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 Suíte principal da Mansão

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MensagemAssunto: Suíte principal da Mansão   Seg 14 Dez 2015 - 8:16

Suíte Principal
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MensagemAssunto: Re: Suíte principal da Mansão   Seg 14 Dez 2015 - 9:33

Naquele sonho não havia nada a não ser ele, uma campina queimada e um lago vazio. O cheiro de carvão ainda enchia o ar e pequenos flocos negros de vez enquanto ganhavam o ar junto às cinzas de corpos mortos. Eram quatro deles. O quinto havia escapado por pouco em um ataque de pura sorte, mas os quatro ainda estavam ali enquanto o homem de longos cabelos negros caminhava  sobre os destroços da casa e o campo florido morto onde antes havia risos e gritos de alegria. E em sua mente, o sexto não parava de pensar no quanto aquele cenário não era uma bela oferenda a Thanatos, principalmente enquanto era observado por ela. À luz na escuridão que ele há tanto tempo almejava alcançar.

Sobre seu reflexo na água, o homem fez um pedido, despejando parte do sangue derramado. Quatro amaldiçoados, como lhe havia sido pedido. O sangue necessário para que pudesse lavar seus pecados e mais o da mulher. A bela puro sangue de olhos violetas que tentará escapar com expressão de desespero. - Não, Raziel! Essas crianças não! Por favor! Não pode...! - Lembrava dela ter gritado em desespero, enquanto cobria um dos filhos com seu corpo, antes de seu sangue ser derramado. As crianças também haviam gritado e até o mais mais velho, que não pudera fazer nada quando o último resquício de vida lhe fora arrancado e sua alma lhe fora arrancada e engolida.

Demônios não deveriam viver no mundo dos homens. A bela garota com a qual sonhará havia lhe dito em seus sonhos. Mas ele era um demônio e não queria voltar ao inferno. Queria lhe alcançar, precisava lhe alcançar e por isso lavara seu sangue. Por isso recuperava o poder de seus filhos, que novamente lhe pertencia. E agora tentava estender suas sombras até ela. O único fruto que lhe fora proibido naquela condição. Sua bela Tsuki...

E então suas sombras tudo cobriram, tornando-se tão escuras que apenas os olhos daquele homem eram visíveis. Amarelados e ao mesmo tempo escuros e frios, claramente enlouquecidos. Passou-se alguns minutos de vazio isolado, e então pequenas penas brancas caíram pelo chão, e uma lâmina luminosa começou a brilhar de maneira forte e quase cegante, embora nada fosse visível além de pequenos lampejos de imagem disforme.

E a única coisa que Charles sentiu antes de acordar, foi seu rosto suando, uma dor inexplicável no peito e um forte cheiro de sangue, embora claramente não existisse nenhum sangue ali. Conforme ele checou, com os olhos vermelhos sangues, olhando para os pulsos e para o próprio corpo seminu.

E, claro, também havia Trevor, em pé, de terno e em pose de sentido ao lado de sua cama. O telefone sem fio estava em sua mão.

-Charles-sama, desculpe incomoda-lo, mas Kuran-sama quer falar com você. - O nobre anunciou, antes de entregar o telefone pro puro sangue.


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MensagemAssunto: Re: Suíte principal da Mansão   Seg 14 Dez 2015 - 18:41

+Loran+

Ele havia preparado suas malas estaria partindo aquela noite, quando veio da associação após sua reunião com Kiryuu-kun. Naquele lugar soube de muitas coisas que estavam acontecendo e inclusive sobre o alunos que ainda estavam no hospital.

_Charles... Espero não está atrapalhando... Não vou me demorar muito, mas infelizmente tenho más noticias para lhe dar.

Ele fez uma pausa, refletindo em como usar as palavras para dizer aquilo, ele tinha visto como o vampiro tinha ficado na academia atrás da humana e agora o pior tinha acontecido.

_Meu amigo eu queria não ter que te dizer, mas acredito que se souber de outra forma será pior... a sua humana... Segundo o que soube pelos parentes dela, desapareceu do hospital quando foram buscá-la.

Fez uma nova pausa, mas não durou muito.

_Eles estão procurando, mas parece que ela estava com um outro hunter que sumira... Estão fazendo buscas mas até agora nada...-Ele queria ficar e ajudar Charles a achar a menina, mas já tinha a viagem preparada e um governante puro lhe esperando. _Queria poder ficar e lhe ajudar a procura-la, mas minhas obrigações me impedem disso, estou indo a uma viagem com fins políticos e não voltarei por um longo tempo.-Ele finalizou oferecendo ajuda de outra forma.

_Pedi a alguns hunter da minha família que ajudasse a procurar através  da associação e entrarei sempre que puder em contato com você para saber se já encontraram.

Ele lhe deu um até breve e encerrou a chamada.


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MensagemAssunto: Re: Suíte principal da Mansão   Dom 20 Dez 2015 - 8:51

Talvez o mais evidente sinal de meu estado fosse o tom sonolento que atendi o telefonema de Kuran. Quase lerdo e incomodado com aquela estranha dor de esfaqueamento no peito, enquanto olhava para Trevor com uma sobrancelha erguida. Como se questionasse ao meu servo pinguim o porque de seus olhos insistirem em ficarem tão presos em meu peito nu e minha cueca. Não que não soubesse de suas paixonites e peculiaridades por todos aqueles anos que o conhecia, mas confesso que achava o modo com que sempre me olhava ao mesmo tempo divertido e incomodo.

Eu suspirei, girando os olhos um pouco incomodado, enquanto fazia uma saudação amigável ao Kuran Junior. Estava despreocupado apesar do tom de velório que ele começara a usar. Mas notícias? Não brinca? A maior parte delas não costumava me alarmar. Crises financeiras? Sem problema, apenas me dava chances pra cobrar dívidas de outra forma. Crises políticas? Ah qual é, sempre fora advogado do Diabo com esse tipo de coisa. Mortes? Sério cara, porque não me arranjou um vídeo do momento. Seria divertido de assistir.

Mas então a única coisa que não podia se suceder aconteceu? -Como assim aquela imbecil desapareceu do hospital? -Talvez tenha me exaltado um pouco no momento, mas não pude deixar de quase gritar no telefone, enquanto Loran continuava seu relato. Prestar atenção? Eu confesso que, após aquelas palavras, minha cabeça já estava cheia demais para isso e tudo que ouvira das promessas do outro foram sons sem sentido.

Como podia uma menina naquele estado sair andando do hospital? Como poderiam ser tão incompetentes. -De novo não... De novo não... - Uma voz falava em minha cabeça quando o telefone desligou em sequência ao meu silêncio. E talvez isso fosse sorte, já que logo minha mão começou a aperta-lol e onde antes havia um telefone sem fio, surgiu apenas uma bola de metal e plástico tão compactamente juntos que pareciam ser do mesmo material. Meus olhos brilhavam completamente naquele tom vermelho, e todo o metal a minha volta, inclusive a televisão, começavam a flutuar.

-Charles-sama... - Trevor perguntou quase em choque, como se tentasse acalmar meus ânimos, antes que um notebook voasse em sua direção e ele se visse obrigado a correr, trancando a porta atrás de si. E talvez aquilo fosse bom pelo meu estado mental e aquela dor pior que antes. Minha cabeça estava inquieta e meu corpo inteiro consumido pela raiva quando me levantei e todo o metal foi lançado contra a parede. Eu sentia aquele mesmo vazio de antes e a ira. Um sentimento único que se repetirá poucas vezes em minha vida e me machucava como um porco no abate. E tudo que queria era que aquilo parasse e destruir tudo na minha frente.

Meu pé se elevou naquele acesso de descontrole, e eu apenas chutei a mesa de madeira em direção à janela. O som de vidro se quebrando era quase reconfortante, agradável, assim como a visão da destruição. Mas não era exatamente o que eu queria. Minha garganta arranhou, arranhou e arranhou e aquela sensação denunciava o sabor que queria sentir. Não do sangue que guardava em minha geladeira. Mas do choro, do medo e de vidas se extinguindo. Eu queria sangue. Mas sangue advindo da morte e não de um hospital alheio. E não me importava de quem fosse.

***

Trevor corria pelos largos corredores da mansão quase em desespero. Seus batimentos aumentados, a respiração descompensada e o mesmo medo que só havia sentido três vezes antes, e todas por causa de Charles. Ele estava completamente fora de controle. Ele notava. E tudo era por causa da puta humana. Bem que ela poderia ter morrido de vez naquela ocasião, pelo menos o deixaria em paz e pararia de assombra-los e incomodar seu mestre daquela forma.

Sim. Ele havia visto aquela expressão em seu olhar e tudo que quisera antes do ataque fora aplacar sua dor, mas isso era uma coisa impossível para si. Então ele fugirá, mordendo os lábios e xingando a maldita humana. A porcaria de garota que mataria se pudesse.

-Oliver... - Chamou, alcançando a sala. -Oliver... Aconteceu de novo... Aquela humana sumiu mais uma vez... Charles-sama está... - O garoto estava esbaforido e com lágrimas nos olhos e era uma cena engraçada o pequeno rosto de pimentão sobre os cabelos arroxeados. E, mesmo que suas frases fossem cortadas ao meio, o outro nobre logo entendeu, pegando um molho de chaves no bolso.

-Nesse caso, acho que está na hora de soltarmos os prisioneiros das celas no porão, não concorda, Trevor-kun? -O moreno sorria com um sorriso formal, calmo e ao mesmo tempo incomodo para Trevor. Soltar os prisioneiros. Leveis E capturado e até ex-humanos. Ele sabia o que aquilo significava. -Ah sim, pode fazer um favor e manter Ryan-Sama no próprio quarto? Devemos evitar ao máximo acidentes envolvendo o irmão de nosso senhor.


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MensagemAssunto: Re: Suíte principal da Mansão   Qui 24 Dez 2015 - 10:50





A cabeça de Lohanne doía, como era possível que tudo acontecesse tão rápido naquele lugar? Estava com sono, era cada dia mais difícil manter-se sob a luz do sol e a cada dia ela desejava mais e mais o líquido vermelho que corria nas veias de todos que a cercavam.

As pastilhas lhe traziam alívio, mas ainda assim sua garganta permanecia seca e ela sabia que, mais dia menos dia, precisaria caçar ou fazer qualquer coisa a respeito, mas não hoje.

A moto rugia, rumo as mansões da parte alta da cidade, uma das mãos trazia uma papel amassado, seus olhos azuis estavam alarmados e avermelhados por algumas lágrimas teimosas que teimaram em escapar.

Como aqueles caçadores de Zero conseguiam ser tão estúpidos e incompetentes? Como Zero poderia ser presidente da Associação se mal conseguia conter Lya?!

A vontade de Lohanne era gritar com Zero, esmurrá-lo, dizer para parar de esconder o jogo. Mais uma vez Sakura e Willian estavam nas mãos da vampira demônio e mais uma vez Lohanne voltava a mansão Lutont.

Com certeza se ela já sabia, Charles também, mas ela tinha algumas considerações e talvez algum plano para aquelas investigações a respeito de para onde Lya poderia ter levado os dois.

Sabia que Sakura era valiosa para o vampiro e infelizmente Lohanne não poderia combater sozinha Lya, não depois do que vira no convento.

A moto atravessou o jardim da Mansão e logo estava diante da imensa porta de madeira, suas dedos apertando a campainha de modo insistente enquanto ela relia o relatório sobre o desaparecimento de dois caçadores no hospital geral de Ambarantis.

“Inúteis, inúteis! Se eu soubesse… eu devia…” - ela se praguejou. Estava tão focada na missão de descobrir a verdade sobre Skye que julgara que Sakura estaria segura, mas sabia que a amiga (ou ex-amiga) tinha uma forte tendência a se meter naquele tipo de confusão, como um destino negro que a marcava.

Lohanne apertou a campainha e bateu a porta, os punhos fechados esmurrando a madeira.

-Merda! - ela reclamou, talvez tivesse chegado tarde demais - Charles! Eu sei que você mora aqui! - ela gritou contra a madeira, olhando em volta. Sera que ele ainda estava lá ou já havia tomado rumo em suas próprias investigações?







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MensagemAssunto: Re: Suíte principal da Mansão   Dom 27 Dez 2015 - 11:25

Frustração e derrota. Poderiam existir sentimentos mais desconfortáveis que aquele para o puro sangue? A resposta era negativa, e a cada tentativa falha de si mesmo ou de seus servos pessoais de encontrar a maldita humana, recebia outro soco na barriga devido ao ego ferido. Sim. Pois aquela era a segunda vez onde aquela merda acontecia, e tudo que o cercava o tornava mais impotente para o assunto em questão. Principalmente quando, ele mesmo, não podia dispor de todas suas capacidades ou meios por uma corrente invisível que o prendia e que era melhor não partir mais do que já fizera, pela própria segurança de Sakura. Sim. Pois lidava com um tabu ali. Um tabu que toda sua sociedade é antiga família condenavam, um tabu que logo seria exposto se aquele sangue puro começasse a fazer perguntas demais sobre aquela certa humana.

Nem mesmo a máfia e o serviço VIPs de seu banco serviram-lhe nesse caso. Crow era um personalidade emblemática e, envolvê-lo nisso, parecia-lhe um chute no pe e abertura para chantagens. É isso corroía Charles por dentro. O fazendo a cada dia virar-se para o pior lado novamente e procurar distrações com mais frequência a cada dia.

Dizem que os sentimentos são mais fortes nos vampiros que nos humanos, comparavelmente ao seu tempo de vida. E aquele em específico, dilacerava Charles mais uma vez nos poucos dias que soubera que ela estava viva. Como um monstro que voltara a consumir sua sanidade após dois anos, embora de alguma forma, para si, parecesse mais que isso. Muito mais.

Não era para menos que ele não estivesse nos melhores dias quando mandou Trevor abrir a porta para a ruiva barulhenta, entrar, enquanto arranjava uma roupa adequada para vestir. Havia um corpo caído do outro lado da cama onde outrora estava, todo sujo pelo sangue que sairá do pescoço rasgado, embora mantivesse um belo tom pálido pela morte recente, embora a beleza de suas curvas ainda fosse visível e rosto ainda fossem visíveis mesmo pós-mortem. Ele havia exagerado com a humana, sabia. Não devia te-la mordido mesmo que fosse uma distração trazida por Oliver. Mas a frustração, de certa forma lhe deixara um tanto fora de controle durante aquela noite, e agora tinha que se livrar de um maldito cadaver. Não que sentisse qualquer compaixão por esse além da dor de cabeça do ato em si.

Charles soltou um resmungo sonolento, fechando a porta atrás de si e caminhando pela casa com a blusa limpa meio aberta. Ainda tinha um pouco de charo de sangue fresco, quando se aproximou de sua sala de estar, mas nada tão preocupante ou que chamasse atenção, - Devia aprender a fazer ameaças melhores, Lohanne. Saber que moro aqui não é novidade. - Falou ele sentando em um dos sofás negros de forma displicente, do lado contrário onde ela sentou. - Embora sua visita seja um tanto quanto inesperada. Veio ver Ryan? Se for, posso lhe fornecer uma chave reserva, além de uma para a porta do quarto dele.- brincou, Indicando duas chaves em seu molho de chaves. Então encarando Trevor, sinalizando par que trouxesse um pouco de "bebida" para a menina, já que ela parecia ter cara tão fechada quanto a dele. - Então, agora falando sério, a que devo o "prazer" da visita?

Ok. Não era tão prazer assim, Lohanne e Charles nunca tinham sido melhores amigos no passado. Ela nunca fora com sua cara e ele sempre a achará estraga prazeres demais. Mas tinham uma causa comum, Sakura, e, embora ele tivesse quase certeza do que se tratava. Ele preferiu deixar com que a transformada iniciasse.


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MensagemAssunto: Re: Suíte principal da Mansão   Dom 27 Dez 2015 - 12:39





A porta fora aberta e Lohanne entrou, olhando em volta, a luxuosa mansão, móveis e mais móveis enfeitando a imensa sala de estar, Charles estava ali, sentado em um dos divãs, exalando a cheiro de sangue fresco e isso a fez fechar ainda mais a cara.
Era incrível como vampiros simplesmente ignoravam a vida humana, usufruindo do sangue com tanta facilidade enquanto ela estava ali, sofrendo por se controlar, engolindo aquelas terríveis pastilhas que conseguira na Academia.
Ela sentou-se na numa banqueta diante dele e se inclinou, olhando para aquela expressão entendiada e cheia de superioridade de Charles. Será que havia feito a escolha certa em procurar pelo vampiro?
De qualquer modo era tudo o que podia fazer, afinal, sabia que, por pior que Charles fosse, ele guardava algum estranho interesse por Sakura Tsukino.
-Eu não estou te ameaçando - ela tirou alguns fios do rosto, estava suada, cada dia se tornava mais difícil ficar acordada de manhã - Eu vim aqui porque preciso de sua ajuda! - ela ouviu a pergunta dele e se inclinou para frente, a expressão endurecida - Ryan não tem nada a ver com isso! - ela olhou o molho de chaves e de repente o puxou da mão de Charles, colocando na mesa de centro entre os dois, tornando a se sentar na banqueta.
-Pode parar com esse teatro Charles, não somos melhores amigos, mas eu acho que conheço algumas coisas de você - ela então jogou pra ele o papel amassado, um informativo interno da associação falando sobre Sakura e Willian - Eu não faço ideia de como ou porque e isso não importa agora, Willian e você não são mais o mesmo e tem algo nele… eu vi no convento! - ela mordeu o lábio - Mas agora ele sumiu e Sakura também e eu tenho quase certo que isso tem a ver com o que houve naquela tarde!
Ela olhou o papel e o molho de chaves sobre a mesa.
-Eu sei que isso tem a ver com aquela coisa que apareceu na festa de Loran também, porque… as criaturas que ela comanda são as mesmas daquela tarde então… - ela parecia ponderar, não sabia até que ponto poderia dizer o que sabia, então era melhor resumir - Não podemos contar com a associação, Zero é um completo idiota que não consegue enxergar sob seu nariz e eu não acredito que Loran Kuran focara sua atenção no desaparecimento de dois hunters ainda mais… - ela parou. Bom, aquilo já era o suficiente - Enfim, eu quero voltar ao convento, acredito que lá tenha alguma pista que possa me ajudar com isso, mas eu não consigo contra… - ela parou, Oliver a serviu e ela não hesitou em apanhar o sangue na taça. Sabia que precisava daquilo, ainda mais com o que pretendia fazer.
-Eu não estou tão apta a conter demônios como eu gostaria e eu não sei o que Kaito fez para conter o que parecia ser um portal e nem quanto aquilo pode durar… Você vem ou não? - ela questionou, bebendo então o conteúdo da taça, sua garganta pareceu agradecer pelo alívio do sangue.

Ela precisava da ajuda dele, ou não saberia o que fazer caso o portal se abrisse.





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MensagemAssunto: Re: Suíte principal da Mansão   Seg 28 Dez 2015 - 10:23

A negação era o primeiro sinal positivo para aqueles que gostavam de brincar, e charles não poderia negar o quanto zoar a de Lohanne e seu irmão pareciam-lhe divertida, embora um tanto sadica, se considerada em sua totalidade. De qualquer forma, ele se esforçou para segurar o riso, enquanto observava seu molho de chaves repousado sobre a mesa, que vinha apenas para confirmar suas suspeitas. De qualquer forma, isso era problema para outra hora, quando o assunto Sakura veio em pauta, e ele apenas encostou o ocipto no estofado, dando um suspiro irritado. Ela não precisava lhe explicar a situação, ele já o sabia através de Loran e da visita incomoda de um dos cães do avô. Muito menos vir exigir sua ajuda. Ele mesmo já havia feito isso por si próprio, embora não tivesse chegado a nenhum resultado conclusivo, através das restrições com as quais operava. De qualquer forma, manteve o silêncio, deixando que ela acabasse de falar.

Demonios, aparição em sua festa? De alguma forma aquilo não parecia fazer nenhum sentido para si, já que, se o que desconfiava fosse verdade e a penetra tivesse atra do Kuran, o sequestro da menina Tsukino era nada mais que inútil. Nessa aposta, o menino talvez optasse pelos tais supostos tios dela, ou, quem sabe, naquele vampiro maluco que outrora tentará sequestra-la. Mas... Se Lohanne achava aquilo... Bem. Talvez não fosse ruim aumentar um pouco mais seu foco de investigação. Mesmo que aquilo se provasse outra aposta inútil.

-Não devia ter tantas certezas, quando sabe o quanto meu envolvimento nesse caso pode ser problemático. - Para Sakura, principalmente, pensou, a observando tomar a taça de sangue que Oliver havia trazido. - No entanto, sim, eu fui informado do desaparecimento. Embora, os meios que tenho disposto estejam sendo um tanto limitados... Muito mais limitados dos quais eu tenho certeza que aquela maldita associação dispõe, ou as conclusões que tem escondido...

Ele balançou a cabeça. Se fosse obra dos tios de Sakura, a associação com certeza esconderia, e o fato do próprio avô não ter informações de Will através de sua vasta rede de influências, apontava para isso.

-Quanto a demonios? Tem certeza que não está vendo filmes de terror demais Lohanne? Aquela mulher estranha me segurou na festa como um escudo para deter Loran, mas não parecia ter interesse em um ponto em específico além de Kuran. Portanto, não vejo porque se daria ao trabalho de ir a um hospital sequestrar duas pessoas em específico. - E ela me chamou de irmão e parecia um tanto quanto famíliar. Ele pensou, mas não o diria em voz alta.

Por fim, viu seu corpo se erguendo, assim que a observou finalizar a taça.

-De qualquer forma, se insiste, eu vou nesse tal convento com você e.... - Ele se virou de costas, caminhando até Oliver, e deixando conscientemente o molho de chave sozinho e sem vigia na frente de Lohanne, para que ela pegasse se quisesse. -Oliver, pode olhar a lista de convidados para nós? Está em uma gaveta no escritório. E tem um contato que preciso encontrar la mais tarde. O nome é Senhorita Homan... - Sim. Esse fora o nome da morena encrenqueira que morrera na festa.

Então ele girou, voltando os olhos para Lohanne.

-E então, vamos? -Deu os ombros de maneira displicente, recuperando o chaveiro de cima da mesa. - Se prometer não sujar o banco, posso te levar levar de carro até lá.


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MensagemAssunto: Re: Suíte principal da Mansão   Seg 28 Dez 2015 - 17:45







Lohanne já esperava que Charles não encontrasse nenhuma ligação entre o evento na mansão dele e o desaparecimento de Sakura e Will afinal Charles sequer sabia o que se havia passado no convento aquela tarde.

Ela mordeu o lábio e desviou o olhar, novamente ponderando o quanto devia ou não contar a Charles, era difícil escolher em quem confiar num mundo como aquele, num mundo onde todos se pareciam com traidores. Mas Charles tinha um grande interesse em Sakura e isso era notável a qualquer um, talvez ela pudesse contar um pouco para ele, antes de partirem.


-Você não entende nada do que estou falando, você não faz ideia do lugar para o qual estou te levando, mas eu vou te contar no caminho e talvez você entenda o porque eu quero ir até lá. Willian não me falou muito, mas eu vi - ela afirmou, seus olhos azuis se encheram de terror por um momento, ao lembrar de toda aquela horda de demônios avançando.

“Skye queria ir… por que? Até que ponto ela esta envolvida?” - ela pensou novamente na hunter que insistia em ser sua parceira naquela tarde.

Ela riu quando ele falou sobre os meios “ilimitados da associação”.

-Eu disse, você não sabe de nada, Zero parece ser mais uma marionete do que o presidente daquele lugar, eu vou tentar te explicar, se você puder se apressar - ela estava claramente impaciente, como sempre, aquele era o jeito dela, embora estivesse menos explosiva.

Ela olhou então o molho de chaves em cima da mesa e enquanto Charles falava qualquer coisa com Oliver ela se inclinou, repousando a taça sobre o tampo de madeira e pegando com cuidado para não fazer barulho. Ela puxou as duas chaves que Charles indicara da argola e recolocou tudo no lugar, tão silenciosa e veloz que o vampiro sequer teria notado.

Ela escorregou as chaves para dentro do bolso da calça jeans e voltou a se ajeitar, ouvindo o possível nome da pessoa que, assentindo. Algo dizia que aquela mulher não era exatamente nada relacionado ao que tinha no convento. Talvez tivesse sido apenas usada.

Ela então franziu o cenho quando ouviu o que Charles disse sobre a mulher tê-lo chamado de irmão.

-Espera… então é isso! Era você quem ela queria pegar no hospital, ela só… ela só confundiu - ela pareceu ainda mais pensativa, se erguendo imediatamente - Não, mas ele também tinha aquelas coisas pretas, aquelas coisas pararam os demônios… ora Charles, cala a boca e vamos logo! - ela se moveu com irritação, indo em direção à porta, apenas se virando para mostrar o dedo do meio quando ele lhe disse que não sujasse seu carro.

-Pode deixar que eu mesma limpo aquela porcaria! - ela praguejou. Só iria com ele no carro porque teria que contar a ele sobre o convento.

Assim que embarcaram ela começou a falar:

-Ontem alguns hunters receberam a missão de irem à Associação e em seguida fomos destacados para algumas missões, em lugares… estranhos. Até mesmo Sakura e Willian foram convocados. Eles foram enviados a um convento no centro da cidade, mas havia algo errado, era para eu ir com Willian e não Sakura, só que isso não vem ao caso, não agora - ela parou, não poderia falar de Skye - Este convento, havia algo lá que deveria ser vigiado e não foi, nem Zero sabe porque eles foram enviados para aquele local! Era para ter outros caçadores lá e não os dois… você esta entendendo? Você percebe o quanto isto esta errado? Percebe o quanto Zero esta desinformado?

-Havia demônios em toda as partes e uma vampira, não sei ao certo se era vampira, mas ela abriu um portal e aquelas criaturas, demônios, eles escaparam. Sakura e eu atiramos contra eles, eu cheguei um pouco depois com alguns caçadores… Nós tentamos conter aquelas coisas, mas elas avançavam aos montes então Willian… eu não sei o que houve com vocês dois, mas eu sei que ele não é mais humano! Ele tinha garras negras e longas, como sombras que se grudaram às paredes… ele conteve aquelas coisas… Sakura ficou em choque… foi tudo tão rápido… - ela parou.

-Por isso eu tenho que voltar lá, eu tenho certeza… seja o que for… seja quem for… para onde tenham levado eles, podemos encontrar pistas, aquele portal, ele ainda pode ter uma ligação com o demônio que o abriu! Eu não estou vendo filmes de terror Charles, eu realmente adoraria isso! Só que todos vocês e toda essa porcaria é real e agora a gente precisa achar um modo de conectar tudo isso e encontrar eles! - ela parou, tomando fôlego, exaltada novamente. Sentia-se cansada, tantas coisas acontecendo, todas tão rápido.

Ela passou a mão pelo rosto e aguardou qualquer resposta dele. Precisava que Charles entendesse aquilo, com o pouco que ela havia dito. Nem Zero e nem Loran ajudariam, eles precisavam fazer algo, alguma coisa, e rápido!









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MensagemAssunto: Re: Suíte principal da Mansão   Sex 1 Jan 2016 - 10:50

    Não que eu apoiasse qualquer coisa entre a cabelo de fogo e o meu irmão. Até porque, ela sempre me fora insuportável, e Ryan um pouco frouxo demais para essas coisas. Mas confesso que aquele tipo de brincadeira com ela podia ser quase divertida, principalmente, quando fizera algo tão obvio para ela acreditar que não a tinha visto pegar a Chave. De qualquer forma, apenas dei um sorrisinho cínico, voltando em direção a mesa e pegando o molho de chaves novamente, agora minimamente mais leve. Que má intencionada a ruivinha era, não? Pensei, enquanto abria a porta, sem a olhar, embora minhas palavras claramente se dirigissem a ela.

    -Lohane, não acho que... Exceto para um psicopata compulsivo... Um sequestro desse tipo possa ocorrer de maneira tão aleatória... – Claro que poderia ter algo a ver com o cheiro de Sakura ou de Willian, pensou. Mas exceto por um level E sedento, não via alguém com loucura o suficiente para fazer algo assim em um hospital lotado. – Além do mais, ela me chamou de irmão, mas eu sou um puro sangue, diferentemente de Willian. Acha mesmo lógico o sequestrarem ao invés de mim? Principalmente se tratarmos tal sequestrador como um não humano que com certeza sentiria as diferenças entre nossas auras – Sugeri com a sobrancelha erguida.

    Havia algo mais ali. Ele não era apenas um humano quanto eu tentei fazer notar. Enquanto estava exausto e apagado devido ao incidente com Jesse, eu tinha parcamente visualizado aquele corpo quase destruído e congelado por magia, idêntico ao meu, apesar do estado, nas mãos do homem que viria a conhecer como Murtagh Fallneaves. E também me lembro de uma bolsa de sangue e de uma agulha a drenar parte do meu sangue para o corpo que começava a respirar com dificuldade. Mas mesmo assim, era fácil de ver no primeiro momento que ele não era humano, pelo menos até uma magia ser realizada e eu apagar de vez. Mas haviam coisas que era melhor não dizer. Principalmente quando a verdade parecia pior que um soco no estomago.

    Pelo menos agora ganharia algo mais para tirar os problemas daquele imbecil de minha cabeça. Ignorando o praguejamento e a falta de gratidão da ruiva, eu apenas mantive-a seguindo-me em silencio pela garagem, até chegar até um belo Z4 preto, decorado por pequenos detalhes azulados, no qual logo entrei. Os bancos de couro ainda exalavam o cheiro de novo, na medida em que quase nunca utilizava meus carros de colecionador, e sempre a moto. Mas com essa no mecânico para um concerto, não tinha opção a não ser optar por um dos meus “bichos de estimação”. Talvez comprar outra moto, mas naquele horário da noite isso era inviável.

    A chave girou no gatilho e o motor roncou levemente, enquanto a porta da garagem se abria. E, não muito depois, já estávamos na estrada, muito mais lentos do que eu pessoalmente gostaria e indo para o tal lugar que Lohane queria me mostrar.

    -Missão Hunter errada? – Questionei diante da primeira parte. Aquilo era tão ridículo que quase chegava a me dar vontade de rir e, por que não satisfação em ouvir se não fosse por Sakura? Não era segredo para ninguém que nunca fora fã acíduo dos caçadores, além disso, a imagem de Zero perdido e sem controle na própria associação soava-me hilária. Mas daquela vez, eu apenas mantive a seriedade – Isso é novo para mim.

    E depois se seguiram os relatos sobre demônios e a vampira, que até aquela festa teriam sido nada mais do que baboseiras, mas que agora pareciam reais. E o relato sobre Willian e as garras negras, que com certeza deviam ser obra daquele “homem”. Charles deu um suspiro enfim, quando ela acabou de falar, abrindo um longo silencio, enquanto o carro se aproximava pelas ruas cada vez mais vazias e precárias em direção ao endereço que ela lhe fornecia. – Lohanne, eu não sei abrir portais demoníacos, ou rastreá-los, muito menos lidei com esse tipo de criatura antes da festa, portanto, não espere uma grande ajuda de minha parte nesse quesito, embora por Sakura, esteja disposto a fazer de tudo para encontrá-la.

    Me silenciei, virando pela última vez o volante, para a última curva que antecedia a rua reta que dava entrada no convento. –Quanto a Willian, não vale a pena procurar a origem de seu dom. Provavelmente é apenas uma magia que aprendeu com seu tutor nesses dois anos. – Haviam mais coisas a ser ditas sobre Will, mas eu não estava com humor para discutir a possibilidade de sermos irmãos gêmeos com ela, ou de que havia um ancião estranho por trás de sua recuperação e treinamento que vivia me perseguindo não importava para qual cidade eu fosse. – De qualquer forma, acho que chegamos... – Acenei, parando próximo a um estranho prédio acabado e abandonado. –É esse o lugar, não?


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MensagemAssunto: Re: Suíte principal da Mansão   Ter 8 Mar 2016 - 15:55

Em nada Charles prestava atenção, a não ser nela enquanto jazia quase congelado ao lado do sofá a vigiando. Sakura, sua Sakura estava ali... Por instantes o puro sangue loiro deixou seus dedos deslizarem por sua bochecha, enquanto sua garganta ardia com a sede que só aquele cheiro de sangue podia lhe proporcionar. Mas, ao contrário de seus instintos, ele nada fazia, nem ao menos se movia, talvez com medo de machuca-la mais de alguma forma. Agora, a ruiva havia saído, mas ele nem dera atenção. Apenas Sakura tinha importante, apenas aquela maldita japonesa que não deixava seus pensamentos entrarem no eixo correto.

Ao menos, por fim, o tal médico não demorou a chegar. O tal Hikoto Hamshita ou algo assim, considerado o melhor médico da cidade. E, por algum milagre, um daqueles que costumava tratar tanto vampiros quanto caçadores. – O senhor Lutont sabe que teria um jeito mais fácil de fechar essas feridas e faze-la melhorar não? – O medico talvez tivesse perguntado inicialmente, mas diante de Charles que o ignorava, ele apenas iniciou os primeiros socorros, aproveitando que a menina estava desmaiada para instruir-lhe também um cateter venoso ligado a um saco de sangue extra do tipo A. Uma múmia... Talvez Charles viesse a se referir a Sakura de brincadeira quando ela acordasse cheia de bandagens e apenas coberta por uma camiseta enorme e branca que Charles mesmo se dispôs a colocar-lhe para facilitar a colocação de curativos.

Uma ou duas horas, talvez esse fosse o tempo total que o tal médico havia ficado ali, enquanto o puro segurava a mão da menina amuado e hiperprotetor. A levando para seu quarto e lhe deitando na enorme cama de lençóis pretos assim que o outro saiu...

A sede pelo sangue dela lhe consumia ali, mas nenhum passo além da poltrona ao lado da cama, Charles ousava dar. Não iria se afastar. Não iria permitir que algo acontecesse a ela e Sakura morresse. Com sede ou não ficaria ali como uma pedra, sentindo aquele cheiro maravilhoso e vendo sua face alva e bela, enquanto mordia os próprios lábios apreensivo. Entre um e outro pacote de sangue que tomava a cada segundo, tão rapidamente como água.


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MensagemAssunto: Re: Suíte principal da Mansão   Qui 10 Mar 2016 - 22:24


"I'm still alive?"
 
Havia algo sutil e macio sob o meu corpo, como se fossem lençóis finos e macios. Aquela foi a primeira sensação que tive. Havia também algo espeço e fofo ao mesmo tempo sobre mim. Era como se eu estivesse embalada ou algo do tipo, mas estava quente e cálido.
A primeira sensação foi só essa e assim continuou por um bom tempo. Eu estava naqueles momentos em que você praticamente não existe, onde sua consciência ainda está dormindo e só o seu corpo se deixa acordar para os sentidos, as sensações.
Havia algum incômodo também, como dor ou coisa assim, mas aquela sonolência que me pesava por inteiro não despertou-me para isso, para nada, além daquele nó na garganta que pareceu se formar. Um grito preso, uma dor entalada.
Não era a dor do meu corpo, mas algo doía forte, doía muito como se ainda estivesse me dilacerando por dentro, aos poucos, desde que fui dormir e ainda não havia terminado.
 
É... eu estava dormindo e isso foi estranho quando naquele momento antes de despertar por completo me dei conta disso. Agora a dor do corpo já era distinguível e presente, assim como o calor do que parecia uma cama.
Minha cabeça estava confusa demais para lembrar o que tinha acontecido, mas o que mais poderia ser?
Nos últimos meses havia sido a mesma coisa, a mesma falha, e eu ainda acordava naquela cama, toda enfaixada e cheia de curativos que não sei quem me fazia.
Só que mesmo assim ainda era diferente. EU ainda estava repleta daquela dor que eu não entedia, repleta daquele coração quebrado.
Eu senti as lágrimas quentes descendo pelo meu rosto antes dos meus olhos se abrirem. Eu tive a impressão de em algum momento achar que estava morta, mas aquela dor me dizia que eu estive enganada e talvez algo pior acontecera. Talvez eu ainda estivesse naquele lugar.
 
Meus olhos se abriram lentamente. Cansados e embaçados pelas lágrimas acumuladas e insistente. Mas mesmo na turbidez da minha visão eu sabia que não estava no mesmo lugar. As coisas pareciam mais escuras, menos lúdicas. Eu não estava na casa de boneca que ela havia me posto... então, onde era?
 
Meu rosto foi chamado, como um imã, se virando na direção de um vulto que permanecia imóvel ao meu lado. Eu pisquei e no momento que as lágrimas deixaram de obstruir o que estava diante de mim eu o vi.
 
~Charles.... ~ minha voz saiu como um fio de dor, baixo, trêmulo.
 
Meus olhos estavam assustados, meus lábios tremiam, tudo porque eu realmente não acreditava no que via.
Depois de todo aquele tempo no início, acordando e achando que estava ao lado dele, quando eu já pensava que não era mais possível, ali ele estava.
 
Algo estalou na minha memória, que fez minha cabeça doer e meu rosto franzir. Um alerta, algo que ressoou forte em mim em um ímpeto de algo desconhecido. Passei a mão no rosto, respirando fundo, perdida e ainda o olhando.
Aqueles olhos dele.... Eu sempre me perdia ali. E naqueles olhos eu pude ver todas as promessas já feitas e principalmente todas as palavras não ditas.
Havia uma voz que me dizia que não era sonho, que não era delírio. Ele era real.
 
~Charles... watashi... ~eu me virei de lado, tentando me erguer mas ao apoiar o peso no braço eu cai de volta com o rosto na cama e um grito alto de dor.
 
Agora eu lembrava... Meu braço, minha mão. Eu estava fugindo de algo horrível, eu fui atacada naquela casa. Mas eu não entendia porque minhas memórias estavam tão confusas. Como eu havia ido parar ali com Charles?
 
Eu havia me revoltado contra kami-sama... Minhas orações não mais eram ouvidas, mas... Parecia que outro as haviam ouvido. Eu sempre soube que Charles não era o bem ou a salvação e, talvez tivesse sido necessário me afastar de Kami para encontrar a ele.
E era só isso que eu queria.
 
~ Gomenasai... ~eu me virei, trincando os dentes para não deixar a dor tomar conta das minhas palavras. ~Charles, eu...eu queria te ver..... eu sou uma baka... gomenasai....
 
Era a verdade. EU era a maior idiota de todo o mundo. Eu havia tido a chace de fazer as coisas certas, mas de uma vez, mas nunca fiz, me prendendo a algo que eu se quer lembro o que era, eu não escolhi Charles todas as vezes que deveria.
Mas agora eu iria escolhê-lo. Agora, se ele ainda me perdoasse, eu escolheria somente a ele.
 
Me apoiei com o braço que ainda tinha alguma força,me erguendo para sentar na cama. Eu queria levantar, eu queria ir até ele, tocá-lo, olhar naqueles olhos purpuras e dizer o que a tanto tempo eu queria dizer.
Em um sonho, eu podia jurar que já lhe havia dito essas palavras, mas se, se quer eu sabia dizer se realmente as havia dito ou sonhando com isso, era porque eu deveria fala-las. Fala-las quantas vezes fosse necessário até que não houvessem dúvidas.
 

Eu sabia o que aquele vampiro à minha frente era. Eu sabia dos seus pecados, mas eu já tinha lhe vendido a minha alma há muito tempo. Só ele que não sabia.


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MensagemAssunto: Re: Suíte principal da Mansão   Sex 11 Mar 2016 - 15:59

Sakura. Como aquilo havia acontecido? Desde quando havia ficado tão ligado a uma simples e maldita humana que poderia explodir todo o mundo em seu nome? Desde quando apenas sua existência e segurança importavam para ele? Desde quando todos seus casos e aquelas que levava para cama eram regados de frustração, raiva e sangue quando, após seus ter seus desejos enganados, via não se tratar dela?

Droga. Aquilo era patético. Realmente humilhante para um puro sangue orgulhoso e satisfeito com sua liberdade, e ainda assim não conseguia negar. Não conseguia nem ao menos tirar aquela japonesa despeitada e quase simplória de sua mente uma hora se quer. Na verdade, em sua mente ela havia se tornado a mais ideal e bela das criaturas, tanto, que fazia as outras insignificantes perto de si. Passando noites em claro, desejando-lhe mais do que qualquer coisa que já fizera e se contendo para não tomar o que era seu a força, desejando seu corpo, seu sangue, seu coração e sua alma por inteiros, engolindo humilhações de forma que jamais permitirá nenhum outro fazê-lo... E, ainda assim, não tendo coragem de levantar um dedo sequer para ela. Afinal, apenas o seu sorriso importava, aquilo e que ninguém lhe fizesse mal.

-Sakura... - Pronunciou ele diante do corpo adormecido, deslizando seus dedos em sua bochecha ferida, a acariciando, enquanto xingava em voz baixa a maldita vampira demônio. Sua pele era lisa e macia, e de alguma forma poderia passar o dia inteiro naquela proximidade, se sua sede por ela não fosse constante enquanto deliciosas goticulas de sangue se espalhassem pelo ar, mexendo mais que o normal com o seu autocontrole. - Não sabe o quanto é difícil manter o controle para não te machucar... - O loiro deu um suspiro, levando seus dedos aos próprios lábios e experimentando os pequenos resquícios de sangue em seu próprio dedo. O fruto delicioso e que ele desejava, mas que havia proibido a si mesmo de tocar, diante de seus lábios e boca que salivavam com aquele sabor, enquanto sua garganta praticamente queimava de forma dolorosa perante aquela sede única que a menina lhe fazia sentir.

Um demônio que a consumiria e acabaria causando mais feridas a qualquer momento. Sim. Isso ele era, e disso sabia, mas não conseguia se afastar. Ela era um imã para si, e ele, um monstro egoista.

Charles suspirou, pegando outro dos sacos de sangue de hospital, e o mordendo de forma compulsiva que misturava sede, frustração, desejo e apreensão diante de seu estado. Estava agitado, exageradamente, enquanto suas garras perfuraram a pele de sua mão como forma de garantir o autocontrole. E a consciência. Horas, minutos, ele não sabia, apenas ficava lá parado, a observando. Apenas desejava que ela abrisse os olhos, que aqueles curativos humanos idiotas funcionassem bem e que ela tivesse curada. Apenas queria que ela o olhasse, mesmo que fosse para xinga-lo ou dar-lhes mais um daqueles malditos foras novamente.

Quer dizer, talvez não pra isso... O garoto mordeu os lábios um pouco raivoso ao lembrar...

Talvez o vampiro estivesse tão agitado, ou concentrado em manter o controle que mal houvesse percebido. Mal notasse que ela abrisse os olhos, até que ela lhe chamasse. Uma ilusão? O puro sangue se virou em sua direção, piscando. O que acreditar? O que negar? Charles levantou a sobrancelha com a testa franzida. Seus olhos púrpuras fixos na garota enquanto as palavras atingiam sua mente. Desculpe... Queria lhe ver? Seria ainda mal daquele maldito delírio que o médico disse que talvez ela tivesse?

Seus batimentos, no entanto, aderiram às suas palavras, embora ele ainda se mantivesse quase congelado por instantes. -Baixinha, você acordou? - Perguntou, arrastando o saco de sangue em sua mão para baixo da cama. Afinal, o que aquela pirralha poderia pensar se o visse naquele estado deplorável. - O médico idiota falou que tinha descansar para melhorar... - Sinalizou ele, antes de erguer o corpo, e ir na sua direção, segurando seu corpo com facilidade, enquanto se agaixava ao lado da cama para ajudá-la. - E não tentar se erguer como um saco de batatas e ainda arriscar cair da cama.

As mãos de Charles agora seguravam seus ombros, para ajudar manter-lhe o apoio sentada, enquanto sua face lhe olhava a alguns centímetros de distância, com olhos fixos nos seus. E talvez mais preocupados e sinceros e menos frios ou maliciosos que ela já vira cruzar sua face.


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MensagemAssunto: Re: Suíte principal da Mansão   Dom 13 Mar 2016 - 23:58

" Finally... I could found you"


Eu demorei um pouco a te responder quando você se aproximou. Na verdade, eu AINDA estou demorado para te responder. Eu não consigo te falar nada. Eu nem diria mesmo se pudesse, mas estou perdida ainda te olhando.
É surreal. Um encontro tão aguardado. Um desejo tão forte que pensei até ver ele realizado em ilusão como conforto para a própria morte.
Mas agora eu não estava morta. Estava viva e aqui esta você.
Eu tentei dizer tudo que queria, mas só consegui porque você estava longe. Agora, suas mãos próxmas, me segurando e apoiando pelos braços, passando todo o seu calor junto a um olhar que quase não me lembro de tê-lo visto me olhando assim.

Eu queria dizer: Lembra todas as vezes que eu perdi pra você? Porque, sabe, eu estou perdendo de novo. Estou perdendo até as palavras e os pensamentos em um monólogo narrativo da minha própria confusão.

Meu corpo talvez ainda doesse, mas o seu toque jogava tudo pra longe como um tufão ao final da tarde de verão. Uns diriam que antes eu estava na tempestade e agora no paraíso, mas não era nada disso. Agora era que eu estava no meio da tempestade. 
Porque eu sabia que com Charles nunca haveriam flores e calma, nunca haveria brisa de verão e uma música doce. Aquele vampiro só conseguia trazer consigo caos, confusão. Um verdadeiro redemoinho de incertezas e inseguranças. Mas era isso que eu queria, eu o aceitava. Eu me jogaria naquela tempestade a cada minuto porque não se podia mais nadar contra a correnteza e ela me arrastava até Charles.

~ Não chame o médico de baka, baka... ~ eu falei baixo e com a voz amuada ainda pela dor. Eu falei algo idiota de se dizer. Mas meus olhos não conseguiam se desprender dos dele àquela distância tão pequena. Eu não sabia mais de nada.

E por um momento, um sorriso leve abriu, franzindo minha bochecha arranhada.
Meus olhos não desgrudaram dos de Charles um segundo se quer. Eu tinha medo de olhar pro lado e quando voltasse ele não estivesse mais  lá.

~ Foi você... que me tirou de lá? ~ Eu perguntei, levando uma de minhas mãos até aquele moletom que ele ainda vestia. Era aquele tecido, era ali que eu tinha me agarrado durante todo o tempo que eu não sabia se estava acordada ou não. Eu ainda não lembrava direito tudo o que tinha acontecido, mas lembrei da sensação de ser carregada, do calor dele e daquele tecido. ~ Arigatou.... Domo Arigatou.......

Agradecer era pouco. No fundo, eu sabia que não tinha chances de sair de lá sozinha. Mas saber que foi Charles, que foi ele quem veio, quem me buscou, isso arrancava meu coração. Isso me dizia que ele não me havia deixado naquele dia na academia e que, ele não me deixaria.

Eu me aproximei, ainda segurando naquele moletom. Me apoiando nele e, talvez, fazendo algo que eu nunca pensei ser capaz de fazer. Mas acho que fiz, porque pra fazer isso não se pode ser capaz de pensar. E esperava sinceramente que ele não pensasse muito também.

Porque meus lábios tocaram os dele. Eu não sei como aquela distância que havia entre nós desapareceu, mas eu senti o calor e a maciez dos seus lábios nos meus. Senti cada franzido dos seus lábios enquanto eu estava de olhos fechados, senti o gosto férreo neles, o gosto dos lábios de um vampiro, mas senti para além disso o sabor daquele sentimento.

Meus lábios escorregaram, junto com meu corpo que se encolheu enquanto eu apoiava a testa no peito dele, segurando sua camisa sem coragem de olhá-lo. Sem saber se deveria olhá-lo, ainda mais agora que as lágrimas começavam a sair e correr. Era uma espécia de alívio que acho nunca ter sentido.

Eu não falei mais nada naquele momento, eu não me expliquei, eu não me desculpei. Eu só fiquei ali, com o rosto afundado em seu peito e o gosto de sangue dos seus lábios presente nos meus. Mas também, com algo muito maior que isso. Fiquei com o calor do primeiro beijo que EU dei.


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MensagemAssunto: Re: Suíte principal da Mansão   Seg 14 Mar 2016 - 15:39

Como ela podia ser tão frágil? Aquele pensamento passou pela cabeça de Charles enquanto apoiava seus ombros, tomando cuidado para não machuca-la por engano. Ah... Claro, ela era humana e, como os outros humanos era frágil com todas aquelas malditas feridas que ele amaldiçoava, enquanto lhe encarava, tentando esconder seu estado e preocupação. Mesmo que isso se tornasse uma tarefa bem difícil, ajoelhado em sua frente e sentindo seu maravilhoso cheiro tão forte que só desejava tocá-la e tomar seu sangue. Não que seu autocontrole não lhe alertasse sobre aquele não ser o momento.

Desde quando? Ele se perguntava olhando para ela. Quando começara, ou será que fora desde sempre, quando aquela garotinha de rosto desconhecido em seus sonhos tentava lhe puxar para aquela luz tão incomoda da mesma forma que Sakura parecia puxá-lo em direção a uma existência tão distinta a de sua natureza, como um freio irritante para si mesmo, do qual não conseguia ou queria se livrar?

-Eu chamo quem eu quiser de baka, pirralha... – Essa fora sua única resposta, claramente implicante para manter o costume, enquanto ela lhe enfrentava. Esperta? Não exatamente, mas talvez não fosse uma boa ideia se perder em memorias ou em sonhos antigos e imbecis. E aquilo pelo menos conseguia acordá-lo e não fazer ele se perder ou se descontrolar perto da menina a sua frente. Conseguia fazê-lo manter o foco e não fazer merda novamente, para que ela não fugisse novamente.

Porque cada vez que ela o fazia, mais aqueles pesadelos o importunavam. Mais sua alma que restava era quebrada e talvez mais e mais ele tendia a despencar naquele penhasco profundo e escuro assustador com o qual sonhava por varias noites. Onde nada além daquelas vozes e da dor no peito atormentavam sua mente.

E então veio a pergunta enquanto ela se agarrava em seu moletom. E, mesmo que mantivesse o silencio inicialmente, Charles apenas movimentou a cabeça. – Não te deixaria lá sozinha, baixinha. Quantas vezes tenho que dizer que você me pertence? U.u - Respondeu, antes de ser surpreendido com o toque de seus lábios suaves e deliciosos encontrarem os dele...

O que? WTF tinha acontecido com ela? Aquela era mesmo a baixinha que conhecia? O loiro pensou tendo quase uma pane mental, antes de conseguir ligar os pedaços dos acontecimentos em sua mente, enquanto o coração em seu peito batia acelerado. Por instantes, ele conseguiu retribuir o beijo, de maneira muito mais suave do que desejava afim de não machuca-la sem querer e manter o autocontrole, mas logo o beijo parou, quando ela se aninhou em seu peito.

Charles esticou as mãos, abraçando suas costas e alisando seus cabelos com os dedos, enquanto se aproximava mais dela para mantê-la junto a si, motivado por seu egoísmo. – Sakura, você não sabe o quanto senti sua falta... E o quanto eu... – Pronunciou o vampiro, a apertando mais em seus braços por instantes, não iria perdê-la nunca mais... Se garantiu, antes de ter aquela estranha sensação novamente.

Aquela dor no peito, seu sangue queimando em suas veias, a perda, a raiva, o ódio, a obsessão e o desejo. Todos misturados em suas veias de maneira estranha como um redemoinho. Mas acima de tudo havia ela, seu cheiro tão famiiar, nostálgico e desejoso, o qual queria sentir; sua pele macia, que desejava tocar; Seu sangue que queria provar; e aquela alma, que sempre lhe pertencera e ele desejava consumir...

Talvez não tivesse pensando com os neurônios, mas naquele momento, só havia a sacerdotiza ali, e aquela estranha sensação que fazia seus olhos brilharem, não em vermelho, mas em um purpura quase escuro demais, quando ele se levantou, quase em um impulso inconsciente, jogando ela para trás, quase a deitando ali atravessada no colchão, antes de, de maneira quase sedenta, deitar-se encima dela, a segurando embaixo de si, enquanto beijava seus lábios de maneira intensa. E como ele a desejava ali...

O tempo que ficou longe dela, a preocupação, a atração e os desejos que tinha guardado que agora haviam saído de seu controle? Talvez sim. Mas havia algo mais ali, que fizera aquele ultimo misero novelo de autocontrole se partir... Só esperava que ela o desculpasse depois por isso.


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MensagemAssunto: Re: Suíte principal da Mansão   Ter 15 Mar 2016 - 21:00


"Quantas vezes tenho que dizer que você me pertence? "


Quantas vezes você precisou dizer isso, até que eu acreditasse?
Só que agora, a resposta é: nenhuma.

Eu já tinha ciência de tudo que estava acontecendo, de tudo que ele sentia e o que eu sentia. As coisas pareciam ficar claras mesmo na penumbra daquele quarto.
Desde o começo, desde aquela implicância insistente... Mesmo antes de sabermos, algo já estava ali. Algo que parecia ser trazido conosco muito antes de nascermos, porque, eu não sei dizer quando eu me apaixonei por você. Eu só percebi isso. Um dia me dei conta de algo que já existia dentro de mim, tão antigo que se quer podia precisar.

Aquele beijo envergonhado que dei não parecia conseguir dizer tudo aquilo, mas foi a única forma que encontrei de expressar ALGO daquilo. Daquele nó na minha garganta que surgia sempre que eu percebia aquela encrenca de olhos roxos e cabelos loiros se aproximado. Da forma como eu me debatia e batia nele cada vez que me roubava um beijo, mas, por dentro, eu ansiava quando seria o próximo. Da forma como eu o xingava cada vez que ele me tratava como uma boneca, da forma como bem queria, mas sentia borboletas no estômago cada vez que ele dizia "você é minha", com todo o seu jeito mimado e possessivo que eu, doida e sem miolos na cabeça, conseguia achar fofo de uma forma estranha e me condenava por isso.

Eu nunca conseguiria expressas todas aquelas coisas, nem mesmo o que sentia enquanto suas mãos acariciavam as minhas costas daquele jeito protetor e carinhoso, de um jeito que me fazia derreter sob aquele toque.
Falta.
Mal sabe ele o quanto senti a dele também. Mas sabe ele o quanto essas palavras me deixavam feliz e nervosa depois de todo aquele tempo imaginando que ele não me perdoaria por sumir novamente, mas ao mesmo tempo agarrando aquele colar de corvo no pescoço com todas as forças.

Mas quando meu corpo foi jogado para trás, eu não tive onde me segurar.
Um pequeno som saiu da minha boca, como um grito abafado pelo susto do movimento brusco que me fez franzir o rosto com o corpo dolorido.

Eu estava surpresa e ainda sem reação quando ele subiu na cama deitado sobre mim, me segurando e me beijando de uma forma que acho quase nunca ter me beijado.

Mas havia algo ali, um lampejo em seus olhos no momento em que se deitou sobre mim. EU pude vê-los, eu pude sentir algo diferente em Charles. Mas o que era aquilo?

Talvez fosse importante, talvez não, mas logo o seu beijo me transportou para outro lugar. Um lugar que não me importava mais com nada que havia acontecido, um lugar para onde eu não me importava com quem ou o que ele era. Um lugar onde nada do que nós fizéssemos pudesse ser considerado um tabu.

Meus lábios logo o corresponderam, meu braços tentaram envolvê-lo. Eu não seria mais a garota idiota que ia deixar seus desejos passarem em nome de algo que era "certo". Fazer as coisas certas não tinha me protegido de nada que havia me acontecido até agora. Eu não faria o certo, faria o que eu quero e, no momento, eu só queria ele.


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MensagemAssunto: Re: Suíte principal da Mansão   Qui 17 Mar 2016 - 20:59

Oh, but that one night
Was more than just right
I didn't leave you
Cause I was all through
Oh I was overwhelmed
And frankly scared as hell
Because I really fell for you


Há muito tempo atrás me lembro de ter tido aquele sonho, da pequena garotinha perdida na escuridão. Daquela garotinha que de certa forma parecia me chamar nos cantos mais internos de minha alma. Aquela que estava sobre a luz da lua, sempre a chamava. Uma luz tão intensa e chamativa quanto bela, mas ao mesmo tempo tão perigosa a ponto de fazer meus dedos e minha pele queimarem completamente. Eu sempre me aproximava dela, eu tentava alcançá-la, protegê-la a qualquer coisa. Mas não conseguia toca-la. A lua me repelia, e ainda assim aquela garota me era companheira constante em meu subconsciente. A única que permanecia ali, e talvez quem me tenha me dado força durante todo o encarceramento ou depois.

Sim. Pois apesar de meus vários envolvimentos e mudanças de cidade, a garota sem rosto era a única constante. A única que sempre estava ali e não desaparecia. A única que não conseguia tocar ou matar por me machucar. O único elo constante que noite após noite me fazia cair no buraco com aquele demônio em um fim constante e que, apesar do ódio, não conseguia parar de salvá-la, noite por noite. Como uma sina. Uma repetição de fatos aos quais não me opunha. Sim. Pois de certa forma, eu tinha medo que ela desaparecesse. A única luz que eu conhecia e fazia questão de conservar. A garota sem rosto. A filha da lua a quem minha mente insana sempre amou e odiou com semelhante afinco.

A única entidade que viria a amar por mais mulheres com quem dividisse a cama ou carícias. Eu sempre soube, aquele ser platônico que seria o meu fim, mas que, ao mesmo tempo, me soava como algo particular. Meu, eterno e idealizado. A ponta da corrente que impedia a loucura. E talvez, por causa dessa ideia, eu talvez tivesse decidido odiar Sakura assim que a conheci, afinal como ela ousava me transmitir uma sensação de dejavu tão semelhante à que a menina do sonho me trazia? Ou será que sempre houvesse a amado e me ressentisse por não te-lá só para mim desde o início? Afinal, mesmo que tentasse ignorar de início ela sempre me trouxe aquela atração sobrenatural, como se sempre tivéssemos ligados. A mesma daquela do sonho, a mesma da menina da lua e, mesmo que negasse, nunca consegui deixar de protegê-la. Como aquele maldito sonho anunciava. E também nunca deixei de querer consumi-la por inteiro, pelo ódio intrínseco referente à subjugação que se somava a atração circulando por minhas veias.

E aquela era Sakura, ali estava ela. Ou seria a imagem de outro sonho mais sombrio tomando forma? Não importa! Com ela ali eu me sentia agitado, sedento e fora do controle ao mesmo tempo. E, em uma das poucas oportunidades na vida, eu queria verdadeiramente alguém, enquanto sentia minhas veias queimarem perante as lembranças, e meu corpo agir por si só, em um beijo demorado, intenso e quente. Talvez o mais intenso e cheio de sentimento e desejo que já havia lhe dado até ali. Ou foi por que ela não fugiu daquela vez?

Quanto aos seus ferimentos? Talvez estivesse hipnotizado demais por minha ilusão mental e pelo maravilhoso sabor de sua boca contra a minha para lembrar. Ou do calor de seu corpo tão próximo, que apenas me fazia querer continuar com aquilo. Mesmo que por instante eu tivesse afastado os lábios para que ela pudesse respirar, enquanto acariciava sua pele, quase hipnotizado. – Minha Tsuki... – Meus lábios pronunciaram em um sussurro quase automaticamente em nostalgia, beijando seu queixo e pescoço. Muito embora eu claramente não tivesse a mínima ideia do porque dizia aquilo.




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MensagemAssunto: Re: Suíte principal da Mansão   Sex 18 Mar 2016 - 18:32


O que era aquilo? O que eu estava fazendo ou o que eu estava deixando que acontecesse?
Eu havia sido chutada para fora da minha consciência e apenas a garota instintiva restou. A garota que não iria mais pensar em consequências, que não mais tentaria ser a boa garota. Restou apenas a garota machucada demais para ainda achar que valia a pena ser uma menina boa.
Mas, o que era ser boa?

Eu havia tido tempo o suficiente para pensar nisso e, sinceramente, não cheguei a nenhuma resposta satisfatória. Parecia tão normal, tão óbvio que Charles era o errado, era do que eu deveria fugir. Mas, as vezes o óbvio se destrói completamente quando algo nem um pouco óbvio aparece. Quando algo que você jamais imaginou é jogado na sua cara com tanta força que te deixa tonta e sem mais se importar ou discernir com coisas idiotas como o "certo". Porque o "certo" só fez com que eu me afastasse do que eu mais queria, porque o certo só fez eu me afastar mais dela. Eu fugi de Charles pelo que ele era, porque eu tinha medo, não queria esse mundo para mim. Eu não queria mais me afundar, ter o destino do meu clã ou ser perseguida como minha mãe foi. EU só queria ser mais uma humana que não sabia de nada, que não tinha noção da existência da vampiros. EU queria minha ignorância de volta.
Mas eu não tinha mais nada disso e, cada vez que eu tentei me afastar de Charles, mas isso me sugou. Não importava quantas vezes eu fugisse, quatas corresse para longe, era uma cina, um carma e agora eu sabia que não importavam minhas decisões. Eu estava marcada para aquilo, para talvez morrer nas mãos de um vampiro, sedento pelo meu sangue.

Mas se esse fosse o meu destino, que ele acontecesse nos braços daquele para quem eu daria meu sangue se pudesse. Se fosse para cair em desgraça, eu sabia que eu caria nos braços dele e em nada mais.

Naqueles braços que me apertavam tão forte que fazia minhas feridas remexerem e se tornarem cruas novamente, deixando aquele meu cheiro escapar. 
Charles podia não saber, mas eu sentia toda a sede dele, o quão aquilo era enlouquecedor e perturbador ao mesmo tempo para ele. Eu sabia tudo e, não o culparia por nada naquele momento.

O seu beijo também mexia comigo, o seu toque, o seu cheiro. Não da forma que o meu mexia com ele, mas parecido. Eu não desejava seu sangue, mas eu o desejava por inteiro, o seu beijo, suas mãos e aquele peso que o corpo dele exercia sobre o meu mesmo que isso aumentasse a chance dos ferimentos se abrirem. Eu não ligava, que se abrissem, que acontecesse o que tivesse que acontecer naquela noite. Eu só ligava para aquele momento.

O beijo dele me sufocava mas eu não o pararia e esperava que ele não fizesse isso. Já haviamos nos parado por tempo demais.
Mas finalmente eu pude respirar quando ele soltou meu lábios, descendo-os pelo meu queixo e pescoço de uma forma que parecia arrancar meu folego com o dobro de eficiência do seu folego até que...

..... "Tsuki?....." Meu corpo retesou por inteiro, me fazendo congelar sob ele. Minhas mãos voltaram, o segurando, tentando afastá-lo de mim.
Por que ele me chamou daquele jeito? Por que?

Eu estava assustada, eu senti meu corpo tremer. Não só porque não sabia como e porque ele me chamara assim, mas também porque quando sua voz saiu... não... não parecia ele.
Eu não sabia explicar aquilo nem pra mim mesma, mas uma nostalgia, um dejavu me atingiu e ao mesmo tempo o sentimento de perigo, de medo.

Minhas mãos o impediram de continuar da forma que pude, o forçando, fazendo o sangue começar a aparecer pelas ataduras as manchando. 

~ Naze?... Por que você me chamou assim, Charles? Por que?!! - eu estava visivelmente assustada, o que talvez não parecesse ter sentido para ele, mas talvez tivesse.
Aquele nome não podia ser dito.

Aquele era o meu verdadeiro nome, o nome igual ao da lua. O nome que ele não deveria conhecer.


~ Por que você me chamou assim?! Charles! - eu quase gritei com a voz trêmula. Eu não queria que ele soubesse isso... não isso. 

Por um momento uma lembrança me veio, um sonho. Um sonho no qual eu aceitava a lua, um sonho no qual a sombra que me perseguia me encurralava. O sonho do menino caindo no penhasco.

Eu olhei Charles ainda sem entender. Ainda querendo entender e rezando para que o óbvio não fosse o real.


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MensagemAssunto: Re: Suíte principal da Mansão   Sab 19 Mar 2016 - 3:16

Tsuki... De onde aquele nome surgirá de meus labios? Eu não fazia a mínima ideia, apesar de ser nostálgico. Talvez fosse aqueles sonhos, talvez fosse o nome daquela garota ou alguém especial? Não importava, fora quase involuntário e automático. Eu só não esperava que, ao final, ela pareceria tão tão furiosa ou assustada. Os meus labios provavam seu pescoço em um beijo assim que havia entregado tudo para o desejo e descontrole. Eu a queria, isso era inegavel em minha mente, minha atitude e meu corpo. Eu a queria por tempo suficiente que já havia se tornado quase uma tortura autoinfligido. E o cheiro de seu sangue apenas era usado para aumentar aquela vontade intrínseca que sempre senti por todas as vezes que ela me empurrará e me afastava. Por todas as vezes que queria tê-la e não o fiz. 


E ali estava eu de novo, frente aquela expressão e as suas mãos que, em meio a uma chuva de sangue tentavam me jogar para trás. Raiva? Isso era o mínimo que podia imprimir, além do ressentimento presente em meu corpo, muito mais presente que em qualquer outra vez. Eu não queria me afastar, e talvez algo em meu peito ou meus últimos resquícios de consciência para manter o autocontrole tivessem desaparecido, quando a encarei. Perdido, machucado e com certa magoa no olhos, mas ainda assim, com certa raiva e selvageria. - Não importa de onde veio o Tsuki, ele só veio, Sakura, não sei explicar como... - Expressei, com aquela atitude quase mimada e egoista, com uma careta. Afinal, se ela era chamada assim, por que todo aquele drama? 


Um alto e longo suspiro se fez, enquanto mantinha-me apoiado com os braços esticados por cima de Sakura. Ela não tinha forças para me afastar, e pela minha expressão, também não o faria por livre e espontânea vontade. 


Estava de saco cheio com todo aquele mimimi. E, por que não, estimulado a seguir meus instintos egotistas com ela até o fim? Ou por que não fazê-la estender de uma vez por todas o que sentia? Aquele desejo, aquela obsessão desmedida, o querer que devia conter.


Mas humanos são seres egotistas também, não? Afinal, quando eu não havia aberto mão de praticamente todas minhas vontades por conta daquela menina? Quantas vezes não fora repetidamente forçado a me contentar por observá-la à distância? Repentinamente, com aqueles pensamentos, eu mordi os lábios com um riso quase sarcástico e insano. É... Talvez fosse assim que ela começava a me deixar. - Sempre pensei que os vampiros que eram os seres cruéis, Sakura... Mas talvez tenha me enganado... - Falei em tom um tanto ressentido em meio a risada, voltando a me aproximar. Não precisava de quase nenhuma força para resistir a seu empurrão, muito menos para reverte-lo. 


-Principalmente quando seu passatempo preferido parece ser me torturar de todas as formas imagináveis. - Finalizei em um quase sussurro, com olhos fixos nos dela, e tão próximo que poderia beija-lá facilmente. Mas não o faria. Não lhe daria um prêmio por aquilo. Pelo contrário, aquela não era mais a hora de ser bonzinho com meus atos perante a isso, através dali eu tomaria o controlo. E talvez meus olhos vermelhos provassem isso, perante ao cheiro de seu sangue no ar e a outra coisa. 


Todo aquele desejo, toda aquela sede e memórias. Talvez tudo brilhasse ali quando ignorei seus protestos, puxando a mão que me empurrava, em direção a minha boca, deixando que as pequenas e deliciosas gotas vermelhas das ataduras pintassem meus labios de carmesim, antes que minhas presas encontrassem o pano branco do curativo, o rasgando de uma vez quase violentamente, no entanto, de forma cirúrgica tão perfeita que em nenhum momento essas mesmas presas fizessem mais dano à sua pele que um simples roçar por contato.


Antes que ainda olhando em seus olhos, minha língua começasse a passar por aquela ferida, sobre sua mão e pulso. Alterando com beijos por onde a ferida se estendia, até que essa se fechasse por inteiro. 


E então rasgando mais algumas ataduras em seu outro braço, e fazendo o mesmo, por onde encontrava cortes ou ferimentos por ali.




Última edição por kagura em Sab 19 Mar 2016 - 17:10, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Suíte principal da Mansão   Sab 19 Mar 2016 - 10:10


Tsuki...
Agora, os olhos dele se prendiam aos meus, parando minha respiração. Havia uma dor neles, uma raiva que fez meu corpo congelar por inteiro. O que ele sabia? O que ele poderia saber? Esse era o meu nome dado ao nascer, o nome dado pelo meu clã e eu se quer o conhecia para lhe ter dito alguma vez, antes de tudo acontecer.
Será que ele sabia mais sobre meus tios do que eu acreditava? Da última vez ele não parecia saber mais do que eu o havia mostrado naquele encontro em seu quarto depois da minha cena patética de ciúme, drogada e instável, ao vê-lo com a sensei.
Se ele soubesse, não haveria me mandado o urso no hospital, não haveria me dado aquele colar que não saía do meu pescoço por nada. Porque eu sabia o que ele havia passado e talvez se ele descobrisse o que fazia com meus tios... Ele nunca me perdoasse.
Por isso rezei internamente à um deus perdido enquanto eu olhava sua expressão cair mais em desgosto e raiva, para que não fosse nada disso.
E, pela primeira vez, alguém parecia ter me escutado.
Mas um frio na espinha talvez me contasse que esse alguém não fora kami-sama...
A explicação dele veio mais confusa ainda e aquilo pareceu remexer outro alerta dentro de mim. Um alerta que me dizia em um sussurro baixo que mesmo ali não haveria a paz que eu procurava e, talvez, viesse algo completamente oposto...
Mas os olhos de Charles não me diziam nada além do que eu já via. Um ressentimento, uma mágoa. Minhas mãos continuaram ali e meus olhos agora confusos em seu rosto.
Cruel?....

~Charles.....
 
Minhas mãos pararam de tentar afastá-lo quando um baixo som saiu da minha garganta, surpresa. Eu era cruel?... Talvez... eu fosse mesmo. Talvez todo esse tempo eu que fosse  mais cruel ali. A sacerdotisa que dizia lutar para proteger os humanos, mas que no fundo se prendia a algo egoísta, que nunca ultrapassaria aquela linha para alcançar Charles, mas que também nunca se afastava.
Eu era cruel e egoísta. Gomenasai.... As lágrimas encheram em meus olhos e escorreram pelo canto do meu rosto sem que eu se quer percebesse. Eu o machucava. Todos esses anos eu o estive machucando e estava tão preocupada em acusa-lo e culpa-lo de tudo que não via isso.
~Gomenasai....watashi....~ ele puxou meu braço ferido e eu não resisti enquanto ele o levava à boca.
Ele iria me morder? Se fosse, talvez eu merecesse.
Mas ele não o fez. Ele rasgou minhas ataduras e ao invés de presas eu senti sua língua, seus beijos, minhas feridas se fechando.
~ watashi....wa baka.....~ Eu era a idiota ali e Charles... Ele ainda fechava as feridas desse ser cruel. Se eu era a sádica, ele era o masoquista. Uma estranha relação mas eu ia me permitir ser egoísta mais um pouco.
Se Charles sabia ou não sobre aquele nome talvez não importasse, porque aquele vampiro ainda fechava as minhas feridas, ainda estava ali comigo.
Sua posição sobre mim era dominadora. Ele me prendia com o seu corpo não dando espaço a protestou ou fuga. Mas eu não a fugir. Eu faria a coisa menos egoísta e mais egoísta que já fiz ao mesmo tempo.
Eu seria dele, porque eu sabia que ele me desejava, eu sabia que isso o torturava, mas ele seria meu também, pelo meu simples desejo egoísta de querê-lo em mim.
Quando ele fechou minha ferida e mudou o braço, deixando o antigo livre eu o ergui. Não para afastá-lo ou impedi-lo, mas para acariciar seus cabelos, descer a mão pela sua nuca enquanto minhas unhas arranharam levemente a sua pele.
Eu o olhava concentrado em sorver meu sangue, mas também muito mais concentrado em fechar aquela ferida sem que suas presas me ferissem.   Eu fui idiota por muito tempo. Cega.
Minha mão desceu da sua nuca, encontrando a pele do seu colo e sendo barrada pelo limite daquela camisa. Mas eu não parei. Eu queria toca-lo, sentir sua pele, seu calor. Eu continuaria sendo cruel e egoísta.
Minhas mãos desceram pela lateral do corpo dele até encontrar a barra do moleton, subindo minha mão por ali até que eu pudesse sentir as curvas dos seus músculos das costas, a textura da sua pele enquanto eu me abraçava ali aquele braço livre.
~ watashi.... eu....~ minha voz saiu um pouco baixa e apesar de tudo contida. Eu havia decidido muitas coisas na minha cabeça, mas fala-las parecia mil vez mais difícil do que pensar elas. ~ eu vou continuar sendo cruel... e...egoísta só mais um pouco... demo... ~eu olhei na direção do rosto dele ~ Quero que você seja comigo também....
 
Sim. Porque eu queria as mesmas coisas que ele queria. Porque talvez pela primeira vez eu não fosse mais voltar atrás. Porque eu não me importava com o resto.

Algo no meu peito se agitava, como uma canção que cantasse a tempestade que estava por vir, mas eu tapei meus ouvidos. Eu seria atirada na tormenta. Mas eu sabia que não estaria sozinha.


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MensagemAssunto: Re: Suíte principal da Mansão   Dom 20 Mar 2016 - 0:40

O sangue da menina era completamente delicioso, e não posso negar que aproveitava cada gota que vinha a corar sua pele pálida e macia, enquanto tomava cuidado para que minhas presas não encostassem em sua pele ou deixassem minha boca. Mordê-la sem querer e transformá-la ou machuca-la, não era uma opção. Além disso, apesar daquilo não matar minha sede por completo, pelo menos conseguia acalma-la um pouco, como alguns pequenos goles de bom vinho. É por que não? Me dava liberdade para provar sua pele e beija-la e tentar ajudar a cura-la. Mesmo que suas palavras e o jeito que ela tentou me afastar ainda ferisse profundamente o meu ego e talvez outras coisas. Ou pelo menos no começo, até ouvir suas palavras e sentir sua mão livre acariciar minha nuca e descer pela minha camisa. Espera... O que?!

Meus olhos se ergueram quase arregalados, surpresos com aquilo, enquanto eu ainda segurava seu braço. Havia sido aquilo mesmo que ouvi, ela estava falando sério? Me perguntei, enquanto sentia meu peito se agitar e meu sangue circular mais rápido. Aquilo queria dizer que... Meus olhos brilhavam em vermelho vivo, ao encara-lá, mas daquela vez, não era a sede louca de um vampiro que estava ali impressa. E sim, desejo, enquanto eu tentava interpretar suas palavras, incrédulo. -Baixinha, nesse caso, já adianto que serei tão egoista que não pretendo me conter, por mais que me implore por isso. - E então finalmente deixei um sorriso despontar em meus labios, enquanto esticava uma das mãos, para limpar suas lágrimas.

-Chorar e me empurrar, também não vai adiantar, baka... - Completei, ao mesmo tempo em que erguia meu corpo, me ajoelhando por instantes no colchão, enquanto Sakura mantinha-se deitada e encaixada entre meus dois joelhos, mas sem um pingo de peso sobre si. Enquanto me afastava, um pouco, embora ainda a mantivesse presa ali. - Então é melhor nem tentar usar isso pra me convencer... - Então eu pisquei, com um que quase malicioso na voz, então arrancando meu moletom o jogando para longe, antes de voltar a me inclinar sobre ela, trazendo sua mão livre, com a minha, para meu peito nu em meio à sua distração, antes de voltar a encostar meus labios no dela, a beijando com intensidade e luxúria, enquanto minhas mãos desciam pela lateral da camiseta que ela usava como vestido acompanhando as suaves curvas de seu corpo e a acariciando por cima do tecido que eu estava tão inclinado a rasgar.


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MensagemAssunto: Re: Suíte principal da Mansão   Dom 20 Mar 2016 - 11:40

“Now there's green light in my eyes
And my lover on my mind
And I’ll sing from the piano
Tear my yellow dress
And cry, and cry, cry

Over the love of you”


O que eu poderia dizer sobre mim agora? Eu nem me conhecia mais, eu estava imprevisível para mim mesma perdida em um caos sem saída, em uma tormenta que não me permitia enxergar o que viria à frente.
Um feixe rápido como o piscar de uma luz fez as memórias passarem pela minha mente como um trem. As janelas rápidas como um borrão passando a sua frente sem que você pudesse discernir bem as imagens e formas à sua frente e quando percebia, restava só o vento que ainda bagunçava os seus cabelos. Tudo havia passado.
Aqueles dias, os únicos que fui despreocupada, em minha infantilidade, sem querer crescer, presa aquela ingenuidade de quem vivia no meio de uma guerra  com os olhos vendados. Aquela Sakura que tinha uma melhor amiga que era apenas uma humana emburrada. Aquela Sakura que Charles conheceu através dos olhos de  Will. Aquela Sakura que não existia mais da mesma forma que nenhum deles existia também.
Eu consigo lembrar de como eu sorria, de como eu ria... Eu nem lembro à quanto tempo não ouço minha própria risada ou vejo meu sorriso no espelho ou em uma foto. Eu consigo lembrar daquela menina que fui, criada pelo tio, com uma relação confusa com o primo, enviada à Cross. Eu ainda lembro daquele primeiro dia, meus pés confusos pelo caminho, esbarrando naquele rapaz... Em Will, ao mesmo tempo, em Charles.
Eu vejo minhas memórias em terceira pessoa, de fora delas, e achei bonito a forma como eu conseguia sorrir. O cabelo menor, os olhos vívidos, um corpo que naquela época tinha poucas curvas, mas nenhuma cicatriz de mordida, nenhum ferimento feito por uma besta. Uma época onde as músicas que cantava eram de minhas bandas preferidas e não de épocas antigas e línguas desconhecidas para afastar demônios.
Onde eu achava que estava apaixonada por um menino doce e educado, que fazia eu sentir com que minhas dores fossem embora, que deseja ser médico e tinha uma dupla personalidade difícil de lidar. E minha maior preocupação era aquela dupla personalidade implicante.
Eu comecei a lembrar de como as coisas começavam a ruir e, pior, de como eu descobri que já vivia sobre escombros desde que nasci, só não enxergava.
Mas eu pisquei os olhos, voltando-os para cima de mim, para o rosto de Charles que parecia ainda incrédulo com minha atitude. Ele havia entendido o que eu disse e isso me fez corar violentamente, como aquela garota que eu fui corava.
Mas agora não era mais um corpo infantil, havia curvas de mulher, haviam marcas naquele corpo de tudo o que já havia passado, mas eu o ofereceria assim mesmo. Porque, quando minhas mãos estavam nas costas de Charles eu pude sentir suas cicatrizes também, dolorosas como as minhas.
Ele podia saber pelo meu jeito, ele que me conhecia tão bem, como eu estava assustada com isso, mas como também eu não queria mais esperar, não queria dar espaço para que o destino viesse e nos separasse novamente. Aquilo seria como uma promessa feita com meu corpo. Eu não me afastaria mais.
Talvez eu estivesse incrédula como ele com minhas palavras, mas certamente eu estava certa delas. Meus olhos continuaram a encerá-lo quando ele limpou minhas lágrimas e eu já sentia todo o nervosismo inundando meu corpo, mas aquele sorriso dele, carinhoso e sincero acalmou meu corpo e ao mesmo tempo me deixou mais inquieta.
Ele parecia tão confiante quando se ergueu, tirando aquele moleton, tão certo. E eu, ali, assustada ainda sem saber o que fazer, só sabendo que queria fazer. Seja lá o que fosse, seria com ele.
Ele levou a minha mão ao seu peito agora nu  e eu senti toda a onda de calor se espalhar pelo meu corpo, sufocada por aquele beijo. Não, eu não iria chorar, perdi para ele se afastar ou empurrá-lo. Eu iria pedir para ele nunca ir, eu iria puxá-lo mais para mim.
E foi isso que fiz. Eu o puxei, minhas mãos exploraram seu peito e suas costas, como se quisessem grava uma impressão na minha mente de tudo que havia nele enquanto o beijava, mais e mais, de um jeito que jamais havia o beijado. Beijar sem pudor, sem se conter. Acho que aos poucos eu o entendia, entendia todo aquele  desejo que agora me inundava também, como se cada gesto, cada beijo ao invés de satisfazer aumentava ainda mais o desejo.
As mãos dele faziam meu corpo tremer sob o tecido. Um toque que eu nunca recebi, um toque que eu queria dar.
Minha boca se desvencilhou da dele por um momento, beijando seu pescoço com aquele aroma tão doce que fechava meus olhos automaticamente enquanto eu sussurrava baixo e em uma voz perdida.
~ atashi... eu... nunca mais ... vou te afastar.... ~ meus lábios voltaram a encontrar os dele, encostando delicadamente enquanto eu continuava ~ Eu não vou mais desaparecer... isso é uma promessa....
O beijei novamente, agora eu que o instigava com a intensidade do beijo enquanto minhas mãos passeavam pelo seu tronco em movimentos que sempre o puxavam mais para mim.

Era verdade. Eu não desapareceria mais, eu não me afastaria. Não havia nada para o qual eu me importasse em voltar que não fossem os braços dele. Daquele vampiro.


“'Cause you’re a hard soul to save
With an ocean in the way

But I’ll get around i”





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MensagemAssunto: Re: Suíte principal da Mansão   Seg 21 Mar 2016 - 17:35

Spoiler:
 


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MensagemAssunto: Re: Suíte principal da Mansão   Ter 22 Mar 2016 - 0:07

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MensagemAssunto: Re: Suíte principal da Mansão   Ter 22 Mar 2016 - 14:15

Err... Charles tomou o controle, não é culpa minha x_x:
 


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