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 Residência Homam

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MensagemAssunto: Residência Homam   Sab 12 Dez 2015 - 12:35

Residência Homan

Lya havia tomado para si, toda a vida daqueles vampiros nobres ao usar para sua investida na Festa Crow, e fizera da residência seu refúgio, o filho dos Homan estava no lugar quando ela chegou e lhe fez de servo obrigando-o a ser seu lacaio através de sua imponência de sangue puro. Michael Homan estava esperando a chegada dela conforme havia orientado ele teria que prepara a casa para chegada de novos moradores e assim ele fez, deixando dois quartos de hospedes prontos para a chegada desses novos moradores.


Sala Principal


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MensagemAssunto: Re: Residência Homam   Dom 13 Dez 2015 - 20:03

+Lya+
A vampira estava satisfeita com sua nova aquisição, aqueles dois seriam seus leais servos e pelo que sentira de ambos seriam muito bons nos serviços que iriam lhe fazer. Ela era muito persuasiva e quanto mais a provocassem mais ela tinha interesse em domar aqueles dois. A jovem humana era mais arredia e sempre a enfrentava, mas para ela que tinha vivido muito esperar e domesticar a menina era questão de tempo e isso ela tinha de sobra.
Assim que desceram do carro, ordenou ao jovem que levasse a menina para o interior da residência e ali Michael esperava com os quartos já prontos para recebe-los.

Will levou sakura desacorda no colo e subiu as escadas guiado por Michael que olhava de relance a eles. Dois humanos, pensou ele intrigado com o que a sua nova senhora faria com eles. Mas não quis questionar somente iria obedecer para não ter o mesmo destino de seus pais.
O primeiro quarto era de Sakura e logo que entram Will se ver surpreendido com o lugar, era muito bem decorado um quarto de princesa ao seu ver, ali na cama ele depositou seu corpo.
Em seguida veio uma empregada que começou a pegar roupas limpas para a menina e fez sinal que saíssem do quarto.
Will foi encaminhado por Michael até o quarto que seria dele e o mesmo aconteceu com ele, seu quarto era bem decorado e de certa forma luxuoso.

A vampira não se importava em lhe dar o conforto merecido, chamava-os de seus bambinos e cuidava como uma dona com seus animais de estimação, dando do bom e melhor para mimá-los.

Eles estavam agora isolados de todos e a mercê daquela vampira. Ninguém sabia aonde estavam e a única saída era tentar fugir daquele lugar.

Quarto Sakura:
 

Quarto Willian:
 


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MensagemAssunto: Re: Residência Homam   Seg 14 Dez 2015 - 15:41

Não pode negar que apesar da ansiedade, Will agora conseguia se sentir mais à vontade quando desceu do carro com a menina no colo. Claro que seu corpo ainda tremia e a voz do maldito pesadelo ainda sussurrava em sua mente, no entanto, agora ele pelo menos conseguia respirar o ar puro que não era esmagado pela aura sinistra de Lya. E, se estivesse certo, já estava mais próximo da execução e não mais em um período latente.

No entanto, o modo formal que o vampiro lhe recebeu e o caminho pela casa foram notadamente estranhos enquanto sua perna andavam no automático. Seria a vampira alguma doida que gostava de chacinas em salões de festas, ou em quartos de princesa? Ele abriu os olhos ao ver o quarto de Sakura. O que aquilo significava? Ainda em choque, o loiro relutou a deixar a japonesa ali sozinha, sentindo ao mesmo momento o calor se dissipar de seu corpo, a preocupação e um certo alivio. O sangue ele havia diminuído agora, assim como seu desejo mesclado ao medo de machuca-la.

O caminho até o outro quarto não foi longo, e logo ele entrou ali, dando um suspiro aliviado ao perceber que estava trancado e há algumas paredes distantes do demônio e não mais ao seu lado. Estava taquicardico e agitado quando jogou-se na nova cama, ainda assombrado pela dor de cabeça e a ilusão. Queria que aquilo parasse e tinha que pensar em como fugir...

Mas depois de um minuto, notou que pensar era algo impossível. Sua cabeça doía como o inferno e mais ainda. E sua camisa antes azulada, agora estava completamente manchada de vermelha e molhada. Sangue. Ele sabia e Podia sentir seu cheiro. Tão doce, tão tentador ali próximo.

Sua garganta grunhia, totalmente seca e em sua mente apenas aquela infeliz imagem de si mesmo coberto de sangue persistia. Ele era um maldito monstro e nada podia fazer.

Sem pensar muito, sua mão deslizou pela camisa, a desabotoando e levando parte do tecido molhado para a boca, tentando sorver o líquido em desespero de um desabrigado na seca.

Mas tudo que conseguiu foi sentir aquele leve sabor e nada mais. Viciante, doce e delicioso. Um sabor que ele desejava provar melhor. Se ele fosse no quarto de Sakura talvez...

Não. Não não. Não. Will balançou a cabeça caindo Em si! No que estava pensando? Droga. Ele havia feito aquilo de novo!

No desespero da constatação, Will mordeu sua língua insatisfeito, tirando a camisa inteira de uma vez e a lançando a distancia.

Sangue é necessário para pessoas viverem, não comida. Sangue não é comida. Sangue não é comida. Pessoas não são...

Ele começou a recitar o mantra mentalmente, mas a cada tentativa sua garganta ardia mais e ele ficava mais inquieto, mais taquicardico e com a respiração mais pesada.

Mas eu quero sangue. Eu não ando bebendo sangue. Eu preciso de sangue. Sim. Sou uma criatura inútil que não sabe controlar seus desejos.

Will mordeu seus lábios novamente, encarando a camisa caída. Aquelas gotas já secas não iriam resolver. Ele precisava de algo mais fluido... Talvez o sangue de hospital de Elliot ou... Will olhou para baixo. Seu corpo seminu ali. Será que...

Will fez uma careta estendendo a mão até seu pescoço e começando a se arranhar. Primeiramente veio o incomodo, então a dor. No fim suas unhas sobre a pele avermelhada alcançaram uma pequena veia que pingava, manchando seu pescoço, seu torax, calça, lençol e mão.

O loiro apenas sorriu diante da nova descoberta, levando a mão até a boca e lambendo o próprio sangue. E que explendido e proibido era o gosto de sangue fresco, muito embora aquilo só servisse para lhe distrair e não para diminuir sua sede, enquanto um cheio forte e delicioso se espalhava pelo ar do quarto e da casa, sem que o caçador notasse. Sangue fresco, mas não o de Sakura. Sangue de puro sangue, mas com um odor mais forte, e ainda assim delicioso. Sangue de sangue puro misturado ao de demônio.


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MensagemAssunto: Re: Residência Homam   Seg 14 Dez 2015 - 18:26

+ Lya+

Ela estava na sala de estar, sentada de forma elegante pegava uma xícara de chá e bebia um gole, a empregada servia-lhe algumas guloseimas e ela esperou seu servo voltar. Logo ele apareceu na sala e parou de frente para ela curvando-se com o punho cerrado sobre o peito.

_Eles já foram acomodados em seus aposentos minha senhora.

Ela levantou o rosto e deu um sorriso suave a seu servo.

_Quero que eles tenham o melhor e tudo que pedirem, a jovem menina está ferida chame um médico para tratar dela.

_Já me adiantei ao ver seu estado e chamei um médico da família.

Ele olhava a vampira com respeito e medo, mas ainda assim seguia todas suas ordens.

Nesse instante a Vampira sentiu um odor familiar, ela aguçou as narinas e farejou suavemente de onde vinha. Aquele odor de sangue fresco sendo derramado, ainda melhor um odor de sangue puro.
Franziu a testa e levantou fazendo um gesto para que Michael e a empregada ficassem. Ambos sentiram o odor e seus olhos avermelharam de imediato.

A vampira caminhou até o lugar seguindo para o segundo andar, passando pelo corredor e parando na frente da porta do quarto daquele humano que ela levava junto com a jovem atrevida.

Ao abrir a porta do quarto se depara com o loiro manchado de sangue que lambia a mão se deliciando com o sangue que escorria de seu pescoço.

Lya rapidamente parou diante dele abaixando e tocando seus joelhos, levou a sua mão forçando a virar o rosto para ela.

_Bambino quem és tu? Por que um humano faz isso consigo?

Ele tinha o olhar perdido e ela sabia que aquela postura era típica de vampiro sedento. Mas ele era humano, não... Finalmente entendeu, ele era um vampiro preso no corpo humano. Ela mordeu seu próprio pulso e estendeu até os lábios dele.

_Beba e sacie sua sede.


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MensagemAssunto: Re: Residência Homam   Ter 15 Dez 2015 - 9:26

A dor em seu ombro esquerdo por causa do fundo arranhão era incomoda, no entanto, a sensação de ter sangue fresco em seus lábios não se tornava menos esplêndida ou perdia seu mérito. Aquilo, de certa forma, era algo calmante como música clássica ou um chá de maracujá, mesmo não servindo em nada para tirar a sensação de garganta seca, pelo menos conseguia suaviza-lá como um placebo, fazendo-o puxar o ar com mais lentidão em respirações mais profundas e a tentação de seu pesadelo, tornar-se mais distante, embora ainda ameaçadora. Como se, no fundo, aquilo servisse apenas como um barulho alto aos leões, para atrasar o problema de um ataque iminente, não exatamente pará-lo.

Quando ela entrou e porque? Will não sabia, muito menos parecia melhor que um animal irracional para raciocinar que o seu sangue atraia o demônio como em um ritual pagão que fazia inconcientemente. A sua presença era negra e pesada, e seu corpo tremia involuntariamente, apesar de seu cérebro não ver tempo hábil para sintonizar com a ameaça, nem quando ela entrou, nem quando apoiou em seus joelhos, obrigando sua cabeça a olhar para si.

A mulher falou alguma coisa, mas como um monstro, ele não tinha foco suficiente para conseguir discernir sua pergunta com clareza, mantendo o silêncio que já havia virado rotina. Isso até ver o seu sangue e sua garganta reagir quase que dobrando seu arranhar. - Sangue de um sangue puro. -Algo em sua mente lhe alertava perante aquele cheiro e cor, enquanto outra parte pedia para que tomasse cuidado. Mas quem tomaria diante daquela situação, diante de algo aparentemente tão apetitoso e que ele sabia querer.

Rapidamente, como faria um level E faminto, suas mãos se estenderam, segurando o pulso dela ali, antes de encostar seus lábios onde ela havia mordido, sugando seu sangue com uma voracidade que não condizia com o menino calmo que era ou como o medo que antes aparentava ter. Aquele era o melhor sangue que já havia provado.

Naquela distância, Lya podia ver vagamente, escondido em seus ombros, um selo mágico duplo de contenção, bem claro e avermelhado, contrastando com sua pele muito pálida. Uma das partes desse selo, com certeza continha runas usadas na magia para manter vampiros como humanos temporariamente, já a outra, que parecia mais antiga s apagada abaixo do primeiro selo, continha algo mais intrigante. Era incomum, apesar de ser um selamento de sangue também, mas não era o usado por vampiros. Era mais trabalhado, misturando símbolos de magia negra, neutra e algumas letras não identificáveis.


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MensagemAssunto: Re: Residência Homam   Ter 29 Dez 2015 - 0:03

                                                     
Sakura Tsukino 


Já fazia algum tempo. Na verdade, um bom tempo desde que vinha tendo esse sonho.... O mesmo sonho novamente, dia após dia. Eu sonhava com ele, com o menino que conheci nos meus sonhos quando pequena. O menino pelo qual vi tanta destruição, tanta dor, sempre tentando salvá-lo, trazê-lo para a luz da lua, mas onde no final ele sempre era engolido pelas sombras.
Esse mesmo menino me aparecia, após mais de uma década, ele voltava. Mas não era o mesmo sonho. Ele havia mudado um pouco... o tempo passara para mim, mas... estranhamente, passara para ele também. Meu menino não era mais um menino nos meus sonhos. Havia se tornado um homem. Sonhos não crescem... não é?
Mas ali eu estava, naquela parte a qual era nova. Na parte que eu me confrontava comigo mesma. Havia mais de uma lua no céu, havia mais de uma de mim e havia outro do mesmo menino. Todos duplicados em reflexos quase perfeitos. Sim, quase. Porque somente uma lua chamava à mim, porque só eu conseguia ver que os meninos não eram exatamente os mesmos, embora eles exatamente fossem, mesmo sob a sombra que nunca me permitiu ver seus rostos e... a outra de mim...
Eu me virei para ela, que me encarava com os olhos prateados e ferozes. A lua ressoava nela. A outra lua, em mim.
Todos nós ali éramos espelhos, mas não éramos os mesmos... A outra Sakura era...



- Dame!!! - gritei, sentindo todo o meu corpo doer com o movimento brusco que fiz ao quase pular da cama ~itai... - me encolhi levemente, respirando para aguentar aquela dor enquanto botava os pés para fora novamente.
Eu estava suada e a camisola que me botaram grudava levemente no corpo assim como os fios de cabelo. Mas isso não incomodava, isso nunca incomodaria perto de algo bem pior que eu vivia ali e agora.
Meus olhos percorreram o aposento, enxendo de lágrimas novamente. ~ dame....dame e.... ~eu abaixei o rosto, chorando. Eu não chorava pela dor, pelo sonho ou por nada além daquilo. Eu ainda estava naquela maldita casa. Eu ainda estava presa lá. Quanto tempo fazia? Semanas? Um mês ou mais? Eu não sabia ao certo... eu se quer sabia quantos dias havia ficado desmaiada sendo acometida somente por pesadelos até acordar.

Eu lembro daquele dia, o dia que abri os olhos e encontrei esse quarto pela primeira vez.
A primeira coisa foi alívio. Um sentimento idiota e já esquecido. Lembro que ao ver aquele quarto cheio de pompas e mimos a primeira coisa que pensei foi: Charles. Era sempre ele, sempre. Ele que me enfiava em lugares assim. Ele tinha me achado! Eu só pensava que estava livre, que havia sido um sonho e que finalmente eu ia poder dizer à ele também, dizer o que deveria ter dito há muito tempo, dito naquele dia no quarto.

Meus pés saíram da cama com ânimo enquanto eu me escorava pelas paredes, ainda sem forças o suficiente para ficar em pé. Sim, eu sentia a presença vampírica. Mas se aquilo era a casa de charles isso era normal, não é?
Idiota. Burra. Imbecil. Foi disso e mais que me xinguei quando senti a verdadeira presença ali. Não era Charles, não era ninguém a quem eu pudesse atribuir meu alívip. Era ela. Aquele demônio que a havia sequestrado e a Will. Algo queimou dentro de mim e, embora eu não tivesse em condições de lutar, fui eu quem dirigiu o primeiro ataque. Meu poder espiritual era muit0 mais forte do que qualquer estado que meu corpo pudesse se encontrar e era a antítese do poder e da essência dela. Porém, ainda sim meu corpo machucado me limitava. O que consegui naquele dia não foi nada além de irritá-la e mostrar que deveria ter mais cuidado comigo.
Aquela foi a primeira vez que conheci o "quarto" e os seus amigos de quem ela me deixava aos "cuidados" para que fosse educada. "Domesticada" era a palavra que usara. Eu não sabia onde Will estava, eu não sabia onde estava ou o que fariam comigo ali, mas logo descobri que não seria nada para o meu bem. Não se eu continuasse a enfrentá-la.
E eu continuei. Nunca iria abaixar a cabeça para aquele demônio. Nunca deixaria de tentar fugir. Eu encontrei will apenas duas vezes em todo aquele tempo. Ambas as vezes tentando fugir e levá-lo junto. E as outras vezes? Bem, essas eu se quer consegui me aproximar do quarto dele.
Eu nunca dei tempo para meu corpo descansar, por isso não conseguia enfrentá-los. Mas aquele lugar me sugava, me drenava e me desesperava. EU tinha que fugir, tinha que tirar Will de lá... tinha que encontrar Charles.
A história era a mesma. Eu era pega e os castigos por isso nunca eram algo que eu podia descrever. Eu sempre acordava de volta na minha cama, naquele quarto falso, envolta nos curativos e não foi diferente dessa vez. Mas agora eu sabia... tinha que ser diferente. Tentar fugir dessa forma não dava certo. Tinha que me recuperar.
Mas antes... eu precisava ver Will. Não sei se quer quanto tempo fazia desde que o vira. Não sabia como estava sendo tratado.
Eu me levantei com mais cuidado dessa vez, passando a mão nos fios de cabelo para desgrudá-los do rosto. A porta geralmente ficava trancada do meu quarto, mas o estrago que fiz na maçaneta da última vez ainda não tinha sido consertado, permitindo que eu a abrisse com mais facilidade.
A casa por inteiro parecia quieta e fria. Era início da manhã, os vampiros e aquele ser se recolhiam a essa hora mas nem o sol do dia conseguia aquecer aquele ar tão frio que passava.
Eu andei pelos corredores. Ainda conseguia sentir a presença de Will, conseguia me guiar até ele.
A passos cuidadosos eu me aproximei da porta, ainda sendo auxiliada pela parade. Minha mão encostou na maçaneta, receosa, enquanto eu a abria levemente, me apoiando no batente com a outra mão. 
~Will....? ~ Minha voz saiu como em um fio trêmulo. Eu queria ser forte. Eu tinha que ser forte, mas eu não sei se ainda conseguia. Os meus olhos estavam vermelhos e enxarcados por lágrimas que não deixavam de sair.
Era patética e tola a minha tentativa de parecer bem, de parecer forte e controlada, porque eu não estava e cada parte do meu corpo gritava isso. Eu estava  sozinha, machucada e completamente assustada, apavorada com tudo isso. Eu estava com medo, por mim e por Will. Medo de não sair dali, medo de não conseguir protegê-lo. Eu tinha medo daquele ser... A lembrança do que foi o inferno ainda ressurgia na minha mente.
Talvez will pudesse ver isso nos meus olhos, talvez não. Mas a única coisa que era certo que ele veria era uma garota completamente perdida a sua frente, tão frágil que parecia que os tremores do seu choro a iriam quebrar.


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MensagemAssunto: Re: Residência Homam   Dom 3 Jan 2016 - 19:17

+Lya+



Aquele período fora até divertido para vampira, a criança humana tinha em suas tentativas de fuga lhe dado bastante diversões, adora ver como ela se esforçava em enfrentar e usar aqueles papéis que apesar de ser um incomodo ainda assim a fazia rir da menina.
Domesticaria logo aquela lacaia e assim poderia usa-la em seus planos, claro que ainda mantinha as aparência na Amadeus, e com isso ficava entre dois locais.
Lya somente sentia que se continuasse poderia por fim criar seus próprios servos e assim não ficar presa a Magnus, tinha também o objetivo de encontrar primeiro que Magnus seu amado Lord Dreizahl, sabia que tinha sido posto em torpor, mas a localização ainda não era precisa e precisava chegar nele antes que todos.
Colocar um espião para investigar todos os lugares inclusive a Associação de caçadores.
O inverno começara e ela ainda não tinha pistas suficientes para saber onde Lord estaria, enfim voltava a se divertir com a jovem humana quando ela sempre tentava fugir, castigava-a no quarto escuro.




O quarto onde a trancava quase sempre não estava vazio, ali dentro a menina sofria o terror psicológico e ataques que ela tentava revidar se defendendo, após as tentativas acabava cedendo por medo e dor aquela vampira.



Lya por algumas vezes assumia a sua real forma e ficava com Will onde lhe contava sobre o passado dela e brincava com ele fazendo-o saborear de seu sangue, aquele sim fora fácil de domesticar, ela pouco se importava o quando ele tinha medo, sabia que ele a obedeceria sempre.



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MensagemAssunto: Re: Residência Homam   Ter 19 Jan 2016 - 14:32

++Willian++

Oh where do we begin?
The rubble or our sins?
And the walls kept tumbling down
In the city that we love


Quanto tempo fazia que estava ali trancado naquele quarto? Sendo sincero eu já mais não sabia desde que desistira de contar os dias a partir do vigésimo. Ou seria menos? Eu não fazia ideia. A janela estava sempre fechada e a escuridão predominava, portanto, não tendo noção do que era noite ou dia. Não que isso me incomodasse. O excesso de luz havia se tornado incomodo ultimamente, como uma sina consequente para um humano que havia cometido um pecado terrível. Dia após dia, o quarto fechado se tornava minha casa. Dia após dia, eu passava as horas lá, calado, afogado em meus pesadelos. No terrível demônio em minha mente e em sua aproximação quase constante.

Na primeira vez, ele estava lá, parado a distância e dedicando seu tempo a me observar e assustar. Mas então, como se eu caísse de um precipício, ele se aproximou, e se aproximou, até que nossas mãos se tocassem. Até que seu sorriso aberto e terrível surgisse e, no espelho, eu não soubesse mais reconhecer quem era quem. Ou talvez deixasse de me importar com isso.

Muitas coisas já não importavam mais na verdade. E agora dedicava meu tempo a pedir livros emprestados para o vampiro e esperar a próxima dose de sangue. Falando em sangue, esse havia se tornado quase um fator vital em minha vida, e agora me mudava de um jeito que não conseguia afirmar. A ponto de depois de algum tempo, os pesadelos com as mortes de minha família adotiva ou com massacres não se tornarem tão terríveis desde que conseguisse o que eu, ou o monstro que eu era, queria. No caso o sangue.

Falando em sangue, eu até gostava daquelas noites. As noites onde ela vinha e eu podia provar de seu vitae. Meu corpo tremia e sua aura me assustava, é verdade, mas acho que isso é uma influência direta dos puro sangues. Até porque sentia outra coisa, desejo por seu sangue, obediência, vicio? Seu sangue tornou-se como o melhor dos ópios apesar de tê-lo provado apenas três vezes, enquanto meu corpo congelava sobre o temor, mesmo que aquilo não fosse estranhamente de tudo ruim. Algo que ansiava e fazia meu corpo sentir mais forte, mais vivido. Ou seria isso apenas mais uma influência do monstro?

E... De repente, eu estava preso em meio a um paradoxo de querer ou não fugir. De querer escapar de tudo e deixar o monstro me dominar. Um paradoxo que aos poucos queimava tudo o que existia no Will de antes e que, por um estranho motivo, o Will de agora não parecia queimar.

Loucura? Talvez realmente tivesse ficando louco depois daquele tempo ou vivendo a síndrome de Estocolmo. Mas parecia sentir uma sensação estranhamente prazerosa quando provava daquele sangue, mesmo que esse viesse acompanhado de histórias de terror e de sua identidade demoníaca. Que, à medida que deixava o monstro tomar conta de mim, começavam a se tornar menos assustadoras.

No escuro, deixe com que as sombras lhe escondam e lhe protejam, não fuja delas. Vovô me disse uma vez. E naquele meio tempo talvez finalmente começasse a entender aquela frase. Que, por incrível que pareça, fazia tudo se tornar mais tranquilo e com que os suores noturnos parassem. E até a agitação.

Agora. O monstro e eu éramos um, embora eu não entendesse como. E aquilo acabara com a paranoia e a automutilação. Com a loucura por sangue e os pesadelos. Embora eu mesmo ainda não entendesse direito o quanto havia mudado, enquanto virava as página daquele livro de história do Japão ou algo assim, sentado em uma poltrona na gaiola que era o meu quarto. Mas também, como um animal de estimação poderia entender certas coisas, se apenas o vazio lhe cercava?

A página virou de novo. As letras em japonês eram mais compreensíveis do que eram na academia antes, mas meus olhos não focaram nelas e sim em outra figura. A menina que aparecia com os olhos cheios de lágrimas e vermelhos à porta do quarto. Quase tão perdida e enfraquecida quanto eu parecia calmo, diante de uma execução inevitável. Ou será que só estava assim pelo próprio medo de Lya e do meu “vício” me paralisar?

-Sakura? – Perguntei quando meu corpo se ergueu da cadeira e o livro despencou no carpete. Talvez fosse estranho o modo como chamei ela pela nome, ou como a maior parte da preocupação dentro de mim pareceu ser mais fruto de uma regra social ou obsessão de meu ego, querendo reaver uma batalha perdida do que de alguma coisa verdadeira. Mas não estava com cabeça para filosofar muito sobre o assunto. Até porque meus olhos eram descrentes. – Sakura, o que está fazendo aqui? – Perguntei, sentindo meu corpo se aproximar do dela, a abraçando como em um velho costume, embora sem menos restrição que antes. Sabia que se não o fizesse ela iria quebrar. Mas se sabia disso, então porque não estava desesperado?

-Por que...? O que houve com você? – Inquiri novamente, com os olhos violetas em sua face, limpando suas lágrimas com os dedos, enquanto a conduzia para o interior do quarto. Ela estava branca e ferida, enquanto eu parecia composto e saudável. Éramos um verdadeiro e visível contraste enquanto eu mantinha os braços a sua volta para acalmá-la. Não podia deixar que se despedaçasse ali, muito embora seu cheiro me soasse como um veneno que tocava a cada segundo a sineta do perigo.

-Não de preocupe, eu vou te proteger agora... - Falei diante do próprio impulso adolescente diante de minha maior fraqueza. O que diabos havia acontecido com ela? Me perguntei com uma ponta de ira, que não surgia em meu rosto tranquilo.


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MensagemAssunto: Re: Residência Homam   Ter 19 Jan 2016 - 20:11

Sakura Tsukino
"I'm fading away"

"Time goes by,
we can never stay the same
In the shades of hope,
 in love memory
Though your smile has gone,
 we will never be apart"
~ Will... 
Eu sussurrei seu nome novamente, olhando de volta a sua expressão espantada ao me ver ali. Ele estava bem, Will estava bem e isso me trazia alguma paz, algum alívio meio a tudo que sentia.
Só de saber que o menino estava bem eu senti um peso sair de cima de mim. Ele deveria se comprotar bem melhor do que eu. Era esperto, era o certo a fazer mas... Mas eu não conseguia. 
Lya Merelyn era um demônio. Eu sentia minha pele arrepiar e uma faísca parecia querer por minha alma em ignição perto dela, como uma antítese. 
Não importava quantos mimos pusesse em meu quarto ou máscaras no rosto. Eu vi sua verdadeira forma, vi o que era e sabia exatamente do que demonios eram capaz mas... tinha algo além.
Fora aquela incompatibilidade ela parecia agitar algo dentro de mim, da minha mente. Aquela presença remexia sensações novas, porém antigas como um dejavu, como se antes eu já tivesse enfrentado esses demonios na vida, como se algo sussurrasse no meu ouvido, como se dissesse meu nome, mas não era por "Sakura" que me chamava... Era um nome com um destino.
Tsuki.
Eu não via a lua ali, mas a sentia me chamar a cada vez que eu a confrontava, como se quisesse entrar em mim, como se quisesse me dominar e eu tinha medo daquilo. 
Nem sempre a luz da lua era cálida. As vezes ela era feita de sombras, as vezes era feita de sangue e eu tinha medo de que lua queria me dar poder.
Mas eu não tinha forças mais... eu... eu sentia que estava perdendo. Para lya, para mim mesma.. eu precisva dele, precisava de Will. 
O primeiro de quem gostei, quem amei. Um amigo a qual lutei tanto tempo para proteger daquele mundo. Eu não o queria ali, mas se eu pudesse vê-lo bem, ver aquele Will que sempre me recebia com seu sorriso, com seu jeito engraçado de coçar a cabeça cada vez que se sentia tímido ou envergonhado.... Eu precisava de algo que me dissesse que eu não fui a vida inteira uma estranhaa. Algo que me dissesse que o mundo não era estranho, que as coisas em  algum momento poderiam ser as mesmas, como nos dias da escola, como nos dias antes de tudo.
Will era o que passou a me dar forças pra tentar ter o que perdi, para tentar não viver mais uma vida no meio de vampiros e guerras. Eu queria... um amigo que não quisesse meu pescoço, nem o meu sangue.
E ele estava li. Bem e composto. Saudável e intacto, ao contrário de mim. Eu estava trincada. Não falo do meu corpo ou dos machucados que ostentava, falo da minha alma. Eu esava tão machucada tão... cansada, que quando ele me chamou novamente eu se quer consegui falar.
Minha boca se abriu e fechou algumas vezes, mas a voz não saía. Parecia que eu estava engasgada com as minhas próprias palavras.
Quando seus braços me envolveram finalmente eu senti algo além de dor. Eu senti segurança. Fiquei parada ali, até que meus olhos despejassem mais lágrimas e eu  abraçasse de volta. Meus dedos apertaram o tecido da camisa do rapaz até que os nós ficassem brancos, enfiando a cabeça em seu peito, tentando abafar aquele grito que queria se formar na minha garganta, liberar aquele desespero. Mas não gritei, eu prendi minha respiração, meu corpo erijeceu enquanto eu tentava me controlar, ali, com will. Eu tinha que fazer isso. 
Eu respirei, várias vezes, trêmula até que conseguisse afastar o rosto do peito dele e olhá-lo finalmente de perto. Seus olhos violetas me encaravam enquanto seus dedos limpavam minhas lágrimas mas algo ali me assustou.
Parecia algo diferente, algo não estava certo... faltava um... um calor.
Eu desviei o olhar quando ele perguntou o que aconteceu comigo. 
Essa impressão que tive, eu estava confusa demais, não sei se quer o que dizer.

~... g...gomenasai...

Foi a única coisa que consegui dizer, baixo e controlada enquanto era levda por ele para dentro do quarto, me apoiando no rapaz. Eu só tinha a will com quem contar, mas eu não podia por meu peso nas costas dele.

Eu fechei os olhos, encostando a minha testa em seu peito enquanto respirava voltada para o chão, fazendo com que minhas lágrimas caíssem direto, sem molhar meu rosto. Eu não quero mais chorar. Não aguento mais chorar.

Ergui o rosto, ainda o segurando. Na verdade, me segurando nele. Eu queria proteger Will... Havia tanto tempo tentado protegê-lo, mas eu era patética... Eu se quer soube me proteger, eu não sabia nem o que fazer...


Eu respirei de novo e, embora minhas lágrimas ainda escorressem, eu parecia ter mais controle sobre mim mesma.
~ Watashi... eu queria nos tirar aqui... eu tentei, Will.... Mas, eu não consigo... Eu ainda não consigo isso... Gomenasai...
Mas eu ia. Eu já não tinha muitas esperanças de que conseguisse sair daquele lugar, mas quando tivesse forças novamente, ao menos Will eu tiraria de lá. Eu não sei como ele foi jogado nesse mundo, se foi por Charles ou outra pessoa. Mas o Wiil que eu conhecia odiava brigas, guerras... E apesar de algo dentro de mim por mais que eu não quisesse admitir soubesse que algo havia mudado, não importava, porque ainda era aquele Will que eu queria salvar. 
Eu soltei Ele e fazer isso deixou um vazio em mim que deu um nó no meu estômago, mas eu precisava olhá-lo, precisva ser séria.
- ie. - apesar de embargada, minha voz estava séria - onegai, Will. Não tente me proteger nem nada disso. Eu não quero que nada aconteça com você....
Independente de como eu estivesse, eu sabia o que tinha feito para estar daquela forma. Will, ao que aparentava, não havia enfrentado Lya e era bom que continuasse assim. Eu senti, bem a fundo, como ela trata aqueles que a desagradam. Eu sabia que er uma guerra perdida, mas eu nunca obedeceria a um demônio.
- Eu... eu só queria ver se você estava bem... - eu dei um sorriso triste - eu estava preocupada com você.
Eu só queria ouvir dele que estava bem. Eu só precisava dessas plavras e do velho Will. Eu não podia demorar. Não sabia o que ela faria se me visse lá.


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MensagemAssunto: Re: Residência Homam   Qua 3 Fev 2016 - 21:20



+ Lya +


A Vampira havia dado ordens aqueles empregados e servos, sempre servir aos seus preciosos animais de estimação. O humano que se alimentava dela fora fácil de domesticar, mas a outra pequena raivosa filhote era arisca demais e sempre lhe dava trabalho.

Assim que Magnus viajou ela ficou na mansão, aqueles dias haviam sido de certa forma divertidos, quanto mais a garota enfrentava, mais a vampira queria dominá-la. Uma coisa tinha que concordar, a garota tinha uma força de vontade enorme para uma humana e sempre conseguia enfrentar a puro.

Por fim decidiu que aquele joguinho de gata e rata entre ambas teria fim, decidiu transformá-la e assim fazer sua serva para eternidade.


Rice chegara da associação com novidades, informara a puro que havia duas hunter investigando as escondidas sobre os manuscritos da época do poderoso hunter Adolph Magnus e que provavelmente estariam perto de chegar ao terceiro membro da tríade.
Lya então ordena a jovem serva hunter a vigiar ambas hunters e fazer de tudo para conseguir o paradeiro de todas as sua ações e lhe informar.
Rice estava totalmente dominada por Lya e a servia com um amor incondicional e faria tudo para conseguir cumprir suas ordens.


Michael já era mais forte e mesmo sobre o domínio de Lya, não concordara com nada que estava sendo feito, perdeu seus pais e todo o controle de sua família para aquela demoníaca puro e só nutria sentimentos de vingança. Por muitas vezes dava remédios e mandava cuidar da jovem humana que acabava muito debilitada em atacar a puro.
Naquele dia foi ao quarto da jovem hunter e viu que não estava, procurou pela casa e não achou, sabia que fugir ela não tinha feito. Aquele lugar era cercado de bestas do inferno e mesmo que tentasse poderia morrer.

Foi quando no corredor viu entrar no quarto do outro hunter que naquela altura já era domesticado pela vampira e preferiu deixar ambos a sós.

Lya que acabara de chegar foi lhe perguntar e pelo poder de puro que ela exercia sobee Michael não pode omitir e disse onde os “bichinhos” de estimação dela estavam.

Ao chegar no quarto ela deparou com a cena de ambos abraçados e a jovem chorosa lamuriava de algo, a puro caminhou até eles e sorridente com um tom gentil na voz falou-lhes:

_Por que triste minha bambina? Está lhe faltando algo? Posso lhe arranjar, vamos peça que mandarei lhe servir.

Os olhos amarelos da puro olhava-os como felina atrás da presa e seu longo cabelo branco caíram de lado quando ela olhou para ambos com um ar até infantil admirando os seus dois prêmios.


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MensagemAssunto: Re: Residência Homam   Dom 7 Fev 2016 - 22:30

++Willian++


O livro jazia caído e jogado no chão frente a poltrona onde o menino de cabelos claros antes estava sentado. E os braços de Will agora envolviam Sakura de maneira protetora e confusa, onde antigos sentimentos se misturavam ao quase vazio que sentia por tudo. Não era mais como antes, seus batimentos não estavam acelerados, seu eu não estava nervoso, nem mesmo ele estava desesperado para tirá-la daquele lugar ou para fugir dali. Era apenas ele, seus braços e aquele ato sem significado, pelo qual seu antigo eu insistia em agarrar. Como uma última centelha de esperança de um retorno. Uma última e egoísta memoria que pretendia manter e que cheirava bem demais para seu próprio bem.

Sim. Pois toda a euforia e sentimentalismo adolescente como os humanos como ele costumava ser, haviam desaparecido quando o monstro fora deixado tomar o controle. Todos os seus medos e anseios bobos haviam sido substituídos por sua própria sobrevivência pura e simples. Uma sobrevivência egoísta de um menino que nunca seria o mesmo de antes, e cujos dedos não pretendiam deixar as vestes de Sakura. Tão egoísta e mal caráter a ponto de fingir algo que nunca deveria ser fingido para mantê-la ali com ele como uma espécie de obsessão doentia e monstruosa que não ousaria admitir.

Por que não havia a procurado antes? Por que não ajudava a fugir? Essas eram perguntas que o loiro esperava não estarem em pauta. Simplesmente não sentira necessidade, não lembrara dela perante a influencia e o vicio pior que do ópio que o sangue daquela puro lhe proporcionava. Uma preocupação que só continuava a existir por conceitos morais e costumes, aos quais, desobedientemente ele tentava manter.

-Eu com certeza vou de proteger... – Repetiu ele em modo automático, quando despedaçada em lágrimas, que ele tentou limpar com os dedos, a menina caiu sobre seu peito ferida e triste. Deveria me sentir mal não é? Pensou a criatura vazia que havia se tornado, enquanto deslizava os dedos por suas bochechas brancas e suaves. Aquele era o certo a fazer, com certeza era o certo. Mas ao mesmo tempo lhe vinha mais e mais pensamentos egoístas. Se ela conseguisse olha-lo de verdade será que se sentiria mais calma? Se ele beijasse aqueles lábios e cuidasse dela, com certeza todo aquele choro desapareceria, e quem sabe aquela confusão autoprovocada não fosse junto? Poderia voltar ele a sentir alguma coisa como antes se...?

Will olhou para Sakura de maneira estranha. Os braços dela, ao mesmo tempo que pareciam transmitir preocupação, não ansiavam por ele, podia sentir. E em uma das poucas vezes em sua vida, talvez aquilo houvesse colidido com seu ego e autorealização, enquanto ele mordia os lábios, balançando a cabeça. Talvez os dois não fossem tão diferentes afinal, e aquilo não fosse mais que humano. O não sentir e os fingimentos. E talvez aquilo fosse outra coisa que notou incomodá-lo de repente. Não pelo bem dela, mas devido ao seu próprio gene egoísta que se fortalecia a cada noite de cárcere. A cada vez que ele mesmo resolvia assolar seus sonhos.

- Não precisa tenta-lo sozinha, Sakura... – O loiro sinalizou de maneira quase automática, acariciando seus cabelos, enquanto tentava tirar aquelas coisas de sua mente. Lembre-se do que é querer protege-la acima de tudo, lembre-se de como não ser tão patético, de como ficou alegre quando ela aceitou ser sua namorada, ou... Apenas de como quer sair daqui para ajuda-la... Mas nada adiantava. Sua mente, sua cabeça, tudo continuava a beirar no vazio, e naquela forma, deixando ela longe de Charles e ele perto do sangue da tal puro até fosse melhor. Não tinha suas crises e estavam protegidos. Nenhuma espécie de vilão cópia dele conseguiria chegar ali. Além disso, se lembrava da ultima mensagem que vira em seu celular antes de sua bateria morrer de vez. “Mantenha-se comportado Willian, por enquanto”. E ele se mantinha, não apenas por ela, mas por sua síndrome de Estocolmo.

E então veio sua ultima frase, talvez uma das mais verdadeiras que ele já ouvira dela. Não. Ela queria protege-lo, ver se estava bem. Algo que talvez em outro momento lhe afetasse mais do que qualquer coisa e lhe trazesse culpa, mas que agora só o fazia aconchegar mais a cabeça dela em si. – Se quiser posso fazer você se esquecer dessas preocupações... – Sussurrou o menino, em um impulso que não a ajudaria em nada, até sentir uma aura pesada e um cheiro familiar e mais delicioso que o de Sakura invadir o ambiente. Sangue de Lya ou não, seus sentidos tinham se aguçado e ele não precisava mais fixar suas duas lentes arrouxeadas nela para acertar sua aproximação.

Ainda havia seu frio na espinha, o copo paralisado, mesmo que menos intensamente, e o enorme poder crescente que a dama de cabelos brancos parecia exercer sobre ele. – Lya-sama... – Falou ele em uma mistura de respeito, surpresa e temor, enquanto seus braços puxaram Sakura mais para si de forma automática. Eles haviam sido descobertos... Mas ainda assim, seus olhos não saiam de Lya, como os de um cachorro manso, domesticado, que havia acabado de destroçar o sapato do dono.


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MensagemAssunto: Re: Residência Homam   Dom 14 Fev 2016 - 22:22

Sakura Tsukino






 
“ I always , always been lost .... but now .. "
 
Eu tinha medo… medo de abrir os olhos e encontrar aquele demônio novamente, de me encontrar no inferno com aquelas criaturas. Um medo cada vez mais forte e presente ao mesmo tempo que uma sensação de apatia se formava em mim por vezes, um vazio.
Eu não sei explicar... Mas quase não tinha mais esperanças de sair dali, de tirar Will dali, mas de uma coisa eu tinha certeza: Eu não iria desistir.

Mesmo que por dentro eu já não visse alternativas, eu não desistiria. Eu era, acima de tudo, uma sacerdotisa. Me foi dado o nome da lua, o nome Tsuki, herdado a cada nova geração de sacerdotisas.
Eu era uma protegida da lua e nunca cederia a um demônio.
Ryo, Chihaya, Kokoro... Todas herderam esse nome e com o poder que nos foi concedido pela deusa da lua lutaram contra todos os demônios, protegeram a todos. Eu não era forte como elas, treinada como foram, mas em honra a todas eu não cederia.
E também... Eu não desistiria por ele....

Meus olhos se abriram enquanto o sentia limpar as lágrimas da minha bochecha, encarando-o. Will. Muitas das coisas pelas quais passou foi por minha culpa. Eu era tola e idiota, não consegui fazer o que podia. Eu treinava todos aqueles dias pensando em ajudar ele, ajudar pessoas que como ele sofreram por causa dos vampiros.
Ele era a última centelha. Charles, era inegável, eu o amava, amava mais do que podia dizer mas eu não confiava nele, não confiava em todas aquelas histórias mal-contadas e confusas sobre tudo o que aconteceu e, não confiava porque eu vira o que ele era capaz de fazer. Lohanne havia se tornado uma vampira em decadência por causa de uma servidão estúpida à Lewis. Ela sabia, sabia o que o outro vampiro era e como isso iria terminar mas mesmo assim o seguiu. Ela deu as costas ao que era...
Will era a minha última esperança de me agarrar a algo normal, mas essa esperança eu sentia a cada segundo se esvaindo mais rápido pelos meus dedos.


Aquele toque gelado, aquele jeito de me secar as lágrimas ensaiado... Aqueles olhos vazios. Sakura? Porque não “Sakura-san” como sempre dizia? Eu lembro de tantas vezes ter lhe pedido para deixar de lado as formalidades mas parecia que junto com elas algo à mais também havia sido deixado de lado... O jeito como ele falava meu nome não me agradava.
E talvez tenha sido por isso que um bolo se formava cada vez maior em minha gargata. Uma agonia.
Não não não não não não... Will não. Kami-sama, o Will não...
Eu senti suas mãos acariciarem meus cabelos mas elas continuavam frias, fazendo um arrepio gélido subir à minha espinha enquanto um desespero crescente tomava conta de mim. Eu o estava perdendo? Eu sentia que ele desaparecia a cada toque, cada vez mais distantes...
Minha cabeça voltou a encostar em seu peito, mas meus olhos ainda estavam perdidos... Mais perdidos do que nunca até o ouvir novamente
“se quiser, posso fazer você esquecer dessas preocupações...”
Essa deveria ser uma frase normal, não? Deveria ser uma frase de Will. Deveria ser uma frase facilmente dita à outro em um momento de consolo. Mas aquela frase fez meu rosto se afastar do peito dele em susto, buscando seus olhos, assustada.

Não, eu não era mais burra, Will. Eu também não era mais a mesma, assim como você não era. Por mais que não conseguisse dizer isso em voz alta eu percebi que não era o Will de sempre que dizia aquilo, naquela tom, naquela vez suave a sussurrada como um convite a algo que ele nunca me faria dessa forma.
~ Não me deixa sozinh.... ~ eu pedi. A voz saindo como um fio, como se ela sumisse meio à minha dor. Nos meus olhos, ao olhar os meus olhos Will sabia o que eu pedia. Sabia para quem eu pedia. Pedia ao “meu amigo”, ao garoto por quem me apaixonei pela primeira vez e que de uma forma estranha eu nunca consegui me afastar ou esquecer. Àquele garoto por quem eu faria tudo para ainda ter, para que ele não se perdesse.


Mas aquele energia logo se aproximou, tomando conta de tudo ao redor. Ela, aquele demônio. Eu a sentia perfeitamente. Não dava mais para correr, para me esconder. Será que algo aconteceria À Will por ela me ver li? Será que eu não ia conseguir protege-lo?
Meus olhos se viraram, encarando aquele demônio à minha frente. O cheiro dela... Ela fedia a enxofre. Talvez outras pessoas não conseguissem sentir isso, mas minha sensibilidade havia estourado depois de ser exposta ao inferno. Eu a sentia agora, em tudo o que era.
“Lya-sama”....
“-sama” ?.....
Will a havia tratado dessa forma? Como um cachorro adestrado?.... Ele não ....
~Como pode?.... ~ minha voz estava baixa e atônita. Eu não permiti que ele me abraçasse novamente. Eu não tinha forças mas minhas mãos se puseram firmes entre meu corpo e o dele. ~ Ela é um demônio.... você....
Ele havia cedido. E foi aí que eu me dei conta….que existem dias que nunca mais irão voltar...





 
Já não precisava mais de confirmações. Já não precisava mais de nada. Eu tentei me afastar de Will como pude, me virando para aquele demônio.

- Anata... – minha voz estava dura, meus olhos pareceram brilhar em uma cor diferente, como se oscilassem entre o  turquesa e algo mais claro que isso A única coisa que é que isso acabe.... – Ele queria ficar ali, ele estava do lado dela. Quem eu tinha para proteger? Por quem eu seria protegida? Acho que ali nada mais valia a pena. Esse jogo já cansou para nós duas...Eu vou embora.


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MensagemAssunto: Re: Residência Homam   Ter 16 Fev 2016 - 20:33

+ Lya +

A vampira olhava ambos co  o brilho amarelado de seus olhos aguçados e vibrantes. Ela sorriu ao ver seu fiel humano lhe chamar respeitosamente de "sama". Caminhou suavemente até ele e estendeu o braço e fez um talho no pulso com a unha afiada da outra mão.

_Meu bambino, sei de sua agonia e sede, venha servi-se e saciar sua dor. - Olhou Sakura e deu um sorriso de lado quando ela disse que iria embora. _ Se quiseres ir, irá... Mas não me canso de ti criança, és uma força que adoro derrubar. - Enquanto via o jovem hunter segurar o braço ela dizia a menina. _ Vamos brincar de outra forma, deixarei você ir embora se conseguir sair dessa casa, se pisar os pés na calçada em frente a mansão, eu deixarei ir.- Olhou Will e afagou seus cabelos esperando por ele saciar a sede.


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MensagemAssunto: Re: Residência Homam   Sab 20 Fev 2016 - 22:10

I remember tears streaming down your face
When I said, "I'll never let you go"
When all those shadows almost killed your light
I remember you said, "Don't leave me here alone"
But all that's dead and gone and passed tonight

Ambiguidade. Talvez fosse essa a palavra para descrever o exato sentimento que o jovem loiro sentia enquanto via a vampira se aproximar. Medo e respeito se misturavam e talvez algo mais, excitação, familiaridade? Ou simplesmente uma influencia do novo lado que havia descoberto e sabia estar fazendo algo errado. Mas, ao mesmo tempo correto. Sakura e Lya ali se encontravam e, talvez de uma vez por toda e no belo quarto de luxo, o adolescente voltasse a se perder, sem querer soltá-la. Pelo menos até ser empurrado com um asco que, mesmo diante de sentimentos já finalizados, lhe doía um pouco o peito por efeito da própria nostalgia. – Sakura não.. – Talvez sua voz tenha começado a falar, talvez um resquício de som tivesse saído de sua garganta. Mas o que falaria, mentiras diante dela? Continuaria com aquele comportamento diante da menina japonesa e negaria sua mestra? Talvez fosse isso que seu lado humano quisesse. Isso que era forçado pelos resquícios ainda vivos de seu antigo eu e de seu coração. Mas isso também era o que já estava prestes a ser expulsso de si, quando ele a encarou mais uma vez.

Olhos arrouxeados frios e mais vazios que nunca. – Me desculpe, Sakura... – Mas aquele Willian morreu. Completou mentalmente embora sua voz fosse apática e sem emoção enquanto o ultimo pedaço de sua existencia se quebrava em confusão e, diante do braço talhado de Lya ele se aproximava. Olhos carmesim e sedentos, não totalmente controlados e que agora seguravam a pele pálida com uma reverencia calada.

Um pecado, a maior das blasfêmias ou um erro. Talvez ele não mais se importasse com manchas ou sinas. Ou com sua própria alma que estava sendo consumida pelo monstro que nascia. Mas talvez, como seu avo dissera, as coisas não fossem como antes acreditava. E sim, seus olhos estavam agora abertos e ele podia enxergar e sentir o cheiro. O próprio ópio lhe chamando. O delicioso elixir da vida, o próprio sangue, com o qual logo se via desejar, encostando os lábios na ferida da vampira e dali sorvendo o mais delicioso fruto que seus lábios já provaram mais uma vez...

E então seu mundo branco começava a se transformar no vermelho de seu delírio mais uma vez, enquanto algo forte dentro de si desejava por mais, enquanto a inquietude proporcionada por sakura aos poucos desaparecia. Ele não mais sentia... Só havia ele, seu verdadeiro eu, ela e aquele sangue. E Will nada mais desejava, nem resistia. Apenas se entregar-se para o monstro estranho que vivia dentro de si e agora não mais tentava negar.

Trilha Sonora Desse Post:



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MensagemAssunto: Re: Residência Homam   Dom 21 Fev 2016 - 13:13



Sometimes things break....
 But there are times that things break you

Acho... acho que é isso. 
Quebrada.
Eu ouvi cada parte minha, cada último pedaço rachado e trincado do meu corpo ruir. Nada jamais voltaria, estava completamente perdida meio aquilo tudo. Aqueles dias, aquelas amaizades, aqueles sentimentos... Não duraram. E agora eu se quer sabia se algo realmente tinha acontecido ou eu que me afundei nas próprias ilusões.
Minha âncora foi quebrada.
Era aquilo. Eram vampiros, poder, sangue.

As lágrimas não pararam de sair dos meus olhos em um choro mudo, com uma dor que não passava pela minha garganta, não produzindo um ruído, de tão grande que era.
Eu sufocava.
Eu olhei Will se aproximar daquele demônio e me perguntei quantas vezes uma pessoa podia ser amaldiçoada em uma única vida...
Porque, desde o dia que eu nasci, eu tenho certeza que os deuses viraram as costas para mim.

Presa desde que nasci, amaldiçoada com aquele sangue, com a morte dos pais aos meus olhos, amaldiçoada por um vampiro, pelo que eu era, pela minha lua. 
Meus pais, meu tio, james... Minha família não existia, os únicos amigos que fiz não existia mais e eu via o último a quem eu me agarrava desaparecer diante dos meus olhos.

~ Kami-sama...~ implorei baixo, esperando que deus me respondesse porque eu sempre era atirada meio a vampiros, porque eu sempre era arrastada pelos cabelos de volta a tudo aquilo. A perder as pessoas...


Meus olhos se ergueram depois das palavras da vampira-demônio, mas se erguer somente para Will. Ele podia ver, mesmo que eu soubesse que não mais se importava, ele via que mais que tudo, o que me quebrava, me destruía ali era perde-lo.

~Eu aceito... ~ meus olhos subiram, deixando de encarar aquela imagem do que um dia foi meu amigo e muito mais que isso.

Eu dei alguns passos para trás, caminhando de costas em direção à porta. Meus olhos fixos ao dela com uma ferocidade incomum À mim.

~ Sem truques mais... ~ e então, eu libertei aquilo que rugia em mim todo tempo, o que ressoava com aquela energia. Não havia mais porque esconder e me proteger. Era tudo ou nada.

Quando minha mão alcançou o batente, meus olhos brilharam, libertando aquele poder de dentro de mim. Minhas íris se tornaram duas luas cheias que ressoavam com força, fixas na vampira. A minha aura não era mais só de uma simples sacerdotiza. Eu era mais. Eu era a herdeira da lua e aquele demônio pagaria caro pelo que tirou de mim.

Talvez em um gesto bruto de mais, eu passei a mão sobre o pino da tranca da porta, a cortando. Se meu sangue era uma maldição, ele também tinha seu valor. Aquele cheiro doce como de um puro sangue invadiu o cômodo no momento em que eu passei a mão com o sangue na porta e a bati, fechando-a depois que sai.
Sem um encantamento descente aquilo não duraria quase nada, mas, mesmo contra um demônio como aquele, a barreira me daria bons metros de vantagem, aos quais me apeguei com tudo o que tinha e corri.
Eu ia fugir e, mesmo que não tivesse mais a quem salvar, eu iria salvar â mim mesma.


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MensagemAssunto: Re: Residência Homam   Dom 21 Fev 2016 - 18:54


+ Lya +


A vampira olhava afagando gentilmente ao garoto, enquanto ele sugava-lhe o sangue, olhou no canto dos olhos a garota humana e sorriu vendo as lágrimas dela, sentindo a dor daquela criança.

_Bambino faccia mi diverte solo con la sua risposta ... (Cara criança só me diverte com sua resposta.)

Olhou novamente para Will e aproximou seu rosto ao dele, afastou o braço e o lambeu para fechar a ferida enquanto afagava-lhe a face. Aquele seu maior bem está domado e logo seria a sua cria, fazia décadas que não tinha uma nova aquisição, mas o garoto lhe fora tão leal que lhe daria a liberdade e vida eterna como um vampiro e claro que libertaria seu interior preso por tantos anos.

_La mia bella amore, poi lo rilasciare questa agonia e non più sentirar il dolore che la sua tortura. (Meu belo amor, logo lhe libertarei dessa agonia e não sentirar mais a dor que lhe tortura)

Lya olhou para a jovem Sakura que mudara a sua postura e sentiu a presença que a muito tempo não lhe aparecia a frente, a energia lhe incomodou, mas não ao ponto de lhe fazer desistir de torturar a garota na sua tentativa de fuga.

Assim que a menina saiu batendo a porta o cheiro impregnou o ar daquele quarto, afastou as mãos do jovem Will e andou até a porta fechou os olhos e quando os abriu eram amarelados e fixos como de um felino que iria caçar sua presa. Era uma caçada de gato e rato, divertida caçada que ela iria começar. Sorriu e tocou o batente da porta sentiu a sua mão arder com aquele sangue tentadoramente chamativo e perigoso. A vampira agora mais que nunca desejava aquela humana, seria dela de qualquer jeito.

Rolar dados:
 


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MensagemAssunto: Re: Residência Homam   Seg 22 Fev 2016 - 10:37

++Will++

Desde quando Will havia se tornado aquilo talvez fosse uma boa pergunta a se fazer. Seria quando ele deixou o monstro entrar? Seria antes disso quando o incidente com charles acontecerá? Ou seria algo que infelizmente sempre havia existido? Essas eram boas perguntas a fazer. Boas perguntas sem resposta durante aquela cisma que incomodava seu peito enquanto ele saboreava vorazmente e com o rosto sujo o sangue da vampira até que essa considerasse suficiente e o afastasse diante da discussão com Sakura, e sua mente voltasse ao foco. Sentimentos, o que eles eram e por que aos poucos eles desapareciam, enquanto por outra parte eles pareciam tão desesperadores. Seria isso que o avô falava? Sobre precisar de fortalecer e se livrar deles de uma vez para não se machucar?

A porta agora se fechará de uma vez e o cheiro doce do sangue de Sakura parecia continuar constante enquanto Lya ia à porta, e então aconteceu um novo baque. Sakura... Sim. Ela estivera ali e estava fugindo e, embora aquilo não fosse mais assunto seu, uma parte de si ainda doía. Talvez a parte tão perigosa que seu avô lhe alertava. A parte que lhe deixava fraco e que, mesmo assim, ainda tentava sobreviver ao monstro e deixar com que a menina saísse em segurança dali. Como fazer isso? Nem mesmo Will sabia. Mas tinha que tentar. Então será que...?

O loiro olhou para porta e para Lya, tomando uma decisão. Era melhor que conseguisse fingir bem a partir de agora. Portanto não poderiam haver erros em sua atuação, ou qualquer hesitar de fraqueza, embora a presença da ligação com a demônio fosse tão ambígua e intensa que lhe agitava por dentro.

Então... No silêncio e recitando aquelas antigas palavras mentalmente, Will sentiu a dor ardente atingir-lhe as mãos e todo o seu corpo, que parecia doer, embora nada expressasse. Havia uma presença demoniaca em si agora, diferente de tudo que a vampira talvez houvesse visto. Não como se ele conjurasse algo ali ou usasse magia, mas algo interno a si, que se misturava a garras totalmente negras e formadas de sangue, quando ele se aproximou com os olhos brilhando em vermelho com calmaria. As jogando de uma vez contra a porta e por ela sendo repelido de uma vez alguns metros para trás enquanto seu braço queimava.

O delicioso e perigoso ardor da vitória, embora também doloroso. Mas seria apenas esse e aquela aura tão única e interessante o suficiente para distraí-la? Will esperava que sim, enquanto a dor lhe consumia sem nada expressar...

Corra Sakura, corra para longe e sem olhar para trás. Seu impulso ainda humano e irritante insistia enquanto tentava, com todas suas forças, mudar o curso do jogo sinistro que se desenrolava.

--
10 dados
4 (int) + 3 (ocultismo) + 3 (armas brancas)
Dificuldade 
Tentando distrair Lya




Última edição por kagura em Seg 22 Fev 2016 - 15:49, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Residência Homam   Seg 22 Fev 2016 - 10:37

O membro 'kagura' realizou a seguinte ação: Lançar Dados

'D10' : 6, 4, 8, 1, 4, 8, 2, 4, 2, 3


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MensagemAssunto: Re: Residência Homam   Seg 22 Fev 2016 - 20:20

Furtividade = 5
Ocultismo = 5
Furtividade(PERÍCIA)(INT) = 5

15 dados.


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MensagemAssunto: Re: Residência Homam   Seg 22 Fev 2016 - 20:20

O membro 'Dorii'' realizou a seguinte ação: Lançar Dados

'D10' : 3, 1, 5, 3, 1, 6, 4, 6, 5, 6, 10, 10, 8, 2, 4


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MensagemAssunto: Re: Residência Homam   Ter 23 Fev 2016 - 10:02

recado de baixo calão para os dados:
 




...Run...



Correr... Correr.... Corrrer...
Um passo, dois passos, três passos, respirar. Um passo, dois passos, três passos, respirar
Não. EU não ia olhar para trás, eu não tinha tempo para isso, eu não podia ver o que estava para trás, o que havia dado certo ou não. O corte em minha mão ainda pingava o sangue vermelho vívido, deixando seu rastro por onde eu passava, deixando meu cheiro a cada metro daquele corredor.
Will... Porque? Nós tínhamos que sair dali juntos, fugir. Porque as coisas não eram mais as mesmas? Por que tudo me arrastava sempre por aquele caminho de noites e dias escuros, onde era difícil enxergar à frente?
E então eu parei. Meus pés diminuíram o passo como se âncoras o segurassem. Os pedaços do meu corpo sendo repuxados, rasgados e deixados ao chão. Isso era justo? Tudo isso era realmente justo e havia um deus que olhava tudo e permitia?...Deus não era justo, ou simplesmente não se importava.
As minhas lágrimas desabavam com um choro que inundava minha garganta. Mas esse choro ficou baixo, um sussurro, ao ser mesclado aos rosnados e rugidos vindo do corredor.
Meus olhos se arregalaram em susto e temor e eu ousei olhar para trás, olhar para o que vinha.
~Hell hound... ~ Cães do inferno. Aquele arrepio era único, era vindo daquela criaturas impossíveis de se controlar. 
Não... Eu não ia morrer ali e não daquele jeito porque, embora não houvesse mais no que se agarrar, embora 'ele' talvez me odiasse por sumir mais uma vez, por não saber o que tinha acontecido, eu não iria embora sem antes lhe dizer aquilo que não tive a chance.
Esse desejo egoísta, esse sentimento e para quem era direcionado talvez me tornasse a maior pecadora que caminhava sobre a terrar, mas porque se importar se eu sentia que já havia pagado por todos os pecados de mais de uma vida e kami-sama não olhava? Ele nunca havia olhado... Mas se olhasse justo nesse momento, eu não me importaria, eu me sentia em dívidas pagas.
~Gomenasai... ~eu não sei se pedi desculpas à mim, à kami-sama ou ao luto que sentia por Will. Mas eu não ia morrer ali. Mesmo que fosse a última coisa a ser feita, eu diria aquelas palavras e, talvez isso tivesse me dado as forças que precisava para virar-me e correr novamente.
A luz do crepúsculo já terminava dando vez a noite. EU precisava da lua, precisava de sua proteção. Eu precisva sair.
Aqueles rosnados guturais e o som medonho de garras estrondosas quebrando as madeiras do assoalho do corredor me arrepiavam até a alma. Minhas armas, eu não tinha nenhuma.
Adagas, selos, nada. Eu só tinha meu corpo.
Minhas mãos derrubavam pequenas mesas, jarros, tudo por onde passava tentando dificultar o caminho embora eu soubesse que pouco adiantariam. Meus pés descalços sentia cada vibração do chão. Mais perto, cada vez mais perto.
A escada... estava ali, eu tinha que chegar a algum lugar, mas eles iam me alcançar.
Eu parei, me virando, espalmando a mão com sangue em cada lado da parede do corredor e no chão desenhando um simbolo, algo em aramaico ou mais antigo. Mas um símbolo sagrado, um simbolo de exorcismo, enquanto com pressa, mas determinação eu entoava as palavras.
Desci as escadas lentamente de costas, visualizando o corredor enquanto terminava o rápido encantamento. Eu os mandaria de volta ao inferno ou no mínimo conseguiria mais uns metros para correr.


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MensagemAssunto: Re: Residência Homam   Ter 23 Fev 2016 - 10:16

Dados para exorcizar os hell hound

#1 Manipulação de magia = Exorcismo. (INT [5] + OCULTISMO [5] ) = 10 D10


-----x-------

Caso dê certo

#2 Fuga: Furtividade + DES = 11 d.


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MensagemAssunto: Re: Residência Homam   Ter 23 Fev 2016 - 10:16

O membro 'Dorii'' realizou a seguinte ação: Lançar Dados

#1 'D10' : 2, 3, 1, 8, 3, 5, 1, 8, 2, 2

--------------------------------

#2 'D10' : 2, 9, 2, 5, 3, 5, 6, 7, 5, 4, 2


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MensagemAssunto: Re: Residência Homam   Ter 23 Fev 2016 - 20:18


+ Lya +


Lya a vampira que nunca se importou com quem lhe enfrentasse, criatura de face alva e pura, mas de coração negro e infernal.


"Quando foi que isso aconteceu? Ah sim, lembrei... Dreizahl... ele chegou, veio me buscar em meio aos gritos de horror de minha tribo, ele chegou como sombra e cobriu todo o vale com a sua voz da morte. Eu assustada em um canto com minhas pequenas mãos tapava os ouvidos pedindo aos céus que parassem, que o parasse, mas se fez silêncio, um enorme silêncio e abri os olhos, tirei minhas pequenas mãos dos ouvidos e arrastando do canto assustada vi aquela enorme sombra negra, ela saboreava o último de minha tribo, minha mãe... Sugando-lhe as vieras até não resta nada além de o pó levado pela pequena brisa do inverno infernal que fora aquele ano. Eu tremia, mas não era de frio, o pavor não me permitia correr, levantei minha cabeça para olha-lo e vi seus olhos... Azul, tão intenso, tão belo, tão imenso me chamando. Caminhei até ele que me estendeu a mão, as garras negras me segurou e andou para fora daquele lugar que fedia a sangue e morte."

Lya não sabia o motivo, mas as lembranças de seu passado vieram quando sentiu o jovem a qual domesticara lhe "ajudar" com a porta, mas o pobre ainda era fraco e nada pode fazer, ela sorriu e afagou sua face. 

_Calma meu bambino, ainda não és forte para conseguir, mas logo lhe darei o que precisa para ser o mais poderoso de todos, bebendo meu sangue se tornará o sangue puro mais poderoso que já existiu. - Lya estava transformando o jovem hunter em um puro, processo lento, mas que ela sabia que logo ele despertaria.

Andou até a porta e sorriu quando seus cães passaram pelo corredor correndo até a jovem Sakura. As feras rosnavam ferozmente enquanto o ar ficava cada vez mais impregnado de enxofre.

"Dreizahl veja como me tornei ... veja o que me transformou... sou sua e sempre lhe servirei..."

Atravessou aquela porta e notou que fora seguida pelo seu novo servo.

_Fique próximo a mim, não quero que nada lhe aconteça.

As feras estavam atras da menina e pra se defender a garota realizou alguns de seus encantamentos, ganhando tempo para fugir.

Spoiler:
 

As feras correram atras da menina que conseguiu pegar algumas delas, mas logo vieram outras e o horror voltara a atacar a menina, mas as feras somente corriam atrás sem atacar, ao que parecia a dona das bestas infernais queria se divertir, atormentar e fazer a sua jovem aquisição sofrer com o horror mental que estava lhe proporcionando. 

Spoiler:
 

Lya sorria satisfeita, como aquela pequena criança lhe divertia, chegou a sentir certa afeição por ela, a menina sempre lhe dava momentos maravilhosos com seu desespero e dor. De repente as feras envolta da menina sumiu como poeira no ar e o escuro se fez naquela casa. A jovem podia ouvir passos e o trepidar como toques no piso de madeira nobre. Diante dela surgiu outro cão que ficou parado olhando-a com olhos vermelhos até que a besta muda sua forma e avançando para a menina.

Spoiler:
 


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MensagemAssunto: Re: Residência Homam   Ter 23 Fev 2016 - 20:42

Will:

A energia negra ainda o cercava com força, quando as garras de sangue recuavam, deixando gosto férreo em sua boca e uma dor quase ardente em seu braço. Aquela magia que fazia consumia o seu próprio vitae, embora por aquele ultimo presente de despedida ele parecesse não ligar, enquanto ele se levantava. Não. Ainda não havia acabado e embora instantes atrás ele pudesse ser um ser apático e com poucos sentimentos, agora o seu eu anterior lhe forçava a um ultimo ato enquanto sentia pequenas gotículas de sangue avermelhados deixarem as feridas onde antes jaziam as garras, sujando as mangas de sua camisa enquanto a seguia. A vampira loira pelo corredor, cambaleante diante de sua finita humanidade ainda restante.

Estava escuro. E mesmo que seus olhos não mais suportassem o claro, as trevas estavam densas demais. Tão densas que nada podia ouvir, a não ser sons, o cheiro de seu sangue e vultos enquanto se apoiava na parede. Vultos atrás de uma menina desesperada. Vultos atrás de Sakura que desesperada queria escapar enquanto ele tentava olhar. Desesperada lhe trazia aquele mal estar no estomago, que se misturava a chata dor que agora queimava em sua mais recente ferida não cicatrizada, embora em um estado melhor que das vezes anteriores. Seria o sangue de Lya lhe fortalecendo? Nesse caso, talvez o ideal então fosse tentar novamente.

Alguns metros atrás da demônio, o loiro fechou os olhos em concentração enquanto seu sangue se fundia com o negro a encobrir a madeira. Palavras, as mesmas de seu avo permeavam seus lábios devagar enquanto ele mesmo apertava seus punhos. Tinha que dar certo. Sim. Dessa vez devia tentar algo mais complexo e forçado que, como da outra vez, acabasse com ele. Quanto mais magia aguentaria naquele dia? Quanto mais chances, aquele sangue tinha te dado? E então ele fechou os olhos, deixando as sombras se fundirem a si e então tudo sentiu, ou pelo menos o mais importante. O cachorro, as sombras e sakura próximo, contando devagar o tempo. Um, dois, três... Ele mesmo controlava a proximidade até o momento certo. O momento em que as sombras surgiram aos pés dos Hellhound tomando forma e o prendendo nas pernas e no pescoço como uma corrente de canil.

A corrente que queria usar para amarrar Sakura, ele tentava fazer parecer, inexpressivo. E, mais profundamente, o maior presente que poderia dar ali para menina, enquanto algo em si dizia que seu tempo se esgotava. Ou seria resultado da fadiga que normalmente aquilo lhe causaria?

***

Tentando ajudar sakura again
3 (percepção) + 4 (int) + 3 (ocultismo) = 10




Última edição por kagura em Qua 24 Fev 2016 - 0:16, editado 1 vez(es)
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