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 Oneshot: Um lírio entre fogo e espinho

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MensagemAssunto: Oneshot: Um lírio entre fogo e espinho   Seg 25 Abr 2016 - 11:03

O aeroporto mais próximo de York era Leeds Bradford International Airport e naquela época do ano era uma sorte que ele não estivesse fechado pela neve. Depois disso, agora tinham mais uma viagem de quase 1 hora de taxi até a pequena cidade.


Daryl usava o presente natalino e tinha feito um esforço de comprar roupas modernas para poder caminhar com ela sem destoarem entre os comuns. O problema é que assim ficaria diferente da família. Mas esse era o intuito. O vampiro olhava a namorada a todo momento para ter certeza de que a viagem não estava sendo absurdamente chata. Também estava mais calado. Pois a todo momento lembrava-se que o objetivo principal era exatamente aquilo que ele detestaria fazer: conversar com sua família.


~ Flashback ~


Como parte do plano esperado por Orion para afastar Lily de Nero e evitar um desastre maior sobre o passado da garota, Daryl decidiu levar a namorada com ele para a Inglaterra e conhecer seus sogros. A única forma segura de fazê-la aceitar sair de casa por tanto tempo sem suspeitar muito.

O rapaz escreveu uma carta a sua mãe na moite seguinte a sua decisão e pediu para envio ultra-expresso, o que levaria cerca de três dias, segundo a pesquisa de sua ex-lacaia. Nessas horas via como fazia falta um ótimo celular em sua terra natal. O restante da família saberia por boatos.

Em uma visita à residência Sorel, Naru fez logo o papel de irmã mais nova e, na primeira oportunidade que estavam a sós, soltou a fofoca:

- Daryl disse que vai conversar com a mãe dele para que eu não seja mais uma lacaia. Ele quer ir pessoalmente e... - murmurou, como contando um segredo -vai te convidar para ir junto - Naru contou para amiga após relatar como tinha sido a conversa entre eles sobre deixar de ser uma lacaia (sem mencionar a parte em que Orion apareceu, é claro). Não estava tão empolgada quanto poderia, pois aquilo era uma pequena farsa. Mesmo assim, ficava feliz em poder se tornar membro da família.
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Fabi
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MensagemAssunto: Re: Oneshot: Um lírio entre fogo e espinho   Seg 25 Abr 2016 - 11:55

~*Lily*~


...Flashback...


A menina se divertia feliz com a visita da amiga em sua residência, Nero não havia contado a ela sobre ter convidado Naru para se tornar um membro da família. Então quando a menina contou a ela sobre Daryl ir conversar com a mãe ela ficou surpresa. 


Lily ficou tão feliz de saber aquilo que se levantou segurando as mãos da garota e começou a dar pulinhos girando empolgada em volta dela.


- Ah, isso é ótimo! Maravilhoso! - ela ria feliz - Você vai ser a minha irmãzinha! Agora você é da família também! Minha irmãzinha mais nova! - ela parou de rodar e a abraçou apertado - Eu prometo que não vou ser má! Nem chata! Vou ser uma boa irmãzona pra você! Tão legal!


Ela soltou a menina e voltou a agarrar sua mão, puxando-a quase correndo escada acima, hiperativa pela empolgação. Tinha um largo sorriso de ponta a ponta.


- Aaaaaah, ele vai me convidar pra conhecer a mãe! Não é emocionante? - comentou animada e inocente - O que eu devo vestir? Como é o clima lá nessa época? Aaaaah! Vamos, vamos fazer a primeira coisa de irmãs juntas! Me ajuda a arrumar a mala? - perguntou mas já levando Naru para seu quarto. Depois agradeceria ao pai e ao namorado por estarem sendo tão gentis com sua amiga e por aceitarem ela como da família.



... Atualmente...


Lily sorria largamente dentro do carro. Gostava de como Daryl havia se esforçado em comprar e vestir roupas mais modernas para combinar com ela. E ela se esforçara em usar roupas menos... chamativas. A família dele era tradicional, não queria assusta-los ainda mais. Por isso escolheu as roupas mais normais e menos coloridas que tinha, mas que ainda mantinham a essência de sua personalidade.


Naquela noite ela vestia roupas brancas com detalhes e flores rosas, com botas de mesma cor. Os cabelos haviam crescido mais naqueles meses e, soltos como estavam, já estavam pouco abaixo do ombro. Uma boina adornava os cabelos e completava o visual.


Lily notou que o namorado estava calado demais. Parecia preocupado. Então ela começou a cantarolar algumas canções para distraí-los da viagem, o que era apenas 1h de carro? Ela havia passado muito mais tempo em carros ou trens quando se mudava com o pai. Aquilo passaria rápido, não era incômodo algum. E ela ainda estava cheia de energia pela expectativa.


- Como eles são? - perguntou de repente - Quantos são? Você tem irmãos? Primos? Vamos conhece-los também? E seus pais, como são seus pais? Você não fala muito deles - comentou já enchendo-o de perguntas.






Última edição por Fabi em Seg 25 Abr 2016 - 18:46, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Oneshot: Um lírio entre fogo e espinho   Seg 25 Abr 2016 - 14:23

...Flashback...


Naru corou tanto sem saber o que fazer. Apenas seguia os movimentos de Lily, com olhos arregalados, mas também maravilhados. Era aquele tipo de reação que acontecia em seu peito mas ela não colocava para fora. Riu sem parar.


- Vamos fazer muitas coisas de irmãs! -afirmou, porque queria usar aquelas palavras tão "colegiais", familiares e comuns. - Faz bastante frio no começo do ano. Sabe, eu morava lá também. Bem antes de morar com os Cannigan. Você vai achar lindo. Se der tempo, vá para o centro da cidade. Eles moram mais afastados, mas a cidade é toda charmosa. Ah! E acho que é bom você levar um vestido. Eles gostam muito de festas.

A garota achava que Lily não precisava de avisos. Saberia lidar muito bem com todos em seu jeitinho. Já se esquecia completamente que aquela viagem era forjada.




... Atualmente...

Daryl apreciava a forma que a namorada parecia mais... "adulta" e "sóbria". Pensava que era uma questão de "clima de inverno", não que ela estava tentando se adaptar a sua família, ou já seria mais um motivo para se arrepender. Não queria que ela mudasse por sua causa. Mas o que mais lhe agradava era que ela ainda estava com ótimo humor. Talvez sua família pudesse enxergar nela a mesma luz.

- São... - "Vampiros", pensou. E era bem verdade. Daqueles de livros. Mais ou menos. - São... parecidos comigo quando você me conheceu. Eu acho. - "um engomadinho", foi do que ela o chamou. - Meu pai se chama Maurice. Ele é... tradicional. Um homem de negócios. Talvez você o ache sério demais. Minha mãe... é Marguerite, não sei se lembrava do nome, ela é... única. - Louca? Estranha? Depressiva? Histérica?  definiu com a única palavra que não achou ofensiva. - São separados - acrescentou.


A estrada tinha paisagem natural comum: árvores secas, planícies que dariam um ótimo cenário bucólico na primavera e algumas raras casas espalhadas de tempos em tempos que formavam um cenário de filme de época interessante.  


- Espero que não estranhe muito. Não são muito... informais. Talvez tenham hábitos esquisitos. Espero mesmo que não se incomode. - Era como pedir desculpas várias vezes antes mesmo de fazer algo errado de fato. Agora que pensava que não sabia se a mãe estaria em um lanchinho diferente à noite o deixava bem incomodado. - De verdade, pode me falar se algo te deixar infeliz - quase podia prever uma lista de cenas desagradáveis que ela poderia presenciar.
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MensagemAssunto: Re: Oneshot: Um lírio entre fogo e espinho   Seg 25 Abr 2016 - 17:29

~*Lily*~


...Flashback...


Ela sorria feliz ao ver Naru rindo e tão empolgada quanto ela. Ficava feliz em ter alguém para compartilhar aqueles sentimentos mais adolescentes e amenos. E ter uma irmã... Era quase um sonho para a vampira que vivera um passado solitário. Ouvia as palavras dela com atenção.


- Ah! Então você é inglesa? Com esses olhinhos puxados pensei que fosse japonesa - comentou com naturalidade e chegou perto da menina e apertou as bochechas dela - E ainda fala francês! A senhorita é uma senhorita prendada - brincou rindo mas elogiando ao mesmo tempo.


Acenou com a cabeça quanto aos conselhos que ela dava.


- Vou levar roupas de inverno. E tirar muitas fotos pra ir te mandando, pode deixar que vou estar sempre em contato! - prometeu e abriu o guarda-roupa olhando as peças e escolhendo algumas mais... "tranquilas".


- Vestidos? - olhou os dela - Acha que são muito chamativos?


Todos os vestidos da menina ou eram coloridos ou casuais demais para uma festa formal dos Cannigan. Provavelmente ela teria que comprar algum outro. Mas ainda assim separou alguns mais simples para o dia a dia.



... Atualmente...


Lily olhava atentamente conforme o namorado falava sobre a família. Fez uma careta divertida quando ele falou que os parentes eram parecidos com ele quando se conheceram. Ela já esperava por aquilo, uma pessoa rigorosa teria vindo de uma família rigorosa.


- Oh, vai ser difícil - ela brincou - Acho melhor eu aprender a hora do chá e jamais mencionar café, não? - ela riu, zoando o fato deles serem ingleses.


Sorriu quando ele falou os nomes dos pais e como eles eram. Marguerite e Maurice. M&M. Seria fácil lembrar.


- Maurice... parece nome de galã de dramas franceses - comentou - E eu nunca vou esquecer o nome da sua mãe. Parece com marguerita. Sabe, a bebida e o sabor de pizza - falou inocente, até se tocar do quão tolo aquilo havia soado - Ah, desculpa - fez uma cara envergonhada - Acho melhor eu não fazer esses comentários com eles - e riu.


Olhou para fora e sorriu ao ver a paisagem. Era bonito, muito, mesmo com tudo branco por causa do inverno. Depois tiraria fotos e mandaria para o pai e a irmã.


- Sinto muito
- ela murmurou quando ele disse que os pais eram separados. 


Virou para ele e sorriu, deitando o rosto em seu ombro.


- Ah, eu acho que é mais fácil eles estranharem os MEUS hábitos esquisitos, não é? - riu - Não se preocupe, mon cher - acariciou o rosto dele - Se eu estiver com você enfrento qualquer parada! - falou tentando animá-lo. 


Ela não entendia o receio de Daryl e sequer imaginava o que poderia passar nas mãos da família dele, por isso estava tão despreocupada.




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MensagemAssunto: Re: Oneshot: Um lírio entre fogo e espinho   Seg 25 Abr 2016 - 23:55

...Flashback...

- Haha.. Obrigada! Bem... minha mãe é japonesa. Meu pai é inglês. Os dois se conheceram em uma convenção internacional de medicina. Foram viver na terra do meu pai. Aí eu nasci assim. - Explicou, didática, mas orgulhosa. Concordava com a cabeça animada sobre receber fotos de sua terra natal. Achava até mais prudente que não aparecesse por lá mesmo. - Hmm... eu acho que combinam com você -disse sincera, olhando as roupas, pensativa. - Eles parecem vampiro de filme, sabe? Eu nem sabia que existiam aqueles tipos de roupa mais. Sao bonitos, mas parece que você está em um filme. Bem... mas acho que não tem problema. Você não é de lá. Talvez lance tendência. Deve ter algum tipo de regra de conduta de vampiros para áreas diferentes, não é? Bem, talvez uma cor lisa resolva tudo isso



...Atualmente...

Daryl riu da piada do café. Se fosse uma família de humanos, tinha a certeza de que dariam um jeito e discutiriam aquele tipo de coisa para valer. Depois, com o fato de sua mãe lembrar a ela PIZZA e bebidas... ele riu mais alto. Tirava todo o drama envolvido.

- É, eu acho melhor não dizer isso para eles. Mas você tem toda razão. Parece mesmo

Fez um carinho em seu rosto quando ela se encostou.

- Não se preocupe. Foi melhor assim. Você provavelmente vai entender o porquê. São como água e vinho - o ânimo da garota para encarar a viagem o deixava bem mais relaxado. Afinal, estava vivendo até agora em Ambarantis sem nunca precisar ou depender da família. Não precisava se preocupar agora com convenções ultrapassadas. - Você é mesmo linda - comentou sobre sua pureza de caráter. Talvez ela pudesse mesmo se dar bem naquele meio, por sua espontaneidade.

- Bem... quando se cansar de um bando de criaturas antiquadas, posso trazê-la para o centro da cidade e você pode passear como quiser.

O restante da viagem repetia as paisagens. As casas ficavam mais frequentes, em geral com dois andares. Daryl passou a conversar sobre trivialidades com Lily, a menos que ela quisesse saber mais. Estava confiante de ela não seria facilmente abalada.

- A maior parte da minha família mora em algum desses cantos que você está olhando. É um tipo de tradição. Mesmo casando, estão próximos. São raros os casos que simplesmente se mudam. Mas ainda assim acabam indo para outra cidade não muito longe - contou como curiosidade.

Quando a paisagem parecia de alguma forma mais fria e as casas pareciam que tinham acabado, dando lugar a árvores e a pura neve, foi possível avistar uma construção triste, quase camuflada pelos troncos magros sem folhas, como se as outras casas não quisessem ter sido construídas por perto.

Na entrada da mansão de muitas janelas, havia vestígios do que poderia ser um lindo jardim na primavera, mas que nem ele disfarçaria o aspecto largado daquela casa que há anos deveria ser tão vistosa. "Como um filme", diziam eles. Era possível imaginar que há um século aquela casa poderia ser cenário do livro que o rapaz indicara a ela, de Jane Austen, e hoje se aplicaria a qualquer adaptação de Bram Stocker. Apesar disso, não parecia quebrada ou mal reformada, apenas esquecida.


- Bem-vinda ao meu lar no inverno - apresentou o loiro sem grande emoção, conforme o táxi encontrava um local para estacionar. Ele não gostaria de levá-la aquele lugar antes que pudesse mostrar a ela as flores, mas a situação pedia a viagem antecipada. Olhou-a, imaginando que seria decepcionante. Mas até essa reação ele gostaria de ver e se surpreender. -  Está pronta? - soou em tom de aventura, já que já estava começando a  mostrar a ela um nível baixo de esquisitice da família. - Então, minha dama, aguarde. - brincou em tom teatral, ele mesmo descendo do veículo, fazendo a volta pelo carro e abrindo a porta para ela. O motorista cuidava das malas.

De repente surgiam de casa, vampiros andando rápido para ajudá-los com a bagagem. Tinham ouvido o barulho do carro. Sem nem se comunicar, um vampiro de 1,70, muito branco e loiro já as levava para dentro. Atrás dele, uma outra vampira de level baixo, de cabelos castanhos presos em coque, que observou Lily pelo canto dos olhos, corando em seguida, logo mudando a atenção e sumindo a frente com as bagagens dela. Um terceiro, um rapaz 1,60 e cabelos bem negros ficava para levar o que sobrasse. Esse foi o que observou de forma mais livre o casal, sorrindo o tempo todo.

- Bem... Como pode ver sou muito querido - brincou, pela falta de expressão dos empregados, que simplesmente seguiam até a casa. Lembrou-se da aversão óbvia da namorada com a palavra lacaio e logo acrescentou: - Nenhum deles está aqui forçado. Nós não batemos neles. Eles apenas preferem conversar e se entendem melhor entre si. Naru estava entre eles. - Isso explicaria o jeito que a garota tinha de tentar fazer tudo certo de uma maneira afobada.  - O nome dela é ... Peggy. O do garoto é Carl. E o mais alto é o Pe... Pierce... E... você pode falar com eles se quiser depois. - fez um esforço, para tentar humanizá-los e não deixá-la triste.

O garoto vampiro deu uma risadinha sem som, esperando algum tipo de ordem adicional.
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MensagemAssunto: Re: Oneshot: Um lírio entre fogo e espinho   Ter 26 Abr 2016 - 4:09

~*Lily*~


...Flashback...


Lily parou de mexer nas roupas por um tempo e se sentou na cama para ouvi-la falar um pouco sobre os pais dela. Percebeu que havia muito mais que deveria descobrir sobre a própria amiga. Mas achava que ao menos conhecia os pontos mais importantes. E era bom ouvi-la de forma tão espontânea, sem nenhuma tristeza por causa da saudade dos pais que ela deixara para trás.

- Incrível! Ambos os pais médicos! Você pensa seguir a carreira deles? - sim, a menina usara o tempo presente. Não descartaria aquele futuro para Naru, mesmo ela sendo uma vampira.

Então voltou a levantar e mexer nas roupas. Imaginava os vampiros dos filmes clássicos. Misteriosos e letais... Mas ela não tinha medo deles. Ela também era uma vampira e tinha confiança nas próprias habilidades caso algo desse errado. Então pensou nos filmes mais recentes para adolescentes. Não pode deixar de rir imaginando os perfis mais teens e alguns bem trashs.

- Entendi... São presos no passado - ela comentou ainda rindo dos próprios pensamentos - Então acho que eu posso misturar o clássico com o atual... E eu estava doida para estrear essas belezinhas!

E abriu outra parte do armário, mostrando algumas roupas mais estilo lolita com um toque gótico.

- Dois coelhos com uma cenoura só. O que acha? 

...Atualmente...


Lily sorriu e não tocou mais no assunto dos pais dele. Entendia que as vezes as pessoas não conseguiam ficar juntas, por diversos motivos. E ele havia dito que ela entenderia o porque, sendo diferentes. Então ela preferia aguardar e ver pessoalmente. 

Corou fofinha quando ele a elogiou e se aconchegou mais nele. 

- Ah, eu adoraria conhecer o centro! - ela sorriu - E eu prometi que ia tirar bastante fotos pra Naru! Quem sabe comprar alguma lembrança pra eles?

Preferiu ficar calada o resto da viagem. Não por estar cansada, mas apenas por querer curtir a presença e o calor dele ao seu lado. Correspondia a conversa leve sorrindo enquanto olhava aquela paisagem com ar antiquado. Depois descobriria mais sobre a família na prática.

- Sério? Eles moram por aqui? - perguntou e olhou para fora curiosa - Ah, podemos pensar sobre isso mais tarde - falou referente à tradição com a maior naturalidade. Já se considerava a companheira dele e, se tudo desse certo, porque não casarem? Só era cedo para pensar naquilo.

Quando a mansão de Daryl apareceu em vista, ela se sentou ereta para poder observar melhor. Era tão... melancólica. Não como as outras que vira pelo caminho. Era um ar... triste, abandonado. Olhou o namorado. Será que ele não se importava com a aparência tão depressiva em sua residência? Então se lembrou de como ele era e entendeu. Não, ele não se importaria com aquele detalhe. Era um vampiro velhaco e sombrio, o local condizia com o antigo jeito dele.

Olhou triste para o jardim. Tão mal cuidado que era de dar dó. Dava para notar aquilo mesmo que estivessem em pleno inverno. Saiu do carro com uma expressão pensativa, massageando o queixo enquanto olhava mais ao redor. Sorriu com um brilho determinado no olhar. Se ela havia conseguido mudar Daryl, o que era uma simples residência em comparação? Uma pintura aqui, outra ali, cores mais vivas, bastante flores e grama no quintal em meio as árvores e o local estaria novo em folha e lindo como deveria ser com todo seu esplendor.

- Estou sim - voltou a olhá-lo sorrindo com o tom aventureiro dele. Depois riu com a brincadeira e esperou, como uma "boa dama", que ele fosse cavalheiro para abrir sua porta.

Então sua atenção foi atraída pelos vampiros empregados que saíram da casa. Olhou surpresa com a quantidade deles. Imaginava que tinham empregados, mas pensara que uma parcela deles fosse humana, como em seu castelo. Por estar distraída tomou um leve susto com o vampiro pálido e loiro. Certeza que se não fossem da mesma altura o susto teria sido maior. 

- Ah, oi, boa noite - cumprimentou-o mas não soube se ele havia a ouvido pois já estava entrando com as malas.  Olhou a vampira e sorriu simpaticamente para ela - Olá, como vai?

Voltou a atenção a Daryl, ouvindo o que ele dizia sobre os empregados. Achou certo exagero da parte dele falar que não batia em nenhum deles, mas entendeu que ele estava tentando demonstrar que tinha consideração. Aquilo a deixou mais tranquila. E ficou feliz que ele lembrasse o nome dos outros.

Olhou curiosa para o rapaz diante de si depois das apresentações. Seria ele um amigo de Naru? Sorriu alegre para ele.

- Oi, Carl, tudo bem com você? Eu sou Lillian, muito prazer em conhecê-lo - o cumprimentou. Com certeza teria prazer em conhecer todos eles mais tarde.




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MensagemAssunto: Re: Oneshot: Um lírio entre fogo e espinho   Ter 26 Abr 2016 - 10:49

...Flashback...


- Eu, médica? - surpreendeu-se. Era a segunda vez que falavam com ela sobre "carreira". Até conhecer Nero, achava que vampiros viviam a vida boa para sempre e faziam coisas chatas, como política. - Meu pai era mais ligado a parte empresarial dessas coisas, mas os dois pais queriam muito que eu fosse. Tanto é que antes de eu ficar... assim, me faziam estudar bastante para uma universidade. Na realidade, eu não sei se gosto tanto. Mas depois que me transformaram, nunca mais pensei a respeito. Nero disse que eu podia trabalhar com computadores ou fosse professora. Eu nem sabia que vocês trabalhavam com essas coisas modernas. - coçou o rosto, um pouco envergonhada. Afinal, tinha mesmo parado de pensar no futuro quando foi viver com os Cannigan. Sentia-se mais humana do que nunca agora que podia pensar em  uma profissão. - E você?  Já trabalhou? Quer trabalhar com o que, Lily? - Essa era uma curiosidade que ela nem sabia que tinha, mas qual seria o talento especial da amiga? Talvez pudesse se inspirar.


Naru ficou boquiaberta com o guarda-roupa secreto com roupas fascinantes e "muito vampiras" que a garota possuía. Bateu palmas.

- Você é tão versátil!!! Acho ótimo. Ótimo mesmo. E ainda é você. Vai fazer muito sucesso




...Atualmente...



Daryl já sorria novamente. Lembranças. Nunca comprou lembranças daquele lugar para ninguém. Era tão esquisito que agora tinha de fato um motivo para fazer essas coisas...


- Certo. Vamos encontrar algo para levar para eles  - prometeu mais uma vez e tratava o silêncio dando carinho a ela durante o restante do caminho.
Até ele ficou surpreso em relação ao casamento. Tinha sido uma ideia inicialmente para irritar Nero, depois para atender Orion, mas nunca tinha imaginado a garota morando naquele lugar. Não combinava com ela. Aquela monotonia... Por outro lado ficava feliz que ela mostrava-se feliz o bastante a seu lado para pensar em ficar com ele. Não era diferente do que ele mesmo planejava. Sorriu. - Tudo bem. Se você realmente acabar gostando daqui, podemos pensar. - E no fim achava mesmo que ela desistiria da ideia.


Quando chegaram, Daryl anotava mentalmente todas as reações dela. Ao acertar em sua decepção, não pode deixar de sentir que provavelmente todo o restante seria assim. Por que a tinha trazido até ali? Depois ela mudou o comportamento de repente, reagindo de uma forma inesperadamente alegre e ele nem sabia o motivo. Era Lily, afinal. Sorriu.

Peggy parecia mais envergonhada ainda quando foi cumprimentada. Usava um vestido preto longo , com botões delicados que fechavam a roupa até o pescoço. Aumetando o passo fingindo que não tinha ouvido, ela saltitou atrás do loiro, que também usava roupa social, mas não havia uma padronização de cor. Pierce parecia não se preocupar em responder, dando passos bem firmes em uma atitude fria.

Daryl não tinha por hábito conversar com eles, mas ficava intrigado com a presença daqueles três logo na entrada. Afinal, cada um tinha uma função bem específica para virem carregar malas. Estranhava que eles viessem tão rapidamente e sumissem.

Mas agora estava mesmo era orgulhoso de si mesmo de ter reforçado com Naru o nome daquelas pessoas antes de viajar e agora sabia coisas que nem queria perguntar, como que Peggy e Pierce eram um tipo de casal não assumido.

Já Carl, que usava roupa social preta, este sim claramente um uniforme, foi bem diferente dos outros dois. Parecia ter gostado dos cumprimentos e falou abertamente:

- Boa noite, senhorita Lillian. Meu nome é Carl. E estou pronto para servi-la no que precisar. - respondeu, educado. Seu uniforme também era preto. Parecia divertir-se de verdade com aquilo, como se estivesse representando.  - Senhor Cannigan.  Bem-vindo de volta ao lar. Imagino que estejam cansados da viagem. Vou apresentar os aposentos. Depois vocês podem usar o tempo para se preparar para o jantar. A senhora Cannigan está muito ansiosa para vê-lo. Então, se estiverem prontos, podemos seguir - Comunicou de forma pausada, como se tivesse ensaiado aquele discurso durante um tempo e agora se esforçasse para lembrar cada palavra.

Daryl olhou de soslaio a namorada. Perguntava-se se ela aceitaria aquela rotina praticamente impressa que entregaram a eles logo na entrada. Enquanto isso o vampiro fazia a volta e conversou com o motorista, provavelmente acertando as contas com ele.

- Parece que você foi reconhecida como uma visita especial...  - comentou bem humorado, tendo a ciência de que aquilo era bem esquisito e então ligando os pontos daqueles outros dois surgirem e partirem tão rapidamente. -  A senhora Marguerite enviou a governanta e seu "valete" para espiar a senhorita... Está tímida - explicou com um leve tom de crítica a sua mãe. Tinha raiva daquelas coisas. Por que simplesmente não podia entrar na casa, apresentar tudo como ela tinha feito na mansão Sorel e depois apresentar a mãe normalmente? -  Bem, vamos... - disfarçou o incômodo e sorriu, seguindo.

O rapaz voltou rapidamente ajeitando a gola, sorridente e acompanhando o passo e correndo para a porta, abrindo-a para os dois.

- Muito bem, muito bem. Façam o favor.

Daryl olhou sua companheira e fez um sinal gentil com a mão, para que ela entrasse primeiro. Depois a seguiu.

O interior da mansão era muito diferente do aspecto triste do lado de fora. Talvez pelo capricho exclusivo daqueles empregados principais que Daryl havia mencinado. Os móveis eram de mogno, talhados e até o corrimão da escada logo a frente tinha detalhes memoráveis em curvas. Havia um cheiro forte de madeira no ambiente, misturando-se a uma tentativa de harmonizar com aroma de flores. O piso decorado parecia ter sido colocado naquela manhã e a cor predominante na decoração era o vermelho.


Disso o rapaz tinha um certo orgulho. Era uma casa bonita por dentro e desnecesariamente grande. Bancos vazios para ninguém especificamente sentar. Ao subir a escada, havia quadros de pessoas que nem existiam em sua memória afetiva.

- Aqui embaixo nós temos as áreas comuns. À esquerda, a biblioteca, à direita o caminho para a sala de jantar, a sala de estar ... - comentava sem grandes detalhes, querendo ser objetivo para o que eles utilizariam.

- A biblioteca é meu lugar favorito da casa - acrescentou Daryl falando mais baixo, enquanto o outro aproximava-se da escada.

- Aqui em cima temos os quartos e áreas restritas. Se por acaso for incomodada por algum empregado de uniforme comum aqui em cima, pode nos reportar - continuava, em ar responsável.

- Se for você que os chamou, está tudo bem... - acrescentou, imaginando que talvez ela fosse gostar de conversar com alguém. Principalmente porque sabia o quanto a parte humana dos criados da casa era curiosa.

Quando começaram a subir os degraus, Lily percebia que estavam sendo observados e podia ouvir cochichos vindos da direção das áreas comuns, mas era estranho, pois eram risinhos e vozes miudas empolgadas ...abafados pela parede!? As vozes se divertiam e pareciam comentar com entusiasmo cada passo que eles davam na casa.
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MensagemAssunto: Re: Oneshot: Um lírio entre fogo e espinho   Ter 26 Abr 2016 - 13:12

~*Lily*~

...Flashback...


Observou ela falar sobre o que pensava em relação a ser médica. Achara que a menina iria dizer que gostaria de seguir a carreira dos pais, fosse porque também gostava ou porque gostaria de orgulha-los ou algum motivo do tipo. Havia se surpreendido que não fosse do agrado dela.

- A maioria de nós não lida com coisas modernas, eu acho... Eu e papai pertencemos a uma parcela pequena. E eu também não sou tão velha... Os mais velhos costumam trabalhar para matar o tédio da vida eterna - concordou com a cabeça enquanto escolhia alguns dos vestidos e seus complementos e os separava - E você ainda pode entrar pra uma universidade. Eu estava pensando se eu também poderia depois de me formar na Cross.

Sentou-se novamente na cama, ao lado dela, e ajeitou as pernas para cima.

- Eu já trabalhei algumas vezes para ajudar papai... Nós já trabalhamos juntos como intérpretes, já que falamos muitas línguas - sorriu orgulhosa - Também já fiz alguns bicos como garçonete e atendente. Diziam que eu era boa por ser carismática - deu uma piscadela - Mas eu não quero fazer nenhuma dessas coisas.

Lily deitou de lado e apoiou a cabeça na mão, pensativa. O que ela gostaria de trabalhar? Não fazia ideia... Mas sabia do que gostava.

- Eu não sei... Eu não sou boa com artes... Nem tenho talento para seguir carreira com as outras matérias... Não quero ser atleta também... Mas acho que... Acho que eu gostaria de ajudar as pessoas... Ajudar a fazer elas mais felizes, entende? Talvez cuidar de crianças... 

Ela parou pensativa. Cuidar de crianças seria uma forma de se redimir pelo que ela fizera com aquelas crianças humanas no passado. Lily se sentiria bem fazendo aquilo.

- Ou ajudar pessoas com... com o mesmo distúrbio que eu tenho. E que eu acho que papai tem também - olhou Naru e se sentou sem jeito - Como você entrou para a família, é melhor saber. Nós... Somos esquizofrênicos - ela pausou um tempo e ajeitou uma mecha atrás do cabelo - Ajudar pessoas como nós... Cuidar deles... Dizer que não estão sozinhos e que ainda nos importamos com eles - sorriu - Pessoas assim precisam de paciência, carinho... E alguns de esperança. Se eu puder ajudá-los a se curar ou a ter uma vida melhor eu me sentiria muito feliz - confidenciou.


...Atualmente...


Lily olhou Peggy e Pierce se afastarem sem dar um pio e olhou intrigada. Será que tinha feito algo errado? Talvez só fossem tímidos ou tivessem medo de responder. Sorriu. Ela tentaria conversar com eles mais tarde, mostraria que nem todos os convidados ou patrões eram ruins. Sequer notou que não estavam usando uniforme normal como o jovem à sua frente.

Olhou Carl e sorriu mais. Ele ao menos estava sendo bastante simpático com ela. Havia gostado do garoto. Ouviu o discurso do rapaz, mas não se importou nem um pouco de ser colocada naquela rotina. Estava em uma casa que não era sua, não havia problema em respeitar algumas regras como horários. E também estava ansiosa para conhecer a sogra.

Virou para Daryl e sorriu quando disse que ela fora considerada uma visita especial. Riu ao ouvir que havia sido espionada. Não se importou. Não tinha nada a esconder para eles. E nenhum comportamento a forjar também. Ela seria ela mesma e apenas aquilo, como sempre fazia.

Seguiu para dentro com eles agradecendo o rapaz por abrir a porta e entrou quando Daryl indicou que o fizesse primeiro. No entanto, assim que entrou ficou boquiaberta. O local era completamente diferente do lado de dentro! Muito bem cuidado, muito caprichoso. Inspirou fundo para apreciar o cheiro de madeira com leve toque floral e sorriu. 

 - Lindo! - elogiou. Ficava aliviada que só teria trabalho para ajeitar o lado de fora da mansão.

Conforme seguiam no "tour" ela olhava tudo com curiosidade e se perguntava quem seriam as pessoas nos quadros misteriosos na parede. Sorriu ao ouvir Daryl comentar que a biblioteca era seu lugar favorito. Poderia dar livros como presentes para ele dali por diante, pensou.

Ficou extremamente curiosa ao ouvir a parte "áreas restritas". O que seriam esses lugares? Sabia que não deveria ser mal educada e ficar fuxicando a casa dos outros, mas não podia evitar se imaginar andando pelos corredores para descobrir os segredos daquele lugar. Como a Bela fizera no castelo da Fera. Pensando bem na história... é, talvez não fosse legal se esgueirar por aí.

- Ah, sem problemas - falou em relação aos empregados. Não se sentia incomodada com eles.

Porém, ao subir os degraus, ela ouviu cochichos e sentiu-se observada. Arrepiou-se de imediato e seu olhar ficou ferino. Estava acostumada a ficar alerta para perigos quando se sentia observada. Era um comportamento auto defensivo que desenvolvera com a vida que levara com Nero, sempre pronta para fugir ou atacar.

Mas no que estava pensando? Estava segura na casa do seu namorado. Não havia perigos ali. Relaxou aos poucos. Deviam ser apenas os empregados curiosos com a chegada deles e apenas aquilo. Não precisava se preocupar. Olhou de volta ao normal para Daryl e deu um sorriso de desculpas pelo comportamento. 




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MensagemAssunto: Re: Oneshot: Um lírio entre fogo e espinho   Ter 26 Abr 2016 - 14:53

...Flashback...


Naru imaginava como seria se pudesse ir a mesma universidade que Lily. Seria tão legal estudar com ela, a imagem já existia na sua mente antes e agora só se empolgava mais. Mas não achava que elas teriam gostos parecidos... na verdade pensava que talvez pudesse esperar também a tal da idade avançada para fazer alguma coisa, isso até a irmã dizer que queria ajudar os outros, crianças...

Sabendo do passado da garota, ficava um pouco triste. Esperava que ela continuasse cheia de luz mesmo se soubesse...

- Que lindo. Isso é tão você... deixar as pessoas felizes. Acho que você se daria muito bem. Pensando bem...talvez eu estude medicina. Posso ajudar os outros também. Eu comecei a ler um pouco a respeito, mas acho que eu ficava me sentindo muito pressionada. Agora que posso fazer o que quiser, é meio estranho porque fico sem saber o que escolher. - disse apenas concluindo para si mesma e depois ficou bem surpresa com a revelação. Nunca imaginava que Lily tinha uma condição como aquela e que seria o tipo de pessoa que precisava tanto de cuidado... achava que era só uma coisa natural que ela atraía por ser tão maravilhosa.

Isso somado ao fato de que sabia tudo que Nero tinha feito, além de por que Lily não podia saber do segredo de forma nenhuma fez com que ela acabasse olhando com uma ternura triste. Sentia-se culpada por ter julgado Nero. "Tudo culpa da doença", colocava em sua mente. Nero nunca tinha sido ruim. Ele era doente e só precisava de amor também. Sentiu-se injusta. E preocupada que sua irmã tivesse problemas ou como reagiria se tivesse uma notícia forte como aquela. E pensar que quase foi ela quem desencadeara isso... Mas o mais impressionante de tudo era como ela queria usar isso não para se fazer de vítima, mas para ajudar os outros. Ela segurou sua mão com as duas dela, firme, os olhos calmos.


- Você vai conseguir. Você tem luz. Você me ajudou. Logo eu, que me sentia perdida... Por isso quero te ajudar. Vou estudar e ajudar.  Quero poder ser alguém que..que esteja lá com você para ajudar os outros. - ela não sabia muito bem o que queria dizer com isso. Mas achava que poderia estudar medicina e quem sabe conseguiria aliar isso com a parte química daqueles disturbios? O que importava é que começava a entender um pouquinho mais daqueles dois e os perdoava de tudo que tinha lido.




...Atualmente...


Daryl olhou para ela, preocupado. Balançou a cabeça negativamente e sorriu, em tom de que estava tudo bem. Ele mesmo resolveria isso. Olhou para trás, lançando um olhar raivoso para um ponto específico.

Havia uma fenda de poucos centimetros aberta na parede no andar debaixo, revelando uma porta falsa que se misturava com a decoração em madeira. Pares de olhos se arregalaram, interrompendo a conversa e batendo a porta no susto.

O guia interrompeu para olhar.

- Ah! Humanos. A curiosidade deles com cada um de nossa espécie é impressionante. - tentou explicar-se para Lily - Senhor Cannigan, logo reportarei isso a Peggy, ela dará instruções para evitar essa curiosidade acerca de sua companheira.

- Está tudo bem. São inofensivas... - comentou, deixando o garoto surpreso. Em outras épocas, ele apenas permitiria que as regras da casa seguissem.

- Bem, se é assim, vamos continuar - sorriu, satisfeito, e involuntariamente acabou olhando  Lily. Sorriu novamente, para si mesmo. Cheio de suas próprias conclusões. Então era verdade que as coisas estavam um pouco diferentes. Ele até subiu mais enérgico.


Havia uma sacada interna, com um banco acolchoado em veludo vermelho, onde era possível rever a escada e a entrada e também parecia dividir em dois corredores.
Em um retrato um pouco maior que os outros, já no segundo andar, havia uma moça de cabelos castanhos com expressão séria. Parecia misteriosamente olhar na direção do final do corredor oposto.





- É minha avó materna - comentou Daryl indicando o retrato - - O nome dela era Josephine.

Sua morte era bem simbólica na história de Daryl, mas era uma daquelas coisas que ele não contaria toda a verdade. Carl não disse nada. Nem poderia. Pelo menos não oficialmente.

- À direita, se seguirmos, temos os quartos do senhor Daryl e da senhora Marguerite. E por aqui temos quartos de hóspedes.  Vou levá-la a seu quarto, senhorita Lillian. A madame pediu para que ninguém a incomodasse em sua ala.



Daryl retorceu o lábio, ficando emburrado. Além de ser falta de educação aquilo, sSó esperava com todas as forças que "incomodar em sua ala" não significaria que ela estaria fazendo qualquer coisa bizarra em seu andar. Sentiu um pequeno calafrio. Não sabia afinal de contas como a mãe de fato estava passando naquele tempo.

O mordomo seguiu, passando por algumas portas sem dar importância e escolhendo uma terceira.  Aguardou a garota se aproximar, seguida por um Daryl resignado, e abriu a porta.


O quarto era charmoso e com papel de parede floral em vermelho. A bagagem estava perto da cama. No fim do quarto, à direita,  havia uma entrada para o que deveria ser o banheiro. Não havia sinal de televisão ou tecnologia avançada. Daryl gostaria de ter preparado ele mesmo algo para ela. Mas apreciava que era a temática "delicada" entre as opções daquele corredor.

- Bem. Nosso passeio chegou ao fim por enquanto. Espero que esteja satisfeita. Caso contrário... - Carl caminhou até um sino pendurado na parede.  - Toque isso se precisar de alguma coisa a qualquer momento. Alguém aparecerá aqui para atendê-la. No mais... - sorriu e foi deixando o quarto - Este tempo de vocês é livre. Alguém aparecerá para chamá-los quando for hora do jantar. Com sua licença. - fez uma mesura também teatral e saiu, querendo se livrar logo daquilo.

- Bem... o que achou? - perguntou sem muita segurança. Tudo já soava bem estranho até para ele, que tinha crescido ali, mas que ultimamente tinha começado a ver outras possibilidades.  - Sei que é um pouco estranho, mas... Se não gostar podemos ir embora quando quiser
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MensagemAssunto: Re: Oneshot: Um lírio entre fogo e espinho   Ter 26 Abr 2016 - 19:06

~*Lily*~


...Flashback...


Lily sorriu feliz quando Naru disse que ela se daria bem nas opções que dissera. Ficaria feliz de trabalhar junto com a irmã. Ambas médicas, uma psiquiatra e o tipo de medicina que Naru escolhesse se especializar? Seria um belo sonho. Sabia que haviam complicações como cheiro de sangue para elas, mas sabia que iriam conseguir superar aquela dificuldade.

Segurou as mãos dela de volta, sorrindo com ternura. Ficava feliz que a outra acreditava tanto nela e a apoiava. Aquele ramo era algo que vampiros não viam necessidade de seguirem. Talvez achassem ajudar os outros perda de tempo. Sempre tão egoístas e preocupados com si próprios. 

- Então é uma promessa. Vamos fazer isso. Juntas - falou com determinação e a abraçou.

...Atualmente...


Lily ouviu o som da porta batendo e olhou alerta na direção. Então Carl explicou a ela o que havia sido aquilo e ela relaxou. Somente empregados humanos, como ela suspeitara. Não havia nada com que se preocupar. Deveria tentar relaxar e não se assustar com qualquer coisa. Afinal, era a casa do namorado, ele a protegeria.

Não havia problemas para ela acerca da curiosidade. Ela mesma era alguém curioso ao extremo. Perdoaria os sustos que deram e talvez dessem a ela no futuro. Olhou o rapaz de volta e sorriu, mesmo sem entender o olhar satisfeito dele. Parecia animado. Bem, talvez fosse incomum ter visitas, ou que Daryl fosse tão gentil com eles. Olhou orgulhosa para o namorado e seguiu o caminho.

Ela observou o quadro com atenção quando Daryl contou que a mulher era sua avó. Procurava as semelhanças entre os dois. Parecia ser uma mulher tão séria... E o namorado usara palavras no passado, o que indicava que a vampira do retrato diante de si estava morta. Será que havia sido uma boa avó para o rapaz? Como não continuaram com o assunto, ela respeitou e manteve-se calada, seguindo na direção dos quartos.

Ela não entendia o porque Daryl havia ficado emburrado sobre a mãe. Estaria chateado porque ela não os havia recebido? Bem, ela não pretendia ir importunar a sogra.

Ao entrarem no quarto o olhar dela se iluminou. Tão mimoso e delicado. Amou. Sequer se importou de não ter nada tecnológico por ali. Não havia ido viajar para ficar presa a uma televisão. Andou pelo local sorrindo e admirando tudo, tocando no papel de parede, na roupa de cama. Deu saltinhos até a janela para olhar do lado de fora e depois foi bisbilhotar o banheiro.

- Eu amei! Obrigada - ela agradeceu ao mordomo quando foi perguntada se estava satisfeita. Olhou o sino e acenou com a cabeça. Não achava que precisaria de algo, mas o usaria caso acontecesse.

Acenou um "tchau" para Carl quando ele se foi e olhou o nobre.

- Mon cher, não precisa ficar preocupado. Eu estou gostando, não se preocupe... Mas na verdade, estou chateada com um detalhe... - falou e foi se aproximando, então passou os braços pelo pescoço dele, fazendo biquinho de charme - Como é que eu vou poder abusar de você? Vou ter que invadir seu quarto ou deixar a porta aberta... - e deu um sorriso maroto.

Depois iria desfazer as malas e escolheria um bom modelito para o jantar.




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MensagemAssunto: Re: Oneshot: Um lírio entre fogo e espinho   Ter 26 Abr 2016 - 20:48

Daryl sorriu, segurando-a pela cintura e puxando-a para si.

- Eu capturo você quando menos esperar - murmurou, beijando-a em seguida. Aquela casa parecia bem menos intimidadora assim. Se ela estivesse naquele lugar desde sempre, nunca teria deixado o país. Ainda segurou a garota por mais algum tempo ali com ele, apenas olhando-a e acariciando seu rosto, com as testas encostadas. Depois a liberou com um selinho, deixando-a ir até as malas, andando atrás dela. - Bem... precisa de ajuda? Já quer se arrumar?
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MensagemAssunto: Re: Oneshot: Um lírio entre fogo e espinho   Ter 26 Abr 2016 - 21:30

~*Lily*~


A menina sorriu quando ele a puxou pela cintura, mordendo o lábio inferior com um olhar brilhante.

- Gostei dessa ideia - riu baixo e correspondeu o beijo dele.

Ficou curtindo aquele carinho e o contado da testa dele com a sua, até que o rapaz a soltou. Foi saltitando até a mala e pegou uma abraçando com uma cara misteriosa.

- Eu vou tomar banho... E você - apontou um dedo pra ele - nem pense em vir atrás... É surpresa! - e correu para o banheiro.

Tomou uma ducha rápida com medo de se atrasar para o jantar e se arrumou rapidamente com o vestido escolhido. Se olhou no espelho, sorrindo, ajeitou o cabelo, botou uma maquiagem leve combinando e voltou para o quarto.

- TCHARAAAAN!



- O que achou? - perguntou sorrindo ansiosa - Exagerei?




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MensagemAssunto: Re: Oneshot: Um lírio entre fogo e espinho   Ter 26 Abr 2016 - 21:52

- Eu? Eu jamais faria algo assim - disse rindo, com tom de "fui pego". Viu aquele brilho nos olhos dela. Lily tinha aprontado alguma coisa.

Aguardou pacientemente sentado na cama, sorrindo sozinho. Quem diria que um jantar bobo o deixaria feliz mais do que entediado?

Eis que a namorada aparece com um tipo de roupa que ele jamais a tinha visto usar. Ficou nitidamente surpreso, admirado. O fato de ela ter pesquisado sua família a ponto de trazer aqueles elementos para uma roupa completamente em seu estilo o deixava sem palavras. E ainda assim era tão ela, tão linda e agora mais próxima daquele ambiente.  Ele levantou-se sorrindo.

- Você é muito boba... E Linda. Mas muito boba - disse de forma terna. Olhou-a diretamente, tocando seu rosto. - Ficou muito bom em você. Logo agora que eu estava começando a ser um vampiro moderno para combinar com você... - riu baixo e admirou mais um pouco. Lily e suas travessuras do bem. Sinceramente nem se lembrava mais da promessa que tinha feito a Orion e agora estava aproveitando a viagem.

- Sou eu agora que não estou combinando. Eu vou providenciar uma vestimenta adequada. - segurou sua mão e levou delicadamente aos lábios, depois ergueu-a, fingindo um passo de dança para vê-la girar. Então sorriu. - Só quero que lembre que a quero confortável, tudo bem? Não precisa fazer nada se não estiver feliz. No mais... eu te amo.

Soltou-a finalmente e afastou-se fazendo menção de sair.

- Volto logo para buscá-la! Se precisar de alguma coisa, não tenha receio em chamá-los.

Não quis levá-la para seu quarto, pois não queria que houvesse um encontro por acaso naqueles corredores. Mas agora estava até empolgado para aquele jantar.
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MensagemAssunto: Re: Oneshot: Um lírio entre fogo e espinho   Qua 27 Abr 2016 - 2:14

~*Lily*~



A vampira corou quando ele a olhou admirado. Riu quando foi chamada de boba. Era claro que ela faria algo do tipo. Manter as roupas comuns podiam ser algo estranho para a sogra, no entanto vestir aquelas roupas com ar de velharia ela não iria. Nada melhor que um estilo gótico, steampunk ou lolita, poderia usar qualquer um dos três.

Riu novamente quando ele reclamou que agora ele estava moderno demais para ela. Não exatamente. Poderia mostrar a ele alguns estilos depois, quando tivessem tempo a sós. Sorriu e fez pose para girar como uma bailarina.

- Eu 'tô confortável. Já tinha essas roupas antes de você me convidar - sorriu largamente - Só 'tava esperando um bom motivo para usar esse tipo de modelito - se aproximou e deu um beijinho - Je t'aime trop, mon amour. Não demore.

Olhou para a cordinha dos empregados, mas resolveu não usá-la. Também não sairia andando pelos corredores sozinha. Pegou o celular e colocou uma música para tocar, ouvindo com os fones. Guardou o aparelho no bolso do vestido e abriu a porta, espiando do lado de fora furtivamente. Queria ver se pegava alguém em flagrante observando-a. Divertia-se só de pensar na expressão surpresa que a pessoa faria.




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MensagemAssunto: Re: Oneshot: Um lírio entre fogo e espinho   Qua 27 Abr 2016 - 8:34

Curiosamente, perto da escada, a vampira pode ver Carl, que conversava com uma jovem huaman de cabelos castanhos em roupas de empregada. Antes parecendo levar bronca, ela na verdade pareceu bem surpresa e ansiosa quando a porta foi aberta.


- Viu? Ela quer socializar. É só uma perguntinha rápida - disse ansiosa, limpando as mãos no vestido e se aproximando com admiração.

- Daisy! - cobrou Carl em tom de voz indignado, indo atrás dela.

- Oi - disse a moça, parecendo bem nervosa, mas admirada - Que roupa mais linda. Está um arraso total.

- Daisy! - Ele colocou as mãos no ombro dela - Vou reportar isso a Peggy! Desculpe o inconveniente, senhorita Lillian.

- Ela está ocupada com o jantar e a madame. Ah, vai, você também está louco pra saber.  -  Dessa vez Carl não disse nada - Vocês vão casar? - sussurrou, ansiosa. - Vão levar a gente com vocês?

- Dai-sy!! - Carl bateu o pé. Não tinha autoridade com a garota rebelde, que achou engraçado. - Não era isso que você ia perguntar. - Ela deu de ombros -  Desculpe o incômodo, senhorita Lillian, mas a senhorita por acaso não teria visto uma garota japonesa acompanhando o senhor Daryl, não é? Queremos saber como ela está.

- O nome dela é Naru. E ela foi uma sortuda filha de uma mãe que foi embora disso aq--

- Daisy! Chega. Vou chamar o senhor Pierce -  a menina fez um muxoxo e bufou nervosa.

- Para de ser chato, ela é moça da cidade. Parece gente fina. Olha a cara dela. Meu deus, seus olhos são assim mesmo ou é uma raça de vampi-- AI. - gritou abafado, esfregando o braço beliscado.
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MensagemAssunto: Re: Oneshot: Um lírio entre fogo e espinho   Qua 27 Abr 2016 - 9:50

~*Lily*~


A vampira olhou surpresa ao ver Carl e uma jovem humana que ainda não havia conhecido. Tirou os fones e guardou no bolso quando se aproximaram, e não pode deixar de rir quando a moça falou que ela queria socializar. 

- Oi, tudo bom? - falou simpática - Obrigada, tentei escolher a roupa certa para vir - sorriu - Acho que acertei - riu baixo.

Olhou Carl e sorriu a ele divertida.

- Não tem problema, Carl. Não me sinto incomodada. Gosto de conversar e ia ficar aqui entediada enquanto o Daryl não volta.

Então recebeu a pergunta que a deixou surpresa. Acabou rindo e corando.

- Casar? Não sei. Estamos juntos apenas a alguns meses, acho que ainda é cedo pra dizer, mas...
- ajeitoi uma mecha de cabelo atrás da orelha - ... eu iria gostar se fosse ele - sorriu.

Quanto a levá-los, não soube o que responder. Daryl havia dito que eles estavam ali porque queriam, Naru disse a mesma coisa. Tanto que Lily olhou confusa quando ela falou. 

- Ah, Naru! - concordou com a cabeça voltando a sorrir - Ela está nos aguardando com o meu pai... Ficamos grandes amigas - contou animada - Ela está muito bem!

Riu quando a humana perguntou se os olhos dela eram daquele jeito por uma raça de vampiros.

- É heterocromia, um olho de cada cor. Pode acontecer no reino animal. Alguns vampiros como eu também tem, mas é incomum, no geral - explicou - Mas eles ficam vermelhos normais na minha... outra forma.

Então ficou pensativa os olhando e depois falou.

- Olha, depois do expediente de vocês eu posso ligar para casa e vocês mesmos falarem com Naru, que tal? - propôs sorrindo.






Última edição por Fabi em Qua 27 Abr 2016 - 16:47, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Oneshot: Um lírio entre fogo e espinho   Qua 27 Abr 2016 - 11:53

Daisy deu cotoveladas de empolgação em Carl quando ela revelou a possibilidade de casamento

- Viu? Aquela velha da Briana estava duvidando de mim. Vocês vão chamar a gente pro casamento? - Ouvia tudo que saia da boca de Lily com uma animação sem igual, na cabeça dela, era como estar diante de uma obra de arte falante. - Ai que safada essa Naru! Já virou amiga da nobreza. Eu bem que queria que um alguém da outra casa lá viesse dar uma mordidinha. - corou, encantada com aquela ideia toda do mundo dos vampiros.

- Que bom - falou Carl por cima, mais atento à notícia - Ela é uma boa menina - sorriu. - E perdoe-me por essa... sem noção. Ela não sabe como é dolorosa uma transformação dessas - disse a última frase em tom de bronca e quase cortado por um som de susto e empolgação de Daisy quando Lily contou sobre sua "outra forma"

- Meu Deus... essa eu nunca vi. Então você fica bem loucona que nem a madame?

- Daisy. Isso já está além do indelicado! - Carl ficou vermelho de raiva.

- Ai, desculpa, tá legal.

- Não. Já chega. Vá embora... Obrigado pela gentileza, senhorita Lillian. Mas a Daisy tem muito trabalho para fazer lá embaixo

- Ela falou "depois do expediente" e eu fui convidada - comentou olhando para cima, debochada

Carl ajeitou a roupa, nervosamente.
- Por favor, mande nossos... - pensou um pouco sobre o que dizer - cumprimentos a pequena.

- Depois eu vou aparecer por aqui, viu!? Tenho muita coisa para contar - disse espoleta, sendo conduzida por um Carl desconcertado, que ainda teve o trabalho de fazer uma mesura. - Ou me chame pelo sino e conversamos! Foi um prazer - falou alto antes de descer as escadas segurada pelo braço.

Conforme se afastavam à direita, o outro resmungava com a menina no caminho, até que o corredor extenso parecesse cruamente silencioso com suas portas vizinhas fechadas. O único som remanescente vinha do relógio próximo a escada. Lily estava acompanhada agora somente de quadros com paisagens, objetos decorativos em bronze e do olhar atento da imagem da avó de Daryl.
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MensagemAssunto: Re: Oneshot: Um lírio entre fogo e espinho   Qua 27 Abr 2016 - 13:23

~*Lily*~


Lily ria do comportamento afobado daquela empregada humana, gostava de pessoas animadas como ela.

- É claro - concordou sobre convidar para o casamento, apesar que não saberia dizer quando se casaria. Talvez aquela humana nem estivesse mais viva quando acontecesse, mas ainda assim concordou. 

Ficou meio sem jeito de ser chamada de nobreza. Sabia que era uma vampira nobre, morava em um castelo, mas depois da vida quase nômade que levara com o pai era estranho se considerar assim.

- Alguém da outra casa? - perguntou sem entender. Haveriam puros na família de Daryl?

Realmente a garota não fazia ideia de como era doloroso virar vampiro. Talvez também não soubesse sobre o risco de decair e como era ter sede por sangue. Ser vampiro não era um conto de fadas. Por mais que a vida fosse deslumbrante, não se podia esquecer que ainda existiria um monstro dentro de você.

- Loucona igual à madame? - perguntou ainda mais confusa. Então sua sogra também era louca? O destino andava muito engraçadinho ultimamente. Aquilo deixaria Lillian alerta sobre o comportamento da sogra.

Porém, antes que as perguntas fossem respondidas Carl já arrastava Daisy para longe. Tudo que pode fazer foi acenar uma despedida até que a humana voltasse para conversar mais tarde. 

O silêncio que ficou era desconfortável. Havia receio agora dentro dela. Que tipo de loucura a sogra teria? Talvez pudesse ajudá-la e ser gentil com ela, mas antes era preciso descobrir qual era o problema. Caminhou quase que no automático até parar diante do quadro.

- Senhora - cumprimentou respeitosa, mesmo que fosse um simples quadro.






Última edição por Fabi em Qua 27 Abr 2016 - 16:50, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Oneshot: Um lírio entre fogo e espinho   Qua 27 Abr 2016 - 13:52

O rosto sério de Josephine parecia reprovar aqueles que a encaravam vindos do corredor onde Lily estava. Poderia ter sido colocado ali de propósito, para trazer para dentro um pedaço daquela mesma sensação do lado de fora da casa ou para vigiar criados como Daisy, que se aventuravam lá em cima. Ou talvez...

Fomentada por aquele sentimento de desconfiança, ao olhar tão de perto a vampira teria a forte impressão de que os olhos enigmáticos da avó de Daryl miravam, na realidade, a última porta, no final do corredor.

- O que está fazendo? - riu Daryl, interrompendo sua catarse com o quadro e envolvendo sua cintura. - Oi, vó - brincou sorrindo para o retrato. - Esta é Lily, Lillian Sorel, minha namorada. Acho que vão gostar dela. É adorável e seu nome lembra uma flor - Ele a soltou após um beijo no rosto. Estava em humor enérgico agora e em trajes mais integrados com a casa.

(referência)

- Vamos descer? Podemos ficar na sala de estar. Não acho que vá demorar muito.
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MensagemAssunto: Re: Oneshot: Um lírio entre fogo e espinho   Qua 27 Abr 2016 - 15:00

~*Lily*~


Lily observava o quadro intrigada. Parecia ter sido colocado ali com algum propósito. Mas qual? Dava-lhe a sensação de ser uma espécie de guardiã, mas o que estaria guardando? O que estava protegendo? E de quem?

Seu olhar acompanhou o do retrato. Parecia olhar intensamente para a última porta do corredor. O que teria atrás daquela porta para que fosse zelada por um olhar tão severo? Ela não sabia, mas tinha a impressão que se perguntasse para Daryl ele não contaria ou se esquivaria com uma resposta vaga. Teria que descobrir de outra forma. Será que se perguntasse para Daisy ela lhe contaria?

Voltou a olhar para o quadro, perdida nas próprias expeculações quando Daryl a chamou. Sorriu para ele e achou uma graça a forma carinhosa com que ele falou com um simples quadro, mesmo que fosse uma brincadeira. Gostou do humor que ele estava.

- Muito prazer em conhece-la, senhora - sorriu entrando no clima. 

Então reparou nas roupas dele, pondo a mão sobre os lábios enquanto dava um risinho. 

- Parece que assaltou o armário de um vovozinho, mas está muito bonito - implicou rindo - Vamos - olhou para o quadro mais uma vez e então o acompanhou para o andar de baixo.




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MensagemAssunto: Re: Oneshot: Um lírio entre fogo e espinho   Qui 28 Abr 2016 - 10:47

Daryl riu por se parecer um vovô, agora estava aos poucos se acostumando a se vestir como uma pessoa normal então até ele estranhava um pouco. Ofereceu o braço para ela, seguindo caminho.

Passaram pela porta secreta, que de perto era bem reconhecível, mas desta vez estava fechada. Podiam ouvir algum movimento de passos através dela, mas era um dia atípico e especial naquela casa. Os criados pareciam se esforçar para serem invisíveis e darem todo o conforto para moradores e hóspedes, aparecendo somente em casos de necessidade. Assim, não encontraram ninguém por lá e a decoração continuava predominantemente em vermelho.



Uma espaçosa e vazia sala de estar abrigava cortinas carmesim, com uma vista generosa da parte de fora, papel de parede com detalhes em vermelho e sofás em tom mais suaves, com uma mesa de centro. Havia jornais e algumas revistas - algumas relativamente novas, mas em sua maioria eram livros conceituais ou artísticos com gravuras. Estantes abrigavam mais mimos decorativos em bronzes e um piano de cauda ficava no canto da sala. Era a peça mais bem polida do local, apesar da óbvia idade.


- Este lugar era para ser um pouco chato. Com visitas e conversas importantes enquanto alguém toca o piano, os convidados fingem ouvir e garçons circulam na sala com taças de sangue... ou chá - brincou. - Mas hoje é apenas um ambiente quieto e menos enclausurante do que o quarto. - Ele observou a namorada um instante e sorriu, querendo prever suas perguntas. - Tentaram me ensinar um pouco de música. Eu só sei o básico. Preferia socar e queimar coisas. Decidiram não arriscar e contratar um mestre para dominar magia, que sugeriu o professor de boxe - Riu. -  A pessoa que usa aquele piano é, em geral, a minha mãe. - contando para ela seletivamnete, sua vida parecia até normal.
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MensagemAssunto: Re: Oneshot: Um lírio entre fogo e espinho   Qui 28 Abr 2016 - 11:10

~*Lily*~


Lily ficou super curiosa com a porta oculta que dava para aquela sala luxuosa. Agora tinha vontade de vasculhar todas as paredes para ver se achava mais alguma e ver que mistério escondia. 


Podia ouvir os sons de passos, mas estava acostumada quando eles tentavam passar despercebidos, era normal para ela depois que se acostumou com a rotina do castelo. Eles geralmente eram quietos e não gostavam de se envolver com os patrões. Os empregados dele pareciam mais divertidos. Ou talvez fosse porque seu pai tinha intimidado os deles, não duvidava nada daquilo. 


- Vocês gostam bastante de vermelho - comentou - E eu pensando que sua cor favorita era azul - sorriu.


Olhou pela janela para ver o amplo local do lado de fora e depois observou os detalhes da sala. O piano fez seus olhos brilharem, mas antes que fizesse a pergunta Daryl já havia respondido. Ela riu por ter sido previsível daquela vez. 


- Sem graça - riu. Acho engraçado ele falar taças de chá ao invés de xícaras - Está bem, senhor pugilista piromaníaco. Não achei que era assim tão revoltado pra querer socar e queimar coisas - sorriu - Eu não sabia que existiam mestres em magia, como são? Tudo que aprendi foi sozinha... Faço mais por instinto - contou. 


Passou a mão pelo piano, admirada com a peça antiga.


- Será que um dia terei a honra de vê-la tocar?






Última edição por Fabi em Ter 3 Maio 2016 - 13:17, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Oneshot: Um lírio entre fogo e espinho   Qui 28 Abr 2016 - 11:33

- Bem... não se pode decorar a casa dos próprios pais - comentou, sobre as cores.

- Foi só um vampiro velhaco que me apresentaram desse jeito para que eu não tivesse aversão de aprender como teria se fosse algum conhecido - explicou. - Desconfio que fosse um tipo de tutor... um babá. Mas ele era legal. Um nobre também, se não me engano. Depois nunca mais o vi.


- Se não quebrá-lo nos próximos segundos, talvez eu ainda possa tocá-lo -
a voz feminina invadiu a sala com rigidez.

A mulher loira de olhos quase cinzentos usava um vestido longo, de centro negro e decorações em dourado. A saia e as mangas eram vermelhas. Não era bufante, mas tinha ar de imponência.


(Referências)


Daryl não esperava vê-la naquele momento e nem sabia qual seria sua reação ao fazê-lo. O susto foi tão grande como um garoto que estava desobedecendo os adultos. A expressão da mulher ao olhá-lo mudou completamente, suavizando de uma maneira brilhante e seus passos apressados foram suaves como os de um anjo, até chegar em um abraço carinhoso e ao mesmo tempo delicado.

- Daryl, meu querido! - a voz nem de longe lembrava a mulher dura que aparecera de súbito. Como um piano, agora parecia emanar de si suas notas mais suaves.
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MensagemAssunto: Re: Oneshot: Um lírio entre fogo e espinho   Qui 28 Abr 2016 - 11:59

~*Lily*~


A menina concordou sobre decorar a casa dos pais. Apesar que Nero deixava que ela ajudasse na decoração para não ficar perturbando ele. O pai só odiava quando ela coloria demais ou botava muito frufru. No fim acabava saindo um meio termo.  


Quanto ao vampiro velhaco, ela sorriu. Era uma forma inteligente de convencer a uma criança a receber um tutor. O que será que acontecera com o tutor dele? Realmente tudo naquele lugar despertava a curiosidade dela. 


Mas, assim como Daryl, ela tomou um susto enorme quando Marguerite apareceu na sala. Tirou a mão do piano de imediato, colocando atrás das costas com cara de assustada como se tivesse sido pega em flagra fazendo o que não devia. 


No entanto, o susto passou assim que a mulher se aproximou e abraçou o filho. Lily a olhava admirada com os olhos brilhando. Ela era tão linda! O vermelho combinava muito com ela, com uma pele tão alva e loira. Estava encantada.


- Senhora Marguerite! - falou empolgada, juntando as mãos diante de si - A senhora é tão linda! Parece um anjo! - sorriu - É um enorme prazer conhecê-la! Eu sou Lillian, muito prazer - tagarelou e estendeu a mão para cumprimenta-la.






Última edição por Fabi em Ter 3 Maio 2016 - 13:18, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Oneshot: Um lírio entre fogo e espinho   Qui 28 Abr 2016 - 14:11

Há muito tempo Daryl não tinha aquela sensação estranha... a doçura da mãe quase chegava a doer, deixando-o num tipo de abismo interno, mas ele não lembrava o motivo, não naquele momento. Marguerite parecia não se importar nem um pouco, continuando abraçando-o mesmo sem ser correspondida pelo filho atônito.

- Senti tanto a sua falta - praticamente ronronava essa e outras declarações dóceis. Até que um "chiado" chegou a seus ouvidos e enrijeceu seu corpo. Os braços foram movidos lentamente voltando ao lado do corpo e deu um passo para trás, afastando-se do filho. O olhar atravessou a garota que falava sem parar e tinha a mão estendida.

O afastamento físico foi um enorme alívio para Daryl, que parecia acordar de algum tipo de pesadelo. Expirando a tensão e vendo o que acontecia. Fez menção de falar, apresentá-la logo, parecendo ter acordado a pouco e preocupado com o que tinha "perdido".

Marguerite inclinou o rosto, como uma fada, piscando confusa, como se a garota nunca estivesse ali.

- Meu amor, quem é essa?


Daryl, já constrangido, prontamente se moveu por trás da mãe e chegou até Lily, "resgatando" sua mão estendida com a sua e segurando-a como casal. - O nome dela é Lillian, mãe. Ela é a minha namorada - explicou pacientemente.

- Ah... - abaixou a mão e quando os olhos pousaram na vampira, ela poderia enxergar o ódio flamejante que existia por trás daquele azul tão calmo. Os lábios se contorceram discretamente. - Entendo... - sorriu ao filho - - Não achou um pouco cedo para trazer uma garota para nossa casa? Quer dizer... - então ela começou um monólogo em tom de voz bem dócil, e parecia mesmo estar conversando com algum amigo imaginário. Andava pela sala, falando consigo mesma. - Bem, garotos são garotos, eu deveria imaginar quando tive um menino. É claro que isso seria tão natural, apesar de eu ter ficado tão feliz quando vi que não iria dar certo da outra vez, mas está tudo bem. É só ter paciência...

- Me desculpe   - falou mais baixo, desviando o olhar. Sabia que isso ainda nem era o pior. Até que a loira parou bruscamente e fez uma conclusão:

- Bem... Está tudo bem. O que importa é que meu menino voltou. Não é mesmo, Pierce?

Do outro lado da sala, o vampiro loiro posava como uma estátua, bem ao lado da porta falsa e apenas disse friamente:
- Sim, madame.

- Isso! É verdade -  voltou toda alegre e sorriu para Lily, como se sempre tivesse sido educada com a garota. - O meu nome é Marguerite. Eu sou a mãe do Daryl. - Com as duas mãos ela segurou a mão do filho e o puxou, tirando-o do lado da namorada em passos lentos. -  Então, querido, vamos jantar? Faz tanto tempo - Agarrou-se em seu braço e saiu em direção à sala de jantar. Daryl parou e olhou para trás, pois queria levar Lily, é claro, mas como podia explicar a ela que simplesmente não conseguia se desfazer da mãe? Abriu a boca para se pronunciar, mas Marguerite logo continuou: - Ah, sim, claro. Pierce, traga a menina. Ah~~ eu pedi para abrirem aquele vinho que você gosta ~ Pedi para acrescentarem gotinhas do sangue mais saboroso... - tagarelava a mãe, tentando levá-lo.

Pierce se aproximou de Lily no mesmo instante, ficando atrás dela feito uma sombra, esperando que ela seguisse caminho.
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