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 El reflejo de la dama

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Fabi
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MensagemAssunto: El reflejo de la dama   Qua 3 Ago 2016 - 23:16

Relembrando a primeira mensagem :

El reflejo de la dama
(O reflexo da dama)





Conforme prometido para sua mais nova aliada, Lewis convidou Minna para descobrirem uma forma de criar um corpo marionete para a anciã. Suas melhores chances estão com o guardião de um dos tesouros de sua família: A Biblioteca de Ocultismo.




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Luthica
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MensagemAssunto: Re: El reflejo de la dama   Qui 29 Set 2016 - 22:49

Vilhelmina achava interessante como a mãe de Lewis era adorável e avoada. Devia dar muitos problemas ao patriarca por ter uma boca grande. Sorriu, quase tímida, e lançou um olhar de canto para Lewis enquanto ele era tratado como um bebê. 
Quando acabaram com as conversas rasas, logo estava no quarto de seu "namoradinho". Ficou bem surpresa de ver tantas modernidades por aí. Achava que encontraria um tipo de mausoléu do qual ele gostava de fugir pra "cidade grande", mas era claro que isso era uma expectativa de moradora da floresta. O mais "normal" que viu ali foi a harpa, o que deveria ter sido exatamente o oposto. 

- Que harpa legal. O que isso está fazendo no seu quarto? Não me diga que você sabe tocar? - perguntou aproximando-se do instrumento. Normalmente, a primeira coisa que faria seria se jogar na cama e ser espaçosa, mas aquele objeto tinha conseguido atrair sua atenção.

- Sua família é bem... normal para a fama dos Murdock. É claro que eles me querem como escrava e teve todo aquele papo sobre matar bebês, mas... sua mãe é uma fofura. Sua esposinha também.  - sorriu com algum sarcasmo e se jogou na cama ao lado dele.
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MensagemAssunto: Re: El reflejo de la dama   Sex 30 Set 2016 - 1:17

< Lewis > 


O ruivo a olhou sem jeito quando a harpa foi mencionada. Não é que não gostasse daquele instrumento... Na verdade, ele amava tocar aquela harpa. Só não achava que fosse algo muito masculino. Era de se esperar que um rapaz como ele tocasse algo mais barulhento como uma guitarra, bateria, talvez um violão e no máximo piano por conta de classicismo de tradições antigas de clã. Mas harpa... Era feminino e inusitado demais.

- Hãn... Bem, sim, eu sei tocar - admitiu, mas olhava para o teto como se estivesse sem jeito mas quisesse disfarçar aparentando indiferença.

Olhou para ela quando Minna se jogou na cama e virou de lado para que a olhasse enquanto conversavam. Fez uma careta e suspirou. Achava que o pai havia exagerado com a conversa sobre matar uma cria e não duvidava que nem ele ou a vampira diante de si fossem capazes de tal ato. Porém, entendia a lógica deles, por mais perturbadora que fosse. 

- Sarah não é minha esposa. É minha irmã. Eu não pretendia ter um filho com ela, mas aconteceu. E ninguém aqui me deixa esquecer disso - bufou - Minha mãe é um caso perdido. Ela não era assim tão avoada antes, mas ela... passou por um péssimo período. Isso meio que afetou a cabeça dela. Então meio que acabamos aprendendo a lidar com seus exageros pra deixar ela feliz.

Lewis não pretendia contar para a vampira o que havia acontecido com seu clã, que membros dele haviam sido capturados tão facilmente. Era algo desonroso e quanto menos gente soubesse, melhor. E é claro que trataram de silenciar aqueles que sabiam fora da família. Boatos eram perigosos demais para serem espalhados.

- É, meu avô vive dizendo isso. Que nós perdemos a glória dos tempos antigos e nos tornamos frouxos. Claro, como se fosse normal hoje em dia sair por aí com uma espada na cintura travando guerras montado à cavalo - resmungou com sarcasmo - Foi-se a época que nossos problemas eram lutar por território contra lobisomens. Hoje temos que nos esconder entre os humanos. Deprimente.

Olhou para o teto e seu olhar ficou frio e assumiu o mesmo brilho estranho e animalesco da noite no hotel.

- Eles deveriam nos ver como somos, superiores a eles. Já fomos grandiosos, fomos seus senhores, éramos nós as leis, os salvadores, os algozes... Nós éramos seus deuses e seus demônios. Eles nos admiravam e nos temiam com o mesmo fervor que faziam com seu Deus ausente. Nós estávamos no topo da cadeia por nosso direito como predadores dos humanos. E agora graças aos Kuran não passamos de seres do imaginário ridículo deles. Anonimato não faz parte de nossa natureza e nunca deveria ter feito.

Ele voltou a olhá-la e já estava normal outra vez. Aqueles lapsos eram rápidos e desapareciam da mesma forma que surgiam.

- Bem, conseguir seu brinquedinho vai ser algo demorado e vai te prender a esse lugar. O que pretende fazer? Está disposta a ficar e brincar com a minha família? - ele sorriu zombeteiro - Minha mãe parece disposta a me transformar em um guia turístico para você.




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MensagemAssunto: Re: El reflejo de la dama   Dom 9 Out 2016 - 14:56


- Por essa eu não esperava. O irritadinho tocando harpa - Vilhelmina não se importou em ser inconveniente, mas fez um comentário mais para si mesma, virando na cama para olhá-lo. Achava feminino e fora de lugar sim, mas esses conceitos de gênero eram um tanto ambíguos em sua família.

Ouviu atenta ao que ele dizia. Irmã... esposa... Dava no mesmo pra ela. A irmã bem que parecia ter sentimentos maiores do que fraternais, pelo menos era o que a raiva em seu comportamento dizia. Perguntava-se o que tinha acontecido para tornar a mãe dele daquele jeito tão... estranho. Não era difícil aceitar que aquele clã era capaz de atos terríveis. Ela nem se importava, na verdade.

- Eu concordo com seu avô - comentou séria após um momento de pausa - Pense como é estúpido as vidinhas que a maioria de nós tem hoje: paixões com humanos, dúvidas existenciais, festas e... opa. Era um pouco assim antigamente, não é mesmo? - riu sarcástica - Mas é decadente, de fato, perder espaço para esses ratinhos que sobrevivem por apenas 100 anos. Os "valores" que eles têm, as diversões e amores... tudo isso é muito divertido de ver ruir. - sorriu.

Os olhos dela se arregalaram ao vê-lo assumir aquela outra forma por instantes. Sentiu cada pelo do corpo arrepiar e o assistiu como quem vê uma ópera. Ela queria comentar algo, mas ele já estava normal.

Minna mordeu o lábio enquanto o observava ser o Lewis de sempre. Não queria mais falar com esse, queria o outro. Não tinha passado aquela sensação da mesma forma fugaz que ele durgia. Não. Para ela, aquela sensação permanecia.

- Na verdade... - aproximou o corpo do dele e passou a olhá-lo mais fundo, mais além - ... Eu acho que não me importaria em ficar presa ao cerne desta família. Você entende? - amaciou a voz. Sabia que poderia soar como louca. Mas queria muito conversar com o outro - Eu poderia ajudá-lo a traZê-lo ao topo da cadeia alimentar... Eu e você... - ela segurou seu rosto, enquanto seus olhos ficavam vermelhos.

"Será que eu consigo?"

Sua voz saiu parcialmente pela boca e a outra metade o ruivo notou que tentava adentrar em sua mente.
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MensagemAssunto: Re: El reflejo de la dama   Ter 18 Out 2016 - 14:58

Lewis ficou em silêncio conforme Minna falava. Ele não admitiria, mas sempre se sentia mexido quando se citava “paixões com humanos”, fosse relembrando o ódio ou o ressentimento de seu antigo relacionamento. Mas então ela falou que era assim antigamente também e ele rolou os olhos. Claro, sempre fora assim... Mas pelo menos no passado eles tinham poder abertamente, não tinham de se esconder atrás de fachadas humanas.

A olhou quando a vampira se aproximou dele, encarando-a curioso com tamanha intensidade do olhar dela. Ficou visivelmente surpreso quando ela afirmou que não se importaria de ficar presa a eles. Pensava que aquela mulher exótica gostasse de sua liberdade, por que aceitaria de tão bom grado virar serva de outro clã? Será que temia algo? Ou havia gostado da possibilidade de poder e estabilidade que poderia adquirir?

- Uh... Acho... Acho que posso entender alguns motivos... – respondeu incerto, estranhando aquela suavidade dela.

Lewis sentiu algo mexer dentro dele, algo escuro e faminto, quando Minna o tentou oferecendo levá-lo ao topo, voltar ao poder que tinha em suas vidas passadas. Os olhos dele se avermelharam em resposta ao dela. O ruivo ficou estático enquanto sentia ela entrar em sua mente. Minna via nada mais que um vazio sem luz lá dentro por um longo tempo, até mesmo as memórias pareciam escondidas ou distantes, mas era como se algo a observasse das sombras. Ou como se as sombras a observassem.

Até encontrar um par de olhos vermelhos.

De repente Lewis agarrou os pulsos dela e a empurrou para trás ainda a segurando, para que caísse de costas na cama. Saltou então para cima dela, prendeu seus pulsos acima da cabeça e se sentou sobre sua cintura em uma posição de dominação. Então seu olhar ficou arrogante e desdenhoso, e um sorriso largo e selvagem se abriu em seus lábios, mostrando as presas.

- O que está procurando? – perguntou com uma voz mais madura enquanto a encarava intensamente. Inclinou-se sobre ela e apertou seus pulsos com mais força do que ele tinha normalmente – Eu não te dei permissão para entrar na minha mente, Von Wright – desviou o rosto para o lado e lambeu lentamente a bochecha dela com a ponta da língua, até chegar perto ao ouvido – Cuidado com onde se esgueira, mulher... Pode encontrar algo além do que possa lidar...
Mordeu o pescoço dela e então se afastou para olhá-la, ainda a olhando e segurando seus pulsos, só que com menos força.




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MensagemAssunto: Re: El reflejo de la dama   Qua 19 Out 2016 - 21:17

Minna assustou de verdade, tentando recuar, mas teve o pulso capturado e logo era dominada. Sentia-se cada vez mais tentada a explorar aquela mente misteriosa. Queria saber tudo sobre aquele ser que vivia dentro dele e que certamente não teria medo de fazer alguns pequenos sacrifícios pelo poder.

Os olhos geralmente debochados tiveram um lampejo infantil, uma surpresa genuína. Em seguida mostrou os caninos, extasiada. Gostava daquela punição e até queria muito mais. Tudo isso misturado a um tipo de medo e ansiedade. Ah, a adrenalina!
Riu baixo, nervosamente e de olhos fechados quando ele lhe lambeu a bochecha.

- Se você não me mostrar, vou ter que procurar~- cantarolou baixo, com um sorriso muito entretido. Antes que pudesse perguntar o que aconteceria se tentasse de novo, soltou um gemido com pela mordida em seu pescoço. Ela não fez nem força para tirar os pulsos do alto. Estava amando aquilo.

- Gosto de você assim. O seu clã quer me usar com um laço estúpido... mas podia ser você... Que azar nascer em um corpo assim... Eu posso te ajudar a conseguir mais... Te ajudar a conseguir o que quiser.  - Mesmo deitada, esticou o pescoço, como se conseguisse alcançá-lo e tornou a deitar - É só me dizer o que eu tenho que fazer... - deu uma risadinha leve - Ou me obrigar~ - sussurrou
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MensagemAssunto: Re: El reflejo de la dama   Qui 20 Out 2016 - 2:46

Lewis sorria selvagem com as reações dela, de como a mulher gostava do perigo e parecia ter um gosto masoquista. Lambeu sedutoramente os caninos manchados do sangue dela enquanto a olhava e voltou a se inclinar, roçando os lábios nos dela.

- O que acha que eu sou...? Uma caixinha de surpresas para você...? Acha que se procurar bem dentro de mim vai achar alguma recompensa interessante? – riu sarcástico e tornou a se afastar – Não sou mais que uma alma podre e amaldiçoada. Não vai encontrar nada além de dor e fúria aqui – falou passando uma mão pelo próprio peito enquanto continuava a prendendo com a outra.

Desceu então a mão até o rosto dela e afagou. Porém a unha de seu indicador cresceu e se tornou um vermelho tão escuro que se confundia com o preto. Lewis sorriu e passou a ponta da garra pela bochecha dela, deixando um talho doloroso e sangrento. Seu sangue venenoso – do qual a garra era feita – impedia que a ferida cicatrizasse e causava mais dor que o normal. Depois levou a garra até os lábios e lambeu o sangue de forma sensual. 

- Como eu disse... Eu não te dei permissão para entrar na minha mente. E se você tentar... – ele se abaixou e deu outra mordida dela no outro lado do pescoço, voltando a se afastar lambendo o sangue dos lábios - ... então vou ser obrigado a te castigar. 

Quando a ouviu falar sobre o laço e o clã, ele sorriu malicioso. Desfez a garra e deslizou a mão pelos lábios dela, descendo até um seio, onde afagou lento e sedutor por cima do tecido e depois afastando a roupa para deixá-la exposta e voltou a acariciar.

- Você é minha agora. Não do meu clã. Minha. E é a mim que você vai obedecer. - Pressionou mais os pulsos dela a prendendo, e soltou seu seio e segurou com firmeza o queixo dela – Você vai ficar ao meu lado. Vai me defender enquanto eu fortaleço este corpo jovem e fraco até que se torne digno de um governante. E quando eu me tornar o rei deste jogo – se aproximou e sussurrou contra os lábios dela – Você será a minha rainha... O meu trunfo.

A beijou com luxúria até que ambos estivessem sem fôlego e depois de afastou apenas o suficiente para poder olhá-la nos olhos, ainda segurando seus pulsos e seu queixo.

- ...Entendeu bem?




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MensagemAssunto: Re: El reflejo de la dama   Ter 1 Nov 2016 - 8:24

Ser afrontada daquela maneira acontecia em poucos momentos da vida de Vilhelmina von Wright. Quando isso acontecia, ela tinha duas opções: eliminar o alvo... ou deixar-se entregar à loucura gritante que pulsava em seu peito.

Não era difícil imaginar sua escolha, através de seus olhos brilhantes, cheios de desejo. Adorava ter suas capacidades duvidadas daquela maneira e a aura superior que ele ganhava. Dor e fúria era o que lhe interessava. Explodi-la poderia causar efeitos mais incríveis.

Ficou em silêncio, dominada, com um sorriso atrevido na cara, fechando os olhos para aproveitar o afago. Gemeu de dor e mordeu o lábio, observando-o torná-la tão vulnerável. O que era aquela ferida tão estranha? Se ele quisesse, poderia matá-la, tinha certeza agora. Lambeu o lábio imitando a atitude dele, e suspirou pesadamente.

Foi obrigada a fechar os olhos novamente, gemendo alto. Cada palavras que saía dele a fazia louca para tentar. Seus olhos já tinham mudado de cor a essa altura, olhando-o indefesa enquanto ele a afagava por um momento e a prendia no outro.

Ser uma rainha... ter novamente controle e poder. Ao lado de um homem digno finalmente! Tremeu a boca, tensa. Entendia o plano perfeitamente e o ajudaria nisso, sem a menor dúvida, com a sua vida. Ela o beijou querendo prendê-lo ali o mais tempo possível, sentia que precisava dele para viver, uma dependência louca que só ele lhe causava. Aquela "humanidade"... a sensação de que era vulnerável... Quase sem ar, sussurrou em seguida:

- ...Sim....

Ele tinha vencido completamente e ela não tinha outra opção agora. Faria o que fosse preciso para garantir a segurança de Lewis para que o rei retornasse.
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MensagemAssunto: Re: El reflejo de la dama   Ter 1 Nov 2016 - 23:56

Lewis sorriu satisfeito ao vê-la totalmente entregue à ele. O gosto de ter uma anciã assim, tão vulnerável e entregue a si, era indescritível. Dava-lhe uma onda de poder que agradava muito o lado negro dentro de si, a existência que fora Cantarzo um dia. Olhou tentado para o rasgo no rosto dela e sorriu selvagem. 

Cantarzo tinha o péssimo hábito de marcar os empregados (todas as empregadas, na verdade) com marcas de garra nas bochechas. Aquelas que sobreviviam ao veneno dele e à infecção das feridas, ficavam para o resto da vida marcados como sua propriedade. E ele se sentia muito tentado a fazer o mesmo com Minna, marcá-la e deixar claro para o mundo que a vampira a pertencia... Mas não faria aquilo. Primeiro, ela era uma vampira e conseguir deixá-la com uma cicatriz seria trabalhoso. Segundo, ela provavelmente o mataria por ter maculado seu belo rosto andrógeno.

Inclinou-se sobre a vampira e beijou-a novamente com desejo, depois lambeu as feridas no pescoço dela com lentidão, provocando-a, e depois lambeu seu rosto até que sua pele estivesse lisa como seda novamente. A soltou e deitou ao lado dela, puxando-a rapidamente para cima de si.

- Agora, minha dama, agrade-me com seus dotes... – sussurrou malicioso.
_____


No escritório, Vincent falava baixo com alguém ao telefone.

- Irmão, tenho novidades para você... – ele contou tudo que acontecera e o acordo, após alguns minutos de conversa, continuou – Como iremos proceder?

- Você fez bem, Vincent. Em propor este acordo e em me manter informado. Estou satisfeito com esta agradável surpresa – sorriu – Fique de olho na Von Wright. Ela pode ser tão perigosa e astuta quanto útil para nós. Certifique-se de que ela ficará ao nosso lado.

- Sim, Allec.

- Eu desejo conhecer a tão famosa mulher que destruiu o próprio clã... Irei visitá-los amanhã mesmo.

- E Bianca?

- Bianca será informada por mim, mas se manterá em seu posto. O ancião deve permanecer em segurança.

- Está bem, irmão. Estarei o aguardando.

Finalizaram a ligação e Allec foi preparar tudo para sua viagem na noite seguinte...

_____


Na noite seguinte, quando Minna acordou Lewis ainda dormia a um sono tranqüilo e manso como o jovem filhote que ela viera acompanhar.  Era impressionante como as facetas do vampiro mudavam de um momento para outro.




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MensagemAssunto: Re: El reflejo de la dama   Qua 2 Nov 2016 - 8:24

Dessa vez ela tinha dormido encostada nele. Estava verdadeira e intensamente apaixonada por aquela personalidade ancestral do ruivo. Como poderia imaginar que escolheria tão bem em uma simples festa de ano novo?

Acordou agarrada às costas daquele filhote e sorriu debochada. Teria que eliminar qualquer distração da frente do vampiro e afastá-lo das coisas que o tornavam mais Lewis. Se tinha que assinar um contrato de morte por isso, então que assim fosse. Finalmente tinha um objetivo em sua pós-vida. 

Sentou-se e fez um carinho em seus cabelos. Era seu melhor investimento em anos e agora, como tal, precisava investir em sua própria força. Tinha mais responsabilidade do que simplesmente sobreviver agora. Para tal, precisava fazê-lo depender e gostar mais dela.

Minna inclinou-se e beijou seu pescoço, roçando o rosto no dele. 

- Boa noite - ronronou em seu ouvido, mordiscando sua orelha.
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MensagemAssunto: Re: El reflejo de la dama   Qui 3 Nov 2016 - 1:03

Lewis gemeu baixinho quando sentiu o carinho nos cabelos e deu um suspiro. Deu um sorriso com o beijo e a bochecha dela sendo roçada na sua, então se espreguiçou lentamente e virou para ela com um sorriso sonolento no rosto.

- Boa noite – sussurrou de volta e esfregou os olhos para ajudar a acordar – Ninguém veio perturbar ainda e acordar a gente...? Que milagre.

Se aproximou, deu um selinho nela e então se levantou para ir ao banheiro. Tomou um banho, deixando a porta aberta caso ela quisesse se juntar a ele. Depois se vestiu e esperou que ela se arrumasse para poderem ir tomar o desjejum. Ao que parecia a família dele tinha o hábito de todos fazerem as refeições juntos.

Ao descerem, encontraram apenas Vincent e Louis à mesa, o pai à cabeceira e o garoto a algumas cadeiras seguras de distância. Ambos comiam em silêncio e havia um ar esquisito como sempre entre dois. Lewis se sentou ao lado do pai, deixando Minna escolher se queria sentar ao lado dele ou de seu irmão.

- Onde estão mamãe e Sarah? – perguntou ao outro ruivo.

- Sua mãe foi cuidar de sua irmã, ela não está se sentindo bem hoje – disse severo e com certa reprovação.

Lewis fez uma careta e olhou para a porta, passando um longo tempo ponderando se deveria ver ou não se estava tudo bem. Não que se importasse com Sarah, mas sentia-se responsável pela sua cria que ela carregava no ventre. Suspirou e pediu licença para Minna, então saiu pela porta para ir ver como as fêmeas estavam, deixando a vampira loira com os outros dois.

Vincent continuava fazendo cara de pouco caso enquanto tomava café e Louis estava em completo silêncio, mas dava olhares discretos e cautelosos entre os dois puro sangues, o rapaz parecia se sentir como se estivesse em um campo minado.




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MensagemAssunto: Re: El reflejo de la dama   Qui 3 Nov 2016 - 8:19

Minna o seguiu até o banho, aproveitando para distribuir carícias leves e rir um pouco. Ser uma boa namorada era seu objetivo a partir de agora, mesmo se nem sempre estivesse sentindo vontade de fazer isso.

Depois, estava na hora de agradar a sofrinha. Pegou uma camisa branca aberta em três botões e por baixo colocou um colar com pingente grande de flores. Vestiu uma calça mais social de cintura alta. Não estava completamente menininha, mas pelo menos era um visual feminino e confiável.

À mesa, sentou-se ao lado de Lewis, estava sorridente. Saber que a outra continuava fazendo "frescura" para descer a deixava de um humor melhor. A seguir, fez cara de preocupação.

- Claro, pode ir. Espero que ela melhore.

Ao ficarem a sós, Minna apenas tomou café em silêncio, espiando Louis uma vez e sorrindo. Que pessoa adorável que ela era, pensou.
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MensagemAssunto: Re: El reflejo de la dama   Qui 3 Nov 2016 - 12:38

Lewis não notara ainda a mudança de atitude de Minna, mas ficara surpreso ao vê-la vestir algo menos andrógeno e mais feminino. Decidiu não fazer comentários, apesar de ser nítido em seu olhar que havia gostado daquela combinação. Nada de menininha como um vestido e sim uma roupa de mulher adulta.

Já no salão, Lewis estava demorando mais do que o previsto. O silêncio foi quebrado por Vincent, que falou enquanto se servia de uma taça de sangue:

- Precisarei de amostras de seu sangue para iniciar os preparativos esta noite – disse sem nem olhar na direção dela – Um litro deve bastar para os testes iniciais. Passe mais tarde em meu laboratório no porão para que eu possa retirar a amostra.

E voltou ao desjejum. Simples assim. Aquele ruivo não era muito de palavras e menos ainda de rodeios, falou somente o necessário e diretamente, depois voltou ao que estava fazendo. Pouco depois Lewis voltou e se sentou ao lado dela com uma expressão séria e genuína preocupação no olhar. Talvez Sarah estivesse realmente passando mal. Annabelle não retornara também. 

Ele olhou a loira e sorriu para disfarçar o incômodo.


- Gostaria de ir conhecer a cidade hoje?

- Você vai junto – Vincent já ordenou prontamente para Louis. 

Louis olhou o casal e depois baixou o olhar para o prato. Sabia o que Vincent queria. Puros sempre precisavam de algum lacaio para mimá-los, não era mesmo? Mas sabia que não era algo tão inocente assim. O padrasto estava o mandando para ficar de olho naqueles dois e espiar a Von Wright por ele.


- Sim, Vincent – murmurou desanimado.




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MensagemAssunto: Re: El reflejo de la dama   Qua 26 Abr 2017 - 1:21

Meses se passaram...


Com a doação constante do sangue de Minna, o corpo foi sendo progressivamente construído pelo alquimista Murdock. Vincent trabalhou constantemente para criar um corpo perfeito e compatível para a vampira pura anciã. Um trabalho árduo que, ele sabia, seria inútil, mas que deveria ser feito com esmero.

O ruivo passou as pontas dos dedos suavemente pela pele pálida e sem vida de sua marionete. Estava quase pronta, quase perfeita. Mas enquanto manipulava o sangue para construir os últimos detalhes emoldurando o rosto delicado, as palavras de seu irmão voltavam a ecoar em sua mente...



- Você sabe o que deve ser feito, Vincent - Allec dissera quando fora visitar o clã e conhecer a nova aliada - Faça da boneca nossa marionete. Apenas pouco de nosso sangue deve bastar, assim não haverá rejeição como hospedeira.



- Então você nunca pretendeu fazer um acordo com aquela anciã? - Vincent perguntou nem um pouco surpreso. Já esperava tal comportamento vindo do líder do clã.



- É claro que não - Allec deu um sorriso afiado - Acha mesmo que eu concordaria em descermos tão baixo ao ponto de pedirmos auxílio para uma ex-líder de clã exilada? - ele riu - Ela vale mais para nós unida às nossas veias do que como uma simples aliada que possa nos trair no futuro.



- Isso poderá acarretar problemas para nós - o ruivo comentou.



Allec riu com escárnio.



- Problemas?  Ela é uma assassina fugitiva. Estaremos fazendo um bem ao próprio clã dela. Ninguém virá reivindicar guerra pela Von Wright. Aquele clã está mais do que morto. 



- O clã Von Wright ainda pertence ao Tomo dos Anciões.



- Por enquanto. Mas eu duvido que dure muito mais tempo. Os Von Wright irão ruir, e quando isto acontecer algum outro clã tomará o seu lugar. Em breve teremos um clã novo para nos preocupar, então precisamos nos fortalecer contra futuras ameaças.



- O que quer que eu faça então?



- Fortaleça o nosso herdeiro, Vincent. Deixe que Lewis devore Vilherminna.



- O que? - Vincent olhou surpreso - Você quer que eu dê tamanho poder àquela criança? Será um desperdício. Poderíamos usar o sangue dela para acordar Diego...



- Os interesses de Diego não são os mesmos que o meu - Allec cortou - EU sou o atual líder do nosso clã. EU dou as ordens - semicerrou os olhos. Ele sabia que perderia o título de líder caso Diego despertasse



Vincent se calou. Sim, seu irmão era o líder, a autoridade era dele, pelo direito como primogênito e por força do sangue. Além disso, ele não poderia contrariar Allec quando ele ainda tinha a completa lealdade de Bianca. Não queria acabar tendo a cabeça cortada ou sendo submetido a algum castigo terrível.



- Faça - Allec continuou - Sabe quem o seu filho é... Vamos dar uma última chance. Quem sabe desta vez Lorenzo seja útil para alguma coisa.



- Sim, irmão...




Estava pronto. O puro deu um suspiro cansado. Era hora de entregar o cavalo para Tróia. Assim que descansou, ele entrou em contato com seu filho. O corpo de Vilherminna estava pronto e eles estavam preparados para que ela fizesse seu primeiro e último teste.


Vincent aguardou o regresso do filho com a nova namorada. Assim que os dois chegaram, ele os levou direto para o laboratório. O corpo, belo e pálido, jazia como um tesouro intocado coberto pelo lençol do pescoço para baixo. Ele deixou que a vampira se aproximasse e tocasse na marionete quase viva.


- Está do seu agrado, srta. Von Wright? - perguntou calmo e pôs a mão sobre o coração do fantoche, induzindo-o a bater. Agora um corpo vivo e sem mente, sem alma - Fique à vontade para experimentar.  Este novo corpo é seu...

Vincent se afastou e observou as ações da vampira, parado ao lado do filho. Agora somente precisaria aguardar que a transição de mente fosse feita... E a vampira ficasse presa dentro da marionete-armadilha. 




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MensagemAssunto: Re: El reflejo de la dama   Qui 27 Abr 2017 - 10:05

Depois de deixar Lewis com o ar despreocupado e divertido de sempre, a vampira estava ansiosa para conhecer seu brinquedinho novo. Tinha construído um afeto pelo vampiro, mas simplesmente porque ele possuía aquela... outra face dentro de si. O companheiro, por si, era apenas um menino ainda apaixonado por sua algoz, era o que pensava, mas queria trabalhar para que seu antigo ser aparecesse. Além disso, começava a se sentir mais sozinha, vendo que os membros do clã começavam a fazer pequenas alianças, menos sombrias do que as dela. Ter um trunfo na manga como um segundo corpo era tudo que ela precisava agora.

Vilhelmina se aproximou da obra-prima com um olhar fascinado. Era melhor do que qualquer ilusão que já tentara materializar. No fundo, nunca tinha acreditado que realmente fariam uma marionete para ela, mas agora que estava ali diante dela parecia um tipo de sonho. Que grande sorte tivere em escolher Lewis como sua "presa" no dia da festa entre vampiros. Não podia imaginar que seria levada  a uma aliança proveitosa. "Aliança"... Ela observou o vampiro,  desconfiada. Eles realmente lhe entregariam um presente assim, de forma tão altruísta? Claro... não havia nada de altruísta naquilo. Em breve saberia o preço. Um laço, uma dívida. Era o que estava pronta a passar, afinal, estava acostumada a esse tipo de coisa para sobreviver por tanto tempo nas sombras.

Também não tinha escolha, sabia. Um clã inteiro contra uma única pessoa era bem improvável de ter uma luta em desvantagem. Talvez fosse por isso também que gostasse de estar ali. O sentimento de correr perigo sempre lhe foi muito atraente.  Ajoelhou ao lado do corpo e tocou nele, impressionada com sua qualidade. Tão vulnerável era aquele recipiente... 

- É perfeita. Devo dizer que estou impressionada. Imagino qual será o preço desta obra-prima... - sorriu, levantando-se. Esperando um tipo de resposta rasa, a vampira tocou o rosto imóvel da criatura e  fez uma pequena tentativa de impostar a mente naquela boneca. Era incrivelmente fácil e confortável, de forma que ela aprofundou o contato. Nunca tinha experimentado algo assim.
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MensagemAssunto: Re: El reflejo de la dama   Qui 4 Maio 2017 - 4:35

Vincent observava em silêncio enquanto Minna observava com deslumbro a marionete. Era incrível que uma vampira como ela não tivesse notado ainda a armadilha. Ou talvez os rituais dele estivessem melhorando com o passar do tempo. Lewis observava fascinado aquele corpo. Aquilo era uma pequena extensão do que um dia seus poderes poderiam fazer, criar um receptáculo perfeito, um novo corpo. O quanto aquilo poderia se estender? Se um vampiro como eles combinasse seus poderes com um vampiro que soubesse usar poderes mentais ou espirituais, jamais iriam se preocupar em morrer. Imagine só, ter um corpo de um vampiro puro em eterno torpor, pronto para receber uma alma para controlá-lo.

- Você se superou, pai – o adolescente elogiou.

- Obrigado – Vincent respondeu – Logo saberá o preço, Srta. Von Wright...
Um pouco mais... Apenas um pouco mais... Ele esperou até que a ligação com o outro corpo estivesse concluída para que se aproximasse do corpo original da vampira e o tirasse de perto, repousando-o em uma maca vazia do outro lado da sala. 

Era quando Minna perceberia que algo estava errado.

O corpo era perfeito. Construído para que a mente da outra vampira fosse totalmente compatível. No entanto, a vampira não conseguia mover músculo algum. Era como se algo travasse todos seus movimentos, uma pressão que a prendia e ela só sentira ao se conectar por completo à marionete. Era como se... A ordem de um puro impedisse o corpo de se mover. 

Vendo que algo estava muito errado na história, o mais sensato era retornar ao seu corpo original para escapar dali. A adrenalina e o perigo que ela apreciava. Mas ela não estava mais em contato com seu corpo. O corpo de Minna havia sido separado da marionete para que não houvesse a transferência de volta. Ela estava presa dentro de uma boneca viva que não se movia. Era uma armadilha.

- Está na hora – Vincent falou e olhou o filho – Venha. Venha e sorva da fonte de poder. Tome-a como parte de si e se fortaleça, meu filho.

- O que? – Lewis arregalou os olhos – O que está dizendo?! Quer que eu a mate?! Por quê?!

- Eu não lhe devo explicações – Vincent falou com calma. O que o filho pensava? Que aquilo seria uma cena clichê onde ele explicaria todos os seus motivos antes de cometer o ato? Era uma perda de tempo – Agora faça o que mandei. Sorva-a e devore seu coração.

- Não vou fazer isso – Lewis olhou sério. Não que ele estivesse apaixonado perdidamente por Minna, a relação deles dois era mais diversão, mas o rapaz tinha uma dívida de gratidão com ela. Ela havia salvado sua vida e havia se tornado sua proteção quando estava em Ambarantis.

- Você é um fraco... – Vincent falou com desprezo. Ele deveria entregar aquele corpo para Diego ao invés de desperdiçá-lo com uma criança tola, mas ordens eram ordens – Faça o fowlon, Lewis – ordenou.

Lewis travou. Depois seu corpo se moveu contra sua vontade. A ordem de um puro superior na hierarquia dos Murdock era tão forte quanto a ordem que um puro daria a um humano. O primogênito era sempre mais poderoso que os demais irmãos, o sangue era mais forte. Mesmo Sarah, sendo mulher, tinha certo grau de poder sobre ele por ser sua irmã mais velha, apesar dele já ter forças para contestar. Mas a ordem de seu pai ele não conseguiria.

Seu corpo parou diante do corpo real de Minna e ele se inclinou. Lewis abriu a boca e as presas brotaram. Ele queria pedir perdão à Minna, dizer que ele não sabia daquela traição e não tinha nada a ver com aquilo. Mas de sua boca não saía som algum. Tudo o que ele podia fazer era obedecer como um bom filho e fincar suas presas na carne macia da anciã, sorvendo-a até quase a morte. Como um último ato, suas unhas cresceram e ele as fincou no peito da anciã, arrancando o coração ainda levemente pulsante. Ele levou o órgão à boca e o devorou enquanto o resto do corpo desfazia-se em cincas. 

Mas Minna ainda estava viva. Estava consciente dentro do outro corpo, mesmo sem conseguir se mover. Um fowlon não estava completo se alma não fosse devorada junto ao corpo. 


- Complete o ritual – Vincent instruiu e apontou o corpo com a mão – Já sorveu carne e sangue. Resta-lhe a alma. Tome-a e o poder dela será seu.

Lewis olhou com amargura para o pai. Era frustrante e revoltante não poder lutar contra o poder do sangue dele. Vincent por outro lado, estava decepcionado. O filho tinha potencial, não somente para resistir a qualquer ordem, como ordenar a qualquer um daquela família. Ele era o primeiro. A reencarnação de Allen. A reencarnação de Cantarzo. A reencarnação de Lorenzo. E não agia como algo além de um mero filhote. Talvez melhorasse o comportamento assim que fizesse o ritual proibido de absorver a essência de outro vampiro.

O jovem olhou com pesar para o segundo corpo. Um afago no rosto imaculado, era o único gesto que ele poderia fazer para lhe dizer adeus. Então se inclinou sobre o corpo e repetiu o ritual, findando a existência de Minna.




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MensagemAssunto: Re: El reflejo de la dama   Sex 12 Maio 2017 - 22:57

Vilhelmina nunca tinha assumido um corpo dessa maneira. Sabia que havia risco em tentar dominar mentes, mas nunca esteve presa por instante sequer em nenhuma. Até porque, geralmente, bastante desconcentrar ou então era o próprio usuário que a expulsava de lá. A sensação de imobilidade era semelhante a quando ela queria impostar a boneca ao longe, mas não conseguia mais fazêlo por falta de energia, mas então apagava. Dormia. E uma nova noite aparecia e lhe dava consciência novamente. Agora isso era completamente novo. 

Sua curiosidade estúpida sempre tinha sido um motivo para se preocuparem. O gosto pelo perigo sempre a seduziu em todas as esquinas e dessa vez tinha encontrado o que tanto insistiu em conseguir. 
A forma como tinha ficado envolvida com o outro eu de Lewis... isso apenas reforçava o quanto estava louca pelo perigo. 

Isso acabaria, certo? Cinco minutos e ela começava a sentir um desespero impossível de ser expressão. Também, mal pudera, nenhum músculo se manifestava. 

Minna sabia o que estava por vir. Estava nas mãos de Lewis. Logo ele, para quem havia pedido que encerrasse sua vida caso algo desse errado. Bem, podia dizer que tinha planejado aquilo. Ela daria risadas se pudesse. 

Pobre garoto. Seria mais uma memória triste para ele? Esperava que não. Esperava que sua alma fizesse parte daquele ser que dormia dentro dele. Ela seria parte daquele único que a fazia sentir alguma emoção. 

Era irônico comportar-se asism diante da morte. Mas já estivera viva? Foi assim que Euphemia havia se sentido ao ser presa por muitos anos naquela pedra? Que destino mais irônico viver aquela experiência justo naquele lugar, pretendendo dominar novamente seu clã.

O rosto inexpressivo da boneca não lhe dizia nada. Mas Vilhelmina sorria por dentro, no imaginário ali preso. 

Até seu último pensamento, tinha feito o que mais gostava naquele mundo: incitar o caos.
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MensagemAssunto: Re: El reflejo de la dama   Qui 18 Maio 2017 - 15:43

Lewis sorveu quase todo o sangue daquele corpo marionete. Ele não sentia uma culpa como se não pudesse suportar o que fazia, mas ainda havia a culpa de tê-la levado para a morte. Ele era grato à mulher por ter salvo sua vida e ter lhe proporcionado companhia por um certo tempo. Pobre Minna... Finalmente o destino havia a levado para sua morte, uma morte traiçoeira. Tudo o que o vampiro poderia fazer por ela seria honra-la, honrar o poder dela que agora correria em suas veias, que faria parte de si.

Com um único movimento, enfiou as garras no peito desnudo e arrancou o coração, devorando-o. 

Poder... Quase de imediato Lewis conseguia sentir aquele poder... A mente se expandindo e afiando com os poderes mentais da anciã. Lewis botou as mãos na cabeça, sujando os cabelos com o sangue ainda quente nos dedos. A cabeça doía e continuaria a doer por um longo tempo até ele se acostumar. 

Vincent o observava em silêncio. Esperava que aquilo desse o poder necessário para o filho reaver a glória de seu clã. As coisas andavam agitadas na Romênia... Os Yuriev tinham cada vez mais poder. Se a cria Yuriev voltasse seus olhos para a vingança há muito prometida contra os Murdock... Fez uma careta. Deviam começar a se preparar para um possível ataque. Talvez Bianca tivesse razão... Talvez estivesse na hora de acordar Diego, mas Allec ainda se opunha àquilo...

Um urro de dor cortou os pensamentos deles, vindo da parte de cima de casa...



Em meio à dor, Sarah ria. Ria quase ensandecida entre as contrações, enquanto Annabelle a olhava preocupada e preparava o necessário para o parto. Sarah havia vencido. Àquela hora aquela anciã vadia devia estar morta. Viera tão cheia de marra e agora estava morta. Aquele era o território dela, ela era uma Murdock e jamais seria substituída por uma vampira de outro clã. Sarah vencera e agora estava ali, triunfante, dando à luz a mais nova descendente do clã.

Vincent correu até a parte de cima e Lewis seguiu atrás meio zonzo. Teve que se apoiar na parede várias vezes porque tudo estava girando. Vincent abriu a porta e entrou para ajudar sua parceira com o parto da filha. Lewis parou na porta, olhando tudo receoso. 

Não fora um parto difícil. O poder natural dos Murdock, o sangue, ajudava nessas horas.  Pouco tempo depois, quase no amanhecer, um choro infante preencheu o quarto. Sarah, mesmo cansada, sorriu e estendeu os braços para receber a filha. Uma linda e pequenina ruiva, os olhos violetas brilhantes do clã. 

Enquanto Annabelle ajeitava tudo, Vincent verificava se estava tudo bem com sua neta. Sarah olhou Lewis que ainda estava parado na porta. Ela sorriu e estendeu a mão a ele. Relutante, o rapaz se aproximou e segurou a mão dela, suas mãos ainda sujas com o sangue de Minna.

- Pegue-a... Sua filha... Nossa Valentina... Pegue-a... - estendeu a menina para ele.

Lewis respirou fundo e com cuidado tomou a criança em seus braços. Filha... Sua filha... Era estranho ver aquela coisinha em seus braços, mas no fundo já sentia uma ligação com aquele pequeno ser. Talvez fosse o poder em suas veias agindo, o laço do sangue Murdock lhe dizendo que aquela era sua cria. Tocou o rostinho dela. Linda... Não podia negar que aquela pequena era tão linda quanto frágil.

Aquela noite fora um marco em sua vida. Muitas coisas mudariam dali em diante para Lewis Murdock...




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MensagemAssunto: Re: El reflejo de la dama   Qui 18 Maio 2017 - 16:07

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