu antigo corpo). Em pouquíssimas vezes, ambas as facetas conseguem reunir-se e reabitar seu corpo em um processo conhecido como "O Segundo Alento" em que o corpo surge de entre os mortos. Normalmente o Segundo Alento não ocorre mais de dois meses depois da morte. Quando acontece, o corpo retorna ao seu estado original, de modo que mesmo um corpo que fora incinerado retorna intacto.
No momento em que retorna dos mortos, o Kuei-jin está totalmente dominado por seu P´o, incapaz de pensar e só procura alimentar-se. Mas do que se alimentar? O mundo é um lugar cheio de energia vital, conhecida como chi, e esta se apresenta em muitas formas, magia para os magos, vitae para os cainitas, phatos para as aparições, gnose para os lupinos etc. Os Kuei-jin, assim como os cainitas, são incapazes de gerar chi por si mesmos e por isso tem de tomá-lo de outros seres. O kuei-jin que acaba de renascer se encontra em um estado de alienação, e enquanto permanecer neste estado, ele se denominará “Chih-mei”.
Neste estado, o kuei-jin não é consciente de sua condição e se comporta como uma besta assassina. Poucos sobrevivem a esta condição sem ajuda. Em algum momento, com ou sem ajuda, o Kuei-jin consegue dominar seu P´o e é nesse Momento em que passa a tomar parte da sociedade Cataia. Nos primeiros anos após o Segundo Alento, o vampiro é considerado uma não pessoa e deve superar um período de aprendizagem dentro da socIedade Cataia. Neste período, é um Hin e não passará ao estágio seguinte (Discípulo) até que tenha aprendido tudo o que for necessário para começar a praticar as disciplinas e outras coisas da cultura Cataia.
Não existem gerações nem clãs entre os Kuei-jin. As capacidades e limites de cada vampiro do oriente são medidas por dois fatores: o primeiro é a idade, semelhante ao que ocorre com os vampiros ocidentais, e o segundo é o seu Dharma.
O Dharma é o grau de "iluminação" que o Kuei-jin já alcançou. Em termos de regras, não temos nem geração nem humanidade, e quanto maior o Dharma, maior é a compreensão do vampiro sobre o seu lugar no Grande Ciclo e maiores são os seus poderes (um chih-mei tiene Dharma 0, un Hin dharma 1 etc.). quando um kuei-jin alcança níveis máximos e seusu Dharma, alcança o que no ocidente se conhece como Golconda. A Golconda é a finalidade última de "todos" os Vampiros Orientais.
Se não há clãs, nem seitas, como se organizam? Os cataios sempre formam pequenos grupos (de três a conco membros) conhecidos como “Wu”. Por sua vez, os Wu se integram em grandes grupos conhecidos como cortes (este sería o equivalente a seita).


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MensagemAssunto: Re: Vampiro do Oriente - Tutorial   Seg 14 Dez 2015 - 15:01

Dharma

Tanto a categoria social como o nível de poder são dados pelo nível de Dharma (que não sobe ou desce comprado por pontos de experiência, mas sim devido a fatores complexos que envolvem a interpretação do personagem): 


• Dharma 0, Chih-mei: já comentado, é o menor Dharma, e o de passagem mais curta. Os Chih-mei estarão condenados a uma morte rápida caso não ascendam ao estado de Hin rapidamente.

• Dharma 1, Hin: Kuei-jin que conseguiram dominar a sua Natureza Sombria, mas são considerados não-pessoas até que tenham sido devidamente educados.

• Dharma 1-3, Discípulos: (os personagems de jogadores costumam iniciar nesta condição) Agora, são considerados membros de pleno direito na sociedade Cataia e são introduzidos a um Wu e uma Corte.

• Dharma 4-5, Jina: Este estado é alcançado quando se supera o Ling, a primeira visão que permite avançar no Dharma. Os Jina se encarregam de ensinar aos Hin e Discípulos tudo o que sabem.

• Dharma 6+, Mandarín: São os intelectuais, os conselheiros, os minitros da sociedade cataia. Os kuei-jin deste nível começam ser muito poderosos.

• Dharma 7+, Ancestral: São os dirigentes das cortes, eleitos dentre os mandarins, e sua palavra é lei. Não necessitam se fazer respeitar como os Príncipes do ocidente pois quando se chega a Ancestral (após passar por testes complicados) são considerados líderes por direito.

• Dharma 9+, Bodhisattva: Quando um Kuei-jin chega a estes níveis, se isola do resto de seus semelhantes, estando a ponto de alcançar o final do caminho, encontrando-se próximo do estado que o traidor Zao-lat (Saulot) denominou (incorretamente) "Suspiro". Os Kuei-jin que encontraram algum Bodhisattva falam de seres de imenso poder (semelhante ou superior ao dos Matusaléns) e grande harmonia espiritual.

• Dharma 10, Arhats: Este é o estado final do avanço no Dharma. Quando chega a este estado, o Kuei-jin compreende seu papel no Grande Ciclo ficando a parte da história vampírica pois se reincorporou ao ciclo. O poder dos Arhats é similar ao dos antediluvianos (tecnicamente todos alcaçaram a Golconda), mas se mantém totalmente à margem dos assuntos do “Reino Médio”. São a prova viva para o restante dos Kuei-jin de que há alguma esperança de salvação.

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(obs: O texto acima não fui eu que escrevi, apenas traduzi de um site em espanhol que eu acho que nem está mais no ar).


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MensagemAssunto: Re: Vampiro do Oriente - Tutorial   Seg 14 Dez 2015 - 15:02

O Reino Médio

O Reino Médio (The Middle Kingdom) é o nome que os habitantes sobrenaturais da Ásia dão ao seu continente. A princípio, o aspecto reinante no resto do Mundo das Trevas (escuridão, decadência, etc.) também está presente aqui. Entretanto, o Reino Médio é diferente em muitos aspectos.

A região da Ásia se caracteriza por estar superpovoada, coberta por extensas florestas e repleta de governos totalitários e instáveis.
No Reino Médio, pode-se distinguir dois ambientes muitos distintos: a superpopulação das grandes cidades asiáticas e o desolamento de quilômetros de selvas inexploradas. É entre esses dois ambientes que os shen, os seres sobrenaturais, se movem.

Os vampiros do Reino Médio se organizam em cortes (não em clãs ou principados), que dominam amplas extensões de terra. Por exemplo, o Japão é controlado por apenas duas cortes. A Máscara é desconhecida nessas terras. Nas grandes cidades, simplesmente a era moderna e a alta tecnologia torna impossível de se acreditar em seres sobrenaturais, e no campo, as pessoas sabem que a noite não pertence aos humanos e que qualquer um que se arrisque a enfrentar as florestas sem o apoio da luz do sol está condenado.

Mais além dos limites físicos do Reino Médio, separados por uma poderosa barreira, encontram-se os mundos dos espíritos, deuses e demônios. A despeito de no ocidente eles se denominarem Umbra, Submundo ou Arcádia, aqui são simplesmente os mundos Ying e Yang.

O mundo Ying é um lugar deprimente, repleto de energia negativa e onde vão parar boa parte dos mortais quando morrem. Aqui habitam fantasmas e espectros e seu reino mais importante é o terrível “Reino Sombrio de Jade” (Dark Kingdom of Jade).

O mundo Yang é um mundo de energia selvagem. Se o Ying é a fonte de tudo o que é passivo, o Yang é o lugar de onde se originam as forças ativas da Naturaleza, aquilo que faz com que as coisas aconteçam. Espíritos da natureza e elementais habitam este reino, assim como as criaturas adoradas pelos hengeyokai (os metamorfos do Reino Médio).


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MensagemAssunto: Re: Vampiro do Oriente - Tutorial   Seg 14 Dez 2015 - 15:18

Background


Vampiros do Oriente basicamente consiste na utilização de parte do mundo largamente deixado de lado pela WW até então: o extremo Oriente. Em Vampiros do Oriente, não apenas o Império do Meio é explorado para ampliar o jogo de Vampiro (vampiros ocidentais são chamados de Kin-Jin e orientais de Kuei-Jin), como também o de Lobisomem (Hegenkoya), Mago (Chin’ta) e mesmo Changeling (Hsien). Os Wraith também fazem parte disto, e é até fundamental, graças às religiões orientais darem uma referência especial aos mortos e ancestrais, mas com a linha sendo aniquilada pela WW, não é esperado uma exploração deles como tema, a não ser no mesmo patamar de Banes e outros espíritos.

Ele poderia mesmo ser uma linha separada dos outros jogos da WW, graças a sua complexidade e inovação ao gênero dos vampiros, e mesmo dos “personagens da WW”, mas a escolha dos editores foi criar um suplemento e assim você precisa do Vampiro, A Máscara para jogar.

Existe uma enorme gama de diferenças entre os Kin-Jin e Kuei-Jin, mas podem ser classificadas em quatro blocos principais: físicas, históricas, culturais e mesmo espirituais.

Fisicamente, um Kuei-Jin pouco difere de um Kin-jin a primeira vista. Ambos parecem com humanos. Mas um fator os distingue claramente: o Kuei-Jin utilizou Yin ou Yang Chi para se “ativar” naquela noite. Vampiros da Camarilla não pensam muito nisto, eles simplesmente levantam e pronto, é natural seu organismo consumir um ponto de sangue por noite. Os Kuei-Jin, por outro lado, não se alimentam de pontos de sangue e sim de “Chi”. Chi permeia tudo e humanos se alimentam de Chi quando comem, dormem, respiram… Mas após a morte e sua volta ao mundo dos vivos, os Kuei-jin não podem mais conseguir Chi assim. E o tipo de Chi a ser consumido, depende da disposição da vítima. Se aterrorizada, Yin Chi; se no meio de um ato sexual ou qualquer outro momento de euforia, Yang Chi. E a cada noite, Yin Chi ou Yang Chi, é usado para “energizar” o Kuei-Jin. Quando se utiliza de Yin Chi, ele têm um aspecto mais cadavérico, um pouco pior que os dos Kin-Jin, e bem próximo destes quando têm uma baixa humanidade. Quando usam Yang, eles ficam ativos, vivos, elétricos. Quase humanos.

Além disto, Kuei-jin não são normalmente estacados ou entram em torpor. E não têm naturalmente presas. Estas surgem quando este gasta Demon Chi. Um tipo de Chi surgido de seu P’o (veja abaixo). Eles também podem utilizá-lo para ter mais ações e se parece um pouco com o RAGE de Werewolf. Kuei-Jin herdam também características de Wraith, como Lifesight e Ghostsight. Suas disciplinas são diferentes e incompatíveis com as dos Kin-jin e, a propósito, vice-versa: nenhum vampiro ocidental pode aprender suas disciplinas. Eles não podem no entanto usar seu Chi para aumentar seus atributos físicos, a menos que tenham o conhecimento de alguma disciplina Shintai. E não se pode esquecer sua capacidade de beber e comer sem empecilhos e mesmo sua resistência maior ao sol.

Historicamente os Kuei-Jin nada têm haver com aquele fazendeiro homicida, na verdade sua história é mais rica e mesmo honrosa, pelo menos inicialmente… Eles são descendentes diretos dos Wan Xian, os “Mil Imortais”, trazidos de volta à vida para proteger os homens dos Yama Kings (grandes lordes demoníacos do Yomi, o inferno oriental, responsável por metade do mundo). Infelizmente os Wan Xian caíram em desgraça e foram amaldiçoados pelo paraíso a viverem do Chi de outros. Com o tempo, os Kuei-Jin apesar de amaldiçoados, formaram suas cortes, costumes próprios e continuaram com sua tarefa de olhar pelo paraíso, afinal eles haviam voltado a vida com um propósito.

Mas por estas mesmas razões históricas e também culturais, os Kuei-jin também são bem diferentes dos Kindred no que se refere às suas ideologias, e mesmo senso patriótico. Até hoje existem mesmo choques diretos entre os Kuei-Jin das cortes do Quincunx (China de uma forma geral), e do Japão, e mesmo das Cortes Douradas da Índia.

E como entender uma sociedade vampírica sem a necessidade da Máscara para permanecer incógnita, ou mesmo sem as eternas intrigas. Um Kuei-Jin não teme o povo, afinal no Oriente do Mundo das Trevas, existe uma certa “familiaridade” com tais criaturas e uma compreensão de sua paralela busca pela iluminação. Além do mais, muitos Kuei-Jin são vistos como protetores e mesmo não sendo abertamente nomeados, sua presença é reconhecida nas comunidades das quais eles participam. Além do mais, a sociedade altamente organizada dos Kuei-jin não permite membros por demais rebeldes e capazes de causar uma destruição grande o suficiente para chamar a atenção dos temíveis caçadores de vampiros, Shih.

Os Kuei-Jin não se organizam em clãs e coteries, e sim em um “Wu”, um grupo que, de acordo com as leis celestiais das cortes de sangue do Quincunx, deve ser formado por um membro de cada um dos cinco dharmas e cada um deve ter também uma direção. Sim, eles não têm clãs, eles compartilham do mesmo início, um entendido quando observada sua diferente aproximação da espiritualidade…

Um Kuei-Jin nunca é abraçado. Não é o sangue se Caim o responsável pela sua não-morte. Na verdade, diferente dos vampiros ocidentais, eles fazem parte do equilíbrio, e são cuspidos para fora da “Grande Roda” justamente para reforça-la e protegê-la. Os vampiros do oriente morrem literalmente. Parte de seu espírito, o Hun, fica guardando seu corpo, e outra parte, o P’o, vai para o Yomi. Eles passam então um período no Yomi, em um dos milhares de diferentes infernos e, graças a uma força de vontade extraordinária, voltam a seus corpos, normalmente já mortos à pelo menos um mês. Agora o Hun e P’o novamente unidos, o Kuei-Jin dá seu ‘segundo suspiro’, seu renascimento. O P’o é também o demônio interno do Kuei-jin, um equivalente ao Shadow dos Wraith.

Eles se vêem então novamente vivos e seus Dharmas (de modo geral, podem ser comparados aos Paths do Sabbat) lhes dão uma forma de redimirem a si mesmo, e fazerem novamente parte do grande ciclo. Eles apesar de amaldiçoados devem zelar pelo Reino do Meio, pois é esta sua tarefa sagrada. Nisso, eles chegam mesmo a ter um contato com os outros Shen (como eles chamam o conjunto de criaturas sobrenaturais), inclusive os Hegenkoya. Igualmente, os Shen do Império do Meio enxergam os Kin-jin com ódio e desconfiança, pois seu consumo e utilização de Chi, pouco têm haver com o equilíbrio e sua própria natureza não-morta é uma ofensa ao Paraíso.


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MensagemAssunto: Re: Vampiro do Oriente - Tutorial   Seg 14 Dez 2015 - 15:18

O Jogador

Criar um Kuei-jin não é tão diferente em termos de mecânica se você já viu outros jogos da White Wolf. A maior diferença se encontra na parte conceitual. É necessário definir no entanto, como este viveu sua vida e ligar isso à forma e Yomi no qual ele teve sua passagem, e mesmo a seu atual Dharma e direção. Escolher também se a personagem pende para Yin ou Yang, ou mesmo um equilíbrio, é também importante, mas vêm naturalmente após a escolha do Dharma e direção. Um mestre menos exigente poderia mesmo não pedir tanto, mas é desaconselhável, afinal Vampiros do Oriente é um jogo no qual os princípios da personagem e sua espiritualidade estão em constante escrutínio.

A forma como este viveu vai não apenas moldar melhor seu caráter após o Segundo Suspiro, como definir melhor a natureza de seu P’o. Seu período no Yomi, o tipo de inferno no qual passou, é também adequado à sua vida anterior e parte permanente de seus pesadelos. Ajudará a entender a forma como tentará, através de seu Dharma, atingir a iluminação.

Os Dharma possíveis (existem mais no Kindred of the East: Companion, mas são considerados “heréticos”) são:


  • How of the Devil Tiger (Devil-Tiger) – Acreditam na dor como aprendizado. Aceitam o fato de agora serem demônios, e por mandato celestial, eles têm a obrigação de caçar os pecadores, o mal, e exterminá-lo. São cruéis, mas usam da crueldade com a finalidade de ensinar algo.
  • The Way of Resplendent Crane (Ice Guardian) – Esse Dharma vê o Segundo Suspiro como uma chance de redenção e ao mesmo tempo uma desonra. A Garça acredita na disciplina, honra e benevolência, como elementos capazes de levar à iluminação.
  • The Song of the Shadow (Bone Flower) – Estudiosos, especialmente do mundo Yin (Shadowlands), Bone Flowers acreditam no autocontrole,assim como no estudo e preservação da ponte entre a vida e a morte como elementos fundamentais para a iluminação.
  • The Path of Thousand Whispers (Rootless Tree) – Moderação e equilíbrio são temas recorrentes dos Kuei-Jin deste Dharma. Continuamente vivendo personalidades e identidades, numa encenação de reencarnação praticada periodicamente, eles acreditam no ganho de uma nova experiência a partir do momento em que enxergam a vida e o mundo de diversas formas, através de diversas vidas.
  • The Dance of the Thrashing Dragon (Laughing Rainbow) – Viver a vida tão intensamente quanto possível é o mote deste Dharma. Ligados a espíritos do mundo de Yang (Umbra), como os Bone Flowers são ligados aos do mundo de Yin, Laughing Rainbows louvam a vida mesmo quando a consomem.


As direções complementam o Dharma. Elas são as funções designadas para os Kuei-jin através de um estudo de seu horóscopo. Às vezes um Kuei-Jin pode mesmo agir de forma diferente de sua direção, mas é difícil tornar-se de outra, é mesmo ainda mais comum mudar de Dharma. As direções são não apenas sua função na sociedade de vampiros, mas também sua função dentro de seu Wu.

Os do Norte são ligados à manutenção de tradições. Eles comumente julgam e avaliam os outros Kuei-Jin na forma como se portam em relação às leis e costumes da sociedade. O Leste é a direção dos Kuei-Jin ligados à sociedade mortal. Eles vigiam os humanos cuidadosamente e se misturam com mais facilidade, garantindo tanto a “comida” do grupo, como observando se os mortais estão bem e em segurança. Aqueles que são ligados à direção Sul, são os responsáveis por observarem e criticarem as tradições, por promoverem a mudança quando necessária. São os mais rebeldes (mas longe de serem semelhantes aos Brujah, qualquer um levemente “brujah” seria eliminado no período de treinamento de um ano antes do teste de Água e Fogo, uma passagem para a vida em sociedade e fazendo parte de um Wu). Oeste é a direção ligada ao mundo Yin (no qual os vampiros dessa direção mantêm estreitos laços, protegendo ancestrais, ouvindo sua súplicas), sendo eles os que carregam também a tarefa de cumprir as ordens de Madarins (Kuei-Jin de alto status), inclusive assassinatos. E por fim os Kuei-Jin de centro têm a tarefa de manter todos os outros juntos, ligando as várias direções e zelando pela sociedade imortal de uma forma geral.

Além disto há um pequeno grupo de novos Antecedentes, dos quais se destaca o “Nushi”, uma espécie de “Totem” do Wu. E disciplinas próprias e com uma característica de versatilidade incomum às disciplinas dos Kin-Jin.


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MensagemAssunto: Re: Vampiro do Oriente - Tutorial   Seg 14 Dez 2015 - 16:16

Mestre de Jogo

Vampiros do Oriente é um livro elegante, cheio de informações e suficientemente bem organizado. Não há realmente nele aquele típico ar de “eles ainda precisam lançar um suplemento para eu entender isso direito”.

A despeito de algumas falhas menores, uma ou duas inconsistências no texto e informações sobre o funcionamento dos Kuei-Jin espalhados em três áreas do livro quando podiam estar concentrados em um só ponto, eles é bem prático e mesmo harmonioso.

As disciplinas são bem detalhadas, assim como a sociedade dos Kuei-Jin, sua história, suas diferenças diante dos vampiros ocidentais, etc. O Capítulo 6 (Middle Kingdom) e 8 (Rivals and Barbarians) são particularmente interessantes, bem escritos e dão uma boa concepção do quanto é vasto o universo.

Infelizmente o livro data de antes do Vampiro 3a Edição e não contém regras específicas das categorias de dano e outras que foram alteradas. Isso é apenas corrigido no Kindrede of the East: Companion, em um apêndice tratando justamente disto. Espero sinceramente uma nova edição tornando ele “stand-alone”, ou seja, independente do Vampiro.


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