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 Escritório

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kagura
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MensagemAssunto: Escritório   Ter 6 Set 2016 - 9:46

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Dorii'
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MensagemAssunto: Re: Escritório   Ter 6 Set 2016 - 16:12

~Sakura


Preferi ficar longe da casa, ainda no frio mas em um canto do jardim. Aquelas marcas ardiam como brase e u não conseguia parar de pensar em como fazer para me livrar delas, embora algo me disese que seria impossíel.
Els sumiram depois de um tempo, mas a sensação ainda estava ali, palpável, dolorosa. Fazia com que um desespero crescente tomasse conta de mim e talvez isso fosse apenas parte d meu mau estar. 

Não sei se por sorte ou não, um grito diferente irrompeu da mansão, me fazendo virar na direção dela.

~Charles... ~eu fiquei estática, as lágrimas já querendo surgir nos olhos, mas eu as segurava. Era difícil me manter firme depois de tudo que havia descobrido e que acontecera. ~Charles... 

eu repeti seu nome novamente, o vento sair da porta em minha direção. Ele não estava bem, nem um pouco bem, mas ele ia ficar.

Eu o segurei, forte, grudando em seu tronco como se aquele abraço fosse para me prender nele para sempre. Eu não ia reclamar ou dizer qualquer coisa. EU queria sair dali, com ele  e logo.
Fiquei quieta quando ele me pegou no colo, saindo andando. Ele ainda não estava bem. Mas aceitaria qualquer coisa pra sair dali....

No carro, assim que entramos, eu não consegui me conter e disferi diversos beijos sobre ele. Aquela preocupação, aquela dor. Eu só queria guardá-lo ali comigo, protegê-lo e me proteger. Eu só queria sentir que aquele ali era o Charles como sempre havia sido.

Mesmo se ele me perguntasse, eu diria que conversaríamos em casa, sobre tudo, e seria naquela noite, mas no caminho eu queria ficar apenas do lado dele, apenas sentindo que ele estava bem, embora em meus pulsos formigasse a lembrança de algo que não pdia ser conversado abertamente.

Predecessor


Assim que entramos, por mais que Charles me insistisse, me neguei a ir ao quarto. Eu sabia que não podia esperar por algumas respostas, mesmo depois do que havia acontecido. Se fossemos para o quarto ele ia ser capaz de fazer minha mente dispersar com todo o seu poder sobre mim, mas não era isso que eu precisava agora.

Eu peguei uma toalha no lavabo, a molhando e limpando aquele sangue de mim o máximo que deu, embora as manchas ainda ficassem na roupa e em algumas partes da pele.  

- Charles... - eu voltei ao escritório, só agora disposta a falar algo. - Nada o que aconteceu foi culpa da Melissa... eu já estava machucada, foi quando te trouxemos. Me machuquei sozinha, tentando te ajudar...

Isso era um mentira, mas por algum motivo eu me sentia uma ótima mentirosa naquele momento. Eu estava tão exausta, acabada e abalada que verdade ou mentira sairiam da minha boca com o mesmo tom, o mesmo efeito, pois eu se quer controlava como meu corpo reagia.

~Mas se vamos falar de algo, vamos por ordem de fatos - eu olhei séria para ele, deixando a toalha suja e úmida nas costas do sofá, enquanto eu ficava em pé - Por que você nunca me contou das suas crises?...


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kagura
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MensagemAssunto: Re: Escritório   Ter 6 Set 2016 - 16:35

Aquela casa. O seu avô. Por que tudo sempre acabava nas mãos daquele homem? Por que tinha aquelas crises? Não que não gostasse de Murtagh, o homem tinha suas qualidades e não duvidava que tivesse muito mais força por trás daquele escudo frágil, principalmente com ele sendo de um dos grandes clãs. Só que... Qual era a dele com aquele papo de neto e herdeiro de repente? Qual era a de todos aqueles puro sangues escrotos? Jogos de fantoche e de poder? Obrigado, mas só ele jogava consigo mesmo, e isso queria dizer que por si mandaria qualquer um daqueles almofadinhas irem se fuder naquele tipo de sociedade que nunca lhe pertenceu. Principalmente agora com Sakura, e todas suas atenções voltadas para ela.

Até de suas crises tinha descuidado.

Pena que a menina parecia estar no modo DR quando chegou em casa. Charles pessoalmente pretendia resolver sua dor de cabeça e frustações na cama, se distraindo com a japonesa até que ela desmaiasse de cansaço (o que era uma pena, já que tudo que ela aguentava eram dois rounds, mas não lhe incomodava tanto quanto pensava). Mas tudo que ganhava era um banho de sofá sem direito a vodca e perguntas sérias que eu não estava muito a fim de responder, com expressão emburrada.

- Sakura, o que você chama de crises não existe... Elas são só momentos de descuidos, nada importante. Já aconteceram, vão acontecer de novo... Por que se preocupar. Algo assim não pode matar um puro sangue. - Ele deu os ombros ao fim da palavra, como se quisesse fugir da essencia da pergunta.


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MensagemAssunto: Re: Escritório   Ter 6 Set 2016 - 20:26

A displicência de Charles até poderia ter seu charme em algum momento, mas este não era o caso. Pelo contrário, a própria postura dele ao iniciar a conversa ja me dizia que ele não estava nem um pouco disposto aquilo, o que só fez a minha irritação aumentar. Havia algo em Charles que talvez ele não soubesse e algo que deveria fazer com que eu o matasse ali e agora, mas eu nunca seria capaz disso. Mesmo sabendo tudo o que isso trazia, esse mau agouro, eu nunca poderia fazer nada contra ele. Essas constatações me matavam por dentro. Toda essa incerteza e medo transbordavam em mim e enquanto eu caía em um desespero interno profundo, o vampiro loiro ficava fazendo pouco caso do que havia acontecido com ele, pouco caso da sua omissão.

- ALGO ASSIM NÃO PODE MATAR UM PURO-SANGUE? - eu gritei para ele, indignada, até meu tom descer na frase seguinte - Então fale isso para Lya e Will que estavam prestes a fazer isso se Loran não tivesse aparecido pra salvar a sua pele...

Minhas palavras estavam ríspidas e a delicada Sakura havia ido embora. Charles podia ver no meu olhar. Eu não iria abaixar a minha cabeça e evitar uma briga, não dessa vez. Se Charles não me dizia, eu ia arrancar a força.

- Você me trouxe para cá, Charles. Me trouxe para que ficássemos juntos... Você lembra de tudo o que me prometeu? - eu dei a volta no sofá, ficando de frente para ele e o encarando firme.

- Confiança está acima de muitas coisas, está acima do que qualquer coisa que você diga sentir por mim ou eu por você. Eu disse que ia te aceitar, eu pedi para que você me deixasse saber de tudo e você me disse que sim.... Para aonde foram essas palavras? 

Um bolo começava a se formar na minha garganta. Eu comecei a lembrar das cenas no parque, lembrar daquele que vi no mundo criado por kagura e suas falas, lembrar do que aconteceu com o menino que nunca me mostrou seu verdadeiro rosto, até hoje.

´- Você IA morrer, Lya IA te matar! Não seja estúpido e arrogante de achar que William ia fazer algo, porque NÃO ia!!! Você não tem ideia mais de quem é ele... nem eu.... - aquelas palavras saíram arranhando a minha garganta. - Charles, eu quero cartas na mesa, eu quero que me conte tudo sobre essas suas CRISES, e também, quero que me conte exatamente do que William falava... Eu quero que você me conte tudo, agora.... 

Eu me afastei um passo, mas não desviei o olhar.

-... me conte agora porque eu não vou ficar sob o mesmo teto que alguém que eu não conheço... e que não quer me deixar conhecê-lo....


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MensagemAssunto: Re: Escritório   Qua 7 Set 2016 - 17:34

Se havia algum motivo para Charles não dizer nada era o simples odiar que os outros soubessem de suas fraquezas. Afinal, do que bastava aquele conhecimento se o próprio Charles tinha a capacidade de se virar sozinho? Sakura não precisava saber, não precisava se preocupar. Eram apenas crises, e, ao final delas, ele com certeza ficariam bem como sempre. Não precisava de ajuda, muito menos queria se mostrar tão patético na frente dela. Não era por menos que ele parecesse amuado, e mantivesse a cara fechada diante do orgulho. Por que afinal Sakura insistia naquele assunto que já havia se resolvido?

-Não, Sakura... Will não faria isso, eu senti por sua aura. Willian não pode e não ia matar. Quanto a Lya, eu consigo lidar com ela... - Ou pelo menos conseguiria em outras crises. Ele não desmaiava em outras crises assim que tudo estivesse acabado. Assim que tudo à sua volta estivesse resolvido. - O meu desmaio só aconteceu porque ela não estava mais por perto, não é algo com o qual deva se preocupar. 

O puro quase gritou, mas depois disso veio a ameaça e o aumento daquela curiosidade irritante. Talvez charles tivesse xingado, talvez tivesse falado alguns palavrões baixos ou até mandado a pessoa calar a boca ou matado se não fosse Sakura. Mas com ela, ele só conseguia desviar o olhar irritado. 

Não queria perder ela de nenhuma forma. 

-Eu tenho ideia de quem ele é Sakura, é meu maldito irmão gêmeo e só está vivo porque Murtagh transfundiu meu sangue diversas vezes para curar seu corpo quase destruído anos atrás, não é surpresa que finalmente tenha se erguido em sua verdadeira forma depois daquela mordida. - Ele respirou fundo. - Como disse, por causa desse sangue e ritual ele não pode me matar, era como uma cria, mesmo quando humano. E, por causa disso, ele também tem as crises, embora com aquele cheiro, o sangue dela deve estar o segurando. 

Então ele se levantou, andando pelo escritório e dando as costas para Sakura. - Todas elas se resumem a sangue e sua restrição, ou falta daquela coisa azul - Aponta para alguns frascos no escritório. - Os outros não devem te-la porque não tem alergia a pastilhas, sangue animal ou qualquer tranqueira dessas que me causam crises. Ou posso ser azarado por te-las, não sei, sempre às tive, o velho sempre as resolve. Satisfeita? -Falava o final de forma rápida e incomodada, como se não quisesse que ela arranjasse tempo para pensar em mais perguntas.


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MensagemAssunto: Re: Escritório   Sex 9 Set 2016 - 18:00

Não, não estou satisfeita ….

Meu coração quase pulava do peito, nervosa e ainda perdida. Mas não tão perdida a ponto de esquecer quem era Charles.
Aquela resposta rápida e corrida foi apenas uma forma de termina aquele assunto, mas para mim, não ia adiantar. Também não ia adiantar ficar tentando arrancar mais nada dele. Por um lado, ele tinha me dito algo, mas por outro, só ficou claro para mim que ele tinha muito mais a dizer. Só que não diria.

Eu passei as mãos nos cabelos, respirando fundo. “ calma, Sakura “ eu repetia na minha cabeça. Eu queria era surtar, contar para ele que existia algo que ele não sabia, que por isso ele tinha que me contar absolutamente tudo sobre ele, para que eu pudesse protegê-lo, mas eu não podia.

~ Will não esta exatamente sob os seus comandos … ~ disse, cansada . ~ Se alimentando do sangue daquele demônio,talvez ela esteja em pé de igualdade com você na influência sobre ele… e EU sei que no desempate não é você que ele vai seguir… não mais ….

Não mesmo. Aquele Will era um poço desconhecido para mim e Charles deveria subestimar menos o outro, embora eu soubesse que o ego dele era grande demais pra isso.

E,eu ainda estava processando toda a história sobre seu parentesco com Will e sobre suas crises. A droga era que eu nunca conseguia confiar completamente quando Charles me contava algo, e isso fritava meus neurônios na duvida de se era realmente só aquilo ou se ele estava omitindo alguma parte.

Ok, Charles, você tentou… - eu respirei mais uma vez - mas não sou idiota… obrigada por me contar, mas… eu vou esperar mais um pouco ate você decidir se me conta o resto da historia ou não…

Eu me.virei, saindo do escritório. A porta trancada atrás de mim quando entrei no quarto era um claro aviso à Charles de “não vai ter nada” que deixei. Ele ia me dispersar . Ia me beijar, ia preferir me mimar e gastar cada segundo do seu tempo, cada gota de suor para me fazer esquecer das minhas perguntas do que para responder elas. Então, eu tinha que ficar imune a esses efeitos do único jeito que conhecia : não ficando perto dele.


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MensagemAssunto: Re: Escritório   Seg 26 Set 2016 - 15:50

Sessão encerrada

Pontos + 8 


Charles 


Sakura


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MensagemAssunto: Re: Escritório   Qui 29 Set 2016 - 14:42

Uma semana depois...

+ Loran +




O jovem Kuran estava um tanto apressado, aquele convite para uma conversa com Charles o havia surpreendido, claro que tinha algumas coisas que queria lhe perguntar, mas com a implantação do novo reinado e a organização da nova sede do governo vampírico estava lhe tomando todo o tempo e aquelas questões com seu amigo acabou ficando em segundo plano.

Porém não havia caído no esquecimento, ele queria conversar e a oportunidade surgiu e o próprio loiro que a fizera, assim ali estava no escritório esperando por Charles para conversarem.


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MensagemAssunto: Re: Escritório   Seg 3 Out 2016 - 20:29

Certas coisas eram melhores se não tivessem acontecido. O incidente no parque por exemplo era uma dessas situações. Não era por menos que mesmo que contrariado, Charles se visse obrigado a chamar Loran para encontrá-lo no escritório naquela noite. Era melhor que tivesse uma explicação sua que dos outros, ou que preferisse pesquisar demais o que não devia. Kuran e realeza? Charles nunca ligou para isso.  Provavelmente teria mandado o outro Kaname se fuder se fosse questionado por esse. 

Mas algumas coisas ali não podiam continuar a ser negadas. E, por isso mesmo, ele havia esperado Sakura ir dormir exausta como uma humana que era e seguido para o escritório para encontrar o monarca. 

-Loran... - Charles entrou em seu escritório com um comprimento educado, pegando a cara garrafa de uísque em uma estante e dois copos. - Quer uma bebida? Sei que não é o tipo de bebida que monarcas estão acostumados, mas é o que tem para hoje. E tornará isso um pouco menos entediante. - Perguntou em um tom mais relaxado e informal que antes, embora em um leve tom de brincadeira, servindo uma dose em cada copo, antes de despencar sentado na enorme cadeira de couro. 

-Desculpe se te atrapalhei em toda essa diversão estática que deve estar sendo o estabelecimento do novo governo e esse casamento. - O loiro girou os olhos com sarcasmo. - Mas desejo garantir algo antes que seja tarde de mais... - Charles tomou um gole da bebida, pausando. - Que aquele pequeno incidente no festival seja abafado. 

Charles parecia mais sério agora, como o próprio lorde Crow, que era seu alter ego e dono do grande banco internacional. 

Claro que ele sabia que teria um preço. E com isso diversas perguntas de Loran. Mas, daquela vez, ele estava disposto a pagá-lo e respondê-las se necessário. Mas o que fazer quando você não queria que certas coisas caíssem em um maior espectro de conhecimento.


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MensagemAssunto: Re: Escritório   Sab 15 Out 2016 - 22:44

+ Loran +



Aceitou aquela bebida, mesmo não estando com tanta vontade de beber, afinal estava ali para conversar com seu amigo e claro saber o que foi toda aquela situação.
Pegou o copo e tomou um gole ouvindo atento, talvez não fosse necessário enche-lo de questionamentos.

-Não me fale dessa parte, realmente está sendo algo bastante divertido lidar com as velharias e os clã para implantar o governo. - tomou um gole fazendo uma leve careta. - Está compensando somente o fato de ter Rose ao meu lado, mas enfim, não foi sobre isso que estamos aqui tento essa conversa.
Esperou o outro se pronunciar e ficou um pouco sério.

-Aquele incidente no festival com certeza será abafado, haviam muitos humanos presentes e claro a postura de alguns vampiros naquele momento será questionada. - bebeu mais um gole e colocou em cima da mesa o copo. - Então, Charles, devo me preocupar com você sobre esse tipo de incidentes?

Ele olhou o loiro e notou que estava muito sério e sua preocupação ainda era maior, já que Charles na maior parte das vezes era desligado de certas convenções e formalidades assim como também interesses em poder e disputas entre clãs.

Suspirou baixo imaginando que ele tinha algo a falar, principalmente sobre o que havia descoberto algum tempo atrás onde algumas investigações foram feitas sobre a cidade e seus moradores vampiros.

-Sei que você tem alguma coisa para me dizer, então não lhe encherei de perguntas, somente me fale o que importa e que poderá ou não interferir com os demais vampiros. - ficou olhando o.


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MensagemAssunto: Re: Escritório   Qua 19 Out 2016 - 23:50

++Charles++

Odiar aquele assunto não me faria fugir dele. Talvez simplesmente aquilo me tivesse feito chamar Loran ali para aquela conversa, embora normalmente eu quisesse fugir ou ignorar o que agora se tornava não ignorável. Eliminar testemunhas? Talvez aquela fosse minha estratégia padrão. Mas com puro sangues não podia usá-la, muito menos em um evento daquelas proporções, então minha únic opcao era o rei, e, por que não falar, meu amigo. 

Meu corpo estava claramente tenso ali, e minha postura era mais séria que o habitual. Estranha, sombria? Talvez assim parecesse enquanto tomava um gole da bebida. Precisava estar minimamente relaxado para continuar. - Acho que você mesmo pode tirar uma conclusão sobre isso, Kuran, já que deve desconfiar que essa não foi minha primeira ou ultima vez em uma crise como essa. - Embora daquela vez eu simplesmente a houvesse suprimido o frenezzi e a sede por causa de Sakura, mantendo todos os danos restritos ao meu próprio corpo.

-Afinal, eu nasci com essa maldita doença de sangue. - Soltei uma risada quase forçada. - E isso se tornaria um inferno e escândalo se fosse divulgado, além de um enorme problema para mim.


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MensagemAssunto: Re: Escritório   Sab 22 Out 2016 - 14:41

+ Loran +

Ele ficou atento ao que Charles falava, era nítido no loiro que não estava muito a vontade em falar sobre aquele assunto, mas dependo do que ele dissesse Loran teria que fazer algumas perguntas, afinal ele havia encontrado informações onde aparecem imagens de Charles passando por expriências.

Quando o loiro falou de uma doença do sangue, Loran ergueu as sobrancelhas e depois ficou pensativo, aquela informação não se encaixava com o que o loiro falava, mas não que fosse importante e sim pelo fato de talvez a tal doença tenha haver com o que ele e sua família humana haviam descoberto.

- Charles, apesar de muitos acharem e creio eu que você na certa também, até porque sou um filhote perto dos vampiros que convivemos, eu não sou tão … - fez uma pausa procurando a palavra para definir – displicente conforme apresento, afinal em certas ocasiões eu até prefiro que pensem, mas eu fui criado por uma família de hunter que poucos nem imaginam de como são e o quanto são influentes em diversos campos da sociedade humana. - Pegou uma pasta preta que havia levado consigo e estendeu ao amigo. - Estou lhe falando isso por um motivo, há alguns anos minha família hunter vem fazendo investigações sobre algo que está acontecendo não é de agora com alguns grupos de vampiros em todo mundo. -Bebeu mais um gole do wisk e voltou a falar.

-Por volta dos anos 30, encontraram um laboratório devido a busca de um ninho de vampiros a qual fora uma de suas missões, nesse laboratório virão algo que nem em sonhos poderiam imaginar.

Fez um gesto para ele abrir e ver as imagens. Haviam fotos antigas e textos comentando sobre as fotos, experiencias feitas com sangue de vampiro, algumas experiencias realizadas para uso dos vampiros a fins militares, informações de criação de novas espécie de vampiros e entre outras.


Conteúdo da pasta:
 


-Essas informações que está vendo são confidenciais, isso vem sendo mantido em segredo, pois seria uma quebra no acordo entre humanos e vampiros. - suspirou baixo – Eu não pretendo divulgar, muitos clãs virariam contra humanos e tentariam fazer o mesmo ou pior, apesar que não sou ingenuo em acreditar que oposto aconteça. - Finalizou – Humanos fizeram isso com esses vampiros e usaram armas e magia hunter para manter a maioria domesticados afim de usar os vampiros para seus fins ambiciosos.

Olhou Charles esperando as reações dele, sem antes completar.


-Charles deve está se questionando, o que eu tenho haver com isso? - Levantou e andou até ele apontando o final uma última página. - Seu nome aparece como um dos experimentos, talvez essa sua doença do sangue, não seja bem uma doença.


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MensagemAssunto: Re: Escritório   Seg 24 Out 2016 - 22:25

Um puro sangue cujo o corpo tendia a se autodestruir ou descontrolar nos momentos mais inoportunos. O quão ridículo aquilo poderia ser? Não deixava de pensar com uma careta, enquanto o gosto forte da bebida descia pela minha garganta insatisfeito. Havia sempre sido assim afinal, desde aquele dia quando tinha dez anos de idade, e também quando assassinei aquela puta ladra quanto tinha apenas doze anos. Eu sempre tive aquela merda de diferença. Mesmo que o idiota de meu pai insistisse em comtrario. E talvez fosse um milagre eu estar falando aquilo com Kuran agora, embora sinceramente não esperasse aquela sua resposta, e quase houvesse cuspido a bebida para fora quando ouvi sobre os experimentos. 

O que? Como? Meus olhos se abriram vermelhos em um misto de surpresa, raiva e descontrole por mínimos instantes como os de um anImal selvagem consumido pelo ódio. E talvez por instantes eu houvesse desejado acabar com Loran e com aqueles arquivos ali. Mas, apesar da aura ultra pesada, nada fiz, apenas voltando a me sentar e derrubando a taça e seu conteúdo no chão, enquanto colocava mais álcool direto da garrafa na boca. 

-Sim... Você está certo, eu realmente fui preso em um campo de concentração como esse, no entanto, não fiquei mais que dois dias, e meu problema já me afetava desde que ganhei as presas pela primeira vez. - meus olhos deslizavam pela pasta de nomes, fotos e descrição, e aquela aura sombria e muito mais forte do que deveria ser a de um puro sangue comum parecia continuar a me cercar, embora me mantivesse aparentemente calmo. A verdade é que era mais do que claro que não gostava daquilo ou das pessoas envolvidas, e que desejava algum tipo de vingança. 

Um minuto, aquele foi o tempo que examinei as fotos antes de parar, tomando outro gole da garrafa e levando minha mão a uma gaveta, a abrindo e tirando alguns papéis junto com uma pasta empoeirada. - Cobaia 679, ou amostra N0.2, como me chamaram na base da Groenlândia, quando fui mandado para lá. Mas se tem tanta curiosidade. - Apenas acenei com a cabeça displicentemente, para que ele pegasse o arquivo onde o número 679 aparecia na capa. - Garanto que é uma boa aula de anatomia vampírica, tortura e loucuras da mente humana nas primeiras partes, embora eu não tenha dado o prazer de gritar tanto quanto eles queriam naqueles dois anos. - Soltei dando os ombros com certa frieza e desdém. 

Não. Aquilo tinha sido infernal, mas eu evitava gritar e dar prazer a eles, e a cada gota de sangue minha que escapava, eu simplesmente continuava a resistir. Eu seria quem os faria gritar. Jurei naqueles dias, e saboreei hora a hora o sal e o frio, com ansiedade, um dia aquele dia chegaria. O dia que esperei por dois anos e onde os gritos, o desespero, as chamas e o sangue tornaram a aurora Boreal o mais belo show que já havia visto. 
Spoiler:
 

-Se divertindo Kuran? - Perguntei por fim, tomando mais um pouco de uísque. - Espero que não se incomode tanto com o fim daquele maravilhoso lugar, não era como se tivesse outra opção. - Embora fosse faze-lo da mesma forma. Pensei em silêncio, esperando a reação do soberano com certa displicência.


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MensagemAssunto: Re: Escritório   Ter 8 Nov 2016 - 16:43

+ Loran +

Observava as reações do vampiro e ficou um pouco atento já que de certa forma ele demosntrava certa aura de agressividade. Imaginou algo do tipo já que os vampiros que foram presos naquele lugar sofreram as mais diversas torturas e experiências possíveis.

Ficou calado ouvindo relatar e lhe entregar aqueles arquivos enquanto ainda olhava para o amigo. Folheou as páginas chamuscada lendo algumas anotações das experiencias que fizeram com Charles.

Ele havia dito algo sobre essa doença que lhe dava as feridas pelo corpo, mas era de fato que poderia ter vindo das tais experiências.

- Essa experiencias eram terríveis, não o culpo pela sua reação e claro ter detonado o lugar. - olhou os papeis e ficou pensativo quando ele perguntou sobre está se divertindo. - Não... Nem um pouco, aliás não acho nada disso divertido. - Levantou e jogou a pasta sobre a mesa andando pelo lugar passou a mão nos cabelos e soltou o ar um tanto insatisfeito. - Charles, apesar de parecer eu não sou partidário de humanos, fui criado por eles claro, devo minha vida a minha família humana isso é certo, mas não sou nenhum idiota sonhador que acredita que humanos são pobrezinhos coitados dominados por vampiros. - Apontou as pastas e depois pegou a garrafa de wisk sevirndo-se de mais um copo tomando logo em seguida um generoso gole da bebida. - Esses fatos aconteceram e foram humanos que fizeram, então posso lhe garantir que não tenho porque achar isso bom.

Virou e caminhou pelo lugar bebendo novamente do copo.

-Eu quero igualdade sim, da mesma forma que ambos os lados devem pagar por crimes contra a nossa especie, particularmente espero mesmo que esses humanos se ferrem pelo que fizeram.

Sentou novamente e fixou os olhos castanhos em Charles.

- Da mesma forma que se fosse ao contrario … Humanos e vampiros devem coexistir, porém não tenho a visão romanceada da família Kuran em achar que colocar um bando de vampiros jovens e sedentos no meio de humanos e lhes dar uma pastilha possa ajudar a ter uma convivência pacifica. - Fechou os olhos suspirou – Acreditar que isso dará certo é pra mim uma forma ingenua de ver a realidade. - Abriu os olhos dessa vez bem mais sério que o normal – Posso ser novo e até muita das vezes demonstrar imaturidade, mas sei bem o que tanto humanos como vampiros são capazes de fazer para conseguirem o que querem.

Olhava Charles esperando alguma reação de desdem, o pouco que conhecia já notara que o puro não era assim tão bonzinho e displicente como demonstra sempre.


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MensagemAssunto: Re: Escritório   Dom 16 Abr 2017 - 22:59

+ charles +

Inocencia. Apesar de suas palavras, essa era clara nos olhos daquele Kuran, e mesmo que lhe tivesse simpatia e amizade, não podia dizer que gostava muito de sua convicção idealista, que com certeza o levaria a uma morte prematura. Não que fosse lhe dizer isso. Eu nunca fora o melhor dos conselheiros, muito menos concordava com aquele tipo de pensamento. Pelo contrário, talvez a sede de sangue tivesse tão presa em minha Alma, que nem mesmo o fato de ser vampiro conseguia explicar. Inocencia? Essa eu nunca tive, e o fato de Ainda ver aquelas mortes e o gosto de sangue e da tortura com prazer e a ausência completa de remorso em minha consciência só vinha a provar isso. Minha Alma corrompida. Todas aquelas lembranças que não começaram apenas depois daquele lugar...

Quem fora a primeira mesmo? Aquela amiguinha de Ryan ou a primeira mulher por quem me apaixonei antes de tentar me apunhalar pelas costas? Talvez as duas. Mal lembrava de suas faces ou idades, apenas dos gritos e do gosto de sangue. A melhor coisa que havia experimentado até então. Também havia aqueles hunters, depois outros, e as caçadas no corredor apertado do complexo de laboratórios. E os habitantes daquela cidade onde a usina explodiu, a garota drogada e outros que não conseguia lembrar. Rostos sem expressão, esquecidos, que só se gravavam com uma lembrança vazia em quase totalidade, junto ao completo descontrole. Assim como aquele puro sangue, cujo sobrenome, Gaullen, eu houvera apagado da face da terra como se nada fosse além de mais números em uma estática. Uma estática que, desde cedo, aprenderá a respeitar como a lei da sobrevivência. Uma lei que agora, devido a uma promessa feita a Sakura e ao seu rosto de choro, eu vinha me esforçando para negligenciar.

Princípios e sentimentalismos idiotas... Considerei, recuperando minha estabilidade. Sentia minha garganta arder de forma insistente apenas com aquela lembrança, e a raiva, e minhas veias queimarem, mas como das outras vezes, aquilo iria acabar, enquanto voltava a tomar outra dose do caro uísque. Com um suspiro e uma risada quase histérica que não consegui controlar muito bem. - igualdade? Isso é ridículo. O seu sonho é belo Kuran, no entanto, é um sonho infantil. Uma ilusão perigosa que vai acabar te matando. - Ou pelo menos te levando a um daqueles laboratórios, afinal, mesmo que negassem, aquele não era o objetivo secreto da associação? Nos caçarem até que não sobrassem nada de nos, ou até que sua ambição ridícula de humano conseguisse obter nosso poder?

Mais um copo se foi, e outro depois. Meus olhos oscilavam junto com minha aura, e talvez eu continuasse agitado. - Presas e Predadores nunca conseguirão uma convivência em harmonia. As presas sempre tentarão eliminá-los ou se igualar a eles, e os predadores, não vão conseguir segurar seus instintos para sempre, embora claramente como toda a natureza no fim tenda a alcançar um equilibrio. Estamos em uma guerra velada que nunca acabou com os contratos feitos por teus antepassados, Kuran, e mesmo que não te digam isso... Alguns de nós podem pensar que sua família joga para o outro lado.

Louco por dizer a verdade. Talvez. Mas algumas verdades tinham que ser ditas para os amigos, embora não da forma que eu gostaria. Outro copo e mais outro, e o mau estar na garganta não passava, assim como a ardência nas veias. Droga Sakura... por que? Me questionei mordendo a língua, com os dedos agitados batendo sobre a Madeira. Minha cabeça agora explodia. - De qualquer forma... Não pretendo mudar sua opinião, apenas alertar, como um amigo, que tome cuidado. O que é muito estranho levando em conta que nunca me cocei para o que acontecia com o outro Kuran "pé no saco" - Dei os ombros, ao final da frase. - Se quiser levar esses documentos para investigar, fique a vontade, já possuo uma cópia... - Desdém, Agitacao? Eles se misturavam, a medida que podia sentir o cheiro do sangue puro do outro se espalhar pelo ar. Ou seria o meu próprio enquanto meus olhos ficavam totalmente vermelhos. Sede, ela de novo. Cada vez mais constante a cada dia em que tentava me manter quase completamente longe de caçadas ou sangue humano. E mesmo não gostando, tentei manter o foco, engolindo duas pastilhas modificadas a mais junto com o uísque. E levantando, caminhando de um lado para outro, como se impaciente esperasse aquilo passar.

Mas não passou. Um passo, dois... E novamente estava instável, quando parei. O gosto de meu sangue em minha boca, a sensação de meus vasos sanguíneos se contraindo dentro de mim. E então o cheiro de sangue, forte. Meu sangue, escapando por feridas que de repente pareciam ter aberto em meus braços, enquanto eu caia no chão sobre meus braços, vomitando sangue e tossindo sem parar. Sangue esse mais escuro que o normal, quase como misturado com uma tintura mais enegrecida e que,naquela hora, parecia ter um odor muito mais forte que o de um puro comum.

Merda. Estava tendo outra crise. Ou seria aquela mais uma reação alérgica as pastilhas modificadas também?


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MensagemAssunto: Re: Escritório   Ter 18 Abr 2017 - 18:19

+ Loran + 

Observava Charles atento, sentia que algo estava acontecendo com ele, estado bestial talvez, foi assim que ele pensou, ficaria em alerta esperando para ver até onde o loiro iria aguentar. Lidar com um sangue puro sedento não era algo que ele iria gostar, muito menos sendo esse vampiro seu amigo.

Atento a cada palavra Loran inspirou, afinal, quem aceitaria tal coisa vinda da família Kuran, achava ridículo tal ideal de paz entre raças, porém era o que tinha que fazer, pelo menos equilibrar e assim assegurar a existência de vampiros naquele mundo. A questão era agora como contar que a natureza realmente irá buscar um equilíbrio e que os vampiros já foram condenados ao extermínio.

Levantou e colocou as mãos nos bolsos e andou até uma distancia que considerasse segura e confortável para ele.

- Charles, não me surpreendo com nada do que falou, sei dos riscos que corro e sei que os Kurans fantasiaram demais essa tal paz e tentam fazer valer isso em tratados assinados. - olhava-o atento a cada movimento – Veja bem, o ancestral Kuran, agiu de forma errada e deu poder aos Hunters, assim como nós sabemos que existem outros clãs de hunters com poderes para acabar com vampiros. - tirou a mão do bolso e pegou um copo encheu e voltou a falar tomando um gole – Condenados, já fomos condenados, existem sim uma guerra disfarçada que não tardará muito a explodir e sabe o que é mais louco? Eu sei que lado perde... - Chegou perto de Charles – Nós!

Colocou o copo vazio na mesa e encostou cruzando os braços ainda olhando sério o amigo.
- Nós seremos todos exterminados, não vai ter poder, nem sangue forte e muito menos coroa que nos salvem. - Estranhou quando a aura e o cheiro do sangue dele começou a ficar forte.

Desencostou da mesa e foi até ele quando o viu ir ao chão.
- O que...?!

O amigo começou a passar mal e isso não era bom, tocou o ombro dele porém teve uma certa repudia que não entendeu de onde vinha, até sentir uma sensação bem conhecida vindo de Charles.

- Diga … a quem chamo para lhe ajudar?

Estava agitado e foi a porta do escritório procurar algum dos servos de Charles para ajudar.


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MensagemAssunto: Re: Escritório   Seg 8 Maio 2017 - 20:01

Vigor + força de vontade


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MensagemAssunto: Re: Escritório   Seg 8 Maio 2017 - 20:01

O membro 'kagura' realizou a seguinte ação: Lançar Dados


'D10' : 7, 2, 3, 10, 10, 2, 7, 3, 3, 4, 2, 7, 4, 3, 6, 5, 7, 1, 1, 1, 1, 6


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MensagemAssunto: Re: Escritório   Seg 8 Maio 2017 - 21:26

++Charles++

Dor... Só havia isso e os olhos desfocados, quase cegos enquanto o vampiro loiro praticamente convulsionava no chão. Vultos, se esses eram presentes, eram as únicas imagens que suas pupilas podiam formar, embora O subconsciente de Charles soubesse que havia sangue. Muito dele. Na poça que lhe cercava, em seus braços, pernas e abdômen de feridas surgidas espontaneamente. E também em sua boca, naquela tosse insistente, na qual o gosto de seu próprio sangue predominava, no entanto, não tão incômoda como a sede que secava sua garganta.

Covarde... Talvez Charles tenha tido vontade de continuar a tentar botar alguma razão na cabeça do soberano japonês, mas suas palavras tinham se calado. E nada Charles via, ou ouvia, apenas vultos, do escritório e de Loran, do próprio corpo. E daquelas vozes. Das que gritavam em sua cabeça enquanto seu corpo parecia querer despedaçar. - Merda! - Em transe ele quase gritava, embora sua boca não pudesse ser ouvido mais que um murmúrio sem sentido. Um murmúrio que também parecia desaparecer a medida que sua respiração se tornava mais rápida e menos eficiente. E aquela aura estranha, sinistra, forte e quase sufocante começou a tomar conta do escritório.

E não era só isso. O ambiente parecia mais escuro ou era só impressão? E o cheiro do sangue de charles? Por que ele havia mudado e agora estava tão forte quanto o de um ancestral, apesar de manter o aspecto enegrecido. Seus olhos também haviam mudado, abandonando o púrpura habitual, mas não eram vermelhos, e sim uma outra cor. O que era aquilo? Um amarelo maligno embora ainda um tanto vacilante e instável.

E, se Loran olhasse para trás por um minuto, quando no corredor chamava por ajuda, poderia ver uma forma quase inumana se formar nas sombras atras de Charles, vindo junto com aquele estranho frio na espinha.

Voltando ao corredor, o puro sangue pode ver um jovem vampiro nobre de cabelos violetas e olhos claros que não parecia ter mais de dezessete anos vir-lhe correndo quase esbaforido, junto a outros dois outros vampiros nobres mais velhos e experientes, também não estranhos a Loran. Um deles com óculos e aspecto sério, e outro com traços árabes.

-Kuran-Sama, desculpe-nos o transtorno. Melhor se afastar. - Sugeriu Oliver em um japonês um pouco deficiente, enquanto os dois outros vampiros se posicionavam em volta de Charles, um deles com uma bolsa de sangue humano na mão, e o outro, com uma espécie de seringa com um líquido azul escuro, a qual fincou no pescoço de seu mestre caído.

-Trevor, vamos agilizar as coisas. Temos que fazer ele beber essa bolsa, e depois carregá-lo para a casa do senhor Fallneaves. Ou ao menos o levarmos para um lugar seguro. - O árabe sugeriu em inglês, enquanto o mais novo confirmava tentando empurrar e posicionar a bolsa perto das presas de seu mestre que agora parara de convulsionar.

Mas aquela missão nunca seria concluída... Não que não fosse óbvio pela forma que as sombras começaram a se mover no escritório. Espera aí... sombras? O elemento de charles não era energia? Mas nem mesmo aquele tempo se deu para pensar. Todos ali então puderam ver os olhos se abrindo novamente, em um vermelho meio alaranjando, e a aura de Charles se tornar mais sufocante e um tanto perigosa, quando esse soltou um riso quase insano, e puxou o braço de Trevor com tanta força a ponto de quase arranca-lo, mordendo seu pulso com violência.

-Droga! Charles-sama... - Oliver gritou, pulando em direção ao seu mestre, e tentando puxa-lo para longe de Trevor, enquanto o vampiro mais novo parecia expressar lágrimas de dor, mas apenas sendo jogado para trás sem nenhuma dificuldade pelas sombras, antes de conseguir tocar Charles. Jason por outro lado, tentava procurar alguma coisa no bolso em desespero.

- Cadê? Cadê essa merda? - Repetia ele nos segundos onde cada vez mais o jovem nobre parecia gritar querendo se soltar, inutilmente. Enquanto sua pele se tornava mais pálida e sua voz mais fraca, a medida em que a morte se aproximava,

- Pare por favor, Charles-Sama... Isso... - Implorava fracamente sem muita esperança de sobreviver... Não fosse pela ação do outro. Uma nova injeção? Era o que parecia quando Jason tirou a nova seringa do bolso para adormecer seu mestre.

Mas aquilo nunca aconteceria... Fúria, ódio, descontrole? Talvez uma mistura de todos tenha salvado Trevor. Já que assim que a agulha se aproximou, o foco do puro mudou, e a seringa foi jogada longe, assim como Spencer, que, com os cabelos arrouxeados pintados de sangue viu seu corpo colidir com a escrivaninha, enquanto como um animal, o puro dirigia sua ira para Jason, fincando de uma vez suas unhas em seu peito, e puxando seu coração para fora do corpo. Enquanto, no segundo seguinte, o corpo do nobre também era jogado contra uma das estantes por uma camada ultra espessa de sombras. Aquelas injeções eram irritantes.


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MensagemAssunto: Re: Escritório   Dom 21 Maio 2017 - 0:43

+ Loran +

De pé na porta de entrada do escritório ele sentiu algo que nunca sentira antes, o que vinha a ser aquilo? Poderoso e maligno demais para uma aura de vampiro. Não era simplesmente um sangue puro usando seus poderes ao máximo, era além disso. As sombras, essas sombras eram -lhe familiares, porém em uma proporção diferente do que estava habituado a presenciar. Foi dando espaço aqueles servos que tentavam inutilmente conter o loiro que a cada minuto que passava ficava ensandecido e descontrolado.

Loran surpreso ficou um tempo sem poder acreditar no que via, no entanto apesar de ser alguém a quem ele tem enorme apreço, tinha que por fim naquela sandice toda e evitar uma tragédia.

Ao ver o amigo com o coração do servo na mão e enfurecido, Loran inspirou profundamente e ergueu um dos seus braços e liberou no ar um arco de gelo que começou a circular todo o lugar girando intensamente uma luz azulada impregnou o local e as sombras antes com força desapareceram. A luz criada fora tão intensa que todos no recinto mal abriram os olhos, sua visões não conseguiam se adaptar.

Aquele circulo de neve e frio circulou o loiro e foi estreitando até criar uma armadilha e prende-lo em torno dos braços a tal ponto que o fez soltar o coração do servo. Loran se aproximou de Charles e entoou uma palavras em uma língua diferente, apareceu no ar ideogramas que começavam na altura da testa de Charles e finalizava nos membros inferiores. Cruzando as palavras o corpo de Charles fora imobilizado de tal forma que o puro não se mexia apesar de ainda rosnar ferozmente.

Loran pegou o coração caído no chão que ainda pulsava e levou até o servo voltando a colocar no local onde havia o buraco da ferida, mordeu o próprio pulso e derramou um pouco de seu sangue para fechar a ferida.

- Fique calmo, se conseguir aguentar irá sobreviver. - tocou no ombro dele e levantou indo até o vampiro de cabelos arroxeados. - Rapaz pegue a seringa, ele não irá se mexer e não atacará mais. - apontou para ele ir aplicar aquele estranho líquido.

- Charles espero que isso normalize seu estado e claro que depois disso terá muito o que me contar desse seu lado animalesco.

Cruzou os braços e encostou na mesa esperando que fosse feito todo recurso necessário para acalmar aquele vampiro. Loran olhou o sangue no chão e pensativo colheu uma amostra, tinha algumas teorias, no entanto sabia que a resposta estava no sangue.


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