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 Hospital Geral de Ambarantis

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MensagemAssunto: Hospital Geral de Ambarantis   Ter 17 Nov 2015 - 22:06

Relembrando a primeira mensagem :

Hospital Geral de Ambarantis



Spoiler:
 


~* Narrador Master *~
_Agora repita comigo: Nunca mais desobedecerei um DEUS!
Assim você evita levar um mac ban feliz >D


Última edição por Master em Dom 13 Dez 2015 - 6:45, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Hospital Geral de Ambarantis   Sab 5 Dez 2015 - 17:00

~Sakura Tsukino





Havia algo lá, eu sabia... Eu sentia, aquilo estava me chamando, mas.... Aonde eu estava mesmo? Olhei para os lados e não vi nada, não ouvi nada. Árvores silenciosas se erguiam tão alto à minha volta que eu se quer via sua copa. Elas pareciam sumir altas em um céu que eu imaginava existir ali em cima. Nem meus pés descalços faziam barulho ao se mover.


Eu estava ansiosa, trêmula. Uma expectativa amedrontante tomava conta de mim enquanto eu erguia um braço para enxugar o suor de minha testa com a manga da camisa branca do uniforme, já meio rasgada e suja, e logo a abaixava para segurar naquela arma novamente. A blood rose acompanhava o tremer do meu corpo e dos meus passos, quando uma leve brisa balançou minha saia, trazendo junto consigo um leve barulho, um quebrar de graveto, mas que parecia ecoar como tambores estridentes na escuridão. Eu me virei rápido, apontando a arma.


Eu não devia ter me virado, não era lá que ele estava... eu o sentia....Mas agora eu não conseguia me virar de volta. Não tinha como, pois eu o sentia às minhas costas. Sentia sua respiração, aquele calor que ele irradiava e sua aura pesada e esmagadora sobre mim...


Um gosto férreo, amargo preencheu minha boca no momento que senti uma dor aguda me transpassar no peito, por trás, tão rápido que eu se quer percebi.
Algo quente vertia dos meus lábios enquanto meus olhos se turvavam e a quela dor aumentava, então eu o vi....À minha frente, no lugar para o qual me virei... aquele menino estava lá.
O menino dos meus sonhos de criança.
Ele tinha vindo?.... Não... Ele não vinha para a luz da lua, nunca vinha....
... Era eu que estava me distanciando dela.


What I dreamed?


- Cof cof cof.... - tossi, a primeira reação que tive, fazendo meu pulmão doer. ~ Argh... - eu me virei lentamente na cama, tonta e completamente perdida sobre o que havia acontecido comigo.

Primeiro eu percebi as luzes claras quase me cegando acima. Eu sentia dor, muita dor, acompanhada de um mal estar que eu não sabia explicar e a boca seca, um gosto férreo permeando ela.

Eu pisquei várias vezes, tentando me acostumar com a claridade. Por horas essas piscadas se transformaram em apertar dos olhos pela dor que eu sentia. Meu corpo inteiro doía, inteiro! Eu subi minhas mãos até a minha cintura, mas senti uma resistência estranha. Haviam agulhas em mim? Soro?... Aquele "bip"... eu conhecia aquilo... 
Droga, eu estava no hospital, mas o que ....?

Eu lembrei. Lembrei do ataque, dos olhos vermelhos, do ferimento, das pessoas, do sangue de tudo até que... até que eu fugia com um outro hunter e fomos cercados.
Meus olhos agora estavam um pouco mais acostumados com a claridade e eu olhava para o teto pensando somente em como eu havia sobrevivido, como estava ali.

Tentei me erguer novamente mas eu sentia tanta dor que meu corpo parecia que se partiria se eu o forçasse mais. Me virei para o lado em busca de apoio esticando a mão e encontrando algo peludo.

~Nani?... - olhei melhor, na verdade, ergui o rosto para tentar olhar melhor aquele urso gigante que estava ali. ~mas quem...

Quem? Claro. Só existia um único ser vivo na face da terra que compraria um urso daquele tamanho e conseguiria enfiá-lo em um hospital. Um único ser o qual minha cabeça não parava de reverberar a imagem e o nome desde que o encontrei, um ser, que tive a certeza de que era realmente ele ao ver algo brilhando no pescoço do urso... Um  pingente em um colar... Um pingete de corvo.

Que se dane a dor. Eu soltei um pequeno urgido ao me forçar para sentar, me erguer o quanto conseguisse para pegar aquele pingente.
Eu o puxei do pescoço do urso, derrubando aquela pelúcia gigante em cima de mim, me fazendo soltar um grito pela dor e derrubar o suporte que segurava meu soro, causando um enorme barulho.

As lágrimas escorreram dos meus olhos, mas não foi só pela dor do pequeno desastre que eu me causei em menos de 2 minutos acordadas. As lágrimas escorreram porque ele esteve ali, ele não me odiava... 
Eu olhei aquele pingente como se fosse a coisa mais preciosa do mundo. Ele voltaria, não voltaria? Mas... Porque ele não estava ali? Porque não tinha ficado? Eu sabia que ele não podia... Mas eu queria tanto ver seu rosto, eu só pensava nele desde aquela tarde e recordo que meu último pensamento antes de apagar era a dor por não poder vê-lo uma última vez.

~Ano baka.... ~ falei comigo mesma, segurando o pingente firme em minhas mãos. ~ Onegai... eu ainda tenho que te dizer....

Um som alto da porta me fez virar o rosto. Uma enfermeira entrou completamente sobressalta ao ver o que eu havia feito.

- O que aconteceu??? Quem entrou com esse urso gigante?! Está tudo derrubado, você se machucou?? - Ela tratou de tirar o urso de cima de mim, erguendo novamente o suporte do soro e verificado se a agulha não havia saído do lugar no meu braço.

~Onegai... você pode tirar? Eu estou bem... eu... - eu ia terminar de falar, mas ela me interrompeu.

- Não. Você não vai ter alta tão cedo, mocinha... - ela reconectou uns aparelhos que antes eu nem sabia que estavam ligados em mim . - Se em uma semana você melhor BASTANTE o médico pode até te liberar, mas para isso você tem que ficar aí deitada e quieta, entendeu meu bem?

Ela pegou o urso, toda desajeitada sem saber o que fazer com ele. 
- Já que está sozinha no quarto eu vou por ele aqui... - ela o deixou em uma parede de frente para mim, mas longe - você pode vê-lo e ele não tenta te assassinar de novo... - a enfermeira riu - Vou chamar o doutor pra lhe ver já que acordou. - ela disse isso e saiu.

Assim que a enfermeira se foi eu olhei novamente para aquele pingente. Eu o pus no pescoço e deixei por dentro da camisola do hospital. Se as enfermeiras vissem com certeza iam querer tirá-lo de mim.

Charles... eu tinha que vê-lo e, tinha que sair dali também. Eu não podia ficar naquele hospital. Eu fiquei quieta, tentando ouvir mais alguma enfermeira mas não parecia que ninguém entraria no quarto novamente. Eu ia suportar a dor, mas eu só tinha um problema.

~ nyu..... - olhei aquelas agulhas no meu braço e mão. Nunca que eu ia conseguir tirar aquilo sozinha.


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MensagemAssunto: Re: Hospital Geral de Ambarantis   Dom 6 Dez 2015 - 11:57



Sorriu quando a enfermeira entrou em seu quarto, lhe dando autorização para ir visitar a japonesa, Sakura, descobriu ser seu nome.A mulher lhe deu alguns avisos durante o caminho e por fim se afastou, pronta para atender mais alunos que haviam se ferido.

Aquilo fez o garoto pensar no que ele poderia fazer de errado? Sakura tinha levado um tiro, ele com certeza não faria nada imprudente...Bem, ele achava que não.

Abriu a porta sem bater, porém de vagar, verificando primeiro se ela ainda estava acordada e por fim dando batidinhas na porta ja aberta, buscando chamar sua atenção.

-Ah...Sakura unnie? Posso...entrar?  - perguntou, o rosto tornando-se  vermelho, os olhos azuis fixando-se no chão por momento. - Eu queria ver se estava tudo bem...E...- passou a mão pelos próprios cabelos. - Bem, eu atirei em você, afinal.



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MensagemAssunto: Re: Hospital Geral de Ambarantis   Dom 6 Dez 2015 - 18:56

~Caio Trigoli



Cara, eu estava aliviado. Realmente aliviado porque Sih estava triturada como carne processada, mas estava viva, estava bem e estava sorrindo com aqueles olhos grandes cheios de lágrimas na minha direção.


~ Hey, Girl... - eu me levantei da cadeira quando ela esticou as mãos e fui até ele, segurando em sua mão e lhe dando um abraço carinhoso, mas com cuidado. Eu não queria machucar ela mais.


~Shhhhh..... ~ eu acariciei seus cabelos, beijando o topo da sua cabeça - Eu estou bem, todo mundo ficou bem... Só... Não pense naquelas coisas, não agora, ok? - Eu menti. Eu já sabia que muita gente não tinha ficado nada bem.


Mas o que eu ia fazer? Contar a menina que quase metade dos alunos naquela festa morreram ou estão bem perto disso? Não, Sib não precisava de mais preocupação, ela tinha que se curar, tinha que melhorar. Eu sabia, melhor do que ninguém, que não era fácil não lembrar daquela noite, mas aprendi com meu pai que uma mente confusa nunca faz bons julgamentos ou acha a verdade e, sério, eu estava absurdamente confuso com aquilo. Eu queria saber que merda foi aquela, eu IA saber que merda foi aquela, mas ficar pensando naquilo dentro de um hospital onde eu não poderia fazer nada não era a melhor solução, ainda mais com a garota ali, que visivelmente precisava esquecer algumas coisas se quisesse descansar e melhorar.


- A Hino, assim como outros alunos nem estavam lá, então estão todos bem, tá? - eu a soltei do abraço, olhando nos olhos dela - E você nem comentou nada sobre meu novo veículo motorizado envenenado movido à força dos braços - eu ri, queria diverti-la de alguma forma. - Eu peguei ele para ninguém ver meu sexy bumbum enquanto andava por aí...


Puxei a cadeira de rodas, deixando-a perto da cama de Sibéria e me sentando ali.


~Olha... Seu pai está assustado, o meu também tá. Ele queria pegar um voo na Tailândia e vir para cá na mesma hora mas ao que parece está tendo um tornado por lá então os aeroportos estão fechados... Isso me deu algum tempo para convencê-lo de que está tudo bem, o seu pai precisa só disso também, de tempo. Ele está assustado, você parece que foi atropelada por um mamute. Quando melhorar, prometo que te ajudo a conversar com ele. Agora que algo assim aconteceu é provável que não venha a acontecer de novo de forma alguma. Lá deve ser o lugar mais seguro de se ficar.


Isso, eu partindo da lógica que foi um ataque terrorista. Se foi isso mesmo, os alvos são móveis. Nunca o mesmo lugar duas vezes. Mas eu não tinha tanta certeza assim para afirmar com convicção o que havia sido aquilo.


~Sakura Tsukino


A única coisa que eu podia dizer que sentia era: Tudo.
Eu estava com dor, estava enjoada, com um incômodo, preocupada, assustada, agoniada e ansiosa. Tudo.
Os machucados do meu corpo, apesar de latejarem constantemente, não eram nada perto da agonia que eu sentia. Eu estava assustada ainda com as lembranças do ataque... fora tudo tão igual ao último... E.... E tinha Charles, ele havia estado ali, eu tinha que ir vê-lo, eu tinha que te contar tudo!


Durante aquela tarde interminável eu recebi a visita de Kurogane, ao que parecia tudo estava arranjado com os médicos, eu iria embora no dia seguinte pela manhã... Mas ir embora....Não era somente ir do hospital. Aquilo me deixou mais assustada, acuada, mas eu não podia, em hipótese alguma dizer não. Eu sabia o que aconteceria se negasse e, sabia que aconteceriam coisas piores se eles descobrissem meus motivos.


~Demo... ~ Eu ainda estava sentada na cama, alguns curativos incomodavam parecendo repuxar os machucados ~Amanhã? Não é cedo demais? - minha cabeça girava ao imaginar que eu poderia não voltar.


- Tsuki, não serão aceitas insubordinações... Esteja pronta pela manhã. A enfermeira deixou suas roupas no banheiro e está instruída a ajudá-la a se trocar. Sua única escolha é obedecer.


Ele disse firme, virando o rosto ao perceber a entrada de um jovem que parecia machucado. Kurogane era um japonês de cerca de 40 anos, de feições rudes e sérias. Seu sobretudo mal deixava seu corpo a mostra, mas sua aura.... Era mortal. Talvez Cho pudesse perceber isso, sentir a energia de um caçador experiente, fatal.


- Sayonara, Tsuki-hime.... - ele disse, curvando levemente a cabeça e passando pelo jovem sem se quer olhá-lo. Mas Cho pode sentir uma estranha energia direcionada á ele antes do outro sumir no corredor.


~ Anata....? ~ Eu foquei o olhar no jovem à minha frente. Era o hunter da noite anterior. ~Hai... daijobu, eto... está tudo bem... - eu disse, mas a minha feição dizia exatamente o contrário. Parecia conturbada e perdida em algo doloroso.


Não não não não não não não. Eu não podia ir embora. Era só nisso que eu podia pensar. Eu só podia pensar nele. Como ir embora agora? LOGO AGORA? Eu não... EU não podia. Mas como eu ia fazer isso? Mal conseguia andar e sabia que se fugisse de vez isso só traria mais confusão.
Kami-sama.... O que eu ia fazer?


Eu ia vê-lo. Mesmo que fosse para dizer tudo o que eu sentia, para deixar claro o quanto eu o amava e depois partir. Ele ia me esperar, eu sei. Ele esperaria por mim se eu dissesse também. Mas... Como eu ia fazer isso?


- Você! - eu me virei para o menino, quase gritando. - Você deu um TIRO em mim, por sua causa eu estou internada! - Nossa... eu era uma pessoa horrível, mas, era a única alternativa naquele momento. - Você tem que me compensar por isso, se não todo o carma do mundo recairá em cima de você!


Ok, esse era o caminho.


- Eu sou uma sacerdotisa, atirar em uma sacerdotisa é a mesma coisa que atirar em uma freira! Se você não me ajudar no que eu estou pedindo toda a sua linhagem cairá em desgraça!


Não sei se eu estava exagerando, mas.... Eu ia tentar.


~Watashi... Eu preciso ver alguém, muito! Soshite, você vai tirar essas agulhas de mim, me ajudar a vestir a roupa e sair daqui sem que NINGUÉM perceba, entendeu? Se não............


Deixei a ameaça no ar. Ele deve ter entendido toda aquela coisa de maldição por dar um tiro em uma sacerdotisa.


~Onegai! - Apesar do meu discurso era nítido o desespero em meus olhos. Eu precisava fazer aquilo mais do que pecisava respirar ou que meu coração batesse dentro do peito. Eu precisava daquela pessoa.


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MensagemAssunto: Re: Hospital Geral de Ambarantis   Seg 7 Dez 2015 - 10:00



Deu passagem para o homem que saia, podia sentir algo estranho vindo do homem, porém, não saberia dizer o que era e também não se sentia confortável para perguntar, acreditando fielmente que aquele deveria ser algum parente da japonesa. 

Sakura escreveu:
~ Anata....? ~ Eu foquei o olhar no jovem à minha frente. Era o hunter da noite anterior. ~Hai... daijobu, eto... está tudo bem... - eu disse, mas a minha feição dizia exatamente o contrário. Parecia conturbada e perdida em algo doloroso.

- Esta mesmo bem?  - insistiu, notando que a menina não aparentava estar tão bem quanto falava. - D-desculpe, mas...você parece agoniada. - se explicou, aproximando-se um pouco mais, mesmo que mantivesse uma distancia respeitável da cama, eles não eram próximos e Luan não queria parecer invasivo de mais.

Sakura escreveu:
- Você! - eu me virei para o menino, quase gritando. - Você deu um TIRO em mim, por sua causa eu estou internada! - Nossa... eu era uma pessoa horrível, mas, era a única alternativa naquele momento. - Você tem que me compensar por isso, se não todo o carma do mundo recairá em cima de você!


Piscou os olhos algumas vezes,sem acreditar nas palavras que tinha ouvido, assim como na mudança de comportamento da garota.

- O que? - perguntou, surpreso. - E-eu...Desculpe! Você...Eu não queria atirar em você! - acrescentou, levemente desesperado com as acusações, ele não costumava ser acusado, não sabia como reagir.

Sakura escreveu:
- Eu sou uma sacerdotisa, atirar em uma sacerdotisa é a mesma coisa que atirar em uma freira! Se você não me ajudar no que eu estou pedindo toda a sua linhagem cairá em desgraça!

- Ahm? Mas eu já disse que não quis atirar em você!Não me importo se é uma sacerdotisa ou não,eu estava tentando...- se calou, não queria falar coisas assim. "Eu estava tentando te proteger", parecia errado. Afinal, ele nem mesmo conseguiu isso. Realmente, era sua culpa, ele merecia todo o carma do mundo. 

Deixou os ombros caírem, os olhos se voltando ao chão,não queria encara-la. 

Sakura escreveu:
~Watashi... Eu preciso ver alguém, muito! Soshite, você vai tirar essas agulhas de mim, me ajudar a vestir a roupa e sair daqui sem que NINGUÉM perceba, entendeu? Se não............

Deixei a ameaça no ar. Ele deve ter entendido toda aquela coisa de maldição por dar um tiro em uma sacerdotisa.


~Onegai! - Apesar do meu discurso era nítido o desespero em meus olhos. Eu precisava fazer aquilo mais do que pecisava respirar ou que meu coração batesse dentro do peito. Eu precisava daquela pessoa.


Tomou coragem para encara-la novamente, observando a determinação e o desespero que pode encontrar nos olhos verdes.

- Hai...- acrescentou, em tom suave e neutro. - Se eu puder ajudar então... - aproximou-se um pouco mais da garota. - Vamos começar agora? - perguntou, determinado. 

Ele sabia que estava fazendo algo errado, sabia principalmente que não seria bom para ela sair se estava machucada, mas ainda assim, algo lhe dizia que era certo ajudar, ele devia isso a ela.

- Mas antes...Me prometa uma coisa? - perguntou, dessa vez encarando diretamente os olhos alheios. - Me prometa que depois de ver essa pessoa você vai se cuidar? Esse ferimento é bem serio então...Por favor, fique bem.  



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MensagemAssunto: Re: Hospital Geral de Ambarantis   Seg 7 Dez 2015 - 11:55

~Sakura Tsukino

Então vai mesmo me ajudar?


Eu não sabia se ele ia me ajudar por causa das ameaças ou porque se sentia culpada por algo e queria me ajudar... ou podia ser simplesmente porque ele era uma boa pessoa, mas, eu não podia arriscar agora. EU não tinha tempo para questionar. Já estava escurecendo e eu se quer sabia aonde achar Charles. Eu tinha que ir logo, ser rápida, para que Kurogane não descobrisse, para que eu tivesse tempo de dizer as coisas que deveria dizer.


- Hai! Vamos começar! - Eu quase gritei, os olhos marejados. Acho que quem ia dever uma à alguem aqui era eu... - Domo Arigatou.... arigatou.... 


Eu agradeci do fundo do meu coração. Ele poderia não saber o porquê eu estar dessa forma, mas era visível em meus olhos, em mim, a importância disso. EU o ouvi, correspondendo o seu olhar em seguida.
Meu sorriso em resposta foi cálido e gentil enquanto meus olhos ainda estavam marejados.


~Hai... Yakusoku, eu prometo... Demo, eu preciso, mais do que tudo encontrar essa pessoa... Eu não tenho tempo....


Eu me virei, tentando descer as pernas da cama e ficar sentada com elas para fora mas isso doía de uma forma descomunal.


~Argh.... ~eu reclamei baixo, mordendo os lábios e ofegante. ~ne... Tire pra mim... onegai.....


Estendi o braço à ele, haviam umas três agulhas ali, duas na mão e uma na junção do braço e ante-braço, por onde recebia o soro e a medicação.


~Sorede, as minhas roupas estão na cadeira, vou precisar... - eu fechei os olhos com a dor, tentando me manter sentada - ....de ajuda pra vesti-las...


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MensagemAssunto: Re: Hospital Geral de Ambarantis   Seg 7 Dez 2015 - 12:29


- Hai! - concordou mais uma vez, sem se quer notar que usava a palavra em japonês, para si era um tanto comum graças a sua fixação por animes. 

Sorriu mais largamente e um pouco mais aliviado, esteva feliz por poder estar ajudando e principalmente por notar o quão importante aquilo era para a japonesa,mas ficaria bem preocupado se não pudesse fazer aquele pedido, para si era importante que ela ficasse bem.

- Tente não se mover muito. - pediu, notando que ela ainda estava sentindo muita dor. Rompeu a distancia que ainda mantinha da mais velha para poder tocar seu braço. - Não olhe, não vai doer se você não estiver olhando. - brincou em tom suave, era o que sua mãe costumava lhe dizer sempre que tinha que tirar sangue. 


- Tudo bem, eu te ajudo a se vestir depois...Você acha que chamaria muita atenção se eu tentasse conseguir uma  cadeira de rodas? - perguntou, não sabia bem como as coisas funcionavam ali, mas com toda aquela confusão de pais e feridos ele duvidava muito que chamariam atenção. - Eu não me sinto confiante em você sair andando...- explicou, cuidadosamente retirando as primeiras agulhas da mão e logo depois a do soro, olhando ao redor a procura de algo que pudesse ser usado como curativo. - Parece que não tem curativos aqui, você sabe se tem algum?


-Vou pegar suas roupas.

Decidiu, seguindo até a cadeira, pegando as roupas em mãos, colocando-as ao lado da garota na cama, esperava que fossem roupas fáceis de vestir. 

- Como eu devo te ajudar a vestir? - perguntou, novamente sem querer ser invasivo, os olhos percorrendo os buracos onde antes estavam as agulhas, assim como o rosto alheio, preocupado com o fato de que ela estava se esforçado de mais.
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MensagemAssunto: Re: Hospital Geral de Ambarantis   Seg 7 Dez 2015 - 17:09

~Sakura Tsukino



Eu o obedeci, desviado o olhar e esperando que ele retirasse as agulhas. Não me mexi um milímetro enquanto ele as retirava, eu só queria que isso saísse logo de mim. Um frio percorreu a minha espinha junto com aquele mal estar que aumentava. 
Quando o menino se virou para pegar as roupas eu me dei conta de algo, o olhando um tanto sem-graça.


- nee... qual o seu nome? Você sabe o meu, mas ainda não sei pelo que lhe chamar. - perguntei, enquanto tentava não mexer os braços, doloridos e ainda com as marcas arroxeadas nos dois pulsos.


Eu olhei aquelas marcas, as marcas das mãos de Charles me prendendo. Eu merecia algo bem pior, eu... Eu que o havia machucado, e em algum lugar bem mais profundo.


- Ie, não precisa de curativos, são apenas algumas gotas de sangue, logo vão parar e a blusa vai esconder... - disse, embora soubesse que não seria bem assim. Eu nunca tive boa cicatrização mas eu não queria demorar também. Uma hora ia parar.


- Podemos ir com a cadeira de rodas, mas só até o elevador... Acho que é melhor sairmos pela ala dos funcionários, logo, lá eu não vou poder usá-la. - era o melhor jeito. Se fossem pela saida normal certamente chamariam atenção. Ela já sabia que estava um furdunço enorme de repórteres e curiosos do lado de fora do hospital.


Ela olhou a roupa, passando a língua pelos lábios pálidos. É, não ia ter jeito.


- gomenasai, desculpe te pedir isso mas... Vou precisar mesmo da sua ajuda... eu... eu vou me segurar em você e você sobe a calça jeans e me ajuda a por o sutiã e a blusa....


roupa:
 



Eu estiquei a mão, pegando o sutiã. Eu já estava de calcinha então eu só precisava mesmo por o sutiã e o resto seria "tranquilo" do ponto de vista do constrangimento.
... Charles... Acho que eu deveria usar isso como prova. "Pedir para um completo estranho me vestir", mas acho que você não ia ficar feliz com a ideia.


~Onegai... solte os nós da camisola? - eu pedi, esperando que ele fosse para trás de mim e os desfizesse, logo a descendo pelos braços e deixando-a cair sob o colo enquanto passava as alças do sutiã pelos braços e o ajeitava.


Mexer meus braços, qualquer movimento parecia me causar muita dor, mas sabia que se demonstrasse isso o menino podia desistir.


~Agora.. tenta prendê-lo. - pedi, me referindo ao sutiã.


Esperei que ele o fizesse e respirei fundo.


- Preciso que ponha a calça nos meus pés, eu vou me apoiar em você e levantar, então você termina de subi-la e fecha, ok? - pedi, me preparando para a dor que eu sabia que ia sentir.


Quando ele a levantou e eu me apoiei em seus ombros para ficar de pé minhas pernas quase falharam com a dor. Eu passei os braços pelo pescoço do menino, me apoiando nele e segurando o choro, respirando rápido para controlar a dor.


~ima.....a.....a...blusa... - pedi, querendo ir rápido com isso. Tentei enfiar a blusa junto com ele levantando o mínimo possível os braços para mover menos a parte que mais doía, a cintura.


Quando terminei de por a roupa, só faltavam os tênis. Meu rosto estava mais pálido que antes, assim como meus lábios e gotas de suor frio grudavam o cabelo na minha testa.


~v...v...va..mos.... logo... ~eu respirei fundo mais algumas vezes.


Eu já havia sentido dor dessa forma, até pior. Mas, dessa vez isso me atormentava mais, pois essa dor me limitava, parecia não me deixar seguir. Mas eu tinha que seguir. Eu tinha que achá-lo.


- Onegai... temos ... que ir logo... já está escurecendo....


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MensagemAssunto: Re: Hospital Geral de Ambarantis   Seg 7 Dez 2015 - 18:25


Siberia se deixou acolher no abraço de Caio, era uma sensação boa, de conforto, ainda mais depois de todo o medo que haviam passado juntos e a certeza de uma terrível morte. Caio estava sendo cuidadoso com ela e, sem ao menos se ver no espelho, ela sentia que estava horrível. Sentia-se fraca e dolorida, cada músculo parecia rejeitar as tentativas de movimento.
 
- E-eu fico feliz – ela completou e então respirou fundo, tentando manter a voz mais firme, seus braços apertando de maneira frouxa os ombros de Caio, ela sequer tinha forças para aquilo – Eu fico feliz que Hino esteja bem e você... você também! – ela se afastou para olhá-lo. Caio não estava tão ferido afinal e isso era um alívio.
 
- Sua cadeira parece confortável, você pode me chamar para dar uma volta quando quiser – ela sorriu, dessa vez de forma genuína, mesmo que um dos olhos ainda estivesse meio fechado, um pouco inchado por alguma pancada – a minha também tem rodinhas e é maior – ela pousou uma das mãos sobre a maca, sorrindo ainda mais abertamente e chegando a rir quando ele comentou de seu “bumbum” sexy. Aquele era um bom som de se ouvir.
 
- Acho que você poupou as pessoas de um pouco de desgosto – ela brincou e se afastou do abraço – Ou não, tem pessoas de mal gosto por aí – ela completou, dando uma piscadela e logo se arrependendo. Tinha sido justo com o rosto machucado.
 
- Eu devo estar horrível mesmo – ela completou, olhando para os braços cheio de manchas roxas e vermelhas, pequenos cortes – Sim, eu vou falar com ele – ela ficou admirada de como Caio parecia lidar bem com a situação. Talvez por morar há tanto tempo num internato ele tenha ganho bastante confiança e independência e Siberia sentiu, naquele momento, que ela também queria ser alguém assim.
 
- Você esta certo – ela completou e então se ajeitou melhor na maca – Eu vou melhorar logo, ficar boa, eu vou convencê-lo de que preciso estar neste lugar e que.... as pessoas que fizeram isso, elas não vão destruir meus sonhos! – ela parecia determinada, mesmo diante de sua fragilidade naquele momento – eu vou ficar boa logo, porque quero ajudar os outros alunos também!
 
“E quero ver a Hino...” – ela pensou, mas aguardou aquilo para si mesma, aquilo também a deixaria tão feliz quanto ver Caio. Era estranho como os dois, naquelas poucas horas de convivência, haviam se tornado pessoas interessantes para ela.
 



A moto parou no estacionamento abarrotado de carros de visitantes e de emissoras de televisão que ainda insistiam em conseguir mais respostas, em explorar o desespero de pais e alunos. Era cruel, mas aquilo era a humanidade.
 
O jovem ruivo estava vestido com uma calça jeans, uma camiseta branca de gola V e um casaco cinza. Era discreto, não fosse pela grande tatuagem em forma de rosa negra que levava no pescoço, aquele conhecido selo que muitos caçadores e vampiros sabiam o que significava: mais um level D adiando sua morte.
 
Icaru caminhou até a recepção e pediu algumas breves informações, em sua mão, alguns lírios brancos estavam envoltos em um papel azul e uma fita de seda preta. Flores? Sabia que Yumi não gostava de flores, mas ela tampouco sentia algo por ele então, talvez ser cortês fosse o bastante.
 
Estava na cidade pois, assim como muitos caçadores, recebera o chamado de Zero, a convocação para ajudar naquele estranho e imponente ataque. A contragosto, pois sabia que Yumi estava ali e não queria cruzar mais seus caminhos com os dela, ainda mais depois de ver todo o sofrimento dela por aquele mesmo caçador que a convocara.
 
Ele entrou no quarto, o silêncio imperava sobre o local, Yumi estava ligada à aparelhos que apitavam e apitavam, seu peito subindo e descendo numa respiração calma.
 
Sim, era muito bom saber que ela havia sobrevivido, ele não queria colocar aquelas flores sobre um caixão.
 
No fim, ainda se perguntava porque estava ali? O que ele pretendia dizer se ela estivesse acordada?
 
Ele caminhou até a bancada que havia no quarto e colocou as flores ali, olhando por sobre o ombro para a jovem caçadora.
 
- Seus caminhos e de Zero se cruzam novamente – ele disse então – e o meu também – ele tocou no selo em seu pescoço e então fez uma expressão desgostosa – é tão irônico a forma que isso tomou, não é. Ele finalmente se casou com Yuuki e você... não acredito que esteja aqui pela convocação. De qualquer forma, há uma promessa a ser cumprida, então eu vou te ajudar.
 

Icaru então se aproximou e depositou um terno beijo na testa de Yumi Campbell, deixando o quarto em seguida, indo ao estacionamento e novamente montando em sua moto. Era hora de rever a associação e aqueles tão gentis caçadores.





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MensagemAssunto: Re: Hospital Geral de Ambarantis   Seg 7 Dez 2015 - 19:04

Após uma semana em repouso e sob cuidados no hospital geral de Ambarantis, boa parte dos alunos foram liberados, alguns retornando para suas casas para cuidados, outros retornando para a Academia, ficando temporariamente em um prédio que estava desativado, próximo ao dormitório da Night Class.
 
As aulas foram aos poucos sendo retomadas e alguns alunos já retornavam a sua rotina habitual. A mídia foi noticiando cada vez menos sobre o atentado e agora a Academia se preparava para receber o inverno e finalizar as construções e reparos no dormitório da Day.
 
Foram longos dias, longas semanas de um longo mês, mas aos poucos a rotina era retomada.
 

**Terminem seus arcos e se preparem para a fase II por favor, agradecemos a participação de todos!!**


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MensagemAssunto: Re: Hospital Geral de Ambarantis   Ter 8 Dez 2015 - 2:45

Raphael Grifftis


Um verdadeiro carpete vermelho se formava sob os pés de Raphael Grifttis. Exausta, Sara desfalecia no chão frio de porcelanato branco, encolhida pela próprio dor de ser refém de alguém tão cretino e manipulador quanto ele.

Grifftis apenas desceu o olhar até a patética cena de Sara, ela era tão fraca, tudo aquilo que Raphael nunca seria, ou pelo menos se esforçava para não ser. Ele agachou-se ao lado do corpo dela, queria vê-la mais de perto, enquanto o machucado em suas costas ainda se cicatrizava por causa dos poderes da mestiça. Agora ele se sentia muito melhor, já ela...

- Sara... - ele ergueu a mão e deslizou a ponta dos dedos sob a pele do braço dela. - Você não consegue nem vencer a si mesma, imagine matar um sangue puro. - Grifftis falou quase cuspindo aquelas palavras. - Você é patética.

Raphael a puxou pelo punho e a trouxe para si, acolhendo-a sob um abraço mais frio do que o próprio chão. Ele amparou a cabeça dela contra o peito, deixando-a quase sentada , enquanto a outra mão era levada até a boca. Ele fez um talho no próprio punho e deixou algumas gotas caírem sobre os lábios dela. - É disso que você precisa. É desse veneno que nos tornamos mais fortes. No tornamos aquilo que devemos ser.

Aos pouco ele inclinou-se mais sobre ela, afastando a ferida que já não mais sangrava para o lado e aproximando os lábios da lateral da face dela. - O chão é o seu lugar, Sara.  Jogada aos meus pés. - Raphael tocou os lábios na bochecha dela e deixou um rastro frio até a boca da mestiça, sorvendo do próprio sangue que escapava pelas laterais.

- Você está disposta a matar? - ele afastou-se dela e a segurou pelo tronco e pelas pernas, retirando-a do chão. - Sara, você será cumplice de um dos maiores atentados no mundo vampirico. Talvez meus planos só não superem Kaname Kuran, compreende a magnitude de tudo isso?- ele caminhou com ela nos braços e a colocou na cama do hospital. - E isso não impede de matar você ou Fernando, ou seja lá quem queira proteger.

Grifftis passou os dedos em torno dos olhos dela, secando as lágrimas que violavam em ambudância. Antes de se afastar ele curvou-se ao lado dela e disse baixinho próximo do ouvido dela, enquanto a mão que enxugava descia até a boca dela, pressionando o lábio inferior para baixo. - Eu mataria você sem hesitar.

Decidido em ver até onde as forças de Sara Augustine, ele afastou-se da cama hospitalar com passos demorados, o semblante sério e sem nenhum tipo de emoção estampada. Ele deu as costas para ela, já estava na hora de ir embora daquele local repleto de humanos e caçadores.

Ele caminhou até o próprio quarto e foi até o banheiro para ver se enfermeira ainda estava ali, mas da forma que ele acatou as palavras, ela cumpriu. Griffis respirou mais aliviado e retirou as roupas, jogando-as para o canto do ambiente.  A água caiu quente sobre a pele alva, ele deixou-se mergulhar deixando o corpo relaxar sobre todo aquele calor e vapor do banho.

Após o banho ele colocou a roupa que estava dentro de sua mala particular, que provavelmente alguém da academia havia enviado para a sua alta.  Grifftis vestiu a calça de sarja preta,a camisa polo também escuro, calçou um coturno de couro marrom e por cima um casaco de lã crua azul marinho.  Recolheu todos os pertences e saiu porta a fora, somente os passos ecoando pelos corredores. Como aquele setor estava destinado apenas a vampiros, poucas pessoas circulavam por ali.

Antes de desaparecer porta a fora, Raphael deixou a mão deslizar sobre a porta de Sara, as pontas dos dedos deixando um rastro cristalizado sobre a madeira. Um rastro de dor que se tornavam marcas pesadas na vida de Sara Augustine.
Final de turno...


Yumi Campbell

Como havia dito, Campbell foi a procura de um médico, que por fim, apenas a enviou de novo para o quarto em que estava hospitalizada, só no outro dia seria liberada. A contragosto, ela seguiu as ordens e foi conduzida por uma enfermeira até a cama, e la ficou de repouso recebendo outros medicamentos.

A cabeça de Yumi caiu pesada no travesseiro, apenas o bip ressonava no quarto acompanhando os batimentos cardíacos. A conversa que tivera anteriormente com o vampiro não fora das melhores. Vampiros nunca eram os melhores.

Conforme as horas passavam, o sono apoderava-se do corpo exausto da caçadora, obrigando-a fechar os olhos. O corpo pesava como concreto e a perna ardia, mas o que mais pesava para a ruiva era o vortex de pensamentos em relação ao ataque do outro dia. Em relação as ordens do mais novo líder dos caçadores. Porém, dentro do seu intimo, além de Zero, outras lembranças a perseguiam, lembranças de um anjo que acolherá a um tempo atrás. Pessoas que sempre seriam partes de sua existência, seja pelo bem ou pelo mau.

Yumi sempre sentiria aquela dor em seu peito, as amargas cicatrizes de sua vida de caçadora, do seus frágeis relacionamentos, de toda a sua fraqueza que era mascara por atitudes extremas e olhos afiados. Algo invisível a todos, mas que pesava em todos os segundos do relógio. Muitas vezes ela acreditava que poderia ser concertada, que aqueles momentos de acalento seria o suficiente para que ela pudesse se encontrar, Yumi precisava saber quem ela era, o que era... Ela precisava ser envolvida por algo mais forte do que a muralha que a cercava, envolvida por aqueles olhos lilases e vazios...que nunca lhe pertenceram. Olhos lilases que em piscadas se tornavam verdes, olhares acalentados que simplesmente se fechavam para ela e desapareciam na escuridão.

- Não! - a voz saiu pesada de sua garganta, Yumi apoiou as mãos espalmadas sobre o colchão ajeitando-se para sentar. Ela demorou alguns segundos para a realidade cair sobre si e compreender que tudo aquilo era mais um dos sonhos que lhe assombravam a noite.

- Devo estar ficando louca. - ela esticou o braço para pegar um copo de água na bancada próxima de sua cama e ficou estatizada ao ver um buque de lírios brancos embrulhados sobre um papel azul.  A ruiva engatinhou com cuidado até as flores e enlaçou o buque com as mãos, trazendo para si. O cheiro era doce e suave, amaciando um pouco da solidez estava encravada sob a pele da caçadora.

- Quem... - a voz saiu num pequeno suspiro, um sorriso tímido formou-se sobre os lábios e um nó na garganta se formava rapidamente, pois ela não queria alimentar esperanças de um passado enterrado. - Será? - ela olhou com carinho para as rosas, deslizando as pontas dos dedos sobre algumas pétalas. A ruiva deixou o olhar correr por todo o aposento, mas mais nada havia ali.

Os olhos verdes pousaram sobre a janela que estava com as cortinas abertas, o sol começava a nascer no horizonte, já estava quase na hora de ir para casa.  Enquanto o médico não chegava para a sua alta, a caçadora permanecia agarrada como oração naquele buque misterioso.
Final de turno...


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MensagemAssunto: Re: Hospital Geral de Ambarantis   Ter 8 Dez 2015 - 10:24



Sakura escreveu:
- nee... qual o seu nome? Você sabe o meu, mas ainda não sei pelo que lhe chamar. - perguntei, enquanto tentava não mexer os braços, doloridos e ainda com as marcas arroxeadas nos dois pulsos.

- Ah, eu só sei o seu porque a enfermeira me falou. - abriu-lhe um sorriso. - Meu nome é Luan Young. - completou,, balançando a cabeça positivamente. - Se você diz...mas tome cuidado, por ser um problema se acabar infecionado. - pensou por alguns segundos, tendo uma ideia. - Meu amigo esta na cidade, se eu ligar pedindo para ele vir me buscar, com certeza ele viria correndo, nesse caso poderíamos sair pelo estacionamento subterrâneo...Acha que seria um problema? - perguntou, mais uma vez, balançando a cabeça negativamente. - Não precisa se preocupar com isso, não é estranho ou algo assim...- na verdade era, mas ele não se importava tanto.

Ajudou a soltar os nós da roupa de hospital, logo depois seguiu obedientemente os paços, tentando faze-lo da forma mais cuidadosa possível, os olhos sempre buscando os alheios para se certificar se estava tudo bem.

Seria tão mais fácil se ela tivesse pedido um vestido!

Piscou os olhos quando sentiu o peso sobre seu corpo, a expressão tornando-se novamente preocupada ao notar que ela parecia estar sentindo muita dor.

Sorriu suavemente, tentando parecer confiante, enquanto pegava a blusa, por fim ajudando a coloca-la, dessa vez sem dizer mais nenhuma palavra, abaixando-se para colocar os sapatos, fazendo o mais rápido que podia. Eles tinham que sair logo. 

- Já está pronto. - falou, quase como se quisesse dizer que todo o sofrimento não foi em vão, teve vontade de limpar os olhos e o rosto alheio, mas achou que seria melhor não. - Vou buscar a cadeira, espera, so um pouco. - pediu, ainda mantendo o sorriso suave enquanto se afastava, seguindo pelo corredor.

Não foi difícil achar uma cadeira vazia, com a confusão  muitas haviam simplesmente sido deixadas nós cantos, provavelmente por falta de tempo dos funcionários para coloca-las em um lugar mais adequado. 

Voltou ao quarto, observando vez ou outra se não estava chamando atenção.

 - Pronto, vamos. - deixou a cadeira ao lado da cama, oferecendo a mão como apoio.- Quando ao seu urso, alguém vai leva-lo depois? - perguntou, curioso, afinal, duvidava que eles conseguissem sair escondido e levar um urso daquele tamanho.



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MensagemAssunto: Re: Hospital Geral de Ambarantis   Ter 8 Dez 2015 - 21:29

~Caio Trigoli





Ah, Sibéria... Eu já percebia algo assim, mas você só deixava tudo mais evidente. Eu dei um sorrisinho de lado quando a ouvi falar de hino novamente, com uma expressão engraçada.


- Acho que da próxima vez que a ver tem que confessar seu amor... Tá mais preocupada com ela que nem estava lá do que com você que virou um saco de carne processada


Eu ri, esperando a reação dela. Talvez só ela não percebesse que tinha uma queda pela menina.


- Se quiser, eu também posso emprestar a minha cadeira do amor para você dar umas voltas com a Hino hahahahahaha - impliquei novamente. Hoje eu estava pra isso.


Ouvi as palavras da menina e sua determinação. Era assim que deveria ser. Ficar remoendo aquilo, acuada, assustada, não iria ajudá-la a superar. Eu sei lá se alguém de fato superava as coisas que vimos, mas eu queria que pelo menos ela esquecesse.
Eu havia me dado aquele tempo, ela tinha que se dar também.


- Sim... é apenas o susto de tudo. Afinal, independente do que aconteça esse é o meu último ano e não vou conseguir faazer nada sem a minha co-presidente de dormitório e.... claro.... sua fiel escudeira hinomaru.


Eu me aconcheguei ali na cadeira, na verdade, por menos machucado que eu estivesse, eu me sentia um caco.


- Vamos descansar, Sib. Eu sei que a Hino vai vir te ver e também, logo voltaremos para a academia.


Sorri, acariciando mais um vez as mechas do seu cabelo rosado. Ela era uma boa menina não merecia ter passado por aquilo. Por isso, eu ia fazer o máximo para que ela se esquecesse disso, voltasse a sorrir feito uma idiota, como ela sempre fazia, pelos corredores da academia.




~Sakura Tsukino



Luan... Eu me lembraria desse nome, e não porque ele me deu um tiro, e sim por estar me ajudando ali. Era horrível admitir isso mas eu nunca seria capaz de achar Charles sozinha. Eu nem fui capaz de me vestir sozinha. Eu precisava dele. Estava agradecida.


~Ano... Se o seu amigo puder, eu vou ser muito grata....


Apenas ouvi tudo o que ele disse enquanto ele saia para buscar a cadeira. Meu corpo inteiro doía e eu pude sentir algo morno na pele, bem nos pontos do tiro.


~kuso... ~xinguei baixo. Os pontos deveriam estar abrindo pelo esforço, afinal, eram recentes ainda.


Peguei a camisola de hospital que eu tinha tirado, pressionando levemente, por mais dor que aquilo me causasse, pelo menos para minimizar, jogando a camisola atrás da maca antes de Luan voltar.


Quando ele chegou com a cadeira eu me sentei com cuidado, mordendo os lábios e respirando fundo até que consegusse me acalmar.


O urso....


Eu o ouvi, olhando para a enorme pelúcia. Dei um pequeno sorriso carinhoso na direção dele, olhando Luan em seguida.


- Utsukoshi.... lindo, né? - eu olhei o urso mais uma vez - demo... eu não vou poder levá-lo, não podem desconfiar de quem esteve aqui ou me deu isso... sore de.... Eu quero que fique com você, Luan-kun. Eu vou te dar de presente, para que você cuide dele, hai? - eu sorri de forma cálida ao menino - Você parece um rapaz gentil e delicado, sei que vai gostar dele.


Eu suspirei olhando a porta.


- Demo... Depois o pegamos, temos que ir logo e sem nada enorme que chame a atenção....


Disse, esperando que ele passasse comigo pela porta.




No corredor não houveram surpresas. Eu já estava vestida então parecia simplesmente uma paciente que estava sendo levada pra dar uma volta, daqueles que logo teriam alta.


Eu não conhecia exatamente bem aquele hospital, mas conhecia o fluxo e movimentação de como os enfermeiros iam e vinham. Indiquei para Luan os melhores caminhos, até que chegamos na ala dos funcionários.


- Vamos rápido! - el me apoiei na cadeira - Se me virem de cadeira de rodas no elevador vão suspeitar... Os pacientes só podem sair pela entrada principal do hospital. O fluxo de enfermeiros aumentou por aqui, é só parecer tranquilo.


Eu me apoiei nele e na cadeira, fazendo força para ficar de pé já dentro do elevador e me apoiando em uam das paredes dele.


~chuta ... isso pra fora... ~disse, enquanto minha mão batia no botão para fazer o elevador descer. ~Liga pro seu amigo também...




A essa altura eu estava mais pálida. Bem mais pálida do que antes. Eu me esforçava para ficar de pé encostada aquela parede e isso parecia me consumir, mas algo pior começava em mim. Uma dor... uma dor forte e aguda parecia me rasgar de dentro para fora e me deixar tonta. Completamente tonta....


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MensagemAssunto: Re: Hospital Geral de Ambarantis   Qua 9 Dez 2015 - 21:18


-Obrigado!Eu vou cuidar bem dele. -prometeu, pegando seu celular rapidamente.

"Estevam é uma emergência!Venha rápido, estou te esperando no subsolo. " - mandou, rápido e pratico, conhecendo Estevam, ele estaria ali logo.

Guio então cadeira pelos corredores, a chutando como pedido para fora do elevador, logo se oferecendo novamente para ajuda-la a se apoiar.

-Você não esta parecendo bem...- acrescentou, o tom ainda mais preocupado que anteriormente. - Sakura...

Ele começou a ficar aterrorizado com a palidez da garota, mas se segurou, suspirando brevemente.

- Vai ficar tudo bem. - tentou parecer animador, assim que as portas se abriram. - Estevam deve estar chegando. Mais um minuto...- insistiu,ainda preocupado no exato momento em que  o carro negro entrou no lugar.

Sakura parecia ainda mais tonta.





Estevam
- Entrem. - disse alarmado ao jovens, esperando que o garoto ajudasse a menina asiática a entrar no carro, sem se quer notar que algo parecia errado. - O que esta acontecendo? Eu achei que estava morrendo!

- Desculpa Estevam, mas precisamos sair daqui, rápido. - informou o garoto,antes mesmo que o vampiro pudesse ouvir o som da porta se fechando.

-Mas que porra? - perguntou, afobado, sem entender as palavras do garoto. Porque precisavam ir? - Tem alguém sangrando? - arqueou a sobrancelha, sentindo o aroma do sangue, vindo dos pontos que se abriram. - Luan!? - pediu por explicações, mas o garoto não parecia interessado em responde-lo, ainda ajudando a garota a tentar entrar no carro.


Última edição por Nataori em Qui 10 Dez 2015 - 17:34, editado 2 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Hospital Geral de Ambarantis   Qui 10 Dez 2015 - 14:44

++Willian++

Quanto tempo havia se passado desde que chegara ali? Will não sabia, mas de certa forma aquele lugar cheio de hunters continuava a ser tão claustrofóbico e desconfortável desde que chegara, com todos aqueles olhares sobre si e a quase vigilância que mal lhe permitia molhar a boca com uma gota de sangue qualquer. Isso se conseguisse mandar mensagem para Elliot ou para o avô, o que havia se tornado uma tarefa muito arriscada se quisesse manter o anonimato. Pelo menos até aquela mensagem do vampiro em seu celular, que Will jamais teria pensado em ser um golpe ou armação diante de toda sua inocência.

“A garota do Hospital acordou, quer que eu te busque, Willian-san?”

O número conhecido perguntava, e o loiro apenas assentiu, começando a escrever sua concordância, até parar. Não. Daquela forma não seria bom. Se ia lidar com Sakura, talvez fosse melhor levar doces... Biscoitos? Qual era mesmo seu sabor favorito? O coração do menino parecia palpitar diante daquelas memorias antigas de quando era ele e apenas humano. O tempo onde o dom da inocência ainda lhe era presente.

“Seria bom, Elliot, mas tem que há ser duas quadras do alojamento, não posso ser visto com um vampiro e... Pode comprar uma caixa de Dunnots de chocolate antes de trazer o carro aqui?”

Sim. Era isso. Esses sempre foram os favoritos de Sakura e é obvio que Will não chegaria de mãos vazia no hospital para visita-la. Mesmo que suas novas justificativas não correspondessem ao que realmente sentia.

“Virei garoto de entregas do cupido, hein?” O vampiro parecia brincar em sua resposta. “Tudo bem, Romeu, estarei ai em vinte minutos para te buscar”

O loiro apenas ficou olhando o celular com cara de WTF? após aquela resposta. Mas do que aquele Elliot estava falando? Will deu um suspiro. No fim, aquilo não lhe importava tanto pelo costume. O assistente de seu avô sempre fora assim com ele afinal, talvez por ele não ser um vampiro ou simplesmente por não ter ninguém com quem extravasar. Não importava. Era quase engraçado, pensando bem. Fazia-o esquecer um pouco das pressões.

Colocando o celular lado, o garoto simplesmente enfiou os dedos pálidos na mala, tirando dali uma camisa social azul e uma calça Jeans quase preta, que lhe caiam muito bem, além de um sapato social. Os dois últimos botões da camisa estavam abertos, mostrando o final de seu peito e seu pescoço, e o tecido agora jazia-lhe um pouco mais apertado que antes, por não estar tão magro.  Seu cabelo loiro e caído sobre os ombros, estava bem alinhado e arrumado. Não se podia negar que uma bela visão quando saiu pelas ruas de Abarantis. Uma bela visão de beleza quase sobrehumana.

***

-Ao que parece, Will-san realmente pegou gosto pelo atraso depois que ficou longe de Murtagh-sama.

Anunciou Elliot com um sorriso malicioso, do lado de fora do carro preto, enquanto tragava o seu cigarro. O homem como sempre usava seu melhor terno e as vestes negras que combinavam com o modelo e até lhe faziam parecer um motorista de uber ou segurança particular. Mas talvez seu jeito despojado lhe tirasse um pouco o credito, não que Will parecesse se importar muito.

-Sempre pensei que a ansiedade e a pressa fossem uma fraqueza, não é, Elliot-san?

Dessa vez foi a vez do jovem humano perguntar com um sorriso calmo e tranquilo no rosto que beirava a gentileza, embora fria. Ok que aquela não era uma frase sua e sim de seu avô. Mas não podia-se dizer que ele não concordava, enquanto puxava a porta ele mesmo, entrando no veiculo, enquanto o outro se recuperava do choque repentino.

-Você realmente está ficando parecido com Murtagh-sama...

Esse fora o murmúrio de Elliot, antes de jogar o cigarro pra longe, também entrando no carro e fechando os vidros. A caixa dos biscoitos que Will havia pedido estava encima do banco traseiro, mas Will apenas lhe encarou com o máximo pouco caso que encararia algo que cheirasse tão bem. Doces não mais lhe apeteciam há tempos, mas ele costumava come-los. Ao menos, para manter a aparência...

O loiro deu um suspiro entediado, abrindo o vidro da janela e encarando o próprio reflexo ali. Ao contrario do que era de se imaginar, não estava tão agitado com o machucado de Sakura. Ele apenas cumpria seus respeitos. Como faria a qualquer pessoa doente. Nem mesmo havia nervosismo ou taquicardia. Apenas a calma e o som da musica de seu ipad.

-Will... O que esta havendo com você?

Se perguntava em silencio, enquanto o carro balançava e então ganhava entrada no estacionamento hospital.

-Willian... Willian-san...

A voz de Elliot chamou distante, enquanto o garoto abaixava o som confuso, antes de cair na realidade com outra imagem que se juntava ao seu reflexo no vidro escuro. Aquela era Sakura? Ela estava?

Will sentiu seu estomago revirar ao vê-la daquele jeito como uma memoria antiga que não queria se lembrar. E os biscoitos agora jaziam abandonados, quando ele abriu a porta correndo em direção a ela para tentar ajudar. Mas talvez o mais estranho daquilo tudo fosse outra sensação. Não exatamente a preocupação em sua mente, mas a secura. A sede que surgia do nada em sua garganta enquanto corria e ele tentava suprimir...

E em seus olhos, havia apenas aquela imagem, da menina despencando enquanto tossia e vomitava sangue antes de entrar no carro, com ele correndo em sua direção.

++Elliot++

Ótimo, aquele show estava dando mais cache que o esperado. O homem no banco de motorista pensava, enquanto seu protegido deixava o carro em direção a garota de cheiro delicioso.

Logo logo ele teria que segui-lo e oferecer ajuda para continuar no seu teatro. Mas antes... Elliot apenas deu um sorriso diante de uma mensagem, depois digitando um outro numero no visor de seu celular, mandando uma mensagem.

"Pode fazer aquilo..."

E que belo momento se não aquela noite, para o fim de uma tragedia, não é? Agora tudo o que ele precisava era abrir a caixa de pandora para seu mestre.

-Até que esse desperdício de tempo hoje se tornou útil, Willian-san..

Repetiu para si mesmo em voz baixa, saindo do carro para ir "ajudar". Aquele incidente, embora inesperado, havia lhe caído como uma luva...


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MensagemAssunto: Re: Hospital Geral de Ambarantis   Qui 10 Dez 2015 - 18:58

~Sakura Tsukino





Eu lembro... que ouvi meu nome. Em algum momento parece que eu ouvi a voz do menino falar comigo mas... estava tão distante, tão irreal. Não. Não era para estar assim. Eu me dei cota então que minha consciência estava fraca, eu estava fraca. Kami~sama... Agora não, eu tinha que ficar forte... eu não podia.

~L...luan.... ~eu tentei chamar o menino. A minha visão estava turva quando o elevador parou e eu mal notei a aproximação do carro.

Meu olhar, eu se quer sabia para onde olhava, perdida com a visão nublada. Havia mais uma voz ali, eu senti uma presença vampírica se aproximar e algo dentro de mim se remexeu, inquieto, voraz e intenso.
O Tsuki no Hikari, era ele. Estava ativado.

Meu corpo se curvou, com uma tosse violenta como se eu tivesse engasgado com algo, como se algo me sufocasse.
A força que fazia ao tossir pelo engasgamento mexeu com meus pontos frescos, fazendo-os sangrarem enquanto eu tossia mais, perdendo as forças das pernas e caindo sentada se Luan não me segurasse.

~Ie..... ~ Eu ergui a mão que tapava a boca, vendo todo aquele sangue a manchando.




Isso me deu um outro acesso de tosse, forte, eu parecia sufocar, sufocar com o meu próprio sangue que manchava meus lábios, mãos e braços, deixando o gosto férreo na boca e uma sensação de fim no corpo.


Algo estava errado, eu não conseguia frear aquele poder, simplesmente não conseguia. Meus olhos se ergueram, perdidos procurando os de Luan e o menino pode ver, pode finalmente ver os meus olhos com as íris prateadas.
Não mais o habitual turquesa e sim um prateado vívido que lembrava duas luas cheias brilhando em minha face.
Seria belo, se aquilo não significasse uma morte breve demais para mim.


Eu tossi mais uma vez, o sangue parecia não querer parar de voltar pela garganta, me engasgando. Uma dor forte latejava todo o meu corpo, me fazendo gritar entre as vezes que tossia e cuspia mais sangue. Eu não conseguia frear aquilo, não tinha como.


Já havia uma pequena poça de sangue sob mim e uma mancha forte vermelha na minha blusa, por onde o sangue se mostrava quando eu ouvi... na verdade, senti. Senti Will, era ele mesmo? Eu se quer consegui erguer o rosto para olhá-lo, EU estava mole e não ia conseguir nem me manter de erguida enquanto sentada mais.
A única cor no meu rosto era o sangue que manchava meus lábios, eu estava pálida, eu não ia...


- S..sanji... - eu não tinha mais escolhas. ~ k...kurogane.... m...meu....remédio.... ~eu tossia mais sangue enquanto falava. Eu precisava daquilo. Só aquilo pararia o Tsuki e talvez me salvasse. - As..associaçao....


Eu rezava, muito, para que conseguissem me entender, para que chegasse a tempo, para que ainda sim conseguisse ver aquela pessoa.
Will.
Eu o senti mais perto. Meus olhos de íris prateadas se ergueram aos do menino, mas já fracos e sem 
firmeza.
Eu queria dizer algo, mas não conseguia.


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MensagemAssunto: Re: Hospital Geral de Ambarantis   Qui 10 Dez 2015 - 20:07

+Lya+

A vampira não se daria por satisfeita ainda aquela manhã depois de se alimentar de alguns vampiros na cidade baixa tinha recebido de seu servo bestial a informação que os humanos estariam naquele lugar a qual chamavam de hospital. Ela estava observando quando ao longe viu um carro encostar e um rapaz loiro sair correndo de encontro a uma humana, que aparentemente estava se sentindo mal.

"Olha só a banbina que me atacou no convento... Hum... tirei a sorte grande, vou pegar meu preciosos pet's rs"

A vampira estava protegida por um guarda chuva negro, o sol era um certo incomodo, mas com as devidas proteções estava até a vontade andando de dia, aqueles tempos modernos com seus itens e proteções eram muito útil, protetor solar e óculos escuros, ela adorava a nova era, quanta coisas que via mais ficava feliz em está desperta.

Cantarolando ela andou por aquele lugar, suavemente deslizava entre os carros até chegar a eles, ali próximo e com um leve sorriso ela parou e falou em italiano já sabendo que eles a reconheceria, apesar de estar com outras roupas e um semblante mais suavizado de uma menina, Lya tinha seus olhos amarelos em cima daquelas crianças.

_I miei figli bellissimi ... Quanto tempo hanno sentito la mia assenza? (Minhas lindas crianças... A quanto tempo, sentiram minha falta?)

Ela tinha o olhar fixo em Sakura e sentiu o cheiro do seu sangue, lambeu os lábios onde as presas foram mostradas a eles.


Spoiler:
 


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MensagemAssunto: Re: Hospital Geral de Ambarantis   Qui 10 Dez 2015 - 21:55

Um campo de sangue e pessoas caídas. Aquela já era uma imagem corriqueira em seus sonhos, onde ele caminhava só, maculado por sua própria identidade e pensamentos sombrios, diante de tinta vermelha que cobria todo o seu corpo. Vendo por aquela imagem em sua mente, talvez pudesse ter notado o mal pressentimento logo de cara. Ou o frio que acompanhava toda sua barriga, enquanto sua garganta gritava desesperada por sangue. Aquele sangue... O sangue de Sakura que agora, mesmo que de forma involuntária, ele já conseguia sentir a doçura. O sabor imaginário entrar em conflito com sua consciência e "existencia" passada como filho de medico.

-Droga... Acho que ela está tendo uma reação autoimune ou algo assim...

Will falou em voz baixa, abaixando perto da menina e apoiando seu ombro. Observando aquilo mais de perto, não seria um tanto familiar?

-Elliot, será que pode me arrumar um pouco daquilo? Acho que podemos segurar isso antes de levá-la para associação, onde pode ser tratada melhor.

Ele perguntou ao vampiro, a distância, que apenas acenou com a cabeça, abrindo o porta mala e pegando algo em uma geladeira automotiva. Aquilo eram seringas com uma substância azulada? Sim. Todos ali podiam ver, embora somente Will e o vampiro soubessem para aquilo servia.

Supressor de magia no sangue ou algo assim. Uma espécie de imunossupressor alquimicamente preparado para Will tomar. Mas, ali, naquele caso, ele seria aplicado em Sakura como uma tentativa de melhora. Se não faria bem, pelo menos não pioraria seu estado, e não era a primeira vez que aplicaria uma injeção também. Havia feito muito isso com seus pais, ainda em Dubblin, no velho hospital regional onde passava o tempo de folga, e podia garantir que sua técnica não tinha falha...

Ou talvez tivesse, diante da distração de todo aquele sangue é uma presença que fez seus ossos gelarem. É aquela música... A fúnebre canção de ninar que podia causar pesadelos. A sensação horrível do convento e da festa de Charles que agitava algo incomodo dentro de si...

-De novo...

Ele tentou falar, mas não pode, enquanto sua face jazia branca e seu ser tremia. Will levantou o olhar para a figura loira, em um estado de quase choque e paralisia. Havia medo em sua expressão. Medo puro e algo mais, embora Lya de alguma forma pudesse notar que aquilo não se devia totalmente a ela.

Estava no mesmo campo, todo coberto de sangue, ou seria aquilo uma garagem? E aqueles olhos eram tão amarelos, quanto os daquele ser, embora não fossem os mesmos... Assustadoramente aterrorizastes é estranhamente familiares.

-Por... Favor...

Por favor, não machuque Sakura-san. Talvez fosse algo que quisesse falar. Mas de sua boca não saiam mais do que murmúrios desconexos e palavras pela metade, enquanto ele a encarava paralisado e com calafrios.

Ela queria atacar Sakura? Ela iria lhe morder? Não. Não podia. Isso ia matá-la. E aquilo assustava Will. A japonesa era um de seus elos. Um dos únicos que restava em seu pensamento egoista entre si e o seu pesadelo. Se pelo menos ele pudesse fazer algo...

Will - Resistir à aura de Lya: 4 (vigor) + 3 (força de vontade) -> 7
Dificuldade 8.




Última edição por kagura em Sex 11 Dez 2015 - 13:44, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Hospital Geral de Ambarantis   Qui 10 Dez 2015 - 21:55

O membro 'kagura' realizou a seguinte ação: Lançar Dados

'D10' : 9, 1, 5, 6, 6, 5, 6


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MensagemAssunto: Re: Hospital Geral de Ambarantis   Sab 12 Dez 2015 - 12:16

+Lya+

Ela sorriu leve e seus olhos amarelo aguçaram que nem felina aquela menina que sangrava, suas narinas estenderam para sentir no ar o cheiro saboroso, todo aquele ambiente era propício a uma deliciosa refeição. A vampira sentiu o ar impregnado de medo e a sensação era prazerosa assim como o sabor de sangue fresco escorrendo a garganta. 

O vento soprava leve e um calor típico de final de estação acentuava o odor fazendo a vampira caminhar até eles, quando chegou perto deles estendeu a mão e afagou o rosto da menina humana e acariciou os cabelos olhando diretamente nos olhos do menino que a amparava.

_O que aconteceu com a bambina? - sorriu a eles em uma falsa gentileza enquanto sua aura negra se expandia. Sabia que ambos não estavam sós e que o vampiro no carro poderia fazer algo, mas se tentasse morreria._Vou cuidar de vós meus lindos bambinos.

Assim que ela fala isso um carro preto se aproxima em velocidade moderada e para ao lado deles, um homem muito bem vestido desce e abre a porta de trás do carro curvando-se aguardando que entrassem.

_Ajude-a a entrar... - Falou com o menino para entrarem no carro._Cuidarei de vocês agora, são minha futuras crias e não posso deixar que nada lhes aconteçam.


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MensagemAssunto: Re: Hospital Geral de Ambarantis   Sab 12 Dez 2015 - 13:42

~Sakura Tsukino


I have a problem... A big problem...




Existe alguns momentos em que você simplesmente não consegue ter reação, não consegue dizer, agir ou fazer qualquer coisa. Momentos onde, por algum motivo, você percebe tudo ao seu redor, mas somente isso. Você só percebe.
Eu estava nesse momento.
As coisas pareciam acontecer ao meu redor sem que eu pudesse expressar qualquer reação sobre elas. Aquela dor... Ela me consumia e eu tentava a todo custo frear aquela reação dentro de mim.

Will... Ele estava ali. Eu o senti me amparar, senti sua mão tocar minha pele. Eu queria segurá-la, eu queria sentir a segurança que ele me passava, mas não consegui. Eu só conseguia chorar, chorar e chorar com aquela dor absurda que sentia.
Eu me concentrava para frear aquele poder, para pará-lo, mas um grito mais alto saiu da minha garganta, dor e medo, surpresa e susto em uma mesma voz.
Antes mesmo de vê-la eu a senti. O tsuki no hikari a sentiu e pareceu reagir àquela energia demoníaca que se aproximava de mim.

Uma de minhas mãos conseguiu chegar a manga da camisa de will, a segurando com a força que ainda tinha. Eu precisava ficar acordada, alerta. Eu precisava protegê-lo. Will não teria chances contra ela assim como Luan ou seu outro amigo.

Eu não podia fazer nada... quase nada.

Senti Will paralisar sob os meus dedos e meus olhos cheios de lágrimas se ergueram, encarando aquele ser à minha frente.

Seus olhos eram completamente amarelos, vibrantes como o de um demônios... Os meus estavam prateados e vívidos, pulsando a energia do Tsuki no Hikari por mim, imitando duas luas completamente cheias, a marca do meu poder e meu sangue queimando à minha nuca, aquela marca de meia lua, como se ela começasse a crescer novamente.

Will talvez tivesse chances. Meu sangue, eu sabia que meu sangue talvez pudesse atrasá-la e se ela me mordesse.... se me mordesse mesmo no estado em que eu estava seria capaz de acabar com ela, pela ligação estabelecida durante a mordida.

~w...wil.. ~ eu apertei mais forte a camisa dele, queria pedir para que fugisse, mas outro acesso de tosse e sangue me tocou.

Ela estava ali, estava perto de nós. A sua voz fez um arrepio percorrer minha espinha, tornando meu poder voraz e ativo. Ela era perigo. Aquela aura parecia querer me sufocar... Sua energia era completamente incompatível com a minha.
Oni e Miko

Eu olhei aquele ser novamente. Ela não iria me levar, muito menos levaria Will.... Eu ia fazer algo, não importava o que custasse.

~ vá... embora.... ~falei com custo, minha voz trêmula e aguda pela dor enquanto meus olhos brilharam levemente.


ação: Ataque espiritual: Expansão de aura de purificação que afeta criaturas das trevas em geral. Drena a energia e causa danos físicos. Propriedade sagrado/magia branca.
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MensagemAssunto: Re: Hospital Geral de Ambarantis   Sab 12 Dez 2015 - 13:42

O membro 'Dorii'' realizou a seguinte ação: Lançar Dados

'D10' : 6, 5, 1, 4, 10, 1, 2, 7, 10, 10


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MensagemAssunto: Re: Hospital Geral de Ambarantis   Sab 12 Dez 2015 - 15:51

++Will++

A mão da garota segurava seu pulso tentando lhe dar segurança. Mas quem disse que ali ele conseguia ter alguma segurança ou agir mais autonomamente que um robô. Sim. Pois Will tremia. Não só no estertor, mas seu próprio espírito parecia ser esmagado por aquela força negra que lhe revirava de maneira familiar, tão impossível de resistir. Seus dedos, sua pele, seu ser, tudo parecia consoar no mesmo tom pálido enquanto o pesadelo e a realidade pareciam se misturar naqueles mesmos olhos amarelados. Os olhos da vampira a sua frente e do monstro em seu interior que se misturavam de forma perturbadora, lhe despindo de vontade ou capacidade de agir. Na verdade, talvez seus próprios olhos tivessem tão perturbados pelo pánico de seu trauma naquele momento naquele momento que tudo que podia ser observado era o belo vazio arroxeado com que eles se pintavam.

Nem mesmo o som da menina ou a confusão parecia-lhe fazer algum sentido. Muito menos algum resquício de vontade quando aquela enorme energia lhe afetou quando ele se levantou, puxando o braço de Sakura e a ajudando a entrar no carro obedientemente conforme as ordens da voz como um boneco treinado. Por que fazia isso? Nem ele sabia. Mas uma espécie de forte indução parecia lhe guiar em silêncio. Uma indução parecida com o que já sentira antes, muito embora dessa vez estivesse misturada ao pânico e movimentos involuntários. Aquela aura, de maneira estranha lembrava o seu avô.

-Me desculpe Sakura-san... - Queria falar com seu resquício de força de vontade, mas ele estava tão afetado que nenhum pio pareceu sair de sua garganta.

E que patético ele era naquele momento. Um monstro acuado por ter mais medo de si mesmo que tudo. Um monstro que nem mesmo Elliot podia tentar resgatar, enquanto observava quase em choque e transtornado, sabendo que O puro sangue ao qual servia logo pediria sua cabeça em uma bandeja.


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MensagemAssunto: Re: Hospital Geral de Ambarantis   Sab 12 Dez 2015 - 16:03





As palavras de Raphael chegavam a ela como se viessem de outra dimensão, como se, ao perder o próprio sangue, Sara fosse lançada em algum lugar entre o real e o imaginário e, no fundo, ela desejava que tudo aquilo fosse apenas um pesadelo, o pior de todos, longe e distante.


Ela se sentia afundar, o frio tomando conta de seu corpo, os pés dele diante de seu rosto. O que ele esperava para simplesmente destruí-la? Por que ele se importava o bastante para deixa-la viva? Por que seu pai a havia enviado de volta?


Ele não sabia, não tinha como ele saber, não tinha como ninguém saber e ninguém estava lá para ela. Mas e se ela contasse? Fernando certamente poderia destruir Raphael…



“Por que eu não contei?” - ela pensou, seus olhos fechados, cheios de lágrimas querendo escapar de qualquer modo. As lembranças de quando Grifftis havia sumido, a culpa e todo o que ela sentia dentro dela se remexiam de forma incômoda, como corte de gelo.


“Você é patética” - a farse dele ecoava e ecoava, batendo fundo no eco de seu amor próprio, ou o que havia sobrado dele afinal. Ela sabia que, depois que fora embora de Whistler, nunca mais fora a mesma. Algo dentro dela havia se partido de uma forma que não havia como fixar.


-Eu vou - ela murmurou de volta, seus olhos piscando, a visão turva daqueles sapatos diante de seu rosto. Era tão humilhante.


Sara tentou firmar as mãos no chão e se levantar enquanto Raphael a rodeava, puxando-a então como uma boneca de pano do chão, os olhos dela se fixaram no rosto dela, mas sua mente estava tão longe, como se estivesse pronta para fugir da agressão que estaria por vir.


Ela lembrou-se dos dias quentes da Espanha, tentando manter o frio longe de si, as praias cheias de pessoas, os amigos sorrindo em volta da fogueira. Ela ainda pudera aproveitar um pouco daquilo quando retornara, embora seu pai houvesse mudado.


Ainda assim, ela ainda tinha boas recordações dele naqueles dias. Fernando ainda a abraçava com amor e com ele, ela não precisava mais caçar. Mas havia algo, havia algo que ele nunca lhe dizia e, com o tempo, aquilo esfriou um pouco a relação deles.


Ela fechou os olhos, o cheiro do sangue de Raphael lhe atingia em cheio, fazendo seus presas doerem e desejarem por aquilo, mesmo sabendo toda a amargura que aquilo lhe traria. Seus lábios sorveram as gotas que caiam neles, sua mão se ergueu de forma involuntária para apanhar o pulso de Grifftis.


Veneno, aquela parecia ser uma palavra bastante correta para descrever o que ela bebia.


Ela sentia o toque gelado dele, mas seu corpo e sua mente pareciam tão cansados naquele momento, apenas aquela ideia martelando em sua mente, de forma repetitiva, sobrepondo-se ao sol e a música, aos risos e a frieza repentina de Fernando.


Matar. Não era isso que seu pai queria que ela aprendesse afinal? Não era para isso que ele, de repente, lhe enviara de volta à Cross? Sara não entedia, mas agora ela sentia, afinal, aquilo era o que ela mais fazia ao lado de Raphael.


A proximidade dele de seu rosto a fez estremecer, sua mente se esvazia a medida que aquelas resoluções tomavam conta de sua mente. Não havia amor no mundo dos vampiros. Fernando e clara só se amaram por que ela era humana, se não fosse por sua mãe, Sara seria apenas um vampiro como qualquer outro.


Aquela era sua realidade e ela precisava entender.


Sara sentiu seu corpo ser erguido e o que ela poderia fazer? O que ela tinha que fazer?


-Você pode tentar - ela replicou quando Raphael disse que seus planos eram grandes e que ele poderia tentar mata-la ou a Fernando, ela sentiu a revolta se remexer dentro dela - você… pode tentar, você pode desejar, mas você… pode não conseguir - ela deixou-se cair na cama - Eu vou provar… eu vou em transformar no que todos vocês querem, eu vou… ser a assassina que você e que meu pai desejam tanto, no fundo… todos… todos são iguais, todos vocês traem no final - ela sentiu as lágrimas de raiva descerem por suas bochechas, seu corpo débil, sua mente fraca, mas ela não queria ser mais a coitadinha daquela história, aquilo estava indo longe de mais e a lugar algum - Eu juro que… que eu acreditei… em algum lugar dentro de mim, havia algo em você… quando… quando naquela noite… você estava tão devastado… eu achei que quando você quebrasse, eu tentei juntar os pedaços!  - ela fez um gesto com as mãos, como se tentasse montar algo - Mas sou eu, eu quem estou me quebrando! Sou eu quem estou morrendo aos poucos! Você.. você… você esta errado! Mas todos… acreditam em você… eu eu não vou mais contra todos! - ela soluçou, estava totalmente descontrolada.


-Eu amei você… em algum momento eu acreditei em você… eu estava tão desesperada por isso, por tomar o controle de volta e por que? - ela se calou, o que estava dizendo afinal? O que importava falar afinal?


Ela estava do lado dele olhando a janela naquela noite, eles mataram um estuprador naquela noite, eles compartilharam o sangue naquela noite e o que tudo aquilo tinha mudado?


Ela o viu se afastar, no fim, ela não podia fazer nada afinal, não se podia destruir o que não existia e não existia nenhuma punição sobre Raphael que o fazia ser assim, ele era assim e ela finalmente havia comprendido aquilo.


Um riso histérico escapou de seus lábios e ela colocou as mãos na cabeça, puxando os cabelos para trás, rindo ainda mais.


Ela cambaleou para fora da cama, seu corpo caindo imediatamente no chão. Ela praticamente se arrastou ao armário, passando sobre seu próprio sangue, deixando um rastro até o armário, onde, com dificuldade, se ergueu e pegou algumas pastilhas que estavam em suas roupas.


Ela ingeriu as pastilhas, uma, duas três, dez, seu corpo aos poucos absorvendo o sangue sintético enquanto ela ainda estava escorada à parede. Raphael a estava usando, mas ela faria com que aquilo tivesse um preço, apenas não sabia qual.


Sentindo-se mais estabelecida, ela foi até o sangue no chão, seus olhos vermelhos se fixaram na marca que logo desapareceu numa nuvem fina em sua direção.


Uma enfermeira entrou no quarto e a viu de costas para ela. Sara esperou que ela se aproximasse e então abraçou a  mulher, como uma criança assustada.


-Me perdoe - ela disse, sua voz carregada de sinceridade enquanto seus braços se estreitavam pela mulher que ficava cada vez mais pálida, Às suas costas surgia uma mancha de sangue que logo era absorvida por Sara.


Ela sentiu o peso da mulher em seus braços e a deitou sobre a maca, com cuidado, fazendo grande esforço para colocar o corpo inerte ali, afinal, ainda estava fraca.


Sara afastou-se, seus olhos perdidos naquele quarto onde o caos parecia imperar de forma invisível.



Ela virou-se para o guarda roupas e se vestiu com o que havia ali, a mesma roupa de quando havia chegado. Pegou seus documentos e se celular, não surpresa ao notar que não havia nenhuma mensagem de seu pai.


Sentindo a revolta mais uma vez se remexer dentro dela, ela limpou as lágrimas em seu rosto e então virou-se para a porta, abrindo-a num único movimento e saindo dali.


Se todos queriam que ela fosse um monstro, se para viver entre eles era preciso ser assim, ela tinha que tomar uma decisão e ela o faria.


Sara mal havia dobrado o corredor quando um vulto surgiu detrás de uma máquina de café, seus olhos castanhos estavam fixos sobre a garota que percorria o corredor como se fugisse de algo e ele bem sabia que era daquela forma.






Fernando deixou um suspiro cansado escapar de seus lábios. Sera que Sara seria capaz de conduzir tudo aquilo? Era necessário, ainda mais depois de tudo o que ele havia visto acontecer na mansão de Lord Crow. Fernando estava lá e ele teria morrido do coração, caso não fosse um vampiro, quando soube de tudo o que houve na Academia. Preso entre demônios, sem poder salvar sua única filha.


Ele estivera no Hospital, noite após noite, sempre oculto, apenas observando aquele jogo entre Raphael e Sara, tentando entender todas as coisas que ela não quisera lhe dizer. Então aquele era o mestiço que lhe entregara uma Sara tão destruída quanto reconstruída? Quando Sara se tornara tão forte para lhe ocultar segredos.


Fernando tomou o rumo contrário do corredor e então sumiu no estacionamento interno do hospital, indo para seu carro e deixando o lugar. Voltaria para o hotel onde Clara lhe aguardava e somente de lá se comunicaria com Sara.



Siberia pendeu a cabeça de lado e riu quando Caio falou sobre ela confessar seu amor a Hino.


-Como assim amor? - ela riu com seu jeitinho espontâneo, sequer havia ficado vermelho, parecia estar se divertindo com aquelas suposições - Acho que… não neh? - ela deu de ombros e então rolou os olhos quando ele disse que emprestaria a cadeira.


-Hey boy, acho que se eu fosse sair com uma garota, eu dispensaria este veículo - ela riu novamente, mas aquela sementinha de ideia agora estava martelando seus pensamentos, embora ainda bem pequena.


Ela ouviu então sobre o quanto Caio “precisava” dela e de Hinomaru e então cruzou os braços, não sem antes jogar uma almofada nele.


-Acho que você nem deveria estar aqui, já parece muito bem! - ela então tornou a se encostar, sentia-se fraca e cansada ainda - Vou descansar mesmo, e nem vem fazer carinho - ela deu um tapinha de brincadeira na mão dele e então riu, pegando a mão dele no ar e entrelaçando os dedos - Vamos ser um trio e tanto e vamos superar tudo o que houve!  - ela apertou os dedos dele antes de soltar e então fixou seus olhos verdes nos dele - Você pode contar comigo, sempre! - ela piscou e então se ajeitou mais, se cobrindo, fechando seus olhos - Me dê privacidade agora, não quero roncar perto de você… - ela pediu.


Neste exato momento, uma enfermeira entrou no quarto, havia algo estranho nela, afinal, era atraente e quase provocante demais para ser uma enfermeira, mas ela vestia uniforme e trazia uma bandeja de remédios e um copo com água.


-Beba isso queridinha - ela anunciou, o jeito dela lembrava até mesmo a professora de sociologia, mas era claro que não era ela, afinal a mulher era loira.


Sibeira tomou os remédios de forma rápida, achando um deles com um gosto um tanto férrico, parecido com sangue. Quando a enfermeira finalmente saiu, após ter ajeitado a cama de Siberia e algumas coisas do quarto, dando uma piscadinha para Caio, Siberia finalmente comentou.


-Remédio ruim… parece sangue… - ela fez uma breve careta e pôs a língua para fora.








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MensagemAssunto: Re: Hospital Geral de Ambarantis   Sab 12 Dez 2015 - 18:49

Eu ate que queria falar alguma coisa, mas aquela maluca que tinha entrado em meu quarto, e logo conversando um monte de asneiras agora tinha saído do mesmo jeito. Um dia nos veríamos novamente, ainda mais se ela fosse o que eu estava pensando. Dando um sorriso me recostei na cama e olhei uma televisão que estava ligada e não sabia como, ela passava na noticia do que acontecera com a gente, e isso era uma comedia. Olhei em volta, sabendo que estava cansado fechei os olhos.
Toda hora vinha uma enfermeira aqui para ver se eu estava bem. Trouxeram mais pastilhas para mim, tomei sem problemas, aquele cheiro de hospital não era para mim, era horrível, e muito chato não tinha nada a fazer e aquela peça rara não tinha vindo me visitar. Isso que era ser amiga. Olhei para os doces lembrando que em breve iria ver ela querendo ou não, já estava feliz.
O tempo foi passando, para mim foi um tedio, e ela nem para me visitar. Acho que ela pode vim, senão teria vindo, tinha somente essa televisão idiota para fazer eu passar o tempo, pelo menos tinha alguns filmes passando já era algo. Quando percebi tinha ficado uma semana naquele inferno, e nem queria isso. Respirei fundo, iria embora hoje e isso era bom. Dando um sorriso de canto, vesti uma roupa que foi trazida para mim, e acho que seria uma boa arrumar minhas coisas. Poderia em fim sair daquele lugar.
Peguei o resto das pastilhas, olhei em volta, tudo estava guardado e arrumado, sai do quarto, na maior cara de pau, quando uma enfermeira entregou minha alta, eu apenas peguei, e saiu porta  fora, queria ver Selene, precisava ver ela o mais rápido possível. Nesse meio tempo nem meu avô veio me visitar, somente me mandou mensagens, e quando estava saindo recebi mais uma.
Citação :


Tem que voltar a treinar, suas técnicas de Kenjutsu começam agora. Sousuke.


Ele já sabia o que queria e sabia o que enviaria para mim. Meu avô viria para cá para enfim me treinar em kenjutsu. Isso era uma boa coisa.


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MensagemAssunto: Re: Hospital Geral de Ambarantis   Sab 12 Dez 2015 - 19:24

+Lya+

Lya olhava para a menina quando ela lhe falou, deu um leve sorriso e sentiu um pequeno baque em sua energia, fazendo oscilar a ponto de afastar uns passos, perdendo por alguns segundos o foco em sua presença junto a eles. Sentiu doer a cabeça e ficar tonta. Irritou-se por fim e seus olhos amarelos focaram na jovem humana debilitada, o que veio a seguir foi um ar quente envolvendo-os e a vampira leva a ponta de seus dedos aos lábios como que fizesse uma reprovação ao ato da humana.

_ti ti ti...bambine má, gosto de como é atrevida agora é minha vez de retribuir seu "carinho"

A jovem humana debilitada mal pode falar sentiu um baque acerta a sua testa como uma agulha fina atravessando a mente jogando-a para trás, o corpo dela começou a tombar e segura pelo jovem Will que sentiu puxar ao cair no chão. A mente da humana começou a despedaçar e o corpo dela sentia os efeitos daquele ataque, corpo sentiu arder um calor percorreu a pele e o ar sufocante emanava enxofre. Ao seu redor tudo escurecera e quando clareou viu a cena aterradora, estava envolta por chamas e em um lugar caótico ela estava no inferno.
Nesse momento ver a vampira albina caminhar entre demônios e sua expressão era suave quando chegou na menina tocou seu rosto dizendo:

_
Si vuole uscire dall'inferno? Poi essere più obbedienti.(Queres sair do inferno? Seja mais obediente)

Puxou-a fazendo sair de lá e de volta a realidade entregou-a a Will e ordenou que entrassem no carro.


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