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 Os cavalos e peões do Rei

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Lohanne
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Char RPG : Lohanne - Hunter
Yan Yuriev - Vampiro Puro Sangue

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MensagemAssunto: Os cavalos e peões do Rei   Qua 6 Abr 2016 - 14:45




Enquanto a tempestade aumentava, passos surgiam na neve em direção a parte sul do castelo. Carros e carros se arriscavam nas suntuosas curvas da montanha que ligava o castelo à cidade.

Vidros fechados sepulcravam todas as palavras não ditas no silêncio das inúmeras famílias que seguiam com seus mestiços. As malas havia sido feitas naquela madrugada mesmo e o dia mal havia amanhecido quando aquele cortejo quase fúnebre foi se postando.

Os humanos da cidade sequer imaginavam, ou talvez pensasse que seria mais uma festa da rica família do castelo no alto da montanha, afinal o filho havia se casado então era lógico que as comemorações perdurassem.

Á porta sul do castelo, vestido por um grosso casaco de pelo cinza e apoiando ambas as mãos em uma bengala  de madeira escura, o cabo cravado em ouro e joias, Eleazar assistia cada carro que adentrava ao pátio.

Ao seu lado, Benjamin Razvan anotava cada nome de cada família e lhe entregava um pequeno embrulho de veludo preto, orientando que o mesmo só fosse aberto quando as famílias deixassem o local. Mesmo curiosos, aquele pedido fora respeitado de forma religiosa e assim os mestiços eram deixados para trás, irmãos e irmã, filhos, pais, vampiros com certo poder dentro da sociedade humana, mas nenhum poder dentro da sociedade vampírica romena.

Ainda que não fossem sacrificados como os transformados, mestiços eram considerados fracos pelo império e assim, aquele chamado de Eleazar, depois de tantos anos, era um gesto de honra e quem sabe de aceitação.

Muitos se perguntavam quais seriam o plano do agora general de guerra, em convocar todos ali, mas nenhuma daquelas perguntas era feita de forma alta, elas morriam nas mentes frias, na loucura e no silêncio do sangue Yuriev.

Aos poucos, quase não havia mais espaço no pátio para as pálidas criaturas do gelo, então Eleazar os convidou a entrar e tomarem lugares nas inúmeras salas de seu castelo, eles logo entenderiam tudo o que estava acontecendo.

As salas do castelo logo estavam tomadas por murmúrios, alguns desconfiados, outros satisfeitos com o que estava por vir. Finalmente eles teriam seus lugares na sociedade romena, finalmente lhes seriam concedidos poderes e voz.

Criados iam e viam servindo a todos, pastilhas, taças e comida quente: porcos assados com batatas e ervas, vasilhas de lentilha fumegantes.

A bebida era elogiada e as pastilhas eram consumidas com uma quase adoração. Do que eram feitas aquelas novas pastilhas? Seriam elas as pastilhas produzidas por Benjamin Razvan e seu clã? A refeição era realmente fortalecedora.

Mais carros chegavam a medida que o dia rompia e mais uma vez o castelo se vira tão cheio quanto no casamento ocorrido na noite anterior.

Sabidos dos acontecimentos de uma lua de mel, ninguém questionou a presença ou a ausência de Yan Yuriev, o novo imperador, naquela recepção, mesmo porque Eleazar estava ali e para muitos ele ainda era o grande rei, fora ela quem levara o clã a ser o que era.

No pátio, um último carro deixava dois irmãos, fortes em físico e mente, mas apenas mestiços. Benjamin anotou seus nomes e checou a lista digital que havia montado.


-Quantos não vieram? - Eleazar perguntou, ainda olhando para o pátio agora vazio, coberto de marcas de pneu e neve, seus olhos cinzas profundo tinham um ar azulado agora, sua aura pareciam ainda mais pesada.

Ele tirou um cantil de prata do bolso do casaco e bebeu um longo gole. Benjamin o olhou em silêncio por um breve instante e então tornou a ver a lista. Sim, algumas famílias não haviam entregue seus mestiços, mas ainda havia tempo.

-O prazo foi dado - Eleazar limpou os lábios com a língua, estavam vermelho sangue e Benjamin se forçou a não olhar, não respirar - Quando todos forem encaminhados, você ira até essas famílias e saberá o que fazer - ele tomou mais um gole e Benjamin apenas assentiu.

Eleazar então estendeu o cantil para Benjamin, que o agarrou como uma tábua de salvação, deixando seu tablet e a lista com nomes cair.

O ancião olhou com desprezo para aquele gesto, não conseguia entender como alguém tão inferior a ele poderia ser agraciado com tamanha genialidade. Seu filho deveria ter aquela visão, seu filho deveria ser bravo e visionário, mas este também era um rolo. Esperava que com o novo cargo e o casamento de nome ele finalmente encontrasse um caminho e ele também deveria encontrar um caminho para Ruri, o mais breve possível.

“Teppes vira do norte, espero que nossas velhas feridas não sejam apenas encharcadas de sal com essa visita… e que ele não deseje ver o túmulo” - Eleazar então virou-se, entrando no castelo, sendo seguido por alguns poucos criados que o acompanhavam.

Benjamin ficou alguns minutos do lado de fora, extasiado pela bebida que corria por sua garganta, seus olhos cinzas pálidos, tornando-se subitamente azul safira.










"We greeted death as an old friend"
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Lohanne
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Yan Yuriev - Vampiro Puro Sangue

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MensagemAssunto: Re: Os cavalos e peões do Rei   Ter 26 Abr 2016 - 18:26




Ut te postremo donarem munere mortis”

Os salões estavam repletos e os olhos de Eleazar assistiam toda aquela movimentação, sentia cada uma daquelas presenças e era capaz de ler cada pensamento de uma forma que nunca fora capaz. O poder corria em suas veias, cada mais forte, cada dia mais intenso, como se outro ele crescesse dentro dele.

Ele sabia dos riscos que corria, mas experimentar aquela sensação era quase como uma droga. Havia séculos que ele começara aquela busca, desde quando percebera a fraqueza de seu herdeiro, desde quando percebera que teria que agir pelas próprias, mãos. Precisava de poder, precisava de todo o poder que pudesse conseguir.

Ele fora até a floresta de Hoia Baciu, uma floresta conhecida por seus poderes sobrenaturais. Ele nunca havia acreditado em tal coisa, não antes daquele estranho encontro na neve. Fantasmas, fantasmas do passado, rondando sua grande fortaleza.

Ele seguiu aquelas aparições, elas os guiaram até aquelas árvores, mas não em silêncio. Elas lhe contaram histórias, elas lhe abriram os olhos para o real poder, para o que poderia ser. Elas grudavam em seu pulso e o puxavam, ao sul, sempre ao sul.

As árvores mortas e folhas secas daquele luga pareciam dar ainda mais voz àquelas criaturas, ou ecoar as palavras ditas por aquelas coisas. Ele continuou, o medo nunca encontrara lugar em seu coração e não seria naquela noite que aquilo aconteceria.

Então ele encontrou uma cripta. um lugar há muito abandonado. O frio parecia intenso e envolvia todo o lugar, a vegetação ao redor estava totalmente morta e petrificada e Eleazar sentia suas forças se esvaírem. Teria caído numa armadilha? Sentira-se tão impulsionado a seguir aquelas aparições e só agora se dava conta de que sequer questionara.

Mas não havia como fugir, ele havia chegado até ali e agora tinha que prosseguir, mesmo porque, sua mente se tornava nublada e o caminho de volta não parecia encontrar suas memórias.

Ele entrou na cripta e pela primeira vez em sua existência ele tremia. O frio intenso do lugar parecia se impregnar em sua alma morta.

Ele entrou no salão coberto de neve e folhas, pedras estavam soltas do chão, esqueletos estavam espalhados por todo local, uma batalha parecia ter ocorrido ali. Eleazar abraçou o próprio corpo, sentindo seus joelhos fraquejarem.

Um cheiro forte tomou o lugar a medida que ele avança, não havia mais aparições para guia-lo, mas no fundo do lugar uma fraca e bruxuleante luz azulada brilhava. Algo lhe dizia que deveria ir até lá.

Seus passos eram lentos e pesados, seu corpo parecia mais e mais enfraquecido, ele sentia dor, como se cada osso seu estivesse sendo partido, como se cada trecho de pele estivesse sendo rasgado.

“A morte” - foi tudo o que ele conseguiu pensar, mas não havia dentro dele arrependimento. Ele começara aquela busca e o final dela estava ali, diante dele, atendendo seus inúmeros chamados e rituais. Aquele seria o último sacrifício, ao menos ele acreditava nisso.

-Eleazar Teppes Yuriev - a medida que se aproximava da luz esta assumia uma forma humanoide, a voz era baixa e rouca, como se viesse de um lugar distante, perdido no tempo, mas ela foi o suficiente para que ele caísse de joelhos.

-Raça de carne podre - e criatura diante dele ergueu um braço, a pele presa ao osso caindo em pedaços - maldição… - um resmungo como se alguém tivesse se engasgado.

-Eu construi um reino - Eleazar ouvia, não conseguia falar, sua garganta estava seca, sua voz estava morta - Ela destruiu meu reino… meu corpo… tudo o que resta… - ele então moveu a mão ao peito, onde um buraco se encontrava. Eleazar sabia o que aquilo siginificava, mas continuou ali, imóvel.

-Você clamou por poder, eu clamo por um corpo, um agrado para o deus da morte - a voz era ainda mais trêmula, como se estivesse perdendo a conexão com aquele mundo.

Eleazar conseguiu engolir e sua saliva pareceu cortar sua garganta.

A criatura então apontou para baixo, para seus próprios pés, onde um buraco estava aberto no chão, mostrando andares inferiores. O buraco seguia pelo segundo, terceiro, quarto, quinto, tantos pisos que Eleazar não era capaz de enxergar o final daquilo.

Eleazar impulsionou o corpo para frente e então se arrastou à borda do buraco, tentando encontrar onde se agarrar para começar sua descida. Não houve tempo, o chão cedeu e junto às pedras seu corpo enfraquecido caia, seguindo de perto por aquela forma humanoide.

-Poder infinito, obrigação infinita, crias fracas -  as frases surgiam agora dentro de sua mente enquanto ele caia no que pareceu uma eternidade de queda e dor.

Quando seu corpo finalmente bateu em algo concreto sua voz pareceu voltar e seu grito se espalhou por todo lugar, agoniado, estilhaçado, assim como cada parte de seu corpo.

Eleazar permaneceu imóvel no chão, olhando para o lugar de onde havia caído, o buraco tão distante que mais parecia a lua no céu. Ele estava alucinando?

Ele tentou se erguer sem sucesso, seu corpo permanecia ali, caído, estilhaçado, seus braços pareciam presos por algo, mas o que?

Então uma dor lancinante cortou seu peito e um novo gritou se formou em sua garganta, mas este não teve tempo de chegar aos lábios. Então ele o viu: morte.

A neve caia, o frio não parecia mais tão frio, mas não lhe trazia calor, nada jamais lhe traria calor novamente, estava morto, era apenas uma casca com consciência e ela lhe dizia que Eleazar estava acabado.

Seu peito trazia um novo peso, um peso que ele não sentia há milênios, uma nova batida, congelada num ritmo que apenas ele conseguia sentir. Seus olhos cinzas estavam intensamente azuis.

Ele conseguia apenas se lembrar da destruição que deixara para trás, ou teria sido ele?

“Ele” - Eleazar sentiu o corpo tremer novamente, como uma onda de choque passasse por ele.

Aquele rosto, ele jamais poderia esquecer, embora também não pudesse descrever. Aquelas mãos abrindo seu corpo, aqueles braços lhe trazendo sangue, mais e mais sangue, tanto sangue e mesmo assim ele se sentia tão faminto.

-Não haverá satisfação, nunca haverá satisfação - ele ouviu, enquanto devorava um a um, enquanto aquela coisa corria pelas paredes, abrindo criptas, puxando corpos em cascas de lá. Ainda assim havia sangue e ele ingeria, um a um por horas, dias. Ele não sabia mais contar o tempo, sentia-se apenas uma besta a ser alimentada.

Estava na neve novamente, atrás de si ele trazia uma cripta quase intacta, amarrada à cordas. Suas roupas eram farrapos, seu corpo era esquelético, mas ele podia sentir o poder em cada músculo, em cada membro.

Ele sentiu a presença deles ao longe, Hazvan e seu clã, todos à cavalo, na neve, no frio intenso. Então ele parou e largou as cordas.

Hazvan foi o primeiro a aparecer, com seu filho Benjamin logo ao lado. O vampiro ainda era um bebê, mas o pai insistia em trazer ele e a mulher naquelas buscas. Queria a família perto, era o que diziam.

Eleazar permaneceu imóvel, enquanto os olhos cinzas e azuis dos seus lhe encaravam de volta. Hazvan pareceu sorrir, mas seu sorriso durou pouco, tão rápido quanto o ataque que se deu a seguir.

No fim apenas o som do choro intenso do bebê enchia a floresta vazia. Jogado na neve, milagrosamente vivo mesmo que o cavalo tenha caído por sobre seu corpo.

Eleazar se aproximou e arrancou o cavalo de sobre a criança como se nada fosse e então a prendeu sobre  a cripta, levando-a consigo, rumando ao norte, sempre ao norte.

-Senhor -  a voz de Benjamin cortou as lembranças de Eleazar e ele olhou para o vampiro por alguns segundos. Por que ele não era seu filho? Por que ele não o havia transformado num puro sangue? Por que o havia salvo?

Ele não sabia daquilo, apenas sentira aquilo, aquela ordem. Aquela fora a criança escolhida e não seu filho, mas escolhido para que?

-Temos dez clãs que não atenderam vosso chamado - ele anunciou - Colocarei nosso próximo passo em execução, todos os nossos foram alimentados com o vitae trazido, todos estão prontos.

Eleazar assentiu e continuou a caminhar entre todos, seus olhos percorrendo aqueles vampiros fracos que pareciam intimidados com sua presença, cochichavam curiosos.


“Sem consciência” - ele pensou e então se postou no centro de uma das salas, começando a falar:

-Hoje, uma nova manhã se levanta, vossos nomes encontrarão satisfação e glória, vossas famílias serão lembradas em nossa história. A última recompensa da morte! - ele anunciou e então foi para a próxima sala, sendo seguido por alguns, dizendo as mesmas palavras, até que finalmente todas as salas foram percorridas.

Ao fim da última sala, vampiros se acotovelavam para seguir seu líder. Eleazar parou diante de Benjamin e uma comitiva de vinte Hazvans. Eles pareciam aguardar ordens, imóveis como estátuas.

-Limpa tua casa, antes de limpar a do outro - ele disse e Benjamin deixou seus olhos ficarem azuis, acatando a ordem.

Eleazar então deixou o vampiro seguir pela multidão com seus vinte homens de confiança. Confiança. Aquela palavra era tão tola.

Gritos começaram ao ser ouvidos, mas Eleazar continuou a rumar pelos corredores, ainda sendo seguido pela pequena multidão de vampiros que parecia totalmente alheia aos gritos do fundo, ao cheiro de sangue que começava a se espalhar.

Ele parou apenas ao perceber Selena no alto da escada do salão principal. Ela o olhava de forma desafiadora, mas nada disse, assistindo sua partida em silêncio.










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