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 Oneshot: Um lírio entre fogo e espinho

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MensagemAssunto: Oneshot: Um lírio entre fogo e espinho   Seg 25 Abr 2016 - 11:03

Relembrando a primeira mensagem :

O aeroporto mais próximo de York era Leeds Bradford International Airport e naquela época do ano era uma sorte que ele não estivesse fechado pela neve. Depois disso, agora tinham mais uma viagem de quase 1 hora de taxi até a pequena cidade.


Daryl usava o presente natalino e tinha feito um esforço de comprar roupas modernas para poder caminhar com ela sem destoarem entre os comuns. O problema é que assim ficaria diferente da família. Mas esse era o intuito. O vampiro olhava a namorada a todo momento para ter certeza de que a viagem não estava sendo absurdamente chata. Também estava mais calado. Pois a todo momento lembrava-se que o objetivo principal era exatamente aquilo que ele detestaria fazer: conversar com sua família.


~ Flashback ~


Como parte do plano esperado por Orion para afastar Lily de Nero e evitar um desastre maior sobre o passado da garota, Daryl decidiu levar a namorada com ele para a Inglaterra e conhecer seus sogros. A única forma segura de fazê-la aceitar sair de casa por tanto tempo sem suspeitar muito.

O rapaz escreveu uma carta a sua mãe na moite seguinte a sua decisão e pediu para envio ultra-expresso, o que levaria cerca de três dias, segundo a pesquisa de sua ex-lacaia. Nessas horas via como fazia falta um ótimo celular em sua terra natal. O restante da família saberia por boatos.

Em uma visita à residência Sorel, Naru fez logo o papel de irmã mais nova e, na primeira oportunidade que estavam a sós, soltou a fofoca:

- Daryl disse que vai conversar com a mãe dele para que eu não seja mais uma lacaia. Ele quer ir pessoalmente e... - murmurou, como contando um segredo -vai te convidar para ir junto - Naru contou para amiga após relatar como tinha sido a conversa entre eles sobre deixar de ser uma lacaia (sem mencionar a parte em que Orion apareceu, é claro). Não estava tão empolgada quanto poderia, pois aquilo era uma pequena farsa. Mesmo assim, ficava feliz em poder se tornar membro da família.
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Fabi
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MensagemAssunto: Re: Oneshot: Um lírio entre fogo e espinho   Ter 10 Maio 2016 - 21:51

~*Lily*~


Lily acompanhou a empregada até a pequena salinha, observando tudo nos mínimos detalhes. Ficou satisfeita ao ver que os empregados tinham um local confortável para descansarem entre seus turnos de trabalho, não eram maltratados afinal, assim como Daryl lhe dissera quando chegaram. Porém, ainda havia a loucura toda daquela casa para que se preocupassem. A jovem sentou-se e aceitou a xícara da bebida, adoçando-a com um pouco de açúcar mesmo que já sentisse o cheiro adocicado. Então foi bebendo o chá aos poucos enquanto ouvia o relato de Peggy.

A expressão de Lily ficou séria já ao início. Pobre Daisy... Já estava assustada por causa do pequeno surto da jovem vampira, e ainda tivera que ser tratada de uma forma tão bruta pelo valete de Marguerite. Assim que chegara naquela mansão pensara que poderia conquistar Pierce assim como os outros, fazê-lo gostar da menina e se sentir à vontade com ela... Mas no momento Lily só queria dar um belo soco na face dele. Como podia ser tão insensível com uma pessoa em estado de choque?

Suspirou quanto aos cochichos. Não podia fazer nada contra aquilo, imaginava que os empregados já fossem naturalmente desconfiados, não os culparia de acharem que a menina havia atacado Daisy. Afinal, era normal um humano ser atacado por um vampiro. Só esperava que a situação fosse logo resolvida para não terem medo dela. Não cogitou a possibilidade de pensarem que era Lily quem tivesse sido atacada por Marguerite ou algo do tipo.

Sentiu o chá pesar no estômago quando ela falou que Carl e Pierce ainda não haviam voltado. Sentia um mau pressentimento crescente com o desfecho do relato. E ficou intrigada com uma coisa. Peggy encontrou Pierce saindo do quarto de Marguerite quando foi procurá-los. E Daryl havia encontrado Pierce saindo do quarto de Marguerite TAMBÉM quando trouxera Lily de volta para o quarto dele. O que diabos aquele valete estava fazendo para ter que entrar no quarto da mãe de Daryl DUAS vezes? Iria informar Daryl sobre aquele fato mais tarde.

Seus olhos ficaram vermelhos de raiva quando ela disse que Carl estava machucado. Não havia captado os sentimentos de Peggy por Pierce, então não escondia a raiva que sentiu por saber das crueldades do loiro. Carl... E o rapaz ainda tinha a defendido mesmo depois de ter sido torturado e estar ferido... Precisava depois compensá-lo pela lealdade e por ter sofrido aquele tratamento por culpa dela.

- Obrigada, Peggy... - falou pausadamente, como se tentasse controlar a indignação e respirou fundo para fazer os olhos voltarem ao normal - Desculpe por todo o transtorno que você passou ontem... Pode deixar que vou falar a favor de vocês caso seja necessário - garantiu à governanta e pousou a mão sobre a dela - Por favor, diga a Carl que sinto muito... Acho melhor eu esperar que os dois se acalmem mais antes de falar com eles... Ainda assim, ficaria grata se lhes transmitisse as minhas desculpas sinceras e... Pode dizer a eles que o que eu vi não me convenceu a desistir de Daryl... E que eu não desisti de tentar ajudar a senhora Marguerite, mesmo que... esteja abalada com o que eu vi... Eu não a culpo... Vou descobri o que a perturba e vou ajudá-la... Prometo a vocês - falou de uma forma mais séria e adulta. 

Suspirou e tirou a mão de cima da dela.

- Acho que eu vou ir tomar um ar agora... - falou e se levantou. Só esperava não encontrar aquele homem horrível pela mansão. Definitivamente agora havia desenvolvido uma antipatia por Pierce.




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MensagemAssunto: Re: Oneshot: Um lírio entre fogo e espinho   Qua 11 Maio 2016 - 7:15

Peggy definitivamente teria mais a dizer, se ela quisesse, mas deixou-se levar pela mão que a confortava, olhando um pouco reflexiva. Sentia-se culpada por difamá-lo assim, mas era a realidade. Não podia negar que ele agia de forma péssima e agora que tinha pelo menos uma aliada na casa isso a tranquilizava.

- Muito obrigada, senhorita Lillian. Saiba que tem em mim uma aliada. Vou repassar sua preocupação aos dois. E se... a garota decidir deixar este lugar, você saberá.

A criada levantou também, ajeitando a roupa.

- Não há muito mais com o que se preocupar agora... mas mesmo assim, cuide-se - disse com um certo bom humor - Eu a acompanho - e a levou até uma das portas de saída. - Ah, sim. Senhor Daryl pediu o seu desjejum. Gostaria de comer em seu quarto? Avise-nos quando estiver pronta. Basta um toque na porta e o pedido - e abriu a porta para ela.

Estavam em um corredor novo, de frente para janelas. O cheiro do namorado estava próximo, misturado com livros velhos. Era o caminho da biblioteca. Sua voz ecoava ao longe, em uma conversa aparentemente ponderada.
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MensagemAssunto: Re: Oneshot: Um lírio entre fogo e espinho   Qua 11 Maio 2016 - 7:47

~*Lily*~


Sorriu de leve e suspirou. Ficava feliz que Peggy estava mais animada e tranquila em sua presença. Além de se jurar uma aliada. E ainda sentia-se culpada por Daisy. Levantou-se e caminhou para fora até a outra lembra-la do desjejum.

- Pode levar para o quarto do Daryl, eu já vou subir - pediu e agradeceu a empregada.

Ainda precisava tomar um pouco de ar. No entanto, ao ouvir a voz de Daryl soando tão perto ela não conseguiu conter a curiosidade. Precisava saber sobre o que falavam, agora que havia comprovado que o namorado a omitia informações. Não queria ser pega de surpresa outra vez. Aproximou-se a uma distância segura que ainda desse para fugir caso os escutasse saindo e passou a ouvir a conversa entre os dois.




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MensagemAssunto: Re: Oneshot: Um lírio entre fogo e espinho   Qui 12 Maio 2016 - 11:01

Citação :
- Não me lembro de você sentir-se incomodado com os funcionários
- Eu mudei de opinião
- E isso foi desde quando?
- Desde ontem. Desde agora... você acha normal que ele diga explicitamente que "cuidou deles"?
- Foi para isso que eu o contratei.
- Para repreender os outros? Para controlar a minha mãe?
- Também. - Silêncio - Daryl, Daryl... você está tão passional. Estou achando que a viagem a Ambarantis te fez mal. Por acaso está se relacionando direito? - Silêncio - Não nos avisou que viria, agora isso... devo considerar que está abdicando de vez de um sobrenome ancestral?
- Eu não ligo para isso
- Estou decepcionado... mas é uma escolha que pode fazer, é claro.


O que Lily não esperava era que aparentemente outra pessoa também teve a mesma ideia que ela: Pierce estava parado a uma distância bem menor da biblioteca segundos antes de avistar a garota, e, ao notar que tinha sido pego no flagra, ajeitou a própria roupa e sair rapidamente, passando por ela e entrando pela porta que ela tinha acabado de sair. O motivo era até justificável, pois os dois falavam exatamente sobre o valete. Mas agora ele não tinha moral para repreendê-la e tentou sair rápido, fugindo.

Ao fundo, a conversa seguia, bem atrativa.

Citação :


- Não mude de assunto...
Um silêncio mais longo aconteceu na sala.
- Quero saber qual é a ordem que você deu ao Pierce. Por que toda a vez que eu o encontro, ele está no andar de cima, no quarto de Marguerite?
- Eu não sei... às vezes ela sente minha falta - a primeira nuance de voz surgiu nesta fala, divertindo-se. - Daryl, Daryl, por favor, não faça isso, vai acabar queimando meu convite. - Silêncio - Muito bem, você quer ter uma conversa séria. Não tenho motivos para esconder de você. Todos sabemos que essa mulher é louca e nossa família seria imaculada se não fossem seus crimes justamente apagados por "Josie". Acha mesmo que ela parou? Não faça essa cara, nós dois sabemos que uma perturbação mental tão severa não seria - Um barulho duro na mesa - ... Não seria tão facilmente curada. Vejo que você não acredita muito...
- Só quero saber o que fez com ela
- Como eu dizia... para controlar seu probleminha de sangue, recebi uma recomendação de um amigo e contratei um funcionário dele, o senhor Pierce, para a função de babá da sua mãe. Ele trouxe pastilhas preciosas que poderiam inibir esse insano desejo e desde então ela tem se comportado razoavelmente bem. Viu? Não fiz nada de mais. Na verdade, sou um santo. Que tipo de ex-marido continuaria com essa situação vexatória mesmo após ter o sobrenome em risco? Agora você vem até a casa trazendo uma estranha e coloca o segredo novamente em perigo. - ele prontamente continuou - Sim, já me explicou sobre a sua mulher. Só vou poder confirmar essa sua confiança em nossa humilde festa. De qualquer forma, era só isso que precisávamos conversar. Tem mais alguma questão que o incomoda?
- De onde vem esse material? - suspirou
- Está desconfiado? Do quê? Eu só estou tentando controlar aquela doente antes que algum caçador resolvar fazer isso de forma menos amigável e está dando certo. Por acaso achou algum berrento gritando na casa ou de repente... ganharam funcionários humanos novos? - novamente era nítido o prazer que saída daquelas palavras - O quê!? Não podemos falar disso também? Daryl, entenda que tudo que faço é pelo bem desta família. Se Pierce o desrespeitar ou colocar em risco nosso nome, vou entender suas reclamações. Caso contrário, vou levar como uma queixa infantil. - o som de cadeira arrastando no chão - Muito bem... já chega por hoje. Acho que estamos bem resolvidos. Estão oficialmente convidados para a interação de família e não aceitaremos um "não" como resposta. Até mais.

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MensagemAssunto: Re: Oneshot: Um lírio entre fogo e espinho   Qui 12 Maio 2016 - 11:55

~*Lily*~

A menina ouvia tudo atentamente, não gostando nada do tom de descaso que o sogro tinha ao falar de Marguerite. Ainda que a vampira fosse um estorvo, era crueldade tratá-la tão friamente. 


Lily semicerrou os olhos ao ver o valete ali bisbilhotando. A parte boa dela queria puxar o braço do loiro para ficarem ali e ouvirem a conversa juntos, mas a parte ruim dela sentia prazer ao vê-lo ir embora e saber que ele não daria com a língua nos dentes por também estar com o rabo preso. A parte ruim foi mais forte.


Lily continuou a ouvir a conversa e se chocou com a confirmação que estavam drogando a sogra. Memórias passaram pela mente dela. Remédios não funcionavam, eram... horríveis... Ainda lembrava do gosto amargo dos calmantes dos primeiros tratamentos para esquizofrenia. Com sorte o pai não a submeteu a nenhum... tratamento físico. Mesmo porque tratamento com choques elétricos não funcionariam nela. Então a única forma de Nero controlá-la no passado era com remédios. Fortes. Amargos... Destruíam a mente e o corpo pouco a pouco. Ela se sentia doente quando os tomava. Vomitava e não tinha força ou ânimo pra nada, quase sempre estava dormindo e havia começado a definhar... Então o pai jogou aquela porcaria fora e cuidou dela até que estivesse forte outra vez. Estremeceu. Ela odiava aqueles calmantes.


E havia outro problema. As tais pílulas. Lily se lembrava das palavras do pai: "nunca, jamais, tome pílulas de sangue, Lillian... Elas são perigosas... por favor, me prometa que não vai tomá-las!" Ele nunca explicou a ela o motivo de não poder tomá-las, mas a menina conhecia Nero o suficiente para entender as expressões dele... O pai falava com medo. Lily prometeu nunca tomá-las. E agora tinha que tirar aquilo da sogra o mais rápido possível pelo bem dela.


Afastou-se e correu o mais silenciosa e furtiva possível escada acima e foi para a ala proibida, até parar diante do quarto do namorado. Não podia fazer aquilo naquele momento. Marguerite poderia se assustar com ela e causar um escândalo, então tudo iria por água abaixo. Deveria esperar e pedir ajuda a Daryl, ele certamente estaria do lado delas. Resolveu manter o teatrinho, por hora. Havia dito que comeria no quarto e era isso que faria quando seu companheiro chegasse. Então abriu a porta e entrou no quarto dele.




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MensagemAssunto: Re: Oneshot: Um lírio entre fogo e espinho   Ter 17 Maio 2016 - 7:43



Não demorou muito para Daryl voltar ao quarto. Isso aconteceu mais ou menos em conjunto com a comida. Uma empregada bateu à porta, trazendo uma mesinha para ela comer, foi seguida de outra, que a forrou e uma terceira já trazia uma cestinha com guloseimas. As três se revezaram para montar um café da manhã agradável e diferentemente da atrevida Daisy, não quiseram falar muito além das gentilezas de uma criada humana. Quando estavam para deixar o quarto, Daryl chegou, também batendo nada porta, para fazer graça.



- Boa noite -
sorriu. - Que surpresa te encontrar no quarto. Até quando você se comporta consegue me surpreender.
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MensagemAssunto: Re: Oneshot: Um lírio entre fogo e espinho   Ter 17 Maio 2016 - 14:11

~*Lily*~


A menina respirou aliviada ao ver que havia chegado antes do desjejum, assim não levantaria suspeitas de onde estivera. Agradeceu todo o trabalho delas e esperou que saíssem antes de sentar-se na cama e encarar a comida. Sendo sincera, ela não estava com fome, não depois do que havia descoberto com Daisy. Estava preocupada com o funcionário e ainda com raiva do valete.

Foi quando o namorado chegou. A menina o olhou e deu um leve sorriso, tentando disfarçar o mal estar que as notícias haviam lhe causado. Pegou uma torradinha e se forçou a comer. Parecia descer arranhando sua garganta.

- Viu? Eu não sou delinquente todo o tempo - brincou para descontrair - Vem, vem comer comigo - chamou e chegou mais para o lado para que Daryl pudesse se sentar com ela.

Quando se aproximou ela se encostou um pouco nele e deu um beijinho na bochecha, depois tentou comer mais alguma coisa para que ele não ficasse preocupado, mas o silêncio e "seriedade" dela eram incomuns para seu jeito agitado.

- Podemos ir na cidade hoje?




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MensagemAssunto: Re: Oneshot: Um lírio entre fogo e espinho   Qui 19 Maio 2016 - 14:05

Daryl riu do bom humor da garota. Pelo menos alguma coisa se mantinha alegre naquela casa. Sentou-se ao lado dela e a beijou antes de dar uma bela olhada no café da manhã, servindo-se, descontraindo um pouco aquele clima ruim da conversa com o pai. O silêncio estranho criado entre eles o deixou desconfortável. Como ela não estava tagarelando agora?

Ele a trouxe para perto, envolvendo-a com o braço. A namorada queria ir para a cidade... talvez para fugir daquele lugar? Entenderia se fosse isso.

- Claro. Comemos e já podemos ir... Está tudo bem? - beijou seu rosto.

- Se estiver preocupada com a minha conversa, saiba que está tudo bem. - chutou, no escuro. - A propósito, meu pai marcou uma pequena festa para apresentá-la a família. Um baile. É uma trivialidade boba, mas a boa notícia é que querem te conhecer - tentou animá-la, como se fossem uma família normal.
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MensagemAssunto: Re: Oneshot: Um lírio entre fogo e espinho   Qui 19 Maio 2016 - 14:59

~*Lily*~

Sorriu quando Daryl a envolveu e se aconchegou nele, fazendo carinho em sua cintura. Queria contar tudo, tudo o que ouvira naquele início de noite, mas temia que se fosse ali na mansão o namorado pudesse acabar fazendo uma besteira. Tinha que levá-lo para longe primeiro.

- Está bem... - concordou e deu um beijo na bochecha dele, depois terminou a xícara de chá - Um baile? - perguntou curiosa - Pensei que poderia conhece-los antes... Fico... receosa sem saber como agir perto deles... Queria ver como são para... não cometer nenhuma gafe no baile... Eu não me comportei muito bem no último - baixou a cabeça e se levantou para pegar a bolsa para saírem.




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MensagemAssunto: Re: Oneshot: Um lírio entre fogo e espinho   Sex 20 Maio 2016 - 9:51

Daryl observou a garota apressada. Achou que ela levaria um tempo maior para comer. Deixou de lado a bandeja e levantou atrás dela. Abriu o guarda-roupa, substituindo aquela formalidade antiga, por um sueter e um blazer.

- Bem... eles são assim - justificou sobre não poder conhecê-los antes enquanto se trocava rapidamente.. - Chamei de baile, mas para eles isso não passa de um jantar com música e roupas que você já conhece, não se preocupe. E além disso... - abraçou-a por trás. - Você está sendo ótima aqui. Vai se sair bem de novo. Vamos, então? - saiu de trás dela e ofecereu o braço.

Saíram sem interrupções. A casa parecia mais silenciosa do que antes. Talvez fosse o acontecimento da noite anterior ou simplesmente porque já estavam acostumados com a presença dos dois ali dentro. O loiro bateu de leve na porta secreta perto da escada, solicitando um motorista, e prontamente foram atendidos.

- O que quer pretende fazer por lá? Bem, você pode decidir quando chegarmos. Vou te levar para um lugar cheio de lojas, bares e comidas. E acho que você também vai gostar da rua em si. É um ponto turístico. - comentou tentando animá-la também.

Durante o caminho, decidiu ele mesmo tagarelar um pouco. Notou que Lily estava estranha e, sem saber lidar com isso, comentou a sua maneira sobre as lojas mais famosas, o recanto de antiguidades, docinhos, livrarias, e clima antigo daquela rua para onde iam. Também falou sobre passeios turísticos comuns, aos museus, castelos e como havia uma brincadeira peculiar que era uma caçada a estátuas de gatinhos espalhadas nas janelas.

-  Os humanos até criaram passeios especiais para coisas aterrorizantes, como fantasmas e vampiros - riu e contou sobre os tours "fantasmas" com guias fantasiados como... bem, ele costumava se vestir.

Também já começava a planejar o fim da noite em um pub típico, como uma viagem turística e romântica de verdade. A cidade era um aglomerado de casas de arquitetura histórica, com pubs visíveis e movimento, ainda que conservasse todo o charme de uma cidade pequena. O motorista os deixou em uma dessas ruas e Daryl voltava a ter aquele ânimo de quando começaram a viagem.




- Bem-vinda ao centro.  E então, senhorita, onde posso conduzi-la para alegrá-la? - sorriu, oferecendo-lhe o braço novamente, mas já a encaminhava para uma rua bem charmosa.
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MensagemAssunto: Re: Oneshot: Um lírio entre fogo e espinho   Sex 20 Maio 2016 - 10:55

~*Lily*~

Continuou vestida da mesma forma que antes, já estava com roupas mais modernas que colocara naquele dia. Mas nada a impedia de ficar admirando-o discretamente enquanto se trocava, com um sorriso doce nos lábios. Então não era um baile e sim uma simples reunião de família. Estava com medo que fosse ser um daqueles bailes de gala que gente antiga como eles parecia tanto gostar.


Deu o braço a ele, sorrindo e o acompanhou até o carro e em seguida em direção à cidade. Ficou muito supresa de pela primeira vez ser Daryl tagarelar ao invés dela. Gostou muito, muito daquilo. Seus olhos brilhavam enquanto ela sorria imaginando as coisas que ele dissera. Como podia estragar a diversão dele falando algo tão sério? Não podia. Diria em outra hora.


- Tudo. Eu quero ver tudo o que você falou - respondeu de volta à animação de sempre.


Acompanhou-o agora alegre pelo passeio. Amou tudo, desdd o jeito pitoresco dos locais, das ruas, até as lojas e pessoas. Andava quase saltitando entre os lugares e fez compras em várias lojas, de lembranças, as de antiguidade e até mesmo na livraria. Deu um daqueles relógios de bolso antigos para ele dizendo que combinava com Daryl: antigo, mas lindo e preciso. 


As lojas de roupas ela dispensou para não perderem tempo e porque senão ficariam abarrotados de bolsas. Aliás, já andavam com algumas das compras da menina. Parecia uma adolescente normal se divertindo fazendo compras com um cartão, como as jovens comuns em filmes atuais. Também fez ela mesma sua caçada particular às estátuas de gato, andando quase saltitante pela rua com ele. Disse que gostaria de ver os pontos turísticos, museus e castelos quando tivessem mais tempo em outra noite e se acabou de rir quando ele falou sobre o tour temático. Os humanos eram mesmo muito engraçados.


Mas um dos lugares favoritos dela foi a loja de doces. Seus olhos brilharam ao ver aquela variedade de sabores e a menina quis de tudo um pouco, nem que fosse para levar e comer mais tarde. Tiveram que pedir para entregar. No fim já tinha comido mais bombons e outros doces que a quantidade que um humano suportaria sem enjoar. Só parou porque assim não aguentaria ir jantar com ele e ela ainda queria ver os pubs.


E agora estavam ali, no pub enquanto ela tomava um chá quente de frutas vermelhas que faziam suas bochechas corarem pelo calor confortável.


- Obrigada, mon cher, eu adorei o passeio - falou e beijou sua bochecha, deixando-o marcado com o batom que retocara após a loja de doces.




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MensagemAssunto: Re: Oneshot: Um lírio entre fogo e espinho   Sex 20 Maio 2016 - 14:25

Daryl aproveitava cada minuto ao lado da namorada alegre. Era tão bom poder circular nos lugares sem receio de encontrar um problema desagradável...

Não imaginava que lugares que ele não dava tanta importância antes lhe trariam tanto orgulho de apresentar, pois sabia que ela ficaria encantada. Carregava as compras dela e apreciou muito aquele presente. Gostava como ela respeitava seu jeito anacrônico apesar do início de sua modernização exterior.

Ria de olhares invejosos de pessoas que gostariam de comer tantos doces e ter aquela aparência. Deixou que ela comesse quantos doces quisesse, apenas comentando com ela que ficaria sem espaço para o pub depois. Distribuiu muitos beijos nela e gracinha para limpar seu rosto sujo de creme ou açúcar de confeiteiro.

Coisas bobas que o deixavam muito feliz e esquecendo da conversa que aconteceu mais cedo. Achava que estava cumprindo bem o papel de distrai-la daqueles assuntos ruins da casa. Retornou ao carro para guardar as compras a caminho de um dos pubs mais famosos da cidade e quando lá chegaram, optou por acompanhá-la de um chá e petiscos, para que não passasse vontade de álcool.




- Vou presumir que meu rosto agora não está marcado de batom, certo? - disse em tom de brincadeira, e sorriu. - Estou aliviado que você... esteja mais feliz agora -  confessou, sincero.
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MensagemAssunto: Re: Oneshot: Um lírio entre fogo e espinho   Sex 20 Maio 2016 - 15:12

~*Lily*~ 


Ela riu baixo com um olhar sapeca quando Daryl comentou sobre o batom em seu rosto. Acompanhava-o com petiscos salgados depois da quantidade de doces que comera. Ao menos a comida a fazia se sentir melhor e mais agitada. Porém, quando ele comentou sobre a felicidade dela, Lily suspirou e o olhou.

- Eu 'tô sim, muito feliz aqui com você... - pausou por um tempo - Mas eu não posso fingir que eu estou num conto de fadas enquanto vejo que outras pessoas estão vivendo um pesadelo.

Pousou a xícara e tocou a mão dele, afagando com carinho como se o preparasse para uma notícia ruim.

- Eu vou te contar o que aconteceu, mas quero que me prometa que não irá castigar ninguém - falou séria e só continuou depois que ele fez a promessa - Eu pedi para que Carl me contasse o que havia de tão errado com sua mãe, então ele e uma das empregadas me acompanharam e me mostraram o quarto... A parte de cima dele também - pausou, com um olhar triste - Eu não culpo sua mãe. Sei que pessoas doentes podem fazer coisas terríveis e creio que o comportamento dela seja culpa de sua doença e não de seu caráter. Eu acredito que ela possa ser curada, Daryl, o jeito que consegui acalmá-la ontem é prova disso. Não vou desistir dela - falou com um brilho determinado no olhar.

Tomou mais um gole de chá enquanto seu semblante ficava sombrio de repente e ela falou com uma voz mais firme e adulta.

- Fui me desculpar com eles por tê-los colocado em perigo enquanto você conversava com seu pai, mas não consegui. Encontrei Peggy no caminho e ela... ela me contou algumas coisas - o olhou nos olhos - Fiquei feliz em saber que Carl e a humana não me culparam. Porém... Daryl, Pierce ameaçou a humana e... ele torturou e prendeu Carl naquele sótão, foi Peggy quem o tirou de lá e cuidou dele. Há outras coisas estranhas acontecendo também. Ela me disse que encontrou ele saindo do quarto de sua mãe quando ela foi procurar Carl. Só que ele também estava saindo do quarto dela quando você me levou pro seu quarto. Por que ele iria estar no quarto da sua mãe duas vezes numa mesma noite? Não acha isso suspeito?

Então baixou a cabeça e segurou a mão dele.

- Quando eu estava voltando para o quarto eu ouvi o final da conversa entre você e seu pai. Pierce também estava lá bisbilhotando mas fugiu assim que me viu. Não confio nele - voltou a olhá-lo - Eu ouvi seu pai falando das pastilhas. Fico receosa com isso. Papai me disse para nunca tomar nenhuma delas, mas não explicou o porque. Ele disse isso com medo, Daryl. Elas devem ser ruins de alguma forma que não sei... Estou dizendo isso porque acho melhor que parem de dar isso para sua mãe. Dopar uma pessoa doente não é a solução - desviou o olhar - Eu sei disso por experiência própria.

Então aguardou as reações dele em silêncio, lamentando ter estragado aquela noite com um assunto tão desagradável.




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MensagemAssunto: Re: Oneshot: Um lírio entre fogo e espinho   Sab 21 Maio 2016 - 15:42

O sorriso de Daryl murchou quando ela mencionou o pesadelo que os outros naquela casa viviam. Sentia-se culpado, pois todo esse tempo tinha vivido daquela forma. Sempre fingia que tudo estava funcionando muito bem, inclusive iniciou aquele relacionamento fora do país, mesmo tendo consciência de que aquelas coisas eram muito possíveis de acontecerem em sua ausência.

Passou a ouvi-la com seriedade. Deixou que ela afagasse sua mão enquanto a olhava mostrando estar preparado.

- Eu não sou assim... Pode continuar. Eu prometo - e agora começava a preparar a mente. Que tipo de coisa a mais o deixaria irado a ponto de querer punir os funcionários? Fechou os olhos como se tivesse recebido um golpe quando ela mencionou a parte de cima do quarto. Talvez devesse terminar de contar aquela história macabra. Os pequenos detalhes que aborreceriam novamente se descobrisse depois.

Olhou para a mesa. Marguerite poderia ser salva? Gostaria de permitir que ela tentasse. Ficaria decepcionada se acabassem descobrindo que era impossível?

Então... ela fez aquela expressão. Era melhor ficar atento a cada palavra. Aquilo? Ela também tinha descoberto tudo aquilo? Ah, aquele maldito empregado... Doeu a associação que a namorada fazia com a mãe dele. Já tinha feito aquela comparação quando a abraçou pela primeira vez em seu surto e era um dos motivos para compreendê-la e amá-la. Apenas... conseguia mais facilmente fazer isso com Lily, que conseguia se comunicar com perfeição. Suspirou.

- Certo... vamos por partes. Primeiro, quero pedir desculpas por não ter te contado a verdade sobre ela ou sobre... o quarto. Ele passou a existir durante a gravidez da minha mãe e quando eu nasci, ela queria fazer a mesma coisa comigo. Sua sede era incontrolável, então decidiram me tirar do convívio dela... - suspirou. - Nesse meio tempo, a Associação decidiu investigar esse sumiço de crianças da vila. Talvez as pessoas da própria casa tenham denunciado. A mulher do quadro, a minha avó, decidiu assumir a culpa por trazê-las para lá . Já sabe o que aconteceu.

Tomou um gole do chá, fazendo uma pequena pausa para que ela digerisse aqueles detalhes.

- Para que eu pudesse ficar junto dela novamente, Marguerite jurou que não atacaria mais crianças e no fim ela cumpriu isso... parcialmente. Ela se contentou com o filho dela durante muitos anos e este que vos fala não se lembra disso completamente - não sorria, falava como uma narração de um conto. - Depois de um tempo, especialmente quando comecei a sair de casa e deixá-la sozinha, o meu pai teve medo de que essa história se revivesse. Ele quase perdeu o sobrenome naquele incidente e é por isso que eu me chamo Cannigan e não "von Wright". Assim, ele falou com um conhecido, como você deve ter ouvido e Pierce foi contratado para vigiar a minha mãe, ainda que mulheres tenham damas de companhia, não valetes. Ele devia estar no quarto dela para fazê-la tomar as tais pílulas. Por que ele fez isso duas vezes eu já não sei... Quanto aos funcionários, manter o segredo do quarto é uma das ordens mais básicas da casa e meu pai foi o responsável para o aval da punição dos funcionários desde o princípio. Sobre isso, também... - olhou para cima, pensando nas palavras que usaria e voltou a olhá-la.   -  Nossos funcionários em sua maioria são... humanos que de alguma forma sofreram ataques de vampiros, são órfãos ou criaturas desgraçadas. A Naru estava lá por ser transformada. Peggy, se não me engano, veio de uma família caçada, e Carl é um bastardo. Eu realmente não sei dos detalhes. De uma forma ou de outra, eles são pessoas que não têm mais para onde ir. É por isso que todos estão ali por "vontade própria". Para mim, esse tipo de assunto nunca me interessou de verdade, mas sei que para você é importante saber. Nós somos um tipo de refúgio de culpa dos atos falhos da família.

Parou para pensar um pouco a respeito das pílulas. Inicialmente tinha achado que até era uma boa ideia controlar a mãe com remédios. Pensou em Nero... se ele havia advertido, então realmente não poderia ser algo perto de bom. Só que havia um problema... ele não conseguia ter aquela proximidade da mãe para descobrir por ela e certamente Pierce e o pai não diriam.

- Eu não quero machucá-la com os segredos dessa família maldita. Minha intenção ao trazê-la aqui era tão o oposto disso...  mas se você diz que quer realmente ajudar... eu confio na sua empatia, na sua pureza... você conseguiu entendê-la como ninguém. Eu simplesmente... não sou um bom filho. Não consigo sempre olhar para ela com paciência, com respeito. Agora que estou com você eu percebo o quanto  tenho sido negligente. Mas tinha medo que alguém descobrisse... que você descobrisse. E... fosse embora. Eu tento sempre proteger você e de repente estou fazendo com ela o que eu nunca... queria que você tivesse passado... então... Você... quer me ajudar a conversar com ela sobre o que está acontecendo de verdade? - segurou a mão dela. Era um pedido sincero
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MensagemAssunto: Re: Oneshot: Um lírio entre fogo e espinho   Sab 21 Maio 2016 - 17:55

~*Lily*~

A menina ficou aliviada ao ver que ele não reagira mal como ela havia previsto. Deveria ter mais confiança nele dali por diante. Ouviu com calma o pedido de desculpas e negou de leve com a cabeça.


- Eu entendo, mon cher. Sei que esse é um assunto complicado demais para se contar. Entendo que não é por falta de confiança em mim. Não precisa se desculpar por isso - afagou a mão dele. 


Ficou bem abalada ao saber que Marguerite tratava o filho também como um lanchinho. Por isso Daryl agia tão estranho com a mãe. Ela já suspeitava de algo do tipo, mas obter a confirmação ainda assim era doloroso. Tentou não demonstrar a ele o quanto era ruim ouvir aquilo, p quanto sentis a dor dele.


- Sinto muito, meu amor... Deve ter sido terrível para você - puxou a mão dele e deu um beijo ali, depois segurou entre as próprias mãos - Sinto muito pela sua avó também - baixou a cabeça, pesarosa. Era ainda mais doído saber a verdade após ter visto como ele falava da avó com carinho. Ela devia ter sido uma ótima pessoa para tê-los protegido tanto. 


Suspirou e negou com a cabeça, pensando em algo enquanto pegava um detalhe sutil. Aproveitou a pausa dele para falar.


- Será que ninguém pensou que a sede dela podia ser incontrolável pela falta do sangue do seu pai? Ninguém se lembrou do fato que nós nunca nos satisfazemos sem o sangue de quem a gente ama? Você me disse que eles eram separados. Podia ser apenas a falta dele, não podia? Ela podia amá-lo ainda, não podia? Seu pai nunca pensou nessa possibilidade? Ninguém? - perguntou como se aquilo fosse tão óbvio que chegava a ser inacreditável ninguém ter reparado. 


Ouviu o prosseguimento do relato com um nó na garganta. Não conseguia aceitar que tratassem uma pessoa doente daquela forma apenas para manter as aparências. Era cruel demais. Ela já havia sofrido algumas crueldades mas ainda conseguia se surpreender cada vez que presenciava alguma.


- Você é filho dele, Daryl - tentou falar com calma - É o mais próximo dele que ela pode ter. Talvez ela veja em você, no seu sangue, algum tipo de compensação... É assim que algumas pessoas lidam com a perda, elas compensam a dor com algo similar ao que lhes faz falta - falou pensativa. Tentava encontrar os motivos da sogra agir daquela forma.


Ouviu indignada sobre a permissão de punir os funcionários. Lily nã acreditava que punição pudesse justificar ou garantir qualquer coisa. Nem punição e nem medo. Ela abominava tais práticas, mesmo porque já fora vítima delas por um longo tempo. Se não fosse tão boa e gentil, se não amasse Nero, nunca poderia ter perdoado o tratamento de lacaia que ele lhe dera. Por sorte a menina sempre se focava nas memórias boas que tinha quando ele se comportava quase como um pai normal para ela. As lembranças felizes valiam muito mais do que as ruins. 


Seu olhar se suavisou ao ouvir sobre os funcionários. Olhou com pena. Sentia muito pela falta de futuro melhor que eles tinham. Sentia mais do que nunca empatia por eles. Desejava que também pudessem ter uma vida melhor, sem o estresse de terem que lidar com todos os problemas dos Cannigan que o namorado havia listado.


- As vezes é melhor ter algum refúgio do que não ter nada - falou delicadamente - Mas isso também não é desculpa para aceitar uma vida que lhes faça mal... - falou sobre o estresse que sofriam e frisava aquilo ainda mais por Carl que fora atacado fisicamente também.


Seu olhar se iluminou com esperança quando ele falou que confiava na empatia dela. Lily não poderia voltar para casa e fingir que não sabia de nada daquilo. Ficou feliz quando ele reconheceu a postura ruim que estava tendo. Era bom ver que ele estava disposto a mudar, por isso o olhou com orgulho e apertou sua mão.


- Sim, eu quero. Quero fazer o que eu puder para tirá-los desse pesadelo. Todos vocês - sorriu - Farei o meu melhor. Mas quero que me prometa não esconder mais nada, ok?  




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MensagemAssunto: Re: Oneshot: Um lírio entre fogo e espinho   Dom 22 Maio 2016 - 14:46

O nobre concordava que a falta do pai pudesse ser o grande estopim de tudo. O que ele sabia sobre aquilo resolveu contar:

- Hoje vejo que ela não aguentou a pressão da família. E meu pai não conseguiu dar o suporte que ela precisava. Ela se apegou a mim como último refúgio. Eu entendo isso - complementou o raciocínio da namorada indignada. Ficava impressionado como ela conseguia rapidamente se relacionar com uma história tão longe dela.

Quando a garota pediu para que ele não escondesse mais nada, Daryl abaixou o rosto discretamente, constrangido. Estava escondendo "apenas" o maior segredo da vida dela. Sentiu um mal estar grande, uma ansiedade que crescia só de lembrar o conteúdo da pasta e todo o momento de estresse com Orion. Não podia trair Nero. Mesmo que uma pequena parcela dele achasse certo contar a ela, agora ele não podia. Tinha feito um acordo com o ruivo e nem o incomodaria sobre aquele fato. O segredo não era dele. Era do pai dela.
Deu um sorriso fraco. Depois reuniu coragem para olhá-la. Estava sendo um belo de um mentiroso, mas podia prometer aquilo  de uma maneira que parecesse menos horrível...

- Prometo te contar os meus segredos... E quero assumir aquela casa por você... Pela minha mãe. Esta será a última noite de Pierce naquela casa - prometeu, estava confiante. Sabia que, em teoria, não poderia fazer aquilo, mas já sabia exatamente como e onde declará-lo. Segurou sua mão com firmeza, fazendo um carinho nela com o polegar. Observou-a em silêncio por um tempo. Como amava aquela garota. Ela extraía dele todos os pontos bons, toda a força para fazer o certo. Sorriu de leve. Estava muito grato.

Após alguns minutos de simples admiração, decidiu falar:

- Bem... sinto que a noite tenha acabado assim. Espero que seu passeio não tenha sido estragado, mas para mim foi um tanto esclarecedor... vi  o quanto você me faz te amar mais a cada dia. Vamos voltar ou ainda tem algum algo que gostaria de fazer?
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MensagemAssunto: Re: Oneshot: Um lírio entre fogo e espinho   Dom 22 Maio 2016 - 15:46

~*Lily*~

Lily ouvia atenta o que Daryl sabia sobre o caso de sua mãe. Era triste ver o que uma família era capaz de fazer contra seus próprios membros. Seu pai sofrera e fugira, mas a sogra... talvez ela ainda amasse demais o marido para ir embora. Se anulara e adoecera. A menina suspirou. Sentia que teria trabalho com o outro lado da família, só não sabia ainda qual seria a gravidade da situação. Se Marguerite ficara daquele jeito então era uma severidade familiar bem grave.


Por sorte, ou influência do destino, a menina não notou que o namorado escondia algo dela. E sequer imaginava que seria algo sobre ela própria. O segredo continuava mantido, por enquanto. Ela apenas sorriu para ele.


- Fico orgulhosa ao ver você agir, mon cher. Saiba que estou aqui pra te apoiar no que precisar - deu um olhar maroto - Mesmo que seja na linha de frente te defendendo como uma boa amazona - riu.


Ainda estava preocupada com o que ele poderia fazer com Pierce e como o outro vampiro poderia reagir. Também se preocupava com os que foram atacados. Poderiam botar a culpa em Lily, ela não ligava, mas não queria que outros fossem prejudicados por sua causa. Prometera para si mesma confiar mais em Daryl e era aquilo que ela faria.


- Não foi estragado. Ainda estou muito feliz de ter saído hoje com você, me diverti bastante. Eu não deixo momentos ruins tomarem conta de mim - olhou docemente para ele - Vamos voltar, senão eu compro a cidade inteira e acho que homens não ficam muito felizes acompanhando as namoradas nas compras - riu zombando.




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MensagemAssunto: Re: Oneshot: Um lírio entre fogo e espinho   Qua 25 Maio 2016 - 13:44

A volta foi bastante tranquila. O motorista os esperava no mesmo local. Daryl preferiu aconchegá-la em um abraço desavisado por iniciativa, diferentemente do hábito de entrar no carro em seu espaço. Estava pensando em como resolver a situação e também um pouco sobre o segredo que guardava dela. Talvez os dois estivessem fazendo uma grande besteira em esconder dela um segredo. Ela se mostrava bem forte. Queria que não perdesse a confiança nele e ser transparente em relação a sua família era o mínimo que podia fazer para compensar sua pior mentira.

Ao chegarem, Daryl fez a gentileza para "buscar" Lily na outra porta, e o motorista se encarregou de carregar algumas sacolas. Quando o casal se aproximou da entrada, um conhecido da vampira abriu a porta do outro lado. Carl tinha um rosto ressentido,porém mantinha seu orgulho e gratidão. Era possível notar marcas roxas no canto dos olhos e corte no lábio inferior. Abaixou o rosto assim que foi visto, um tanto envergonhado e soltou um sorriso singelo sem mostrar os dentes.


- Boa noite, senhor Cannigan, senhorita Lillian.


- Você deveria estar trabalhando hoje? - falou Daryl um pouco surpreso com a aparência do garoto, mas sua primeira reação foi olhar para a namorada.

- Eu... sinto muito vir até aqui desta maneira pouco apresentável. Deveria evitar o trabalho, mas não sabia quando a senhorita.... vocês iriam embora. Ah, me deixe ajudar com isso - o vampiro pegou sacolas, agradecendo o motorista e fechando a porta. Estava um pouco inseguro do uso das palavras da frente de Daryl, que não compreendeu completamente a angústia do funcionário. - Vou levá-las para o quarto de vocês - falava sempre com a cabeça meio baixa.


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MensagemAssunto: Re: Oneshot: Um lírio entre fogo e espinho   Qua 25 Maio 2016 - 14:43

~*Lily*~


A menina se surpreendeu com o abraço súbito, mas pareceu gostar muito daquele gesto de carinho. Se aconchegou nele e beijou sua bochecha, se deixando relaxar em seus braços da tensão da conversa que acabaram de ter minutos antes. Quando chegaram ela riu baixo com aquele cavalheirismo que Daryl gostava de cumprir, indo até o lado abrir a porta dela. Por mais que a menina fosse independente, admitia internamente que gostava da forma atenciosa que era tratada, por mais que as vezes se irritasse com o exagero de zelo de seu companheiro.


E que surpresa ao chegarem quase na porta. Seus olhos se arregalaram ao ver Carl ali, inicialmente sem saber o que fazer. Assustada porque não sabia como seria a reação do rapaz com eles, arrependida por seus atos no dia anterior, por ter causado toda a confusão que também recaíra sobre o empregado, aliviada por ver que ele estava melhor, mas revoltada, muito revoltada, ao ver que ele ainda estava machucado. Aquele misto de sentimentos a impediu de reagir por alguns momentos e só saiu do transe quando Carl se prontificou a pegar as bolsas das mãos do motorista.

No momento seguinte já estava abraçando apertado o rapaz, aliviada, angustiada, fechando os olhos cheios de lágrimas. Não parecia se importar, ou nem pensara sobre, se Daryl sentia ciúmes daquele gesto. Talvez fosse inocente demais, ou preocupada demais com o outro para se importar com a possibilidade.

- Carl! - ela o apertou mais, nada ciente da própria força - Eu sinto tanto (tanto!) pelo que aconteceu com você! - ela deixou umas lágrimas rolarem - É minha culpa. Eu sinto muito que tenha sido ferido por minha culpa! - dizia sendo sincera.

O largou e se afastou apenas o suficiente para olhá-lo, com as mãos ainda sobre seus ombros enquanto o analisava atentamente dos pés à cabeça.

- Não devia estar trabalhando hoje, devia descansar! - ralhou com ele - Ah se eu pego aquele desgraçado, eu... uh! - ela gesticulou como se quisesse estrangular Pierce e voltou a botar as mãos sobre os ombros de Carl - Ainda está ferido... 

Ela se acalmou e seu olhar se tornou dócil e sofrido, mudando drasticamente de energética, para raivosa, para preocupada e depois quase maternal. Assim era a menina, um furacão em forma de pessoa. Ergueu a mão e tocou com carinho onde havia marcas roxas nos olhos e depois na boca. Um brilho assassino passou por seus olhos por uma fação de segundos, para voltar ao olhar cuidadoso.

- Daryl já sabe de tudo. Eu contei pra ele. Ele não está bravo com você, não mais. Você não vai ser mais castigado, por ninguém, eu prometo.

E olhou para Daryl, esperando que ele confirmasse e reforçasse suas palavras. Havia visto como o namorado se portara com mais calma do que ela esperava e agora depositava maior confiança nas reações dele. Depois voltou para o mordomo.

- Vamos, eu mesma posso carregar minhas tralhas - disse e roubou as sacolas da mão dele sem dar tempo para protestos - E você tem que ir descansar, pode deixar que eu não vou sair fugida sem perturbar você antes de ir - deu uma empurradinha nele para dentro - Agora, xô, xô, sabemos o caminho, vai repousar.




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MensagemAssunto: Re: Oneshot: Um lírio entre fogo e espinho   Qua 1 Jun 2016 - 10:34



A primeira coisa que Carl fez ao ser abraçado foi olhar para Daryl, que estava igualmente surpreso, mas não o repreendeu. Isso o fez corar por parecer tão frágil e com aquele carinho que era tão raro naquele ambiente. Instintivamente encolheu um pouco, deixando-se abraçar, envergonhado por aquela pequena necessidade, mas não abraçou de volta, preservando um mínimo de lado profissional.


Daryl assistiu à cena sem ciúme, pois já entendia suficientemente a namorada para entender que ela espalhava bondade daquela maneira física e adorável. E pensar que ela tinha pedido para que ele ensinasse sobre etiqueta... era bem o contrário que deveria acontecer.

- Eu... - Carl só voltou a falar quando ela o segurava pelos ombros - Por favor não se culpe por minha causa. Não queria nada disso. Nunca. Não se preocupe. Está tudo bem. Ou pelo menos vai ficar... A culpa foi minha por arriscar levá-la naquele ambiente. Ainda mais com uma humana. Fui bastante irresponsável. Também coloquei a visita em risco.

Foi a vez de Daryl tocar o ombro da namorada e observando-a atentamente em suas alterações faciais. Deu um sorriso leve e decidiu soltá-la. Era o momento dela.

Carl abaixou o rosto, muito envergonhado de ser tocado em suas marcas. Espiou Daryl, preocupado com o que ele poderisa pensar, mas o patrão só observava agora sério, de certa forma neutro.

- O senhor Pierce está dispensado de seus serviços a partir de hoje - confirmou, para o espanto do mordomo. O vampiro parecia ler seus pensamentos. - Meu pai não pode mandar em uma casa onde ele não vive e se não concordar a respeito, tenho plenas condições de movê-los daqui

- Eu... sinto muito. E... agradeço - engoliu em seco, olhando Lily, emocionado, mas ainda assim não abandonava sua postura - Ambos - fez uma mesura suave. - Vou... voltar agora. Estou à disposição. Com licença.


Carl saiu meio atordoado, incrédulo com a notícia. Daryl sorriu um tanto satisfeito.


- Então este lugar vai se tornando mais você antes do que eu poderia imaginar - puxou a garota pela cintura e beijou seus cabelos. - Deixe-me ajudar com essas coisas.

Ele a acompanhou pelas escadas de volta ao quarto. Estava determinado a resolver logo aquele "problema" que era o valete o quanto antes, mas talvez seus planos devessem ser adiados.

Naquele corredor da "ala proibida" era muito mais fácil ouvir os "lamentos da Madame" e aquela era uma dessas noites. Daryl olhou de soslaio para a namorada, pois não queria preocupá-la. Sabia que era em vão. Sua mãe soluçava alto e era notável que ela tentava abafar um choro. EStava pronto para soltar um "fique no quarto e eu cuido disso", até chegou a abrir a porta para deixar as sacolas, mas pensou duas vezes.


- Deixe que eu tente falar com ela primeiro... - e fez um sinal para que a namorada o acompanhasse.
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MensagemAssunto: Re: Oneshot: Um lírio entre fogo e espinho   Qua 1 Jun 2016 - 11:20

~*Lily*~


Lily deu um sorriso satisfeito para Daryl ao ouvir que Pierce estava dispensado daquela casa. Era um imenso alívio saber que aquele homem estranho não estaria mais por ali. E também ficava satisfeita de ver que o namorado começava a tomar as rédeas da situação. Só esperava que nem o sogro e nem o valete se enfurecessem e planejassem algum tipo de vingança por causa da desobediência de seu companheiro.

- E isso é bom?
- ela perguntou sorrindo sobre o lugar estar se tornando a cara dela. Riu baixo e entregou algumas sacolas a ele.

Seu sorriso sumiu e se tornou uma expressão preocupada ao ouvir os soluços da sogra. Olhou de volta para Daryl, apreensiva, esperando a reação dele sobre os lamentos da mãe. Ficou surpresa quando ele pediu que ela o acompanhasse.

- Vamos deixar essas coisas no quarto primeiro - ela sugeriu.

Depois de se livrar das compras, ela o acompanhou até o quarto de Marguerite, preocupada com a tristeza da sogra.




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MensagemAssunto: Re: Oneshot: Um lírio entre fogo e espinho   Ter 7 Jun 2016 - 10:06

O vampiro abriu a porta dupla do quarto da mãe, revelando um ambiente especialmente sombrio, mas duas vezes maior do que o quarto de Daryl. A pouca luz que iluminava o ambiente vinha de um castiçal na penteadeira desarrumada e a própria porta aberta. Para variar, a decoração era em vermelho e madeira escura, mas o que chamava mais atenção era o pouco cuidado que havia nas coisas ali dentro. Com certeza a vampira já tinha queimado suas coisas mais de uma vez e aparentemente os empregados tinham desistido de recolher os objetos que ela jogava no chão.


Próximo a cama, haviam remédios espalhados no tapete e, deitada nela, havia uma Marguerite agarrada a lençóis que parou de chorar feito criança quando notou a presença dos casal.



Um silêncio constrangedor se seguiu, enquanto Daryl fitava o chão, sem saber realmente como agir. Ele deixou Lily observando a cena e fez um pequeno sinal com a mão para que ela esperasse. Aproximou-se então da cama.

- Mãe?

A loira espiou tristemente, envergonhada por ser pega de forma infantil. Fez um esforço para largar o lençol e virou o rosto para encarar o sofá do outro lado do quarto. Ele abaixou para olhar as pílulas no chão.

- Foi ele quem te deu isso para tomar?

Um soluço estranhou escapou de Marguerite, que tremeu.

-... Eu vou ser uma boa menina. Eu vou tomar os remédios... - murmurou e depois levou a mão à cabeça, fechando os olhos. - Por você eu posso tomar...eu vou tomar e cumprir minha promessa, meu amor... mamãe vai melhorar... - continuou em tom choroso.

Daryl deu uma olhada para trás, talvez a namorada entendesse aquilo bem melhor do que ele, mas ainda assim precisava tentar. Pegou os remédio do chão.

-  Não quero que você tome isso, mãe. - ele fez uma careta. Era um coquetel com três pílulas, e uma delas era bem vermelha. Daryl estranhou e lembrou do que Lily tinha dito mais cedo.  -  Isso não faz bem. Vou levar isso embora-

- Não! - sua mãe arregalou os olhos e virou-se para ele, sentando e segurando sua mão. - Eu preciso disso... Se eu não tomar... Se eu não... - tremeu e voltou a chorar, enterrando o rosto nas mãos.  - Se não tomar, vou virar um monstro...e vou quebrar nossa promessa...fazer aquilo de novo e você vai se entregar por mim... ou vão culpar... outra pessoa... Eu preciso--


- Isso foi o que ele falou para você? Não vai acontecer, mãe. Vou mandá-lo embora hoje mesmo e se a senhora quiser, posso levá-la daqui. Nunca mais vai ouvir falar desse serviçal ou de  meu pai

- Você não entende, meu amor... Eu preciso dele aqui. Eu preciso dos meus remédios. Dê-me.... - tentou puxar a mão do filho, que a afastou, jogando as pílulas no chão. Ela olhou indignada para o chão e depois para Daryl, agarrando seu braço e se levantando. - Então fique! Fique comigo, meu amor. Eu só preciso da sua companhia, com o seu sangue eu vou ficar boa, eu vou ficar bem... -  Marguerite aproximou-se com olhos vermelhos, já virando o rosto, mas antes que pudesse abraçá-lo, Daryl teve uma reação automática um tanto violenta, empurrando-a de volta para a cama. Seus olhos estavam furiosos. De cara fechada, caminhou de volta para a porta, falando para Lily: - Desculpe, chérie, mas eu vou resolver isso de outro jeito - rosnou e saiu pelo corredor, o que fez com que a Marguerite gritasse de raiva.

- A culpa é TODA SUA. DE TODOS VOCÊS! Você não voltou para me salvar... você voltou com outra mulher... você me abandonou... VOCÊS ME ABANDONARAM. A CULPA. É. TODA. DE. VOCÊS.
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MensagemAssunto: Re: Oneshot: Um lírio entre fogo e espinho   Ter 7 Jun 2016 - 19:27

~*Lily*~


Lily ficou em silêncio também, um pouco mais atrás de Daryl, mantendo um mínimo de respeito com os dois e com a situação que era constrangedora para a sogra. Sentiu pena ao ver o estado lastimável que se encontrava a arrumação do quarto. Marguerite, tão arrumada e seu quarto daquele jeito... Ver a extensão da faixada, da máscara que aquela pobre mulher ostentava era doloroso.

Observou a cena entre os dois, triste por ver como a mulher era manipulada pelos outros vampiros. Por quê? Por que o pai de Daryl fazia aquilo? Era cruel... Era errado chantagear e ameaçar outras pessoas, principalmente uma pessoa doente. 

Olhou preocupada para Daryl saindo daquela forma, não queria que ele ficasse violento, mas sabia que daquela vez ela não deveria se intrometer. Além disso, talvez a sogra precisasse mais dela naquele momento. Ouviu os gritos furiosos dela e compreendeu que sua suposição estava certa. Marguerite sofria por causa da solidão.

Enquanto a vampira gritava para a porta, Lily pegou os remédios e tacou no bolso do casaco, queria levar aquilo para ser analisado em algum laboratório. Aproximou-se e parou ao lado da cama, olhando a loira com um semblante triste.

- Ele se preocupa com você... - falou baixo - O Daryl... Ele se preocupa com você... Com a sua saúde, não com essa coisa tola de aparências... Ele quer te ajudar, quer ajudar a senhora a melhorar... Ele só não sabe como... - Lily negou com a cabeça - O Daryl... Ele é apenas uma criança que se sente perdida por não poder ajudar a mãe... Ele está sofrendo porque não sabe como agir... Mas... Mas ele está tentando... Está aprendendo...

Ergueu a mão, hesitando. Então a estendeu e tocou o rosto da sogra, mesmo entendendo que poderia acabar ferida com aquele gesto.

- Queremos te ajudar... A senhora não precisa desses remédios... Eu sei porque já tomei... Eles não nos ajudam, Margie... Vão deixar você doente - se agachou diante dela e segurou suas mãos - Você já está no caminho certo... Você quer melhorar, isso é bom, é muito bom... Mas não precisa fazer isso sozinha... Você não está sozinha... Estamos aqui agora... Por favor, senhora Marguerite, deixe a gente ajudar você... Me ajude a ensinar o Daryl a cuidar de você... Dê uma chance a ele... Dê uma chance a nós - implorou, olhando-a nos olhos e falando com calma.




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MensagemAssunto: Re: Oneshot: Um lírio entre fogo e espinho   Qui 16 Jun 2016 - 19:57

Marguerite abriu a boca para ralhar com ela, mas a vampira pode notar que alguma coisa em suas palavras a fizeram recuar. Seu olhar era de dor e de repente agarrou seu braço, trêmula. Queria acreditar em suas palavras com todas as forças. Deixou que ela continuasse, precisava ouvir mais. Absorvia cada sílaba, estava bem longe de ser uma louca verdadeira.

A mãe de Daryl a soltou quando ela fez menção de se abaixar e facilmente permitiu que ela tocasse sua mão. O olhar agora era confuso, depois um tanto incrédulo. Tinha entendido cada frase dita, ainda que não falasse a respeito e agora refletia sobre elas. Sentiu por um momento que eram a verdade. Depois um som saiu de sua garganta, um choro contido que foi detido quando ela virou o rosto. A loira fazia um grande esforço para conter alguma coisa, talvez gratidão, talvez apenas tentando manter uma máscara como se a garota já não tivesse visto seu pior. Soltou um lamento ardido e puxou a mão, cobrindo o rosto. Ali, chorou um pouco, mas nem tinha mais lágrimas para fazê-lo. Seu filho a amava, a menina dizia. No fundo, sabia, mas era tão bom ouvir aquilo.. mas tinha vergonha de não conseguir se controlar. Esfregou o rosto tentando recompor a dignidade e olhou para a garota, com fios colados no rosto manchado.


- Por quê? - a voz escapou rouca - Quem é você, menina? Por que me trata assim? Você existe? O que tem nesses teus olhos de cores diferentes? É pena? Não... Cada um tem uma coisa... SAbe que se quisesse competir comigo, poderia levá-lo de mim... então por que tenta? Ele está ouvindo? Ou não é teatro? - aproximou o rosto, parecia falar em voz alta aquilo que passava por sua cabeça. - Não é teatro. Não entendo... Por acaso sente a necessidade de ajudar uma mulher no fim de sua sanidade? Para quê? ... - Ela enfim se afastou na cama, pensativa e suspirou. Havia concluído sozinha o motivo, ainda que não contasse qual era. Mas aparentemente sua conclusão a tinha acalmado e agora ela parecia apenas uma mulher cansada em um dia de gripe.  Encostou-se nos travesseiros e olhou pensativa para o dossel. Tomou ali uma decisão de conversar.

- Fiquei tão feliz quando ele voltou... mas então me lembrei por que o mandei embora... Eu só quero que ele seja feliz... - divagou. -  Pode levá-lo embora. É melhor assim. Ele é um menino bom. Ainda é o meu filho... não é um deles. Então vá embora antes que te transformem em um deles. Morrie (apelido para Maurice) quer fazer um encontro com você e eu disse para irem. Não vá. Sei que Daryl odeia essas festas. Sei que meu menino vira outra pessoa nessas festas... e sei que se ficarem tempo demais nelas ele pode virar outra pessoa. Não deixe que isso aconteça. Vão dizer para ficarem juntos, talvez. Seria o melhor que poderia acontecer. Então vá embora. Não sei como é sua casa, menina, mas não venha morar aqui. Se isso acontece, Daryl toma os negócios do pai e você irá perdê-lo... Se gosta dele, vão embora. E eu ficarei feliz. Meu querido não entenderia meu motivo... Mas talvez você sim...
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MensagemAssunto: Re: Oneshot: Um lírio entre fogo e espinho   Qui 16 Jun 2016 - 20:44

~*Lily*~


Lily deixou a sogra agarrar seu braço e pousou delicadamente a mão sobre a dela, sem fazer menção de que iria afastá-la. Pelo contrário, apertou a mão dela de leve. A deixou que ela se soltasse e ficou feliz depois que Marguerite havia permitido a aproximação dela. Aqueles olhares... A sogra não parecia louca naquele momento... Será que havia feito tudo que fizera apenas por um estresse momentâneo, por desespero? Talvez a loucura dela não fosse tão grave afinal, só precisariam afastar o que fazia tão mal a ela...

Deixou que Marguerite chorasse, que levasse o tempo dela, respeitando seu espaço e deixando que ela pudesse tentar se recompor em seguida.

- Eu existo sim, senhora - deu um leve sorriso, falando com doçura a ela e não deboche - Daryl não está ouvindo, na verdade eu estou preocupada sobre onde ele possa ter ido bravo daquele jeito, mas... Não, eu não estou atuando - ela negou com a cabeça - Não quero tirá-lo da senhora... Quero compartilhá-lo. É isso o certo a ser feito, não é? 

Não se afastou e nem desviou o olhar quando a outra mulher aproximou o rosto do dela, deixou que a sogra a observasse pacientemente. Sentou na beirada da cama e observou-a andar e depois voltar a se aproximar. Ficou aliviada e ao mesmo tempo feliz quando Marguerite decidiu conversar enfim com ela. 

- Eu não vou levá-lo embora, não sem a senhora junto - falou suave, porém firme - Eu... Eu já notei que tem algo errado com a outra parte da família dele, mas eu não sei o que é... Não gostei do jeito que vi que o pai dele trata a senhora... É cruel - falou indignada.

Aproximou-se da outra mulher e segurou as mãos dela entre as suas, afagando gentilmente. Ouviu a história dela, sentia um pouco de medo agora da outra família, mas não podia fugir e fingir que nada havia acontecido, Lily não suportaria se manter omissa enquanto a outra sofria.

- Eu já vi um pouco do... do outro lado dele... É um tanto... Sombrio... Mas foi apenas uma vez, desde então ele tem se mostrado cada vez mais gentil e cuidadoso. As vezes até demais - riu baixo e então desviou o olhar para baixo - Vou contar a senhora o porque de querer ajudá-la... O meu pai e eu, nós também não somos... sãos... Eu também tenho momentos que me torno uma outra pessoa, e essa pessoa faz coisas ruins. Mas junto do seu filho eu não me sinto assim e acho que com ele é o mesmo... - voltou a olhá-la - O meu pai fez muitas coisas erradas... Porém, esse ano ele mudou muito, foi quase um milagre... É como se a maldade dele estivesse sendo curada aos poucos e eu finalmente vi uma pessoa boa nele que eu me orgulho agora - Lily sorriu - Então eu quero ajudar... Quero ajudar Daryl a não se tornar aquela pessoa sombria. E quero ajudar a senhora a melhorar... Ninguém merece passar uma vida sofrendo... Por isso eu disse que acho que a senhora não precisa desses medicamentos... Só precisa de paciência e de afastar o que te faz mal... Precisa de alguém que a aceite e te ajude... Alguém que tenha paciência... E alguém que te ame... O seu filho te ama e eu estou aqui para ajudá-lo a aprender o resto.

Suspirou e olhou para a porta, com um olhar pensativo. Não acreditava que Daryl assumiria os negócios do pai e se tornaria outra pessoa. Ela também não era tão fraca para desistir de lutar por ele e acabar o perdendo. Além daquilo... começava a duvidar que poderia ser aceita pelo outro lado da família e pensava se realmente não valeria mais a pena não lutar para ter aceitação de gente que não merecia.

- Eu não vou deixar ele se tornar um deles. E não vou desistir do seu filho. Se me aceitarem com ele, bom, se não... - olhou a sogra e deu um sorriso sapeca - Senão vai ser uma pena, porque vão ter que me engolir - deu uns tapinhas sobre a mão dela - Ainda está cedo para pensar em morar aqui ou em outro lugar, prefiro esperar mais tempo. Então, por enquanto, a senhora não precisa se preocupar em ter que me aturar ou não - riu baixo.




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MensagemAssunto: Re: Oneshot: Um lírio entre fogo e espinho   Hoje à(s) 21:17

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