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 º~Opera~º

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Lohanne
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Yan Yuriev - Vampiro Puro Sangue

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MensagemAssunto: º~Opera~º   Seg 22 Fev 2016 - 21:08


"Didn't you want to live your own opera?"


Um longo corredor iluminado por luzes e velas guiava até o quarto preparado pelos criados para as núpcias do casal. Cada passo deixaria a jovem vampira ainda mais perto de seu próprio renascimento, ou quem sabe, de sua própria morte.


"What is dead can't be killed?"





O quarto estava perfumado com óleos e velas, a cama estava arrumada e, ao contrário do longo corredor, o local estava aquecido. Ou teria a vampira se acostumado ao frio?


"You beatrayed me once, will you betray me twice?"








"We greeted death as an old friend"
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Tohru Kuran
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MensagemAssunto: Re: º~Opera~º   Qua 24 Fev 2016 - 4:52

Tohru deixou-se conduzir, tentando não deixar transparecer seu nervosismo. Manteve os olhos baixos, depois que saíram para o corredor.Sua mente lembrando-se dos momentos passados com Marshall, o quanto ele sempre fora carinhoso e atencioso com ela, principalmente da última vez...


Anata...Gomennassai...- pensou, tentando não chorar. 
Sua vida recomeçava agora e tinha um dever a cumprir.Também amava Yan e tudo o que mais desejava era que ele pudesse amá-la também e assim superar a influência perniciosa do pai.
Chegando ao quarto, Tohru olhou em volta, admirada. O quarto era imenso e lindamente decorado com extremo luxo e bom gosto. O ambiente suavemente perfumado a fez suspirar. Deu uns passos a frente quando ele soltou seu braço, vendo que havia até um belo jardim de inverno. Era tudo realmente muito bonito, mas a jovem vampira forçou-se a enfrentar seus medos e voltou-se pra ele.
- Não pensei que já estava vindo para me casar...E, no entanto, cá estamos...E eu ainda nem consegui ver o meu filho...Doshite, Yuriev?- ela o fitava, com um olhar magoado.- Para ser líder de seu povo? Disseram mesmo imperador? Eu nem sou uma Sangue-Puro como a tia Yuuki...Por que não...se casou com sua irmã, como todos naquele salão esperavam? - Em seu íntimo, aquela parte de seu coração que o amava como a Elizabeth de outrora, temia ouvir a resposta, ainda ansiando que a reconhecesse. mas não conseguiu ficar em silêncio mais tempo.


               Tohru e Kyoshiro
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Lohanne
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MensagemAssunto: Re: º~Opera~º   Sex 26 Fev 2016 - 13:10




A caminhada pelo corredor foi silenciosa embora, como puro sangue que era, Yan podia sentir claramente a mente de Tohru agitada, ele podia sentir de maneira vívida a cria que ela carregava em seu ventre.


Era certo que a jovem, agora transformada em uma nobre vampira, pensava naquele vampiro decaído e ele se perguntava do porquê ela não ter feito Loran salvar Marshall, visto que o outro certamente era capaz. Pelo que ouvira de Stelian, Loran simplesmente eliminara o vampiro, ao invés de lhe ceder sangue.


“Talvez Loran não seja o tão justo que os demais acreditam ser. Ainda bem que tenho meus contatos e eles estão de olho sobre Kuran. Preciso também pegar os resultados da amostra de sangue que Pendragon me enviou antes de morrer, quer descobrir porque aquele vampiro invadiu à Academia e ameaçou Loran… talvez consiga algo em suas memórias” - Yan mantinha sua mente focada em sua nova posição, nas ações que tomaria no dia seguinte aquela noite, aquilo o ajudava a manter sua mente fechada às garras de gelo que o corroíam por dentro.


Então chegaram ao quarto, os criados haviam cuidado de cada detalhe, de cada milímetro do local e um aroma doce se espalhava pelo ar. Eles entraram no quarto e Yan foi até um aparador que ali havia, com algumas bebidas batizada de sangue. Ele serviu duas taças cheias de vinho doce e sangue humano, ouvindo então, pela primeira vez, a voz de Tohru.


Ele ouviu as perguntas dela e então se aproximou calmamente, depositando a pesada taça de outro branco na mão dela, tomando então da própria taça enquanto ganhava tempo para uma respostas.


“Ordens” - foi tudo o que pensou, mas não diria isso a ela, não havia porque se abrir com aquela vampira. Algo dentro dele guardava certo receio após a carta que recebera com a resposta dela sobre ir até ali. Ela era uma fêmea, não havia porque confiar nela afinal. somente uma pessoa tinha sua total confiança, mas ela não poderia estar em sua mente, não naquele momento e em mais nenhum de ali em diante.


“Eu desejo” - ele pensou e tomou mais um gole, erguendo a mão livre e tocando numa mecha de cabelo de Tohru, uma mecha branca, envolvendo-a em seus dedos pálidos.


-Como pode saber o que todos naquele salão esperavam, minha cara? - ele perguntou, com o rosto bem próximo ao dela, trazendo a mecha de cabelo para perto de si e encostando-a em sua bochecha. Seus lindos olhos cinzas estavam cravados no verde oceano do olhar interrogativo e medroso de Tohru.


-Por que acha que eu deveria me casar com Ruri?- ele inclinou o rosto de lado, seus dedos ainda envolviam a mecha que se soltou lentamente e ele tomou outro gole de vinho - Você também não deveria estar com Marshall? Por que Loran não o salvou? - ele perguntou, seu olhar analisando cada reação de Tohru.


-Esta casada comigo por seu desejo também, sei o que sente por mim, o modo como me olhou mais cedo, durante a cerimônia - ele então se afastou e tirou o chapéu pesado que usava, bem como o casaco e a larga camisa colorida, ficando apenas com uma leve camisa branca de seda, com laços presos ainda amarrados. Ele retirou o colar de seu pescoço e se aproximou novamente do aparador, enchendo sua taça mais uma vez.


-Era natural que, após casado, eu assumisse essa posição - ele respondeu, não mais parecendo o jovem vampiro em dúvida sobre a atitude do pai - eu só não esperava esse anúncio durante a cerimônia - ele deu de ombros e bebeu um gole da própria garrafa, caminhando em direção ao outro lado do quarto, parando ao lado da cama.


-Tire seu vestido - ele ordenou então, seu olhar novamente se fixando nos olhos dela, ele bebia novamente da garrafa - depois venha até mim - ele completou, entre um gole e outro.





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Tohru Kuran
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MensagemAssunto: Re: º~Opera~º   Sab 27 Fev 2016 - 2:03

Sustentando o olhar que ele lhe dava, ela recebeu a taça com vinho e sangue das mãos dele, bebendo pequenos goles dela tanto porque estava com sede quanto para disfarçar o nervosismo. Yan também bebia e parecia avaliar o que dizer a ela enquanto brincava com suas novas mechas brancas.Ele parecia ter gostado delas...Pensou a vampira, corando, e ainda mais quando ele ficou com o rosto a centímetros do dela, ainda brincando com uma das mechas, aquele olhar cinzento lhe devassando a alma.
-Tem razão...- ela ponderou, sem deixar de mirar os olhos do novo marido.- Mas posso deduzir isso pela forma como me olhavam e a vocês dois...sem contar que essa é uma prática comum entre os Sangues-Puros, principalmente em famílias reais, como fizeram os meus avós Haruka e Juuri Kuran e ela espera um filho seu, não é?
_ Bem, isso seria ...o certo...Eu acho...- ela respondeu a contragosto e tinha certeza que não conseguira disfarçar o ciúme que sentia.Tola que era! Ele devia estar se divertindo às suas custas como sempre.
Seu olhar se entristeceu quando ele falou sobre Marshal e perguntou sobre Loran. Ela suspirou, o olhar perdido naquela noite fatídica.
- Sim, deveria...E era minha intenção rogar a Loran Oji-Sama por ele, demo...Era tarde demais para o meu Marshall...Eu devia ter percebido na noite em que chegamos à Academia...Sakura se machucou e ele a atacou de tal forma que se não fosse Charles-san intervir...O levaram pra enfermaria...O encontrei com uma sensei nova...E quando ele acordou...- Tohru levou uma das mãos ao pescoço, como se ainda sentisse dor.- Ele me atacou e teria me secado, se eu não o impedisse com a minha voz...Então ele se acalmou...E fomos pra eleição do lìder do Dormitório .Foi então que encontramos Loran-Sama pela primeira vez, pois eu passei um bom tempo junto com meu Ka-chan com a família da minha mãe enquanto Marshall estava fora. Soube, então da existência dele e fiquei feliz de saber que ia pro colêgio também...Achei que era a salvação de Marshal...Eu só aguardava uma oportunidade de falar-lhe a sós mas não houve tempo...Eu recebi um e-mail...anônimo com fotos de Marshall e outra mulher...falando de mortes e desaparecimentos. Quando e ele viu, me acusou de não o apoiar e de ser a culpada por sua condição de transformado, além de ...de me acusar de ter sentimentos por você...- tornou a erguer o olhar para Yurie-v. Ele se foi...Pensei que fosse enlouquecer...Quando consegui raciocinar fui atrás dele e o achei no dia seguinte...Ele estava sendo...caçado...o encontrei numa pensão...Estava fugindo...lutando com eles e... me feriu...Stelian deve ter lhe contado...Quando acordei, Loran-Sama estav cuidando de mim e me contou que ele havia s tornado um level E enlouquecido e não houvera outro jeito...Não havia mais salvação.-Tohru levou a mão à boca e procurou  se controlar. Chega de lágrimas, ela pensava.
Ficou séria, virando de costas pra ele, aborrecida, quando ele disse que ela estava ali porque desejava de fato se casar com ele. Não antes corar ainda mais.
-Sabe que porque aceitei me casar! Vocês pegaram o meu filho! Por isso eu vim!-Depois de uma pausa, anuiu, de má-vontade.- Posso ter fortes sentimentos por você, Yuriev...Isso é verdade, mas eu iria sufocá-los...Como posso amar alguém que já me fez tanto mal? Mas, realmente, não consigo negar...Sempre, desde o instante em que o vi, senti que tínhamos uma ligação muito forte,,,Depois eu descobri porque...
Ele, então começou a despir as pesadas roupas de casamento, se colocando ao lado da cama enquanto falava sobre a nova posição que ocupava.Empalideceu quando ele a chamou, pedindo que tirasse também o vestido e se aproximasse.
Suspirou. Bom, estava casada. Não havia mais volta.Tentou tirar sozinha, mas nervosa, atrapalhou-se e o fecho emperrou e estava difícil  de alcançar aquele maldito fecho nas costas. Muito vermelha, precisou pedir.
-Ficou preso..Pode me ajudar a abrir?- disse, ficando de costas pra que ele pudesse alcançar o zíper.


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Lohanne
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MensagemAssunto: Re: º~Opera~º   Ter 1 Mar 2016 - 14:28




A pergunta sobre o casamento com Ruri fez um leve brilho passar pelos olhos de Yan, mas logo sua expressão estava suave novamente, seus lábios bebiam mais vinho e ele pareceu degustar a bebida por mais tempo.


-Ela espera um herdeiro Yuriev, puro, assim como todos nós. A cria em seu ventre será meu companheiro e no futuro, assim como foi feito esta noite, ele será nomeado imperador - ele respondeu - Ruri e eu temos laços mais fortes do que uma simples cerimônia se é o que quer saber - ele secou a taça e a colocou de lado - Você não tem irmãos, não é? Então eu não tenho como te explicar.


Aquilo era verdade, então aquela fora a forma correta de responder afinal, ao menos era isso que Yan imaginava.


-Loran é um vampiro jovem e inexperiente, talvez ele não seja o indicado para assumir o rumo da Cross, talvez Yuuki Kuran deveria fazê-lo, mas ela deve estar ocupada demais com seu próprio e novo herdeiro e com sua relação com o presidente da Associação. Isso parece deixar muitos insatisfeitos afinal - ele comentou e deu de ombros. Os deslizes de Loran seriam as brechas perfeitas para que Yan conquistasse seus objetivos.


-Suas hesitações tem se provado um erro Tohru - ele então disse, quando ela comentou que demorara a falar com Loran sobre Marshall - As vezes é necessário agir antes e pensar depois. Claro que o ideal é sempre ter um plano, uma estratégia, mas eu não a culpo por isso. Katsuya é o culpado por ter criado alguém frágil como você, ele deveria tê-la preparado para quem você realmente é e não ocultar suas raízes. Você pode se defender de tudo no mundo, menos de você mesmo.


Ele quase riu quando ela se aborreceu pelas palavras dele. Aquela vampira era realmente alguém tão inexperiente a respeito de sua própria espécie que chegava a ser inacreditável. Katsuya poderia até nutrir amor por ela, mas o que fez durante sua criação fora um erro quase irreparável. Talvez a vida naquele castelo ensinasse aquela Kuran a ser uma vampira de verdade, a ser o que deveria ser e não quem queria ser.


-Uma ligação forte? - ele ergueu uma de suas sobrancelhas e então se aproximou de Tohru - E qual é o por quê? - ele perguntou num tom baixo, quase sussurrado, parecia, por um breve momento, intrigado com aquelas palavras. Finalmente a conversa dela despertara seu interesse.


Ela parecia hesitar em tirar as roupas, ou talvez estivesse tão ansiosa que as próprias mãos se atrapalhavam. ele poderia simplesmente ler a mente dela, mas aquilo estava se tornando quase divertido e ele precisava daquilo, precisava de distração.


Ele se aproximou, ambas as mãos tocando os ombros nus dela, os dedos deslizando pela pele quente. Definitivamente ela não pertencia ao gelo. Era viva e terna demais, mas o gelo enterrava tudo naquele lugar e com ela não seria diferente.


As mãos dele desceram suavemente pelas costas de Tohru, até tocarem o zíper emperrado, puxando-o para cima e para baixo novamente, conseguindo solta-lo com facilidade e leveza. Ele mesmo terminou de despir o vestido, deixando-a coma  delicada e rendada roupa íntima.


Ele então deu a volta em torno de Tohru e ficou diante dela, seus olhos cinzas estavam sobre os olhos verdes e um sorriso malicioso brincava sobre os lábios rosados dele. Yan era um demônio de beleza indescritível e agora ela parecia envolver fortemente Tohru.


-Tire minha camisa - ele apanhou a mão dela e colocou sobre o peito de mármore, uma perfeita obra de arte esculpida e então aguardou, os olhos ainda presos nos dela - toque meu corpo, você sempre quis fazer isso não quis? Você sempre quis me provar - ele mantinha a cabeça levemente pendida de lado, ainda a encarando.

Ele aguardou a reação dela, analisando cada passo que ela dava, cada mudança em sua expressão. Aquela brincadeira seria cruel e estava apenas começando.





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Tohru Kuran
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MensagemAssunto: Re: º~Opera~º   Qua 2 Mar 2016 - 4:06


Tohru percebeu o brilho no olhar dele, ouvindo atentamente a explicação dele, confirmando seus pensamentos. Triste, ela baixou o olhar.
-Eu entendo...Realmente não tive irmãos. Minha mãe até acreditava estar grávida novamente pouco antes de morrer...-suspirou, desanimada.
Laços mais fortes que uma cerimônia...Está certo, afinal, são irmãos...Mas os nossos provem de muitas e muitas vidas com os destinos entrelaçados...Não terá isso nenhum valor?, pensou, enciumada.
-Loran Oji-Sama é jovem, um pouco mais que eu até, inexperiente, mas eu sinto nele muita força e vontade de acertar e fazer o melhor por nosso povo...- sua voz soou triste e ela olhou ao longe em direção ao jardim, seu pensamento se perdendo na distância.Ainda estava magoada com a atitude dele com ela antes de viajar, mas não podia culpá-lo realmente.
- Eu tinha um plano, eu ia falar com ele, mas tanta coisa aconteceu naquela noite...- ela pôs, inconscientemente, a mão sobre o ventre ainda liso.- Soube depois até que ele se ausentara da escola após o incidente com o Alfonso sensei.Quando eu fugi atrás de Marshall, ele nem estava lá...- falou ainda com o olhar vago, mas o fixou em Yan quando ele falou de seu pai.- Não fale assim do meu pai! Eu sempre o admirei muito.Ele foi...o único Sangue-Puro, além de Kaname-Sama e Yuukii-Oji-Sama que não me olhava como a um ser inferior. Ele...podia não ter sido o guerreiro que o Conselho queria que tivesse sido, mas teria sido um rei bom e justo, que zelaria pelo sonho dos Kuran de uma convivência pacífica com os humanos...Ainda que eu também ache isso uma utopia, prefiro essa doce mentira que a nossa triste realidade...
Então ele finalmente perguntou sobre que ligação eles teriam.Com um profundo suspiro, Tohru contou-lhe o sonho que tivera, onde todos os personagens de hoje: eles dois, Marshall, e até mesmo Steliam haviam se encontrado num passado muito distante...


- E então, antes que Yan-Anchii morresse no parto de seu herdeiro, se libertando de sua crueldade, Yan Tao uniu suas almas por magia pra que eles estivessem sempre juntos através dos tempos...E foi assim que entre outras existências entrelaçadas, uma princesa imperial chinesa se tornou uma jovem inglesa que se apaixonou por um belo e doce rapaz romeno sem nem desconfiar de sua real condição e finalmente uma princesa vampira mestiça que o reencontrou e sabe agora muito bem quem ele é...
Expectante e temerosa ao mesmo tempo do que estava por vir, Tohru estremeceu ao sentir o toque gélido das mãos de Yan em sua pele. descendo por seus ombros até o zíper. O toque era tão suave e delicado que a fez suspirar. E quando deu por si, já estava seminua diante dele, que a observava, com um sorriso de predador prestes a devorar sua presa... pegando sua mão e colocando em seu peito esguio, ordenando que o despisse também, provocando-a com aquelas perguntas...
- Hai...Ai de mim... Pra minha desgraça e vergonha, desde que provei de seu sangue aquela noite em Whistler, nunca mais esqueci seu sabor, minha mão não esqueceu da sensação de tocar sua pele e minha boca lembra bem do toque da sua...
Como se estivesse em transe, os olhos cravados nos dele, Tohru se aproximou e lentamente começou a desfazer laços e abrir botões, a respiração começando a ficar ofegante. As pequeninas mãos tocando seu peito quase com reverência, seus dedos delicados seguindo a fina cicatriz onde antes havia um coração capaz de amar. Com lágrimas nos olhos, Tohru lembrou-se das imagens que vira no sangue dele, de todo sofrimento pelo qual ele passara após a morte da humana que ela fora um dia, as torturas infligidas pelo pai tirânico. Com o próprio coração cheio de ternura e desejo puro e sincero de aliviar a dor dele, ela ousadamente se aproximou e beijou carinhosamente o lugar onde antes batia o coração de Yan Yuriev...


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Lohanne
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MensagemAssunto: Re: º~Opera~º   Seg 7 Mar 2016 - 14:20




"Her eyes...She's on the dark side"


As palavras de Tohru foram ouvidas de forma atentas, embora o olhar dele nada mais revelasse do que curiosidade. Era como se alguma coisa dentro dele fizesse sentido, como se, além da voz da vampira diante de si, ele ouvisse os próprios ecos do passado, lembrando da voz da empregada dizendo que Elizabeth havia ido visitar seu noivo.


Ele ficara irado com aquela informação, ficara irado pelo fato da humana até então esconder que ela já possuía um relacionamento, mas aquilo deixava claro apenas uma coisa: A traição sempre conheceria o nome dele quando estivesse relacionada aquela jovem. Fosse a estranha magia de almas que, pelo que ela lhe dizia, os unia, ou fosse por qualquer desgraça causada pelo destino.


Ou talvez aquilo tudo fosse apenas mais uma história para esfregar as feridas ainda mais abertas depois daquela fatídica manhã. Talvez Tohru houvesse descoberto alguma coisa, de algum modo, sobre o passado dos Yurievs. De qualquer modo, tudo aquilo, qualquer uma das situações, só provava que ela nunca fora confiável e nunca seria.


“Elizabeth esta morta” - foi tudo o que ele pensou no silêncio tumular que havia caído sobre seus lábios enquanto continuava a ouvir o desfecho daquela história.


A irritação crescia dentro dele e, embora ele tivesse vontade de mandar Tohru se calar, ele apenas deixou as palavras fluírem. Ele sabia como aquela noite acabaria e aquilo só lhe dava mais vontade de prosseguir seus próprios planos. No fim Eleazar sempre tivera razão, chorar por humanos era um erro, confiar era um erro, demonstrar sentimentos era sinal de fraqueza e todas as fraquezas dele haviam ficado no passado, mesmo que este passado se referia a algumas horas atrás.


Ele sentiu as mãos quentes dela sobre sua pele fria e seu corpo ficou tenso por um segundo, enquanto ele encarava os olhos verdes da vampira que, minutos atrás, falava sobre seu amor pelo outro, falava que havia se apaixonado por ele em outras vidas. A inconstância era algo realmente humano e era repugnante.


Ele sentia os lábios dela correrem pelo fino corte de onde havia sido retirado seu coração, um ritual conhecido apenas pelas fêmeas de seu clã, apenas as mais nobres e confiáveis mantenedoras das famílias.


Ela provava sua pele e ele simplesmente pendeu a cabeça para trás, deixando que as sensações carnais calassem seus pensamentos por alguns momentos, ou todos os seus planos ali estariam perdidos.


Então ela o desejava e ele sempre tivera certeza disso. As pessoas simplesmente não sabia o que era lealdade. Ruri sabia, ela podia afirmar isso com certeza e talvez fosse por isso que aquela ligação havia surgido entre eles.


A camisa havia deslizado por seus braços e agora caia no chão, os laços de fita negra de seda que envolviam seus punhos continuavam ali, como correntes, para lhe lembrar de suas verdadeiras amarras invisíveis.


Ele ergueu uma das mãos e segurou o queixo de Tohru, afastando-a de seu peito, seus olhos vasculhando a expressão desejosa dela, lhe dando um malicioso sorriso onde apenas a lateral de seus lábios se erguiam.


Ele pegou uma ponta solta da fita de seda e a amarrou no pulso de Tohru, dando duas voltas e então se aproximou dela, lambendo sua bochecha quente e avermelhada, ainda mantendo seu rosto seguro pelo queixo.


-Você é tão humana - ele sussurrou, descendo ao ouvido dela, sua língua e seus lábios agora exploravam o pescoço fino e delicado, até chegar ao ombro, onde ele deixou presas afiadas rasparem sobre a pele, filetes de sangue marcando o caminho percorrido.

-Venha - ele então se afastou e passou por ela, deitando-se na cama e deixando espaço para ela ao seu lado. Ainda vestia as calças, mas ele mesmo abriu os botões enquanto a encarava - Este foi um longo dia, meu corpo esta tenso, talvez você consiga me fazer relaxar afinal - ele continuava a encarar a jovem mestiça - Me traga mais vinho - ele continuava a ordenar, como se a jovem ali não fosse sua noiva, mas uma das muitas criadas daquele lugar.








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MensagemAssunto: Re: º~Opera~º   Ter 8 Mar 2016 - 1:48


Tohru sabia que estava se condenando contando aquelas coisas sobre o passado...Ele não entenderia, não acreditaria ou, ao contrário, acreditaria e a desprezaria como uma traidora...Como sabia que já desprezava por estar grávida de outro...Mas ela não se lembrava de nada antes sobre tudo aquilo, e já estava casada quando travaram conhecimento pela primeira vez. Ainda assim, apesar de toda a atração e a estranha ligação antes inexplicável que sentira, ela não cedera porque amava realmente Marshall e Yuriev fora exilado...Mais um motivo para odiá-la...Ela também deveria odiá-lo...Mas não era capaz disso.
Como que hipnotizada, deixou-se então, levar pelo desejo que Yuriev lhe despertava...o sentimento que tinha por ele era diferente do que sentira e ainda sentia por Marshall, que era puro, doce, tranquilo, acolhedor...Não...Por Yuriev, era estranho, doentio, denso, desesperado...O amava e o temia ao mesmo tempo...
Ofegou, assustada, embora seu olhar ainda continuasse toldado pelo desejo quando ele a segurou pelo queixo, afastando-a, amarrando seu pulso com a fita negra que pendia do seu. Lembrou-se do gesto tão terno de Marshall, amarrando as fitas de seu cabelo nos pulsos aquele dia na enfermaria...Ele as usara até que elas se partiram de velhas...
Ele,então, se aproximou e começou a beijar e lamber seu rosto ainda segurando seu queixo, a fazendo estremecer.
- Y-Yan...aah... ai...- ela sussurrou, ouvindo ele chama-la de humana...Sentindo as afiadas presas raspando a pele delicada e alva como a neve...agora maculada pelo vermelho de seu sangue...

Ele não se importava com isso..antes...Mas tanta coisa acontecera e agora a desprezava também por isso...
Ele se afastou, deixando-a trêmula, deitando-se na cama, olhando pra ela daquele jeito estranho, chamando-a para deitar-se com ele, ordenando que o servisse de mais vinho...Um receio ancestral invadiu sua mente, arrefecendo um pouco o desejo que a inebriava...Não pôde deixar de comparar a atitude terna e reverente de seu amado Marshall, especialmente naquela última noite, quando a tratara como uma rainha com a dele que parecia querer que fosse sua escrava...Ele a odiava, mas como em todo casamento arranjado iria usá-la como quisesse até que não tivesse mais serventia e seria, então, descartada...No entanto, cada um só podia dar o que tinha dentro de si... e se era alivio para suas tensões que ele queria, Tohru ficaria feliz em poder ajudá-lo...Sabia que jamais teria a importância da irmã em sua vida, mas quem sabe com o tempo e convivência, ele não a visse com outros olhos?
Um pouco tolhida pela estranha amarra em seu pulso, ela obedeceu  o serviu de mais um pouco de vinho...Por que ele estava bebendo tanto? Estava nervoso? Com um suspiro, serviu-se de mais uma taça também. esperando que também a ajudasse a relaxar .
Com cuidado, sentou-se na cama ao lado dele, aguardando...


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MensagemAssunto: Re: º~Opera~º   Seg 14 Mar 2016 - 12:56




"I'de rather to be dead"


A expressão de Yan continuava ambuigua, seus olhos corriam pelo rosto e pelo corpo de Tohru e ele mantinha um leve sorriso nos lábios, mas não havia como dizer o que tudo aquilo significava.


A história que Tohru lhe contava trouxera algumas recordações amargas e agora aquele sabor dançava por sua boca e descia como veios negros em sua alma, o gosto da carne congelada daquele corpo agora parecia cair sobre seu estômago, misturando-se a todo sangue e vinho bebido naquela noite, trazendo uma sensação de peso. Ele só queria terminar logo com aquilo.


Havia prometido à Ruri deixar todo o passado para trás e tinha plena certeza de que, se pudesse demonstrar abertamente o que sentia, aquilo seria mais fácil. Ele fechou os olhos por um segundo e respirou fundo. Estava mesmo acreditando em toda aquela história de passado e outras vidas? Sim, estava. afinal, era ele quem caçava os Murdock, geração após geração, pelo que havia acontecido à Elizabeth. Talvez, no fim das contas, aquele vampiro idiota houvesse lhe prestado um grande favor, afinal, havia lhe poupado de uma traidora.


Aquilo tornava a vampira ainda mais inútil afinal.Ela não poderia gerar um herdeiro seu, não no próximo ano e ele não estava disposto a matar aquela criança no ventre dela, ele tinha outros planos e sua mãe já havia selado o destino, talvez até mesmo para poupar o bebê da ira de Eleazar.


Agora estava ali, uma traidora confessa, ele só não entendia porquê havia selado a alma dos dois naquele karma, mas talvez, em algum momento, houvesse sentido amor e o amor se torna rapidamente em ódio e tudo o que é dito com raiva é tolice.


Ele tomou a taça de vinho das mãos de Tohru e a bebeu, novamente fechando os olhos, praguejando mentalmente pela bebida não trazer os efeitos esperados. A raiva queimava dentro dele mas parecia afundar no próprio gelo de sua alma. Estava incompleto, perdido. Poderia estraçalhar aquela cria no ventre dela e colocar sua própria, mas não havia um real desejo em fazer aquilo.


Aquele dia parecia muito mais longo do que as noites de inverno velando o corpo sem vida daquela humana.Talvez Eleazar estivesse certo afinal, talvez sentir fosse uma tolice sem fim, uma perda de tempo e ele não perderia mais tempo. Começava a traçar seus próprios planos sobre os planos do pai. Faria diferente, faria melhor e seria ainda mais poderoso, mas ele precisava ainda terminar aquela noite.


Ele colocou a taça de lado e então olhou para a jovem sentada ao seu lado. Sentia curiosidade em saber o que ela pensava, em como ela pretendia satisfazer seus desejos, uma vez que ela própria não os conhecia..



Spoiler:
 







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Tohru Kuran
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MensagemAssunto: Re: º~Opera~º   Ter 15 Mar 2016 - 4:13


Tohru sentia-se cada vez mais apreensiva...Não que a expressão dele traísse alguma coisa, mas era justamente isso que a estava deixando assustada, diminuindo o desejo que ainda ardia dentro de si. Ela era sensível o bastante para captar algo ruim vindo dele, como uma tempestade se anunciando no horizonte...Raiva...
Talvez fossem as lembranças que inundavam sua mente...aquela terrível lua-de-mel do sonho, a raiva de Yan Tao por ter sido traído...Ele estaria também se sentindo assim? Teria destruído sua chance de despertar amor naquela alma sombria e gélida?
Sentindo-se intimidada, ela o observava beber, as quase imperceptíveis mudanças de expressão...Ela temia por si e por sua criança...sabia do que ele era capaz quando perdia o controle...
Kami-sama...O que será de mim? - pensou, num misto de desejo, medo e vontade de acalmá-lo.
Se assustou quando ele falou com ela e se aproximou mais, olhando-a sempre, tocando seu queixo e erguendo seu rosto para que o fitasse diretamente. Não havia carinho naquele toque e suas perguntas embaraçosas a faziam sentir suja como se fosse uma prostituta.
-W-watashi...Eu só queria...o seu amor...- havia lágrimas brilhando em seus olhos, ainda turvos por um misto de desejo e apreensão.
Ela ofegou, assustada quando ele cortou seu espartilho ao meio, deixando-a praticamente nua.
- Yan!
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MensagemAssunto: Re: º~Opera~º   Seg 28 Mar 2016 - 14:35




Os dedos de Yan moviam lentamente, experimentando todo o interior, tocando em seu ponto de maior prazer, mas sua expressão mantinha-se daquele modo ambíguo.

Dois longos goles de sangue e então o êxtase daquela vampira viera através de sua mão. Ele não pode conter um riso baixo e abafado, afastando-se e então olhando para os dedos lambuzados com o prazer dela, negando lentamente com a cabeça.

-Rápido demais - ele murmurou e num gesto contínuo enfiou os dedos lambuzados pelos lábios dela, olhando-a profundamente nos olhos - sugue - ele então ordenou, ainda com os olhos fixos sobre os dela, se inclinando novamente sobre o corpo estendido e satisfeito da vampira.

-Ouça-me - ele então começou, ainda sobre ela, seus dedos sendo sugados - Eu não vou toma-la esta noite, nem na noite seguinte e nem durante nenhuma noite em que você tenha a cria de outro dentro de você. Se me quer por inteiro então venha até mim inteira e não como uma vadia usada - ele recolheu então os dedos, mas continuou inclinado sobre ela, fazendo peso sobre seu corpo.

-Quando puder me dar um herdeiro então volte a este quarto e eu lhe darei não só rápidos minutos de prazer, mas colocarei minha semente em você e você carregara um Yuriev e não qualquer coisa dentro de você. Se me deseja tanto quanto eu acredito, pode abdicar deste filho e eu farei muitos outros em você - ele então segurou o queixo dela e a obrigou a olhar - Arranca sua cria imunda do ventre antes de retornar à minha cama.

Yan então se levantou e caminhou até o outro lado do quarto, servindo-se de mais vinho.

-Amanhã você retorna a Ambarantis, com um novo sobrenome, mas pode retornar à Academia de seu tio. Seu filho ficara aqui, poderá vê-lo antes de partir, se minha mãe assim o permitir. Stelian seguira com você, como seu criado e guarda pessoal. Preciso resolver algumas coisas em meu país e logo irei para Ambarantis. Espero que consiga manter sua boca e suas pernas fechadas até então - ele entornou a taça de uma única vez.

-Saia do meu quarto - ordenou por fim, virando-se para ela e encostando-se no móvel - você não seria capaz de me satisfazer nem em milhões de anos, é fácil, vulnerável e tola, mas ainda preciso de seus herdeiros - ele terminou, colocando a taça vazia sobre o móvel atrás de si e ainda a encarando, esperando qualquer reação dela, esperando que aquela vampira saísse dali.

Se aquela história era verdade, se aquelas tolices que ela havia lhe contado momentos antes fossem reais, ele sabia que não poderia esperar nada além de traição. Além disso, havia alguém para amar, alguém que ele havia jurado, depois daquela terrível noite de castigos nas mãos de Eleazar, que iria proteger: Ruri Yuriev.

O quarto se tornava subitamente mais frio, lá fora uma tempestade de neve se debatia contra os vidros do castelo. Em sua alma, Yan desejava que todo aquele gelo cobrisse aquele lugar para sempre e parasse o tempo, parasse tudo, congelasse até mesmo suas almas e então, quem sabe, tudo aquilo teria um fim.

“Serei eu capaz de matar aquele que me criou?” - o pensamento devaneado e cheio de álcool entrou em sua mente e ele sentiu a visão turvar, seus olhos se fechando por alguns segundos e se recostando mais ao móvel.





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MensagemAssunto: Re: º~Opera~º   Ter 29 Mar 2016 - 16:45

Por mais que ela se sentisse suja fazendo o que ele ordenava, era como num pesadelo, não conseguia parar...faria o que ele quisesse, mesmo sugar aqueles dedos úmidos...então ele começou a falar...
A princípio não conseguia acreditar...Abriu a boca pra se defender, protestar, mas não saía nenhum som...como ele podia dizer aqueles absurdos, ofendê-la daquele jeito tão sórdido...Queria gritar, chorar, bater nele...queria morrer...
Como uma sonâmbula, levantou-se da cama, cobrindo-se como podia, envergonhada de sua nudez. Catou o vestido de noiva...era a única roupa que tinha ali, não podia sair do jeito que estava...Vestiu-se devagar, um frio terrível, glacial, lhe dominavam a alma e o coração despedaçados. Era como quando Marshall fizera quase o mesmo que ele...Seria mesmo o que ele dizia?
Sacudia a cabeça lentamente, sem deixar de fitá-lo nos olhos.
- Monstro...Não sou uma vadia, sou sua esposa! Se queria outra, deveria ter me deixado em paz, curtindo a minha dor, cuidando do meu filho. Não sou uma traidora! Eu nem me lembrava de nada!Eu já estava com Marshall quando você apareceu e mesmo atraída, eu o recusei!Mesmo o amando, eu não trai meu marido! Ele morreu e eu estava resignada a ficar só, mas então... Vocês sabiam que eu estava grávida! Não enganei ninguém! Nem poderia! Não tem o direito de me tratar assim! Watashi...Estou aqui por inteiro, coisa que você nunca estará!
Fez uma pausa, enxugando as lágrimas e continuou:
- Você vai ser pai...Pensei que isso abrandaria essa sua alma sombria e gélida, mas não...Pare de tratar a minha preciosa criança como se fosse uma coisa! Não vou abdicar dela! E nem do meu filho! Eles não têm culpa de nada!
Já ia saindo quando percebeu que ele não parecia bem. Ainda depois daquilo tudo não o odiava..Ainda que dominada por uma mágoa tão profunda que jamais desapareceria de seu coração, se aproximou dele e com uma força que o surpreenderia, colocou um dos braços dele sobre seu frágil ombro e o guiou até a cama. Se afastando em seguida com nojo em direção à porta do quarto.
- Você está bêbado...- disse com desprezo.- Mas como se diz In vino, veritas...Fique com sua irmã, vocês se merecem...Mas não se preocupe...Não irei traí-lo...Marshall está morto, lembra-se? Jamais haverá outro...Nunca mais permitirei que nenhum homem me toque novamente...Nem mesmo você!
E saiu, batendo a porta.
Já no corredor, começou a tremer. Um desespero imenso a dominando. Começou a correr, correr sem rumo... Não sabia dizer quanto, nem por quanto tempo...até encontrar uma sacada...O céu dava os primeiros sinais da aurora...Lentamente, se aproximou da sacada.
Não conseguia pensar direito... sentia tanto frio...medo...mágoa...dor...Uma dor tão grande que parecia insuportável...se traduzindo,finalmente em forma de canção...


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MensagemAssunto: Re: º~Opera~º   Qui 31 Mar 2016 - 16:05




Barulho, aquelas palavras eram barulho em sua mente e ele não sabia o que o impedia de simplesmente arrancar a língua da vampira diante dele e fazer com que ela jamais proferisse qualquer outra palavra. Ele a encarava sem ver, ou talvez não querendo ver.

“Herdeiros, todos querem os meus herdeiros” - ele pensou enquanto atravessava o quarto novamente e colava sua testa contra a imensa janela que dava para a noite fria, seu sorriso sendo refletido pelo vidro, o hálito de vinho retornando contra seu rosto.


“Todos querem herdeiros poderosos, todos querem o que vem de mim e não existe nada que venha de mim” - ele riu para seu próprio reflexo.Sua mente delirava com as lembranças daquele dia de muitas horas. Cada uma delas parecia representar anos, cada uma delas parecia representar uma vida diferente.

A morte parecia cercar tudo, assim como a neve que caia de maneira densa fora do castelo, cobrindo as estradas, as árvores, como se quisesse enterrar todos naquele lugar.

Ao longe ele viu uma luz brilhar fraca, como uma lanterna em algum casebre do pátio, mas logo aquele único ponto de luz se extinguiu.

Ele abriu a janela, deixando o ar frio da noite entrar. abrindo os braços, a rajada de vento batia contra seu corpo esbelto e pálido. Ele queria se entregar aquele abraço mortal, mortal para todos, menos para ele.

-Eu sou o imperador, do sangue Yuriev, do sangue de Vlad, do sangue de todos os demônios da noite! Eu sou imortal! - ele gritou contra o vento que invadia o quarto, deixando então a taça cair sobre o carpete felpudo e então caminhando em direção ao parapeito, escalando sem dificuldade.

-Eu sou o único filho, mas sou um bastardo! - suas mãos agarravam a madeira da moldura da janela, suas veias e ossos marcados pela pressão de seus dedos - Eu sou um imperador, mas quem manda é ele! Ele sempre será o grande imperador! - sua voz sumia nos rugidos e gemidos da tempestade de neve, suas palavras morriam enterradas no gelo.

Novamente aquele ponto de luz surgiu em meio a ventania e se apagou, surgindo mais à frente. O que era aquilo afinal?

Irado, os vapores do álcool falando cada vez mais altos, frustrado e cheio de ódio, Yan lançou seu corpo para fora da janela, caindo de forma quase graciosa sobre a neve, seus pernas afundando até a altura do joelho.

A luz então pareceu finalmente se firmar, alguns passos diante dele, uma lanterna de óleo jogada sobre um pequeno monte de neve.

Ele olhou para trás, o castelo jazia a muitos e muitos metros de altura às suas costas, a luz de sua janela parecia tão distante quanto uma estrela no céu.

Ele ainda era capaz de sentir cada presença perturbadora guardada naquela fortaleza, cada alma perturbada e perturbadora.

“Um castelo feito de tormentos, forjado em ódio e sangue” - ele então sentiu algo se mover diante dele e então voltou a olhar. A lanterna havia sido erguida no ar por alguém que caminhava diante dele.

Longos cabelos se moviam com o forte vento, o longo vestido tinha seus véus agitados e arrastados pela neve.

-Você! - Yan vociferou alto o bastante para ser ouvido, mas a estranha figura apenas andava pela neve, avançando para longe do castelo.

Yan olhou para trás uma última vez e então passou a seguir à distância o que quer que fosse aquilo. Ele era incapaz de sentir o aroma, a presença, a vida que poderia vir daquela diante dele, era como se não houvesse nada ali, mas seus olhos viam! Eles viam!

Ele tentou apressar seus passos, suas pernas afundando mais e mais na neve, seus gritos morrendo ao vento toda a vez que tentava chamar aquela criatura diante dele.

-Você! Quem é você?! - ele gritava e acusava, sua garganta ardendo, o frio tornando-se incômodo até para alguém como ele, sua pele sendo ferida pelo gelo como pequenas lâminas.

Seus pés abriam caminho pela neve, deixando um rastro avermelhado no tapete branco.

O tempo passou, ele não sabia o quanto havia caminhado, o castelo agora era apenas uma sombra deixada para trás, seu corpo começava a demonstrar o cansaço físico para se manter, para fechar cada pequena ferida que era substituída por uma nova a cada rajada de vento.

Estava em meio a uma floresta de árvores retorcidas pelo inverno, troncos ocos e mortos, ao menos a neve ali estava mais branda e a tempestade chegava a morrer nos galhos altos e entrelaçados.

O vento rangia e aquela figura continuava a flutuar com sua lanterna.

A voz de Yan morria antes de chegar à garganta, seu corpo se lançava para frente a cada novo passo até que finalmente a criatura parou e se virou.

Os olhos de Yan se fixaram em terror. O que era aquilo afinal? Seu corpo paralisou esmagado pelo poder daquele olhar.

Ela o encarou por longos segundos, seu rosto sem pele, seus ossos congelados e envoltos em carne morta, seus olhos azuis safira, sua roupa em retalhos brancos e azuis. Seria aquela a morte que viera lhe buscar afinal?

A criatura voltou a virar às costas e então entrou no mausoléu, só então Yan voltou a sentir o domínio sobre seu corpo, caminhando para frente, como um morto vivo.

Ele entrou naquele lugar, frio, ainda mais frio que lá fora, embora o vento e a neve não chegassem ali. A criatura havia desaparecido afinal, mas a lanterna estava ali, apagada, sobre uma lápide.

Passos trôpegos, ele finalmente alcançou e se debruçou sobre o caixão de pedras coberto de musgo, derrubando a lanterna de cima dele.

Ele forçou sua visão, a escuridão naquele lugar parecia simplesmente sobrenatural. Com dificuldade ele tateou as letras que formavam o nome do ocupante.

“Em memória de Adela Teppes Dracul. Amada filha”

Yan tentou mover a pesada tampa, sem sucesso, naquele momento se sentia mais fraco do que um humano raquítico.

Com dificuldade ele circulou pelo caixão, encontrando um segundo, logo atrás, mas este tinha sua tampa removida, estava aberto e vazio.

A tampa estava caída ao lado, ele se apressou até ela, tropeçando em qualquer coisa que o escuro não o deixava ver.

Ele caiu sobre a tampa, tateando o nome que estava ali:


“Victorius Teppes Yuriev. A sombra da morte”

-Teppes - Yan murmurou e então algo se moveu no escuro.

Ele mal teve tempo de se levantar ou gritar, uma intensa e fria escuridão tomou todo o local, tragando-o em trevas sem fim.

(Continua)

***

-Parece que sempre a encontro disposta a morrer e a cantar -  a voz saiu das sombras atrás de Tohru e logo Stelian surgia através delas, parando atrás de Tohru, as mãos postas para traz, cruzadas nas costas.

Ele a olhava sem expressão alguma, estava vestido ainda com a mesma roupa que estivera em seu casamento, mas seus olhos queimavam em cinza.

-Uma criada me entregou uma ordem de Yan Yuriev, nosso imperador, serei seu novo guardião - ele anunciou, não havia felicidade ou tristeza em sua voz, não havia nada - Seguirei com você novamente a Ambarantis e serei responsável por qualquer coisa que lhe aconteça, então peço, em respeito ao sangue que agora carrega, que poupe os nossos de mais sofrimento. Nosso nome já foi mais do que desgraçado - ele fez uma pequena pausa, estendendo então a mão à Tohru - Vou leva-la ao quarto de hóspede que Treja aprontou para ti e amanhã faremos nossas malas - ele aguardou então qualque reação da ex-mestiça.









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MensagemAssunto: Re: º~Opera~º   Sex 1 Abr 2016 - 2:09


Tohru mirava sem ver a tempestade de neve que se intensificava, o misterioso ponto de luz...Mal percebera quando Stelian surgiu atrás de si ou  ouviu o que ele lhe disse.
Lentamente, ela se virou e olhou para ele, mas seu olhar era baço, sem vida e não parecia de fato vê-lo e quando falou, não era sua voz doce e melodiosa, mas algo profundo, sombrio, profético...

- Hades destruiu Perséfone...A Primavera está morta e isso não se faz sem um preço. Ele pode ter perdido para sempre sua última chance de redenção. O Império cairá!

Ditas estas palavras o corpo da jovem noiva oscilou, mas antes que Stelian pensasse em qualquer gesto, Tohru se firmou sozinha, piscando os olhos, como se despertasse de um transe e somente então o visse de verdade.
= Você...Sim, mais uma vez você junto a mim num momento como esse...Sinto muito se o perturbei e por lhe dar tanto trabalho e peço desculpas por todo o mal que, involuntariamente, causei a você e aos seus...Sinto muito de verdade...- a voz era novamente suave e triste, seu olhar recuperara o verde esmeralda de antes, mas havia um novo brilho nele...

Ela olhou a mão estendida e se encolheu, abraçando-se.

- E-Eu o seguirei...Mas, por favor, não me toque...Estou suja...Preciso tomar um banho e me livrar do toque daquele...daquele monstro...Preciso descansar para proteger a minha menina...E ver o meu filho amanhã porque não partirei sem ao menos vê-lo!

Tohru aguardou , então, que ele a guiasse até onde pudesse descansar e se recuperar daquela Lua-de Mel desastrosa.


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MensagemAssunto: Re: º~Opera~º   Qui 7 Abr 2016 - 13:16




Stelian olhou para Tohru com certo receio ao ouvir sua voz, aquilo lhe lembrou de quando chegara à Romênia, do ódio que sentia, a vontade de destruir Yuriev e como aquilo se mostrara impossível tanto para ele quanto para Lena.

Aquele mesmo ódio ainda queimava dentro dele, mas ele estava contido, não podia fazer nada contra Yuriev enquanto Lena não estivesse longe o bastante e ela logo estaria, ele acreditava nisso.

Então Tohru oscilou e ele prontamente se inclinou para frente, mas não foi necessária sua ajuda, ela logo se recompôs e ele tornou a ficar em sua posição ereta, com as mãos cruzadas atrás das costas.

Stelian ouviu as desculpas de Tohru, mas tudo o que fez foi assentir com a cabeça, não havia o que dizer naquele momento, sabia que a culpa não era dela, muito pelo contrário, ela certamente deveria ter sido forçada a cometer Fownlon, ao menos era nisso que ele queria acreditar.

-Senhora Yuriev, acredito que, de certa forma, somos da mesma família agora e, infelizmente, não há ninguém limpo ou puro o bastante aqui, mas de qualquer forma eu lhe darei o tempo necessário e lhe aguardarei assim que o dia raiar, nosso vôo esta marcado para as oito da manhã, devemos chegar ao aeroporto com uma hora de antecedência e como a noite será de neve, devemos sair o quanto antes - ele informou e fez uma leve reverência, saindo em seguida, seguindo pelo corredor e dobrando uma de suas esquinas.

Não havia ameaça na voz de Stelian, mas não havia amizade. Ele parecia conformado com sua condição e estava servindo Tohru porque assim havia lhe sido dito. Era como alguém que desistira de lutar, mas seus olhos estavam mais azuis do que nunca e, como Tohru era alguém muito sensível, certamente notara as perturbações na aura daquele vampiro jovem.





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MensagemAssunto: Re: º~Opera~º   Sex 8 Abr 2016 - 3:06


Usada, enxotada, humilhada...Era assim que Tohru se sentia, cada vez mais. Conseguiram o que queriam dela, uma aliança com o clã real dos Kuran pelo casamento, faltando apenas um herdeiro...Estando grávida de Marshall,seu falecido marido, somente recebera desprezo do noivo que até sequestrar seu primogênito, sequestrara, para forçá-la a aceitar aquela união...Tohru se perdia em pensamentos sombrios e depressivos, seguindo Stelian passivamente, até um luxuoso quarto de hóspedes, voltando a lembrá-la de que precisavam partir cedo.
Ela aquiesceu em silêncio, sendo deixada só no quarto, para que pudesse se recompor e descansar antes de partirem.
Não sem antes ver o meu Ka-chan! Preciso ver o meu filho!- pensava, obstinada.
Como um autômato, seguiu até o banheiro, tirando aquele luxuoso vestido de noiva e os trapos que sobraram da roupa íntima. Suas esperanças e sonhos de despertar algum sentimento terno em Yan Yuriev destruídas.Entrou na banheira e lavou-se com desespero, esfregando-se até quase ficar em carne viva, mas não importava o que fizesse, a sensação de nojo de si mesma não passava.
Vestida com um roupão branco e felpudo, voltou ao quarto e encontrou uma camisola longa e quente em cima da cama. Ainda apática, vestiu-se e se deitou na enorme cama, se sentindo a mais solitária e triste das criaturas. Talvez devesse se entregar ao apelo sombrio daquele sangue gelado e poderoso que corria agora em suas veias e se perder pra sempre dentro de sua mente. Talvez assim deixasse de sentir tanta dor...
Antes de adormecer, uma parte ainda lúcida que restara de sua mente, resgatou a imagem de Steliam...Ele também parecia diferente...Ainda submisso à vontade dos Yuriev, mas não como antes...Ele também deveria ter sido atingido de alguma maneira terrível...Gostaria de poder ajudar mas, por enquanto, não podia amparar sequer a si mesma...Mas isso iria mudar...


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MensagemAssunto: Re: º~Opera~º   Sab 9 Abr 2016 - 10:18




Tão logo o dia amanheceu Stelian estava diante da porta do quarto de Tohru e não estavam sozinho. Além disso Tohru podia sentir claramente diversas auras pelo castelo, muito mais do que na noite anterior com os convidados do casamento.

Lena estava ao lado dele, vestida inteiramente de negro, em luto por sua tia.

Stelian bateu à porta e então chamou, com sua voz cordial:

-Senhora Yuriev, esta pronta? - ele perguntou e aguardou a resposta do outro lado.

Por um breve momento ele olhou para Lena e ergueu sua mãe, tocando a ponta do queixo dela, se permitindo um breve sorriso.

-Eu vou dar jeito Lena, eu tenho minhas economias, guardadas de um jeito antigo - ele então envolveu uma mecha de cabelo em seus dedos, quase brancos, mas não pareciam ter o viço e brilho de antes, Lena também enfrentava suas próprias batalhas e ele daria o mundo para poupar sua irmã daquele sofrimento.

-A família Kuran não aceitara o que aconteceu com essa vampira, eu sei disso e eu posso testemunhar contra os Yuriev para a Associação, com o apoio de Loran Kuran acredito que possa garantir sua segurança, garantir uma forma de que você vá para Ambarantis.

Lena então pousou os dedos sobre os lábios de Stelian, no exato momento em que Treja dobrava o corredor, fazendo uma breve reverência ao passar por eles. Ela levava uma caixa forrada de veludo negro, com um coração de gelo esculpido em safira na tampa. Ela tinha um sorriso bobo e Lena não se conteve:

-O que há Treja?  -ela perguntou, tinha um tom autoritário, afinal ainda tinha suas origens nobres.

-Nosso novo herdeiro, a estrela de gelo do céu da Romênia nasceu - ela informou, ainda virada de costas para o casal - Talvez isto não traga alegria aos traidores, mas traz aqueles que amam a casa que os acolhe - ela respondeu e voltou a caminhar, levando o que quer que fosse, para onde quer que estivesse indo.

Stelian trocou um olhar silencioso com Lena e a irmã respirou fundo, desta vez foi ela quem tocou o rosto dele.


-Tenha mais cuidado mic fratele, tenha mais cuidado, tenha ainda mais cuidado com o clã Kuran, eles não são os anjos que parecem ser e mesmo o diabo foi um anjo um dia. Em tempos de guerra o bem e o mal dormem na mesma cama, comem da mesma comida e dividem os mesmo objetivos: poder.

Ela então se inclinou e beijou a bochecha dele.

-Adeus Stelian - Lena se virou  e tomou o lado contrário do corredor, pelo qual Treja havia ido.

Stelian não desgrudou os olhos dela até que ela sumisse nas sombras, só então voltou-se para porta do quarto, esperando por sua nova senhora.








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Adrian Ivashikov
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MensagemAssunto: Re: º~Opera~º   Sab 9 Abr 2016 - 13:38


Sentada naquela imensa cama, sozinha, esfarrapada, humilhada...Aquela jovem parecia a própria personificação da tristeza...Mas quem seria ela?
Que lugar é esse?- pensava um intrigado Adrian, olhando da jovem para o ambiente em volta, tentando em vã um reconhecimento. - Não é um de meus sonhos induzidos...
Parecia um castelo antigo...Era como um cenário de conto de fadas...Só que ás avessas, pois o clima era tão sinistro e pesado quanto densa era a neve que caía intensa lá fora...Quanto pungente e avassaladora a dor que prostrava aquela quase menina...
Tentou se aproximar para confortá-la seja lá quem fosse...Mas uma espécie de barreira invisível o impedia de se aproximar...Tinha a impressão de que ela estava na verdade, muito, muito longe...
Abriu a boca para falar mas som nenhum saía de sua garganta por mais que se esforçasse e tentasse com empenho.
Como se sentisse sua presença, a jovem misteriosa ergueu o rosto, mas os longos cabelos castanhos com exóticas mechas brancas cobriam a maior parte de seu rosto, mas os olhos...Ah, os olhos...Amendoados e pequenos, como os de uma oriental, brilhavam ao longe como olhos de gato...verdes...de um tom incomum de tão intenso...Olhos de um tom que ele via todos os dias quando se olhava no espelho...


"Salve-a..."- Sussurrava uma voz masculina, que parecia vir de lugar nenhum e de todos ao mesmo tempo. Profunda, marcante, porém terna...- " Salve-a... e Salve-se a si mesmo...Vocês precisam se encontrar...E isso acontecerá em breve...Sejam a força um do outro...Tempos difíceis se aproximam..."


Quem...- Adrian tentou perguntar, mas, então tudo desapareceu. Ele estava acordando...




Última edição por Adrian Ivashikov em Sab 23 Abr 2016 - 0:00, editado 6 vez(es)
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Tohru Kuran
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MensagemAssunto: Re: º~Opera~º   Sab 9 Abr 2016 - 14:12


Tohru acordou assustada com as batidas na porta e a voz de Stelian a chamando. Olhou em volta, confusa com o quarto estranho.
Lembrou-se, então de responder antes que Steliam resolvesse entrar.
-Me dê 10 minutos. Já estou indo.- a voz soou, baixa, mas perfeitamente audível ao vampiro lá fora.
Exatamente 10 minutos depois, estava penteada, maquiada e vestida para viajar.
-Desculpe por fazê-lo esperar...Yan...O senhor Yuriev disse que eu poderia ver o meu filho caso sua mãe o permitisse.- falou,calmamente.- Poderia me levar até lá, por favor, Steliam-san?


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MensagemAssunto: Re: º~Opera~º   Ter 26 Abr 2016 - 18:50



You used to be like my twin
And all it's been. Was it all for nothing?
Are you strong when you're with him?
The one who's placed you above us all


Stelian mantinha uma pose ereta e educada, como sempre. Ele aguardou o tempo necessário para que Tohru se vestisse e não bateu mais à porta, nenhuma vez.

Ele vestia um terno completo azul claro e seus olhos estavam ressaltados pela tristeza e pela cor de suas roupas.

Ele permanecia em pé ao lado da porta, sem malas, sua mala já estava no carro que deveria leva-los ao aeroporto. Foi então que tudo começou. Ele ouviu as vozes, um discurso, mas de onde estava ele não conseguia entender, ouvia clamores, ouvia aplausos, mas ele não sabia o que estava acontecendo.

A primeira pessoa em que pensou foi Lena e seu coração se acelerou. Ele pensou em sair de seu posto, seguir por onde a outra havia ido, mas algo lhe dizia, no fundo de seu próprio desespero, que Lena estaria segura. Por que? Ele não sabia.

Então o cheiro de sangue se espalhou pelo ar, tão forte e intenso, como se um verdadeiro extermínio estivesse ocorrendo. O sangue pulsava em seu rosto e seu coração e a porta diante dele ainda estava fechada. O que estava acontecendo? A fortaleza havia sido invadida? Seria Kuran?

“Lena…” - como se ouvisse o chamado de Stelian ela voltou pelo corredor, sua pele pálida ainda mais pálida, seus olhos assustados. Ela tropeçou e se apoiou na parede, seus saltos estavam tortos nos pés, mas ela não estava ferida, não havia cheiro de sangue.

Ela o alcançou e agarrou seu casaco do tenro, as mãos segurando com tanta força que ele podia ouvir ossos e articulações.

-O que houve? - ele sussurrou e ela parecia tão aterrorizada que mal podia falar, sues lábios tremiam.


- A morte - foi tudo o que ela disse, antes de abraça-lo como se ele fosse uma boia salva-vidas. Stelian retribuiu o abraço.

-Estão matando, vários deles, eu não sei porquê, eles não reagem, é como… como se estivessem mortos já… no corredor… no salão lá embaixo… - ela tremia. Ele não sabia o que Lena havia visto, mas certamente fora algo terrível.

-Temos que sair daqui - ele então segurou o rosto dela e a olhou nos olhos. Ela era tão linda, mesmo com tanto terror em seu rosto.

-Não posso - ela lamentou, segurando as mãos deles, afastando seu rosto - Ainda não…

-Por que?! - ele perguntou irritado e ela se afastou novamente.

-Benjamin - foi tudo o que disse e ele sentiu uma pontada no estômago. Estaria Lena apaixonada por ele?
Ela então pareceu se zangar com alguma coisa, avançando e dando um tapa na cara de Stelian, virando-se de costas e sumindo pelo corredor novamente.

Ainda atordoado, Stelian ficou ali, parado, o cheiro de sangue no ar, os gritos haviam cessado. A porta diante dele se abriu e Tohru apareceu. Ele a olhou por alguns segundos, como se tivesse tentando entender tudo aquilo.

-Senhora Yuriev - ele forçou a dizer e então apanhou a mala dela - Não sei o que houve - ele então disse, precisava compartilhar aquilo com alguém, ou enlouqueceria.

Em seu rosto, a marca da mão de Lena era visível e latejava.








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Tohru Kuran
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MensagemAssunto: Re: º~Opera~º   Qua 27 Abr 2016 - 0:53


Tohru olhou em volta, assustada. O cheiro de sangue era tão forte que a fez cambalear de leve pelo excesso de estímulo olfativo. Sentiu uma forte náusea. estava tão imersa em si mesma e em sua dor que mal sentira que o castelo estava cheio de presenças. Não deu importância porque acreditou serem convidados da festa, mas...O que estava acontecendo, afinal. Aquele lugar estava cada vez mais assustador...
- Stelian-san...Esse cheiro de sangue...Algo de terrível aconteceu! O que faremos? O que está acontecendo?- perguntou, aflita, ainda que o rapaz tivesse confessado sua confusão com aquilo também.- E o que aconteceu com seu rosto?!
-O meu bebê...Eu sinto que ele está bem, mas eu preciso vê-lo...Onegai, Stelian-san...Por favor...


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Lohanne
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MensagemAssunto: Re: º~Opera~º   Sab 21 Maio 2016 - 13:02

Stelian estava atônito, as palavras de Tohru Yuriev pareciam demorar a chegar aos seus ouvidos. Ele então ergueu a mão ao rosto quando ela lhe perguntou da vermelhidão, sentindo a pele quente, quente depois de tanto tempo. Lena, Lena havia acontecido.


- Não se preocupe com isso - ele respondeu e então finalmente fixou o olhar nela, aflita, pequena. Ele estava realmente admirado que ela havia sobrevivido aquela noite, quando ele a encontrara ainda mais quebrada do que da primeira vez no jardim da Academia. Aquilo parecia tão distante agora, como se houvesse acontecido a anos atrás.


“Onde esta o bebê?” - ele se perguntou, ele não sabia, aquela informação não havia sido delegada a ele. Ele poderia procurar com ela, poderia estar no quarto de Selena, certamente estava la. Ele não sabia ao certo onde ficava aquele quarto mas tinha uma vaga lembrança.


-Venha comigo - ele pediu, mas mal havia se virado e Lena estava diante deles, segurando a mão de um lindo garotinho com traços japoneses e cabelos brancos, intensos olhos azuis. Stelian sentiu um calafrio, não pela presença de Lena, mas pelo olhar da criança. Olhos azuis, azuis demais.


-Senhora Yuriev - Lena fez uma breve reverência - Seu pequeno Katsuya deseja vê-la, mas não diga mais este nome na presença dos outros - ela tinha um tom baixo, quase cúmplice - Victorius deseja ver sua mãe - ela falou, num tom mais alto, no exato momento em que outros criados entravam no corredor.


Lena soltou a mão do pequeno, que permaneceu parado, seus olhos se moveram para Tohru e ele parecia lutar com alguma coisa dentro dele, como se ao ver a imagem da mãe, algo lhe tocasse, mas não o suficiente para que ele corresse ao seu abraço.


-Sinto muito - Lena murmurou. Não parecia mais a jovem raivosa do dia anterior, embora sua voz ainda soasse magoada, mas no fundo, ela entendia que Tohru fora uma vítima, assim como Stelian ou como ela.


-O que você sente? - atrás dela uma voz feminina interrompeu aquele momento e logo Treja surgia, ainda com a caixa azul em mãos - Saia senhora Razvan, seu futuro marido deixou bem claro que deveria espera-lo em seu quarto.


Treja então deu um breve sorriso para Tohru e então se voltou para Stelian.


-Prepare o carro, leve a bagagem da senhora Tohru, a senhora Selena deseja ver sua nora antes do embarque - ela anunciou, praticamente ordenando. Seus belos olhos vivos agora ganhavam um estranho tom azulado, frio.


-Poderia me acompanhar senhora Yuriev? - ela perguntou, parando ao lado de Katusuya.

Em silêncio, Lena e Stelian se retiraram, ela sequer havia olhado para o irmão e ele não pareceu olha-la também.





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Tohru Kuran
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MensagemAssunto: Re: º~Opera~º   Dom 22 Maio 2016 - 0:29




Tohru  se dispunha a seguir Stelian quando aquela jovem da noite anterior, tão parecida com Stelian reapareceu diante deles...e com seu bebê...
-Ka-chan...nani...- olhou perplexa pra mudança operada nele.Praticamente não o reconhecia.Onde estavam os lindos cabelos escuros como os seus, os olhos verdes brilhantes, vivos e alegres?
Lentamente, sem tirar os olhos do menino à sua frente, ela se abaixou até ficar quase da altura dele e abriu os braços, esperando que ele corresse e a esmagasse em seu abraço forte, como sempre fazia quando a via, mas ele não veio. Tohru sentia o coração já abalado se partir em mil pedaços.
Ela ouviu a explicação de Lena sobre não poder chamar seu filho pelo próprio nome, sem entender.Por que? Por que fizeram aquilo?
-Ka-chan...meu Ka-chan...O que fizeram com você?- ela murmurava, enquanto as lágrimas escorriam, teimosas sobre a face lívida da jovem.
Treja, então apareceu do nada. Tohru se ergueu, surpresa. O que Selena ainda quereria com ela? E Yuriev? Onde estaria? Por que não estava sentindo a presença dele?
-E quanto a meu marido? Ele não irá sequer se despedir?- perguntou, num tom entre o desafio e a mágoa, após aquela descoberta chocante.- Ele tinha que lhe explicar porque fizera com seu bebê a mesma abominação que a obrigaram a fazer.
Observou em silêncio os dois irmãos, assim supunha que fossem, serem dispensados de maneira tão grosseira e olhou para Treja, que a chamava. enxugou as lágrimas com as costas das mãos e sem dizer nada pegou o bebê no colo, de onde nunca deveria er saído.
- Mostre-me o caminho.- disse abraçando finalmente seu filho, afagando a cabeça da criança e a encostando em seu peito, arrulhando frases em japonês para ele, enquanto o embalava com carinho.
Watashi no akachan... Watashi no Ka - chan ga... Watashi no musuko... Kuran... Anata ga daredearu ka o wasurenaide kudasai...Onegai...(..Meu bebê...Meu Ka-chan...Lembre-se de quem você é...Meu filho...Um Kuran...Por favor...)


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