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  Ruas e Becos da Cidade Central

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MensagemAssunto: Ruas e Becos da Cidade Central   Qui 26 Nov 2015 - 16:41

Relembrando a primeira mensagem :

 Ruas e Becos da Cidade Central

Spoiler:
 


~* Narrador Master *~
_Agora repita comigo: Nunca mais desobedecerei um DEUS!
Assim você evita levar um mac ban feliz >D


Última edição por Master em Dom 29 Nov 2015 - 15:32, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Ruas e Becos da Cidade Central   Qui 3 Mar 2016 - 7:39

~Euphemia~

Aquela criatura felpuda era a lembrança mais próxima e positiva da Finlândia que tinha desde que Casper a levou embora. Quase não estava atenta aos rosnados de alerta que o lobo soltava,  por tamanha surpresa. Baixou a mão e suspirou. Os olhos violeta se deram conta daquilo e fitaram o chão. Era óbvio que o animal não gostaria dela.

Agora podia notar o rapaz que estava com a pequena garota também. Por que teve aquela ideia estúpida de se aproximar? Não queria ter que conversar com mais pessoas desconhecidas. Por sorte, a garota parecia ter controle sobre o animal e resolveu responder normalmente.

Um lobo na coleira era uma cena um pouco triste.

- White-chan... - repetiu, assimilando o nome e apreciando a criatura tratada como um pet que o tocava sem o menor receio.

O amigo da garota falava de chocolates e bobagens que Euphemia não poderia se importar menos. Ela só não iria embora porque ainda estava curiosa com a menina e sua criatura. Falou quase por cima do outro rapaz.

- Um lobo na coleira é bem incomum. Por que você não o deixa solto? - E isso valia tanto para libertá-lo da coleira, quanto na vida, mas a menina poderia interpretar como quisesse. Euphemia tinha um tipo de agonia com seres vivos presos. Por experiência.

Nesse momento, um garoto loiro baixinho (Casper) se aproximava mais ao fundo carregando um café em cada mão e, parecendo um anão de jardim desengonçado, andava tentando equilibrar-se abraçando um saco de papel bem cheiroso, misturando chocolate, baunilha e artificial de morango.
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MensagemAssunto: Re: Ruas e Becos da Cidade Central   Seg 7 Mar 2016 - 14:56




O ar começava a esfriar conforme a noite caia, mas a cidade ganhava mais e mais sombras conforme as lâmpadas se acendiam nos postes e assim Kairen ganhava mais e mais esconderijos para sua passagem sombria.


Lirion, ele precisava falar com Lirion, precisava lhe contar que Freya o havia reconhecido e que ela tinha sonhos. Seriam aqueles sonhos reais? Quem era o homem que lhe havia aprisionado? Por que ela não fugira, afinal era uma vampira!


A raiva e a fúria cresciam dentro dele conforme ele ganhava o espaço das ruas. mesclando-se às sombras de cada prédio, de cada beco, até que novamente se transformou em homem, saindo de uma rua escura e suja.


Acima deles, as luzes dos postes voltaram a se acender por um breve instante, antes de piscarem e desaparecem novamente.


Lirion estava ali, estava na presença de outros vampiros. Seria aquele o momento ideal para falar com ele? Não havia momento ideal, não naquele tipo de situação. Aqueles ali eram apenas vampiros nobres, aqueles ali eram apenas seres que poderiam ser simplesmente esmagado como moscas caso fosse necessário,


Passos largos atravessaram a rua, passos largos rumavam em direção aos dois que conversavam. Certamente o lobo ficaria mais agitado ao notar a presença de Kairen, ao notar a fúria destruidora por trás dos olhos negros que agora estavam fixos na criatura.


-Lirion - a voz de Kairen soou alta o bastante para que o vampiro conhecesse, interrompendo a conversa com a jovem vampira com o lobo - Precisamos falar - aquilo não era um pedido, soava mais como uma ordem vinda realmente de um ancião, soava rouca e cheia de ódio, soava como se, naquela noite, alguém fosse pagar um preço muito alto pelo sangue.

As sombras ao redor se agitavam de maneira sobrenatural, atraídas em direção a Kairen, como uma espécie de imã, movimentos sutis, como cobras rastejando no asfalto escuro.








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MensagemAssunto: Re: Ruas e Becos da Cidade Central   Ter 8 Mar 2016 - 14:25


Um cachorro, ou algo mais manso que isto. Esse era aquele lobo para Melissa. E embora ela tivesse toda e a mais completa confiança para mantê-lo solto, ela simplesmente não o faria. Não queria problemas com os humanos, muito menos represarias do homem que chamava de vovô. Não mais das que já teria por ter saído sem autorização do quarto do hotel ainda que sua saúde e autocontrole não estivessem completamente recuperados.

-Sim, eu gostava dele, mas para falar a verdade, nunca foi meu verdadeiro nome, apenas um que usava para me esconder das pessoas más que perseguiam eu e meus irmãos. – E um que meu avô adotivo me dera quando vim morar no japão. Ela pensou de forma quase triste, mas nada expressava no rosto, exceto calmaria. Não. Também não tinha direito de usá-lo mesmo que gostasse, ela o havia matado afinal. – Usava quando não podia ser Melissa Lutont.

E então seu olhar se voltou ao lobo, que parecia respirar mais tranquilo, afastando a mão dali.

– Para falar a verdade, ele ainda é filhote, tem apenas quatro meses, é de uma raça especial que vovô trouxe de presente para mim. - Uma que crescia muito mais que um lobo comum... Pensou ela, voltando o olhar aos poucos para a outra vampira que falava com ela. Soltar o lobo, o que ela queria dizer? Ela franziu a sobrancelha. – White-chan não pode ser solto, ele não é um animal comum... Não pode se afastar de mim. – E no final, iria procura-la se fizesse. Eles precisavam dela, aqueles espíritos aos quais ela se ligara. E, de alguma forma, ela também precisava deles.

E então sua atenção se voltou para Lirion novamente, enquanto mantinha suas mãos guardadas de volta no bolso do enorme casaco invernal e de pelos. Voltando a dar um sorriso. – Sim e alguns bolos, nunca me canso deles, mesmo que devesse fazer isso. – Deu uma pequena risada mais animada. Enquanto seus olhinhos infantis brilhavam quase extasiados diante da noticia animadora. – Tem? Pode me levar lá, niichan?

De alguma forma nem sua estranha pronuncia perfeita do japonês, mesmo não sendo nativa, nem boa parte de sua personalidade tinham mudado naqueles dois anos. Agora ela só era uma criança maior e inocente em um corpo crescido. Ou pelo menos assim parecia.

E talvez o vampiro pudesse ter certeza disso, quando, diante de um arrebatador cheiro de doce com morango e baunilha, ela tivesse virado em direção a um garotinho que se aproximava com um pacote de guloseimas, como um vampiro enlouquecido por sangue. Ignorando tudo ao seu redor pela distração.


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MensagemAssunto: Re: Ruas e Becos da Cidade Central   Sab 12 Mar 2016 - 17:17

— creio que neste instante não poderei guia-la senhorita melissa, mas tome. — com a mão dentro do bolso do casaco tirou algumas pequenas balas de chocolate, daquelas especiais para os de sua espécie, aquele tipo de iguaria não era difícil de encontrar, caso fosse à loja certa. — são de Freya, mas acredito que alguns não lhe farão falta, com sua licença...
 
O moreno se curvou e logo deu dois passos em direção ao outro vampiro ali presente. Dentre os conhecidos da academia, melissa sempre foi um tanto adorável, Lirion a via como uma de suas pequenas irmãs que ajudou a cuidar durante a adolescência.  Por mais que tivesse um comportamento um pouco atípico para alguns vampiros, ele  gostava dela, principalmente pelo seu espirito um tanto humano. Mas alguns segredos não deveriam ser contados, e o vampiro resolveu deixar aquele tipo de assunto para outra ocasião. (apesar que ser surpreendido  por sua aparência encantadoramente feminina, Lirion não era do tipo que se encantava por qualquer tipo de mulher,  mas a incrível transformação na aparência da vampira o havia deixado surpreso).


Novamente sério, lirion se voltou para o puro sangue com seu copo de café em mãos, era um habito que o deixava ligeiramente mais humano.  Ele não imaginou que o vampiro retornaria tão rapidamente a procura-lo, algo estalou em seu subconsciente, mas preferiu se mante quieto a espera do movimento de Kairen, afinal, os peões estavam no tabuleiro, e como tuomas disse, deveria pensar melhor em estratégias ao invés de simplesmente cercar o inimigo para abate-lo.


— pois não,  mr. Kairen, o que posso fazer para ajuda-lo?

Lirion continuou a andar, levando a ambos para as ruas menos movimentadas onde poderiam falar sem problemas que os escutassem


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MensagemAssunto: Re: Ruas e Becos da Cidade Central   Ter 15 Mar 2016 - 10:04

Euphemia sentia-se mais deslocada do que o normal. Ainda mais agora que parecia estar se metendo em assuntos que nada tinham a ver com ela e por que tinha que continuar ignorando o rapaz que conversava com a garota sobre assuntos que apenas eles sabiam e ela tinha aparecido ali só para conversar por causa de um lobo.
Falando nele... Por que será que um lobo filhote era tão dependente daquela menina? Ficava triste pelo lobo, pois realmente acreditava que aquelas criaturas deveriam ser livres, mas talvez o animal fosse um pouco como ela e simplesmente não pudesse ficar solto por aí. Talvez não tivesse mais ninguém.
Bem, de qualquer forma, não era um problema dela e já estava atrapalhando demais a dupla.

- Entendo...- disse. O presente do avô da garota talvez fosse uma tradição do clã dela. É o tipo de coisa excêntrica que poderiam fazer nos von Wright, se a matriarca não tivesse acabado com tudo antes de terem a chance.

Olhou para o lobo, se despedindo mentalmente. Estava pronta para ir embora e deixar que aqueles dois conversassem em paz, quando chegava Casper com seus doces.

- EUPHIE! Eu comprei vários e... oh! - o loiro parou diante dos desconhecidos - Um totó! EUPHIE, UM TOTÓ!

Euphemia primeiro apanhou os cafés, para que o garoto não derrubasse tudo no chão.

- É um lobo e acho melhor você não--

- OI! Eu sou Casper - sorriu animado, agora ajeitando o saco de donuts em um braço só e esticando a mão. Porém, logo recolheu, com a interrupção de outro que chegava. -- Xii... - murmurou, sem saber se deveria ficar preocupado.

- Vamos embora, Casper. Isso não tem nada a ver com a gente - disse rapidamente.

- Ah, Euphie. Ele já está indo embora. Tchau! Até depois! - acenou desajeitado, mas alegremente, para Lirion.

- Não vai ter um depois... - murmurou Euphemia, sem a menor intenção de encontrá-los depois. Não por antipatia, mas porque simplesmente não via motivos para fazer "novos amigos" como o pirralho adorava sugerir.

- Beeem. Como eu estava dizendo. Eu sou Casper! E essa é minha irmãzinha, Euphie.

- Euphemia - corrigiu prontamente.

- E quem é esse totozinho lindo? - contorceu o rosto em uma expressão de fofura.

- Chama White e é um lobo. Podemos ir embora?

- AWHHN que cuti cuti - e dez menção de aproximar a mão.

- Casper. - Advertiu como uma mãe brava, mas tinha as mãos ocupadas para impedi-lo. - Tomara que te morda - Falou mais baixo.
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MensagemAssunto: Re: Ruas e Becos da Cidade Central   Qua 23 Mar 2016 - 15:00




O imenso lobo aguardou a aproximação do vampiro que passou por ele. Kairen o seguiu em silêncio até que, ao virarem uma rua menos movimentada, Lirion não era mais seguido por um lobo preto como a noite, mas pelo antiquado e elegante vampiro músico.


-Eu a encontrei e ela me reconheceu - Kairen disse de forma direta - ela desmaiou e eu a levei para o hotel onde estou. Ela ainda não acordou e eu tenho medo de qual seja a reação da senhorita Gatemberg ao acordar - ele afastou uma longa mecha de cabelo negro que caia sobre seu rosto. Sua roupa ainda tinha um aspecto de sombra, as pontas das mangas de seu casaco apreciam se desfazer. Ele estava extremamente instável.


-Eu preciso caçar, mas preciso deixa-la segura, deixa-la com alguém ao acordar, então eu quero que você faça isso - ele então tirou um cartão do bolso, era o cartão do hotel na parte baixa da cidade.


-Faça ela me aguardar, voltarei da caçada e poderemos conversar com ela e você poderá nos explicar tudo o que houve. Eu vi os sonhos dela - a voz dele saiu rouca e baixa, entre os dentes, como se ele segurasse a mágoa e a raiva por alguma coisa.


-Quem são as pessoas que a mantiveram presa? - ele perguntou então, parando de andar.





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MensagemAssunto: Re: Ruas e Becos da Cidade Central   Qui 24 Mar 2016 - 22:18

A situação era cômica...ao menos era isso o que lirion achava. Com o copo de café em mãos ele tentou esconder o sorriso, mas tal façanha foi um tanto difícil. Com a mão que segurava o celular abraçando seu próprio corpo a altura do estomago, o copo do café a altura do rosto, o corpo curvado e contendo o riso, logo explodiram uma risada contida. Quem poderia imagina um sangue puro com centenas de anos com medo de se aproximar de uma simples vampira de lvl tão baixo? Ele não precisava ter medo, ele poderia comandar suas vontades e seus desejos se assim quisesse.


O moreno então teve a certeza dos sentimentos dele para com Freya, e tais sentimentos o deixavam bobo como um jovem humano, e talvez tão fraco quanto um, ou mais forte que qualquer um dos vampiros.


Com lágrimas nos olhos, logo se endireitou tratando de esconder seu sorriso largo e um tanto zombeteiro, Kairen não poderia negar, a forma com que Freya e Lirion sorriam quando zombavam de algo era idêntica, a maneira zombeteira que provocaria a ira  de qualquer um com pavio curto. Mas tão instantaneamente as risadas do vampiro começaram, elas se cessaram. Uma característica que os dois partilhavam? isso comprovava mais e mais seu grau de parentesco? teria Kairen alguma duvida sobre a verdadeira história do nascimento de freya? ou Apenas deixaria  isso para um outro instante?


— mas veja só que situação um tanto embaraçosa na qual me encontro...—ainda com um sorriso ladino, bebericou  um pouco do café em mãos e olhou para a tela do celular.—se viu as pessoas que a prenderam, como pode garantir que ela ainda esteja dormindo? Ou talvez saiu antes mesmo de começar a ouvir suas suplicas? Bem de qualquer forma não importa.


Lirion se escorou contra um dos muros de uma loja e então digitou o numero de Freya no celular, imediatamente este caiu em caixa postal, bem seu celular estava desligado ou fora de área?  Ele então digitou seus dados no localizador, e o sinal estava parado, até que reapareceu num ponto bem distante dali, era uma cafeteria.


— sinto lhe informar, mas ela não está mais no hotel, bem deveria começar a aprender a usar um pouco dessas coisas— mostra o celular— evita alguns problemas e se ganha uns novos.
O moreno ligou novamente para aquele numero quanto então ela atendeu.
--“diga?”
— onde está?
—“ não é da sua conta!”
— não seja mal criada.
—“não- é- da- su-a- con-ta”
—... você sabe que vou te achar, por que não facilita?
—“se sabe por que tenho que dizer?”
— quer tanto assim ficar sozinha?
—“ o que o thuomas quer?”
— não, não é ele... olha você pode me encontrar em um lugar? é aqui na cidade baixa, eu preciso me encontrar com alguém, e depois conversamos, te passo umas coordenadas e você me encontra la.
— “ tah... ta bom”
Ele desligou o telefone e então mostrou uma expressão de satisfação guardando o celular no bolso de seu paletó.
- bem resolvi o seu problema, ela estará lá, agora é um tanto indelicado invadir o sonho dos outros.—com um aceno em negativa mas com um sorriso zombeteiro ele continuou.—particularmente não sei o que houve lá, só quem sabe é ela, quem são e tudo mais.
 O moreno se desencostou do muro e então alinhou suas roupas voltando a caminhar por aquele caminho quase deserto.
— freya fez uma vacina que suprimia o desejo de sangue e controlava os lvl e, mas alguém queria mante-los sob seus controles ou ate mesmo fora de controle... não sabemos quem foi o mandante, só que as coisas aconteceram, e isso é tudo, mas agora estou curioso mr. Kairen, do que tem medo? Se por acaso leu aquilo que te dei, e mesmo assim a encontrou  e ela recuperou a memoria o que teme?
 
Lirion ajeitou os cabelos e respirou fundo, uma ação tão humana como qualquer outra que demonstrava estar um pouco aborrecido com o rumo que as coisas estavam levando.
 
- olhe, ela já caiu uma vez, mas por sorte, revertemos a sua queda, quanto tempo ela terá até a próxima eu não faço a menor ideia, você deveria parar de se preocupar em me pedir concelhos e começar a passar mais tempo com ela, nunca se sabe quando poderão ser os últimos
O moreno que havia pego o cartão da hospedaria colocou em um dos bolsos internos e então pegou um dos seus e entregou ao puro sangue a sua frente.

— me ligue se tiver problemas com ela, ou até mesmo para marcar alguma reunião, nem sempre estarei no pais, eu não consigo tomar conta de dois e ainda manter um poder sozinho, eu preciso que esteja comigo nessa para ao menos, manter a ruivinha a salvo de si mesma, pode fazer isso?


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MensagemAssunto: Re: Ruas e Becos da Cidade Central   Qui 31 Mar 2016 - 15:14




Os olhos de Kairen, a expressão dele, tudo se mantinha de forma vazia embora por dentro sua mente fervia  sendo consumida pela própria fúria. Ele precisava se controlar ou o lobo tomaria conta dele e ele não teria mais a razão para guiá-lo. Pior, poderia atacar Lirion, poderia quebrar a máscara dos vampiros, poderia cometer milhares e incontáveis erros.

O sorriso de Freya e de Lirion eram idênticos e com aquela simples coincidência, ela conseguiu focar melhor sua mente e logo as sombras que fugiam de si pareceram se estabilizar. O sorriso dela, ela tão zombeteira. Aquelas memórias pareciam ser de outra vida, uma vida que ele desejava ter, com ela, com seu filho de volta, mas depois do que viu na mente dela durante aquele sonho, tudo aquilo parecia impossível. O que Freya havia feito em sua ausência? Com que tipo de pessoas havia se envolvido e que marcas aquelas pessoas haviam deixado nela?

Kairen ia revidar, realmente deixa-la no hotel fora uma tolice, ela acordaria assustada e sem saber onde estava, mas ele não poderia admitir para Lirion o real motivo: a fúria. Lirion certamente, assim como ele próprio anos atrás, não fazia ideia.

A fúria viera pouco depois da morte de Daniel, ele sabia que ao caçar se tornava um lobo, mas nunca havia se alimentado como fizera naquela noite: corpo foram ingeridos inteiros, humanos e vampiros, de um bar perto de um porto num país qualquer. Foram dias a fio fugindo e se alimentando até que finalmente parte de sua consciência fora recobrada. A fúria havia sido desperta e agora ele sempre acabava sucumbindo a ela.

“Não quis correr o risco” - ele pensou, guardando aquilo para si próprio enquanto via Lirion mexer de forma desinteressada no celular. É, ele realmente ia precisar de um daqueles, talvez o aparelho de Daniel estivesse em algum lugar em suas coisas na Rússia. Kairen ainda não se desfizera dos pertences do filho.

Lirion não teve sucesso no primeiro contato e aquilo fez com que Kairen sentisse um frio correr sua espinha. Era estranho como os fatos ligados à Freya o desestabilizavam, muito mais do que ele esperava quando veio ao encontro dela.

Freya era uma vampira de level baixo, mas algo a tornava especial e ele não podia dizer o que era aquele algo. Milênios de existência separavam a vida dos dois, então o que poderia ser?

“A imortalidade do corpo se estende a alma” - uma vez Seiren havia lhe dito aquilo, mas ele não conseguia imaginar o porquê. Seiren tinha muitos mistérios que nunca lhe revelara e, igualmente a Freya, ele se sentia preso e prepotente diante dela.

A voz dela ao celular o trouxe de volta e ele se inclinou para frente, como se ela estivesse ali, dentro do aparelho, como se fosse possível puxá-la pelo buraco do áudio.

-Eu li, mas naquelas páginas não havia nada sobre os abusos, só sobre o passado, eu quero saber o que houve agora, antes de vocês resgata-la - ele respondeu sem humor quando Lirion finalmente desligou - Para onde a enviou?


-Uma vacina para controlá-los? Isso seria algo bom, mas ao mesmo tempo contra a natureza, os transformados deveriam ser… eliminados - ele então encarou Lirion por um momento - Não devemos estender nosso mal aos humanos, eles devem morrer e viver - ele então parou diante de Lirion.


-Meu sangue pode estabiliza-la, mas tenho medo que ela fuja de mim… não quero mantê-la por um laço - ele respondeu então, desviando o olhar - e talvez eu não seja tão estável para protegê-la o tempo todo - ele por fim confessou, enquanto aguardava o outro lhe dizer para onde havia enviado Freya.

Kairen apanhou o cartão e leu uma ou duas vezes. Definitivamente precisaria do tal aparelho celular, se quisesse ajudar Freya ele teria que ser e estar presente, mesmo quando a fúria consumisse sua mente, ele precisaria dar um jeito de voltar das trevas que queimavam dentro dele.

-Eu vou ligar, eu vou precisar de você - ele disse de um jeito seco, quase com mal gosto. Talvez Lirion quisesse saber porque, mas ele não tinha um modo delicado de contar - a loucura não está apenas no sangue Gatemberg, todos os imortais acabam enlouquecendo de alguma forma - ele terminou.








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MensagemAssunto: Re: Ruas e Becos da Cidade Central   Dom 3 Abr 2016 - 16:50

Por alguns instantes o moreno parou e se virou para o sangue puro que o acompanhava de alguma forma, por que ele tinha duvidas? Do que ele tanto sentia medo? Para um vampiro, tudo era muito obvio do que devia ser feito, porém, eles não eram exatamente dois exemplos comuns da espécie, com o olhar um tanto despreocupado, o moreno guardou seu aparelho no bolso.



Kairen escreveu:
  -Eu li, mas naquelas páginas não havia nada sobre os abusos, só sobre o passado, eu quero saber o que houve agora, antes de vocês resgata-la - ele respondeu sem humor quando Lirion finalmente desligou - Para onde a enviou?



- sinceramente eu também não sei bem o que aconteceu, ela sempre entrava em pânico e ficava muito instável quando precisava relatar ou reviver aqueles momentos, o que quer que fizeram com ela, freya simplesmente não consegue nos dizer. Mas como te disse, bem ao menos acho que te disse, quando cheguei lá, eram apenas pedaços de carne sobre o chão, a carne já cheirava mau, então não sei exatamente quanto tempo ela ficou assim, nem mesmo ela sabe, tudo que podíamos fazer foi destruir o local depois que procuramos por pistas.


Lirion deu de ombro deixando que o ancião o seguisse em direção ao estacionamento. Seu carro alugado o esperava para uma simples ida a cidade baixa, ele esperava que isso pudesse resolver as coisas para ele.



Kairen escreveu:
-Uma vacina para controlá-los? Isso seria algo bom, mas ao mesmo tempo contra a natureza, os transformados deveriam ser… eliminados - ele então encarou Lirion por um momento - Não devemos estender nosso mal aos humanos, eles devem morrer e viver


- isso significa que deveríamos então matar a Freya?- lirion parou e fitou profundamente os olhos negros do vampiro com a maior calma e frieza que seus olhos azuis permitiam.


- acredito que ainda não a compreendeu antes, e talvez a entenda menos agora... será que fiz mau em ter lhe contado?- uma leve provocação por parte do moreno que meneou com a cabeça.


- Frey sempre achou que poderia se transformar em humana novamente... quando descobriu que isso não seria possível, tentou simular uma normalidade. Vendo que isso também falhou tentou conter a besta, e esta teve um resultado temporário... o lado bom é que também funciona com vampiros, desconfio que algum não iriam gostar desta “castração química”-Talvez essa fosse a verdade que mais doesse, freya só tentava ser humana de qualquer forma, e isso atrapalhava os interesses de alguém.


- só depois de todo este trauma foi que ela resolveu seguir sua própria natureza... então seria certo matar os transformados? Nós que nascemos assim já temos nossas dificuldades de lidar com tudo isso, imagine eles?



Kairen escreveu:
-Meu sangue pode estabiliza-la, mas tenho medo que ela fuja de mim… não quero mantê-la por um laço - ele respondeu então, desviando o olhar - e talvez eu não seja tão estável para protegê-la o tempo todo - ele por fim confessou, enquanto aguardava o outro lhe dizer para onde havia enviado Freya.


 - e no que isso importa? Ela esta prestes a desaparecer, por que deixar com que ela aproveite isso?



Kairen escreveu:
-Eu vou ligar, eu vou precisar de você - ele disse de um jeito seco, quase com mal gosto. Talvez Lirion quisesse saber porque, mas ele não tinha um modo delicado de contar - a loucura não está apenas no sangue Gatemberg, todos os imortais acabam enlouquecendo de alguma forma - ele terminou.


- eu sei.
Lirion o observou  e seus olhos demonstravam todo o peso que carregava por conta das loucuras que tinha que concertar de seu pai.
- a encontre na cafeteria na esquina de onde está hospedado,  eu a mandei pra lá, e não a faça sentir sozinha, não mais do que quando foi forçada a matar seu pai biológico... – numa pausa dramática Lirion desviou do olhar e entrou no carro.
-  thuomas você e eu somos seus únicos laços que a mantém segura nesta realidade. Eu acredito que... você é o único porto seguro que ela terá, e talvez o mesmo valha para você... não me decepcione.

Lirion olhou para Kairen esperando que ele terminasse de compreender ao mínimo aquelas palavras quando então deu partida no carro e indo embora.


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MensagemAssunto: Re: Ruas e Becos da Cidade Central   Qui 7 Abr 2016 - 12:39




Apesar da expressão permanecer inalterada, a respiração de Kairen era pesada e, se fosse humano com uma respiração quente, estaria fumaçando como um touro, como não era, era apenas possível ouvir o pesado som que seu respirar fazia.

Cada frase de Lirion fazia o desconforto crescer, cada cena que se formava em sua mente parecia desenhar um passado extremamente sombrio para Freya, ele não conseguia entender como as duas coisas se ligavam, pois para ele, as coisas ainda eram resolvidas de um modo antigo.

Sabia de humanos com fetiches sexuais relacionados a amputações, mas não conseguia imaginar alguém cortando-a em pedaços e como ela poderia ter sobrevivido aquilo. Freya era realmente especial e a revolta que sentia por ela ter passado por aquilo só fazia aumentar sua fúria.

A desconfiança de Lirion com relação ao quão útil Kairen poderia ser o deixou ainda mais insatisfeito. Ele poderia arrancar a cabeça de Lirion ali mesmo e beber seu sangue, afinal estava com sede e não havia nenhum vampiro na cidade, até onde ele sabia, que poderia confronta-lo em relação aquilo, mas matar Lirion seria tão estúpido quanto quebrar a máscara em meio à cidade e além disso ele era útil.

No fundo não acreditava que Lirion nada soubesse do que havia acontecido. Alguém tinha que saber, alguém certamente havia entrado na mente dela e visto, a mesma pessoa que apagara suas memórias: Thoumas. Talvez fosse hora de encontra-lo e exigir algumas explicações.

Mas, naquele momento havia um outro encontro a ser realizado, ele precisava garantir que Freya não sairia mais do seu lado ou fugiria e no fundo ele só via uma forma prática de fazer aquilo: criar um laço. Aquilo os manteria conectados e ele poderia saber onde ela stava e como estava sem precisar de nenhuma parafernália moderna.

Kairen parou ao lado do carro, Lirion parecia definitivamente cansado, como alguém que carrega um fardo além da capacidade de seus ombros. Aquilo não despertou nenhuma empatia em Kairen.

-Adeus senhor Lirion - foi tudo o que Kairen disse. Se Lirion acreditava que Thoumas era alguém que poderia ajudar Freya, Kairen discordava totalmente, naquele momento até mesmo duvidava de Lirion, mas ele parecia querer, de alguma forma e por algum motivo, unir Kairen e Freya.

“Só há um lugar onde estaremos seguros minha criança…” - ele pensou, mas não fazia ideia se Freya o amaria a ponto de deixar tudo para trás. Ela não fizera no passado, não havia porque fazer agora.

Quando ele a deixara, ela sequer suplicou para seguir com ele, ela preferiu ficar e aquilo deixou uma grande sombra sobre os sentimentos de Kairen. A ligação dela com ele não era tão forte como a dela com ela e ele se perguntava o porquê.

Kairen retornou às ruas e sinalizou para um táxi que passasse. A temperatura parecia cair ainda mais.

Ele deu o endereço do hotel e mais uma vez estava a caminho, mas sua mente insistia em cobrir seus ideias de encontro com a ideia de matar aquele motorista e lhe beber o sangue.

“Descontrole” - ele praguejou-se. Um ancião com comportamento de level E? Aquilo era ridículo demais para ser real, mas seus pensamentos sombrios pareciam despertar mais e mais, principalmente depois do que ocorrera com Daniel.

“Seria a hora de entrar em torpor, de descansar como os demais” - aquela ideia amarga não aparecia em sua mente pela primeira vez. Mas agora havia Freya, agora havia um propósito novo para se estar desperto.

Lembranças ainda mais profundas vieram à sua mente, uma linda mulher com belos cabelos negros, uma pele tão pálida quanto a neve pela qual caminhava, com um pesado vestido negro.

Ela tinha uma beleza ligada à força de sua expressão e seu aroma era o mais incrível que já sentira na vida. Ela era alguém como ele, era a refeição mais perfeita que já pudera desejar.

Em forma de um imenso lobo negro ele avançou e saltou, caindo diante dela. A jovem vampira não pareceu se abalar, mas fez um gesto no ar e proferiu algumas palavras. Quando ele finalmente se ergueu, era apenas seu corpo, semelhante a de um humano, que estava ali, nu, sendo atingido pelo flocos que caiam do ar.

Ela lhe disse algo debochado, num idioma que ele não entendeu e tornou a caminhar.

O táxi parou e Kairen saltou, deixando o motorista vivo seguir seus caminhos, ainda com aquelas imagens em sua mente. Ele caminhou até a cafeteria e entrou, escolhendo um lugar mais ao canto, esperando pela chegada de Freya.


“Aquela foi a primeira vez em que te vi Alexandra” - ele pensou, sentindo-se subitamente estranho. Sera que Freya apareceria?





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MensagemAssunto: Re: Ruas e Becos da Cidade Central   Seg 11 Abr 2016 - 10:43


-Ah... É uma pena... – Pronunciou quase de forma tristonha para o moreno com o nome de Lirion, embora tivesse pegado os chocolates. – Então podemos ir outra hora? – Perguntou, antes de vê-lo se afastar em direção a um ser de aura forte. Ele ficaria bem? Esperava que sim. White rosnava um pouco diante daquela aura nova, como se não gostasse muito, mas de certa forma, seus dedos enluvados lhe acalmavam. O lobo ainda não estava adaptado a presenças estranhas, e mesmo ela deveria manter sua aura suprimida perante a ele. Apesar de um espirito domado por ela, sua essência original ainda permanecia ali. Não que ela pretendesse mudar isso.

Parada, seus olhos claros permaneceram encarando o caminho que o homem seguia, antes de voltar a atenção para o menino com guloseimas e a mulher que viera apreciar seu lobo, colocando uma das balinhas de chocolate na boca. Veneno? Armadilha? Com certeza não. Ela confiava em Lirion o suficiente para não ter aquele tipo de desconfianças. Ou talvez ainda fosse tola o suficiente para isso, como Kuroe sempre lhe dissera.

Ou para tudo naquela vida, já que quase imediatamente abria um sorriso para o recém chegado. – Sou Melissa Fallneaves Lutont, é um prazer conhece-los e... – A menina se apresentou para o garoto estranhamente mais baixo que si e para a mulher que ainda encarava o lobo intrigada. Seu nome tinha alguma força devido a junção de dois grandes clãs, não que ela parecesse se importar ou dar atenção a isso. – E não acho que White-chan vá morder, ele costuma ser bem comportado. – Não se eu estiver segura, acenou com a cabeça, tentando acalmar o lobo desconfiado perante aos três puro sangues, então colocando os olhos no saquinho que o menino carregava. – Desculpe perguntar, mas também estavam atrás de uma loja de doces?
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MensagemAssunto: Re: Ruas e Becos da Cidade Central   Seg 11 Abr 2016 - 14:45

- É um prazer, senhorita! - O jovem médico sorriu ao ouvir o nome dela e deixou isso claro, antes de se distrair com o lobo. Conhecia os grandes clãs e sua vinda para Ambarantis se devia muito ao fato de ter a oportunidade de ter contatos com todos eles. Pura rede de nomes e sinceramente acreditava que poderia ajudar a todos ou pedir apoio para fazerem algum bem. Mesmo aqueles com uma fama não tão nobre.

- Awwn. Viu!? É bonzinho. Fofo, fofo - Casper acariciou o animal como se fosse um cachorro, mas ainda com respeito, para um certo ciúme de Euphemia, que não tinha conseguido tal feito, mas jamais teria essa audácia toda. O jovem não abusou muito e logo parou.

Ela achava estranho como a pequena vampira deixara seu aparentemente amigo partir em problemas e perguntava-se se talvez ela mesma não era um pequeno problema disfarçado. Isolada na floresta, dificilmente conhecia a fundo os clãs como o loiro, mas sabia reconhecer um nome forte. Isso causava nela receio. Sabia muito bem o que clãs eram capazes de fazer e que as aparências enganavam completamente. Principalmente entre vampiros da mente como era Vilhelmina. Mesmo assim, não trataria a garota mal, pois ela já tinha demonstrado uma certa gentileza. Fingiu estar alheia, bebendo seu café, pois Casper poderia conduzir a conversa sozinho.

- Eu tirei a Euphie pra passear. Ela é como um lobo selvagem que estava preso em casa e precisava ver os arredores! Os doces ficaram por minha conta, porque todo mundo gosta de doces. Você quer também? Está quentinho - explicou o garoto e abriu o pacote.

Euphemia desviou o olhar. Aquele jeito simples de conversar com pessoas expondo os fatos de forma honesta a deixava de certa forma incomodada. O fato de ele simplesmente ignorar que uma outra presença ruim tinha passado por ali também era estranho. Não conseguia entender como ele saía falando com qualquer pessoa, vampiro ou não, Puro ou D, gentil ou agressiva, exatamente da mesma maneira. Tinha perdido um pouco o jeito de conversar sobre coisas comuns.
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MensagemAssunto: Re: Ruas e Becos da Cidade Central   Ter 12 Abr 2016 - 0:01

A escuridão havia tomado os céus da cidade de Ambarantis, e de alguma forma, freya permanecia sentada observando os flocos de neve que caiam gentilmente. Seus olhos estavam úmidos e o rosto marcado pelas lagrimas que caiam sobre o negro cachecol masculino, não havia como negar que aquele cheiro embriagava sua mente e confundia seus sentidos. O copo estava vazio ao sei lado do banco enquanto era iluminada pela luz do poste ali próximo.  Suas luvas tentavam a todo custo mantê-la aquecida, mas a temperatura que despencava tornava as extremidades de seus dedos gelados enquanto segurava firme o celular.
 
O que lirion estaria aprontando? Freya queria entende-lo, haviam meses que não brigava, até mesmo haviam se tornado companheiros de caçadas entretanto ele estava distante.  Desde aquele dia em que ela o viu caído e gravemente ferido enquanto era arrastada para longe. Thomas iria pagar por aquilo, e lirion não o pouparia de uma vingança.


— [espirro]

A Ruiva havia perdido tempo demais em seus devaneios, seu corpo se erguei rapidamente e logo se acovardou quando a fragrância de Kairen se intensificavam em suas narinas. Num ato cheio de dor e saudade, abraçou o próprio corpo tentando conter a dor que sentia em seu peito e se concentrando para não voltar a chorar e fugir, de tudo e de todos.


“desde quando me tornei tão covarde?”
“quero velo de novo”


“então vá”

“eu tenho medo... de que ele se vá, de que tudo seja uma ilusão”


“ avisei que iria doer”

“eu não sei se posso suportar”
Então, com um suspiro cansado de lutar contra si própria, pegou seus pertences e tomou o rumo para o lugar marcado, o atraso era proposital. Ela não queria ir, por ais que estivesse a poucos metros dali, mas não era algo que poderia evitar, afinal era Lirion quem a havia chamado.

***

A porta se abria, e logo Freya entrava na cafeteria para que o calor não fosse perdido. Ainda na entrada, usou as mãos para bater a neve de cima das roupas ( por sorte seu corpo não era tão quente quanto o de um humano, com isso a neve não derreia nem mesmo encharcava suas roupas). Aquele movimento todo havia preenchido o ar do local com aquele cheiro tão perturbador que era capaz de distrai-la tão facilmente, então com passos calmos, se dirigiu ao balcão pedindo um chocolate quente enquanto tirava as luvas. As pontas de seus dedos haviam começado a se tornar azuis e isso só significava que havia perdido tempo demais exposta ao frio, em um movimento cheio de ternura, levou ambas as mãos até o cachecol preto e o apertou contra seu rosto, aquecendo sua pele e se embriagando daquele perfume enquanto seus olhos se fechavam calmamente, refletindo uma leve angustia enquanto esperava seu nome ser chamado.

— Freya! – chamava a atendente.


Sua mão se ergueu e logo buscou seu pedido no balcão. Seus pensamentos estavam distantes, de alguma forma, ainda estava desorientado depois das memória terem retornado, que nem mesmo percebeu que Kairen estava no mesmo lugar. talvez o cheiro do cachecol não permitisse que ela sentisse seu cheiro, ou talvez o fato das memorias terem voltado, ou simplesmente a mistura de vários fatores fizeram a ruiva se deligar completamente de tudo ( e até mesmo um pouco de sua segurança, apesar de saber que não correria perigo ali), e caminhar em direção a ultima mesa, a mas afastada da cafeteria enquanto seus dedos envolviam o copo fumegante de chocolate para aquecer a ponta de seus dedos.


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MensagemAssunto: Re: Ruas e Becos da Cidade Central   Hoje à(s) 21:20

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