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 El reflejo de la dama

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Fabi
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MensagemAssunto: El reflejo de la dama   Qua 3 Ago 2016 - 23:16

El reflejo de la dama
(O reflexo da dama)





Conforme prometido para sua mais nova aliada, Lewis convidou Minna para descobrirem uma forma de criar um corpo marionete para a anciã. Suas melhores chances estão com o guardião de um dos tesouros de sua família: A Biblioteca de Ocultismo.




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MensagemAssunto: Re: El reflejo de la dama   Qua 3 Ago 2016 - 23:23

Introdução: Antes de voltar para casa


Vincent trancou a porta ao sair. Ainda ouvia a pedra se movendo junto aos mecanismos quando colocou a tapeçaria de volta no lugar. Seu laboratório químico estava silencioso não fosse o bipe de alguns dos aparelhos eletrônicos mais modernos. Colocou o livro sobre a mesa, abriu e verificou suas páginas conservadas. Precisaria de alguns ingredientes para fazer o experimento. Subiu ao primeiro andar da mansão e ao longe podia ouvir sua esposa cantarolando enquanto cuidava do jardim. A filha, provavelmente, estava trancada no quarto ignorando o resto do mundo. 

Pegou o sobretudo e as chaves da moto, precisaria seguir até a parte mais sombria da cidade conseguir certas substâncias não ortodoxas. Horas depois, quando estava de volta ao laboratório e preparava os ingredientes ouviu o telefone residencial tocar. Em seguida passos seguiram apressados descendo as escadas até o laboratório montado no porão da mansão.

- Vince, querido! - Anabelle parou afobada e sorridente ao lado dele enquanto abraçava o braço do marido - É o Lewis! Ele quer falar com você no telefone!

Vincent estranhou, Lewis não era de ligar para ele, principalmente para o telefone da casa. Tirou o celular do bolso e suspirou ao ver o aparelho descarregado. Sempre se esquecia de por aquela pequena máquina para recarregar. Agradeceu a esposa e pediu para que ela fosse adiantando o jantar enquanto ele conversava com o filho. Ela sorriu e deu um beijo nele antes de voltar a subir saltitante as escadas. O puro foi então ao telefone do laboratório e ligou a linha para poder usar o aparelho.

- Ora, ora… Então se lembrou de que tem uma família, meu filho ingrato? - falou suave e frio.

- É bom ouvir sua voz também, papai - Lewis retrucou sarcástico.

- O que você quer? - o mais velho foi direto - Só ligaria para nós se estivesse em apuros ou precisasse de algum favor.

- Não é exatamente um favor… - Lewis fez uma pausa - Preciso de conhecimento e isso só o senhor pode me ajudar.

- Conhecimento? - Vincent perguntou intrigado. O filho nunca tinha demonstrado interesse em seus conhecimentos, só demonstrara sede por poder.

- Sim… Eu fiz uma aliança. Mas para cumprir a minha parte eu devo realizar um favor. Não tenho experiência para fazer isso sozinho, preciso da sua ajuda.

Vincent ficou ainda mais intrigado e surpreso. Aquele jovem tolo e impulsivo havia conseguido uma aliança? Tudo o que esperava daquele filho eram mais inimigos para a família, como parecia ser a maldição dos Murdock. Talvez aquilo fosse um bom sinal de que o filho não era uma perda total. Quem sabe o rapaz finalmente estivesse assumindo a postura de puro como deveria?

- Do que precisa?

- É melhor falarmos pessoalmente. Estarei de volta na próxima semana.

- Está bem - Vincent concordou.

- E pai - falou antes de desligar - Irei levar companhia.

Vincent suspirou e rolou os olhos após desligar. Aquilo era típico do filho, arrumar uma mulher em todo canto que ia. Iria ter uma conversa séria com ele sobre aquilo quando o jovem estivesse de volta. Desligou o cabo do telefone outra vez e voltou ao seus trabalhos.



Uma lágrima caiu sobre a mesa enquanto o telefone era colocado de volta no lugar. Sarah enxugou o rosto com raiva e voltou silenciosa ao quarto.




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MensagemAssunto: Re: El reflejo de la dama   Qua 3 Ago 2016 - 23:56

Chegando na Espanha


Barcelona. Esse era o destino do casal naquela noite. Lewis havia explicado para Minna que ele sozinho não tinha habilidade ou poder o suficiente para realizar algum ritual para criar um corpo novo para ela como a vampira queria. Porém, ele tinha certeza que seu pai poderia resolver aquele problema. 

- Provavelmente ele vai precisar do seu sangue para criar esse corpo - explicou a ela - É melhor que seja feito com seu sangue do que com o sangue de outro, há maiores garantias do processo dar certo. Então, hermosa, terá de vir comigo.

Assim ficou combinado, entre um evento e outro em Ambarantis, resolveram seguir de volta para a terra natal do ruivo e enfim selarem o acordo entre os dois. O clima estava frio, mas não nevava na região. Lewis esfregava uma mão enluvada na outra enquanto o carro os levava do aeroporto até a mansão.

- Eles vão perguntar sobre nós - começou a falar - Quando descobrirem que é uma anciã, vão tentar negociar uma aliança como você. Não que você já não esperasse por isso, não é? - perguntou e a olhou, puxando-a mais para perto dele - Tenho certeza que alguém do meu clã pode nos ajudar... Meu pai ou meu avô. Espero que meu pai consiga, meu avô é severo demais.

Olhou pela janela e inspirou fundo o ar noturno, ele parecia feliz por estar de volta a seu país. Olhou para ela e sorriu.

- Você quer que eu seja um bom namoradinho e te fale mais sobre eles ou prefere descobrir na hora? - brincou.

Minutos depois o carro parava diante de uma grande propriedade cercada e um portão na frente ornamentado com o símbolo do brasão da família Murdock, o tigre rugindo. Os portões se abriram para um vasto jardim com direito a um pequeno lago próprio, e além das árvores ela podia ver a grande propriedade. 





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MensagemAssunto: Re: El reflejo de la dama   Qui 4 Ago 2016 - 9:59

Vilhelmina (Jourdan)

Vilhelmina queria acompanhá-lo de qualquer forma, pois era uma garantia de que aconteceria. Até agora tinha achado relativamente simples como tinha conseguido convencê-lo a pesquisar aquelas técnicas por ela. Foi realmente uma boa escolha aproximar-se de vampiros na primeira grande festa da cidade. O restante foi uma coincidência feliz.

Decidiu ir "ao natural", sem aparência trocada ou disfarces. Apenas tomou um certo cuidado de permanecer "Jourdan" na viagem. Agora usava um jeans confortável, uma blusa lisa comprida e um blazer por cima. Simples, mas elegante.

- Vão? Oh. Quem poderia imaginar... - fingiu inocência, rindo divertida em seguinte. - Imagino que não tenhamos problema com apresentações. Eu provavelmente sou a melhor coisa que você já levou pra dentro de casa. - sorriu com escárnio. Sabia que seu passado com a humana o incomodava, mas não custava nada deixar implícito.

- Hm... deixe-me adivinhar... Seu avô deve ser do tipo que casa familiares entre si e se não tiver herdeiros, ele mesmo gera um. Dificilmente vai confiar em alguém de outra família e vai te achar idiota por me levar lá dentro e se deixar dever um favor - sorriu da mesma maneira, divertindo-se com a situação provável. - Já seu pai vai me ver como uma boa aliada, apesar de meu clã ser um tanto "extinto" comparado com o seu e vai tentar convencer seu avô a me tornar escrava de vocês eventualmente. Que assustador, gatito, como pode querer levar sua namorada para um lugar desses?

Depois, olhou descaradamente a grande propriedade deles. A família em Helsinque vivia na floresta, como fadas, então não tinham luxos a vida toda. Isso ela conquistou com as próprias mãos, e sangue dos outros. Talvez tivesse um pouco de sangue demais de Gustav... quem será que teria herdado o sangue dele quando deixou a floresta? Precisava gastar um tempo para descobrir depois.

- Isso me lembra que esqueci de te dar um aviso importante... - a expressão mudou completamente e agora estava falando sério. - Se um dia achar que alguém vai conseguir me matar, faça isso antes dos outros. - E um novo sorriso surgiu, mudando de clima - Afinal, poderia causar o caos no pós-morte e você tem um lado que pode fazer isso por mim. Que casa grande! E você vivendo naquele quartinho de hotel. Se bem, que é meio cafona viver debaixo de brasões nos dias de hoje
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MensagemAssunto: Re: El reflejo de la dama   Qui 4 Ago 2016 - 20:00

Lewis gostou que Minna estivesse com sua aparência real ao invés de manter seu disfarce como Jourdan. Era melhor que ela não estivesse usando nenhum disfarce ou truque, pois os outros vampiros de sua família poderiam interpretar aquele tipo de gesto como uma afronta ou mesmo uma ameaça. Os Murdock já tinham inimigos o suficiente para fazê-los desconfiarem de vampiros que não fossem da própria família, e mesmo assim havia membros deles mesmo que precisavam se preocupar.

Lewis rolou os olhos com a alfinetada dela e a olhou de lado.

- Convencida... Mas concordariam com você, mesmo que eu não leve qualquer coisa para casa – torceu o nariz indignado. Não era segredo para ninguém que ele era mulherengo, mas não permitia que qualquer mulher pisasse na propriedade do clã. Depois de Lohanne, Minna era a única que tivera permissão, e o convite, para acompanhá-lo até em casa.

- É nosso costume ter relações com membros da própria família – resolveu contar – Não sei se você sabe, mas o meu clã é a junção de dois clãs diferentes: os Sallazar e os Murdock. Nós, os Murdock, somos considerados a família principal, mesmo que o outro lado seja mais antigo. É comum que casemos entre nós, mas quando não há vampiras puras na família principal costumamos nos casar com uma da família Sallazar. Curiosamente há mais homens nos Murdock e mais mulheres nos Sallazar, é uma relação que funciona – a olhou – No fim, todos os Murdock tem sangue Sallazar, mas o contrário não acontece.

Se aproximou dela e passou o braço por seus ombros. Cheirou seu cabelo e passou a brincar com uma mecha dele entre os dedos enquanto voltava a falar.

- E sim, meu avô é esse tipo de pessoa. Se quer um bom exemplo, a minha mãe também é minha prima. Meu pai casou com a própria sobrinha. O resto do parentesco eu deixo você dar um nó na mente pensando – a olhou e sorriu – Meu pai te acharia interessante mesmo que seu clã esteja extinto. Seu sangue é puro, é forte, isso é o importante. Talvez eles queiram mesmo tentar te converter em nossa escrava, mas... – se aproximou e mordiscou os lábios dela – Você não é nenhuma garotinha indefesa.

Ouviu o aviso dela e a olhou com atenção ao notar que a vampira ficara séria. Era claro que, caso o dia da morte dela chegasse, Lewis faria de tudo para ser aquele quem cometeria o fowlon nela para poder se fortalecer. Mas Minna era mais importante para ele no momento viva do que morta. Lewis tinha inimigos, ter alguém para acompanhá-lo e protegê-lo era algo que ele prezava mais do que conseguir poder. Uma aliada era mais interessante do que um fowlon, mesmo em uma anciã. Só que ela não precisava saber daquilo.

- Não se preocupe, eu irei me lembrar disso – deu um sorriso e voltou a olhar para fora – Aquele hotel é bom, tenho tudo que preciso lá. Já morei em lugares bem piores em que precisava cuidar de tudo sozinho, não tenho do que reclamar daquele quarto confortável. E quanto a viver sob brasões, eu gosto. Gosto de ter uma identidade, um clã. Aqui eu me sinto parte de alguma coisa – falou mais sério e sombrio.

Saiu do carro e estendeu a mão para que a vampira também pudesse sair. Quando virou-se para a entrada, mal teve tempo de ver uma confusão de cabelos ruivos pular e abraçar seu pescoço, pendurada nele.

- Mi bebé (Meu bebê)! – Anabelle cantarolou alegre enquanto balançava as pernas no ar como uma garotinha – Te extrañé mucho (Senti tanto a sua falta)!

Lewis olhou sem jeito para ela e tirou os braços dela de si e a colocou de volta ao chão, era uns 20cm mais alto que ela. Era uma bela mulher bela, ruiva e de olhos lilases como a maior parte da família. Seu rosto era suave, doce e sorridente e ela usava um vestido de inverno até os joelhos, rosa e com um bordado juvenil.

- Hola, madre (Oi, mãe) – o rapaz a cumprimentou e olhou Minna – Esta é minha mãe, Anabelle. Mãe, esta é Wilherminna – usou o outro idioma. 

- Olá, prazer em conhecê-la – Anabelle sorriu a ela abraçada ao braço do filho.

- Mãe, o papai está? 

- Sim! Vou avisar a todos que você chegou! – beijou a bochecha dele, deu um último sorriso para a vampira e entrou saltitando na casa.

Lewis rolou os olhos e chamou Minna para que entrassem na casa.

- Não ligue para minha mãe, ela não bate bem da cabeça. Fique longe dela se não quiser ser pega para um dia de mulherzinha – levou-a até a sala de estar e pediu para que um empregado trouxesse um vinho tinto para eles.

Pouco depois surgiu um vampiro comum albino trazendo a garrafa de vinho.Parecia ser jovem, apenas 15 anos e não vestia o uniforme dos empregados. Olhou-os e  deu um sorriso tímido para eles.

- Oi, Lewis...

- Louis – o ruivo deu um sorriso genuíno e se levantou e abraçou o rapaz mais jovem – É bom te ver de novo – olhou Minna e os apresentou – Minna, este é meu irmão caçula, Louis.

Louis a olhou e ao sentir que era uma puro, fez uma reverência respeitosa.

- É um prazer conhecê-la, senhorita. 




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MensagemAssunto: Re: El reflejo de la dama   Sex 5 Ago 2016 - 8:33

Vilhelmina

Minna ouviu atentamente às explicações dele sobre o clã. Será que o segredo para aquela personalidade absurdamente atraente era isso? Estava no lugar certo para descobrir. Não sentiu nada em especial por ser uma rara presença naquela casa, pois sabia que era importante. Apenas sorria, convencida e depois apenas se divertiu com a imagem dele a tratando como uma namoradinha. Achava engraçado como não era naturalmente carinhosa daquele jeito, apenas quando agia como Jourdan.

- Que confusão! E eu achando que nós é que tínhamos problemas com um ancião mulherengo... - comentou divertida e gostou muito quando ele mordiscou seus lábios, sorrindo confiante e o observou profundamente. - Sim, nisso você tem razão

Ela entendia a importância de ser "parte de alguma coisa". Seus problemas começaram quando sentiu que não era importante naquele clã, que só tinha foco em...
Fez uma careta. Às vezes esquecia o que tinha acontecido. Sabia que era culpa de um forte poder de sua mãe, mas que com o tempo foi enfraquecendo. De toda forma, sabia que pertencer a alguma coisa era a base de pessoas sãs.

- Oh~ então até que você não é uma vergonha tão grande para a família - brincou. - É um leãozinho orgulhoso

Ao sair, fez toda uma pose de elegância, interpretando um papel de dama correta e sorriu para ele, já divertindo-se. Em seguida, uma ruiva já o agarrava e falava coisas em espanhol. Teria que aprender esse idioma? Apenas sorriu, embora os olhos demonstrassem que ela apenas estava se divertindo com aquelas situações novas (e coletando material para rir dele depois).

- Encantada - sorriu de volta.

Achava aquela mulher bem peculiar. Tão doce e princesa... Quase dava para acreditar que era inofensiva.

- Acho que ela te ama -
completou ao vê-la correr de volta para a casa e o acompanhou.

Não esperava que ele fosse tão amoroso assim com sua família.

- Oh, um dia de mulherzinha! Eu imagino que tipo de coisas faria comigo. Vou experimentar.

Por instantes, achou que era algum guardião excêntrico da casa, mas ficou visivelmente surpresa.

- Vilhelmina. Igualmente -
sorriu suavemente, muito satisfeita pelo respeito com que foi tratada. Apesar de ser uma puro, entre sua família, o respeito era mais medo do que qualquer outra coisa e como andava por aí "vestida" com um rosto de nobre sem nome, não era todo dia que ganhava o devido tratamento e não achava que assim o seria em um clã poderoso.
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MensagemAssunto: Re: El reflejo de la dama   Sex 5 Ago 2016 - 17:30

< Lewis >


Negou com a cabeça com um leve sorriso.


- Ama até demais. As vezes chega a ser sufocante de tão melosa. Mas eu gosto dela - olhou Minna com uma careta - Ela vai te encher de rosa, de flores e frufru, perfume, essas coisas. Provavelmente vai tentar te colocar em um vestido também. Se aparecer perto de mim com tanta frescura eu rasgo essas roupas frescas - parou e então deu um sorriso malicioso - Umn... Talvez não seja uma ideia assim tão ruim - riu baixo.

Minna podia notar claramente que aquele rapaz albino, apesar de ser irmão de Lewis, não passava de um vampiro baixo no meio daqueles sangue puro. Não era ruivo com os demais, mas possuía a incomum coloração lilás em seus olhos. E era um simples vampiro comum. Mas ainda assim ele e Lewis pareciam se dar bem. Lewis pegou a garrafa e abriu, servindo em três taças entregando a eles.

- Ah, eu não posso ainda... - Louis começou hesitante, mas o irmão o cortou.


- Deixe disso, não venha com o papo de que é jovem demais. Somos vampiros, não temos essas frescuras. Deixe essa mentalidade para trás - falou torcendo o nariz e voltou a se sentar ao lado vampira.

- Está bem... - falou ainda receoso e tomou um pequeno gole.

Pouco depois, surgiu de novo na sala a vampira alegre, seguida de um homem alto de cabelos vermelho bem escuro e olhos quase roxos, belo como o filho. Tinha porte e era ligeiramente musculoso, parecia um vampiro forte e seu olhar era severo. Ele se aproximou e fez uma leve reverência respeitosa.

- É um prazer conhecê-la, senhorita. Sou Vincent Murdock, pai de Lewis. Bem-vinda à nossa casa - cumprimentou ainda com seu jeito sério.

Assim que Vincent apareceu, Louis recuou para outro canto e praticamente se escondeu atrás da mãe, que o abraçou sorrindo.




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MensagemAssunto: Re: El reflejo de la dama   Ter 9 Ago 2016 - 19:13

Vilhelmina (Jourdan)


Minna fez uma careta. Rosa e frufru nunca ficariam bem nela.

Já dentro da casa, a vampira deduziu que ele tinha sido fruto de uma pulada de cerca. Qual seria o verdadeiro escândalo por trás disso? Sorriu maldosa, apenas aceitando a taça e encostando o ombro em Lewis. Quase esqueceu que não podia ser tão solta assim, mas a chegada do ruivo sério a fez lembrar que não estava em território confortável, muito menos era uma namoradinha de fato.

Levantou-se, deixando a taça em alguma mesinha próxima, repetindo o gesto e assumindo uma postura mais séria do que o comum. Até alguém como ela sabia dar respeito quando era conveniente.

- Sou Vilhelmina von Wright. Agradeço a hospitalidade - e o observou atentamente em seguida.

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MensagemAssunto: Re: El reflejo de la dama   Qua 10 Ago 2016 - 14:41

Louis continuava a se manter atrás da mãe como se temesse o padrasto de alguma forma. Estava óbvio que ele era filho da mãe de Lewis e não do pai, o que deixava a história ainda mais confusa, já que o homem sério diante dela não parecia ser do tipo benevolente.

Lewis observava assim como ela a reação do pai, enquanto Annabelle parecia estar em seu mundinho da lua acariciando os cabelos brancos do outro filho. Já Vincent... O ruivo mais velho ouviu a apresentação de Minna e a analisou dos pés à cabeça sem discrição alguma. Porém, seu olhar não era malicioso e sim calculado.

- Quando meu filho disse-me que traria uma companhia para nossa casa, jamais imaginaria que seria uma ex-líder de um dos cinco clãs puros – ele comentou, demonstrando reconhecer o nome. No entanto, se conhecia a fama dela e o que a vampira fizera no passado, não demonstrou – É uma honra ter sua presença aqui, senhorita Von Wright.

Lewis olhou surpreso e intrigado para o pai, não sabia que Vincent conhecia fatos como esse dos outros clãs. Talvez sua família não fosse tão ignorante quanto ele imaginava, ou era somente ele por ter ficado tantos anos afastado do mundo vampírico. Quanto mais o pai saberia sobre a vampira que o acompanhava? Deveria perguntar mais tarde quando tivesse uma oportunidade.

- Belle – chamou a esposa e a olhou com uma suavidade diferente, quase doce – Por que não verifica se os aposentos de Lewis e nossa convidada estão devidamente arrumados? Supervisione também se tudo está sendo preparado correto para o jantar, por favor.

- Sim, querido – a mulher sorriu alegre por estar sendo de alguma ajuda e pegou o filho pela mão, puxando-o junto com ela. Louis pareceu aliviado por ter uma desculpa para sumir junto da mãe.

Vincent esperou os dois saírem e voltou a olhar sério para o filho e a mulher que ele trouxera.

- Vamos discutir os negócios com mais privacidade no escritório.

Lewis tomou o conteúdo da taça em um longo gole e a pousou vazia sobre a mesa antes de seguir o pai junto de Minna. Parecia um tanto tenso agora, estava com medo do pai reprovar sua atitude e repreendê-lo pelo que havia prometido àquela estranha. Talvez tivesse sido imprudente por se aliar a ela, mas ainda não vira motivos para se arrepender de sua escolha. Quando chegaram no escritório, Vincent sentou-se em uma poltrona e lhes indicou que se acomodassem no sofá.

- Agora diga-me, Lewis, conte-me sobre a sua aliança com a senhorita Von Wright... Qual é o acordo entre vocês que precise recorrer à minha ajuda? – olhava sério o filho. Lewis engoliu seco antes de responder.

- Eu e Vilhelmina já havíamos nos conhecido em uma festa antes de eu descobrir quem ela era. Estávamos juntos no parque quando fui atacado – se encolheu ao notar que o olhar do pai ficava mais duro – Minna me ajudou, devo minha vida a ela – a olhou – Ela está só assim como eu naquela cidade, resolvemos nos aliar. Mas ainda tenho minha dívida a ser paga, por isso estamos aqui.

Vincent ficou em silêncio, observando-os com um olhar duro. Lewis engoliu seco e se forçou a não desviar o olhar. Sentia a desaprovação dele por ter sido irresponsável e não ter sido cauteloso ao ponto de ter sofrido um ataque e quase morrido. Provavelmente ouviria um belo sermão em particular. Vincent então focou o olhar na mulher.

- Dívida é dívida. Se meu filho fez uma aliança e uma promessa à senhorita, ambas serão honradas. Diga-me, senhorita Von Wright, o que exatamente quer de meu filho e de nós? Qual é o acordo entre vocês? O que ele lhe prometeu? 




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MensagemAssunto: Re: El reflejo de la dama   Qua 17 Ago 2016 - 7:48



"Ex-lider, é?", pensou com um leve despeito. Já não era comandante daquela família há tempos, mas ainda era a mais próxima do sangue original. Quando obtivesse mais conhecimento, poderia colar em prática algumas ideias. Ela queria perseguir os herdeiros do ancião da família e retomar o controle do clã. Achava que os ruivinhos poderiam gostar da ideia mais para frente.

Sorriu, 'lisonjeada', embora fosse um pouco falso. Não sabia também o quanto ele conhecia de sua fama.

Lançou então um olhar levado a Lewis, afinal, seu pai sabia muito mais do que seu pobre garotinho. Pelo menos, estava com o filho "bom" da família, ele poderia ter uma personalidade duvidosa como aquele outro pobre vampirinho.

Concordou levemente com a cabeça e os seguiu. Não fazia muita questão de seguir pequenos protocolos de tratamento. Nunca teve a paciência para isso, mas ainda que não falasse muito, demonstrava respeito em seu olhar.

Minna se divertiu com a versão dele dos fatos. Tinha simplificado tanto que o fazia parecer um adolescente estúpido. Ela o repreenderia se fosse sua filha. Sentia que o ruivo parecia um tanto encurralado.

- Bem, senhor, eu serei muito breve para poupar o seu tempo. Sabe que pessoas como nós não devem simplesmente andar em público com seu valioso rosto à mostra... Lewis prometeu me fabricar um corpo simples que eu possa controlar sem atrair atenção demais. Desnecessário dizer que com isso eu tenho um elemento surpresa para defender o seu filho, afinal eu me tornei sua guardiã por enquanto.

Fixou seus olhos nos dele, sorrindo em seguida. Esperava que houvesse desconfiança e várias perguntas, mas estava pronta. Se tinha algo que não temia era fazer propostas estranhas com muita tranquilidade.
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MensagemAssunto: Re: El reflejo de la dama   Sab 20 Ago 2016 - 20:09

Vincent a escutou em completo silêncio sem esboçar reação no semblante ou no olhar. Ainda assim era possível saber que o vampiro a analisava enquanto media as palavras ditas por ela. Lewis aguardava também em silêncio, mas havia um quê de nervosismo enquanto esperava ansioso uma reação do pai.

- Pessoas como nós não devem esconder o rosto, ou quem são, mesmo em público. É um orgulho e honra ser um valioso e poderoso sangue puro em meio a todos os outros. Devemos ser observados, temidos ou adorados. Ser exaltados pelos demais faz parte de nossa condição privilegiada – o tom de voz dele era suave, mas as palavras seguintes demonstraram que não estava sendo gentil – Um sangue puro se esconder como um rato é no mínimo desonroso e covarde. Talvez um puro que tenha tal comportamento não mereça o sangue que tem. A menos que tenha feito algo muito errado e se esconda por temer as conseqüências de seus atos...   – ele sorriu após a alfinetada sutil.

Lewis ficou ainda mais tenso com as palavras do pai, não havia como Minna ter uma boa reação diante daquela suposta lição que seu pai, um vampiro mais jovem, estaria dando a ela. Era uma afronta direta apesar de sutil. Uma desavença entre seu pai e sua guardiã era o que ele menos queria naquele momento. Entretanto, Vincent não esperou reações dela e continuou.

- No entanto, não estou aqui para julgar... – encostou-se na poltrona - Afinal a senhorita se prontificou a ser uma guardiã para meu menino, como mesmo disseste. E quanto ao corpo... – Vincent assumiu uma postura mais profissional – Eu sugeriria a senhorita que tivesse uma cria... Crias com o próprio sangue são mais fáceis de serem controladas e há menos chance do corpo rejeitar sua mente... Quanto à mente da criança... – deu de ombros – Poderia fazer como quisesse. Conquistar a lealdade de sua cria e ter uma mente a mais para pensar por você, assim o corpo seria autônomo. Talvez lobotomizá-la ou destruir de vez sua mente para que não houvesse resistência e ela pudesse sobreviver com os próprios instintos. E... – ele a olhou com calma – Também há sempre a opção de retirar a alma e deixar o corpo apenas como uma casca vazia. Mas isso exigiria cuidados e sem sua mente no corpo ele estaria eternamente em torpor.

Lewis olhava desconcertado para o pai. Não tinha noção que seu velho pudesse falar coisas tão terríveis com tamanha calma. Tratar uma cria com tamanha frieza e desprezo... Engoliu em seco. O pai o tratara bem desde o dia que se encontraram, era severo porém sempre demonstrara amor pela própria cria. Entretanto... Se falava assim com tanta frieza, o que o pai poderia fazer com ele caso fizesse algo que o desagradasse? Deveria começar a ter cautela com a própria família. Não poderia ter a ilusão que sua família seria um conto de fadas. Eram um clã de vampiros puros com histórico de crueldade, ser descartado ou abatido se fizesse algo que fosse contra os princípios deles era uma realidade.

- Porém, temos algo que a senhorita no momento não tem... – Vincent continuou sem se importar com as reações do filho – Tempo. Podemos te fornecer um corpo que não necessita de séculos até amadurecer. Um corpo que não se rebelaria contra sua vontade e pode ser moldado na forma que deseja – ele sorriu – Posso fazer o golem de carne que deseja... Mas apenas juras de lealdade ao meu filho não me bastam como pagamento. Enganar uma criança tola como meu filho e manipulá-la ao seu bel prazer não seria difícil. 

Lewis olhou ofendido, mas Vincent continuava a ignorá-lo e inclinou-se na direção da puro, olhando-a fixo com um brilho voraz no fundo dos olhos.

- Sejamos diretos. A senhorita quer um produto e eu sou seu único fornecedor. Quão desgastante seria encontrar outro e conquistar sua confiança? Talvez não encontre. Somos sua única opção. E, portanto, posso cobrar o preço que eu ache justo, não é mesmo?... – Vincent sorriu de leve – Se a senhorita quer um ritual tão complexo de nosso clã, uma lealdade mais... concreta... É um mínimo que pode oferecer. E é claro que dependendo do quanto esteja disposta a pagar, podemos lhe dar regalias em troca, como preço justo. Podemos começar a negociar? 




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MensagemAssunto: Re: El reflejo de la dama   Seg 22 Ago 2016 - 11:34

vilhelmina apenas ouviu as provocações do ruivo com atenção. Na verdade, estava analisando e julgando sua personalidade através daquela fala. Não concordava, nem era orgulhosa ao ponto de querer defender sua ""honra"'. Afinal, acreditava que cada um tinha motivos para agir da forma como agia e isso não era da conta dela, ao mesmo tempo que suas razões também não eram da conta de ninguém.

Sorriu largamente ao final da primeira alfinetada e fez algum esforço para não rir. Seus olhos, no entanto eram bem penetrantes, com um certo brilho lunático. Talvez no fundo dele houvesse uma pontada de raiva transformada em admiração? Gostava de pessoas atrevidas. Achava engraçado como alguns de sua espécie se viam como incrivelmente imbatíveis simplesmente por causa de seu sangue.

Finalmente ele começou a falar de algo que a interessava e quase verbalizou isso, mas precisava dele por enquanto. Uma cria. Bem, era claro que tinha cometido um erro infantil e matar seu filho no começo e ter congelado Euphemia em vez de simplesmente tê-la controlado desde o começo. Mas era uma jovem inconsequente no começo. Olhou Lewis, imaginando se um pequeno Murdock serviria para ela, mas isso a faria ter um trabalhoso parto, deixando-a vulnerável como não poderia estar por tanto tempo. Mas ainda assim, criaturas pensantes e "leais" eram muito difíceis de serem encontradas. Sempre poderia ser traída, então a opção de retirar a alma lhe parecia incrível.

- Fantástico - comentou de bom humor, sem se importar também com a reação negativa do outro ruivo.

Ela concordou com a cabeça com cada novo ponto indicado por ele, feliz por ele compreender sua atual condição. Quando o vampiro comentou sobre a jura de lealdade e como seria fácil enganar um garoto como ele, riu sem emitir som e fez um gracejo com o rosto, concordando novamente e sorrindo, mais uma vez ignorando o seu "protegido". Ah, que homem fantástico. Sim, achava Lewis terrivelmente influenciável e era lógico que era uma grande mentirosa. Adorava que ele soubesse disso.

Um grande cretino, que a faria dever mais para a família do que aquele corpo valia...
Estava prestes a vender a alma por uma bobagem, mas seria esperta o bastante de mesmo assim conseguir sair daquela teia como vencedora? O quão ruim poderia ser um acordo com aquele Murdock? Qual a pior coisa que poderia acontecer?

Seus olhos retribuíram o interesse dele, sentindo aquela maldita adrenalina que a fazia tomar decisões pela simples diversão com o complexo.

- Uma lealdade... concreta... você diz. - Achava que "laço" pulava das palavras dele, mas preferiu não ser a primeira a dizer e se surpreender depois - Sim, talvez eu esteja disposta a demonstrar minha lealdade. Em qual nível estamos pensando?
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MensagemAssunto: Re: El reflejo de la dama   Seg 22 Ago 2016 - 13:44

Uma pitada de curiosidade passou pelos olhos do ruivo mais velho. As reações da anciã eram... singulares. Ela parecia se divertir com seus insultos sutis e provocações, enquanto o normal seria o outro sentir-se ofendido e replicar com a mesma acidez, pelo menos era o que esperava de outro puro, principalmente uma mais antiga que ele. Acreditava que ela iria tentar pô-lo em seu lugar, porém Minna acompanhou seu discurso.

Deu um sorriso sutil com a olhada que ela deu para seu filho. Ele aprovava um herdeiro com o sangue novo de outro puro. Os Murdock por muito tempo mantiveram o sangue entre a mesma linhagem e com o clã aliado, os Sallazar. Mas ter uma sangue puro interessada nisso, e uma anciã, era uma oportunidade que não poderia ser ignorada. 

Lewis bufou por estar sendo ignorado pelos dois, mas em nenhum momento os interrompeu. O pai havia o ensinado – de uma forma nada gentil – que ele como apenas um filhote jamais deveria interromper a conversa de dois puros mais velhos do que ele. Era falta de respeito e seria desonroso para a família se ele agisse daquela forma em público. Mesmo que estivessem em uma sala fechada, ele preferiu não arriscar. E quanto a uma cria... Ele olhou Minna de volta, sério. Esperava que a família fosse se interessar por aquilo, uma cria com outro sangue, outro poder para somar ao clã. Vindo de outro clã, e de uma anciã, melhor ainda. Mas ele não queria um filho. Primeiro, porque ele não confiava em Minna e não queria ter a responsabilidade de cuidar dela durante uma gravidez. Segundo, ele já teria uma filha em breve – que também não queria - e uma criança já seria dor de cabeça demais. Terceiro, depois da conversa que houvera ali? Não é porque não queria uma criança que se a tivesse estaria disposto a transformá-la em uma marionete sem alma, era cruel demais.

Vincent sorriu malicioso ao notar que o interesse fora retribuído pela mulher. Sim, ele pretendia aquilo mesmo que ela estava pensando e talvez um pouco mais. Allec chiaria de início pela decisão tomada sem ele, mas depois com certeza iria gostar do resultado.


- Um laço conosco... Um laço de sangue provaria que está disposta a ser leal a nós... E é claro, nós teríamos garantias contra uma possível traição – ele começou falando naturalmente – E a senhorita continuaria como guardiã de meu filho, quem sabe no futuro uma união entre os dois. Sabe que para nós não é incomum tanto uma mulher quanto um homem ter mais de um parceiro, principalmente com nosso sangue raro... E em troca... Nós lhe daríamos os corpos que possa precisar para seus interesses. E como se juntaria a nós, seria uma Murdock também. O que significa todo apoio financeiro que precise e, é claro, proteção total de um clã – ele a analisou e jogou mais uma isca – E um clã, senhorita Von Wright, também serve aos propósitos pessoais de seus membros caso isso seja conveniente.

Vincent poderia também citar alguma cria entre ambos os clãs, mas isso era um assunto ainda precipitado para ser discutido. Talvez no futuro. Decidiu apenas aguardar a decisão da mulher enquanto Lewis olhava sério por estar sendo usado como uma simples parte de uma barganha.




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MensagemAssunto: Re: El reflejo de la dama   Seg 22 Ago 2016 - 14:29





Minna sorriu de leve, xingando-o mentalmente de uma forma prazerosa. É claro que ele era esperto o bastante para exigir uma coleira nela. A teoria era bonita e até pensava que poderia ser bem confortável abdicar de sua posição para se tornar uma cachorrinha confortável dos Murdock. Fizera favores por menos quando decidiu deixar a Finlândia.
Corpos seriam bem interessantes! E quem sabe ela poderia ter um lar confortável e fixo no futuro? Mesmo que isso significasse uma dependência...

- Parece interessante, mas eu me pergunto como saberei que o produto que me oferecem é realmente funcional. Antes de fecharmos um acordo, seria justa uma pequena apresentação. Além disso... a quem estaria o meu precioso sangue ligado?

Sim, a segunda parte era importante, embora ela desconfiasse da resposta. Eles não dariam a Lewis uma benção daquela. Estava prestes a ter um problema muito maior.

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MensagemAssunto: Re: El reflejo de la dama   Seg 22 Ago 2016 - 14:54

Vincent sorriu suave de volta, ele já esperava que uma vampira experiente como aquela não caísse assim tão fácil em sua proposta. E podia dizer que ela não estava errada em exigir segurança em sua parte do acordo também. Acenou com a cabeça em concordância.

- Fazer um corpo leva tempo, esforço e muito sangue que, em parte, teria de ser da senhorita para que haja total compatibilidade. Não seria algo a ser feito de um dia por outro. No mínimo, alguns dias e semanas para estar completo. Além das chances de falha, é um ritual complexo de ser realizado. Todavia... – olhou apreciativo – Eu concordo em oferecer o corpo e deixá-la testá-lo antes do laço ser feito. Quando estiver satisfeita, selaremos o acordo. 

Ele notou que Lewis o olhava e o olhou de volta. O tom severo fez o rapaz estremecer, ele sabia também que o pai não permitira que fosse ele o membro que ela teria o laço feito. Vincent tornou a olhá-la.

- Quanto a quem seria feito o laço... Com o líder do clã. Meu irmão.


- Meu avô - Lewis relembrou a ela, com um tom sério no olhar. 




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MensagemAssunto: Re: El reflejo de la dama   Ter 23 Ago 2016 - 10:22

Minna ficou satisfeita, e até surpresa, de poder testar o produto antes do Laço. Achava que uma nova cláusula seria acrescentada antes disso, mas foi o suficiente. Começava a pesar suas necessidades. Havia sido um erro se envolver com aquela família, mas achava que ter a proteção de um clã, mesmo que por interesse mútuo, pudesse ser um bom negócio.

Ao ouvir que teria de servir ao líder do clã, até fechou os olhos, sorrindo. As palavras eram esperadas, mas caíram em si com um peso. Realmente estava arrependida. Sairia perdendo sem dúvidas, isso se não acabasse morrendo. Mas e se acabasse gostando? Uma parcela da vampira achava aquilo uma adrenalina boa demais para recusar e somente um vampiro poderoso como o líder dos Murdock poderia pensar no direito de fechar um laço com ela. Abriu os olhos com o mesmo brilho louco anterior. Onde aquela história acabaria?

- Claro. Mas vamos testar a utilidade disso tudo primeiro, não é mesmo? - sorriu.
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MensagemAssunto: Re: El reflejo de la dama   Ter 23 Ago 2016 - 15:32

Vincent aguardou que ela ponderasse suas últimas palavras e absorvesse a informação que ela teria que se submeter ao líder do clã. Sabia que sua proposta havia sido tentadora e tinha certeza que ela aceitaria. Sorriu quando a vampira reabriu os olhos com aquele brilho louco no olhar. 

- É claro. Afinal isto é um acordo para beneficiar ambas as partes... – ronronou – Agora... Será que a senhorita poderia nos deixar a sós? Eu e meu filho precisamos ter uma conversa – olhou Lewis, que engoliu seco – Logo nos juntaremos para o jantar... Minha esposa a estará aguardando no salão. 


_______



Assim que Minna saiu da sala, Vincent encarou o filho com uma expressão dura e furiosa. Apesar de detestar aquele olhar, Lewis o encarou de volta. Sentia que o pai estava muito bravo com o que acontecera. Fechou as mãos sobre as coxas, segurando o tecido da calça, nervoso.

- Quero agora que me conte com detalhes o que aconteceu. Quem te atacou, porque, como conheceu essa mulher que trouxe e como ela salvou a sua vida – ordenou com a voz de comando de um puro.

Lewis sentiu o peso daquela ordem sobre si. Mesmo não tendo um laço com o pai, o vínculo sanguíneo entre os vampiros Murdock era forte. Seu elemento, o sangue, unia-os de uma forma semelhante ao laço entre mestre e lacaio. Os mais fortes e mais antigos conseguiam subjugar os mais novos com facilidade com apenas uma ordem. Por isso fora difícil para o jovem Murdock resistir às ordens de sua irmã mais velha no início, mas ele conseguira se fortalecer ao ponto de se tornar o “alfa” da relação.

Não tendo outra escolha, Lewis foi obrigado a contar para o pai o que havia acontecido. Descreveu com detalhes os acontecimentos que sucederam desde sua chegada a Ambarantis até o presente dia. Como conhecera Minna na festa, como ele andava observando Leon e Lohanne, como ainda não decidira eliminar a garota mesmo sabendo onde ela estava morando, como ele havia sido atacado no central parque pelo ex de sua ex, como Vilhelmina havia o salvado e eles selaram o pacto entre si. Ao final do relato, Vincent parecia ainda mais insatisfeito do que quando exigira respostas.

- Por que ainda não a matou, Lewis? – perguntou sobre Lohanne – O que está esperando? Que aquela garota volte e tente enfiar outra estaca de prata em seu peito? Não é sempre que você terá sua irmã ou um de nós para salvar a sua vida miserável quando você cometer uma estupidez. Ela é sua responsabilidade. Ela é sua transformada. Você escolheu dar a nossa vida maldita a ela. Se aquela ex-humana decair e começar a atacar as pessoas, não haverá dúvidas de que você foi o culpado disso. Você será julgado e condenado, Lewis, e dependendo da severidade da situação, seu castigo será a morte. Será possível que você compreende isso? – ralhou.

- Eu compreendo...

- Não parece. Porque aquela garota ainda continua viva e continua trazendo problemas para você como esse ex-namorado dela que tentou te matar. Eu acreditava que você fosse capaz de cumprir ao menos essa tarefa simples de eliminar uma cria de suas presas. Mas vejo que eu estava enganado quanto às suas capacidades.

Lewis rosnou para o pai, mas Vincent elevou sua aura, sufocando a do filho com o peso da sua. Lewis olhou frustrado e baixou a cabeça.

- Eu a matarei, já disse...

- Espero que sim. Está na hora de deixar todo o sentimentalismo por aquela criatura fraca e traidora para trás. Mate esse resquício de amor tolo que ainda tem dentro de você e se foque em seus objetivos. Você tem uma fêmea esperando a sua cria, está na hora de começar a ter mais responsabilidade.

- Eu sei, não precisa me lembrar disso – Lewis resmungou – Não é como se eu tivesse a abandonado completamente. Eu a deixei segura aqui com vocês, não deixei? Todos vocês podem protegê-la e à minha filha, elas estão no lugar mais seguro para elas. O que você queria, que eu as colocasse em perigo e as levasse junto comigo para Ambarantis?

- Quero que pare de ser um tolo. Pare de fazer mais inimigos. Nossa família já é visada o suficiente, você é visado o suficiente. Há um outro clã inteiro atrás de nossas cabeças. E agora você chama mais atenção ainda para cima de si. Dessa forma vai acabar morto.

- Como se fizesse alguma diferença, não é? – Lewis deu um riso de escárnio – Por que se preocupa tanto com isso? Se eu morrer vou acabar voltando mesmo.

Houve um silêncio pesado no escritório depois daquelas palavras. Enquanto Lewis encarava emburrado o pai, Vincent analisava calado o filho.

- Você sabe...

- O quê? Que eu sou Lorenzo? Sim, eu sei. Eu tive flashs do passado dele, assim como dos outros – cruzou os braços e bufou – Como se vocês me tratassem especial por isso...

Vincent suspirou e o olhou sério.

- Lorenzo... Sabemos da sua importância para nós e para o nosso clã. Nosso patriarca. É ainda mais valioso com suas memórias despertas. Mas é justamente por ser quem você é que não podemos forçá-lo a obedecer todas as nossas ordens. Não podemos eliminá-lo como faríamos com qualquer outro, tentamos te moldar para te fortalecer. E ainda assim, mesmo com nosso auxílio você ainda teima em cortejar a morte em todas as suas encarnações – negou com a cabeça – Mesmo que você morra e volte, seu corpo não voltará com a forma que tinha. É um novo corpo e filhotes são fracos até certa idade. Tem que parar de não se importar de morrer e pensar em um futuro a longo prazo, em um corpo que amadureça e que te faça forte. Toda vez que você morre o processo é reiniciado. Nunca conseguirá vencer seus inimigos dessa forma. Saia do ciclo vicioso.

Vincent aguardou alguma resposta de Lewis, mas o rapaz continuava em silêncio, de braços cruzados e olhando emburrado para o chão. Vincent suspirou e estendeu a mão para o rosto do filho, puxando-o para que o olhasse.

- Allen... – o chamou por um novo nome, com um tom carinhoso dessa vez – Sabe que Allec não se importa se você morre ou não. Ele acredita que se qualquer um de nós não for forte o suficiente para enfrentar seus inimigos sozinho, então merece morrer, principalmente você, depois de todos os erros que cometeu em tantas vidas anteriores. Mas dessa vez... – ele sorriu de leve e acariciou o rosto dele de forma paternal – Dessa vez você nasceu como meu filho... Você é minha responsabilidade, é meu dever defendê-lo como seu pai... Além disso... Lewis, eu amo você... Não quero te perder logo agora que te encontrei, meu filho...

Lewis suavizou a expressão e suspirou, fazendo um carinho na mão do pai em seu rosto.

- Tudo bem, pai. Vou tomar mais cuidado.

- Fique de olho nessa mulher que trouxe. Não confio nela – voltou à seriedade e recolheu a mão – Vou avisar a Allec que estão aqui.

Lewis fez uma careta. O avô/tio era um vampiro bem severo, o jovem não gostava muito do jeito dele e de suas críticas intermináveis. Era uma pessoa insuportável e não fazia questão de vê-lo tão cedo. Mas como o atual líder do clã, Lewis era obrigado a dar satisfações para ele.

- Que seja... – levantou e olhou o pai antes de sair – Depois quero que me conte o que sabe sobre Minna e o clã dela.

- Em uma hora mais oportuna. Já nos demoramos demais. Agora vamos nos juntar às moças antes que sua mãe venha nos buscar – Vincent falou e ambos saíram do escritório rumo ao salão de jantar.

_________


Assim que Minna saiu do escritório, ela pode sentir uma presença a observando do lado de fora. No final do corredor, uma mulher ruiva a olhava. Mas não era a mãe de Lewis. Aquela era uma vampira com um ar mais sério e orgulhoso. E pelo ventre avantajado, já estava no fim de uma gravidez. 

Sarah analisou a loira dos pés à cabeça, com visível raiva, ciúme e ressentimento. O que Lewis havia visto naquela magrela sem sal? A mulher parecia até um homem se vista de certo ângulo. Enquanto ela mesma era tão bela, delicada e sensual. Talvez fosse porque ela não estava mais atraente por estar grávida. Tão volumosa com aquela barriga imensa. E ele nem ligava para a filha deles. Ela semicerrou os olhos enquanto alisava a barriga. 

Lewis iria pagar. Ele não iria se divertir com outra mulher enquanto ela fazia tudo sozinha por ali. Iria abrir os olhos daquela vampira e mostrar a furada que ela estava se envolvendo. E teria o prazer de ver qualquer que fosse o acordo deles escorrendo pelo ralo.

- Então é você o novo caso dele? – sibilou. 




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MensagemAssunto: Re: El reflejo de la dama   Ter 23 Ago 2016 - 18:44

Minna só percebeu o quanto estava tensa ali dentro quando sentiu um alívio tomar conta de si ao sair da sala. Balançou a cabeça. Desde quando tinha ficado tão medrosa? Jourdan não era apenas uma representação? Às vezes sentia como se aquela garota idiota que tinha inventado era, na verdade, uma persona. Por que tinha um pequeno prazer em estar se metendo em uma óbvia enrascada?

"Você não está pronta para ser líder", pôde ouvir uma voz distante na sua cabeça e sentiu outro calafrio.

Sua mãe. A matriarca. E a outra pessoa que não lembrava direito pelos efeitos do poder dela. No fundo, sabia que nunca seria, de fato, uma anciã merecedora, por mais que engolisse todos os corpos de vampiros do mundo. Cerrou o punho, encarando a parede bem séria e compenetrada. O que Ursula teria feito em seu lugar?
Primeiro, ela nunca tentaria negociar com outro clã. A líder verdadeira tinha uma premissa de paz entre clãs e só queria prosperidade para suas crias. Isso era muito irritante.
Depois, se fosse ofendida, provavelmente responderia com extrema paciência e diria "Você está errado". Algo que ela simplesmente não quis fazer. Estava mendigando corpos a troco de sua liberdade.

Antes que sentisse mais emoções desnecessárias, porém, sentiu aquela presença a observando no final do corredor. Estava na hora de atuar. O semblante duro se desfez. A grávida. Então era ela. Um senso de maldade cresceu em seu peito, enchendo-a novamente de confiança e energia.

Sorriu ao ser medida. Quanto prazer tinha em ser odiada! Deixou que ela chegasse como uma pequena serpente ruiva.  Tinha um milhão de frases em sua mente, mas até onde a outra poderia chegar? Quis que Lewis demorasse. Então se aproximou dela.

- Olá - sorriu simpática. - Acho que sim. - disse num tom bem humorado. - Você quem é? A irmã, talvez?

"Vamos. Vamos jogar. Diga o que você quer...", seus olhos brilhavam de ansiedade.
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MensagemAssunto: Re: El reflejo de la dama   Ter 23 Ago 2016 - 19:08

Sarah se manteve à distância em visível cautela, apesar do ódio em seus olhos. O instinto de proteger a cria em seu ventre era maior do que a raiva que sentia por ser trocada. Alisou o ventre outra vez, semicerrando os olhos para aquele sorriso simpático. Falsa. Cobra descarada. Será que Lewis não via o quanto aquela mulher que trouxera era duas caras? Ela fedia a dissimulação. Mas vai saber... Aquele idiota sempre se metia em confusões.

- Sou a irmã e mãe da filha de Lewis. Sua companheira - fez uma pausa - Ou era... Parece que agora você é a namoradinha dele... - deu um sorriso maldoso - Você já conheceu a queridinha dele, a ex-humana? Não se iluda, querida... Se aquela lá estalar os dedos pra ele, Lewis vai como um cãozinho com o rabo abanando... E por fim acaba quebrando a cara e voltando com o rabinho entre as pernas.

Ela passou as mãos pelo cabelo, alisando uma mecha enquanto analisava a loira. Já esperava um insulto ou piadinha por aceitar aquela condição, mas ela já estava acostumada. Na verdade olhava-o ir e só esperava-o voltar para jogar na cara dele o quanto ele era trouxa e fracote.

- E então... Está disposta a isso? Se juntar ao nosso clã? - deu um sorriso amargo - Espero que pense bem antes de aceitar... Ser uma mulher no clã Murdock não é um mar de rosas... Se pensa que vai ter voz ativa aqui... pode esquecer. Não vai ser mais que um adorno, uma empregada ou parideira - fez uma careta de desgosto.




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MensagemAssunto: Re: El reflejo de la dama   Ter 23 Ago 2016 - 19:29

Minna ampliou o sorriso. Era tão bonitinha se defendendo  com aquele corpo frágil. Ah, jamais gostaria de passar por aquilo novamente. Era horripilante.  

Quando ela falou, os olhos sorriam por ela, fixos, ansiosos, como quem espera o fim de uma piada e ela veio.

- Verdade? - contorceu o rosto em autopiedade - E agora? Será que ele vai me engravidar e me abandonar  no castelo? - comprimiu os lábios, suavizando a voz como uma menina nova - Cuidado, criança. - Seus olhos se voltaram para a barriga dela - É. Você mesmo, criatura infeliz e sem pai. Você sabia que estão pensando em... - a voz foi arrastada e grave, como uma bruxa em maldição - arrancar sua pequena alma do corpo para servir como marionete? HAahahahahah - ergueu o rosto e olhou para a ruiva - Brincadeirinha, é claaaro! Hahahah. Ah, minha querida. Eu não sou uma pobre infeliz que nasceu no inferno. Eu comprei uma passagem para ele com meu nome no assento. Sabe o que é mais triste? - passou a murmurar para ela - Que você tem ciúme. Você gosta dele. VocÊ sofre e chora toda vez que essa coisinha te chuta. Você sente amor enquanto ele está livre espalhando o sangue dele por aí e não fala de vocÊ para ninguém. Coitadinha... nunca foi, nem será livre. ... Talvez devesse pensar em se matar. Se quiser pensar nisso, estarei sempre em seu favor- ofereceu-lhe a mão e riu com gosto.
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MensagemAssunto: Re: El reflejo de la dama   Ter 23 Ago 2016 - 19:47

Sarah esperava uma provocativa da outra mulher, mas certamente não estava preparada para nem a metade das palavras. Fechou a cara com a provocação por ter ficado grávida e ter sido abandonada ali. Já havia quase superado aquela situação, mas seu orgulho ainda gritava por causa daquilo. Poderia ter voltado a se separar, a viver sozinha como antes, mas era muito mais cômodo ter um clã a protegendo e a alimentando. Estava ali não por Lewis, porque o amava, mas sim por sua filha. Sua filha era mais importante do que a humilhação que ela vivia. Poderia suportar estar ali, era bem cuidada e tirando a ferida no orgulho, era bem cômodo ter quem cuidasse dela. 

Quando Minna falou sobre tirarem a alma de seu bebê, Sarah arregalou os olhos e colocou as mãos protetora sobre o ventre. Só de pensar naquilo já ficava horrorizada. Não... Não ousariam fazer aquilo com sua cria. E ela jamais deixaria, mesmo que tivesse que fugir ou matar todo o clã para defender sua Valentina. 

Fechou a cara quando Minna voltou a falar com ela. Não podia negar que sentia ciúme, mas era uma tola por isso. Deveria deixar Lewis de lado e dali em diante concentrar-se apenas na criatura que crescia dentro de si. Lewis não valia a pena. Mas então por que estava ali avisando uma estranha? Podia deixá-la se ferrar como ela, seria um ótimo gosto ver outra alguém sofrendo como ela. Empatia por outra mulher? Não mesmo. Talvez ela tivesse medo de ser trocada, mas de ver outra mulher ser melhor tratada do que ela. De ver Lewis amar outra mulher enquanto Sarah foi tão facilmente descartada. E por isso estava ali, tentando afastar a estranha. Por despeito.

- Eu não sou uma criatura tão deplorável quanto pensa – mostrou as presas para a loira – Minha vida é preciosa demais para eu querer acabar com ela por auto-piedade de uma rejeição. Não, obrigada, eu sou melhor que isso – rosnou – Fique longe de mim e da minha filha. E quer saber? Se vire sozinha. Eu já dei meu aviso. Não sabe no que está se metendo – sibilou e virou para sair pelo outro corredor.




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MensagemAssunto: Re: El reflejo de la dama   Ter 23 Ago 2016 - 19:55

- Repita isso para si mesma mais vezes. Vai precisar convencer sua criança de que ela é alguma coisa além de um recipiente neste lugar. Boa noite, foi um imenso prazer.

Sua voz estava completamente alterada e arrastada, muito sádica. Ela ficou ali parada, olhando as reações que tinha provocado e pensou em tantas coisas horríveis diferentes... Danificar a mente daquela criancinha, torturar aquela Murdock para viver em um pesadelo eterno de sua filha sendo assassinada... Eram tantas ideias incríveis e absurdas que passavam como um filme em sua cabeça insana que ela se esqueceu completamente de que tinha ido até ali para pedir um favor e que realmente estava se metendo em problemas. Também ignorava totalmente que perderia a aliança de Lewis se fizesse mal ao rebento... mas talvez fosse insana o bastante para agradar alguém mais louco que ela ali dentro?

- Não... eu não sei. - murmurou sozinha, observando a mulher se afastar com um olhar lunático. - Mas você me fez querer participar disso mais do que nunca, garotinha. Fufufu.... - riu sozinha e baixo. Ah, que família maravilhosa! Estava mais do que disposta para sofrer na mão dos lobos. Mas antes disso, não era possível que eles a desperdiçariam simplesmente por um fowlon. Não. Alguma coisa extremamente divertida ela teria que fazer em nome de um prazer sádico. Era essa sua verdadeira natureza.
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MensagemAssunto: Re: El reflejo de la dama   Qui 25 Ago 2016 - 3:16

Sarah sumiu pelo corredor e pouco depois Minna pode ouvi-la se trancando no quarto. Assim havia se tornado a sua rotina, trancar-se no quarto e só sair quando tinha que se alimentar. E agora com aquela mulher desprezível andando pelos corredores da casa, além de se sentir furiosa, a vampira se sentia ameaçada. Tinha medo que a outra fêmea pudesse fazer mal a seu bebê apenas por diversão. Teria que se retrair, pelo bem da sua filha.


Pouco depois Annabelle apareceu pelos corredores e parou sorridente diante da anciã, então olhou para a porta do escritório trancada.

- Oh, eles ainda não terminaram? Assim a comida vai acabar esfriando - fez um bico e voltou a sorrir para a loira - Ah, será que poderia ir na frente? Preciso ir chamar a minha filha para comer. Ela precisa se alimentar bem nessa fase. Já me encontro com a senhorita, um empregado irá guiá-la até lá.

A ruiva chamou uma empregada e pediu que guiasse a anciã, então seguiu pelos corredores por onde Sarah havia sumido. A empregada se curvou em respeito a ela e a acompanhou até o salão de jantar. Louis estava lá em silêncio e fez um gesto respeitoso com a cabeça quando a anciã se juntou a ele, então continuou em silêncio como um bom menino. Não tardou até que os demais se juntassem a eles.


Ajeitaram-se de forma tradicional à mesa, onde o patriarca sentou-se na cabeceira, com a mulher de um lado e o filho do outro. Lewis ajeitou Minna a seu lado, de forma que ela ficou de frente para o jovem albino que mantinha a cabeça baixa. Os pratos servidos eram um misto de comida humana com pratos vampíricos que levavam sangue na receita.

Em meio a refeição, a mãe de Lewis parecia chateada e virou-se para Vincent, reclamando na língua natal.

Querido, Sarah no quería ir hacia abajo.(Querido, Sarah não quis descer.) - suspirou - No sé qué hacer con él. Me preocupa. Podrías ir a hablar con ella? (Não sei mais o que fazer com ela. Estou preocupada. Será que você poderia ir falar com ela?)

- Déjarla en paz (Deixe-a em paz) - respondeu sem nem levantar os olhos - Es demasiado grande para mí tener que ser llamado para venir y comer (Já é grande demais pra eu ter que ficar chamando pra vir comer).

- Pero... (Mas...)

- Ya le di mi respuesta (Já dei minha resposta) - Vincent respondeu seco dando um ponto final no assunto.

Annabelle deu um suspiro insatisfeito, mas não insistiu no que estavam falando. Voltou a comer, mas segundos depois já havia mudado completamente o semblante e voltou a sorrir enquanto olhava a convidada.

- Então, senhorita Vilhelmina, por que não nos conta mais sobre você? - perguntou inocente.

Dessa vez Vincent ergueu o olhar e olhou a esposa em silêncio. Olhou para Minna com um olhar indecifrável e voltou a atenção para o prato, como se ignorasse o assunto ou apenas estivesse fingindo que não sabia demais para não ter que revelar informações para os demais membros da família. Lewis também ergueu o olhar e encarou Minna com uma sobrancelha erguida, como se esperasse qual desculpa - ou mentira - ela contaria para sua mãe.




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MensagemAssunto: Re: El reflejo de la dama   Qui 25 Ago 2016 - 13:26

- Tudo bem - respondeu adorável e com um sorriso muito satisfeito. Tinha amado aterrorizar aquela garota. Seguiu para o salão de jantar, ignorando completamente a educação dos empregados. Ali viu aquele vampiro esquisito e tão tímido, irmão do Lewis. Talvez eles todos fossem uma geração mais "fraca" e Lewis fosse salvo por ter aquela... presença dentro dele.

Era bom ser respeitada daquele jeito, mas ao mesmo tempo agora tinha vontade de arrancar o coração daquele moleque albino, para deixar de ser fracote. Com certeza morreria ali dentro alguma hora, sentia isso. Sorriu sombria, ficando em silêncio.

Desejou entender espanhol. Então lançou um olhar a Lewis. Sobre o que falavam? Ao notar a forma como Vincent a tratava, entendia muito a "preocupação" da mulher de Lewis e como mulheres eram tratadas como lixo na família. Também era possível entender por que os filhos daquela mulher tinham uma fraqueza emocional absurda.

Ficou surpresa quando a atenção voltou-se para ela, mas apenas sorriu ao notar que tanto Vincent quanto Lewis pareciam movidos por aquela proposta, embora ela não fizesse ideia dos sentimentos de Vincent sobre aquilo.


- Eu cresci em um conto de fadas finlandês - disse simplesmente e prosseguiu num tom de voz bem doce e animado. - Minha mãe era um tipo de fada, não na raça literal, receio, e meu pai um guerreiro em cavalo branco, embora eu não saiba a real cor de sua montaria. Ali meu clã conviveu em harmonia durante as gerações, até que um infeliz episódio caiu sobre minha família. - Pegou-se olhando fixamente para uma jarra a sua frente - Mas bem, isso faz muito tempo. Depois disso, eu fui a Ambarantis devida a alta concentração de vampiros no local e acabei conhecendo seu filho em um evento social. Salvei a vida dele de um ataque covarde com uma lâmina de prata e aqui estou hoje.

Era uma bela forma de romantizar toda a história, embora não fosse mentira. Ficava difícil entender, para quem soubesse da verdadeira versão, se ela debochava daquilo ou se realmente enxergava a situação daquela maneira. A falta de sentimentos reais de Minna em relação a sua família causava esse tipo de sensação.

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MensagemAssunto: Re: El reflejo de la dama   Qui 25 Ago 2016 - 16:04

Annabelle estava encantada com as descrições que Minna havia dado, de como tudo parecia um conto de fadas, imaginava que houvesse sido uma época bonita e maravilhosa, mal imaginava o quanto a outra vampira odiava aquilo tudo. Vincent não esboçou reação e Lewis apenas rolou os olhos. Achava que ela estava mentindo e se divertindo às custas de sua mãe. Enquanto isso, Louis havia erguido o olhar de leve e havia um brilho intrigado nos olhos.

- Ah, eu sinto muito - Bell respondeu empática sobre algo ruim ter acontecido na família de Minna. Como reagiria se soubesse que fora ela a culpada pela desgraça da família? - Então está sozinha... Bem, que bom que encontrou meu filho para te fazer companhia. É sempre bom encontrar uma pessoa - falou e olhou apaixonada para o marido. Vincent ergueu os olhos para ela por um momento e lançou um olhar suave a ela antes de voltar a abaixá-lo.

Mas quando a vampira falou sobre o filho ter sido atacado com prata, ela arregalou os olhos horrorizada. Vincent olhou o filho, repreendendo-o por ter permitido que a estranha descobrisse sua fraqueza. Também desgostava do fato que sua mulher acabara de confirmar aquilo. O quão fácil seria para que ela associasse que aquilo era uma alergia da família? Desde que chegara não vira nenhum item de prata dentro da casa.

- Prata?! - olhou preocupada para Lewis - Você está bem, meu bebê?


- Estou legal, mãe - Lewis fez uma careta por ter sido chamado de bebê - Vamos trocar de assunto.


A mãe suspirou e decidiu não insistir. Passou o resto do jantar falando sobre amenidades e como Vilhelmina iria gostar da Espanha, dos pontos turísticos e como Lewis poderia levá-la para passear por todos esses lugares e talvez mostrar as outras casas que eles tinham. O rapaz deu uma olhada para a anciã como se estivesse se desculpando pelo quanto a mãe tagarelava. Vincent, apesar de manter a eterna expressão séria, não parecia ter gostado da sugestão da vampira ir visitar suas outras casas.

Após a sobremesa, Lewis puxou a loira para o quarto dele, para que fugissem da família um pouco. Era um quarto bem normal para um jovem, bem arrumado, estante com livros, computador e vídeo game. E em um canto, um objeto coberto por um pano, mas era possível ver que aquilo era uma harpa.



- E então... - ele se jogou na cama espaçosa - Essa é minha família.




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