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 Ruínas Convento desativado

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MensagemAssunto: Ruínas Convento desativado   Dom 27 Set 2015 - 18:12

Relembrando a primeira mensagem :

Ruínas Convento desativado

Fora da cidade é conhecido como cidade baixa, local onde há muitas construções desativadas e inclusive um convento.

Willian havia sido convocado a invadir e exterminar um ninho de Level E, que segundo informantes. Mas na pressa Will não esperou por maiores informações do presidente. Os level E estavam muito mais fortes e alguns com poderes, por mais fracos que sejam ainda sim eram mais fortes.


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MensagemAssunto: Re: Ruínas Convento desativado   Dom 4 Out 2015 - 18:44

Zero encontrara kaito na copula e ficou espantado com a imagem da fenda e as criaturas que saiam dela.

_Mas que...KAITO...- gritou a ele que tentava evitar que mais criaturas saíssem de lá, ele e outros 3 caçadores continuavam a matar as bestas.

_kiryuu precisamos fechar essa entrada, há muitos deles saindo e não param...

Zero carregou a blood rose e voltou atirar, dando aos que estavam sem munição mais pentes de balas da blood rose.

Todos os caçadores prepararam lacres para colocar naquela fenda e então detonaram uma bomba para as pedras caírem, assim que a poeira baixou colocaram os selos e fecharam as fendas as criatura que já haviam saído foram todas exterminadas.

_Esconda esses selos, não quero correr o risco de serem violados novamente.-Zero olhava em volta e sentiu cheiro de sangue humano._humanos foram pegos aqui...Veja se há mais criaturas, vamos limpara a área e fechas todas as entradas assim que sairmos, lacrar todo esse lugar.

Assim todos os caçadores foram seguindo as ordens de Zero e o local foi todo lacrado.


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MensagemAssunto: Re: Ruínas Convento desativado   Dom 4 Out 2015 - 19:24

-Will, você sabe que não deve usar seus  dons de maneira irresponsável. É algo extremamente arriscado que certas pessoas saibam de mais. Pode acabar influenciando negativamente meus planos.

Lembrava-se de seu avô repetir aquilo mais de uma centena de vezes e, ainda assim, ele o havia feito. Usado seus dons na frente de Louanne e Sakura para pender os demônios, e não se arrependia, mesmo que agora seu estômago tivesse doendo enquanto corria e sua sede parecesse, aos poucos, estava voltando.

Mas ele não podia demonstrar e por isso corria junto às meninas, usando sua espada quando algum bicho se aproximava mais que o necessário. E, aos poucos, recolhendo suas sombras de volta. Estava em silêncio então. Não havia o que dizer, apenas que achassem que aquilo fora uma espécie de sorte inesperada.

-Eles estão... Mortos?

Perguntou, engolindo o fôlego quando parou, estranhando que tudo houvesse ficado tão calmo. Os demônios haviam todos morrido ou desaparecido, mas ele ainda não estava tão relaxado diante do lugar. Sentia mal estar na garganta, apesar da aparente vitória.

-Nós realmente escapamos?

Perguntou de novo ainda incrédulo, naquele lugar escuro e agora, aparente, sem ameaças. Claro que não havia acabado. Tinham que achar a saída. Mas até aquela vitória para Will ainda se assemelhava a uma ilusão inacreditável. Tinham se salvado. Tinham conseguido. E, principalmente, Sakura estava a salvo?

Como explicar o modo como estava atordoado e aliviado? Ou, como diante da cessação do nervosismo, ele simplesmente houvesse puxado Sakura, a abraçando e beijando de um modo como nunca havia feito, antes de notar seu erro? Afastando-se encabulado em seguida.

Off: Beijo só pela treta :D


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MensagemAssunto: Re: Ruínas Convento desativado   Dom 4 Out 2015 - 20:52

Correr correr e correr. Eu estava correndo já de forma automática, desesperada sentindo meus pulmões queimarem a cada inspiração e minhas pernas tremerem.
Mas não importava o que eu sentia, eu tinha que correr.

Lohanne continuava atirando naqueles seres. Mas como ela fazia isso? Com aqueça familiaridade com as armas? 
Eu me lembrei enquanto corria da última vez que a havia visto antes de sumir. Não foi uma conversa agradável, acho que uma das poucas vezes em que havíamos discutidos. Eu a alertava sobre Lewis. Eu sabia, eu sentia que ela ia fazer uma burrada, mas ela não quis me escutar e ainda jogou na minha cara a forma como estava com Charles apesar de Will.
Não sei se ela tinha conhecimento que eu sabia que ela havia ido embora com Lewis,o que na época, havia me magoado bastante..
Será que isso que ela era tinha algo a ver com ele? 

Talvez ela fosse mais uma das pessoas com quem devesse conversar. Mas novamente esse não era o momento, até porque esses pensamentos passavam tão rápidos na minha cabeça que se quer dava tempo de organizá-los. 

Eu só tinha que correr, mas...  Os demônios iam diminuindo, pouco a pouco até que tivessem derrubado o último. 
Eu parei, olhando para trás. 

- acabaram..... - Eu dizia isso não só por não vê-los mais, mas também porque não sentia suas presenças. 

Meus olhos passaram de Lohanne para Will e eu deixei o ar sair de forma pesada, aliviada.  Finalmente teve um fim
Só tínhamos que procurar a saída. 

Eu sorri involuntariamente.
 
- Yokatta..... 

Eu sentia todos os meus músculos doerem agora, sentia meu corpo tremer, mas a coisa mais surpreendente que senti foi o abraço de Will.... E seu beijo. 

Meu coração acelerou de uma forma que eu não soube explicar. Não correspondi e nem o rejeitei pois fiquei completamente surpresa. 

Eu só consegui me dar conta do que havia acontecido quando ele me soltou. Eu sentia meus lábios quentes e sensíveis ainda pelo beijo de uma intensidade qual ele nunca havia me dado, mesmo quando éramos namorados.

Eu olhava Will enquanto tocava meus próprios lábios com as pontas dos dedos, como se verificasse aquela sensação que ele havia deixado em mim. 
Eu não sou capaz de dizer que Will não mexe comigo, porque mexe. Mas eu tinha meus motivos para afastar Charles....  E também tinha bons motivos para afastar Will. 

Não foi possível esconder o rubor do meu rosto assim como o incontrolável corar que Will também tinha. 
Eu procurei uma saída alternativa 

- Conseguimos....  - Eu sorri, tentando desviar a atenção daquele beijo que ainda deixava a sensação na minha boca. 

Olhei para ele como se nada tivesse acontecido e em seguida pra Lohanne. 

- Mas é melhor sairmos..... Logo

Sim. Sair e resolver o mundo de coisas que agora eu teria que resolver. Com Zero, pela mensagem., com Lohanne pelo que vimos e com Will, principalmente por aquelas correntes.


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MensagemAssunto: Re: Ruínas Convento desativado   Qua 7 Out 2015 - 14:07

A corrida, os caçadores, tudo parecia ocorrer de forma acelerada demais e ao mesmo tempo em câmera lenta. Cada demônio atingido rolava e morria, se desfazia em trevas e pó e, ainda como se tudo aquilo fosse um pesadelo, Sakura e Willian estavam ali, envolvidos.
 
“Ela estava atirando... ela não caiu enquanto corria...” – Lohyanne pensou, ainda se lembrando da amiga desastrada e que se colocava constantemente em perigo. Charles ou Willian sempre a ajudavam mas eles eram... a mesma pessoa e agora... Ela não podia dizer.
 
“Você os deixou....” – no fundo de sua mente, ainda assistindo a confusa cena de beijo aquela afirmação surgiu e ela talvez não conhecesse mais aqueles dois à sua frente. Tentáculos de sombras, tiros, agilidade e destreza.
 
Bem, não havia ela também mudado drasticamente? Ela olhou então para a arma que Willian lhe dera e então se aproximou, pigarreando apenas para chamar a atenção dos dois, estendendo a arma para Willian.
 
- Spasiba – ela agradeceu e então olhou em volta, aparentemente estava acabado, mas aquilo não eram os leveis E que ela esperava encontrar ali – Podem dizer o que aconteceu? – ela perguntou, tentando ocultar a preocupação e confusão em sua voz, soando de forma quase profissional, mas seus olhos corriam de um rosto para o outro, estariam feridos? Certamente exaustos.
 
- Vocês... têm como voltar para Academia? – ela perguntou, quando Sakura falou sobre saírem dali. Havia tantas coisas para conversar e ao mesmo tempo ela não queria conversar sobre aquelas coisas.
 

“Adiar não diminue a culpa...” – ela pensou, enfiando as mãos nos bolsos do jeans e aguardando os dois começarem a caminhar para saída.





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MensagemAssunto: Re: Ruínas Convento desativado   Sex 9 Out 2015 - 16:51

Zero e kaito estavam na última saída aberta, alguns caçadores começaram a se reunir junto a eles informando que todas as passagens haviam sido seladas.

Skye carregava sua arma quando avista a Lobanova e dá um leve sorriso, junto a ela havia um rapaz e uma jovem japonesa.

_Olhe eles estam ali Kiryuu-kun,-Skye apontou e se aproximou deles, voltou a sorrir para a jovem russa.
_conseguiram afinal sobreviver.

Zero se aproxima deles e realmente não esperava que a jovem do Clã Tsukino estaria ali junto com o hunter que foram enviado por uma missão falsa.

_Você estão bem?- Kaito chegou olhando todos para verificar se não foram feridos._Lobanova-san, ótimo trabalho, acho que agora teremos que levar esses dois para Academia Cross.

Zero ainda olhava pela passagem, sentia que aquela situação não iria terminar ali.

_Não há mais nenhum demônio vivo aqui dentro?-Olhou Sakura, Will e Lohranne.


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MensagemAssunto: Re: Ruínas Convento desativado   Sex 9 Out 2015 - 19:01

Uma coisa era certa: Will tinha cometido um erro e estava à beira de um ataque cardíaco devido ao incidente. Se tinha sorte ou não, pelo menos a falta de luz escondia o seu rosto corado, muito embora tivesse feito questão de virar as costas para Sakura, com o coração disparado e disfórico a bater.

-Não foi nada.

Acenou para Lohanne de maneira amigável, limpando a arma e a colocando presa ao seu suporte no cinto. Então ouvindo a sua pergunta. Sim. Haviam muitas coisas que nem ele entendia, mas também não poderia explicar sua parte. Will mordeu os lábios, fingindo naturalidade.

-É... Acho que nós três viramos caçadores e nos metemos em um ninho cheio de demônios.

Coçou a cabeça de maneira mais inocente que conseguia, ainda mantendo um sorriso sem graça. Era muito bom que aquele lugar estivesse escuro, assim poderia inventar mais desculpas sobre sua atuação anterior.

-Vim com uma moto, mas se quiserem carona...

Mas mal conseguiu terminar a frase, já que logo o presidente da associação se aproximou junto ao seu assistente. Seus olhos arroxeadas então se fixaram em Zero por algum tempo. O transformado que chegara longe demais. Seu avô falava, enquanto Will apenas o cumprimentava com uma pequena reverência formal.

-Senhor presidente...

Sinalizou, logo se levantando. Seja cuidadoso, Will. Seja cuidadoso no que fala. Repetia a si mesmo.

-Acredito que por aqui sim, muito embora não tenha tanta certeza quanto a todas as criaturas.

Ele apertou a própria mão então sentindo medo, ao ver a imagem de uma mulher vir a sua mente, respirando fundo antes de continuar.

-Havia uma puro sangue lá embaixo.

Uma puro sangue que parecia um monstro e queria esquecer. Repetiu para si, enquanto seu corpo ainda tremia em terror diante da lembrança do momento em que aparecera. Muito embora não soubesse explicar se isso se aplicasse aquela mulher em si ou aos pesadelos que tinha naquele lugar.


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MensagemAssunto: Re: Ruínas Convento desativado   Sab 10 Out 2015 - 8:13

Zero e kaito ficaram aliviados quando os jovens ali não haviam se machucado.

O rapaz loiro então informa a ele que havia um sangue puro lá naquele lugar, Zero e kaito se olham, não demonstram surpresa, mas ficaram apreensivos.

_Vamos todos embora, Lobanova-san irá com vocês para academia, procurem a diretora Melany e pessa que me encontre logo pela manhã na associação.

Zero agrupou os hunters e se dirigiu ao carro para saírem daquele lugar, kaito tomou o volante e Zero sentou no carona.

No carro ambos conversaram sobre o ocorrido.

_Ela acordou, nada bom, temos que localiza-la rápido antes que seja impossível captura-la.

_Kaito uma vez falei que deveríamos ter enterrado esse lugar para essa puro não fosse acordada, mas as minhas ideias nunca são ouvidas.

_Zero-kun, entendo a raiva e o perigo ainda maior agora, mas sabe das regras e tratado dos vampiros com humanos, mesmo ela sendo uma grande ameaça ainda assim para os vampiros ela é um sangue puro e assassinar um sem motivos é crime e quebra do tratado.

_Maldito tratado, ao meu ver só dá benefícios aos puros. Eu quero mudar isso, impor mais normas e condições a essa praga.

_Se não aceitarem?

_Irão morrer.

Zero olhava as ruas passarem com um brilho no olhar fora do normal, ele realmente queria que todos os puros não existissem, são os culpados pelas dores e famílias destruídas que sempre provocavam.


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MensagemAssunto: Re: Ruínas Convento desativado   Sab 10 Out 2015 - 11:12

Os caçadores se aproximaram perguntando se estava tudo bem. Na verdade não estava e por inúmeras razões. O que diabos havia acontecido ali? Zero teria que dar muitas explicações e, como Lohanne sabia que ele não faria por bem, estava ainda mais certa de que deveria investigar por contra própria.
 
Além disso, havia Sakura e Willian, ou alguém que ela achava que fosse Willian.
 
“Sera que ele e Charles ainda dividem o mesmo corpo e ele usou os dons de Charles?” – ela se perguntava. E era bastante plausível visto que Charles sempre protegeria Sakura e sempre estava com ela. Bom, aquelas perguntas poderiam ser feitas em outro momento, tal qual as perguntas sobre Sakura atirando.
 
- Estamos bem – Lohanne limitou-se a dizer, colocando então a munição extra que trouxera em sua Nightshade, afinal de contas, ela não tinha a menor ideia do que poderia acontecer por ali, mesmo eles tendo dito que o local estava limpo.
 
- Acredito que contemos os que haviam aqui – ela informou a Zero, pouco se importando com Skye ou Kaito, ela queria respostas, olhou pára o presidente da associação deixando claro que em breve teria uma longa conversa com ele.
 
A informação de Willian sobre o puro sangue a deixou curiosa, ela virou-se para ele e perguntou como era aquela puro-sangue, precisaria do máximo de informações.
 
- Você tem nomes? Como ela escapou se o convento estava cercado pelos demais caçadores? Ela estava aqui sozinha? – As perguntas eram feitas de forma initerrupta, era melhor assim, antes que Zero interrompesse.
 
Ao ouvir a ordem para levar os dois para a Academia, Lohanne assentiu com a cabeça. Era melhor, assim poderia ter tempo para conversar com Willian.
 

- Acredito que não há mais nada aqui, eu pretendo retornar pela manhã – ela falou, assim que os demais saíram. Ela pretendia retornar para uma investigação mais completa – Vocês estão de carro ou moto, ou qualquer coisa assim? – ela perguntou, de forma bastante profissional, embora parte dela por dentro estivesse com receio de estar perto deles, principalmente de Sakura.





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MensagemAssunto: Re: Ruínas Convento desativado   Sab 10 Out 2015 - 11:22

eu prestei atenção nas palavras deles. É... três hunters. Eu bem que queria negar isso e escoder essa condição do mundo, mas haviam vezes em que isso não se fazia possível.
E duvido que tanto Willl quanto Lohanne ali quisessem que mais alguem soubesse.
Estávamos todos tão rodeados de segredos que era difíicil olhar para trás e lembrar de quem já fomos. Era estranho lembrar dos dias que nos conhecemos.

- Carona?.... - eu olhei Will e Lohanne, só agora me dando conta o inferno que seria para voltar á academia - Não.. Precisa... eu... - eu suspirei para mim mesma imaginando o caminho de volta com o corpo dolorido da forma que estava. - Eu vim de bicicleta.

Nada charmoso. Muito doloroso. Ainda mais agora que o sangue começava a esfriar, eu sentia todas as dores possíveis. A dor da queda, o frio e o latejar da ferida que Marshal havia feito no meu ombro. É... Muitas coisas para um primeiro dia. Idiota fui eu ao imaginar que seria fácil.


Eu ia explicar o que havia acontecido quando Zero chegou. Fiquei calada porque não queria comprometer mais meus segredos, mas ainda tinha que descobrir porque ele havia me mandado para aquela missão, se meus tios sabiam, já que haviam feito tntas imposições quanto à isso.

- Melany? - perguntei para mim mesma, imaginado o que ela poderia ter a ver com isso.

Fui andando com Will e Lohanne, um pouco alheia a discussão. Eu ainda pensava naquela Puro-sangue... a energia dela era.... não era normal. Não era algo que eu já tivesse presenciado embora fosse familiar de uma forma estranha.

Lancei um olhar à Lohanne. Não queria ser fria com ela, mas, eu não podia ignorar que eu tinha sérias desconfianças de onde vinha essa história de hunter.

- Gomenasai.... - olhei ambos - Eu vou pegar bicicleta... - eu ainda queria conversar com eles, principalmente com Will. Mas nesse momento tinha que me concentrar naqueles bons quilômetros colina acima.

Fui até uma moite, praticamente desenterrando uma bicicleta ali do meio, mas parei. Pensando bem. 

Eu ia demorar demais daquele jeito e isso ia fazer com que os dois pudessem fugir de mim e das explicações que eu queria. Afundei a bicicleta novamente na moita, jogando uns galhos na frente, voltando.

- Acho que vou aceitar a carona sim... - Outra hora, menos dolorida e mais disposta eu voltava para pegar a bike. E, ainda tinhamos que achar Melany, certo?


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MensagemAssunto: Re: Ruínas Convento desativado   Sab 10 Out 2015 - 23:09

Sessão encerrada

Pontos da rodada

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MensagemAssunto: Re: Ruínas Convento desativado   Dom 3 Jan 2016 - 13:03





Ou Charles sabia de alguma coisa ou Charles era muito, mais muito burro e ela não acreditava nesta segunda possibilidade. Sabia que Charles, assim como todo bom vampiro, usava máscaras para ocultar bem tudo o que sabiam, afinal, eles viviam disso.

Ela suspirou de forma pesada, analisando as palavras dele. Se havia alguma coisa, ou a única coisa que Charles dissera ali e que era verdade, era que ele não sabia lidar com aquele tipo de criatura. Ela notara isso na festa, nenhum dos vampiros esperava por aquele tipo de ataque.

Lohanne ficou pensativa. Aquilo seria um problema, um grande problema e talvez ele não escapassem daquela com vida, mas valia a pena o risco. Era a última coisa que ela queria fazer antes de deixar a Academia de vez e se mudar de forma definitiva para a associação.

Quando o carro estacionou diante do local ela saltou, sem muito ânimo, ainda mais sabendo que Charles pouco poderia fazer, então eles teriam que ir na base do hit and run mesmo.

Ela checou as armas e olhou em volta, ao que parecia, mais uma vez, os hunters responsáveis por aquele lugar deveriam ter ido tomar uma cerveja ou qualquer coisa, pois não havia ninguém ali.

Lohanne sacou a pistola e aguardou até que Charles a alcançasse, passando então por um buraco na lateral do prédio e logo entrando num corredor externo que levava até a parte interna do lugar.

Era de manhã, mas ainda assim haviam muitos pontos cegos entre os escombros e o sol incomodava a ela como decerto incomodava Charles. Era melhor entrarem logo.

Ela apressou o passo e logo estava entrando no salão principal do lugar. Ela sentiu arrepios e então olhou em volta procurando qualquer pista de quem quer que tenha estado ali, ou de onde fora aberto o portal selado por Zero e Kaito.

-Tente achar alguma coisa, qualquer coisa! - ela disse a Charles, se aproximando de uma parede e tocando alguns pontos, buscando por partes soltas ou passagens. Aqueles lugares antigos costumavam ter muito disso.







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MensagemAssunto: Re: Ruínas Convento desativado   Dom 3 Jan 2016 - 15:50

++Charles++


Algumas coisas eram melhores se fossem deixadas escondidas. E Charles sabia disso ao não comentar alguns pensamentos. De qualquer forma, logo a conversa parou, quando chegaram no local que Lohanne indicou, e o loiro então estacionou o carro próximo a uma arvore antes de descer. Não sem antes ligar o rastreador. Se houvesse algum roubo ali, bem, digamos que Charles arriscaria fazer um lanchinho depois, enquanto ia buscar o carro.

Lohanne havia saído na frente quase apressada demais, e não demorou muito para que o sangue puro lhe alcançasse em direção aquele local acabado. Se era mesmo um convento, devia ter sido quase demolido há anos, além do mais, seu interior cheirava a mofo e sangue. Era um lugar perfeito para um humano ser assaltado. Se eles fossem humanos.

Olhando para os lados, com a mão no revolver no bolso e óculos escuros na cara, o vampiro fez uma espécie de careta involuntária ao caminhar por ali. Não por nojo ou incomodo da sujeira, mas por outra coisa. A sensação que aquele lugar lhe dava e que não sabia bem explicar. Ou seria apenas o incomodo sol lá fora e o fato de estar cedo demais andando por ai e já havia se desacostumado.

- Tudo bem... – Acenou, indo em direção a algumas paredes de madeira, procurando marcas, sinais ou passagens sobre o mofo. Também pesquisava marcas no chão e buracos sobre as tábuas soltas, mesmo que suas buscas não saíssem do zero a zero. Ok. O que ele pretendia encontrar ali? O papai Noel ou Sakura saindo por uma daquelas paredes? Charles deu um suspiro, quando uma tábua foi arrancada de uma vez por sua mão, a jogando no chão. Não havia nada ali, apenas madeira apodrecida. Espera ai... madeira apodrecida. Isso queria dizer que água estava alcançando aquele nível de algum lugar. Ah... Claro, os canos ali.

-Você disse que haviam demônios por aqui... Nesse caso, eles tem que vir de algum lugar. - Ele andou pelo corredor, enquanto ela fuçava mais as paredes. – E não conseguiriam se movimentar daqui sem um confronto direto com os hunters que estavam vigiando, a não ser que usassem o esgoto... – Ele vasculhou mais umas paredes pensativo. – Nesse caso, acho que seria mais proveitoso procurarmos por uma fossa ou entrada do esgoto daqui... Ali seria o melhor lugar para algo se esconder a luz do dia, não acha? – Claro que também poderiam procurar o tal portal. Mas nem Charles, nem Lohanne pareciam fazer ideia de como era o tal portal.


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MensagemAssunto: Re: Ruínas Convento desativado   Seg 4 Jan 2016 - 17:35



Esgoto, sim, aquela era uma excelente ideia, aquele tipo de criatura não se daria bem com a luz do sol, certamente, então procurar eles em partes obscuras daquele lugar seria o mais correto a fazer.

-Will e Sakura estava no andar inferior, pelo que me lembro, nós chegamos até lá através de algumas escadas - ela se afastou da parede e engatilhou a arma - Vamos, eu me lembro que era por aqui.

Lohanne seguiu por um longo corredor, virando duas curvas, seguindo para o norte. Haviam entrado por ali correndo da última vez e todas as salas pareciam tão iguais agora, mas ela tinha quase certeza de que era aquele o caminho a se seguir.

Finalmente eles chegaram num corredor que terminava numa longa escadaria a um andar inferior, escuro. Ela desceu cuidadosamente os primeiros degraus, sempre olhando em volta, atenta a qualquer barulho que pudesse vir dali, deixando seus olhos ficarem vermelhos, mais adaptados a pouca claridade.

Degrau a degrau, Lohanne ganhou território e alcançou o andar inferior, parando no fim da escada, deixando os olhos se acostumarem a escuridão quase total e ao estranho e forte cheiro de enxofre que havia em todo local.

Ela esperou que Charles a alcançasse e começou a se praguejar por não ter comprado um sinalizar. Seria bom jogar um daqueles no fundo daquela escuridão sem fim e ver o que havia ali.


“Não consigo ver quase nada, mesmo com minha visão vampírica e esse cheiro insuportável parece estar em todos os lugares. Eu deveria ter me preparado mais para essa missão, não acredito que pude ser tão imprudente a ponto de vir aqui sem o necessário…” - ela se culpou mentalmente, mas tinha que seguir e, assim que Charles a alcançou, ela deu o primeiro passo em direção a escuridão, ao corredor que se estendia diante deles.





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MensagemAssunto: Re: Ruínas Convento desativado   Ter 5 Jan 2016 - 17:03

Um mergulho


Entre o céu e o inferno


Como se fosse possível


Dividir-se


Ou decidir-se…






Aquelas ruínas guardavam segredos a qual ambos não poderiam imaginar, Charles examinava o local enquanto a ruiva estava preocupada com o tempo que permaneceriam ali e se encontrariam algo. Aquele convento fora erguido para guardar um segredo a qual ambos não iriam gostar de descobrir.




Se tivesse razão


Escolheria


Mudaria


Encontraria o caminho


De volta…





As paredes daquele local tinham uma energia estranha e ao mesmo tempo familiar, a ruiva já havia sentido antes aquela sensação, mas o loiro só conseguia pensar na familiaridade estranha que ele sentia quando tocava aquelas paredes, ao tocar a parede sentiu algo lascar um pequeno talho na sua mão o que fez por reflexo levar o dedo com a gota de sangue escorrendo ao seus lábios, sem antes manchar a mesma. Nesse exato momento sentiram um pequeno tremer de terra, não fora forte a ponto de perder o equilíbrio, mas sim ao ponto de sentirem vibrar a pele.

Do céu sinto tudo


O cheiro


O prazer


O sabor


A sensação


O amor…






Um ar fadigo adentrou o local, era quente e com cheiro forte de algo que queimava... Não era outro cheiro... Farejando o ar começaram a distinguir, era enxofre...


Do inferno



O gosto amargo


As noites em claro


A vontade de fugir


Esquecer…



Novamente um tremor e uma pequena fenda se fez na parede de pedra manchada pelo sangue daquele vampiro, a fenda exalava o enxofre e dela se podia ver algo avermelhado, uma luz avermelhada que balançava ansiosa para adentrar aquele lugar.







Se em tudo há retrocesso



Voltaria um pouco



Para ver de perto



Onde foi que errei



E porque acerto



Com menos freqüência







No outro extremo daquele salão em um corredor escuro tiveram a sensação de estarem sendo vistos de lá ouviram algumas vozes que praticamente falavam a mente deles. Elas sussurravam e soltavam pequenos risos misturados com gemidos baixos de angustia. Sombras começaram a surgir naquele corredor.








Um mergulho na alma

Poderia curar a tristeza

E me encorajar

A uma nova esperança


A ruiva e o loiro sabiam que aquele não era um lugar seguro, somente tinham a opção, fugir...

Anjos,

É o que o céu e o inferno

Tem em comum…


Pequenas labaredas saíram da fenda que parecia se rasgar abrindo cada vez mais e puderam ver nitidamente garras e uma mão em chamas querendo sair daquele lugar, forçando a sua saída querendo se mostrar a eles.



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MensagemAssunto: Re: Ruínas Convento desativado   Sex 8 Jan 2016 - 1:48

Charles podia não saber nada sobre demônios, muito menos como caça-lo quando, até pouco tempo, não se importava com isso. Mas de um tipo de coisa ele, como qualquer outro sangue puro ou caçador saberia, leveis E e seus hábitos. Afinal, não eram em esgotos e becos escuros que eles se escondiam durante o dia ou quando não queriam ser caçados, então por que não? Ok que aquele tipo de lugar fedia e pisar em dejetos era algo nojento, mas não se podia dizer que ele negasse aquela ideia em uma construção como aquela em uma cidade antiga onde, segundo fontes, os tuneis eram enormes e ladeados por todos os cantos.

E, de certa forma, o próximo comentário da ruivinha apenas confirmou isso. Então se eles tinham descido, eles realmente tinham ido ao esgoto.

-Então vamos procurar isso...

O loiro balançou a cabeça em um aceno, enquanto continuava a seguir a menina apalpando a parede para detectar pontos ocos ou fundos cegos. E, a medida que os dois caminhavam, a escuridão aumentava à sua volta, mesmo diante dos olhos vermelhos dos dois vampiros e... Arg...

Naquele ambiente, uma espécie de talha afiada havia passado pela mão de Charles fazendo um corte e espalhando o cheiro de seu sangue em todas as direções. O vampiro protestou, colocando o ferimento na boca e apenas sugando, mas o estrago já havia sido feito e, no corredor mais claro agora surgiam sombras enquanto o cheiro de enxofre enchia o ar.

Aquilo não era um bom sinal. Pensou o loiro, sentindo leves pontadas de mal estar na cabeça e no estomago. E nem a abertura talhada que agora se desenrolava na parede era um bom sinal. Seus pelos agora se eriçavam e talvez alguém mais esperto já estivesse a correr. Mas a familiaridade e o desejo por encontrar sakura eram grandes no menino, e seus pés não se envolveram apesar do mal pressentimento enquanto desembainhava suas duas espadas arrouxeadas.

- Acho que achamos seu portal. – Foi o que expressou, embora aquela fala não fosse mais necessária que a obvia visão. Embora agora uma segunda pergunta ganhasse o ar e a careta em sua face. O que era aquela coisa saindo dali? - Melhor ficar atras de mim, Lohanne. - Acenou, dando um passo a frente em uma mistura de determinação, curiosidade, medo e estranhamento.


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MensagemAssunto: Re: Ruínas Convento desativado   Sab 9 Jan 2016 - 11:12





Lohanne ainda se praguejava por não ter trazido um sinalizador quando sentiu pequenas vibrações, como um estranho reflexo de um terremoto, leves, mas o suficiente para sentir aquilo em sua pele, olhando então para a escada atrás de si. Charles não havia descido mas ela sentia, sim, ela podia sentir o sutil cheio de sangue no ar.

“Chto?” - ela subiu os degraus correndo de volta para encontrar Charles, sentindo novamente o chão e as paredes vibrarem. O cheiro de enxofre se tornava mais forte, ainda mais forte do que no andar inferior e agora ela tinha certeza de que fora uma péssima ideia ir até lá, não sabia o que poderiam enfrentar e nem se estava pronta para isso.

Charles estava parado diante da parede, sua mão ferida ainda exalava o suave aroma do sangue de um puro e, ainda bem que Lohanne havia bebido aquela taça na mansão Lutont, ou estaria com problemas.

Diante dele, uma pequena fenda se abria na parede, uma luz avermelhada saindo conforme a fenda se tornava maior.

Atrás dele, do corredor de onde Lohanne havia vindo, ela teve a estranha sensação de que estava sendo observados pela escuridão, vozes e sussurros se fazima ouvir e ela estremeceu, sua arma sempre a postos embora ela não tivesse certeza de que aquilo seria útil.

Ela se aproximou de Charles, mas não ficou atrás dele, protegida por ele, como ele sugeria. Os dois precisavam se proteger e talvez recuar, mas Charles, ao contrário dela que estava com os olhos azuis arregalados e assustados, parecia apenas incomodado.

Ela então viu a garra saindo dali e se virou, apontando sua arma, engolindo em seco, tentando manter o controle para que suas mãos parassem de tremer. Ter medo era bom, ter medo trazia cautela no lugar de confiança.

-Não creio que esse seja o portal… - ela comentou num tom baixo, num fio de voz -Ao contrário… o portal vem lá debaixo… - ela ainda sentia aqueles olhares, os pêlos de seu pescoço se arrepiando.

-Não se aproxime disso Charles! Acho melhor recuarmos um pouco - ela então deu um passo para trás, virando sua mira da garra na parede, para a escuridão do corredor - Inferno!






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MensagemAssunto: Re: Ruínas Convento desativado   Dom 10 Jan 2016 - 18:47

Ambos estavam ali de pé observando o que poderia sair de dentro daquela fenda, as vozes na mente deles aumentavam e ficavam ao mesmo tempo confusas já que eram sussurros misturados em vários idiomas que pouco se entendiam, a fenda na parede começou a aumentar e um clarão iluminava o local.

Era um incomodo a ambos, irritavam e ao mesmo tempo faziam sentir calafrios a espinha, o odor de enxofre aumentou a cada momento e novamente sentiram o vibrar de terra... Um mistura aterrorizante que a mente deles somente diziam.. fujam...

De repente como que por um encanto tudo parou a escuridão tomou conta do local, na verdade somente um lugar estava iluminado e de lá ouviram uma voz:

_Ousadia de vós adentrar nesse local sem temerem por vossas almas.

A voz fez ambos voltarem a face para sua direção e lá sobre o escuro aquele contorno olhava-os aguardando-os falar.


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MensagemAssunto: Re: Ruínas Convento desativado   Sex 15 Jan 2016 - 13:55



Como caçadora, era estranho estar ali parada, ainda mais quando todos os seus instintos diziam que deveria correr, que deveria fugir. Sua cabeça doía, aquelas milhares de vozes e sussurros, como uma melodia melancólica da morte fazia até mesmo sua alma se agitar.


Seus olhos estavam vermelhos, assim ela conseguia ver melhor na escuridão, não que realmente quisesse ver os rostos daquelas sombras que se mexiam nos corredores, mas queria estar pronta, preparada para o que pudesse acontecer.


O ar estava quase tóxico devido ao cheiro, difíci lde respirar e, por sorte, sua natureza vampírica não exigia muito do oxigênio, ainda assim não era agradável aquele odor impregnado em sua garganta e em seus pulmões.


Ela sentia seus joelhos tremerem levemente, a arma em sua mão parecia pesada, mas ela continuava a mirar naquela fenda, mas então…


A escuridão tomou e local e ela teve que segurar um grito na garganta, olhando em volta, assustada, ensurdecida pelas vozes, seu coração pulsando sangue em suas veias de forma rápida e dolorosa. Seria tarde demais para fugir?


Então, atrás deles, um ponto iluminou-se, um único local.


Lohanne se virou lentamente, encarando então aquela criatura sentada, chifres e uma pele estranha cobriam aquele corpo. Ela recuou um passo. Aquilo era um demônio?


A voz rouca da criatura então chegou a seus ouvidos e agora ela se sentia extremamente arrependida de não ter seguido seus instintos.


“Nossas almas…” - ela pensou, em meio ao medo, uma pontinha de amargura surgiu. A alma dela já estava perdida mesmo, mas para um outro demônio.

-Sakura… Tsukino - ela pronunciou, fora tudo o que sua garganta comprimida pelo medo e seus pulmões ardendo pelo odor conseguiram criar.








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MensagemAssunto: Re: Ruínas Convento desativado   Qui 21 Jan 2016 - 14:24

Se aquilo não era realmente um portal, então confesso que realmente não sabia o que era um. Não me culpem, eu nunca havia visto um. Além do mais, de onde porra tinha vindo aquela luz estranha, o cheiro incomodo mas familiar de enxofre, as sombras do corredor. De alguma forma, algo gritava em minha mente, e aquela dor de cabeça parecia ser um tanto quanto desconfortável, enquanto meu corpo permanecia tenso e minha mão caminhava para as duas espadas escuras que embainhava na cintura.

-Debaixo? - Levantei a sobrancelha. Se ela se referia ao inferno, então aquilo me dava a mesma sensação que tive diante da menina demônio de minha festa. Além disso... Meus olhos vermelhos logo se voltaram a minha mão, de onde o cheiro de sangue ainda saia, embora estivesse totalmente curado. Rituais precisavam de sangue, assim como portais. Tive uma sensação nostálgica ao lembra disso, embora sinceramente não soubesse de onde veio o pensamento.

Correr. Me parecia a opção mais viável e inteligente enquanto olhava de um lado para outro. Mas também a menos provável. Eu não era de correr, e, embora meu corpo parecesse alerta, não arredei os pés dali.

Tolice da juventude ou hiperconfianca? Talvez meu sangue infelizmente me fizesse ter um pouco dos dois. E talvez isso me levasse ao tumulo. Mas semelhante a mim, parecia ser a ruivinha irritante. Mesmo que, do nada, vozes em diversos idiomas começassem a falar em nossa mente como uma frequência quebrada. E a iluminação, antes parca o suficiente para termos que dilatar nossos olhos agora era constante. À luz do fogo do próprio inferno e também seu desagradável cheiro.

Corra, fuja, saia daí. O instinto de sobrevivência continuava a dizer por milhares de vezes. E, desobediente e tolo eu não o seguia. Havíamos aberto um portal proibido. Agora eu tinha certeza enquanto meus punhos apertavam mais o cabo das armas e meus pelos jaziam eriçados como os de um gato arisco é aquela era nossa chance de rever Sakura.

Só tendo ainda mais certeza disso quando a escuridão encontrou seu local sobre o ambiente, vindo junto com uma criatura estranha com fascies de touro e chifres na cabeça. Embora ainda assim não conseguisse enxergar sua figura por inteiro. Apenas o contorno no ponto iluminado.

-Viemos procurar alguém... - Completou charles de forma clara e fria, talvez um pouco arrogante demais. Tentava imprimir a maior tranquilidade possível diante daquele ser, como meu sangue mandava, apesar de sua agitação. Medo, temor? Sim. Havia isso, mas havia outra coisa. Talvez um reconhecimento, como se algo em meu corpo quisesse acordar, enquanto encarava o outro com olhos naturalmente confiantes, prepotentes e determinados.

Qual é? Perder a alma? Aquilo era ridículo. Além do mais, esse não era meu medo. Eu já havia perdido a minha a muito tempo.


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MensagemAssunto: Re: Ruínas Convento desativado   Seg 25 Jan 2016 - 18:26

A criatura observava ambos e sua presença se tornava ainda mais intimidadora, aquele ser sentado hergueu-se diante deles de tal forma que parecia imensa a sua estrutura diante deles.

-Inu mukufuna thandizo langa? Iwo amadziwa kuti zonse ali mtengo. Ine ndikudziwa kumene ali moyo kuyang'ana, koma kodi mukufuna chinachake kenakake. (Quereis a minha ajuda? Sabem que tudo tem um preço.Sei aonde está a alma que procuram, mas quereis algo em troca.)

A besta sentia o medo deles e ainda satisfeita em subjuga-los, sabia que não compreenderiam suas falas, mas ainda queria saborear daquela energia que eles emanavam com o medo de sua presença.

Ele olhou o vampiro loiro e grunhiu algo a ele em suas palavras direcionando a pergunta e pronunciando o nome que para ele era estranho, mas familiar.

-Mephisto... Munakhala mu mnofu wa nyama zimenezi sali angwiro ndi chowopsya kuti sayenera gehena, muyenera tichotse izi wovunda ndi akufa thupi. (Preso na carne de uma besta tão impura e medonha que não é digna do inferno, deves se libertar dessa carne podre e morta.)


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MensagemAssunto: Re: Ruínas Convento desativado   Sex 5 Fev 2016 - 22:03

Fugir, um instinto básico de todas as criaturas vivas e essencial para a sobrevivência. Um ato simples, imediato e instintivo que não exigia muita consideração. Adequado? Talvez sim. Com certeza parecia quase perfeito. Exceto por um detalhe. O orgulho e a personalidade daquele puro sangue de cabelos loiros que, decididamente, optara por não arredar de nenhuma forma o pé dali. E se comportava de maneira quase prepotente, cheia de si frente a frente aquele demônio. Mas o que podia fazer se era assim? Se havia algo que Charles não podia negar era sua falta de temor pela morte pura e simples, ou pela tortura. E, portanto, por mais que seu corpo vacilasse, ele não se mexia, tentando-se manter à frente da level E.

Em seu íntimo também havia uma segunda coisa que não conseguia descrever. Familiaridade, incomodo, nostalgia e dor de cabeça. Que só piorou diante dos olhos amarelos em direção a eles e das palavras pronunciadas em seguida. Palavras em um idioma estranho, mas ao mesmo tempo familiar que poderiam fazer sentido em sua cabeça cada vez mais cheia. Principalmente quando a criatura pronunciou aquele nome. Um nome que já havia ouvido há muito tempo, ou seria fruto de uma imaginação fértil e sonhos febris?

De qualquer forma, Charles expressou uma careta muito estranha em sua face. Uma, duas vezes, sua cabeça latejava mais forte, pronta para explodir diante daquela pronuncia, enquanto seus batimentos se aceleravam nitidamente. Algo queimava em suas veias como uma maldição constante que tentava evitar, ardendo e queimando. Seu sangue de demônio se agitando, embora ele não soubesse descrever isso muito bem. E por instantes, Lohanne pode sentir uma sensação estranha vindo de Charles. Não a aura sufocante de um puro sangue. Mas algo pior, indefinido e ao mesmo tempo conhecido, enquanto Charles sentia o gosto ferroso de sua tosse vir a boca. Aquele era um mal horário para ter uma crise. Notou, e portanto, evitou demonstrar qualquer reação diante de seu estado.

Apenas um nome passava por sua cabeça... Mephisto... E então as frases misturadas... Não seria aquela linguagem familiar também? Notou um pouco confuso. Seus olhos estavam vermelhos, mas tinham um brilho estranho para um vampiro e talvez a própria expressão de Charles tivesse mudado por uns instantes. – Não pretendo acreditar que existem coisas de graça, até porque apenas trouxas acreditam na bondade de um demônio. – O loiro olhava séria e direta para a criatura. De uma maneira estranha, de repente tinha compreendido o que fora dito. – Por isso estamos aqui para negociar por ela... Qual o seu preço pela informação? – Perguntara no mesmo tom inquisidor, sem vacilar. Muito embora a segunda frase agora percorresse sua cabeça de maneira incomoda.

Mephisto... Libere-se da carne impura? Aquilo parecia até um daqueles filmes de terror Trash. Seriam essas as referencias? Então porque aquilo lhe incomodava tanto...?



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MensagemAssunto: Re: Ruínas Convento desativado   Qua 10 Fev 2016 - 16:03




O cheiro no ar se tornava mais denso e Lohanne começou a tossir, sentindo cada vez mais forte a sensação de mal estar, parecia que a qualquer momento desmaiaria naquele local. As vozes e gemidos, a sensação sufocante. Talvez se não fosse pelo forte propósito ou até mesmo por Charles estar ali, ela simplesmente teria saído correndo.


Ela recuou mais um passo quando a criatura se ergueu, colocando-se um pouco atrás de Charles, como uma maneira de se proteger. Agora se arrependia de ter dito o nome da amiga assim tão prontamente, quem garantiria que aquele ser ali não era o próprio responsável por tudo o que havia acontecido?


Então palavras passaram a ser ditas e Lohanne sequer entendeu o ou identificou o estranho idioma. Não parecia latim ou qualquer outra língua que ela ouvira falar. O que poderia ser?


Lohanne olhou de forma indagativa para Charles, mas ele parecia concentrado, totalmente distante, então o que aconteceu a seguir a fez recuar ainda mais, se afastar ainda mais dos dois, quase retornando para o corredor cheio de sombras.


~chto… - Charles tava respondendo aquela coisa, Charles havia simplesmente entendido tudo o que o outro havia dito e agora respondia, os olhos vermelhos, brilhantes, de um modo ainda mais sobrenatural.


Lohanne estava boquiaberta, olhando para as costas de Charles agora. Como era possível ele entender o que o demônio falava? O que o demônio poderia querer deles dois? Uma aprte sua estava agradecida por ter chamado Charles, mas outra parte estava confusa, tentando encaixar aquela nova peça naquele vasto quebra cabeças.


“As sombras de Willian conteram os demônios… Charles e Willian separados, vampiros…. domando demônios… demônio…” - ela olhou para aquela criatura à frente dela e então tomou coragem, embora fosse difícil fazer sue corpo entender que deveria se manter firme e sua mente estivesse atordoada.

-O que você quer… que façamos…? - ela perguntou num fio de voz.





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MensagemAssunto: Re: Ruínas Convento desativado   Ter 16 Fev 2016 - 21:08


A criatura olhava para Charles nitidamente o reconhecendo e fungava seu hálito de enxofre, havia assumido nova foram e deu largo sorriso quando a outra vampira tossiu com o cheiro forte que emanava no ambiente. A besta sussurrava palavras sem sentido ao vampiro que parecia quase hipnotizado com a presença da fera.

_Se quiseres a humana de volta, podereis lhe devolver, mas terão que pegar algo que foi me tirado a milênios atrás.

A criatura que havia tomado uma nova forma chegou perto deles e estendeu a garras mostrando a eles o que era, ali estava uma imagem de um coração apodrecido.

_Devolva-me o que a pactuante levou e sua humana será salva.

A besta fungou seu hálito do inferno em suas faces.

_Mansão Homan ... és o lugar que deves procurar...

Afastou esperando a resposta de ambos ao seu pequeno pedido.


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MensagemAssunto: Re: Ruínas Convento desativado   Seg 22 Fev 2016 - 7:26

As narinas do vampiro jaziam um pouco contraídas diante do cheiro horrendo de enxofre, no entanto, de alguma forma aquilo não parecia mais incomodá-lo tanto quanto antes, embora o fizesse belamente com Lohanne. Que coisa escrota, podia se pensar. Mas o que não era estranho ali para si desde o início? Sua dor de cabeça e aquela sensação estranha de familiaridade insistiam em lhe perseguir, enquanto tudo o que mantinha era o mesmo olhar prepotente, vermelho e calmo. Um olhar quase perigoso e intrínseco a si, semelhante ao do demônio de quem herdara a alma. Sim. Similaridades, haviam muito ali e muito com seus antecessores, embora Charles ainda não soubesse, e aquilo era inegável, enquanto ele o ouvia sem seguir o instinto natural de vacilar.

Mas por que vacilar e recuar ali, se ele só se curvava a si mesmo ainda quando não tinha mais poder que um vampiro selado? Por que vacilar diante do que mais queria: Tsukino, a sacerdotisa da lua e sua única obsessão quase doentia.

-Algo tirado a milênios atrás... – Repetiu o loiro quase levantando a sobrancelha em língua de demônio, que lhe saiu das maxilas mesmo de forma involuntária. Aquilo não fazia muito sentido. Ele era um demônio e, embora Charles não tivesse crendo em uma dessas criaturas antes de visualiza-la por si só, não se podia negar que não desconhecia seus poderes. E também que vira certa quantidade de poder naquela mulher em sua festa. O que queria dizer que, qual fosse sua exigência, aquilo era um teste, ou uma forma de diversão pendente que pretendia fazer o circo pegar fogo. Não que fosse alguma coisa para qual apresentasse oposição, para falar a verdade, a ideia quase divertia sua mente perturbada.

O que só se confirmou quando, transformada em uma espécie de aberração em forma humana que não pegaria nem a mais louca das barangas, a criatura se aproximou com aquela espécie de imagem de coração em mãos. Algo óbvio, que precisava ser explanado, principalmente quando aquela coisa cheirava a um cão doente e apodrecido.

Então ele queria seu coração, aquele da criatura do pacto. Um pedido difícil, mas nada que ele discordasse. Não se envolvesse Sakura. Não se aquilo viesse a deliciar sua boca com o sabor da vingança. Seus olhos brilharam quase cruéis e sadistas diante da ideia enquanto sua face permanecia imutável e arrogante. Mesmo sem nada a falar, o demônio poderia perceber que Charles sentia um prazer sinistro ao pensar naquela tarefa, como se fosse ir atrás daquele coração, que talvez mal interpretasse, por vingança própria de qualquer forma.

Mas isso seria depois. Depois de ter sua Sakura. Depois de deixa-la em um local seguro, para então dar um banho de sangue em todos que ousaram tentar tirar o que era dele.

Por instantes, o puro sangue continuou a encarar o demônio quase sobre hipnotismo. Um truque, uma verdade, tentava entender, olhando em seus olhos, mesmo que ainda incomodado, e então apenas assentindo positivamente enquanto virava para Lohanne.

- Temos um resgate a planejar, cabeça quente... – Sinalizou Charles por fim para a ruiva, embora não deixasse por um segundo, de prestar atenção na criatura e em um possivel ataque por parte dessa. Só esperava que Sakura estivesse bem até lá.


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MensagemAssunto: Re: Ruínas Convento desativado   Qui 25 Fev 2016 - 16:02


A tontura tornava quase impossível fixar a visão naquela nova forma que o demônio tomava. Definitivamente ela não estava pronta para enfrentar aquela coisa sozinha e, apesar de ter sido uma excelente ideia chamar Charles, ela também não estava pronta para mais aquele novo fluxo de informações. Charles compreendia cada palavra daquela besta. Conhecia ele o idioma dos demônios?


“Garras negras…” - ela lembrou então de Will, naquele mesmo lugar.


A imagem de um coração apodrecido apareceu nas mãos daquele demônio, era o que ele queria, mas como eles poderiam conseguir aquilo? Quem era a pactuante? Onde era aquele local? Eles teriam que pesquisar em campo.


Lohanne levou a mão ao estômago, não havia comido nada, apenas bebido o sangue que Charles lhe ofereceu, se sentia fraca e enjoada pelo cheiro, mas se segurou, tentando manter uma postura ereta enquanto Charles terminava aquela negociação com aquela criatura.


Os dois se encaravam, numa possível conversa mental, estariam negociando algo oculto dela? Aquilo só aumentava as suspeitas de Lohanne sobre a natureza de Charles, mas ela mal conseguia pensar em outra coisa além de não vomitar nas próprias botas. Ainda não era uma vampira completa, ainda era humana e tinha as fraquezas de um humano. Precisava de ar, ar puro.


Ela apenas assentiu quando Charles finalmente a encarou, lançando um último olhar aquela criatura? Poderiam confiar num demônio?


-Vamos - ela sussurou e então passou a andar de costas, se afastando da criatura. Queria sair urgentemente dali, das sombras, do cheiro terrível que parecia impregnado em seus pulmões.


Será que ainda estaria viva se não houvesse trazido Charles? Aquele pensamento lhe deu um calafrio, mesmo com a perspectiva de que estavam saindo dali. Ela parou, esperando que Charles também se afastasse da criatura.


Seus olhos estavam totalmente vermelhos, tentando enxergar naquela escuridão. Talvez o demônio levasse aquelas coisas consigo quando sumisse, mas ele ainda estava ali.

“Utrum tentare sit proprium diaboli” - ela tentou respirar, aquela frase martelando em sua cabeça e então um flash invadiu seus pensamentos: uma mulher comendo um coração





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