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 Angina

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Lohanne
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Yan Yuriev - Vampiro Puro Sangue

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MensagemAssunto: Angina   Qua 23 Dez 2015 - 20:38







As sombras se moviam estranhamente naquele beco escuro, maiores e mais intensas, mais densas, até mesmo o ar parecia envolvido pela escuridão.

Um lobo uivou ao longe e ele sentiu todos os pêlos de seu corpo se eriçarem. Seus olhos negros encararam sua vítima pela última vez com vida.

A garota de programa loira fumava seu cigarro do lado de fora do bordel, estava entediada e fedia a álcool e perfume masculino. A noite estava parada por conta do inverno e até mesmo suas roupas não eram tão curtas ou provocantes como deveriam ser.

Ainda assim, era perceptível que ela tinha um belo corpo, curvilíneo, diferente da maioria das jovens da cidade. Seus lábios eram vermelhos e intensos e ela havia desenhado uma pinta do lado esquerdo deles.

Mas por trás de toda aquela roupa de couro e todo aquele aparato Kairen podia distinguir muitas coisas e uma delas era a mais clara, a que fizera ele escolher aquela mulher: magia.

Magia de sangue, rituais milenares passados de geração à geração. Aquela mulher era uma bruxa e ele sabia que tinha que ser cauteloso.

Kairen saiu das sombras, elegante, um homem vestido de terno completo e camisa vermelha, longos cabelos negros esvoaçando ao sabor do vento frio da noite de inverno, pele de mármore sendo amarelada pela luz do poste.

A mulher sorriu ao vê-lo, parecia satisfeita por ter um vampiro como freguês naquela noite. Talvez ela lhe pedisse sangue em troca de alguns favores.

-Um puro aqui - ela sorriu largamente, seus dentes brancos e perfeitos pareciam sair de um comercial de pasta de dente- Em que posso servir meu nobre senhor? - ela se curvou de forma servil.

-Lembranças, eu quero que resgate um trecho de tempo para mim - ele parou diante dela e então estendeu a mão - você pode ter o sangue que quiser em troca de algumas respostas.

Ela assentiu e vez um gesto para que ambos entrassem no bordel.

O lugar estava quase vazio, algumas garotas faziam uma performance de strip tease no palco iluminado por luzes vermelhas, outras sentavam no colo dos poucos homens que havia ali, a maioria com seios expostos e pouca roupa.

O ar dentro do local fedia e era pesado, pesado até mesmo para Kairen e ele se sentiu incômodo com aquilo, havia magia em todo lugar, magia negra, envolvendo o sangue de vampiros.

Ele continuou a caminhar, seguindo a mulher por corredores e portas fechadas, de onde escapavam gemidos e gritinhos e… sangue. Havia cheiro de sangue no ar e um estranho quebra cabeças passou a se montar na mente de Kairen.

Ainda assim ele prosseguiu, sentindo-se alerta a cada detalhe do corredor que percorriam. O lugar parecia menor visto de fora.

Finalmente entraram num quarto todo pintado de vermelho, lençóis de seda preto estavam sobre a cama, a luz era fraca e pouco iluminava os cantos do quarto.

Um grande espelho estava preso ao teto e a imagem dele pareceu tremer quando refletiu o vampiro. Mais magia, Kairen quase podia tocar toda a magia que havia naquele local.

O mulher foi até  fundo do quarto e abriu uma das portas do armário de ébano que havia ali, chamando-o para mais perto.

Ela entrou e ele a seguiu, passando por uma pesada cortina de veludo preto, chegando a uma sala secreta onde havia uma mesa no centro, dois altares na parte detrás e um pentagrama desenhado no chão, com uma vela negra em cada ponta e uma vermelha ao centro, grossas, derretidas até a metade.

Haviam três estantes com diversos frascos, poções e líquidos, sangue, unguentos e livros, muitos livros espalhados por todo o local.

-O que deseja senhor? - ela perguntou, sentando-se na cadeira de espaldar alto, de puro ébano, que havia atrás da mesa, convidando-o a sentar na cadeira diante dela.

-Me chamo Kairen Dimedenko senhora e vim em busca de seus conhecimentos - ele colocou um saquinho de veludo sobre a mesa, o barulho de frascos de vidro ali dentro.

-Kairen Dimedenko - ela repetiu, sorrindo satisfeito - Esta noite, Aphelian ira servi-lo - ela falou, revelando seu nome e então apanhando o saquinho de veludo. ela abriu e retirou dois pequenos frascos com sangue, bebendo-os sem hesitar.

A mulher fechou os olhos por alguns segundos e então estendeu a mão para o vampiro e ele a apanhou rapidamente, sentindo a unha dela penetrar sua carne pálida como uma lasca de pedra dura e letal.

Então ele viu, ele viu as cenas do ataque, ele viu os gritos e o horror que aquelas pessoas dona do sangue viram, mas aquilo não era o que ele queria, aquilo ele mesmo conseguia ver ingerindo o sangue.

Ele então se aprofundou mais e mais naquela visão, passando a correr livre como se estivesse lá no momento em que tudo aconteceu. Em imagens turvas ele viu os dois irmãos dentro da sala em meio ao caos, ele ouviu a voz de Denis e de Alana.

Kairen já devia imaginar que havia algo deles envolvido. Um caos tão grande sem rastro só poderia ser algo de um vampiro com poderes mentais e quem teria tamanho poder para atingir humanos em grande escala além de Alana?

Ele suspirou, Denis continuava a usar e usar Alana, sem conseguir dominá-la, colocando não só suas vítimas em risco, mas como todos os humanos e vampiros daquela cidade.

Ela puxou a mão, quebrando o elo que ele tinha com a bruxa e se afastando, sacudindo a cabeça.

-Há algo mais que queira saber? - a mulher perguntou enquanto o encarava, os olhos dela fixos na ferida aberta na palma da mão de Kairen.

Ele se apressou em fechar o ferimento e então meneou negativamente com a cabeça, vendo ela se levantar e ir até uma das estantes. Ela retirou um punhal dali  e então o arremessou, acertando o braço de Kairen, atravessando carne e músculo. Ele recuou, sentindo o braço dormente, seus olhos negros mirando à bruxa.

-Eu havia lhe prometido sangue… - ele começou, arrancando o punhal do braço e o lançando para o lado, o metal fazendo barulho ao rolar sobre o chão de pedra.

Ela virou-se, cada mão segurava mais três punhais. As velas em torno do pentagrama se acenderam, o fogo tinha uma cor arroxeada.

Kairen sentia o braço dormente começar a endurecer, como se sua carne se transformasse em pedra, o deixando alarmado.

A bruxa fez um semi círculo, atrás da mesa, sempre o encarando.

-Obrigada por vir à minha casa, onde tenho proteção da mãe e de minhas filhas. Eu buscava um dos seus, mas nunca imaginei um que alguém tão poderoso pudesse fazer a tolice de vir até mim - ela sorriu largamente.

Vultos sairam da parada e logo tomaram forma diante deles, mulheres nuas, com os corpos cheios de cicatrizes e sem cabelo, olhos negros de demônio, dentes afiados como bestas.

Kairen estava cercado, mas seus olhos pousaram de  forma calma sobre a humana de alma vendida.



-Espero que o abraço de Lilith lhe seja tão prazeroso como o prometido - ele disse, arrancando a parte de cima de suas roupas, terno e camisa rasgados num movimento único e fluído, revelando inúmeros selos e inscrições sobre a pele pálida do vampiro. alfabetos e runas antigas com um leve brilho azul.

As bruxas que o cercavam recuaram grunhindo como se seus olhos tivessem sido atingidos por uma terrível luz.

Aphelian pareceu surpresa por um momento, mas ela também era ciente de seus poderes e agora que havia jogado as cartas não havia mais o que fazer. Num movimento rápido ela lançou as facas, seis facas voaram como um raio na direção de Kairen.

O vampiro se transformou sem sombra, mas não rápido o bastante e dessa vez seu ombro fora perfurado pela lâmina enfeitiçada.

A paralisia aumentou e seu braço voltou ao normal no momento em que fora tocado pela segunda lâmina, o órgão não era mais protegido por sua transformação em sombra.

As bruxas que o cercavam pareceram tomar coragem com o gesto da mãe e então voaram em direção a ele. Três dela num esforço conjunto arrancaram seu braço.

Apesar da dor, nada havia a ser feito e ele deixou o membro para trás, movendo como uma imensa sombra e caindo sobre Aphelian.

As outras bruxas tentavam lhe puxar, mas os tentáculos de sombra e a massa amorfa se desfazia ao toque dela, deixando queimaduras nas peles daqueles seres amaldiçoados.

“Me poupe e eu lhe falo sobre as memórias de Freya Gatemberg” - ele ouviu a voz da bruxa em sua mente, sentindo uma forte dor de cabeça, como se alguém tivesse acertado seu crânio com um machado e o tivesse aberto ao meio, a magia da bruxa penetrando sua mente.

Por um momento sua transformação falhou e as bruxas agora enfiavam suas garras afiadas nele, arrancando pedaços de seu corpo, dilacerando sua carne, seu sangue pingando naquele chão amaldiçoado.

-AHHH -  o grito de dor ecoou por toda a sala e ele caiu sobre os próprios joelhos. Precisava se concentrar ou iria morrer.

-Caput mortuum imperet tibi Dominus per Adam lotchavah!... - ele começou num fio de voz - Aquila errans, imperet tibi Dominus tetragrammaton per Angelum et leonem! - as bruxas então se afastaram, rosnando para ele, enquanto Aphelian se encolhia num canto da sala - Michael, Gabriel, Raphael, Anael!... - ele se ergueu, usando seu sangue para se curar mais rapidamente - Pluat udor per spiritu Elohimm. Maneat Terra per Adam, Jatchivah. Fiat Jadictum per ignem in virtude Michael!!! - ele gritou no final e todas as bruxas menores se transformaram em pó, sobrando apenas Aphelian e outra que se lançou contra a parede e desapareceu.

Aphelian olhou com desgosto para o rastro negro que a outra havia deixado para trás e então Kairen se lançou sobre ela, sua mão agarrando o pescoço da bruxa, suas unhas se vincando na carne humana.

As mãos dela tentaram puxar a mão de Kairen, agarrando em seu pulso. Ela olhou desesperada em volta, seus lábios tentavam mencionar as palavras de algum ritual, mas a oração de Kairen havia purificado o lugar.

Ele fechou ainda mais os dedos, enterrando a carne da garganta da humana, quebrando sua traquéia.

Como um animal feroz ele se lançou sobre ela, desfigurando seu rosto com mordida, sugando o sangue da bruxa até seu corpo secar, comendo pedaços de carne de forma selvagem.

Ele largou o corpo inerte ali, transformando-se em um grande vulto e escapando pelas paredes.

Na sala vazia, apenas as chamas das velas tremeluziam. Uma sombra se aproximou do corpo de Aphelian, dedos pálidos tocando o rosto desfigurado da bruxa.
-Kalista, o nome da vingança. Eu vou caçar o vampiro das sombras - a jovem se ergueu, ainda em sua aparência de bruxa, nua e cheia de cicatrizes, careca, e então caminhou até o fundo da sala, pegando a adaga manchada de sangue do vampiro, olhando o líquido negro ali, sorrindo de modo diabólico.






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MensagemAssunto: Re: Angina   Dom 3 Jan 2016 - 8:50





O ar estava frio e denso, como se estivesse carregado de estatica, as sombras pareciam se mover de forma contrária as luzes dos posts e tudo parecia submergir numa intensa escuridão.

“É sempre mais escuro antes do amanhecer” - ele lembrou-se daquela frase ao acaso enquanto as sombras tomavam forma embaixo de uma árvore num parque qualquer.

Ele sentou-se na grama úmida pelo orvalho noturno, sabia que ainda demoraria hora e meia para o incômodo sol surgir.

Kairen fechou seus olhos calmamente, concentrando-se no sangue fresco que corria dentro de suas veias. A bruxa entrara em sua mente e, com o conhecimento que tinha, se ainda fosse digno, ele encontraria algumas respostas.

Estava certo de que o ataque na Academia fora obra dos Kalladori, agora aquilo já estava confirmado, mas, a bruxa dissera algo sobre Freya e aquilo era… preocupante.

Ele abriu os olhos, o vento tocava uma tranquila sinfonia nas folhas das árvores e ele deixou-se concentrar naquele som calmante por alguns instantes. Como ela estaria depois de tudo? O que teria acontecido com ela? Seria aquela a hora de busca-la?

Ele não sabia ao certo, ele não sabia sequer sobre si e seu passado e talvez incluir Freya Gatemberg em meio a tudo aquilo, principalmente naquele momento tão conturbado entre os puro sangue, fosse um total erro.

“Criança, minha criança… você ainda sorri de forma inocente e despreocupada? Ainda se diverte nos braços dos humanos? Ah criança… eu vou ter que matar muitas almas para afogar as mágoas que sua luxúria me traz…” - ele arrancou um tufo de grama e o envolveu em suas sombras, as folhas verdes murcharam imediatamente, toda a energia vital delas se desfez em meio a escuridão de Kairen. Seria assim com Freya?

Ele respirou longamente o ar noturno e olhou a paisagem em volta. Não havia ninguém por perto, isso ele podia sentir claramente.

A mente de Kairen então se focou no problema real, naquele problema que envolvia muito além dele e Freya. Por que os Kalladori teriam atacada à Academia? Qual era o interesse deles em uma guerra fora da Lituânia?

Era bem sabido que Kairen sempre se mantinha afastado daqueles assuntos, mas se Denis estava tão desesperado a ponto de deixar Alana livre para usar seus dons, então as coisas não eram assim tão simples.

“Denis se expôs para mim, ele sabe que consigo rastrear Alana, mas por que? Por que desta forma? E, se a bruxa sabe de Freya certamente é porque eles a encontraram… Por que?.

Kairen olhou para o céu nublado. Em que seus queridos sobrinhos estariam metidos naquele momento? Além disso, Kairen ouvira rumores de que havia um herdeiro, ou dois se tudo fosse verdade: Ameliana tivera uma criança e o clã Yuriev teria um novo príncipe ou princesa muito em breve.

Outro ponto. A bruxa rastreara as informações de Alana de Denis muito facilmente, isso só seria possível se ela houvesse procurado por aquilo antes. O que bruxas teriam a ver com o ataque da Academia? No geral elas se mantinham afastadas daqueles temas entre vampiros e humanos?

E o que ele pretendia fazer com todas aquelas informações?

Aquela pergunta ecoou dentro dele. Não, ele não estava ali pelos humanos, ele estava ali porque, por coincidência cruel dos destino, três pontos marcantes de sua existência estavam naquela mesma cidade: Lobanov, Gatemberg e Kalladori.

Era como se o mundo estivesse prestes a acabar para ele e tudo se juntasse para que enfim assumi uma posição que deveria ter assumido há muito tempo.

Além disso, se as suspeitas de Kairen estivessem certas, se tudo se conectasse, ele conseguiria levar à julgamento o vampiro que matar seu filho. Aquele era o quarto ponto marcante de sua existência, ou melhor, o quarto ponto que estava destruindo sua existência.

A morte da Daniel fora um choque para Kairen. Ele era a única ligação com seu passado, o elo com Seiren, a lembrança do controle e do amor que tivera há centenas de anos atrás.

Kairen apenas não entendia o que levara Daniel a sequestrar um membro da família Yuriev mas, algo dentro dele ligava aquilo aos Kalladori.

Daniel era ambicioso em demasia e algo dentro dele parecia não se encaixar nos propósitos que Kairen e Seiren lhe ensinaram um dia. Era como se, em algum momento, as sombras de seu próprio poder houvessem tocado sua mente.

Kairen sabia como era aquilo e sabia como era terrível, quase impossível de controlar aquela insanidade que corria em suas veias. No fim da noite, as sombras sempre venciam.

Kairen pousou as duas palmas das mãos nas gramas e então impulsionou o corpo para frente, seu corpo humano agora havia se transformado num imenso lobo de sombras com olhos vermelhos como as chamas do inferno.

Um uivo sombrio cortou o silêncio do parque e logo ele corria em direção ás árvores. Algumas peças haviam se encaixado naquela noite e algumas haviam simplesmente sobrado sobre a mesa.

“Onde você deve estar criança?” - ele se perguntou, rumando para o norte, para onde ele sabia que estava a Cross. Sera que ela estava lá? Será que o local já havia reaberto?

Algumas horas correndo naquela forma, escalando e subindo pela mata a beira da estrada de Ambarantis e Kairen agora se encontrava na mata ao redor da Academia. Havia um grande lago ali, com uma casa nas proximidades.

Ele farejou, havia alguém lá dentro, mas não era quem lhe interessava, então ele voltou a correr entre as sombras, voltando para as árvores.

Ele pulava pequenos montes e se esquivava de galhos baixos, chegando finalmente ao meio da floresta, encontrando um velho casebre aos pedaços. Novamente ele sentias alguém ali, sentia o veneno escorrer como uma baba negra através das presas, caindo sob seu focinho.

“Level… E…” - ele então se lançou contra a porta de madeira velha, que caiu sob o peso de seu imenso corpo de sombras, encarando a vampira quase em torpor pendurada em correntes.

Ele a rodeou, apenas os olhos vermelhos dela se acenderam.

“O que pode ser isso?” - ele pensou, se aproximando e farejando ainda mais. Alguém havia prendido aquela mulher ali, mas para que?

“Devore-a…” - ele pensou, um rosnado baixo surgindo em seu peito, mas ele sacudiu sua imensa cabeça e deu meia volta, saindo apressado para longe da casa.

Alguém havia colocado aquela transformada ali e deveria haver um motivo, mas qual?

Ele continuou a correr, um imenso lobo de sombras atravessando as árvores, até estar seguramente longe da cabana.

O sangue da bruxa não o havia saciado e ele sabia disso, além disso, o sangue dela era como ácido e fazia suas veias ferver. Aquilo o estava deixando impaciente.

Ele continuou a correr e farejar, como um animal selvagem, até que encontrou um rastro.

Ele seguiu o rastro até a uma cachoeira, onde um grupo de jovens havia feito uma fogueira e se aqueciam ali, da noite fria.

Ele desceu calmamente pelas pedras, sem sequer ser notado, os jovens riam e contavam histórias ao redor do fogo, um casal se beijava de modo mais empolgado.

Kairen ocultou-se atrás de algumas pedras, aguardando de forma impaciente, mas os jovens não pareciam dispostos a se recolherem.
Ele então surgiu entre os carvalhos e árvores desfolhadas, rosnando ruidosamente, os jovens olhando assustados em sua direção. Então a caçada começou.







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MensagemAssunto: Re: Angina   Seg 11 Jan 2016 - 19:41





O imenso lobo negro ainda vagava pela floresta, o rastro de destruição e corpos semi devorados haviam sido deixados para trás. O ataque não parecia ser o ataque de um vampiro comum, mas sim de algum animal selvagem. As vítimas não tiveram seu sangue totalmente sugado, pelo contrário, tiveram partes devoradas e, somente com muito conhecimento, era possível ligar aquilo a um ataque de vampiro. Talvez a cena não tivesse tanto sangue quanto deveria ter.


Sua mente, meio humana, meio animal, agora identificava novos aromas preenchendo o ar, seus dentes brancos brilhavam sob a lua quando ele soltou um longo e profundo uivo, tão sobrenatural que, caso fosse ouvido por qualquer humano, o faria tremer e correr de medo imediatamente.

O lobo de sombras lançou-se numa silenciosa nas rápida corrida, suas patas etéreas, feitas de pura escuridão, deixavam um rastro negro pelo chão de gelo e folhas mortas, não havia pegadas e logo as sombras deixadas para trás se dissipavam.


O cheiro de sangue, o cheiro de perfume, todos aqueles aromas e logo o instinto selvagem se sobrepôs a humanidade e o lobo agora pulava na clareira, como um animal desprevenido sobre uma armadilha, mas seus olhos estavam fixos na sombra de vampiro que havia além dos aparados largados ali.


O cheiro do vampiro não lhe era familiar, mas o cheiro do lenço… ele se lançou, o focinho se esfregava no lenço, no perfume e ele rolou sobre tudo aquilo, como um gatinho querendo se impregnar com os aromas que ali haviam e parte de sua mente via a imagem nublada de uma jovem ruiva.

Ele se ergueu e uivou novamente, caminhando lentamente até o vampiro que exalava o cheiro de sangue, Ele parou diante do outro e aguardou de maneira passiva, algo muito estranho para um animal selvagem. Era claro que ali havia outro vampiro e não um lobo, semi coberto pela neve, exalando sangue fresco.



“Freya” - Lirion pode ouvir em sua mente, uma voz rouca, clamando pelo nome da vampira.








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MensagemAssunto: Re: Angina   Seg 11 Jan 2016 - 22:36


Os olhos azuis iluminados pareciam brilhar como se houvesse alguma luz por detrás  da retina, essa era a marca registrada de seu clã, histórias sobre criaturas noturnas onde só se viam seus olhos brilharem na noite foram espalhadas pelo mundo, mas poucos entendiam a diferença daquele brilho,  os olhos vermelhos de um predador comum afastaria suas presas, mas  as cores dos Gatemberg’s atraiam, eles se tornavam humanos exóticos se camuflando entre as trevas e a luz. Mas naquele momento  Lirion apenas vestia uma casca formal onde não fazia questão nenhuma de esconder sua verdadeira natureza.


- pensei que fosse um pouco diferente senhor...
Ele abriu as folhas de papel que estavam dobradas e então buscou com certa facilidade.
- Kairen, estou certo? Pelo o que vi creio estar certo.


O vampiro ainda olhava aquela forma lupina com desaprovação, mas ele podia sentir seu cheiro, assim como Freya havia o descrito, cheirava a tão velho que não queria imaginar sua idade. Por um instante pensou que deveria talvez sentir medo, mas não poderia por ela, era seu dever protegê-la até o final, até mesmo de outros vampiros como ele. Seus olhos se mantinham presos aquela criatura enquanto imaginava o porque dela ter se relacionado com aquilo, até onde será que ele iria por ela? Ate onde ele a aceitaria?


— creio que teve seus motivos para deixa-la e também fiquei sabendo que a procuraria. Estive um pouco receoso com esta noticia, mas no final acho que será bom.


 Lirion tinha umas duas ampolas com um liquido viscoso em mãos estava um pouco apreensivo com tudo aquilo que acontecia, o clima na Dinamarca e em Ambarantes não estavam bons e tudo revelava um futuro obscuro pela frente.


— Não acredito que me conheça pessoalmente, me chamo Lirion Gatemberg, sou meio irmão e ex-noivo de Freya, e pela forma que cheirou o lenço, acredito que sinta falta dela... mas há alguns problemas...


O moreno fez uma pequena careta enquanto tamborilava dois dedos sobre o papel dobrado


— Eu preciso que tome uma decisão, ou se afaste e não volte ou simplesmente fique e assuma suas responsabilidades com ela. Desde a ultima vez que se viram Freya se tornou deprimida e não tomou certos cuidados... ela sofreu por seus próprios erros se envolvendo com quem não prestava e se machucou. A pele já não guarda mais nenhuma cicatriz desses dias que sofreu com os espancamentos, a cabeça passou a não suportar mais as lembranças enquanto definhava.


As lembranças dos olhos sem vida da vampira sentada na cama enquanto tomava plasma mexiam com o moreno. Nunca se amaram mas haviam aprendido a se unir para conquistar seus respectivos espaços. vê-la naquele estado despertou um pouco de compaixão por ela.


— foi então que ela concordou com uma proposta de meu pai então algumas de suas memórias foram modificadas. — ele mostrou o papel e as duas ampolas — se quiser saber, essas são as folhas do diário dela. eu mesmo as arranquei para que as antigas lembranças não entrassem em conflito com as novas, mas se mesmo assim não acreditar, aqui estão duas amostras de sangue dela, acredito que possa ver as lembranças dela.
Com as ampolas enroladas nos papeis, Lirion estendeu aquele “presente” entregando a Kairen  e em seguida se afastando em direção a trilha humana.


— é melhor decidir rápido sobre ela, ou os outros irão... 


mushu:
 
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MensagemAssunto: Re: Angina   Sab 23 Jan 2016 - 13:53



Kairen mantinha uma sábia e prudente distância do vampiro, afinal, a vida lhe ensinara a nunca confiar abertamente em ninguém, além disso, aquele vampiro o havia atraído até ali e, por um momento, ele já baixara a guarda, então não poderia simplesmente deitar e rolar como um cãozinho.


A forma de Kairen tinha uma explicação bem simples, uma explicação de suas próprias origens, quando despertara em meio a esses animais em meio ao gelo da Finlândia.


As palavras de Lirion chegavam de forma distante à mente dele, devido ao modo como estava, mas ele capitou o que era necessário para que entendesse o contexto, sua expressão de lobo faminto se tornando como a de um animal ferido e com dor quando Lirion mencionou que ele deveria ter tido seus motivos para se afastar de Freya.


Sim, ele tivera muitos motivos, mas o principal era que ele a estava destruindo. Seu modo de amar, a insanidade que habitava de forma latente dentro dele sempre surgia quando se amavam e ele a feria seriamente, de forma quase descontrolada. A dor lhe dava prazer e Freya não tinha um corpo capaz de aguentar aquilo. Ele não queria feri-la, não queria matá-la.


Era Seiren quem conseguia controlar aquela sua loucura e desejo por dor, a única que conseguia trazer paz à sua mente perturbada.


Seus olhos então se fixaram nos papéis que Lirion trazia em suas mãos, Kairen então avançou mais alguns passos, se aproximando ainda mais do vampiro, cada vez mais intrigado com o que poderia ter acontecido com Freya.


Freya havia se envolvido com quem? Por que? Por que ela havia sofrido tanto com a partida dele? Ela o amava tanto assim mesmo depois de toda a dor que ele lhe trazia?


Freya havia sofrido tanto que decidira apagar as memórias dele? Mas ele havia dito, ele havia prometido que voltaria. ele precisava encontrar um forma de se controlar e agora ele tinha uma forma: despender toda aquela loucura estando como lobo, comendo suas vítimas, absorvendo tanto sofrimento que sua própria fúria se satisfazia.


Ela não se lembrava dele? Ela não se lembraria de nada dele? Aquilo o eixou agitado e os olhos amarelos do lobo se transformaram em negros, sumindo do rosto dele. Precisava falar com Lirion e, em sua forma animal, aquilo não seria possível e nem seguro.


Ele avançou para os objetos que Lirion colocou no chão e então colocou uma das patas sobre ele, vendo Lirion se virar de costas e se afastar.


-Espere - uma voz calma e fria se fez ouvir e quando Lirion se virou, havia um homem de calças pretas e uma camisa branca aberta, mostrando parte do peito, com fitas de seda preta nos punhos bufantes e em volta do pescoço.


-Me diga o que esta acontecendo com minha criança? - ele perguntou, trazendo as páginas para perto de si, abrindo uma das ampolas com a outra mão e sentindo aquele doce aroma de sangue se espalhar. ele ingeriu num único gole a primeira e a segunda ampola, aflito, ansioso, seus olhos se fechando por um momento para aproveitar aquele deleite.


A imagem da ruiva surgia, havia tanto sofrimento naquele sangue que, parte dele, se enchia de satisfação: dor e sofrimento, depressão, as sombras de seu próprio elemento pareciam se alimentar daquilo.


Quanto mais poder, mais dor era necessário para manter as chamas negras dentro dele vivas. Era uma espécie de pacto secreto com seus próprios dons.


Mas algo dentro dele também se feria, como se aquelas pequenas gotas de sangue doloroso fossem fiapos de veneno, trazendo um peso imenso a seu coração milenar.


Os olhos azuis perdidos, os cabelos cor de por do sol caídos sobre o rosto, a vida que aos poucos se esvaía e se entregava a verdadeira existência.


Kairen então estendeu suas mãos e agora seus olhos estavam sobre as páginas de caligrafia tremida por vezes de Freya.


Ao ler aquelas páginas, Kairen sentia-se em outra vida, muitos anos atrás e não há dois anos. Lohanne, ela havia seguido seus próprios passos e Kairen continuava em uma caçada oculta que cercava ela. Precisava resolver seus próprios problemas antes de contar a verdade à menina. Haviam vampiros que deveriam ser tirados do caminho ainda.


Alana, sua pequena Alana, sua sobrinha, agora fechada nas fortalezas daquele mesmo vampiro que lhe tirara o filho.

-Onde ela esta? - Kairen finalmente perguntou.








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Freya Gatemberg - Night Class
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MensagemAssunto: Re: Angina   Sab 23 Jan 2016 - 22:47

The very brightest candle of all has been extinguished
Smothered by those who could not bear to face reality

Uma voz havia o chamado foi então que soube que seu objetivo havia sido alcançado. O moreno se virou para a figura bípede a sua frente e então o analisou de cima a baixo, o cheiro de velho e o aspecto rude faziam com que as peças começassem a se encaixar.

- agora entendo o que ela viu em ti, não parece um vampiro, muito menos um puro sangue que é, apenas uma besta como ela mesma se sente.

Não era novidade nem mesmo um enigma que a ruiva se sentia como uma besta, não era humana, não era apta para uma Hunter, e era uma mestiça para um vampiro, de alguma forma aquele puro sangue passava a ideia que ela não era a única que se sentia assim.  A neve se afastava para não estragar os sapatos de lirion enquanto caminhava em direção ao outro vampiro, mesmo sendo um hábil controlador de gelo, quem estava a sua frente era um pb de sombra, estar anoite em uma floresta não era exatamente um território justo, mesmo que estivesse nevando.
Every beat of your heart tore the lies all apart
Made foundations quiver
Every wave in the lake caused the porcelain to break
And I shiver...

Vendo a atitude do Vampiro a sua frente, Lirion resolveu esperar que ele satisfizesse suas lembranças,  as pequenas ampolas com aquelas doses de sangue não se comparava com as noites que ela acordava aos prantos.

- minha criança... meu rubi, termos tão carinhosos a primeira vista mas que escondem  muito por trás.  

com um risinho um pouco debochado, Lirion se encostou com a sola do sapato contra uma pedra, apoiando o corpo ali, fixando a sola com o gelo no limo para que não escorregasse  e assim passou a mão sobre os cabelos os jogando para trás, sem fazer diferença para seus fios curtos, diferentes do vampiro a sua frente. Era claro que Lirion Não Gostava de Kairen, não pelo fato de ter aprendido a gostar de Freya, mas por ela ter se deixado levar por ele, logo ela que havia jurado odiar vampiros, o único que de fato se entregou e por quem chorou.


- Bem vou te contar uma história Resumida. Mirian era a mãe de Freya e se você a visse, diria que Freya é a reencarnação dela. Mirian era uma eximia caçadora, inteligente e forte e bem temperamental diga-se de passagem, até que ela  caçou meu pai, seu futuro noivo, e desde então  eles passaram a se encontrar.  Mas a caçadora havia fugido e se casado as escondidas com um caçador, mas você sabe como o coração de um puro sangue não aceita perder alguém que ama, e então meu pai a caçou, e a caçou por dias e meses, até que a encontrou em um estágio muito delicado entre a vida e a morte, e como um ultimo recurso ele a mordeu, tentando salva-la, tentando ofertar seu sangue a ela, quando foram interrompidos,  Freya foi forte e sobreviveu a transformação parcial , mas Mirian... não durou mais que algumas horas. Por isso as coisas funcionam um pouco diferente com a ruivinha, o processo de transformação foi interrompido na metade.

The leftover tallow just doesn't contain all the right answers
Under a sea of dust lies a vast wealth of wisdom
(As untouched snow turns red, innocence dies)

O vampiro então se ergueu da pedra para alongar as costas enquanto olhava ao redor da floresta e em seguida para o vampiro. Ele havia participado do ataque de longe, ele viu como tudo aconteceu, mas foram necessários anos para então compreender o porque.

- Eu não sei até quanto ela te contou sobre o antigo noivo dela, que não era eu. Mas ela estava gravida de Gemeos, dois meninos, e igual a mirian ela não iria sobreviver, seu corpo não era forte o suficiente. Então fomos obrigados a... Eliminar aquele problema dela, o que foi bom, já que o garoto tinha o espirito tão fraco que nem mesmo conseguiu protege-la e ainda a abandonou por que o próprio não suportava a ideia dela ter perdido as crianças num acidente, foi então que ela te conheceu, não imaginamos que ela fosse ficar assim, quando você se foi, bem ela não suportou a ideia de ser deixada para trás novamente.

Com uma pausa um tanto dramática para o momento o vampiro voltou a caminhar, agora rodeando o puro-sangue lentamente, mas não tinha a intenção de ataca-lo, suas mãos estavam para dentro do casaco enquanto olhava fixamente para o chão.

- mas tinha um problema ela sempre foi inteligente demais.  Em busca de uma cura pra sua condição ela fez algo que não devia, algo que suprimia e controlava seus desejos por sangue, e isso  foi o suficiente para que  alguns não gostassem das suas descobertas. Tudo o que sei não deve chegar perto do que ela realmente sentiu, bem talvez você saiba, eu não me atrevi a ingeri as memorias dela, mas... ela definhou, a ponto de quase não conseguirmos recupera-la e se tornar um Lvl E. Com o estado deplorável no qual estava, foi lhe ofertado o poder de escolha. Freya podia viver sua vida patética de caçadora e em alguns meses ter que morrer, ou ela reuniria todos os ingredientes necessários para se transformar num vampiro de uma vez por todas.

This black page in history is not colourfast, will stain the next
All that remains is just a feint of what was meant to be

Lirion fechou os olhos se lembrando da cena de ver sua irmã sendo devorada por freya e se sentir um pouco frustrado de não poder fazer nada.

- ela não é mais a sua Criança, ela “abraçou” sua condição e se transformou numa mulher, mas você sabe não é?  Não é facil se tornar forte o suficiente sem ter que tomar a existência de outros vampiros, e com isso a ruivinha esta criando sua própria “pedra Filosofal” com os corações dos outros vampiros.

Com um suspiro pesado lirion olhou novamente para o ceu e viu as nuvens que cobriam por completo a lua tornando tudo um completo breu.

- mas ela estava fraca e com o coração destruído, quando pediu para esquecer  do que a fazia chorar, bem não fique com raiva, afinal você não foi por completo apagado, essa é uma das travessuras de Tuomas, ele te transformou num caçador inútil que a traiu quando ela mais precisava,  o noivo de suas memorias se transformou no responsavel pelo aborto e a abandonou quando então você  encontrou e depois a deixou,  a tortura que ela sofreu ainda é vivida e constantemente ela sofre de pesadelos.


Não era necessário dizer muito mais sobre o ocorrido, o puro sangue tinha as suas respostas dentro dele. Lirion observava as expressões de Kairen, ele precisava saber se ele estaria disposto, e se seria forte o suficiente para protege-la até mesmo da ira do restante da família.

- e é aqui que eu preciso saber se você está disposto a ficar ao lado dela. eu não posso permitir que meu pai faça o que deseja e coloque freya como a líder do clã . Ela está sendo influenciada e usada por meu pai, mas não o interprete mal tudo o  que ele mais amou na vida foi tomado dele e freya representa tudo aquilo que ele amou, e ambos querem arrancar os corações dos vampiros da família.

Every beat of your heart tore the lies all apart
Made foundations quiver

Every wave in the lake caused the porcelain to break
And I shiver...

o subito enteresse de Kairen era um bom sinal, talvez ela conseguisse no final das contas, ao menos era isso que desejava.
 
- onde ela esta agora? Bem ela ainda é uma caçadora, ela esta caçando, provavelmente está em alguma missão ou atrás de alguém que ela possa saciar a sede, ela deixou de se importar sobre não beber sangue, agora tudo que a interessa é ser forte e descobrir como ser uma vampira, está disposto a vela se transformar numa imortal como você?

Lirion então se encaminhou em direção a trilha novamente quando então parou por um instante

- sabe, enquanto lia alguns manuscritos sobre bem ajuda-la li algo realmente interessante, se realmente o que ela sentia por você era um sentimento tão puro e raro, acredito que não importa que tipo de truque se use, os sentimentos dela irão despertar as memorias... agora se quiser ter certeza de onde encontra-la, ela normalmente anda pela cidade central quando não consegue dormir  por culpa dos fantasmas que a assombram... então antes de correr e toma-la nos braços, é melhor você pensar em como se aproximar dela, ou é capaz que ela aponte uma arma para a sua cabeça... mas se precisar, meu numero esta na borda da ultim folha, então não jogue fora as folhas do diário dela, quem sabe um dia você não as devolva para ela.

com um sorriso de satisfação sobre tal cena Lirion voltou a caminhar lentamente com seus olhos faiscantes em busca da trilha


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MensagemAssunto: Re: Angina   Dom 31 Jan 2016 - 10:25





O vampiro se ergueu, segurando aquelas páginas que acabara de ler. Apesar de todas as sensações que aquela breve leitura lhe despertara, sua expressão permanecia neutra, quase entendiada enquanto ele ouvia as palavras de Lirion.

Lirion lhe contava um pouco sobre o clã Gatemberg e agora Kairen permanecia de braços cruzados em meio a noite fria escutando aquelas palavras. Sombras pareciam escapar de sua pele pálida, como se ele fosse se desfazer em pleno ar, pedaços de sombra corriam pelo chão, como pequenas serpentes em volta dos dois vampiros.

Estar diante de um ancião era sempre algo fascinante aos demais vampiros, o poder que eles emanavam sempre era mais intenso do que dos puro sangues jovens que haviam espalhados pelo mundo.

Parecer uma besta? Sim, Kairen vinha se entregando cada vez mais à sua natureza, ainda mais após a morte do filho. Sua única ligação com Seiren e seu passado fora rompida, então agora ele voltava há três mil anos atrás, abandonado em meio a uma floresta cheia de lobos, perdido e sem memórias de quem ou de que era.

Então Lirion começou a falar o quanto Freya se sentiu mal com a partida de Kairen e o vampiro de sombras apenas ergueu a sobrancelha, jamais pudera imaginar que a distância entre eles pudesse causar tamanha dor à vampira. Muitas vezes se questionara se os sentimentos que ela tinha por ele eram os mesmos que ele tinha por ela, mesmo naquelas páginas entregues por Lirion não havia nenhuma espécie de amor romântico de decadente descrito.

Talvez Freya apenas tenha se entregado à própria loucura e não haviam ninguém para lhe dar suporte. Era tudo o que ele conseguia imaginar naquele momento, naquele momento onde as sombras encobriam seu coração com todas as perdas de seu passado.

Tivera que deixar Freya, estava sendo consumido pela própria fúria, a fúria que alimentava seu poder. Estava sendo cercado pelos Kalladori, estava sendo traído pelo própria filho e a ex-humana era um elo fraco de sua própria corrente que poderia ser usado para destruí-lo ainda mais rapidamente.

A história sobre a gravidez já lhe era conhecida, mas ele pouco sabia da história sobre os pais de Freya e o que haviam acontecido com eles, a ruiva nunca lhe havia dito nenhuma palavra.

Ela estava abalada pela morte de Brian ou alguma coisa assim (ou seria Ryan?), o nome do humano lhe escapava à memória, visto que, para ele, não era algo importante. Mas ela se sentia despedaçada com aquela morte e agora ele conseguia entender porque. Freya havia perdido mais do que apenas um amor adolescente.

Ele também se lembrava das injeções que ela tomava, sempre tentando retardar sua transformação no que realmente era, mas aquilo era impossível. Você podia selar, mudar e esconder por um tempo sua natureza, mas o vampiro dentro da pessoa sempre despertaria.

A revelação de que Freya caçava outros vampiros para se tornar mais forte também não os surpreendeu, aquilo parecia combinar com a personalidade dela, determinada e forte. Aqueles que morreram certamente tiveram um bom motivo para serem destruídos, mas quando Lirion lhe disse que ela pediu para esquecer ele, aquilo sim o feriu e pela primeira vez a expressão inerte e sem emoções se desfez para um ar de descrença.

As sombras se tornaram mais escuras ou seria apenas a noite se tornando mais densa. Os olhos negros de Kairen continuavam sobre o rosto de Lirion, seus braços continuavam cruzados sobre o peito seminu.

Então era aquilo? Lirion estava lhe contando tudo aquilo para que Kairen o ajudasse a tirar Freya da manipulação de seu próprio pai e não se tornasse líder de seu clã? que mal haveria naquilo afinal e quais seriam os interesses de Lirion?

Seria apenas empatia ou ele próprio desejava as glórias de ser líder do Clã?

-Eu vou procura-la - foi a única coisa que Kairen disse ao final da narrativa de Lirion, permanecendo imóvel com os olhos fixos sobre o outro. Ele guardou as folhas nos bolsos das calças, dividindo em duas parte e então respirou fundo.

Sua memória havia sido resumida a nada dentro da mente da vampira, então talvez naquelas páginas ele pudesse encontrar as respostas de como recomeçar. era apenas um modo de encaixar um quebra cabeças e ele sorriu por dentro ao encontrar a primeira peça.

Ele havia sido apagado, mas certamente Alana não e ele sabia que Alana estivera na cidade e que, pelas poucas palavras da bruxa, ela havia encontrado Freya.
-Obrigado senhor Liriel - Kairen então disse, finalizando aquele diálogo, permanecendo ali, esperando que o outro saísse para que tomasse seu próximo passo.





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MensagemAssunto: Re: Angina   Hoje à(s) 21:20

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